Ética é o conjunto de valores, ou padrões, a partir dos quais uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões. A ética é importante por que respeita os outros e a dignidade humana.
Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010
Atriz mirim com 6 anos de idade fala qual é a melhor coisa em ser vegetariana
Com apenas seis anos de idade, a atriz Alina Foley -- que está no proximo filme de Jackie Chan, "The Spy Next Door" -- declarou recentemente em entrevista à mídia americana que segue a dieta vegetariana.



"A melhor coisa em ser vegetariano é que salvamos as vidas de vários animais", declarou a pequena, que não come carne há dois anos e meio.



Ela ainda declarou que gostaria que houvessem mais opções vegetarianas nas cantinas das escolas americanas.


publicado por Maluvfx às 20:41
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Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010
Florianópolis: manifestação contra vivissecção é sucesso
Uso de animais é alvo de protestos na Capital
Ativistas contra o uso de amimais em laboratório promoveram, por volta das 17h40min desta sexta-feira, uma manifestação em frente ao Terminal Integrado do Centro (Ticen), na Capital.




O grupo se opõe à compra de produtos testados em animais e à prática da vivissecção — experimentação em laboratório — nas instituições de ensino da Grande Florianópolis, como a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Universidade do Vale do Itajaí (Univali).







A idealizadora do encontro, a empresária Sabine Fontana, está há dois anos engajada na causa. Com a distribuição de panfletos e a ajuda da internet, para divulgação em sites e fóruns online, ela reuniu voluntários de organizações não-governamentais (ONGs) que trabalham em defesa dos animais.



Estavam presentes na manifestação representantes da É o bicho!, Oba Floripa, Adote um orelhudo e Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB). Além de orientar os pedestres sobre o assunto, o grupo conseguiu assinaturas para um abaixo-assinado que será encaminhado ao Ministério Público.




O objetivo é pressionar as universidades a adotarem métodos alternativos à experimentação animal. Segundo os manifestantes, instituições norte-americanas, inglesas e alemãs já usam uma metodologia que substitui a vivissecção.



Os ativistas alegam que o método ainda usado por aqui não tem valor científico, uma vez que cada espécie é diferente — seja metabolicamente ou por outros parâmetros fisiológicos. Eles explicam que qualquer experimento realizado em um animal é obrigado a ser repetido no homem.

 





“Muitos ativistas compareceram… máscaras, cartazes, vontade de fazer a diferença. Teve até um passante argentino que nos ajudou na panfletagem. É o Bicho, Sociedade Vegetariana Brasileira, Instituto Ambiental Ecosul, WSPA e OBA Floripa estiveram presentes. Tivemos uma resposta excelente do público que passava! Foram entregues em torno de 2.500 panfletos!!
Vejam a reportagem no site do ClicRBS






publicado por Maluvfx às 22:56
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Prefeitura de SP aumenta rigor sobre carne e testa merenda vegetariana
O prefeito Gilberto Kassab sancionou uma lei que exige de cada vendedor de carne à prefeitura de São Paulo um histórico da origem de cada lote, desde o início da cadeia produtiva.

O documento deve comprovar que a carne não é oriunda de áreas desmatadas ilegalmente, terras indígenas ou áreas embargadas da Amazônia. Também deve mostrar que não foi empregado trabalho escravo ou infantil.

O autor da lei é o vereador Roberto Tripoli (PV) (visite o site). “Não podemos mais destruir nenhuma área de floresta ou cerrado, em nome da necessidade de produzir alimentos”, diz ele.



Merenda



Ele acrescenta que também tem o objetivo de “rediscutir o cardápio da merenda escolar na cidade, visando à redução gradual de todas as carnes”. Para isso, uma emenda de sua autoria ao orçamento municipal, aprovada em dezembro, destina verba para um projeto piloto de merenda escolar vegetariana. São R$ 500.000 para a Secretaria de Educação aplicar por um ano em três escolas municipais simpáticas ao projeto.



“Isso foi discutido na Comissão de Estudos sobre Animais, que eu presidi, e estou fazendo gestões para que seja possível a conscientização dos alunos e, sobretudo, de suas famílias, a respeito das inúmeras possibilidades saudáveis de alimentação, sem envolver a matança de animais”. A prefeitura tem agora um prazo de 60 dias para regulamentar a lei, sancionada no último dia 14, e passar a fiscalizar o seu cumprimento.


publicado por Maluvfx às 22:06
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Touradas III
Afinal, além de se dever respeito aos animais, criaturas sensíveis, também se deve reconhecer o direito às pessoas conscientes e normalmente impressionáveis, de não serem confrontadas com práticas cruéis e de pretenderem que elas não tenham lugar, até para a sua tranquilidade interior.

O Homem, o touro e o cavalo, entre muitas outras espécies, embora possuindo exteriores e aptidões diferentes, são criaturas com grande semelhança nos sentidos, nas necessidades vitais, nas reacções, na busca de segurança, na ânsia por liberdade, nas sensações de ansiedade, medo, susto, fúria, cansaço e esgotamento, dor, nas sensações provocadas por infecção e doença, no sofrimento por morte violenta (abate ou acidente).

Uma observação atenta e a ciência confirmam que a constituição física destas espécies, o funcionamento dos seus organismos e as suas reacções e comportamentos, embora diferentes, são muito comparáveis.

Os animais são dotados de irritabilidade e de sensibilidade. Os estímulos são captados por receptores e transmitidos através de trajectos nervosos a centros nervosos. Todos estes elementos, alem de terem funções comparáveis, são semelhantes nos vertebrados e praticamente análogos dentre os mamíferos, grupo que inclui o Homem, o touro, o cavalo.

Todos os mamíferos experimentam ansiedade, medo, raiva, são atingidos pela dor e detestam de maneira semelhante o sofrimento que esta provoca, quer se trate do Homem, do cavalo ou do touro.

Os esquemas e os funcionamentos são de tal maneira semelhantes, que pode crer-se terem sido eles engendrados pelo mesmo criador (Deus para os criativistas) ou terem sido as espécies originadas a partir de um ser antecedente comum (para os evolucionistas, mutacionistas).

Pele e tecidos subjacentes são sensíveis à dor, logo também a zona da cernelha (zona acima das espáduas) onde são cravadas as farpas pelos «bandarilheiros» em Portugal e Espanha. O mesmo acontece a quando da acção do «picador» e da estocada do «matador» em Espanha e, contra a lei portuguesa, em Barrancos de Portugal.

Grandes diferenças residem, principalmente, na menor inteligência dos animais e na sua incapacidade de se organizarem e se queixarem por palavras perante o Homem.

Qualquer pessoa com alguma informação e compreensão reconhecerá, visto que, certamente, detesta a sua própria dor e sofrimento, que aquilo que os protagonistas centrais de cada tourada, o touro e o cavalo, têm que suportar na lide é uma tortura.

Touro

O touro é retirado da vida na natureza em companhia da manada e logo privado da liberdade da campina, metido violentamente e apertado em gaiolas minúsculas, transportado em pânico, claustrofobia, fúria e luta até à praça.
Por vezes é sujeito, sem anestesia, ao corte da ponta dos cornos em zona viva, enervada e dolorosa, para que se iniba de marrar com violência.
Por vezes é-lhe aplicada pomada ou pó nos olhos para provocar irritação nesses órgãos e lhe diminuir concentração e visão.
Muitas vezes é agredido antes da tourada com choques por aguilhão eléctrico nos testículos, para o fazer irromper na arena aparentando ser braviamente perigoso, mas, na realidade, saltando de susto e de dor.
A seguir, na lide, é provocado, enfurecido, ferido por farpas, magoado, cansado até o esgotamento e, em Barrancos de Portugal, até é morto por estocada (ou várias estocadas até acertar);

Findada a lide é levado para o matadouro, estafado e com feridas dolorosas a infectarem-se e a fazê-lo adoecer, até que o abate, oxalá que rápido, o liberte de tanto sofrimento. Se for na Ilha Terceira dos Açores, o touro poderá ser «recuperado» para vir a ser usado mais tarde em corridas à corda, forte tradição naquela ilha.

