Ética é o conjunto de valores, ou padrões, a partir dos quais uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões. A ética é importante por que respeita os outros e a dignidade humana.
Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2011
TODOS OS ANIMAIS SÃO IGUAIS, MAS ALGUNS SÃO MAIS IGUAIS QUE OS OUTROS
por João Varela

Perante a exposição na Internet da agressão bárbara e cruel até à morte feita a uma cadela pela própria dona - apesar de tudo um caso nada isolado - assistiu-se nos últimos dias à revolta nas redes sociais perante tal facto, cada um reclamando justiça, procurando estabelecer a pressão necessária para que este não se torne mais um caso a somar a tantos outros que vão passando impunes.
É de louvar que as pessoas se unam para defender aqueles que não têm voz, neste caso, os animais, em particular os considerados animais de companhia. No entanto, a violenta tortura tanto física como psicológica a que se sujeitam tantos animais diariamente deveria mover-nos da mesma forma. Diariamente, milhões de animais são sujeitos a uma vida de prisão, de maus tratos, agressões e tortura, até findarem numa morte profundamente dolorosa, com o único fim de nos facilitar a vida. É simplesmente macabro. Como já alguém terá dito é um holocausto animal, onde os animais são criados em autênticos campos de concentração para mais tarde servirem de alimento aos humanos. Nem na morte são respeitados, sendo que muitos dos animais que vão para matadouros acabam sendo sujeitos a uma violência atroz, como por exemplo, sendo esfolados ainda vivos. Outros são sujeitos a torturas igualmente horrendas, sendo sujeitos a substâncias nocivas, abrasivas, que os deixam marcados (cegueira, amputações, hemorragias, entre tantas outras marcas) com o único fim de garantir qual o impacto que tais substâncias terão no ser humano. E quantos destes testes servem apenas a vaidade humana. Há muito tempo que se sabe que tais testes não são fiáveis e que existem alternativas não cruéis, mas a violência continua. Porquê? Porque muitos de nós, algumas vezes por ignorância, demasiadas vezes por comodismo, continuamos a alimentar essa máquina atroz, olhando para o lado e "lavando daí as mãos".
Pois bem, as mãos de todos estão manchadas de sangue. É escusado dizer-se que não somos nós a agredir, se afinal somos nós que financiamos tal barbárie e isso tem um nome, é ser cúmplice do mesmo crime. Seja o consumo exagerado de carne (os desperdícios de alimento do 'mundo ocidental' chegariam para acabar com a fome) que estimula a produção em massa de animais e que origina diversos crimes ambientais, além de criar as condições para os maus tratos aos animais em questão, seja o consumo irresponsável de produtos testados em animais quando existem tantas alternativas, diariamente alimentamos esta atrocidade. Não são os governos que têm que fazer alguma coisa, pois quem tem verdadeiramente o poder nas mãos somos nós, os consumidores. Chega de cada um de nós procurar desresponsabilizar-se com desculpas sem sentido. Se o consumidor se negar a adquirir produtos testados em animais, as empresas mudam e deixam de os fazer. Se as pessoas que entendem que precisam de produtos de origem animal para a sua própria sobrevivência, pelo menos o façam de forma responsável, isto é, adquirindo produtos cujo animal foi respeitado na sua vida e natureza, criado com o mínimo de respeito e de condições, as empresas adaptam-se e criam essas condições. É o mercado que dita as regras, não os produtores.

No mundo animal existe injustiça, uns são vistos com carinho, tantas vezes humanizados, os de companhia, outros são tratados como produtos, os de criação. Se é verdade que muitos vêm todos os animais como coisas, sejam eles de companhia ou de criação, a verdade é que comparativamente são tratados de forma, absolutamente, desigual. Chega de criar distinções. Animal é animal, tem emoções, têm sentimentos, têm inteligência, têm sensibilidade e têm igual direito a uma vida tranquila no ambiente que lhes é natural.

É tempo de acabar com o Triunfo dos Porcos, onde "todos o animais são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros."


