Ética é o conjunto de valores, ou padrões, a partir dos quais uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões. A ética é importante por que respeita os outros e a dignidade humana.
Quinta-feira, 25 de Julho de 2002
PJ INVESTIGA UTILIZAÇÃO DE DROGAS NOS TOUROS
A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar a utilização de drogas nos touros de lide. As investigações arrancaram há cerca de um mês, depois de a PJ ter recebido várias denúncias de veterinários segundo as quais terão sido detectados vestígios de Rompun e Calmivet em carcaças de touros lidados em praças portuguesas.

Segundo uma fonte da PJ, o Rompun e o Calvimet, sendo subs-tâncias analgésicas, estarão a ser utilizadas com o objectivo de tornar os touros mais dóceis para o toureio a cavalo. João Alvoeiro, presidente do Sindicato dos Médicos Veterinários, afirma que estes medicamentos animais “não podem ser usados para isso: é impossível, porque o touro fica completamente atordoado, cambaleante”.

A verdade é que, segundo disse ao Correio da Manhã um ganadero cujos animais já sofreram os efeitos do Rompun, esta substância está a ser utilizada em Portugal para acalmar os touros antes de entrarem na arena. “Já houve casos pontuais em Portugal”, afirma peremptoriamente esse criador, que solicitou o anonimato.

E para que não restem dúvidas sobre a utilização de Rompun e Calvimet, este ganadero é ainda mais preciso: “no meu caso, os touros ficaram praticamente a dormir; enganaram-se nas doses e nem sequer chegaram a ser lidados”. Mais: “no meu caso, não me calei porque foi evidente de mais. E denunciei a situação à autoridade sanitária”.

Passados alguns dias os animais regressaram ao estado normal, desaparecendo os vestígios dessas substâncias por via da urina. Daí que, para detectar resíduos de Rompun ou Calvimet, “as análises têm que ser feitas logo a seguir aos animais terem sido lidados”, sublinha aquele ganadero.

O recurso a estes medicamentos parece ter uma explicação muito simples: “quando os toureiros têm medo dos touros, porque são grandes, utiliza-se tranquilizantes”, acrescenta. Vasco Lucas, secretário-técnico da Associação Portuguesa de Criadores de Touros de Lide, reconhece que já “ouviu falar” na utilização de drogas nos touros de lide, mas deixa claro que “a associação não sabe de nada oficialmente”.

Segundo este responsável, os toureiros “pretendem ter cada vez mais um touro mais dócil, porque é isso que permite o toureio artístico e é isso que o público quer”. Só que, “quando aparecem touros mais dóceis, começa-se a falar em drogas, mas não é”, afirma.

Explica Vasco Lucas que “os touros mais dóceis são o resultado de uma selecção genética feita pelos ganaderos”. Esse aperfeiçoamento genético “é feito a partir da tenta (lide)” e o tipo de touros “depende do critério de cada criador: uns gostam mais de animais agressivos, outros preferem animais mais dóceis”, conclui.

As mães dos touros aprovados são seleccionadas para procriação, enquanto que as mães dos reprovados têm como destino o consumo de carne. O criador contactado pelo Correio da Manhã não tem dúvidas que “os touros hoje já são mais toureáveis, mais nobres”, na sequência de uma selecção genética que “permite obter touros mais suaves”.

Mas, mesmo assim, frisa que “ninguém quer falar (na utilização de drogas para tranquilizar os touros de lide). Os toureiros dizem que não o fazem e os ganaderos também não querem falar, porque os seus touros podem ser vetados das corridas”.

De facto, o Correio da Manhã contactou um criador cuja resposta foi lapidar: “nunca ouvi falar em nada nem ninguém me drogou touros”. A dopagem de touros parece não ser um problema exclusivamente nacional. “Em Espanha fala-se na utilização de tranquilizantes por inalação”, diz o ganadero cujos touros já foram drogados.

ANIMAIS MAIS DÓCEIS

Diz a Polícia Judiciária e o ganadero contactado pelo Correio da Manhã, a quem já drogaram touros, que a utilização do Rompun e do Calmivet são tranquilizantes utilizados para tornar os touros mais fáceis de tourear. E o secretário-técnico da Associação Portuguesa de Criadores de Touros de Lide admite que, “se forem aplicados em doses pequenas, podem ter esse efeito, mas (os medicamentos) têm sempre efeitos imprevisíveis”.