Cavalo

Um cavalo de lide tem que enfrentar stress e risco de ferimento e de morte.
O cavalo é um ser que, quando se sente ameaçado, busca instintivamente a sua segurança e sobrevivência na fuga ou no pôr-se a uma distância que considere suficiente para escapar ao perigo.
Ele consegue realizar a fuga com relativa velocidade e aguenta-a com bastante resistência por distâncias consideráveis.
Quando a causa ameaçadora ou algo estranho se encontra próximo e, também, quando outros motivos intervêm (luta entre garanhões disputando éguas, da égua quando não aceita o garanhão, da égua em defesa do potro, de uns e outros por ciúme, em disputa da ração, para escorraçar um intruso, etc.) poderá utilizar o coice das patas traseiras ou, ainda, a sapatada com o membro anterior e a dentada. Mas não é temerário a ponto de se dispor por livre vontade a enfrentar um touro de perto, mesmo possuindo alguma coragem. Pode, quando muito, se for jovem, se estiver eufórico e cheio de energia, dar umas corridas de provocação, fazer umas fintas, empinar-se e escoicear, mas sempre a uma distância relativamente prudente.
O cavalo tem que ser forçado pelo cavaleiro, com maior ou menor violência, por acção de esporas e outras, a aproximar-se do touro, contra o seu medo natural.
E mesmo sendo cuidadosamente treinado, o que sucederá com uso de menor ou maior violência, ele estará sempre sujeito a um forte stress emocional.
A situação de confronto com o touro, alem de envolver um risco real de toque ou de colhida com ferimento e dor e até de morte, nunca vai dar prazer ao cavalo.
Esta estrela à força do toureio a cavalo é um sacrificado e arrisca muito.
Se houver verdadeira amizade e respeito do cavaleiro para com o seu cavalo, ela é certamente estranha e eivada de muito egoísmo, pois não se obriga um amigo a suportar tanto stress e a correr tamanho risco.

Pensa que se deve aceitar este sacrifício dos cavalos ou preferia que ele não acontecesse? Então queira manifestar-se!

Fonte


publicado por Maluvfx às 09:12
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Domingo, 24 de Janeiro de 2010
Coca-cola patrocina rodeios, touradas e corridas de cães
Além de tudo, mais essas ainda... 

Após empreender uma dura batalha contra o gigante multinacional Pepsi Company, a associação de defesa dos animais norte-americana SHARK lidera agora uma campanha internacional contra uma das maiores empresas multinacionais do mundo: a Coca-Cola.
Segundo informações difundidas pela SHARK - que, recorde-se, conseguiu o fim dos patrocínios concedidos pela Pepsi a eventos tauromáquicos no México - a Coca-Cola patrocina actualmente touradas em vários países, inclusive Espanha, abrangendo este apoio monetário aos rodeios americanos e a corridas de galgos, entre outros atentados à dignidade animal.
Como a SHARK salienta, estes patrocínios são contraditórios com a própria política da empresa que, em carta datada de Junho de 2000, afirma:
"The Coca-Cola Company has a policy in force stating that our operations will not sponsor or promote events where there is a risk of physical harm to animals."
Infelizmente, a procura cega do lucro fácil em tempo de mercado global leva a Coca-Cola a vender a sua própria política a práticas desumanas e absolutamente condenáveis.
Quando comprar qualquer produto desta empresa, símbolo do "american way of life", lembre-se que está a prorrogar eventos medievais por todo o mundo. A Coca-Cola continua a demonstrar uma profunda indiferença perante aquisições basilares da nossa civilização, bem como perante a sua própria política de patrocínios.
Apenas a quebra de lucros poderá levar a Coca-Cola a reavaliar estes patrocínios. Demonstre a sua posição quanto a esta questão para:
Chairman/CEO Doug Daft
The Coca-Cola Company
PO Box 1734
Atlanta, GA 30301
404-676-2121


publicado por Maluvfx às 18:24
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Criação intensiva de gado desmata e causa poluição na água e no ar
O grande motor da destruição da floresta é a carne bovina. Segundo especialistas, para destruir a floresta basta almoçar. João Meirelles do Instituto Peabiru afirma: "Na hora em que o garfo bate na boca, você está destruindo a floresta. De cada três bifes consumidos um vem da Amazônia e quem os consome são tanto os moradores da região (cerca de 10%) como os brasileiros de outras regiões (cerca de 80%)". A substituição das florestas por pastos contribui ainda para o aquecimento global.


Um estudo feito pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) mostra que o desmatamento segue a flutuação do mercado de commodities, especialmente carne e soja. A queda do preço nos últimos anos teria ajudado a controlar a derrubada nos últimos três anos. Da mesma forma, a recuperação do mercado teria impulsionado a retomada do desmate.


O avanço do desmatamento na Amazônia segue uma lógica. Segundo Tatiana de Carvalho a pecuária vai na frente, coloca um, dois bois a cada dois hectares e, uma vez que a propriedade é estabelecida, o seu dono já vende a posse para um agricultor. Têm-se aí o ciclo do desmatamento.


Na opinião do biólogo Sérgio Greif, a carne é responsável por grande impacto ambiental. Segundo ele, “áreas naturais (florestas, matas, cerrados, campinas etc.) precisam ser devastadas para a abertura de pastos. Muitas pessoas associam a devastação nas florestas tropicais ao corte de madeira. Na verdade, a contribuição das madeireiras para essa devastação nem se compara à devastação causada pela pecuária, pois as madeireiras selecionam apenas as árvores que interessam para o corte. Já o pecuarista precisa se livrar das árvores indiscriminadamente”, diz ele.


Segundo Greif, “a pecuária sequer é sustentável nesses pastos, pois o gado, com o pisoteio, acaba compactando o solo, impedindo o rebrotamento de plantas e a lixiviação da água. Dessa forma, o solo sofre processos erosivos, o lençol freático deixa de receber importantes contribuições de água, e o solo da superfície acaba sendo arrastados para os corpos hídricos, o que ocasiona em perda de fertilidade e contaminação de águas superficiais. Os pastos abertos logo são abandonados e se transformam em desertos, já que muitas vezes o grau de comprometimento é tal que nem mesmo as florestas conseguem se reestabelecer na área”.


Há ainda um outro problema, destaca o biólogo: “A pecuária, quando intensiva, também traz o problema da contaminação por fezes e urina de animais. É que os animais presos sempre fazem suas necessidades no mesmo lugar. Isso contamina o solo e as águas próximas. Esses dejetos raramente são tratados porque implicam em gastos na produção. Outro fator relacionado à poluição é com a geração de gases. Especialmente os ruminantes têm em seu processo digestivo a geração de diversos gases que são expelidos do corpo através da flatulência e da eructação. Esses gases (óxido nítrico, metano etc.) contribuem com o efeito estufa”.


Outro fator ambiental relacionado à pecuária, destaca Sérgio Greif, diz respeito ao consumo de água. Cada cabeça de gado consome 50 litros de água por dia. Apenas o processo de abate de um bovino consome mais de 1200 litros de água de uma vez.


“O nosso consumo de carne é um risco para a estabilidade do clima”, afirma Jeremy Rifkin. Segundo ele, “a primeira causa do incremento humano do efeito estufa é devida ao setor das construções, isto é, casas e escritórios. A terceira são os transportes. Sabe qual é a segunda? O complexo da produção necessária para sustentar aquela gigantesca máquina poluente constituída pela pecuária: os nossos consumos de carne são o segundo fator de risco para a estabilidade do clima”, afirma.


Segundo Rifkin, 24% da superfície terrestre é ocupada por bovinos que contribuem para o acelerado desmatamento e consome uma quantidade de cereais suficiente para matar a fome de centenas de milhões de pessoas”. O pesquisador americano destaca que “no decurso da própria vida, o americano médio come sete novilhos de seiscentos quilos. Chegou agora o momento de reconsiderar o estilo alimentar”.


A produção de um único quilo de carne bovina demanda o gasto de 15 quilos de grãos e 30 quilos de forragem. Por último, mas não menos importante, há a questão da flatulência. O principal gás expelido pelos extensos rebanhos mundiais é o metano — um dos principais responsáveis pelo efeito estufa.


No caso das pastagens, enquanto o lucro anual com um boi é de R$ 100,00 o valor do carbono emitido para o pasto crescer chega aos US$ 4.800,00, afirma o economista Carlos Eduardo Young. Segundo ele, “no debate sobre o futuro da floresta, boa parte dos atores insiste em repetir antigas falas, como a necessidade de desmatar para garantir o ‘progresso’ ou negar a realidade dos números do desmatamento. Mas existem idéias novas que podem construir o tão necessário consenso. A mais importante delas é dar valor à floresta conservada (‘em pé’) como forma alternativa ao padrão tradicional de ocupação pelo desmatamento. O conceito é simples: se o valor dos serviços ambientais gerados pela floresta for maior do que o lucro obtido com a extração predatória da madeira e com a pastagem ou cultivo implementados em seu lugar, então, economicamente, seria ilógico desmatar!”.