publicado por Maluvfx às 04:23
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Um conto de Natal - A ESTRELA DE DAVID
por Vasco Bilelo
Certa noite, vinha eu da Barra para Ilhavo pela estrada florestal quando, de repente, me surge à frente um cãozinho aos pulos e a ladrar incessantemente.
Parei, saí imediatamente do carro e ele correu para mim a ladrar e a puxar-me pela manga do casaco.
Fui com ele. Qual o meu espanto, a cerca de vinte metros, na berma da estrada, estava um homem caído e cheio de feridas no corpo.
Peguei no telefone e pedi socorro. Enquanto não chegava o 112, o cãozinho não parava de lhe lamber as feridas, alternando com olhares furtivos na minha direcção.
A ajuda chegou passados poucos minutos e eu segui-os com o cãozinho no meu carro.
Felizmente, os ferimentos não eram graves, pelo que passadas três horas, foi conduzido para sua casa.
Tinha sido vítima de um carjacking, em que foi agredido violentamente e despojado do seu carro, documentos e telemóvel.
Deitado na sua cama, não parava de me agradecer por lhe ter salvo a vida, ao que respondi:
- Não é a mim que tem de agradecer, mas sim a este cãozinho, que foi a estrela que me guiou até si.
De lágrimas nos olhos e com voz trémula, confessou-me:
- Esse cãozinho é meu. É o David, que eu abandonei naquela mesma estrada, meia hora antes do acidente.
Deus não me vai perdoar pelo que fiz.
- Preocupe-se mais com o seu David, porque ele sim, certamente já lhe perdoou.
Quando ia a sair, David olhou uma última vez para mim, latiu, abanou a cauda e voltou para junto do seu dono.
No dia seguinte, de manhã, passei pelo local e vi uma trela com a inscrição " David ".
Fiquei com ela. Quando lhe pego vejo o David a bailar na minha memória como uma sombra chinesa.

É apenas um conto, mas não deixa de ser uma realidade. Ainda tenho esperança de que estas realidades deixem de existir para não existirem mais contos como este.
Feliz Natal.


publicado por Maluvfx às 04:14
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Um conto de Natal - A ESTRELA DE DAVID
por Vasco Bilelo
Certa noite, vinha eu da Barra para Ilhavo pela estrada florestal quando, de repente, me surge à frente um cãozinho aos pulos e a ladrar incessantemente.
Parei, saí imediatamente do carro e ele correu para mim a ladrar e a puxar-me pela manga do casaco.
Fui com ele. Qual o meu espanto, a cerca de vinte metros, na berma da estrada, estava um homem caído e cheio de feridas no corpo.
Peguei no telefone e pedi socorro. Enquanto não chegava o 112, o cãozinho não parava de lhe lamber as feridas, alternando com olhares furtivos na minha direcção.
A ajuda chegou passados poucos minutos e eu segui-os com o cãozinho no meu carro.
Felizmente, os ferimentos não eram graves, pelo que passadas três horas, foi conduzido para sua casa.
Tinha sido vítima de um carjacking, em que foi agredido violentamente e despojado do seu carro, documentos e telemóvel.
Deitado na sua cama, não parava de me agradecer por lhe ter salvo a vida, ao que respondi:
- Não é a mim que tem de agradecer, mas sim a este cãozinho, que foi a estrela que me guiou até si.
De lágrimas nos olhos e com voz trémula, confessou-me:
- Esse cãozinho é meu. É o David, que eu abandonei naquela mesma estrada, meia hora antes do acidente.
Deus não me vai perdoar pelo que fiz.
- Preocupe-se mais com o seu David, porque ele sim, certamente já lhe perdoou.
Quando ia a sair, David olhou uma última vez para mim, latiu, abanou a cauda e voltou para junto do seu dono.
No dia seguinte, de manhã, passei pelo local e vi uma trela com a inscrição " David ".
Fiquei com ela. Quando lhe pego vejo o David a bailar na minha memória como uma sombra chinesa.

É apenas um conto, mas não deixa de ser uma realidade. Ainda tenho esperança de que estas realidades deixem de existir para não existirem mais contos como este.
Feliz Natal.


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A INVOLUÇÃO HUMANA
por Vasco Bilelo

Quanto mais depressa a humanidade se aproxima da decadência total, mais cresce a indignação e a revolta, bem como o número de manifestações de protesto dos que ainda sonham por uma inversão e recuperação de mentalidades que possam conduzir ao equilíbrio, à paz e ao amor de que o mundo tanto precisa.
O homem tem uma sede inesgotável de tentar encontrar e explorar planetas que estão a anos luz da Terra.
Quantos mais anos serão necessários para que se faça luz em certos espíritos de modo a que cheguem finalmente à conclusão de que é urgente a humanidade encontrar-se a si própria e cuidar do que ainda resta do planeta que habita.
Para quê tantas guerras, tanta violência, perdas de vidas de animais e seres humanos inocentes, florestas devastadas, mares e rios poluídos.
As aves cantam a medo, os lobos soltam uivos roucos, já não se vê o sorriso nos golfinhos, os homens estão a perder a fala, as árvores temem crescer e a Natureza já quase não respira.
Porque existe tanta fome e miséria, tanta injustiça e tanta desigualdade se a nossa vida não passa de um livro, com um número indeterminado de páginas que vamos folheando dia a dia e inesperadamente chegamos à última, onde apenas lhe resta um pequeno espaço para que fique registado um arrependimento.
O Ser Humano, não sabe ser humano.
É um animal racional, com inteligência racionada.
Que a vida nos amanheça e a morte tarde em acordar-nos.


