Ética é o conjunto de valores, ou padrões, a partir dos quais uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões. A ética é importante por que respeita os outros e a dignidade humana.
Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008
Touradas = Conservação das Espécies?
Em 2008 a Acção Animal distribuiu mais de 500 panfletos pelo fim das touradas em Portugal e pelo respeito aos milhares de touros que são anualmente torturados em nome do entretenimento e da tradição.
O Pedro, uma das pessoas que recebeu o nosso panfleto, disse que estava indeciso sobre a sua posição em relação às touradas, devido à sua importância em manter a espécie do touro bravo.


Esclarecemo-lo na altura mas ficam aqui os argumentos que certamente serão úteis para outras pessoas.
Os proprietários das ganadarias mantêm os touros nos seus terrenos, não porque tenham uma grande consciência ecológica e ambiental, mas porque daí retiram dinheiro. Muito dinheiro. No dia em que os touros deixarem de ser vendidos a 2000 euros cada, cerca de 2600 animais por ano (DN, 2007), os proprietários das ganadarias rapidamente se esquecerão de qualquer importância ecológica ou da biodiversidade do touro bravo.
É esta a principal, senão a única, verdadeira razão para a continuação das touradas no nosso país – interesse económico.
É claro que, para desculpar o indesculpável, atiram para os olhos o facto de se querer proteger uma espécie. Mas nem o touro bravo é uma espécie nem a extinção desta raça é irremediável e obrigatória quando as touradas acabarem.
Nada impede o Estado português de criar parques naturais ou outras soluções viáveis para a conservação destes animais.
O que não pode nunca acontecer é justificarmos o sofrimento e morte de um ser com a capacidade de sofrer para o poder “conservar”.
A conservação do panda passa por espetar bandarilhas no seu dorso? A recolocação do lince ibérico na Península Ibérica passa por o pegarmos de caras?
A conservação de espécies / raças, não é argumento para continuar a haver touradas. É um papel que tem de ser assumido pelos portugueses e pelo Estado e não por empresas que da exploração desses animais retiram avultados lucros.
Existe outro argumento frequente, que é o da conservação dos ecossistemas, mas este é ainda mais frágil. É que estamos a falar de um animal totalmente domesticado, que só existe por selecção artificial de características de interesse. Isto significa que um touro bravo é totalmente substituível senão supérfluo na manutenção dos montados portugueses.
Voltamos então ao único argumento de peso para a manutenção das touradas. Os interesses económicos. Interesses esses que vivem de um espectáculo que promove a ideia de que existe justiça e igualdade em colocar um animal num local estranho e com regras definidas pelos humanos; que coloca animais numa luta que estes não desejam entrar (mas são forçados a isso); que vive da diabolização da imagem de um herbívoro territorial e faz disso um espectáculo de entretenimento.
É vital rejeitarmos esta visão subvertida da realidade. É preciso dizer que a tourada não é uma fatalidade e que podemos acabar com uma das formas mais indignas e desumanas de tratamento dos animais da actualidade. É incontornável assumirmos este como um dos principais objectivos do movimento de defesa e de direitos dos animais.


Hugo Evangelista – Biólogo


publicado por Maluvfx às 15:23
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Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008
Viana do Castelo (2008 - 2012)

"Os Vianenses e a Câmara Municipal não deixarão que os bárbaros espectáculos tauromáquicos se realizem novamente em Viana do Castelo. Mas os aficionados e os promotores das touradas vão continuar a pressionar, por isso todos os Amigos dos Animais devem continuar atentos e prontos a defender a primeira cidade anti-touradas do país.
O actual Presidente da Câmara participou na decisão de há dois anos, como Vereador, por isso está imbuído da vontade que comandou Viana do Castelo - cidade anti-touradas!"
Defensor Moura
Iniciativa do executivo de Defensor Moura 
Viana do Castelo é a primeira “cidade anti-touradas” do país
A maioria socialista na Câmara Municipal de Viana do Castelo, decidiu hoje não permitir a realização de qualquer espectáculo tauromáquico no espaço público ou privado do município, sempre que ele dependa de qualquer autorização a conceder pela autarquia.