Consumo como ato político


Os hábitos alimentares modernos — calcados numa dieta muito rica em carne vermelha — têm um impacto significativo no aquecimento do planeta. É o que revela um estudo realizado por especialistas da Agência de Impacto Ambiental da Holanda. O estudo afirma que se a população mundial passar a seguir uma dieta pobre em carne vermelha – a chamada dieta do clima – definida como 70 gramas de carne bovina e 325 gramas de frango e ovos por semana – cerca de 15 milhões de quilômetros quadrados de área ocupada pela criação de animais seria liberada para vegetação. As emissões de gases do efeito estufa seriam reduzidas em 10% com a queda do número de animais. Juntos, esses impactos reduziriam em 50% os custos do combate às mudanças climáticas em 2050.


Segundo a bióloga e cientista ambiental holandesa Elke Stehfest a adoção da dieta do clima significa que “para muitos países desenvolvidos, isso significaria reduzir seu consumo de carne para 2/3. Para alguns países africanos isso na verdade significaria um crescimento comparado com a referência”.


Nesta perspectiva crescem em todo o mundo campanhas que pregam o consumo sustentável, ou ainda o consumo ético. Muitos das campanhas estimulam o consumo como ato político e as pessoas a adotarem um comportamento ecologicamente correto.


Segundo a socióloga Lisa Gunn, uma pessoa ecologicamente correta é “aquela que faz uma reflexão sobre os seus hábitos de consumo para realmente minimizar os impactos sociais e ambientais negativos”. A socióloga destaca que “isso não é fácil. A reflexão deve ser feita partindo do princípio da redução. Hoje, grande parte da população ainda sofre restrição de acesso a produtos e serviços, mas, atendidas as necessidades básicas, é preciso haver uma profunda mudança nos hábitos de consumo para de fato minimizar o impacto que existe”.


Lisa Gunn, comenta que “é preciso deixar de ter uma postura passiva e cobrar das empresas das quais está acostumado a consumir justamente essas informações socioambientais do processo produtivos e também do pré-consumo e pós-consumo, assim como exigir dos governantes uma atitude a favor de políticas públicas que incentivem o desenvolvimento dessas atitudes sustentáveis”.


O vegetarianismo como concepção de vida, e de forma ainda mais radical, o veganismo (abstensão total de carne animal assim como de produtos derivados de animais, como ovos e queijo) deve ser contextualizado nessa perspectiva. Na opinião de Marly Winckler em entrevista especial para a revista IHU On-Line n. 191 (arquivo pdf) “o vegetarianismo é um regime alimentar. Ele tem a ver, primordialmente, com comida, mas cada vez mais se torna uma postura ética e filosófica diante da vida. Ele se volta um impacto positivo sobre o meio ambiente, porque a dieta baseada na carne tem um impacto muito Negativo”. Winckler, destaca ainda que “por sua vez, há também a questão dos animais em si, a postura ética de não aprovar tantos maus tratos com eles”.


Para muitos, o consumo de carne não é apenas um problema para o aquecimento global, mas também um ato desumano. Aproximadamente 50 bilhões de animais terrestres são mortos a cada ano para servirem de alimento aos seres humanos. No Brasil são cinco bilhões. Trata-se de uma morte organizada.


O filósofo e professor de bioética Peter Singer comenta que muitos animais são submetidos a severos sofrimentos e cita, entre muitos casos, a criação de terneiros nos EUA – criados toda a sua vida em confinamento, “em estábulos onde não podem dar a volta, deitar-se ou estirar suas extremidades. Estes métodos servem essencialmente para economizar trabalho, porque facilitam o manejo dos animais e permitem às granjas que têm milhares ou dezenas de milhares de animais contratar um número reduzido de trabalhadores menos qualificados. Também impedem que os animais desperdicem energia movendo-se e brigando”.


Segundo ele, as nossas escolhas alimentares importam. “Ser vegetariano, afirma, evita participação em práticas cruéis com animais e também geralmente tem um impacto menor no ambiente do que comer carne ou outro produto animal”.


Não faz muito tempo, a Europa chocou-se com a doença da Vaca Louca, não apenas porque destruiu a imagem da carne bovina como um alimento saudável e seguro mas também porque se soube que a causa da doença era alimentar o gado com cérebro e tecidos nervosos de carneiros. s pessoas que acreditavam ingenuamente que o gado comesse capim descobriram que o gado de corte pode comer qualquer coisa, desde milho a ração de peixe, dejetos de galinhas (com excrementos e tudo), além de lixo de abatedouros.


O filósofo Tom Regan, defende o vegetarianismo e mesmo o veganismo como uma atitude moral. Segundo ele, “os animais não possuem claramente todos os direitos que nós humanos possuímos. Por exemplo, o direito ao voto e à liberdade de crença religiosa: não faz sentido atribuir esses direitos a eles. Quando se trata de nossos direitos fundamentais, no entanto – direitos à liberdade, integridade física, e à vida – temos razão para acreditar que outros animais têm esses direitos. Por quê? A resposta mais simples, acho, apela para nossas semelhanças fundamentais, nossa igualdade moral. Considere os animais que a indústria transforma em comida, em roupa, em entretenimento, em competidores, em ferramentas".


"Esses animais, continua ele, são como nós não apenas porque estejam no mundo e cientes do mundo; mais que isso, o que acontece a eles faz diferença na qualidade e na duração de suas vidas, assim como é conosco. Nós e eles somos alguém e não alguma coisa. Nós e eles temos uma biografia, não simplesmente uma biologia. O reconhecimento dos direitos dos animais é só uma extensão lógica do reconhecimento dos direitos humanos”.


Tom Regan é um forte critico do especiecismo. Para ele, o especiemo “é análogo a outros preconceitos morais. Racismo, por exemplo. Racistas pensam que membros de sua raça são superiores aos membros de todas as outras raças apenas porque eles (mas não outros) pertencem à raça superior. Especiecistas pensam que membros de nossa espécie são superiores a todas as outras espécies apenas porque nós (mas não outros) pertencemos à raça superior. Entretanto, assim como não há raça superior, não há também nenhuma espécie superior. A crença do especiecista não é menos preconceito que a crença do racista”.


O vegetarianismo encontra apoio nas religiões milenares comenta ainda Tom Regan. Segundo o filósofo “o vegetarianismo é a dieta escolhida pelos praticantes de algumas das maiores religiões mundiais, incluindo o hinduísmo, jainismo, budismo e algumas linhas do judaísmo. Também foi praticado por várias das grandes figuras do passado, como, por exemplo, Ovídio, Horácio, Virgílio, Pitágoras e Maimônides. As pessoas pensam que só excêntricos irracionais e desinformados são vegetarianos, mas a história ensina uma lição bem diferente”.


Mahatma Gandhi, destaca o filósofo foi para ele uma grande influência: “Foi por meio de seus escritos que aprendi pela primeira vez que comer carne não era necessário (para minha vida ou minha saúde, por exemplo) e que os animais em fazendas eram submetidos a uma grande violência, antes e durante seu abatimento. Não quero ter seu sangue em minhas mãos”.


Há inclusive quem sustente que o cardápio da Última Ceia foi vegetariano. Supõe-se que os convidados para a Última Ceia tenham comido um cardápio composto, na essência e como manda a tradição, por cordeiro assado, acompanhado de ervas amargas, pão ázimo e vinho. Mas, depois de um estudo minucioso da obra, parece que o cardápio é muito mais vegetariano, segundo se depreende de um relatório publicado pela revista Gastronómica.


Em um país de cultura carnívora, os elementos descritos anteriormente são de difícil compreensão e muitos consideram inclusive uma besteira este tipo de debate. Tem-se dificuldade de articular os conteúdos da crise climática, com o desmatamento, o desperdício de água e até mesmo os direitos dos animais.


É disseminado entre nós o hábito de comer carne, até mesmo cultural poder-se-ia afirmar. Como destaca Marly Winckler até o presidente Lula transformou a Granja do Torto em uma churrascaria. “Ele fez uma reforma enorme para ficar mais adequada ao consumo de carne”, diz. Basta atentar-se aos projetos de engenharia de construção de imóveis, a churrasqueira não pode faltar.