publicado por Maluvfx às 04:07
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A INVOLUÇÃO HUMANA
por Vasco Bilelo

Quanto mais depressa a humanidade se aproxima da decadência total, mais cresce a indignação e a revolta, bem como o número de manifestações de protesto dos que ainda sonham por uma inversão e recuperação de mentalidades que possam conduzir ao equilíbrio, à paz e ao amor de que o mundo tanto precisa.
O homem tem uma sede inesgotável de tentar encontrar e explorar planetas que estão a anos luz da Terra.
Quantos mais anos serão necessários para que se faça luz em certos espíritos de modo a que cheguem finalmente à conclusão de que é urgente a humanidade encontrar-se a si própria e cuidar do que ainda resta do planeta que habita.
Para quê tantas guerras, tanta violência, perdas de vidas de animais e seres humanos inocentes, florestas devastadas, mares e rios poluídos.
As aves cantam a medo, os lobos soltam uivos roucos, já não se vê o sorriso nos golfinhos, os homens estão a perder a fala, as árvores temem crescer e a Natureza já quase não respira.
Porque existe tanta fome e miséria, tanta injustiça e tanta desigualdade se a nossa vida não passa de um livro, com um número indeterminado de páginas que vamos folheando dia a dia e inesperadamente chegamos à última, onde apenas lhe resta um pequeno espaço para que fique registado um arrependimento.
O Ser Humano, não sabe ser humano.
É um animal racional, com inteligência racionada.
Que a vida nos amanheça e a morte tarde em acordar-nos.


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Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2011
ANIMAIS NÃO SÃO PRESENTES DE NATAL!
O Natal está chegando, e com ele a famosa "obrigação" de dar presente. Para mim, não existe uma data para um presente ser oferecido, mas não entendo realmente o que o Natal faz para todos quererem dar presentes...

Falando em presentes, quem não perguntou para o seu filho, neto, parente... Enfim. O que ele queria de presente de Natal? Tenho certeza que muitos fizeram essa pergunta. 
Alguns devem ter dado a seguinte resposta: Eu quero um bichinho de estimação!
Saiba que animais não devem ser dados como presentes! 

Muito pelo contrário, animais não são presentes e sim um produto que não traz nenhum benefício em questão financeira! Só prejuízo. Quem tem algum animalzinho, sabe que estou falando a verdade. Por mais amor, gratidão e companhia que o animal trará, pode ter certeza que o dobro será gasto com cuidados. 

Se o seu filho resolveu do dia para noite que quer um animal, diga para ele esperar. Enrole ele, vamos ver se ele realmente deseja ter um animal, se cuidará dele... 
Animais são sinônimo de responsabilidade, produtos compramos e se não gostamos trocamos. Podemos fazer isso com cães? Sim, pessoas fazem. Ou melhor, pessoas sem sentimentos.

Você nunca se perguntou o porquê de vários abrigos estarem lotados no começo do ano? A resposta é simples: Compra por impulso! 
Mas a culpa também não é só dos "consumidores". O erro também está em criadores inconscientes! Você criador que está somente preocupado em faturar com os seus animais esse final de ano, não merece ser chamado de criador.

Quando uma pessoa vai até você para comprar um animal, ela espera estar indo até uma pessoa confiável e que passará informações para ter um "bom animal". e proporcionar a este uma vida longa e saudável. 

É de responsabilidade do criador negar ou aceitar vender um de seus cães para serem dados como presentes, e meses depois esse animal pode estar na rua, procriando e criando ainda mais animais sem donos.

Pense bem no que dar de presente este ano e em todos que virão! Minha frase preferida para essa situação: Animal não é brinquedo. Sente fome, frio e medo!

Este ano, não pense em dar um animal pro seu filho somente porque ele acha bonitinho. Tenha em mente, que ele é um ser vivo como você. Que fica doente, precisa de cuidados e de alguém responsável que deverá cuidar dele e arcar com as responsabilidades!



Fonte


publicado por Maluvfx às 05:55
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ANIMAIS NÃO SÃO PRESENTES DE NATAL!
O Natal está chegando, e com ele a famosa "obrigação" de dar presente. Para mim, não existe uma data para um presente ser oferecido, mas não entendo realmente o que o Natal faz para todos quererem dar presentes...

Falando em presentes, quem não perguntou para o seu filho, neto, parente... Enfim. O que ele queria de presente de Natal? Tenho certeza que muitos fizeram essa pergunta. 
Alguns devem ter dado a seguinte resposta: Eu quero um bichinho de estimação!
Saiba que animais não devem ser dados como presentes! 