O autarca socialista garantiu que acabar com as touradas em Viana “foi a medida mais popular” que tomou
A proposta de declaração de “cidade anti-touradas, apresentada pelo autarca Defensor Moura, recolheu os votos contra da bancada social-democrata, por considerar que não compete ao executivo tomar este tipo de medida. O porta-voz da oposição, Carvalho Martins, afirmou que a decisão “não é correcta” porque, embora ele próprio não seja um aficionado da tauromaquia, é preciso “respeitar as pessoas que gostam do espectáculo”. Para Moura, a medida faz todo o sentido por ir de encontro ao perfil de cidade saudável adoptado há mais de uma década, especialmente desde que o município integra as redes, portuguesa e europeia, de Cidades Saudáveis. Para além do respeito pelos direitos humanos, preservação do património natural e promoção dos valores ambientais, o executivo socialista considera que o espírito, de cidade moderna e progressista, deve estender-se ao respeito pelos direitos dos animais. “A defesa dos direitos dos animais não é compatível com a realização de espectáculos de tortura, que provocam sofrimento injustificado”, afirmou o autarca. Segundo Moura, Viana do Castelo é a primeira cidade portuguesa a acabar com as touradas – facto também confirmado pela Associação Animal - apesar de ser uma prática comum em Espanha, onde em 53 cidades e vilas não se realizam deste tipo de espectáculos, ou ainda em França, onde a medida está implementada em pelo menos três localidades. A declaração agora aprovada vem no seguimento da recente aquisição, por parte da autarquia, da Praça de Touros da cidade. O imóvel, com cerca de 60 anos, deverá ser demolido quase na totalidade para dar lugar ao novo projecto do centro de Ciência Viva, que funcionará em articulação com o parque ecológico urbano, um espaço com cerca de 23 hectares criado a montante da ponte metálica, na zona da caldeira de marés das antigas Azenhas D. Prior, junto ao rio Lima. Inaugurada em 1948, a Praça de Touros, situada na margem direita do rio Lima, com capacidade para acolher quase cinco mil pessoas, desde o início dos anos 90 que apenas abria portas ao público praticamente uma vez por ano, por altura da Romaria da Senhora d’Agonia, para a realização da tradicional tourada das festas. Também chegou a ser palco das tradicionais garraiadas da Semana Académica dos estudantes do Instituto Politécnico de Viana (IPVC) e até da Universidade do Minho (UM), em Braga. Apesar das críticas dos aficionados da tauromaquia, uma tradição que remonta a 1871, o autarca socialista garantiu que acabar com as touradas em Viana “foi a medida mais popular” que tomou, tendo mesmo recebido mais de um milhar de emails de felicitações de todo o mundo.

  Distinção para cidade "antitouradas"
Recorde-se que a Câmara, este ano, deliberou não permitir a realização de qualquer espectáculo tauromáquico no espaço público e privado do Município, sempre que dependa de autorização a conceder pela autarquia. A Animal congratulou-se com a decisão, criou o prémio António Maria Pereira - uma escultura com a imagem de um touro - e entregou-o hoje, pela primeira vez, a Defensor Moura. António Maria Pereira foi um político e um deputado que se distinguiu na defesa dos direitos dos animais, tendo falecido em 28 de Janeiro. Para Defensor Moura, esta distinção «coroa o trabalho desenvolvido pela autarquia de respeito pelos valores de cidadania, prosseguindo o objectivo de tornar Viana do Castelo uma Cidade Saudável». «Nesta cultura de urbanismo e de estilos de vida saudáveis, a defesa dos direitos humanos, numa cidade moderna e progressista, não é compatível com a realização de espectáculos de tortura e de sofrimento injustificado que atentam contra os direitos dos animais, cuja Declaração Universal foi subscrita por todos os países civilizados, incluindo Portugal», referiu Moura. A decisão da Câmara de Viana do Castelo de declarar a cidade "antitouradas" surgiu na sequência de uma outra, aprovada em Novembro, pela qual a Câmara adquiriu, pelo preço simbólico de cinco mil euros, a Praça de Touros da cidade, para a transformar num Centro de Ciência Viva. Uma decisão que Defensor Moura já classificou como «a medida mais popular» tomada pelo seu Executivo, tendo merecido «felicitações» de todo o mundo. No entanto, os aficionados da tauromaquia contestam a decisão e já marcaram uma manifestação de protesto, para tentarem recuperar as touradas para Viana do Castelo. Na antiga Praça de Touros, a Câmara pretende instalar a "Praça da Vida", ou seja, um centro ou museu da Ciência Viva semelhante ao Museu do Homem existente na Corunha, Galiza, que abordará questões de biologia humana e ecologia, criando «mais um pólo de atracção na cidade», especialmente para os jovens estudantes de todas as escolas do País.


