Ética é o conjunto de valores, ou padrões, a partir dos quais uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões. A ética é importante por que respeita os outros e a dignidade humana.
Sábado, 28 de Julho de 2012
Diga Não a Touradas
Seguindo o velho brocardo ético e cristão de não fazer aos outros o que a mim não gostaria que me fizessem, partindo do principio da física de que tudo o que vive é composto da mesma matéria e, por fim, considerando o paradigma do novo testamento que designa mentiroso aquele que diz amar a Deus, que não vê, e não ama o seu semelhante, que vê, considero que me sentiria muito mal em imaginar-me numa praça, a correr desesperadamente, tentando fugir aos cornos de um touro, enquanto a plateia, composta por centenas de touros sentados, vibrava efusivamente com as minhas tentativas de escapar e com a arte, a força e a perspicácia do touro protagonista em me alcançar.

Na velha arena romana o homem comportou-se como estes touros da plateia imaginada, promovendo a luta de homens contra homens, quase sempre escravos, que é o mesmo que dizer “coisas”, até à morte, ou de lutas ferozes de homens e animais, de onde faziam do jorro do sangue dos corpos esventrados um espetáculo. A tradição desta luta desumana nas arenas, onde afinal também foram barbaramente assinados muitos cristãos, passou e ainda persiste nos nossos dias em alguns espetáculos absolutamente deploráveis.

Um deles é a guerra, só que a arena é enorme e o show é muitas vezes televisionado, onde a morte e o sofrimento resultam completamente banalizados.

Outro que também ainda persiste, chama-se “tourada”.

Estes costumes bárbaros foram sabiamente ridicularizados ainda no Séc. XIX pelo grande Eça de Queirós na base de uma crítica de costumes segundo um pensamento cultural e pequeno-burguês da época.

Ary dos Santos deu-lhes outra volta. E se em parte decorre em a “Tourada” um paralelismo entre o regime caduco e uma censura estúpida e as próprias “feras”, por outro lado são bem retratados os aficionados cativos e vitalícios: « entram velhas doidas e turistas/…/entram benefícios e cronistas/ entram aldrabões/entram marialvas e coristas/entram galifões de crista/…/ entra a aficionada e a caduca/mais o snobismo…/entram empresários moralistas/entram frustrações/entram antiquários e fadistas/e contradições…»

Já agora, mais uma contradição: a Trofa não tem nem arena, nem praça, nem tradição sequer, mas vai ter uma tourada.

Num tempo em que surgem mais e mais movimentos cívicos contra as touradas, em que algumas praças vão sendo transformadas, em que começa a haver um entendimento de que o homem não é o centro de todas as coisas e que o respeito pela natureza e a preservação do equilíbrio ecológico são essenciais à vida, que se quer salutar e elevada, na Trofa promove-se um evento que significa um retrocesso civilizacional. Será fruto destes tempos de Troikas…de pesados sacrifícios sobre os trabalhadores e o povo em geral…dos fechos das urgências hospitalares e tribunais…será porque a influência da dita “experiência” é suficiente para se ter uma licenciatura? Não sei.

O mau das touradas é a sua tentativa de fazer a assistência se divertir, gozar e deleitar com o sofrimento dos animais. É transformar em espetáculo o derrame do sangue dos animais apenas para gáudio dos espectadores. Por isso, amigo leitor, seja seu amigo, sendo amigo do planeta, do seu semelhante…e dos animais. Diga não a touradas.

Guidões, 24 de Julho de 2012.

Atanagildo Lobo
O Notícias da Trofa


publicado por Maluvfx às 16:59
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O Touro e a Tauromaquia em Portugal
Com tanta informação e movimentos pró e anti touradas o que poderá justificar o redigir de mais um conjunto de artigos sobre o assunto?


Apesar de existir muita informação na Internet, para quem investigue o assunto a fundo, o autor dos textos que se seguem achou que existe uma dispersão muito grande de informação com tendência para a parcialidade exagerada.


O que muitas vezes salta à vista é que não há um esforço de compreensão dos pontos de vista opostos partindo-se para o deboche, radicalismo ou desvalorização dos argumentos do outro lado da barricada. Será que conhecemos todos os argumentos das partes em confronto?


Por outro lado fala-se muito do acto da tourada em si mas e do Touro? O que realmente conhecemos do Touro? Este foi o ponto por onde decidiu começar porque tem a noção de que a maioria das pessoas não conhece o Touro para além da imagem passada por filmes e Touradas.


E assim surgiu a ideia de redigir este dossier que resume ao máximo a imensidão de informação encontrada, e devidamente referenciada, para que rapidamente se possa ter uma visão global de tudo o que envolve esta luta pró vs anti tourada.


Foi tentada a todo o momento a imparcialidade nos textos redigidos apresentando-se factos tais como são. Claro que em alguns trechos surgem alguns apontamentos de opinião, o que é inevitável tendo em conta que no assunto abordado o autor é claramente anti-tourada.