“Quem não quiser mudar, continue. Mas eu penso que quem diz querer um mundo melhor, tem que construí-lo. Esse mundo que temos é fruto da nossa ação. Ele não caiu do céu por descuido, e nós não estamos sujeitos a ele sem fazer nada. Quem quer um mundo melhor também é obrigado eticamente a promover mudanças nas suas atitudes. Essa (o vegetarianismo) é uma delas. Não tenho a menor dúvida de que não poderemos avançar muito como humanidade se não mudarmos a nossa dieta”, afirma Marly Winckler.


O biólogo Sérgio Greif insiste que apenas uma adoção em massa do vegetarianismo pode ser a solução para o conjunto dos problemas descritos anteriormente. Segundo ele, “O problema não deve se resumir à diminuição do consumo de carne, até porque a carne é apenas um dos problemas relacionados à pecuária. A população do mundo deve ser educada a se abster do consumo de todos os tipos de ingredientes de origem animal. A mensagem jamais deve ser para que as pessoas ‘comam menos carne’. A educação fornecida deve ser completa, de que as pessoas de fato se abstenham de produtos de origem animal”.


O ambientalista e coordenador do Portal EcoDebate, Henrique Cortez faz uma crítica ao consumo ético. Segundo ele “o que hoje se convenciona chamar de consumo ético deve ser encarado como conservador em relação à manutenção do modelo consumista. Assim posso consumir irrestritamente, porque me justifico através do consumo ético. É uma forma de ‘indulgência’ ao ‘pecado’ do consumo”, diz ele.


Em sua opinião, “o consumo ético só será transformador se ele questionar o modelo consumista, assumindo sua dimensão coletiva e política em relação ao modelo econômico, às formas de produção e ao sistema político de sustentação. É necessário questionar a quem serve este modelo e a quem beneficia”.


Algo semelhante afirma Isleide Arruda para quem o consumo ético como ato político “significa um ato de compra (ou não compra) no qual estão implícitas as preocupações do processo de consumir com os impactos que isso possa causar ao ambiente econômico, social ou cultural”. Ou seja, continua ela, “ele está circunscrito ao fato de que o consumidor pensa e se preocupa com os efeitos que uma escolha de compra gera aos outros e ao mundo externo como, por exemplo, com o tratamento despendido aos trabalhadores envolvidos na produção de um determinado produto, ou com os impactos ambientais que certos produtos causam”. No entanto, alerta a professora, “ele só se torna um consumo ético, no sentido político, na medida em que se condensa em um coletivo”.




O novo movimento social


“O pequeno avião sobrevoa uma paisagem fascinante de pastagens verdes entremeadas por trechos de floresta, mas Wayne Lindbergh mantém o olho colado em seu laptop. Abaixo, onde um mapa na tela do computador indica que havia floresta no ano passado, o descampado marrom revela uma queimada recente. ‘Tudo isso é novo, deste ano’, diz o integrante do Greenpeace, com fones de ouvido na cabeça enquanto aponta para a tela mostrando os mais recentes dados de satélite sobre desmatamento. Em breve, a área será pasto para milhares de cabeças de gado criados nesta fazenda no Pará, num exemplo do desmatamento ilegal atribuído pelos ambientalistas a pecuaristas”.


O relato acima é do jornalista Stuart Grudgings e descreve uma incursão do Greenpeace no Pará, região da Amazônia Legal, para averiguar novos focos de desmatamento. Aliando altíssima tecnologia, ações diretas, interlocução junto a empresas e governos, com forte apoio na sociedade e financiamento da sociedade, as organizações ambientalistas inserem-se no que se poderia denominar de novo movimento social, ou seja, organizações antenadas a novas questões sociais.


Segundo Marcelo Leite, “desde pelo menos a fundação da organização SOS Mata Atlântica, em 1986, o melhor do movimento ambientalista brasileiro busca um pacto firme e duradouro com a ciência. Os resultados estão aí, conhecidos e citados por todos”. Ele destaca que “os primeiros dados confiáveis sobre a destruição da floresta chuvosa que cobria a costa alcançada pelos portugueses em 1500 nasceram, em 1989, da parceria entre a SOS e o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). A parceria tinha por objeto usar imagens de satélite na composição de um atlas dos remanescentes florestais, como se começava a aplicar na época para a Amazônia. Assim se revelou que apenas 7% da mata atlântica sobreviveram. A única floresta que a maioria dos brasileiros conheceu e conhece está desaparecendo”.


O pesquisador destaca também o surgimento do ISA (Instituto Socioambiental), que até hoje publica, “a cada cinco anos, o indispensável volume Povos Indígenas no Brasil. Toda a cartografia agora é digital, o que habilita o ISA a fazer estudos detalhados inéditos, por exemplo sobre superposição de terras indígenas e unidades de conservação”.


De acordo com Marcelo Leite, “o caso da Amazônia, sempre o bioma mais controverso, impuseram-se no debate público ONGs como o Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) e o Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia). Ambas com sede em Belém, estão na vanguarda desse tipo inovador de ONG, dedicada a cavar, sistematizar e divulgar dados socioambientais que nem o governo detém”.


Os movimentos e organizações sociais tributárias da sociedade industrial, principalmente o movimento sindical e os partidos, bem como alguns movimentos sociais urbanos e rurais, poderiam aprender algo com o movimento ambientalista. Embora, nos últimos anos a agenda ambiental tenha entrado com força nos debates dessas organizações, ainda há dificuldade de assimilação e elaboração de novas estratégias de ação.

Fonte


publicado por Maluvfx às 15:10
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Sábado, 23 de Janeiro de 2010
Projeto de lei quer proibir comércio de pele de chinchila

Tramita em caráter conclusivo na Câmara dos Deputados o PL 5956/09, por meio do qual o Dep. Ricardo Tripoli, autor do projeto, pretende tornar proibido o abate de chinchila para o comércio de peles no Brasil. Segundo consta da justificativa apresentada pelo Deputado, “A questão que se coloca neste projeto de lei está acima dos interesses comerciais. Sentimo-nos no dever de combater o sacrifício de espécies animais realizado para alimentar única e tão somente a vaidade humana. Por que ceifar a vida desses pequenos animais para confecção de casacos de luxo? Estamos numa época em que a indústria da moda dispõe de tecnologia para produzir roupas de igual qualidade com outros materiais”.
Ainda segundo o parlamentar, a medida visa a promover, na sociedade brasileira, valores em defesa da vida e contra os maus tratos a animais.
Como se trata de um projeto de lei sujeito à tramitação conclusiva, a matéria não necessitará ser aprovada em Plenário, bastando a votação favorável nas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS) e de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).
O relator do projeto na CMADS é o Deputado pelotense Fernando Marroni. Nos próximos dias, o DDA Pelotas buscará contatá-lo.

Partido Animal

A iniciativa do Deputado Tripoli (PMDB) dá mostras de que a existência de um partido político especificamente envolvido com a condição animal não é imprescindível. Como se sabe, o PMDB nunca teve em sua agenda um comprometimendo direto com os animais, e nem por isso os grupos ativistas deverão boicotar a sua proposta. Ainda que não seja esta a legislação ideal, pois o projeto de lei não veda a matança de quaisquer outros animais também explorados na indústria da moda, há que perceber que o texto abre muitas portas para ações políticas futuras.

E mesmo que não seja vegano, o Deputado peemedebista arremata sua iniciativa enfaticamente com adágio abolicionista: "sentimo-nos no dever de combater o sacrifício de espécies animais realizado para alimentar única e tão somente a vaidade humana".


 
Por Anderson Reichow
Defensores dos Direitos Animais em Pelotas

 
 
 
 
 
 
Carta Aberta ao Deputado Fernando Marroni


Pelotas, 23 de janeiro de 2010.




