Ética é o conjunto de valores, ou padrões, a partir dos quais uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões. A ética é importante por que respeita os outros e a dignidade humana.
Sábado, 30 de Abril de 2011
Leguminosas: sim ou não?
Por Raquel Ferreira, Dietista
É pena, mas a verdade é que as leguminosas perderam lugar à mesa. Alimentos como o feijão, o grão-de-bico, as lentilhas, as favas, o feijão de soja, as ervilhas, eventualmente por serem “pequeninos”, são muitas vezes esquecidos. Contribui para tal o facto de se continuar a pensar que as leguminosas engordam; que são “pesadas”; que não são adequadas a crianças e que, portanto, não vale a pena incluí-las nas refeições familiares; que as leguminosas secas têm uma preparação demorada porque têm de ser demolhadas e apresentam um elevado tempo de cozedura; porque têm um sabor pouco agradável ou não sabem a nada…
Vamos à contra-argumentação?

As leguminosas proporcionam uma combinação única de proteínas, hidratos de carbono, fibra, vitaminas e minerais.
De todos os produtos vegetais as leguminosas são os melhores fornecedores de proteína vegetal. Em média, possuem entre 20 a 25% de proteínas.
Ao contrário de outras fontes proteicas, as leguminosas têm um baixo teor de gordura e não contêm colesterol. Incluí-las na alimentação é uma boa forma de diminuir o consumo de carne.
Fornecem hidratos de carbono complexos e são excelentes fontes de fibra. Consumir leguminosas contribui para maiores níveis de saciedade (ajudando a uma melhor gestão do peso), para manter os níveis de açúcar no sangue (desejável nos diabéticos), para a diminuição do colesterol sanguíneo e a um melhor funcionamento do trânsito intestinal (previne-se a obstipação)
São fontes de vitaminas e minerais como o ácido fólico, potássio, ferro, magnésio, tiamina (vit. B1), zinco, fósforo.
Vários estudos indicam que o consumo de leguminosas diminui o risco de doenças cardiovasculares e de vários tipos de cancro.
A partir de 1 ano de idade as leguminosas devem fazer parte da alimentação das crianças, dada a sua riqueza nutricional.
Demolhar as leguminosas durante várias horas antes de serem cozinhadas e em diferentes águas ajuda a que libertem as substâncias naturais que podem provocar flatulência e dificuldades digestivas em pessoas susceptíveis.(1)
Se utilizar a panela de pressão a sua cozedura é mais rápida. E pode sempre optar pelas leguminosas enlatadas, que são cozidas dentro da lata apenas em água e sal, sem corantes nem conservantes.
São económicas.

(1) O que é o fitato? O que ele causa no organismo humano? 
 O fitato é um composto que está naturalmente presente nas leguminosas como feijão, ervilha, lentilha, grão-de-bico, em algumas nozes e também em cereais como arroz, trigo, milho, aveia, centeio e seus farelos. Quando ingerimos alimentos que contêm fitato, esse composto se liga a sais minerais como o zinco, ferro e cálcio, no intestino, impedindo que o corpo aproveite bem estes nutrientes. Por este motivo, o fitato é chamado de antinutriente.

Como eliminar o fitato dos alimentos? 
 O fitato pode ser eliminado dos alimentos por meio de calor (a forma mais eficiente é o cozimento), por fermentação (o fermento biológico usado para fazer o pão ajuda a diminuir o fitato), por germinação (os brotos são muito ricos em nutrientes), ou por impregnação (que consiste em deixar o alimento de molho por tempo ideal de 12 horas)


Pertencem a esta imensa e nutritiva família de alimentos as lentilhas, o feijão, o grão-de-bico, as ervilhas secas ou as favas.Pertencem a esta imensa e nutritiva família de alimentos as lentilhas, o feijão, o grão-de-bico, as ervilhas secas ou as favas.

Quase sempre disponíveis, fáceis de armazenar e cozinhar e de preço acessível, as leguminosas são boas alternativas para vegetarianos ou para quem deseje reduzir a ingestão de gorduras animais, já que são importantes fontes de proteínas. São também hidratos de carbono que libertam açúcar lentamente, evitando o aumento súbito do nível de açúcar no sangue e a oscilação dos níveis de energia e do humor. Pelo contrario, são uma fonte de energia constante, mantendo estáveis os níveis de açúcar no sangue.
A questão dos estrogénios
As leguminosas contêm fitoestrogénios - substâncias químicas de origem vegetal que se assemelham às hormonas estrogénicas (femininas). Estes fitoestrogénios têm um efeito estabilizador no ciclo menstrual e pensa-se que ajudam a regular as menstruações e a aliviar a síndroma pré-menstrual e os sintomas da menopausa, como afrontamentos ou suores nocturnos.
Utilizam-se cada vez mais como alternativa à terapia de substituição hormonal. Têm vindo a aumentar o número de provas de que as leguminosas reduzem o risco de cancro da mama e protegem contra os fibromiomas (tumores benignos do útero, com maior incidência em mulheres com mais de 35 anos, na pré-menopausa e sem filhos).
Riqueza mineral
Na sua maioria, as leguminosas são ricas em minerais, entre os quais ferro, potássio, selénio, cálcio, manganés, magnésio e ácido fólico. Contribuem para aumentar as bactérias benéficas no intestino que auxiliam a digestão, são importantes nas dietas de desintoxicação, purificam o sangue e diminuem os níveis de colesterol no sangue. As lentilhas contêm uma série de vitaminas do complexo B que ajudam a estabilizar a tensão arterial e, sendo anti-inflamatórias, são benéficas na artrite reumatóide. O grão-de-bico é indicado para quem sofre de cálculos renais.
Escolher e guardar
As leguminosas devem ser compradas em lojas que escoam facilmente os produtos: quanto mais velhas, mais tempo levam a cozinhar. Guarde-as em embalagens herméticas, em local fresco e de preferência escuro, já que a exposição à luz lhes retira nutrientes. Consuma-as no prazo de seis meses. Antes de as cozinhar, escolha-as e lave-as bem, pois podem trazer pedras misturadas.
O tempo que as leguminosas levam a demolhar e a cozinhar varia, mas pode reduzir o tempo de demolhar. Leve-as a ferver alguns minutos e deixe repousar durante uma hora antes de as cozinhar (pode utilizar a panela de pressão). Coza-as em água sem sal (pode usar a água da cozedura em sopas ou caldos).
Leia sempre as instruções da embalagem; o feijão-encarnado deve cozer um mínimo de 15 minutos para neutralizar as toxinas. O feijão enlatado contém menos nutrientes do que o seco, para além da adicção de açúcar. Leia o rótulo com atenção. As leguminosas podem provocar flatulência. Para evitar este efeito indesejável, misture-as com salsa, funcho, gengibre ou pimenta-de-caiena.