O Guia de Produtos Veterinários - Índice Nacional Veterinário, de 1995/96, inclui o Rompun no grupo dos sedativos e ansiolíticos destinados ao sistema nervoso cérebro-espinal. Ambos os medicamentos são aplicados nos animais através de injecção, com o recurso a dardos, por exemplo.

Rompun é um “sedativo, analgésico, anestésico e relaxante muscular para ovinos, bovinos, equinos, cães e gatos” indicado para o “transporte, habituação (à instalação ou ao trabalho), pesagem, mudança de pensos, inseminação artificial, reposição do prolapso uterino, do torsio uterino, bem como pré-anestésico para a aplicação de anestesia local ou endovenosa em casos de rumenotomia, cesariana”.

Esse medicamento animal “aplica-se ainda em amputação de chifres, unhas e tetas, castração, esterilização, cesariana em decúbito, extracção de dentes”. Pode ser também aplicado em “operações prolongadas e dolorosas”. O Calmivet Injectável, por seu lado, é indicado como “tranquilizante neuroplégico, regulador neuropsíquico".
23-07-2002
Fonte


publicado por Maluvfx às 02:56
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PJ INVESTIGA UTILIZAÇÃO DE DROGAS NOS TOUROS
A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar a utilização de drogas nos touros de lide. As investigações arrancaram há cerca de um mês, depois de a PJ ter recebido várias denúncias de veterinários segundo as quais terão sido detectados vestígios de Rompun e Calmivet em carcaças de touros lidados em praças portuguesas.

Segundo uma fonte da PJ, o Rompun e o Calvimet, sendo subs-tâncias analgésicas, estarão a ser utilizadas com o objectivo de tornar os touros mais dóceis para o toureio a cavalo. João Alvoeiro, presidente do Sindicato dos Médicos Veterinários, afirma que estes medicamentos animais “não podem ser usados para isso: é impossível, porque o touro fica completamente atordoado, cambaleante”.

A verdade é que, segundo disse ao Correio da Manhã um ganadero cujos animais já sofreram os efeitos do Rompun, esta substância está a ser utilizada em Portugal para acalmar os touros antes de entrarem na arena. “Já houve casos pontuais em Portugal”, afirma peremptoriamente esse criador, que solicitou o anonimato.

E para que não restem dúvidas sobre a utilização de Rompun e Calvimet, este ganadero é ainda mais preciso: “no meu caso, os touros ficaram praticamente a dormir; enganaram-se nas doses e nem sequer chegaram a ser lidados”. Mais: “no meu caso, não me calei porque foi evidente de mais. E denunciei a situação à autoridade sanitária”.

Passados alguns dias os animais regressaram ao estado normal, desaparecendo os vestígios dessas substâncias por via da urina. Daí que, para detectar resíduos de Rompun ou Calvimet, “as análises têm que ser feitas logo a seguir aos animais terem sido lidados”, sublinha aquele ganadero.

O recurso a estes medicamentos parece ter uma explicação muito simples: “quando os toureiros têm medo dos touros, porque são grandes, utiliza-se tranquilizantes”, acrescenta. Vasco Lucas, secretário-técnico da Associação Portuguesa de Criadores de Touros de Lide, reconhece que já “ouviu falar” na utilização de drogas nos touros de lide, mas deixa claro que “a associação não sabe de nada oficialmente”.

Segundo este responsável, os toureiros “pretendem ter cada vez mais um touro mais dócil, porque é isso que permite o toureio artístico e é isso que o público quer”. Só que, “quando aparecem touros mais dóceis, começa-se a falar em drogas, mas não é”, afirma.

Explica Vasco Lucas que “os touros mais dóceis são o resultado de uma selecção genética feita pelos ganaderos”. Esse aperfeiçoamento genético “é feito a partir da tenta (lide)” e o tipo de touros “depende do critério de cada criador: uns gostam mais de animais agressivos, outros preferem animais mais dóceis”, conclui.