O objectivo deste dossier é o de levar os seus leitores a tomarem ou firmarem a sua posição sobre a Tauromaquia, e em particular a tourada.


Como é importante para enquadramento e para a própria interpretação dos textos fica aqui uma pequena apresentação do autor. Os artigos foram redigidos por Nuno Faria, nascido em 1977, tornado vegetariano em 1997 por convicção própria porque ser defensor dos animais implica a não abertura de excepções mesmo quando por razões alimentares impostas culturalmente. Informático de profissão é o criador do PortugalZoofilo.net em 2005 que procura apoiar a organização de associações de animais abandonados. Acredita que as mudanças devem acontecer organicamente e não ser impostas através de confrontação ou condicionamento. Informar, questionar, levar ao pensamento e a conclusões próprias e individuais são o caminho para a transformação pessoal, local e global.




Conhecer o Touro


No meio da acesa discussão anti e pró tourada muitas vezes centra-se a argumentação em aspectos éticos, políticos, culturais, económicos e sociais esquecendo-se a devida apresentação daquele que deve ser o verdadeiro objecto da discussão: o Touro


O que realmente sabemos sobre os Touros para além de serem um animal possante, de grande envergadura, macho do gado doméstico e utilizado em actividades Tauromáquicas? Quando ouvimos ou pronunciamos a palavra Touro o que mais nos vem à ideia? Um Touro pastando tranquilamente num prado, no seu habitat natural, ou um Touro com uma pose agressiva em combate dentro de uma arena? O mais provavel é que lhe ocorra esta última pois é essa a imagem mais passada nos orgãos sociais onde a palavra Touro está intimamente ligada à Tourada. Se lhe pedirem um sinónimo de Touro provavelmente na maior parte das vezes Besta Negra será dito primeiro do que Boi.


Com este artigo procuro desfazer esta imagem construída pelo marketing da Tauromaquia e fazer um resumo das principais características dos Touros.


Espero que no minímo contenha curiosidades de que não fazia ideia e o faça rever os seus conhecimentos sobre este animal tão mal conhecido pela sociedade.


Aurochs - O Antepassado Comum


Os Grandes Aurochs
Todas as raças, ou sub-especies, de Touros descendem do Auroch, um bovino gigantesco com uma altura de ombros de 2 metros e peso na ordem da tonelada (à esquerda é representado pelo touro a branco comparativamente com um touro contemporâneo e um humano) .


Os Aurochs desenvolveram-se na India há cerca de 2 Milhões de anos, chegaram à Europa há 250 000 anos, e extinguiram-se em 1627.


Grande contributo para a sua extinção foi o facto de devido ao seu porte e capacidade de defesa se ter tornado um alvo popular de desafios de caça. Alvo da caça e considerado concorrente ao gado doméstico não foi capaz de resistir até aos dias de hoje.


A partir desta espécie derivaram muitas outras, como o gado domesticado a surgir há cerca de 8 000 anos. Todas elas têm um porte bastante inferior ao Auroch.


O Touro de Hoje
Touro Adulto




  • Bos Taurus é o nome científico deste mamífero com dieta herbívora.
  • Altura de 1,5 metros.
  • Comprimento de 1,5 a 1,8 metros.
  • Peso típico de 500 Kg a 900 kg (dependendo da subespécie). Mas o recorde de peso de um Touro é de 1 750 kg.
  • Têm aproximadamente 38 litros de sangue no corpo.
  • Velocidade máxima atingida de 40 Km/h.
  • Têm um período de gestação de 9 meses com uma a duas crias. Protegem a sua prole com bravura e fúria cega.
  • Longevidade de 15 a 25 anos, atingindo o seu tamanho máximo com a idade de 2 a 3 anos. A maturidade completa é atingida aos 4 a 5 anos.
  • O registo do bovino a viver com mais idade foi de 49 anos!
  • Vivem em manadas de 40 a 50 elementos com uma hierarquia social bem demarcada existindo um Touro que é o macho dominante.
  • Têm um couro grosso e rijo.
  • Têm um complexo aparelho digestivo com um estômago segmentado em 4 compartimentos que permitem gerar enzimas capazes de digerir substâncias impossíveis de digerir por outros animais.
  • Têm um ângulo de visão de quase 360º e são daltónicos.
  • Conseguem cheirar odores a mais de 8 km de distância.
  • Ouvem frequências mais baixas e mais altas que os humanos.
  • Mastigam na ordem das 50x por minuto atingindo os 400 000 movimentos de mandíbula por dia.
  • Devido à anatomia dos seus joelhos são capazes de subir escadas mas não de as descer.
  • Um animal de 1 tonelada produz 10 toneladas de estrume por ano.
  • Os seus predadores são o homem, os lobos e os ursos.
  • Estima-se que existam no mundo mais de 1.3 biliões de cabeças de gado. Uma pequena parte ainda em estado selvagem.
  • Estima-se que 18% dos gases emitidos que provocam efeito de estufa tenham origem na flatulência e arrotos do gado mundial.
  • Já têm o seu genoma mapeado. Têm 22 000 genes. 80% dos quais partilhados com os humanos. 1 000 partilhados com cães e roedores.
  • Em Portugal praticamente desapareceram as antigas raças de Touro bravos indígenas. Os que hoje pastam nos nossos campos são maioritariamente descendência da casta Andaluza de Vista Hermosa.
  • No passado um Touro era lidado aos 5 anos, idade em que era considerado estar no expoente máximo das suas faculdades: potência, inteligência e resistência. Hoje são-no aos 3 anos, idade em que já atingiram a sua máxima envergadura mas não o pleno da sua maturidade.
  • Com um ano de idade são marcados com ferros em brasa.
  • Com 2 anos as vacas bravas são submetidas ao exame da tenta que procura aferir o grau da sua predisposição e habilidade para a luta. É picada e lidada a cavalo e a pé para provocar reacções em resposta às agressões. As que consideram mais bravas são enviadas para os prados para se reproduzirem as outras seguem para a indústria da carne.
  • Dezenas de milhares de Touros são mortos anualmente em todo o mundo em actividades Tauromáquicas.
  • Existe um Signo do Zodíaco e uma Constelação de Estrelas com o nome Touro.