Benefícios:

+ Melhoram a função intestinal
+ Reduzem os sintomas da menopausa e da síndroma pré-menstrual e o risco de fibromiomas
+ Reduzem o risco de cancro da mama
+ Reduzem o colesterol
+ Aliviam os sintomas de cálculos renais
+ Aliviam a artrite reumatóide






Leguminosas

• As leguminosas são grãos de vagens e alimentos muito nutritivos.

• As leguminosas mais conhecidas são: o feijão, a lentilha, a ervilha, a fava, o grão de bico e a soja.
• O feijão é um alimento usado desde há muito tempo pelos povos astecas, maias e incas. A lentilha, por seu lado, é a leguminosa mais antiga consumida pelos povos mediterrânicos, enquanto a soja é um alimento de base muito antigo nos povos do oriente asiático.
• As leguminosas são ricas em alguns aminoácidos essenciais e pobres noutros. Daí que não pode dizer-se que as leguminosas são ricas em proteínas nem ser ingeridas como alimentos proteicos. Devem, isso, ser ingeridas associadas com outros alimentos que completem essas deficiências, por exemplo, com cereais. Esta dupla (cereal + leguminosa) pode, ela sim, ser considerada uma boa fonte proteica.
• A digestibilidade das leguminosas optimiza-se se as mesmas forem ingeridas em associação com cereais e vegetais e não com proteinas animais (carne ou peixe).
• O potencial nutritivo das leguminosas que puderem ser germinadas aumenta exponencialmente (15 a 20 vezes).


Como adquirir e armazenar as leguminosas:
• A maioria das lojas especializadas em leguminosas, vendem-nas em duas formas (grão e farinha). A forma mais adequada para comprar as leguminosas é em grão, pois mantém o seu potencial nutritivo por muito mais tempo, conservando-se melhor no armazenamento prolongado.

• Deve escolher-se as lojas onde existe muita rotatividade de produtos, para evitar correr o risco de adquirir leguminosas velhas.

• Prefira, sempre que possível leguminosas de produção biológica e provenientes de sementes não manipuladas geneticamente, pois cada vez está mais comprovado que esse tipo de alterações podem ter consequências graves e algumas desconhecidas para quem as consome.


• Os grãos inteiros devem ser armazenados em recipientes estanques, em locais frios e secos. Não devem ser armazenados mais que 6 meses, pois tornam-se mais duros e difíceis de cozinhar.

• As leguminosas que se vendem enlatadas e de conserva já cozidas, normalmente contêm conservantes e já perderam muitos dos seus nutrientes. Assim, é preferível  adquirir o grão cru e cozinhá-lo em casa. O ideal seria cozinhar  o grão e comê-lo de seguida. No entanto, com a vida moderna o tempo para preparar as refeições escasseia e essa técnica torna-se impossível. De qualquer modo pode sempre demolhar-se uma grande quantidade e cozê-la, congelando-a em seguida em pequenas doses para serem utilizadas em cada refeição. É preferível os congelados ao enlatados.

• As leguminosas secas devem ser demolhadas para uma mais rápida cozedura

• A cozedura das leguminosas deve ser em lume brando, e no menor tempo possível.

• Deve ter-se em atenção às pequenas pedras e areias que podem vir junto com as leguminosas.

• As leguminosas cozidas que não forem congeladas, podem ser conservadas em frio e utilizadas até ao prazo máximo de 5 dias

A preparação das leguminosas:

A maior parte das leguminosas, em especial as secas, devem ser demolhadas, por forma  tornarem-se mais digeríveis e evitar alterações do funcionamento intestinal, tal como flatulência.
A tabela seguinte pode fornecer uma ajuda na preparação das leguminosas:

DESIGNAÇÃO
PREPARAÇÃO

Ervilha seca
Com casca -Demolhar durante a noite.
Coze em 60 minutos.
Sem casca – demolhar durante a noite.
Coze em 15-20 minutos. Se não demolhar, coze em 40-45 minutos.
 
Ervilha fresca
Não necessita de demolho.
Coze em 15 – 20 minutos
 
Fava seca
Demolhar durante a noite.
Coze em 90 minutos.
 
Feijão azuki
Demolhar durante a noite.
Coze em 35-40 minutos.
 
Feijão branco
Demolhar durante a noite.
Coze em 40-50 minutos.

Feijão encarnado
Demolhar durante a noite.
Coze em 45-50 minutos.
 Feijão frade
Demolhar durante a noite.
Coze em 45-50 minutos.
 Feijão manteiga
Demolhar durante a noite.
Coze em 45-60 minutos.

Feijão mungo
Demolhar durante a noite.
Coze em 35-40 minutos.

Feijão catarino
Demolhar durante a noite.
Coze em 45-60 minutos.

Feijão preto
Demolhar durante a noite.
Coze em 50-60 minutos.

Grão de bico
Demolhar durante a noite.
Coze em 60-90 minutos.
 
Grão de soja
Demolhar durante a noite.
Coze em 120-180 minutos.

Lentilha vulgar
Demolhar durante 2 horas.
Coze em 15 minutos.
 
Lentilha escura
Demolhar durante a noite.
Coze em 25-30 minutos.
Lentilha de coral (descascada)
Não necessita de demolho.
Coze em 15-20 minutos.


Conheça as leguminosas:


publicado por Maluvfx às 04:41
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Quinta-feira, 28 de Abril de 2011
EU sou um ANIMAL
Assistam ao documentário produzido pela HBO que conta a história de Ingrid Newkirk - ativista dos direitos animais, autora, presidente e co-fundadora da People for the Ethical Treatment of Animals (PETA), a maior organização do mundo de direitos dos animais.
Em 5 partes e legendado. Garanto que muitos daqueles que ridicularizam e criticam quem defende a causa animal se sentirão, no mínimo constrangidos, após assistirem este documentário.












publicado por Maluvfx às 07:40
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EU sou um ANIMAL
Assistam ao documentário produzido pela HBO que conta a história de Ingrid Newkirk - ativista dos direitos animais, autora, presidente e co-fundadora da People for the Ethical Treatment of Animals (PETA), a maior organização do mundo de direitos dos animais.
Em 5 partes e legendado. Garanto que muitos daqueles que ridicularizam e criticam quem defende a causa animal se sentirão, no mínimo constrangidos, após assistirem este documentário.












publicado por Maluvfx às 07:40
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Segunda-feira, 25 de Abril de 2011
Alimentos ricos em fibra e água: ajudam no controle do peso
Alimentos ricos em fibras são frutas, vegetais, pão integral, nozes, legumes, cereais integrais e farelos.