As mães dos touros aprovados são seleccionadas para procriação, enquanto que as mães dos reprovados têm como destino o consumo de carne. O criador contactado pelo Correio da Manhã não tem dúvidas que “os touros hoje já são mais toureáveis, mais nobres”, na sequência de uma selecção genética que “permite obter touros mais suaves”.

Mas, mesmo assim, frisa que “ninguém quer falar (na utilização de drogas para tranquilizar os touros de lide). Os toureiros dizem que não o fazem e os ganaderos também não querem falar, porque os seus touros podem ser vetados das corridas”.

De facto, o Correio da Manhã contactou um criador cuja resposta foi lapidar: “nunca ouvi falar em nada nem ninguém me drogou touros”. A dopagem de touros parece não ser um problema exclusivamente nacional. “Em Espanha fala-se na utilização de tranquilizantes por inalação”, diz o ganadero cujos touros já foram drogados.

ANIMAIS MAIS DÓCEIS

Diz a Polícia Judiciária e o ganadero contactado pelo Correio da Manhã, a quem já drogaram touros, que a utilização do Rompun e do Calmivet são tranquilizantes utilizados para tornar os touros mais fáceis de tourear. E o secretário-técnico da Associação Portuguesa de Criadores de Touros de Lide admite que, “se forem aplicados em doses pequenas, podem ter esse efeito, mas (os medicamentos) têm sempre efeitos imprevisíveis”.

O Guia de Produtos Veterinários - Índice Nacional Veterinário, de 1995/96, inclui o Rompun no grupo dos sedativos e ansiolíticos destinados ao sistema nervoso cérebro-espinal. Ambos os medicamentos são aplicados nos animais através de injecção, com o recurso a dardos, por exemplo.

Rompun é um “sedativo, analgésico, anestésico e relaxante muscular para ovinos, bovinos, equinos, cães e gatos” indicado para o “transporte, habituação (à instalação ou ao trabalho), pesagem, mudança de pensos, inseminação artificial, reposição do prolapso uterino, do torsio uterino, bem como pré-anestésico para a aplicação de anestesia local ou endovenosa em casos de rumenotomia, cesariana”.

Esse medicamento animal “aplica-se ainda em amputação de chifres, unhas e tetas, castração, esterilização, cesariana em decúbito, extracção de dentes”. Pode ser também aplicado em “operações prolongadas e dolorosas”. O Calmivet Injectável, por seu lado, é indicado como “tranquilizante neuroplégico, regulador neuropsíquico".
23-07-2002
Fonte


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Quinta-feira, 11 de Julho de 2002
Touradas dos Gregos e Troianos
Texto escrito por um amigo...

Caros amigos e amigas, depois de ontem ver a peixeirada (já habitual) dos Gregos e Troianos vejo-me forçado a escrever algumas palavras sobre o assunto.


Pelo que consigo perceber, do lado dos a favor das touradas, não vale a pena começar por discutir touradas pois o problema não se põe a esse nível. Este facto vê-se quando numa certa altura se fazem comparações entre coisas que acontecem aos touros com coisas que acontecem às pessoas e eles respondem: mas vocês está a comparar um boi a uma pessoa!!! Isto é logo a primeira. Enquanto esta mentalidade antropocentrica não for deitada no lixo, nem vale a pena falar de touradas. Penso que as pessoas só ficam abertas para perceber a atrasadisse mental que aquilo é quando sentirem um animal como um pedaço da criação que tem os mesmos direitos que uma pessoa.