Prezado Deputado Fernando Marroni,


Ao cumprimentá-lo, informo-lhe que recentemente tomei ciência de que lhe coube a relatoria do Projeto de Lei nº 5.956/2009, por meio do qual se pretende proibir o abate de Chinchilas para o comércio de peles no Brasil. Por conta do meu especial interesse em assuntos referentes à condição dos animais em geral, dirijo-me ao senhor por meio desta carta aberta – da qual foram já distribuídas cópias às entidades engajadas na tutela dos animais, bem como a certos veículos de comunicação e imprensa em cuja pauta são contempladas semelhantes intenções.
Sabe-se, e tão bem referiu o seu autor, Sr. Ricardo Tripoli (PMDB), que a questão que se coloca neste projeto de lei está acima dos interesses comerciais. De fato, há que se lembrar que nossa ordem constitucional infunde, e não por simples exortação, que se dê a devida atenção à dignidade dos animais. Todavia, por razões que chegam a rivalizar com a omissão e a incúria, pouco se fez em prol de cumprir a constituição nesse tópico. Diga-se, caro parlamentar, sem favores ou exageros, que o âmbito legislativo ordinário tem se portado como um autêntico carrasco quanto ao modo de se endereçar aos animais!
É por isso que chamo atenção para a dileta tarefa que lhe compete. Ainda que um parecer, dada a sua natureza, não seja vinculante, conhece-se a força que as palavras do relator exercem em uma comissão de mérito. Neste caso em particular, vislumbra-se um momento histórico, de vocação fundadora, a cujo advento se poderá – e deverá - seguir um processo de justiça restitutiva: pressente-se que a proibição do abate de chinchilas para o comércio de peles abre portas para devolver aos animais certos direitos dos quais, nas palavras do célebre filósofo Jeremy Bentham, jamais poderiam ter sido privados, a não ser pela mão da tirania.
Perceba-se, deputado, que, a bem da verdade, a iniciativa do seu colega Congressista, Dep. Tripoli, não surge isolada. Ainda que as ignore, há muitas escolas filosóficas e jurídicas de vanguarda a guarnecerem as razões sustentadas no PL nº 5.596/2009. Tanto é assim que, da academia para o quotidiano nas ruas, já há milhares de cidadãos comuns que aderiram à concepção de que os animais estão longe de meramente representarem instrumentos para a satisfação de gostos, desejos e hábitos humanos. Hábitos cuja frivolidade episodicamente estampada já é capaz de arrecadar repúdio unânime e veemente. Não é certo que há tecnologias bastantes que permitem gozar da completa possibilidade de abrir mão do expediente cruel e sangrento de arrancar a pele de animais para confecção de roupas? Com o devido acatamento, não posse deixar de referir que a sonegação desta realidade soa, não só a mim, mas para multidões, como sinônimo de mesquinhez.
Antes de finalizar, e para tranqüilizar o espírito que a esta altura se pergunta sobre o porquê de tanto esmero em benefício dos animais enquanto as mazelas humanas são tantas e tão caras, replico: já é hora de desempenhar em nome dos animais um primeiro favor – que nem é digno do nome “sacrifício”. Estaremos assim cumprindo a constituição, que, por mais humanista que o seja, não se preocupou em assinar aos nossos parlamentares um regime de prioridades. Aliás, do modo com vêm sendo usadas, as tais priorizações somente fazem atrasar a estipulação da garantia de um mínimo-vital que a humanidade deve aos animais, sem com isso garantir aos homens uma vida absolutamente plena. Ou seja, estas são lutas que se complementam, e em nada se perturbam.
Espero, prezado deputado Fernando Marroni, que minhas palavras tenham contribuído para a assimilação da magnitude do seu trabalho de relator, e, mais, que se somem às vozes dos que hão de lhe convencer da necessidade de aprovar, sem ressalvas, o texto do Projeto de Lei nº 5.956/2009.



Respeitosamente,


Anderson Reichow
Membro-Fundador do DDA – Pelotas
Defensores dos Direitos Animais
http://www.ddapelotas.blogspot.com/



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Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010
A Ignorância

O povo julga bem as coisas, porque está na ignorância natural, que é o verdadeiro lugar do homem. A ciência tem duas extremidades que se tocam. A primeira é a pura ignorância natural, na qual se encontram todos os homens ao nascer. A outra extremidade é aquela a que chegam as grandes almas que, tendo percorrido tudo quanto os homens podem saber, acham que nada sabem e voltam a encontrar-se nessa mesma ignorância da qual tinham partido; mas é uma ignorância sábia que se conhece. Os do meio, que saíram dessa ignorância natural e não puderam chegar à outra, têm umas pinceladas dessa ciência suficiente, e armam-se em entendidos. Esses perturbam o mundo e julgam mal de tudo. O povo e os verdadeiramente sábios compõem a ordem do mundo; estes desprezam-na e são desprezados.
Blaise Pascal, in "Pensamentos"



Ignorância Sábia
Aconteceu aos verdadeiros sábios o que se verifica com as espigas de trigo, que se erguem orgulhosamente enquanto vazias e, quando se enchem e amadurece o grão, se inclinam e dobram humildemente. Assim esses homens, depois de tudo terem experimentado, sondado e nada haverem encontrado nesse amontoado considerável de coisas tão diversas, renunciaram à sua presunção e reconheceram a sua insignificância. (...) Quando perguntaram ao homem mais sábio que já existiu o que ele sabia, ele respondeu que a única coisa que sabia era que nada sabia. A sua resposta confirma o que se diz, ou seja, que a mais vasta parcela do que sabemos é menor que a mais diminuta parcela do que ignoramos. Em outras palavras, aquilo que pensamos saber é parte — e parte ínfima — da nossa ignorância.
Michel de Montaigne, in 'Ensaios'

A Força da Ignorância

Por que causa a ignorância nos mantém agarrados com tanta força? Primeiro, porque não a repelimos com suficiente energia nem usamos todas as nossas forças para nos libertarmos dela; depois, porque não confiamos o bastante nas lições dos sábios nem as interiorizamos como devíamos, antes tratamos uma tão magna questão de forma leviana. Como pode alguém, aliás, aprender suficientemente a lutar contra os vícios se apenas dedica a esse estudo o tempo que os vícios lhe deixam livre?...


Nenhum de nós aprofunda bastante esta matéria; abordamos o assunto pela rama e, como gente extremamente ocupada, achamos que dedicar umas horas à filosofia é mais do que suficiente. E o que mais nos prejudica é a facilidade com que o nosso amor próprio se satisfaz. Se encontramos alguém que nos ache homens de bem, homens esclarecidos e irrepreensíveis, logo nos mostramos de acordo! Nem sequer nos contentamos com louvores comedidos: tudo quanto a adulação despudoradamente nos atribui, nós o assumimos como de pleno direito. Se alguém nos declara os melhores e mais sábios do mundo, nós assentimos, mesmo quando sabemos que esse alguém é useiro e vezeiro na mentira! A nossa autocomplacência vai mesmo tão longe que pretendemos ser louvados em nome de princípios que as nossas acções frontalmente desmentem (...) A consequência é que ninguém mostra vontade de corrigir o seu carácter, pois cada um se considera a melhor pessoa deste mundo...
Séneca, in 'Cartas a Lucílio
 
O Triunfo da Ignorância
As relações privadas entre os homens formam-se, parece, segundo o modelo do bottleneck industrial. Até na mais reduzida comunidade, o nível obedece ao do mais subalterno dos seus membros. Assim, quem na conversação fala de coisas fora do alcance de um só que seja comete uma falta de tacto. O diálogo limita-se, por motivos de humanidade, ao mais chão, ao mais monótono e banal, quando na presença de um só "inumano". Desde que o mundo emudeceu o homem, tem razão o incapaz de argumentar. Não necessita mais do que ser pertinaz no seu interesse e na sua condição para prevalecer. Basta que o outro, num vão esforço para estabelecer contacto, adopte um tom argumentativo ou panfletário para se transformar na parte mais débil.


Visto que o bottleneck não conhece nenhuma instância que vá além do factual, quando o pensamento e o discurso remetem forçosamente para semelhante instância, a inteligência torna-se ingenuidade, e isso até os imbecis entendem. A conjura pelo positivo actua como uma força gravitória, que tudo atrai para baixo. Mostra-se superior ao movimento que se lhe opõe, quando com ele já não entra em debate. O diferenciado que não quer passar inadvertido persiste numa atitude estrita de consideração para com todos os desconsiderados.