Os alimentos ricos em fibras são muito importantes para a saúde. As fibras não são encontradas em alimentos de origem animal, como carnes, ovos e laticínios, apenas nas plantas. Elas são as partes dos grãos, vegetais e frutas que ajudam no processo digestivo e auxiliam o trabalhar do intestino.


Uma dieta rica em fibras e com pouca quantidade de gorduras melhora o funcionamento do intestino, previne doenças do coração, câncer e diabetes. As fibras também ajudam no controle de peso, prevenindo e tratando a obesidade. Estes alimentos ficam mais tempo no estômago e dão a sensação de saciedade. Assim, acabamos ingerindo menos calorias ao longo do dia.
Os alimentos comuns podem ser trocados pelos alimentos ricos em fibras e pelas versões integrais. Para quem não gosta muito dos integrais, existem em alimentos em forma de farelo, como a linhaça, por exemplo. Os farelos podem ser colocados em bolos, pães, massas e até mesmo no arroz.
Os feijões, ervilhas, grão de bico, lentilhas e outras leguminosas podem ser colocadas em sopas, cremes, ensopados e saladas, pois são excelentes fontes de fibras. Prefira consumir arroz integral, cevada integral, farelos, trigo para quibe em sopas, saladas e pratos principais. Além de mais saudáveis, também ajudam a diferenciar o cardápio do dia-a-dia.


As frutas e hortaliças como a maçã e a batata, também são ricas em fibras, que ficam concentradas em suas cascas. Faça saladas, recheios para sanduíches, tortas, sucos e coma frutas frescas.
Dicas sobre o consumo de fibras

Nunca aumente rapidamente o consumo de fibras na dieta, pois você pode sentir flatulências, estufamento, cólicas ou diarréia. Para evitar os desconfortos, o aumento deve ser gradativo, assim seu intestino pode se adaptar.

Aumente o consumo de líquidos, o ideal é de 6 a 8 copos diariamente, para não dificultar a absorção de minerais. As barrinhas de cereais são saborosas e podem ser encontradas em diversos sabores. Elas possuem alta quantidade de fibras como granola e outros cereais.

Conheça alguns alimentos ricos em fibras:

Cereais integrais: aveia, quinoa, arroz e pão integral, linhaça
Frutas: laranja, maçã, manga e ameixa, sempre com casca e bagaço
Vegetais: couve, repolho, agrião e berinjela
Grãos: feijão, lentilha, soja, ervilha e grão-de-bico



Alimentos ricos em água: O seu consumo, assim como a ingestão de líquidos, facilita o emagrecimento, pois ajuda a ampliar a saciedade. Se o corpo estiver suprido de água e bem hidratado, certamente o apetite diminuirá. Frutas, legumes e verduras são naturalmente ricos em água, o que facilita o trabalho dos rins, que eliminam a retenção de líquidos com eficiência. Estão na lista: pêra, maçã, melão, melancia, abacate, banana, manga, água-de-coco, pepino, aipo, agrião, cenoura e beterraba.




Alimentos Especiais

 Integrais

      Os alimentos integrais são conhecidos por conterem fibras – compostos das paredes dos alimentos vegetais, não digeridas pelas enzimas digestivas do organismo. Por isso, passam intactas pelo trato digestivo, aumentado o volume do bolo fecal, a sensação de preenchimento e saciedade e o volume das fezes. Muitas vezes, também absorvendo água e aumentando os movimentos intestinais. Portanto, além de uma dieta rica em fibras, a água que você consome é muito importante para ajudar a fibra em seu trabalho.

 Existem dois tipos de fibras

     As solúveis (leguminosas, nozes, algas marinhas, frutas, aveia): formam um gel com a água. Em contato com a água se dissolvem e ficam mais tempo no estômago.
      As insolúveis (cereais, grãos integrais, vegetais e folhas): que não são solúveis em água e ajudam na motilidade do trato digestório e aumentam o volume dos resíduos a serem eliminados.

    Hoje se têm dado muita importância para as fibras devido ao possível papel preventivo nas enfermidades crônicas, como a obstipação intestinal, o diabetes, as doenças cardiovasculares, o câncer de cólon e a diverticulose. 

    As fibras insolúveis têm o papel de melhorar o funcionamento intestinal, alimentando as bactérias que habitam o cólon do intestino, segurando água como uma esponja, aumentando a velocidade que o conteúdo intestinal passa, prevenindo, assim, a constipação, hemorróidas, e diverticulite. 

      A fibra solúvel que forma um gel com a água, pode absorver parte do colesterol, impedindo que este seja reabsorvido pelo organismo, ajudando, portanto, a prevenir hipercolesterolemia e doenças coronarianas.
    
     As fibras solúveis são encontradas principalmente nas frutas, nos cereais e vegetais folhosos, como na maçã, na aveia e na couve.

      Dietas ricas em fibras também estão associadas a um melhor controle de peso, porque geralmente os alimentos ricos em fibras são pobres em gorduras, além de mais saudáveis e levarem à saciedade por mais tempo. O consumo regular de fibras ajuda na eliminação de parte da gordura ingerida, ou seja, consumir fibras é um ótimo negócio!

     Alimentos ricos em fibras podem fazer parte de todas as refeições, pois não há qualquer efeito cumulativo e costumam ser mais saudáveis. Porém, o excesso pode causar irritação, diarréia, e impossibilitar absorção de nutrientes dos alimentos.
 

ALIMENTOPORÇÃOFIBRA (g)
Abacaxi2 fatias médias1,45
All bran®1 xícara15,0
Ameixa preta3 unidades grande4,2
Arroz integral½ xícara0,6
Batata assada1 média2,7
Brócolis ao vapor½ xícara1,5
Cenoura crua ralada1 média2,6
Espinafre (folhas cruas)½ xícara1,1
Farelo de trigo (não processado)1 colher de sopa5,1
Feijão cozido½ xícara3,8
Laranja inteira1 média2,1
Maçã com casca1 média2,0
Milho verde1 espiga3,0
Nesfit®1 xícara2,2
Pão integral1 fatia0,9
Repolho cru½ xícara0,6
Uva passa¼ xícara1,05
Fonte: Philippi, ST. Tabela de composição de alimentos: suporte para decisão nutricional. Brasília. 2001.

fonte: Equilibrium Consultoria

     Uma forma prática de consumir estes alimentos, pode ser incluir, diariamente (sem exageros): barras de cereal, cereais integrais, pães e bolachinhas integrais, aveia, cereais matinais, saladas de folhas cruas e leguminosas (como grão-de-bico e lentilha).

    A recomendação de fibras é de cerca de 25 a 35 g de fibra dietética total do dia, para um adulto saudável. Uma ingestão superior a 35g é excessiva e 50 - 60 g de fibras/dia é considerada “abusiva”, prejudicando a absorção de muitos minerais e vitaminas.