Do lado dos contra das touradas, também me parece haver muita gritaria sem pensar muito no assunto, e pelo que já percebi (muito pelo envolvimento na cena hardcore), cão que ladra não morde, isto é, em geral as pessoas que mais vejo aos gritos por uma causa são as pimeiras a daqui a uns meses (anos) a cagar no assunto porque foi uma fase de maluqueira juvenil (apesar de ontem ter lá visto pessoas no programa que conheço e sei que andam nisto já há alguns anos). Bom, o que quero dizer com muita gritaria sem pensar no assunto é o seguinte: as pessoas levantam bandeiras contra os touros de morte e sentem-se tristes porque foi aprovada essa regressão mental (excepção para Barrancos) e falam das touradas de morte estarem a um passo de se estenderem ao país. Sinceramente, eu acho que o problema não são as touradas de morte mas sim as touradas em geral. Penso que neste ponto estou de acordo com os defensores da abolição das touradas. No entanto, a haver touradas (e tão cedo elas não vão acabar) eu prefiro touradas de morte sem sombra de dúvidas assim como sou a favor da eutanásia. Prefiro que matem o touro ali logo. Se fosse eu não quereria ficar 2 oui 3 dias à espera não sei de quê, a ganhar febre e cheio de dores para no fim só me restar as brasas de um churrasco ou um tacho para me fritar o lombo. Prefeira morrer logo ali. O touro provavelmente nem tem pensamentos nenhuns, mas concerteza que está ali à espera do matadoro com dores e mau estar. Sinceramente prefiro que o matem logo. Sinto-me triste sim, pela aprovação de uma excepção à lei e como é que é possivel haver pessoas a darem os parabens a Barracos!!! Eu acho mesmo muita piada, porque quando são coisas que não convêm as pessoas sabem-se manifestar e aí já não querem excepções. Imaginem só o que era o IVA so ter aumentado em Barrancos. Aí já eram os desgraçados descriminados pelo governo. Se eu fosse agente da autoridade revoltava-me com esta atrasadisse mental. Com que cara é que eu ia dizer a alguém que tem de cumprir a lei. Sabia lá eu se roubar não era uma tradição familiar que já vinha há 15 gerações naquela família!!


Bom, depois vamos aos argumentos que usam as pessoas a favor.
Há um que me deixa mesmo só com vontade de rir, que é aquele que se não houver tourada os touros bravos extinguiam-se e que se perde uma parte da cultura portuguesa com isso. Eu nunca ouvi maior disparate que isto. Os touros até se podiam extinguir, não é isso que acho disparate. Mas por exemplo, já que falamos em cultura e património do país (retrogrado que é Portugal) tenho de ir buscar a história do Lince outra vez. O Lince Ibérico (Lynx pardinus) é o felino mais ameaçado do mundo e é característico só da Penísula Ibérica. Ora se temos o felino mais ameaçado do mundo, que provavelmente estará extinto em 2005, porque não nos juntamos aos toureiros que se dizem amigos dos animais (e atenção porque na mente deles acreditam que o são, não podemos negar isso) e começamos a organizar Linçadas. Era fiche não era? Ao menos assim o Lince não se extinguia e vivia muitos mais anos!!! Por amor de Deus... se o Lince tiver de se extinguir, eu prefiro perder esse animal lindíssimo e pensar que teve o seu tempo e lugar neste mundo e que partiu como uma das espécies mais magnificas que tive a oportunidade de conhecer. Não o quero ter neste mundo, só como a forma física do Lince, mas que perdeu toda a sua essêcia natural e agora é um fantoche, alimentado e tratado com carinho (também acredito que nos campos os toureiros tratem bem os touros, não ponho isso em questão) só com a finalidade de ser gozado, porque é do que se tratam as touradas, gozo e diversão através duma falta de respeito total pela vida. Já agora, os tubarões brancos estão em declínio. Srs toureiros, porque não construímos uns aquários e tubareanamos os tubarões para que eles não se extingam?! Por favor vejam o rídiculo dos vossos argumentos.


Vamos agora aos brincos e afins.
Também algumas pessoas perguntaram aos contra das touradas se os brincos que usam não eram violência. Eu concordo com eles neste ponto. Não percbo a necessidade de usar brincos ou adornos no corpo mas penso ser apenas uma questão de gosto, e a maior parte dos meus amigos tem ou já teve brincos e tatuagens. Não tenho nada com isso. O que falta perceber às pessoas a favor da tourada, é que esses meus amigos não foram levados em camionetas, presos e forçados a entrar no estúdio de tatuagens ou body piercing para lhe espetarem as agulhas. Eles foram lá porque quiseream!!!
Acho que para estes argumento chega esta resposta.