Estes já não precisam de sentir nenhuma intranquilidade da consciência. A debilidade espiritual, confirmada como princípio universal, surge como força de vida. O expediente formalisto-administrativo, a separação em compartimentos de tudo quanto pelo seu sentido é inseparável, a insistência fanática na opinião pessoal na ausência de qualquer fundamento, a prática, em suma, de reificar todo o traço da frustrada formação do eu, de se subtrair ao processo da experiência e de afirmar o "sou assim" como algo definitivo, é suficiente para conquistar posições inexpugnáveis. Pode estar-se seguro do acordo dos outros, igualmente deformados, como da vantagem própria. Na cínica reivindicação do defeito pessoal pulsa a suspeita de que o espírito objectivo, no estádio actual, liquida o subjectivo. Estão down to earth, como os antepassados zoológicos, antes de se alçarem sobre as patas traseiras.
Theodore Adorno, in "Minima Moralia"
 
  
 
A Ignorância Propaga-se Mais Rápidamente Que a Inteligência 
Voltaire preferia a monarquia à democracia; na primeira basta educar um homem, na segunda há necessidade de educar milhões - e o coveiro leva-os a todos antes que dez por cento concluam o curso. Raro percebemos as partidas que a limitação da natalidade prega aos nossos argumentos. A minoria que consegue educar-se reduz o tamanho da família; a maioria sem tempo para se educar procria com abundância; quase todos os componentes das novas gerações provêm de famílias cujas rendas não permitiram a educação da prole. Daí a perpétua futilidade do liberalismo político; a propagação da inteligência não está em compasso com a propagação dos ignorantes. Daí ainda a decadência do protestantismo; uma religião, do mesmo modo que um povo, não vinga em consequência das guerras que vence, senão que dos filhos que gera.
Will Durant, in "Filosofia da Vida"
 
 
É Absurdo Falar da Ignorância da Juventude
Para recuperar a minha juventude era capaz de fazer tudo no mundo, excepto ginástica, levantar-me cedo, ou ser respeitável. A Juventude! Não há nada que se lhe compare. É absurdo falar da ignorância da juventude. Hoje em dia só tenho algum respeito pelas opiniões das pessoas muito mais novas do que eu. Parecem-me estar à minha frente. A vida revelou-lhes a sua última maravilha. Quanto aos velhos, contradigo-os sempre. É uma questão de princípio. Se lhe pedirmos opinião sobre uma coisa que aconteceu ontem, eles dão-nos solenemente as opiniões correntes em 1820, quando as pessoas usavam golas altas, acreditavam em tudo e não sabiam absolutamente nada.
Oscar Wilde, in "O Retrato de Dorian Gray"
 
 
 
A Ignorância leva ao Impulso sem Sentido
A ignorância é uma coisa vil, abjecta, indigna, servil, sujeita a inúmeras e violentíssimas paixões. Destes insuportáveis tiranos que são as paixões - e que por ora nos governam alternadamente, ora em conjunto - te libertará a sabedoria, a única liberdade autêntica. Para chegar à sabedoria, um só caminho e em linha recta; não há que errar, avança em passo firme e constante. Se queres que tudo te esteja sujeito, sujeita-te tu à razão; dirigirás muitos outros, se a ti te dirigir a razão. Ela te dirá o que deves empreender, e que maneira; assim não serás surpreendido pelos acontecimentos. Tu não podes apontar-me alguém que saiba de que modo começou a querer aquilo que quer. E porquê? Porque o comum das pessoas não é levada pela reflexão, mas arrastada por impulsos. A fortuna cai sobre nós não menos vezes do que nós caimos sobre ela. A indignidade não está em «irmos», mas em «sermos levados», em perguntarmos de súbito, surpreendidos, no meio de um turbilhão de acontecimentos: «Mas como é que eu vim parar aqui?
Séneca, in 'Cartas a Lucílio'
  
 
Rica Ignorância
A ignorância degrada as pessoas apenas quando associada à riqueza. O pobre é limitado pela sua pobreza e pela sua necessidade; as suas realizações substituem nele a instrução e ocupam os seus pensamentos. Em contrapartida, os ricos, que são ignorantes, vivem meramente para os seus prazeres e assemelham-se às bestas, como se pode ver todos os dias. Quanto a isso, acrescente-se ainda a exprobação de que a riqueza e o ócio não teriam sido desfrutados para aquilo que lhes confere o maior valor.
Arthur Schopenhauer, in 'Sobre o Ofício do Escritor'
  
 
A Ignorância não Exclui a Firmeza de Opinião

Tendo estudado a sabedoria em livros traduzidos do grego, do chinês ou do sânscrito, tenho uma certa desvantagem em relação aos ignorantes que só aprenderam em jornais desportivos ou revistas de moda. Quando enfrento um assunto difícil cuja elucidação requer anos de reflexão, sinto-me intimidado com a consciência da minha insuficiência, que me trava os impulsos no momento em que eles, impelidos pelo propulsor da sua ignorãncia, estão seguros de ter encontrado, ainda antes de ter procurado. Como posso fazê-los compreender que tenho razão em não proclamar que a tenho, antes de dedicar tempo a demonstrar-lhes que estão errados? Não, eles não desistem. De resto, as minhas hesitações atraiçoam-me. A verdade é uma flecha que vai direita ao alvo. Os escrúpulos intelectuais são tremuras do espírito. Se visar mal, como posso atingir o alvo?


Apercebemo-nos de que a ignorância não exclui a firmeza de opinião. Existe até uma cumplicidade objectiva entre elas. Quanto menos sabem, mais ostentam, diz o profeta. A indigência intelectual tira partido do seu pretenso parentesco com a Verdade. Contudo, é preciso ser ingénuo para pensar que o saber liberta o espírito dessa lei de gravitação que faz com que todo o pensamento orbite em torno da Verdade. Quanto mais sabem, mais ostentam, diz também o profeta, desta vez nos dias ímpares. Ter razão é a pretensão mais universal e, provavelmente, a mais antiga.
Georges Picard, in 'Pequeno Tratado para Uso Daqueles que Querem Ter Sempre Razão'


 
A Sabedoria do Homem Comum

Os ignorantes e o homem comum não têm problemas. Para eles na Natureza tudo está como deve estar. Eles compreendem as coisas pela simples razão delas existirem. E, na realidade, não dão eles provas de mais razão do que todos os sonhadores, que chegam a duvidar do seu próprio pensamento? Morre um dos seus amigos, e como julgam saber o que é a morte à dor que sentem por o perderem não acrescentam a cruel ansiedade que resulta da impossibilidade de aceitar um acontecimento tão natural... Estava vivo, e agora encontra-se morto; falava-me, o seu espírito prestava atenção ao que eu lhe dizia, mas hoje já nada disso existe: resta apenas aquele túmulo - mas repousa ele nesse túmulo, tão frio como a própria sepultura? Erra a sua alma em redor desse monumento? Quando eu penso nele é a sua alma que vem assolar a minha memória? O hábito traz-nos de novo, contudo, ao nível do homem comum.


Quando o seu rasto se tiver apagado - não há dúvidas de que ele morreu! - então a coisa deixará de nos incomodar. Os sábios e os pensadores parecem portanto menos avançados que o homem comum, já que eles próprios não têm a certeza, em relação a si mesmos, do que pretendem provar... Sou um homem. Mas o que é um Eu?, e um homem? Eles passam metade da sua vida a analisar, uma a uma, as mais pequenas coisas, a verificar tudo o que já se sabe; e a outra metade, passam-na a colocar os fundamentos de um edifício que nunca chega a levantar-se...
Eugène Delacroix, in 'Diário' 
in 'Citador'


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Terça-feira, 19 de Janeiro de 2010
ATLETAS FAMOSOS


andreas cahlingAndreas Cahling, fisiculturista sueco ganhou o Mister Mundo de 1980, é vegetariano há mais de 10 anos, tempo em que competiu nos rankings internacionais mais altos. Uma revista publicou que suas "apresentações nas competições de Mr. Universo e nos campeonatos mundiais de fisiculturismo, deu aos experts a impressão de que ele seria o próximo Arnold Schwarzenegger".

Bill Pickering da Inglaterra estabeleceu um recorde mundial nadando no canal que separa o país da França, mas a performance daquela ocasião foi pouco diante do fato de que com 48 anos, ele bateu um novo recorde mundial nadando no canal de Bristol. Bill Pickering é vegetariano.
Carl LewisCarl Lewis é considerado um dos atletas mais rápidos do mundo. Em 1991, bateu o recorde dos 100 metros com um tempo de 9,86 segundos. É o maior medalhista olímpico de todos os tempos. Carl Lewis é vegano.