    Esse valor é diferente dependendo do estado de saúde da pessoa, e também é diferente para crianças.
Para crianças utiliza-se a regra de: IDADE + 5. Ou seja, para uma criança de 10 anos, recomenda-se ingerir cerca de 15g/dia.

   Além disso, estes alimentos geralmente estão associados a alimentos mais saudáveis, pobres em gorduras e que proporcionam maior sensação de saciedade.

     Alguns alimentos ricos em fibras podem ser bastante calóricos pela associação de outros ingredientes como gordura e açúcar, mas não por causa das fibras. O arroz branco e integral tem praticamente as mesmas calorias, mas já um pão ou biscoitos integrais podem ter as mesmas ou até mais calorias que o pão branco, ou porque é maior (mais pesado), ou por causa dos ingredientes extras. Portanto, fique de olho nos ingredientes!!! Rico em fibras não quer dizer LIGHT, mas pode até significar SAUDÁVEL.

     As fibras ajudam na absorção mais lenta de açúcar, o que pode ser muito útil para o diabético e para o indivíduo saudável também, pois terá energia em doses pequenas no decorrer do dia, se ingerir uma alimentação mais rica em fibras.

Dicas práticas para se combater a prisão de ventre:

    • Comer alimentos ricos em fibras
   • Manter atividade física regular – tornam as contrações das alças intestinais mais vigorosas e faz o metabolismo acelerar, além de relaxar; o que facilita o trânsito intestinal.
   • Tome 2 litros de água pura por dia, no mínimo, além de sucos, água de coco, chás e etc.
   • Mantenha refeições regulares sempre por volta do mesmo horário, para habituar o organismo a funcionar.
   • Mastigue devagar os alimentos – essa é uma boa maneira de formar rapidamente o bolo alimentar, que dá origem às fezes.
   • Abusar de laxantes pode levar à desidratação, desnutrição, descalcificação, dores musculares e até paralisia muscular. O intestino fica ainda mais preguiçoso, respondendo cada vez menos, exigindo doses crescentes ou mesmo a associação de vários tipos de laxantes para o intestino funcionar. Converse sempre com seu médico e seu nutricionista.


publicado por Maluvfx às 09:24
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Domingo, 24 de Abril de 2011
Já temos QUATRO anos! (24/04/07)



Começámos aqui: 

Seja VEGetariANO: Em defesa de toda a Vida!!!

Tem sido um percurso lindo com a companhia de todos os que estão ao nosso lado na divulgação do VEGetariANISMO pela Defesa e Protecção dos Animais Não Humanos.

Quero agradecer a todos os Amigos e Amigas pela companhia ao longo destes 4 anos. Esperamos que sejam muitos mais com o vosso apoio e ajuda!

Obrigada!
Um beijo no coração de todos!
Malu
        


publicado por Maluvfx às 15:36
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Quinta-feira, 21 de Abril de 2011
Direitos morais dos animais – a tese de Vitor Guerreiro
A tese que o leitor e amigo Vitor Guerreiro defendeu nos comentários está tão bem argumentada, que acho que vale a pena partilhá-la num post. Aqui vai:
Gastamos mais recursos vegetais para produzir um quilo de carne do que se consumíssemos directamente esses recursos vegetais. E a produção de muitos recursos vegetais que se gastam na produção de carne implicam devastação florestal e outras consequências. Por isso é falacioso pensar que deixar de comer carne ia provocar uma escassez de alimentos. Na verdade é o contrário. A produção industrial de carne é um processo lucrativo mas ecologicamente dispendioso, onde gastamos mais recursos para produzir um produto muito menor.
Ou bem que os animais têm importância moral ou não têm. Se têm, é ridículo dizer que não faz mal matar mas que já é muito mau matar cruelmente. É como ter dois donos de escravos a discutir, porque um deles gosta de violar as escravas e o outro fica escandalizado com isso. Vejamos: o pudor do outro em violar as escravas é indício de que ele pensa que elas são pessoas e que são moralmente importantes porque capazes de sofrer. Mas então este argumento impede-o, de todo em todo, de ter escravos. Assim, o dono de escravos humanista é um hipócrita de pior calibre do que o dono de escravos cruel, que é um nojo de ser humano mas é mais coerente logicamente.
Temos de nos decidir. Ou sim ou sopas. Se ficamos todos melindrados com a morte cruel é porque pensamos que os animais são moralmente importantes. Mas se são, então deixemos de ser como o dono de escravo que "trata bem" os seus escravos, mas não abdica de fazer deles meios para os seus fins. A definição básica de tratar imoralmente alguém é tratá-lo como meio para os nossos fins. A crueldade é apenas uma extensão disso e não algo de natureza diferente.
O argumento que afirma que se não fosse a pecuária algumas espécies deixariam de existir é idiota, porque nenhum de nós concordaria com uma civilização de extraterrestres que criasse seres humanos para os torturar e comer, sob o pretexto de que se não o fizessem, haveria muito menos seres humanos no universo ou nenhuns. Seria preferível não nascer do que existir continuamente numa unidade extraterrestre de produção de carne humana e ter uma vida superlativamente degradada, dolorosa e curta.
Não acredito que seja imoral comer carne em quaisquer circunstâncias, por exemplo, em muitas partes do mundo as pessoas não têm alternativas a uma dieta saudável se não comerem carne. Mas nas cidades do ocidente as pessoas têm alternativas. Só não têm se apesar dos argumentos querem continuar a agir da mesma maneira. Quer dizer, se não querem abdicar simplesmente do prazer de comer carne.
A ideia de que é tolo deixar de comer carne porque os animais comem é autoderrotante, vejamos: muitos comportamentos socialmente destrutivos e imorais têm uma base ou explicação natural, isso não significa que tenham justificação moral. Assim, não é pelo facto de alguns animais comerem as crias ou de o comportamento do violador ter uma explicação biológica ou neurológica que automaticamente passa a ser moral matar e violar. Nós temos a capacidade de raciocinar moralmente e isso impoe-nos escolhas morais. Podemos e´querer evitar essas escolhas morais e continuar a fazer o que íamos fazer de qualquer maneira. Mas então temos de ser honestos e dizer apenas que não nos apetece pensar nisso, e não fingir que temos uma justificação moral para o fazer.