Também há outro argumento dos toureiros e aficcionados que concordo no entanto temos de analisar as situações em que é aplicado. Eles dizem, nós respeitamos a vossa opinião de ser contra, vocês têm de respeitar a nossa de gostar; as touradas são em recintos fechados e só vai quem quer: Gosta vai; Não gosta não vai.
Muito bem. Eu concordo com isto. Eu também não gosto de ir ao Bairro Alto, às dicotecas ou às festas de Drum N' Bass, que é o que se faz agora. No entanto não vou nem para o Bairro Alto nem para as portas de discoteca manifestar-me contra aquilo, porque tanto quanto sei não estão lá a espicaçar ninguém, nem a torturar seja o que for. Se tudo fosse nessa onda do Gosta vai, Não gosta não vai; então é na boa! Que foi então meio mundo fazer ao Afeganistão?! Eles gostam daquela atrasadisse mental. Quem gosta vai, quem não gosta não vai. Deixava-se tudo como estava. Ou então, nós vamos na rua e vemos um grupo de cinco pessoas a violar uma pessoa sozinha. Olha, eu como gosto de sexo até vou lá, mas se calhar um amigo meu menos "machão" não vai. Hã, granda pinta!!!
Srs aficionados, percebam que não estamos aqui a tratar uma simples questão de gosto!! Se me convidarem para ir passar uma noite num discoteca eu não vou porque não gosto. No entanto vocês não iriam lá fazer mal a ninguém. Quanto às corridas de touros, eu não vou da mesma forma porque não gosto, mas não me peçam para não dizer nada sobre isso, porque aí vocês vão fazer mal a seres vivos por simples diversão. Mas eu sei que para vocês o touro é uma coisa, como naquelas corridas de carros em que tem de se partir o carro dos outros concorrentes, o touro para vocês não passa de um carro desses, um objecto que serve para o vosso lazer. Sei que ainda não está na altura de perceberem isso, de sentirem o touro como um ser e não como uma coisa, mas sinceramente rezo para que um dia possam olhar para um touro e ficar maravilhados pelo animal que ele é, pela sua simplicidade e pela sua natureza. Não duvido que gostem dos touros à vossa maneira, mas pensem um pouco que raio de gostar é esse que tem sempre um objectivo por de trás?


O objectivo das corridas.
É como dizer que se gosta de um filho e se trata dele só para ele nos agradar nalguma coisa no futuro e não pelo ser lindo que é o nosso filho. Quer dizer então que se à partida se souber que o nosso filho não vai correspnoder às nossas expectativas não vale sequer a pena criá-lo...


Ainda há um que este acho mesmo mais profundo a nível da raiz desta mentalidade retrógrada. Uma senhora fadista que lá estava falou naquele desfile em iam nus e uma mulher Portuguesa ou lá o que foi ia nua e isto a ela indignou-a. Normalmente no seio das touradas há muito a cena religiosa. Pergunto eu que religião é esta que condena a forma como o Criador nos mandou ao mundo e a celebração dessa natureza. Que vergonha há para ter?! Eu também a tenho. Provavelmente não ia nu para a faculdade. Mas sinceramente, indignar-se com aquilo. Eu indigno-me mais ao ver que esta senhora precisa de brincos e outros objectos metálicos, tintas (batons e rimeis e essas porcarias que não compreendo) para se sentir bonita. Mas isso sou só eu, mais uma vez acho que é uma questão de gosto. Minha senhora, aquilo é como Deus Nosso Senhor nos fez!!! Não acha tão belo o nosso corpo. Acha sinceramente que é uma vergonha mostrá-lo?! Ele é tudo o que temos para esta viagem pela nossa terra. Temos sim de dar um passo em frente e aprender a conhecê-lo e respeitá-lo mais.


Só tenho pena de isto só chegar a um grupo de cerca 10 pessoas que é a minha lista de emails. Sei que 5 ou mais dessas pessoas não vão ler isto, há coisas muito mais belas no mundo não é. Sei também que posso por vezes exagerar nos argumentos mas por amor de Deus, ouve-se com cada barbaridade, que só se pode responder desta forma. Também muitas vezes escrevi como se estivesse a falar directamente com as pessoas. Devem ser reminiscências do feeling de ontem, responder a algumas coisas que ouvi no programa.
Bom, já chega, precisava de desabafar...



Julho, 2002


11-07-2002 Tema: Touradas, em que se debatia se as touradas portuguesas eram uma forma de arte ou de crueldade.
Gregos e Troianos – a eterna peixeirada.



publicado por Maluvfx às 09:44
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