Muito pelo contrário, animais não são presentes e sim um produto que não traz nenhum benefício em questão financeira! Só prejuízo. Quem tem algum animalzinho, sabe que estou falando a verdade. Por mais amor, gratidão e companhia que o animal trará, pode ter certeza que o dobro será gasto com cuidados. 

Se o seu filho resolveu do dia para noite que quer um animal, diga para ele esperar. Enrole ele, vamos ver se ele realmente deseja ter um animal, se cuidará dele... 
Animais são sinônimo de responsabilidade, produtos compramos e se não gostamos trocamos. Podemos fazer isso com cães? Sim, pessoas fazem. Ou melhor, pessoas sem sentimentos.

Você nunca se perguntou o porquê de vários abrigos estarem lotados no começo do ano? A resposta é simples: Compra por impulso! 
Mas a culpa também não é só dos "consumidores". O erro também está em criadores inconscientes! Você criador que está somente preocupado em faturar com os seus animais esse final de ano, não merece ser chamado de criador.

Quando uma pessoa vai até você para comprar um animal, ela espera estar indo até uma pessoa confiável e que passará informações para ter um "bom animal". e proporcionar a este uma vida longa e saudável. 

É de responsabilidade do criador negar ou aceitar vender um de seus cães para serem dados como presentes, e meses depois esse animal pode estar na rua, procriando e criando ainda mais animais sem donos.

Pense bem no que dar de presente este ano e em todos que virão! Minha frase preferida para essa situação: Animal não é brinquedo. Sente fome, frio e medo!

Este ano, não pense em dar um animal pro seu filho somente porque ele acha bonitinho. Tenha em mente, que ele é um ser vivo como você. Que fica doente, precisa de cuidados e de alguém responsável que deverá cuidar dele e arcar com as responsabilidades!



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Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011
Exercícios de zooliteratura
Por Maria Esther Maciel

Nas últimas décadas, mais precisamente a partir dos anos 1970, o debate sobre a questão animal e as relações entre humanos e outros viventes tem mobilizado pensadores e pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento, em várias partes do mundo. Esse crescente interesse pelo tema possibilitou, inclusive, o surgimento de um novo campo de investigação que, sob a denominação de estudos animais, vem se afirmando como um espaço de entrecruzamento de várias disciplinas oriundas das ciências humanas e biológicas, em torno de dois grandes eixos de discussão: o que concerne ao animal propriamente dito e à chamada animalidade, e o que se volta para as complexas e controversas relações entre homens e animais não-humanos. O que evidencia a emergência do tema como um fenômeno transversal, que corta obliquamente diferentes campos de conhecimento e propicia novas maneiras de se reconfigurar, fora dos domínios do antropocentrismo e do especismo, o próprio conceito de humano.

Nesse espaço híbrido têm sido referências teóricas importantes os escritos de Jacques Derrida sobre o animal, as análises de Michel Foucault sobre animalidade e loucura, o conceito de devir-animal de Gilles Deleuze & Félix Guattari, as reflexões de George Bataille sobre a animalidade, as abordagens bioéticas de Peter Singer, a noção de companion species de Donna Haraway, os estudos etnológicos de Eduardo Viveiros de Castro, além das instigantes contribuições de John Berger, Giorgi Agamben, Dominique Lestel e Cary Wolfe, entre outros. Mas foi Michel de Montaigne quem prefigurou esse pensamento, ainda no século XVI, através de seu ensaio “Apologia de Raymond Sebond”, no qual, com propósitos de desqualificar a presunção humana, empreende um longo elogio aos animais. Muitas das considerações apresentadas por ele se fazem presentes, hoje, nos estudos sobre as relações entre humanos e outros viventes.

No que tange aos estudos literários, as discussões relativas ao problema dos animais começaram a se delinear mais efetivamente nos últimos anos. É notável o crescente interesse crítico-teórico pela temática, fora das circunscrições metafóricas que quase sempre marcaram os enfoques literários dos animais não-humanos. O que se justifica, não apenas pelas preocupações de ordem ecológica que têm movido a sociedade contemporânea, mas também por uma tomada mais efetiva de consciência, por parte dos escritores e artistas em geral, dos problemas ético-políticos que envolvem nossa relação com as demais espécies viventes. Não são poucos os escritores/artistas que hoje têm explorado, sob um enfoque liberto das amarras alegóricas, diferentes categorias do mundo zoo. Feras enjauladas nos zoológicos do mundo, animais domésticos e rurais, bichos de estimação, seres vivos classificados pela biologia, cobaias de laboratórios, animais confinados e abatidos em fazendas industriais e espécies em extinção têm ocupado, cada vez mais, um visível espaço em livros, telas de cinema, palcos e salas de exposição. Para não mencionar as imbricações entre humanidade e animalidade, natureza, cultura e técnica, presentes em diversas produções simbólicas contemporâneas. Muitos escritores e artistas buscam, dessa forma, investigar a complexidade que os animais representam para a razão humana, buscando deles extrair, inclusive, um saber alternativo sobre o mundo e a humanidade. Autores como o sul-africano, ganhador do Nobel, John M. Coetzee, o inglês John Berger, a australiana Eva Hornung, o francês Jacques Roubaud, os mexicanos Juan José Arreola e José Emílio Pacheco, o italiano Alessandro Boffa, a americana Patricia Highsmith, entre vários outros, são alguns nomes exemplares.