Quanto à questão dos animais domésticos, pode haver as seguintes alternativas:
a) produzir comida para animais de estimação com os ingredientes necessários, mas sem carne, tal como nós próprios comemos alimentos com aditivos proteicos, por exemplo. Se isto for "veterinariamente" viável.
b) deixar de ter animais de estimação, de todo.
Vitor Guerreiro

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publicado por Maluvfx às 10:13
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Direitos morais dos animais – a tese de Vitor Guerreiro
A tese que o leitor e amigo Vitor Guerreiro defendeu nos comentários está tão bem argumentada, que acho que vale a pena partilhá-la num post. Aqui vai:
Gastamos mais recursos vegetais para produzir um quilo de carne do que se consumíssemos directamente esses recursos vegetais. E a produção de muitos recursos vegetais que se gastam na produção de carne implicam devastação florestal e outras consequências. Por isso é falacioso pensar que deixar de comer carne ia provocar uma escassez de alimentos. Na verdade é o contrário. A produção industrial de carne é um processo lucrativo mas ecologicamente dispendioso, onde gastamos mais recursos para produzir um produto muito menor.
Ou bem que os animais têm importância moral ou não têm. Se têm, é ridículo dizer que não faz mal matar mas que já é muito mau matar cruelmente. É como ter dois donos de escravos a discutir, porque um deles gosta de violar as escravas e o outro fica escandalizado com isso. Vejamos: o pudor do outro em violar as escravas é indício de que ele pensa que elas são pessoas e que são moralmente importantes porque capazes de sofrer. Mas então este argumento impede-o, de todo em todo, de ter escravos. Assim, o dono de escravos humanista é um hipócrita de pior calibre do que o dono de escravos cruel, que é um nojo de ser humano mas é mais coerente logicamente.
Temos de nos decidir. Ou sim ou sopas. Se ficamos todos melindrados com a morte cruel é porque pensamos que os animais são moralmente importantes. Mas se são, então deixemos de ser como o dono de escravo que "trata bem" os seus escravos, mas não abdica de fazer deles meios para os seus fins. A definição básica de tratar imoralmente alguém é tratá-lo como meio para os nossos fins. A crueldade é apenas uma extensão disso e não algo de natureza diferente.
O argumento que afirma que se não fosse a pecuária algumas espécies deixariam de existir é idiota, porque nenhum de nós concordaria com uma civilização de extraterrestres que criasse seres humanos para os torturar e comer, sob o pretexto de que se não o fizessem, haveria muito menos seres humanos no universo ou nenhuns. Seria preferível não nascer do que existir continuamente numa unidade extraterrestre de produção de carne humana e ter uma vida superlativamente degradada, dolorosa e curta.
Não acredito que seja imoral comer carne em quaisquer circunstâncias, por exemplo, em muitas partes do mundo as pessoas não têm alternativas a uma dieta saudável se não comerem carne. Mas nas cidades do ocidente as pessoas têm alternativas. Só não têm se apesar dos argumentos querem continuar a agir da mesma maneira. Quer dizer, se não querem abdicar simplesmente do prazer de comer carne.
A ideia de que é tolo deixar de comer carne porque os animais comem é autoderrotante, vejamos: muitos comportamentos socialmente destrutivos e imorais têm uma base ou explicação natural, isso não significa que tenham justificação moral. Assim, não é pelo facto de alguns animais comerem as crias ou de o comportamento do violador ter uma explicação biológica ou neurológica que automaticamente passa a ser moral matar e violar. Nós temos a capacidade de raciocinar moralmente e isso impoe-nos escolhas morais. Podemos e´querer evitar essas escolhas morais e continuar a fazer o que íamos fazer de qualquer maneira. Mas então temos de ser honestos e dizer apenas que não nos apetece pensar nisso, e não fingir que temos uma justificação moral para o fazer.

Quanto à questão dos animais domésticos, pode haver as seguintes alternativas:
a) produzir comida para animais de estimação com os ingredientes necessários, mas sem carne, tal como nós próprios comemos alimentos com aditivos proteicos, por exemplo. Se isto for "veterinariamente" viável.
b) deixar de ter animais de estimação, de todo.
Vitor Guerreiro

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publicado por Maluvfx às 10:13
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Um sério problema moral – a dor e o sofrimento
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Faça o seguinte: coma ovos pela manhã. Almoce um bom bife e coma um pão com fiambre ao lanche. Vista o seu casaco em pele e os sapatos de couro. Vá no seu automóvel com estofos de cabedal ao circo para ver o número especial com elefantes. À noite veja este filme (em 9 partes). Depois, quando se deitar, saiba que é um especista assassino.
Earthlings
Depois de visualizar o filme, tenha lá coragem de no dia seguinte ir ao restaurante fast food comer um hamburger e aproveitar a tarde para ir ao jardim zoológico. Se ainda tiver coragem para tal, é terrivelmente estúpido. O especismo é fruto directo da ignorância, mas apetece-me deixar aqui uma questão: o que é que ganhamos com a dor dos animais nossos parceiros habitantes do planeta?

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publicado por Maluvfx às 10:09
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Um sério problema moral – a dor e o sofrimento
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Faça o seguinte: coma ovos pela manhã. Almoce um bom bife e coma um pão com fiambre ao lanche. Vista o seu casaco em pele e os sapatos de couro. Vá no seu automóvel com estofos de cabedal ao circo para ver o número especial com elefantes. À noite veja este filme (em 9 partes). Depois, quando se deitar, saiba que é um especista assassino.
Earthlings
Depois de visualizar o filme, tenha lá coragem de no dia seguinte ir ao restaurante fast food comer um hamburger e aproveitar a tarde para ir ao jardim zoológico. Se ainda tiver coragem para tal, é terrivelmente estúpido. O especismo é fruto directo da ignorância, mas apetece-me deixar aqui uma questão: o que é que ganhamos com a dor dos animais nossos parceiros habitantes do planeta?

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publicado por Maluvfx às 10:09
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Crónica: O que Maomé não disse do toucinho dizem os vegan
Por José Diogo Quintela

Há duas semanas um casal francês foi condenado a cinco anos de prisão por ter sido considerado responsável pela morte da filha de 11 meses, que morreu de subnutrição. Só bebia leite materno. Sucede que a mãe era vegan e, como tal, a sua dieta não incluía qualquer tipo de produto de origem animal. O leite da mãe não tinha os nutrientes necessários e a bebé acabou por morrer.

Mas os pais podem ir para o cárcere de consciência tranquila, já que durante todo este processo de definhamento de um ser humano indefeso nenhum animal foi molestado. Nenhuma vaca foi ordenhada, nenhum ovo foi surripiado a uma galinha, nenhum porco contribuiu com uma rodela de chouriço para um caldo verde, nenhum memé foi espoliado da sua lã para fazer botinhas. Nenhum animal foi maltratado. Nem sequer o Lobo Mau da história do Capuchinho Vermelho que contavam à bebé. Na versão vegan, o Lobo Mau não morre. Aliás, nem sequer é mau. Mau é o caçador, que a Capuchinho atrai a casa da avozinha para assassinar, empurrando-o para a lareira. A Capuchinho e o Lobo vivem saudáveis para sempre, alimentando-se das deliciosas verduras da sua horta biológica fertilizada com as cinzas do caçador.