O projeto "Mural Anti-Touradas na Praça de Touros de Viana do Castelo" tem como objeto o equipamento, em degradação, da Praça de Touros de Viana do Castelo. O seu objetivo consiste em consciencializar a comunidade para a problemática da tortura taurina


Uma praça de touros contra as touradas
A praça de touros de Viana do Castelo pode ser um “mural contra a tauromaquia”. Quem o diz é Tiago Arieira, um dos responsáveis pelo Movimento Viana Anti-touradas
Texto de João Eduardo Martins • 29/03/2012
 Revitalizar o exterior da praça de touros de Viana do Castelo é a proposta do movimento Viana Anti-touradas. “Queremos fazer um mural anti-touradas nas paredes exteriores da praça, para a transformar num ponto de atracção na cidade e levar as pessoas a olhar para este espaço de outra forma”, afirma Tiago Arieira, arquitecto que lançou o projecto em colaboração com a designer Cátia Lages. Desde a aquisição pela Câmara de Viana do Castelo, em 2008, já foram pensados vários fins para a antiga praça, como a transformação num Museu de Ciência Viva ou na sede de um Centro do Mar. Contudo, nenhuma destas ideias avançou, o que despertou a imaginação do movimento vianense. “Pensámos em aproveitar o facto de Viana ser a primeira cidade antitouradas do país, pegar num espaço que não está a ser usado e dar-lhe uma nova utilidade.” Com este ponto de partida, Tiago Arieira assume a vontade de “dar visibilidade à causa anti-tauromáquica e criar uma dinâmica que permitiria levar o nome da cidade além fronteiras”.

  Concurso internacional
Para concretizar o mural e dar-lhe visibilidade fora de portas, o movimento ambiciona promover um concurso internacional em que é solicitado um projecto artístico “em prol dos animais e contra as touradas, mas de uma forma positiva”. “Queremos projectos com referências artísticas mas com uma carga positiva, à semelhança do nosso logótipo em que aludimos a um beijo entre o toureiro e o animal”, salienta Tiago Arieira . O co-responsável pelo movimento realça ainda a ambição de transfigurar a antiga praça de touros num auditório para eventos opostos daqueles para que os quais foi construído: “Um edifício que foi desenhado com um objectivo [touradas] seria transformado num edifício referência contra a tauromaquia". Viana Anti-touradas quer explorar de uma forma artística a reacção do público ao seu projecto. É uma iniciativa que une a arquitectura e o design e que procura surpreender, até na forma de obter apoios para a sua causa. Tiago Arieira refere que, numa primeira fase, o esforço passa pela divulgação da ideia do mural na Internet, que irá permitir uma maior “visibilidade” do movimento e, posteriormente, facilitar os “contactos directos com a Câmara e outras entidades que estejam interessadas em apoiar o projecto”. Fonte do gabinete de imprensa da Câmara de Viana do Castelo confirmou ao P3 que, actualmente, a praça de touros não tem nenhum projecto definido, sendo um espaço que está a aguardar melhores dias, nomeadamente em termos financeiros. Sobre a proposta do movimento Viana Anti-touradas, a mesma fonte revelou que o executivo está receptivo para conhecer a iniciativa. O mural anti-touradas na praça de touros de Viana do Castelo é um projecto que se afirma independente, sem fins lucrativos e que procura chamar a atenção da comunidade para a problemática das touradas, ao mesmo tempo que visa a dinamização da vida cultural da cidade minhota. Tiago Arieira espera que o projecto idealizado seja um marco importante da 1ª edição da Bienal de Arte, Arquitectura e Design de Viana do Castelo, que está prevista para Setembro de 2012.






publicado por Maluvfx às 07:05
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