Pode-se afirmar que Franz Kafka foi um marco nesse processo, ao inserir em seus contos – no início do século XX – figuras animais fora da circunscrição antropocêntrica, inscrevendo na zooliteratura ocidental uma nova forma de compreender o animal e as manifestações da animalidade. Nesse sentido, a novela A metamorfose, de 1915, é um marco para o surgimento de uma linhagem literária voltada para os processos de identificação/entrecruzamento de humano e não humano, sob um viés crítico, capaz de desestabilizar as bases do humanismo antropocêntrico. Ela pode ser considerada, assim, uma obra precursora no horizonte da literatura moderna e contemporânea que problematiza as fronteiras entre humanidade e animalidade. Fronteiras essas que demandam, mais do que nunca, uma abordagem pautada no paradoxo: ao mesmo tempo em que são e devem ser mantidas – graças às inegáveis diferenças que distinguem os animais humanos dos não-humanos –, é impossível que sejam mantidas, visto que os humanos precisam se reconhecer animais para se tornar humanos.

No Brasil, verifica-se que a miríade de escritores voltados para um enfoque mais matizado e consciencioso dos animais é expressiva, remontando à segunda metade do século XIX, com Machado de Assis, que dedicou memoráveis contos, crônicas e passagens de romances à situação dos animais no mundo dominado pela ciência e pelo triunfo do racionalismo moderno. Vale dizer que ele foi um dos primeiros escritores nacionais a fazer o elogio do vegetarianismo, numa crônica sobre a greve de açougueiros acontecida no Rio de Janeiro em 1893, além de ter se manifestado contra as touradas e abordado criticamente a crueldade das práticas de vivissecção, comuns nos laboratórios científicos do tempo. Para não mencionar o uso paródico que o escritor fez das fábulas, ao dar voz e palavras aos animais em alguns textos como o conto “Ideias de canário”, no qual ele mostra ser a ave bem mais sábia do que o ornitologista que a estuda, ou a crônica “Conversa de burros”, de 1892, em que relata uma interessante e filosófica conversa entre dois desses animais sobre a possibilidade de ficarem livres da exploração humana por causa da expansão do uso da tração elétrica nos bondes do Rio de Janeiro. A diferença com relação à fabula tradicional é que os animais, neste caso, não são antropomorfizados e nem estão a serviço da edificação humana, mas aparecem como animais-animais que expressam o que o autor imagina que eles falariam se pudessem fazer uso da linguagem verbal.

Já no século XX, autores como Guimarães Rosa, Carlos Drummond de Andrade, Graciliano Ramos, Clarice Lispector e João Alphonsus também se ocuparam do universo animal, sem se renderem ao mero fascínio da fábula e da alegoria. A esses se somam também alguns escritores atuais, como Wilson Bueno, Nuno Ramos, Regina Redha, Astrid Cabral, Rubens Figueiredo e Eucanaã Ferraz, que, atentos à situação do mundo neste início do século XXI, adotam uma postura mais incisiva e radical diante da questão, assumindo uma posição mais engajada em relação ao problema dos animais na sociedade contemporânea. Basta dizer que Regina Redha publicou o primeiro “romance vegano” brasileiro, em 2008.

No caso específico de Guimarães Rosa, pode-se dizer que ele se destaca como o grande animalista das letras brasileiras. Desde seu primeiro livro de contos, Sagarana (1946), Rosa nunca deixou de conferir aos animais uma especial atenção, tomando-os quase sempre como sujeitos ativos, fora do amansamento antropomórfico e moralizador que constitui grande parte da zooliteratura ocidental. Nas páginas de quase todos os seus livros “fervilham bichos” de todas as espécies. Além disso, os embates, as interações, o corpo-a-corpo dos homens com o mundo animal são bastante frequentes em suas narrativas, indiciando o vivo interesse do escritor em abordar as afinidades e os limites que há entre humanos e não humanos. Isso se dá a ver especialmente nos textos em que o autor enfoca a convivência diária entre vaqueiros e os animais do mundo rural do interior de Minas Gerais. Para não mencionar a exploração que o autor faz dos traços de animalidade do humano, como em “Meu tio o Iauaretê”, que trata da transformação de um onceiro em um homem-onça, por um processo de contágio.