Como este caso há muitos, de fácil consulta na Internet. São relatos um bocadinho impressionantes para os mais sensíveis. Aliás, é curioso que pessoas tão esquisitinhas com a comida que ingerem tenham estômago para assistir ao que acontece aos seus filhos malnutridos. Há niquentos e niquentos.

Ao ler sobre isto, é impossível não pensar nas Testemunhas de Jeová, que se recusam a fazer transfusões de sangue e a deixar os seus filhos fazê-las. Acreditam que o seu Deus proíbe as transfusões e que, ao honrar essa proibição, serão recompensados com a vida além da morte. Para quem acredita nela, a vida eterna pode ser algo por que valha a pena recusar uma transfusão. Chega-se ao além um bocadinho mais pálido, mas é uma permuta razoável. Agora, para um vegan, quando recusa a um filho as proteínas e vitaminas de origem animal, do que é que está à espera em troca? De vir a ser, depois de morto, adubo mais puro do que alguém que papou chicha da boa durante a vida?

Dir-me-ão que não se pode comparar o fanatismo religioso com o veganismo. Concordo. Ao pé do veganismo, o fanatismo religioso é praticado por moderados. Se Abraão fosse vegan em vez de hebreu, Isaac tinha sido mesmo sacrificado, apesar de o mensageiro do Senhor dizer que afinal era para sacrificar um carneiro. Apesar, não: especialmente depois de o mensageiro do Senhor dizer isso.

O problema do veganismo não é só a falta de graça da comida. É também uma contradição insanável na lógica da coisa, que impede o movimento de crescer. A transmissão dos ideais vegan é muito difícil porque, à partida, a bem sucedida catequização dos petizes está posta de parte. É um paradoxo: se um pai quer que o filho seja vegan, não o pode criar como vegan, senão arrisca-se a ficar sem prosélito. A melhor maneira de criar uma criança para vir a ser um bom vegan é com bifes e leitinho. O veganismo não tem pernas para andar. Se tem, estão mal nutridas. Direi que é uma pescadinha de rabo na boca. É uma metáfora representativa deste paradoxo e, ao mesmo tempo, uma imagem que chateia os vegan.


Comentário à crónica 'O que Maomé não disse do toucinho dizem os vegan'

Em nome de João Pedro Santos


Para: zdq@zdquintela.com
Cc: publica@publico.pt
Assunto: Comentário à crónica 'O que Maomé não disse do toucinho dizem os vegan'

Caro José Quintela, 
Após ter lido a sua crónica 'O que Maomé não disse do toucinho dizem os vegan' na revista Pública do passado dia 17/04/2011, achei por bem escrever-lhe por ser vegano há 16 anos e por considerar que o retrato que faz dos veganos é errado, fraudulento e decadente.
O Veganismo é uma filosofia de vida que promove em todas as vertentes do consumismo a proteção aos direitos dos animais, sem prejuizo algum da saúde ou bem-estar humanos. Aliás, o valor 'Vida' Animal e Humana acaba por ser o grande referencial que rege a crescente comunidade vegana em Portugal e no mundo.

O facto de ter surgido um caso isolado de negligência parental em França por um casal vegano, não implica de maneira nenhuma ou invalida todos os pressupostos científicos, sociais, económicos, ambientais e humanitários conquistados pelo Veganismo em mais de 50 anos de existência, a nível mundial.

Penso que é triste fazer um retrato tão simplista e conveniente de uma comunidade que está a ser extremamente relevante no combate às alterações climáticas no planeta, no combate à exploração animal e na promoção de um estilo de vida mais salutar e equilibrado, mas compreendo que humorismo não implica justiça ou sabedoria nas palavras que escreve e que os seus gostos pessoais por 'chicha da boa', como refere na sua crónica, entram claramente em conflito com os ideais do Veganismo e Vegetarianismo.

A par disso, é errado misturar Veganismo que não é vinculado a nenhuma religião com o Islamismo ou com as Testemunhas de Jeová. Mas, mais uma vez se depreende os lugares-comuns em que gosta de cair repetidamente nas suas crónicas: comunidades pequenas e não enquadradas na sua realidade burguesa limitada.

Outro aspeto a salientar é o fato de existirem anualmente milhares de casos confirmados de negligência parental em todo o mundo, sem qualquer ligação ao Veganismo, mas nunca ter dado conta do seu interesse por estas questões centrais em qualquer crónica sua.

Por outro lado, associo mais rapidamente a negligência parental ao alcoolismo, que infelizmente abunda em Portugal, e do qual você também é uma vítima pouco inocente, como pude constatar na notícia do dia 02/01/2008 no jornal Público:
http://www.publico.pt/Sociedade/humorista-jose-diogo-quintela-condenado-a-trabalho-comunitario-por-conduzir-alcoolizado_1315435

Espero sinceramente que tenha resolvido a sua questão com o álcool e que a sua filha Rosa não acabe sendo mais uma vítima inocente do alcoolismo em Portugal.
Quanto ao Veganismo, encontra em qualquer Celeiro em Lisboa chicha-non-carne tipo chouriço de soja ou farinheira de soja, que certamente fará o seu extâse culinário, sem a morte ou sofrimento de animais.

Encontra também em Lisboa, uma panóplia fabulosa de restaurantes vegetarianos e étnicos que o podem iniciar no mundo maravilhoso, mas ainda oculto para si, do Veganismo e Vegetarianismo. A sua saúde, o ambiente e os animais irão estar-lhe eternamente gratos, mesmo que apenas inclua um prato semanal vegetariano.

Se precisar de receitas vegetarianas/veganas simples e acessíveis, aconselho-o vivamente este sitio do Centro Vegetariano, onde pode selecionar receitas por ingredientes, dificuldade, tempo de confeção ou ocasião festiva, etc.:
http://www.centrovegetariano.org/receitas/

Abraço vegano,
João Pedro Santos
Lisboa



Comentários na Nota no Facebook:


Luis Martins 
O Veganismo e o Vegetarianismo são modos de vida que entram em conflito com os padrões tradicionais. A falta de informação do cidadão "comum" acerca destes temas leva-os a dizer asneiras e interpretar mal factos. Mas é preocupante que se comece a associar o Veganismo a certas correntes religiosas. Será mais uma arma de arremesso que estão a fornecer aos detratores do Veganismo, o factor religioso. Infelizmente é bastante vulgar vêr na comunidade vegan argumentos religiosos a tentar justificar o que só a Ètica pode fazer de forma universal. A introdução de argumentos religiosos só prejudica a divulgação do Veganismo e a prova disso está neste artigo.