Dave Scott, da Universidade da Califórnia Davis, é um triatleta reconhecido como o melhor do mundo. Ele venceu o lendário Triatlon Ironman no Hawaii 4 vezes, inclusive durante 3 anos seguidos, e ninguém mais conseguiu vencer mais que uma vez. O evento consiste em provas seguidas de natação por 2,4 milhas no oceano, corrida de bicicleta por 112 milhas e, por último, uma maratona de 26,2 milhas. Dave diz que a idéia de que as pessoas, e especialmente os atletas, precisam de  proteína animal, é uma "falácia ridícula". Há muitas pessoas que consideram Dave Scott o homem com o melhor preparo físico de todos os tempos. Dave Scott é vegano.
Éder JofreÉder Jofre - maior pugilista
brasileiro, conquistou seus títulos
sendo vegetariano e atribui muito de sua
resistência à dieta
vegetariana.




Edwin Moses. Entre 1977 e 1987 obteve 122 vitórias nos 400 metros com varas. Sua carreira inclui duas medalhas olímpicas de ouro, dois títulos mundiais e quatro recordes mundiais em sua especialidade. No auge de sua carreira obteve 122 vitórias consecutivas. Nenhum homem na história do esporte jamais dominou um esporte como Edwin Moses dominou a corrida dos 400 metros com obstáculos. Esse medalhista de ouro olímpico passou 8 anos sem perder uma única corrida, e quando a Sports Illustrated concedeu-lhe o prêmio "Esportista do Ano de 1984", a revista publicou que "nenhum atleta de outro esporte consegue ser tão respeitado por seus colegas como o Moses no atletismo". Edwin Moses é vegetariano.
Martina Navratilova. Foi a primeira tenista a vencer nove vezes o torneio de Wimbledon, sendo seis vitórias consecutivas. Bateu o recorde de 74 títulos profissionais em 1984, e obteve durante sua carreira um total de 167 títulos.
Murray RoseMurray Rose tinha apenas 17 anos quando ganhou 3 medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos de 1956 em Melbourne, Australia. Quatro anos depois, nas Olimpíadas de 1960, ele se tornou o primeiro homem na história a reter seu título nos 400 metros
e,
 mais tarde, ele bateu seus dois recordes mundiais anteriores nos 400 metros e nos 1500 metros. Considerado por muitos como o melhor nadador de todos os tempos, Rose é vegetariano desde os dois anos de idade.





Paavo Nurmi. O maratonista Paavo Nurmi, "Finlandês Voador", bateu 20 recordes mundiais em corrida à distância e ganhou nove medalhas Olímpicas de ouro.
Nos Jogos olímpicos realizados em Paris em 1924 ganhou a corrida de 1500 metros e a de 5000 metros na mesma tarde com somente uma hora de descanso entre uma e outra. Paavo é vegetariano.
Piero VenturatoPiero Venturato - O fisiculturista Piero Venturato é duas vezes campeão mundial de fisiculturismo e sete vezes campeão italiano, e cinco vezes campeão europeu.






Roy Hilligan - entre seus vários títulos está a coroa de Mister America. Roy Hilligan é vegetariano.
Stan Price. Ele detém o recorde mundial de "bench press" em sua classe de peso. Stan Price é vegetariano.
Sixto Linares. Essa pessoa notável conta: "quando eu me tornei vegetariano, no segundo grau, meus pais se aborreceram muito por eu não comer carne ... Depois de 14 anos, eles estão finalmente aceitando que isso é o melhor para mim. Eles sabem que não vou morrer por causa disso.'
Sixto LinaresDurante os 14 anos em que os pais de Sixto relutantemente foram aceitando que sua dieta não o prejudicava, eles viram o filho bater o recorde mundial do triatlo mais longo, e demonstrar sua impressionante resistência, velocidade e força em benefício das entidades filantrópicas American Hearth Association, United Way, Special Children's Charity, Leukemia Society of America e a Muscular Dystrophy Association.
O preconceito contra o vegetarianismo, no entanto, estava tão enraizado que mesmo com o o filho demonstrando a possibilidade de ser o homem com melhor preparo físico jamais visto, seus pais só aceitaram sua dieta com relutância. Sixto diz que ele primeiro experimentou por um tempo a dieta ovo-lacto-vegetariana (sem carne, mas alguns derivados de leite e ovos), mas agora não ingere nem ovos e nem derivados de leite e se sente ainda melhor. E isso não parece enfraquecê-lo. Em junho de 1985, em um evento em benefício da Muscular Dystrophy Association, Sixto bateu o recorde mundial do triatlo de um dia nadando 4,8 milhas, pedalando por 185 milhas e então correndo por 52,4 milhas.
POR ESPORTE
BeisebolHank Aaron - campeão All Time Baseball Home Run
Jim Kaat - jogador de beisebol
BoxeÉder Jofre
Futebol AmericanoJoe Namath - Pro Football player (NY Jets)
Lawrence Phillips - Pro Football player (49ers)
Desmond Howard - Football Player (Redskins, Jacksonville Jaguars)
BasqueteB. J. Armstrong - Basketball Star
Bill Walton - Basketball Player
OlímpicosCarl Lewis - estrela olímpico (vegano)
Paavo Nurmi - 20 recordes mundiais, 9 medalhas olímpicas em corrida à distância 
Edwin Moses - campeão olímpico
Leroy Burrell - campeão olímpico
Murray Rose - nadador olímpico
FisiculturistaStan Price - detém recorde mundial em Bench Press
Andreas Cahling - Mr. International
Roy Hilligan - Mr. America
Bill Pearl - Bodybuilder, Mr. America e Mr. Universe
Bill Manetti - campeão em levantamento de peso
Pat Reeves - levantamento de peso (vegano)
Jack LaLanne - Fitness Guru (vegano)
Luta romanaChris Campbell - 1980 campeão mundial de luta greco-romana
Killer Kowalski -  luta greco-romana
Corredores de triatlon e maratona
Dave Scott - 6-vezes vencedor de Ironman Triathlon
Sixto Linares - REcordista mundial em Triathlon 24 horas
Lucy Stephens - Triatleta (vegana)
Debbie Lawrence - detentora de recorde 5k 
Ruth Heidrich - 3 vezes Ironman, maratonista & recordista em sua faixa etária (vegana)
Sally Eastall - maratonista (vegana)
Artes marciais
Ridgely Abele - 8 vezes campeão nacional em karatê
TênisBille Jean King - campeão de tênis
Martina Navratilova - campeã de tênis (vegana)
Peter Burwash - campeão de tênis (vegano)
Skate
Brad Staba - Pro Skateboarder
Andrew Reynolds - Pro Skateboarder
Brian Sumner - Pro Skateboarder
Brian Anderson - Pro Skateboarder
Sergei Trudnowski - Pro Skateboarder
Rick Mc Crank - Pro Skateboarder
Ed Templeton - Pro Skateboarder
Jamie Thomas - Pro Skateboarder
Geoff Rowley - Pro Skateboarder
Steve Berra - Pro Skateboarder
Laban Pheidas - Pro Skateboarder
Skating
Sorya Bonali - Ice Skater
Joanna Conway - Ice Skater


MÚSCULOS x VEGETARIANISMO
Bodybuilding é um esporte em que os competidores exibem seus músculos de forma perfeitamente trabalhados.
Os praticantes necessitam de exercícios físicos intensos para trabalhar os músculos. Durante os exercícios, as fibras musculares são distendidas, o que pode ocasionar dores no dia seguinte da prática. Bodybuilders necessitam de um bom descanso depois de um treinamento intenso e, durante este período, os músculos se recuperam.

Uma boa dieta faz com que os músculos se recuperem e que fiquem mais fortes e tonificados.