Percebe-se, assim, um visível interesse de Rosa pelas “comunidades híbridas”, nas quais predominam a riqueza e a diversidade das relações entre homem e animal não-humano, estas construídas a partir de compartilhamento de sentidos, experiências, afetos e necessidades. A isso se soma ainda o interesse do escritor em observar os aquários e os bichos enjaulados nos zoológicos do mundo, como atestam as instigantes séries “Aquário” e “Zoo”, do livro póstumo Ave palavra, as quais podem ser tomadas como uma espécie de bestiário poético-afetivo. Aliás, chama a atenção numa das seções desse livro, uma frase que parece justificar toda a série zoológica de Rosa: “Amar os animais é aprendizado de humanidade”.

O animal como sujeito

Outra questão que se coloca é o esforço desses escritores em apreender, pela palavra articulada, o “eu” dos animais não-humanos, entrar na pele deles, imaginar o que eles diriam se tivessem o domínio da linguagem humana, encarnar uma subjetividade possível (ainda que inventada) desses outros, conjeturar sobre seus saberes acerca do mundo e da humanidade. Guimarães Rosa explorou isso nos contos “O burrinho pedrês” e “Conversa de bois”. Outro exemplo é Carlos Drummond de Andrade que, no poema “Um boi vê os homens”, encenou a voz de um “eu-bovino” que rumina seu próprio conhecimento sobre a vida e a espécie humana, pondo em xeque a capacidade dos homens em entender outros mundos que não o amparado pela consciência. Recurso este também adotado pelo poeta carioca Eucanaã Ferraz no poema “Fado do boi”, de 2008, espécie de recriação interrogativa do poema drummondiano.

Tal esforço de encarnar a primeira pessoa de um animal na escrita não deixa também de ensejar algumas especulações. É possível configurar/encenar na linguagem dos homens uma subjetividade animal? O que vem a ser subjetividade? É uma instância reservada apenas àqueles que se enquadram nas categorias de eu, razão, consciência, desejo, vontade e intencionalidade?

Michel de Montaigne, na “Apologia de Raymond Sebond”, já defendia a ideia do animal como sujeito e chamava a atenção para a complexidade dos bichos, mostrando que eles, dotados de variadas faculdades, “fazem coisas que ultrapassam de muito aquilo de que somos capazes, coisas que não conseguimos imitar e que nossa imaginação não nos permite sequer conceber” (1). Interessante que tais considerações hoje vêm encontrarando amparo científico graças, sobretudo, às descobertas da etologia contemporânea. Dominique Lestel, em As origens animais da cultura, reafirma as conjeturas de Montaigne, ao mostrar – a partir de estudos recentes no campo do comportamento animal – a extraordinária diversidade de comportamentos e competências dos viventes não-humanos, que vão da habilidade estética até formas elaboradas de comunicação.

Assim, diante dos estudos etológicos contemporâneos, quem garante que os animais estão impedidos de pensar, ainda que de uma forma muito diferente da nossa, e ter uma voz que se inscreve na linguagem? Estará, como indaga Lestel, a nossa racionalidade suficientemente desenvolvida para explicar uma “racionalidade” que lhe é estranha, caso esta realmente exista? (2).

À literatura cabe sondar, através dos recursos da imaginação e da ficção, essas possibilidades. Cada escritor busca criar uma forma de encontro com a outridade animal, seja através do pacto, da aliança e da compaixão, seja pela entrada no espaço desses outros, seja pela tentativa ilusória de figuração ou de incorporação de uma subjetividade alheia, o registro ficcional sobre animais se faz sempre como um desafio à razão e à imaginação. São tentativas que indicam tanto a nossa necessidade de apreender algo deles, quanto um desejo de recuperar nossa própria animalidade perdida ou recalcada, contra a qual foi sendo construído, ao longo dos séculos, um conceito de humano e de humanidade. Afinal, foi precisamente através da negação da animalidade que se forjou uma definição de humano, não obstante a espécie humana seja fundamentalmente animal.

Maria Esther Maciel é professora associada de teoria da literatura e literatura comparada da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). É autora, dentre algumas publicações, dos livros: A memória das coisas ensaios de literatura, cinema e artes plásticas (2004), O animal escrito (2008) e Escrever/Pensar o animal (Org., 2011). E é, atualmente, colunista semanal do caderno de cultura do jornal Estado de Minas.