A religiosidade de cada um é algo de pessoal. Todos tem o direito de acreditar naquilo que sentem ser a sua fé. Mas transpor essa fé para a argumentação duma filosofia (Veganismo) que é universal, que é comum a pessoas de todas as classes, de todas as raças, crentes e não crentes, é um factor que serve para criar divisões, e pior que isso, é um factor que é usado pelos que nem sequer sabem o que é para tecer criticas.
Respeitar todos os seres vivos é perfeitamente explicavel duma perspectiva Humana, racional, e lógica. Não fazer aos outros o que não queremos que nos façam a nós, entender que as nossas acções causam sofrimento desnecessário, compreender o que os outros sentem, são factos bem reais, culturais, filosoficos e morais que todos podem aprender e reconhecer sem entraves de qualquer especie.



Helena Avelar 

Muito bem respondido! Adorei o comentário sobre alcoolismo... ;) E o da "realidade burguesa limitada" está demais - e é tão verdadeiro!... :?
Agora, tenho também de concordar que por vezes surgem, associados ao veganismo, certos elementos de postura fanática que em nada favorecem a causa. As atitudes intransigentes e proselististas não atraem as pessoas, afastam-nas. Como disse o Luís no comentário anteiror (e muito bem!) é a Ética pode justificar estas escolhas. E essa é universal.


M De Lourdes Carapelho 
Ele pensou que estava a escrever uma crónica humorista.... será?
Então, cá pra mim tem os dias contados. Tão novinho e com uma mentalidade tããão medieval. Qualquer dia fazem perseguições aos veganos quais bruxas do séc. XV tal como querem "crucificar" todos os vegan@s devido ao acontecimento do casal francês, como se os casais e famílias omnívoras não fossem abusadores, negligentes e violentos com os seus filhos. Mas desses não vejo parangonas nem são sequer julgados pelos seus actos.
Será que alimentar os filhos SÓ com comida "plástica", processada e industrializada, responsável pela obesidade quase mórbida das crianças ainda em idade pré-escolar NÃO É CRIME???
Ou mudam as mentalidades ou são obrigados a mudar.... Não mudam com Amor, mudam pela dôr!!!
leiam os artigos - http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/utentes/obesidade/23_de_maio_-_dia_nacional_da_luta_contra_a_obesidade
http://www.adexo.pt/2004.html

Tenho que arranjar uma maneira de o calar de vez e obrigar a retratar-se e pedir desculpa aos milhares de vegan@s!!!
Pensa que tem graça?? Engana-se!

Consegui arranjar em papel. Uma pérola da ignorância de um humorista armado em "doutor".
Quando é que pessoas que se acham "vedetas" e com direito de opinião pública se abstém de comentar em relação a assuntos os quais desconhecem completa e totalmente!
Tal como existem falsos profetas também existem falsos geradores de opinião que pensam ter o direito de comentar, na sua ignorância, temas que os ultrapassa.
Sempre ouvi dizer, cada macaco em seu galho, mas os portugueses pensam que podem falar de tudo e fazer de tudo para o qual não tem as minimas competencias!!!
Por isso somos muito bons a fazer asneiras...

Veganismo é mais do que uma opinião, é uma "cultura" que se aprende, e como diz o Poeta, "Primeiro estranha-se, depois entranha-se..."
Não é vegano quem quer, é quem pode e sabe abraçar de alma e coração uma filosofia de vida que ultrapassa uma mudança na alimentação, é uma mudança de mentalidades.
O veganismo é uma paixão motivada pela ética, pela compaixão e respeito aos Direitos dos Animais não humanos.

Mauricio Pereira 

já havia dito no forum "Vegetarianismo / Veganismo e Direitos dos Animais" que na volta José Diogo Quintela estaria sob o efeito do álcool quando fez esta crónica!
Isto após ler esta resposta.
Agora que finalmente li a crónica do José Diogo Quintela posso afiançar que, seguramente, estava sob o efeito do álcool

Luis Aires d'Almeida 

José Diogo Quintela, um pobre coitado, magicamente arrancado da sua dormente e insignificante existência, vê-se de súbito projectado para a por demais "incómoda" condição de "vedeta" com a sua participação no programa Gato Fedorento onde, tal como Miguel Góis e Tiago Dores, sobrevive à sombra do inegável talento de Ricardo Araújo Pereira. Com o advento da fama, seguem-se as campanhas publicitárias, com especial relevo para os anúncios da MEO nos quais, e mais uma vez, não é difícil perceber que o senhor Quintela continua igual a ele próprio ou seja, um simples gato fedorento. Com o aparecimento de novas oportunidades, chegaram também novas exigências e nesse domínio, foi visível o esforço feito pelo "famoso" no sentido de melhorar a sua imagem televisiva de modo a deixar de ser conhecido como "o gordo", apodo vulgarmente usado por todos quantos, desconhecendo o seu nome, a ele se referiam nos primórdios da sua meteórica ascensão a "figura pública". Infelizmente, se a perda de uns quilitos supérfluos contribuiu em grande parte para melhorar a sua abalada auto-estima, há quem garanta que a mesma terá de igual modo contribuído para agravar a dilatação do seu inflamado ego, responsável pelas crises de flatulência pseudo-intelectual que ultimamente o têm acometido. Por último, e a fazer justiça à prática que dita que a uma "figura pública" emergente são garantidas todas as oportunidades, ei-lo como membro do júri no concurso televisivo Portugal Tem Talento, a falar daquilo que menos entende e por conseguinte, a abandonar de quando em vez o estatuto de "figura pública" para abraçar por momentos a deprimente condição de "figura triste". Enfim, será este entre outros, o preço a pagar por todos quantos ajudam a criar estas vedetas feitas à pressão, próprias de um país pequenino onde a maioria dos "famosos" aparecem como a mousse instantânea ou seja, basta juntar água.
José Diogo Quintela, muito embora com algumas diferenças positivas relativamente à maioria dos labregos inexplicavelmente elevados à condição de famosos, acaba todavia por se enquadrar no mesmo grupo quando, por via da presunção e da vaidade, quer à viva força deixar de ser sapateiro e por assim dizer, ir além da chinela. Este senhor, por inerência do tipo de programas nos quais participou, terá adquirido a falsa ideia de que depois do "Gato Fedorento" só mesmo o Dilúvio, e que por isso mesmo não existem limites nem barreiras que se oponham á sua crítica mordaz, irónica, inconveniente e por vezes ofensiva. Só assim se compreendem as razões que desta feita o terão levado a assinar uma peça na qual, de um modo completamente despropositado e ofensivo, decide implicar com veganos e vegetarianos só porque lhe deu na real veneta. À semelhança de outras investidas menos conseguidas no domínio das crónicas de pacotilha que assina, também esta, para não fugir á regra, de novo remete o senhor Quintela para a condição de perdulário ao desperdiçar uma, mais uma, excelente ocasião para estar quieto e calado e assim fazer boa figura.