Bodybuilding natural é quando os competidores não fazem uso de estimulantes ilegais ou hormônios como esteróides e anabolizantes para melhorar sua performance durante os treinamentos e obter melhores resultados.
Bodybuilding vegetariano vai além. Inúmeros atletas de todo o mundo estão aderindo à dieta vegetariana.
Como sabemos, o vegetarianismo possui várias vertentes: ovo-lacto, lacto e vegan, são algumas delas, entretanto, todas focam uma só coisa: um estilo de vida mais saudável e um futuro livre de doenças.
Uma dieta planejada, exercícios físicos e descanso são três coisas fundamentais no Bodybuilding. A nutrição é a base do sucesso junto aos treinamentos. Infelizmente, suplementos têm se tornados muito comuns nos dias de hoje, devido a grande publicidade. O abuso dessas substância ou estimulantes queimadores de gordura podem ajudá-lo a obter resultado, mas também podem condená-lo a problemas de saúde no futuro.
Uma dieta vegetariana voltada aos praticantes de Bodybuilding deve conter vitaminas, proteínas, carboidratos e gorduras, tudo na proporção certa. Um dos mitos mais comuns é que vegetariano não ingere proteína suficiente. O que não é verdade.
Soja, castanhas, sementes, lentilhas, legumes e feijões são fontes ricas de proteína e também de vitaminas, minerais, fibra e antioxidantes -- que não estão presentes nas carnes. Portanto, a dieta vegetariana é, na verdade, mais saudável.
Exercícios aeróbicos (corrida, bicicleta) queimam a gordura, e o levantamento de peso ajuda a "construir" o músculo. Cientificamente, exercícios planejados de forma correta são essenciais para os praticantes do Bodybuilding, que nunca devem se exercitar em excesso, o que pode gerar uma lesão e assim, prejudicar todas as suas metas de treinamento.
Descanso adequado é importantíssimo para os Bodybuilders, pois é nesse momento que os músculos se recuperam da atividade e suas células crescem. Se você não descansa o suficiente, as fibras musculares não se recompõem e podem, em certo momento, causar uma lesão muscular.




COMO TER MÚSCULOS DE FORMA SAUDÁVEL
Bodybuilding nataural é um esporte em que seus praticantes atingem um nível de tonificação muscular de forma saudável, sem o uso de hormônios, esteróides, ou qualquer outro composto químico que pode ser prejudicial à saúde. Dessa forma, os músculos crescem de forma natural, de acordo com ritmo físico de cada um.
Segundo o treinador Marcelo Cervantes, todo praticante de musculação ou Bodybuilding precisa sempre consultar um profissional da área esportiva, que será capaz de montar um treinamento personalizado para a idade, estrutura e condições físicas da pessoa.
"É muito mais seguro o aluno passar por uma avaliação física e, somente após, montar um plano de treinamento que possa atingir os objetivos da pessoa", indica Cervantes. Mas o treinador dá algumas dicas que podem servir para qualquer pessoa:
- Nenhuma sessão de treinamento deve ser mais longa do que 60 minutos. Após esse período, os níveis de hormônio nos músculos começam a diminuir;

- O descanso entre as séries deve ser entre 60 e 90 segundos, no máximo;

- Uma série de levantamento de peso deve ter entre 6 e 15 repetições, o que faz com que aumente os níveis de hormônio de crescimento e de circulação sanguínea.

Como nas coisas materiais do nosso dia-a-dia, para se ter movimento e crescimento, nossos músculos precisam de um combustível que fará com que eles aumentem. Em média, os Bodybuilders necessitam de 500 a 1000 calorias a mais do que uma pessoa não praticante do esporte -- alguns ingerem muito mais do que isso.
Entretanto, Cervantes explica que caloria não é tudo. "Os praticantes do Bodybuilding precisam de carboidratos complexos e eliminar aqueles que só ajudam a aumentar os níveis de açúcar no organismo". Comer muito carboidrato simples que se transformará em açúcar só o ajudará a ter mais gordura, ao invés de músculos.
Grandes quantidades de proteína são elementos-chave no Bodybuilding natural. "O motivo é que a proteína ajuda a desenvolver os músculos", completa Cervantes.
O treinador recomenda que o praticante de musculação ingira entre 1 a 2 gramas de proteína por quilo da pessoa. Veja abaixo a tabela nutricional de 1 xícara das maiores fontes de proteína vegetal:
 FeijõesLentilhasSojaAmendoim
Água(%)6672712
Calorias225215235840
Proteína(g)15162039
Gordura(g)111071
Colesterol(mg)0000
Carboidrato(g)41381927
Cálcio(mg)4750131125
Fósforo(mg)239238322734
Ferro(mg)2,94,24,92,8
Potássio(mg)6084989721.019
Sódio(mg)1264626
E em terceiro, mas não menos importante, o descanso é fundamental no ganho de massa muscular. A razão, explica Cervantes, é que as fibras musculares necessitam de um descanso para que possam se desenvolver.




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Sexta-feira, 15 de Janeiro de 2010
Cristianismo puro antropocentrismo!
Nas aulas de histórias que tive na minha infância eu lembro até hoje de uma aula sobre conceitos de antropocentrismo e teocentrismo. Basicamente foi explicado a diferença dos dois pensamentos e qual a sua relação com a sociedade.

Primeiro vamos relembrar as teorias:
"O antropocentrismo que vem do Renascimento, é uma concepção que considera que a humanidade deve permanecer no centro do entendimento dos humanos, isto é, o universo deve ser avaliado de acordo com a sua relação com o homem. É normal se pensar na ideia de "o homem no centro das atenções."
"Teocentrismo é a teoria segundo a qual Deus é o centro do universo, tudo foi criado por Ele e por Ele é dirigido. Opõe-se ao Antropocentrismo, Biocentrismo e ao Humanismo."



Com o andamento da aula foi ensinado de forma genérica que antropocentricos são basicamente ateus e os teocentricos basicamente os cristões (vamos resumir o assunto no plano ocidental do planeta e pela maior religião dessa área).

Na época não questionei, fazia sentido, mas hoje parando um puco para pensar "será que o cristianismo de fato é teocentrico?"

Como escrito acima o antropocentrismo considera o homem o centro do universo e se você parar pra pensar as religiões cristãs fazem isso. Não analisarei a bíblia, não possuo conhecimentos válidos para isso, mas o que é ensinado para os fiéis. Por exemplo, até onde sei é ensinado a teoria da criação, onde seu deus criou o mundo, animais e o homem "a sua imagem e semelhança" e que tudo no planeta seria destinado a sua existência (talvez não seja ensinado com essas palavras, mas é isso). Bom agora pense, esse não o pensamento mais voltado pro homem que existe? Quer dizer, tudo foi criado para o ser humano, ele tem direito a tudo e ainda por cima foi criado a semelhaça de seu criador, em outras palavras é tão belo, inteligente e poderoso quanto ele.



Posso até ser questionado com relação a esse ponto de vista, mas muitas vezes quem me questiona é que meu deu lenha pra esse raciocínio, como muitos sabem sou vegano (quem não consume nada de origem animal) e quando comento isso com algum religioso cristão, sejam católicos, evangélicos, etc, sempre vem a mesma argumentação egoísta e antropocentrica "mas deus fez os animais para nos servir de alimento" ou "a vaca da leite naturalmente, deus fez ela assim", é ou não um pensamento irracional esse. Quer dizer "tudo é para os humanos, temos direito a tudo, até a maltratar e matar animais inocentes para saciar nossa gula". E detalhe, a vaca realmente da leite mas é para seu filho e não para os humanos, imaginem principalmente as mulheres, você engravida (forçadamente e artificialmente) , tem seu bebê e no ato do nascimento já é separada dele sem nem ver seu rosto e depois enfiam 2 canos em seus seios e ficam sugando todo seu leite e isso tudo sem sua permissão. Isso é o que acontece com as vacas leiteras, elas vivem em média 75% a menos do que fossem criadas livres. Agora pergunto, isso é certo? Seu deus te dar permissão para isso?



Conclusão, a religião cristã basicamente é o antropocentrismo puro mascarado de teocentismo, que utiliza um deus para justificar seus atos torpes e imundos sem ficarem com a consciência pesada, afinal se você pensar conscientemente e utilizar a ética e o bom censo como pilares para seu raciocínio verá que isso é errado. E mais uma vez repito o que disse, não analisei a bíblia e sim o que é nsinado pelas religiões cristãs, afinal até onde sei esse livro "sagrado" ensina sobre paz e amor, então é só somar um mais um e verá que de fato o que é ensinado hoje estar errado.

Temos que abrir nossa mente e questionar toda a pervesão da sociedade e suas organizações.
E mais uma vez em meu blog repito esse grande ensinamento.

"Enquanto o homem continuar a ser o destruidor dos seres animados dos planos inferiores, não conhecerá a saúde nem a paz. Enquanto os homens massacrarem os animais, eles se matarão uns aos outros. Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor."

Pythagoras
Até a próxima.


publicado por Maluvfx às 23:53
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