Notas de rodapé

  1. Montaigne, Michel de. Apologia de Raymond Sebond. Ensaios II. Trad. Sérgio Milliet. São Paulo: Abril Cultural, 1980, p.118.
  2. Montaigne admitia a existência de um processo de raciocínio nos animais. Ele chega a mencionar o conhecimento que os atuns teriam dos três ramos da matemática: a astronomia, a geometria e a aritmética. Nas palavras do filósofo, eles “revelam conhecer a geometria e a aritmética, porquanto se reúnem em cardumes da forma de um cubo quadrado por todos os lados, de sorte que formam um batalhão sólido de seis faces iguais; nadam nessa ordem de dimensões idênticas atrás e na frente, de modo que quem os encontra e conta uma fileira tem ideia precisa do todo, já que a largura do cardume é igual à profundidade e ao comprimento” (Montaigne. Apologia de Raymond Sebond. p. 222).
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publicado por Maluvfx às 16:51
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Boas razões para a opção vegetariana
Confira quatro motivos para considerar o vegetarianismo

Você já parou para pensar no impacto que a alimentação animal traz para o meio-ambiente, para a sua saúde e para o planeta? Entre a devastação de florestas para criação de áreas de pastagem e a exposição maior a doenças, esse regime alimentar pode acarretar outros impactos negativos, por isso confira quatro motivos para considerar o vegetarianismo.

Pelos animais: Ao não comer vacas, porcos, galinhas, cabras e peixes, entre outros animais, você salvará, durante toda a sua vida, milhares de vidas. Por isso, o passo mais importante que se pode dar individualmente para salvar animais é não os comer.

Pelo planeta: Sabemos que a produção agropecuária intensiva – que é a mais comum e a principal responsável por trazer a carne, os ovos e o leite às prateleiras dos supermercados e às nossas mesas de refeição – tem impactos devastadores no ambiente. A criação de áreas de pastagem e áreas de plantio são os grandes responsáveis pela devastação das florestas e mais da metade do milho e da soja hoje colhidos são utilizados na produção de ração para animais de grande porte, principalmente bovinos.

Pela humanidade: Apesar de não obtermos resultados no combate a fome, continua-se a apostar num sistema alimentar onde a produção de carne tem um peso enorme. Isso permite apenas gerar alimentos de origem animal que não chegam a alimentar nem sequer metade do total da população humana. Hoje, para se obter um quilo de proteína animal, utilizamos 40 quilos de proteína vegetal. Faz algum sentido? Resultado: a produção de carne é uma das grandes responsáveis pela fome no planeta.

Pela saúde: Os vegetarianos estão menos expostos a um variado número de doenças e problemas de saúde que estão associados ao consumo de alimentos de origem animal: várias formas de cancro (cancro da próstata e cancro do cólon), problemas cardíacos, hipertensão, osteoporose, colesterol, impotência sexual e obesidade, entre outros.

“Tempo virá em que os seres humanos se contentarão com uma alimentação vegetariana e julgarão a matança de um animal inocente como hoje se julga o assassínio de um homem.”
Leonardo da Vinci.

Fonte


publicado por Maluvfx às 16:47
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O agradecimento dos animais pelo Natal – parte 2
por Marcio de Almeida Bueno
o agradecimento dos animais pelo Natal
Agradeço aos Três Reis Magos que perpetuaram a tradição de presentear nesta época do ano. Só assim eu pude sair daquela gaiolinha solitária, em frente a um vidro onde tanta gente passava e me apontava. Havia outros irmãozinhos, pequenos como eu, mas todos sozinhos em suas gaiolas. Me restava comer, dormir e fazer sujeirinhas ali mesmo, que depois o moço limpava. Agora, alguém me pegou no colo, me encheu de perfume e colocou um laço de fita vermelho no meu pescoço. Na casa nova onde cheguei, minha presença foi motivo de festa, e virei o centro das atenções, com sorrisos, brincadeiras, cafunés. Espero que seja assim para sempre. Espero que algum dia eu possa conhecer a minha mãe, e receber atenção também dela, porque eu nem lembro de se passamos algum tempo juntos. Espero que ela esteja bem.

Obrigado Jesus por ter me destinado a uma família de humanos, que me tratou bem. Cuidei da casa em troca da renovação da água do meu pote, e o direito de comer até o final todas as sobras de comida que alguém me jogava, uma vez por dia, religiosamente. Agora estou um pouco velho, meio doído, mais pateta do que sempre fui considerado ser. Ouvi reclamações nos últimos tempos. Esses dias fui levado a um passeio, no carro da família. Fomos para longe, vi lugares que nunca imaginei ver. Abriram a porta para eu tomar um ar fresco, numa estrada bem movimentada. Foram embora antes que eu pudesse perceber, tentei correr atrás mas a idade já não me permite. Estou aqui há alguns dias esperando, porque acredito que vão voltar para me buscar. Passam tantos carros, tantas famílias iguais à minha, alguns olham, mas ninguém pára. A sede é muita aqui neste acostamento, antes eu latia para os carros que eu acreditava serem da minha família, mas faltam forças. Sigo esperando aquelas pessoas conhecidas voltarem para me buscar e eu poder ir para casa. Eu tenho fé.