"Diz que é uma espécie de comediante " porém, eu acho que ele é mais um idiota a juntar a muitos outros que infelizmente por aí abundam.

Silvia Peixe

O Sr. José Quintela anda muito ignorante mesmo.O vegetarianismo é o melhor para o Homem e para todos e não tem nada a ver com religiões, é um hábito alimentar não tradicional.

Paulo Borges 

Confrangedora ignorância...





Gostaria que lessem este artigo excelente de um amigo que é o meu nutricionista/orientador de nutrição vegana e do meu neto, mesmo à distância e nunca tive qualquer problema, pelo contrário, sou vegana e mais saudável hoje do que era porque o meu medicamento é o meu alimento, como disse Hipócrates, o pai da medicina.

Desinformação
Crianças veganas desnutridas e a responsabilidade dos pais
03 de abril de 2011


Por George Guimarães* (da Redação)

A imprensa mundial trouxe ao conhecimento do público no final do mês de março de 2011 a notícia sobre a acusação de homicídio que está sendo levantada contra os pais de uma criança vegana de 11 meses de idade que veio a óbito por desnutrição, o que de fato foi confirmado por meio da autópsia. Segundo a notícia, além de alimentar a filha sem o uso de ingredientes de origem animais, o casal também recusava fazer uso de tratamentos alopáticos, o que teria contribuído para o incidente. O casal já cumpriu quatro meses de prisão provisória e aguarda em liberdade o julgamento.

Essa não é a primeira vez que um casal vegano é responsabilizado pela morte de um filho. No mês de maio de 2007, um casal vegano norte-americano foi condenado pela morte de um bebê de 3 meses por tê-lo alimentado apenas com leite de soja e suco de maçã, privando-o do leite materno, essencial para qualquer recém-nascido independente das escolhas alimentares de seus pais. Sejam os pais vegetarianos, onívoros ou crudívoros, nenhuma dessas escolhas descarta a necessidade do leite materno ou (na impossibilidade desse) a sua substituição por uma fórmula infantil adequada.

Em ambos os casos, apesar de a morte da criança ter sido ocasionada pela irresponsabilidade e desinformação dos pais, e não pela dieta em si, muitas foram as críticas ao veganismo geradas a partir dos fatos. Dentre as repercussões negativas e desinformadas, a mais severa foi sem dúvida a carta ao editor publicada no dia 21 de maio e 2007 no jornal norte-americano The New York Times. No texto, a autora Nina Planck basicamente acusa de serem irresponsáveis todos os pais que oferecem uma dieta vegana aos seus filhos.
Semanalmente, eu atendo crianças vegetarianas em meu consultório. Além disso, eu convivo com a comunidade vegetariana fora do consultório e com isso já tive a oportunidade de conhecer dezenas de crianças vegetarianas. Uma criança tem tanta possibilidade de seguir uma dieta vegetariana quanto um adulto. A viabilidade de uma dieta vegetariana (sem ovos e laticínios) fato já está bem esclarecida.

A dieta vegetariana não apenas é saudável, mas ela também ensina às crianças, desde cedo, hábitos diários que estão imbuídos de compaixão e respeito ao planeta e a outras formas de vida. Também sabemos que ela é cientificamente viável, já que associações dietéticas (não-vegetarianas) internacionais aprovam a dieta vegetariana para qualquer fase da vida, desde que bem planejadas. Não podemos deixar de notar também que uma dieta vegetariana é mais saudável do que a dieta típica ocidental, repleta de gordura saturada, colesterol, alimentos refinados e pobre em fibras. Por que então os irresponsáveis são os pais veganos e não também os onívoros?

Por fim, é interessante notar que a Sra. Nina Planck, autora do artigo no The New York Times, está ligada à Weston Price Foundation, um grupo lobista que se aventura em campanhas contra a soja e contra o veganismo, além de militar em campanhas pró-carne e pró-laticínios. Isso é de certa forma um reconhecimento da força que o vegetarianismo expressa enquanto mercado, ferindo aqueles a quem não interessa ver difundidos hábitos de vida mais saudáveis.
Nessa batalha, a nossa principal arma é a informação. Apesar de falhos, estes argumentos conseguem boa inserção na sociedade por meio da mídia, que é justamente onde precisamos estar atentos. A informação científica sobre o tema é clara: com o devido cuidado e planejamento, a dieta vegetariana (sem ovos e sem laticínios) é perfeitamente viável para crianças de qualquer idade.

O planejamento nutricional é essencial em qualquer estilo alimentar e isso não é um sinal negativo em relação ao veganismo. Para começar, as crianças veganas devem receber aleitamento materno até os seis meses de idade. Se por ventura isso não for possível, apenas fórmulas infantis industrializadas, adequadas a essa fase da vida, devem ser oferecidas ao recém-nascido. A partir do início da alimentação sólida, os nutrientes que merecem atenção em uma dieta vegana infantil são a vitamina B12 (encontrada em alimentos fortificados ou suplementos), o ômega-3 (encontrado no óleo de linhaça), a proteína (encontrada nas leguminosas e nas castanhas), o ferro (abundante nas frutas, vegetais verde-escuros, no melado-de-cana, nas castanhas e nas leguminosas) e o cálcio (encontrado nas mesmas fontes de ferro, basicamente).

Outro ponto importante é a ingestão calórica. Como os vegetais contêm mais água e mais fibras, a saciedade oferecida por uma dieta isenta de produtos de origem animal é maior e com isso a ingestão calórica pode acabar sendo demasiadamente reduzida. O segredo é incluir na dieta os alimentos vegetais mais calóricos (como as castanhas, por exemplo) e não exagerar nas fibras, devendo ser excluídos da dieta vegetariana infantil os farelos e outras fibras adicionadas. Isto garante que a saciedade será acompanhada uma boa densidade calórica e nutricional.

Os estudos científicos apontam que a dieta vegetariana infantil não apenas é possível, mas também muito saudável. Enquanto os pais de crianças vegetarianas devem buscar a informação e orientação adequadas para auxiliá-los no planejamento nutricional de seus filhos, eles devem ao mesmo tempo procurar manterem-se refratários às opiniões baseadas em mitos populares ou interesses daqueles que lucram perdendo de vista a saúde da população.

George Guimarães é nutricionista especializado em dietas vegetarianas

Fonte: ANDA






publicado por Maluvfx às 03:50
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