Obrigado bom Deus pela floresta e toda a natureza que foi o meu lar desde que nasci. Correr livre não tem preço. Mas, nos últimos tempos, ouço muito barulho, vejo humanos e máquinas fazendo limpeza na floresta. Parece que é tudo em nome do progresso, porque quem mora lá longe precisa das coisas que existem aqui na minha casa. Mas acho que as máquinas estão exagerando, pois muita floresta já não existe. Lugares onde eu dormi, comi, esperei a chuva pasar, agora é só chão, sem árvores para subir ou fazer sombra em dias de calor. Estamos todos indo para o outro lado, pois está perigoso ficar aqui. Nesses lugares onde não existe mais floresta, reparei que há animais diferentes, todos iguais e com chifres, comendo o que há no chão o dia todo. Talvez a gente estivesse ocupando muito espaço, e esses irmãos novos precisassem de lugar para ficar. Eu cedo o meu espaço, mesmo triste pela mudança, porque sei que os humanos estudam muito, e sempre sabem o que é certo, o que nós não entederemos jamais.

Obrigado Nossa Senhora, que um dia usou seu manto para envolver seu filho que nascia, e também quando ele morreu. Eu nem conheço meus filhos, mas dei minha própria pele para envolver e aquecer as costas e os pés de tantos humanos de quem não sei o nome. Vivi um bom tempo só comendo, até o dia que um caminhão veio nos buscar, depois tudo foi confuso e assustador, mas atribuo isso à minha incapacidade intelectual. Vi que outras iguais a mim eram penduradas e a pele era gentilmente retirada, já que os humanos não têm proteção e precisam da minha pele, que é grossa e resistente. Acho que pude recompensar quem me deu comida e espaço durante tanto tempo, ofertando um couro que eu já não mais vestiria, pois a morte já me levara a pastar nos campos longínquos onde habita o Nosso Senhor.

Muito obrigado Jesus pelo meu nascimento. Só acho que a minha mãe não gostou de mim, pois logo eu fui retirado de perto dela. Essa é uma dor que não esqueço. Devo tê-la feito chorar, como um dia você fez sua mãe Maria chorar. Eu ainda ouvi seu choro ao longe, e tenho certeza de que ela está na mesma fazenda que eu, mas não nos deixam nos ver. Agora eu fico parado em um lugar desconfortável, onde mal posso me mexer, e não posso nem deitar para dormir. Meu arrependimento é grande. Gostaria que intercedesse e pedisse que a minha mãe me perdoasse do que quer que eu tenha feito. Acho que já me desculpei, e quando este castigo terminar eu poderia tornar a vê-la, pois sei que mãe e filho devem estar sempre juntos, enquanto este for pequeno. Não sei falar a língua dos humanos, então quando eles se aproximam, eu só tenho o meu olhar. Eles dão risadas – o final do ano é sempre uma época de felicidade para todos – e dizem que minha carne vai estar bem macia. Eu não sei o que isso quer dizer, e prefiro não pensar nisso agora. Prefiro fazer força e lembrar dos poucos instantes que vivi ao lado da minha mãe – ela parecia tão grande e forte – em um lugar que, mesmo cercado, dava para esticar as pernas. Aqui eu não posso me virar, tudo é desconforto. Espero, sinceramente, que a ‘carne macia’ que os humanos falaram signifique a minha liberdade. Se eu pudesse escolher, ficaria comportado em uma manjedoura, sem o castigo de ficar fechado e imobilizado. Peça, Jesus, para a minha mãe me perdoar logo.

Deixo aqui minha gratidão a todos os anjos, pois nada mais honrado a um ser do que que poder abrir mão da própria vida em função da felicidade de outros. Quando nasci eu era tão pequeno, com meus irmãozinhos, e minha mãe era tão grande e gorda, que eu mal via seu rosto. Ali a maioria era grande, mas rapidamente eu tive que ir embora, e não lembro se houve um olhar de despedida da minha gorda mãe. Para onde eu fui, todos estavam de branco. Eu acho que eram anjos, pois colocavam muitos irmãos meus, que pareciam desesperados, para descansar. Ouvi dizer que a câmara fria estava nos esperando, mas eu não queria passar frio. Queria o calor da minha mãe. Queria o cheiro dos meus irmãozinhos de volta – onde estava, só havia cheiro de sangue, pois alguém devia ter se machucado muito. Poderiam ser médicos todos esses que estavam de branco. Enfim, obrigado a todos eles, pois nesta noite tão especial me deixarem descansar por sobre uma mesa bonita. Há velas, risadas e abraços. Eu acredito, do fundo do meu pequeno coração que já não está mais batendo, que eles eram anjos que vieram me buscar.

ANDA


publicado por Maluvfx às 16:25
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