O Comportamento do Touro


Os ganadeiros e toureiros têm um grande conhecimento sobre o Touro, que é a base da sua actividade, pelo que as descrições mais detalhadas e empíricas sobre Touros são feitas exactamente por agentes da Tauromaquia. Surpreendentemente as suas descrições chegam a ser quase poéticas e com tal nível de detalhe e paixão pelo animal que duvidamos que quem fala assim do Touro possa depois executar e apreciar a sua lide. A título de exemplo veja-se este excerto do ABC da Tauromaquia de El Terrible Pérez onde são reconhecidas várias características ao comportamento/psicologia do Touro que automaticamente o catalogam como um ser senciente completamente consciente do mundo ao seu redor.


Ao contrário do que se pensa, na zoologia o Touro é considerado um animal cobarde, indisposto para a resolução de conflito através da luta. A sua defesa é a fuga sempre que esta lhe seja permitida. Apenas reagem com uma violência e fúria cega em duas situações: 1) para defenderem a sua prole; 2) quando encurralados e agem violentamente como mecanismo de defesa.


A memória dos Touros é sobejamente reconhecida como sendo capaz de recordar eventos que tenham ocorrido há anos. De tal forma que uma das regras da criação de um Touro bravo é a de jamais o castigar com qualquer um dos castigos que lhe serão infligidos no futuro numa arena. Isto porque se o fossem uma única vez deixariam de ter a bravura que demonstram ao reconhecer os instrumentos de tortura usados na lide.


Aliado à sua memória o Touro tem uma alta capacidade de aprendizagem. É por isso que na Tauromaquia proibem, ou desaconselham, que um Touro seja lidado mais do que uma vez. Porque também aprende com as acções dos toureiros o que pode levá-lo a desenvolver ao longo do tempo novas estratégias e movimentos para conseguir colher com sucesso o toureiro. Ou seja pode tornar-se imprevisível para os homens que o lidam.


Em termos de linguagem o Touro tem chamamentos diferentes para exprimir o desejo por uma fêmea, emitir ou responder a um pedido de socorro e preparar-se para a luta.


É muito sensível às temperaturas extremas e procura abrigar-se do frio e chuva bem como do calor para se colocar mais confortável e protegido.


Um Touro revela também simpatia, antipatia ou mesmo empatia. Existem várias histórias de Touros bravos que no seu ambiente natural permitem a aproximação e o toque por parte de crianças. E quando encontra locais aprazíveis deixa-se por aí ficar. Uma história muito conhecida é a do Touro "Gallego" de D. Florentino Sottomayor que foi lidado na praça de Madrid matando um toureiro. Dias antes esse Touro cruzou-se com outro toureiro, a Cavalo, junto a um bebedouro na zona onde era criado. Touro e Cavalo iam competir pelo mesmo bebedouro. O cavaleiro estava receoso do que poderia ocorrer. E eis que o Touro cede passagem ao Cavalo para que este se saciasse primeiro após o que ele próprio foi beber com um ar de satisfação. Dias depois, na arena, esse Touro manso matou.


publicado por Maluvfx às 11:08
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A «tradição» das touradas
No 2º volume dos «Cadernos de Lanzarote», José Saramago reproduz um artigo que publicou na revista Cambio 16.
Transcrevo dois trechos:
«O touro entra na praça. Entra sempre, creio. Este veio em alegre correria, como se, vendo aberta uma porta para a luz, para o sol, acreditasse que o devolviam à liberdade. Animal tonto, ingénuo, ignorante também, inocência irremediável, não sabe que não sairá vivo deste anel infernal que aplaudirá, gritará, assobiará durante duas horas, sem descanso. O touro atravessa a correr a praça, olha os “tendidos” sem perceber o que acontece ali, volta para trás, interroga os ares, enfim arranca na direcção de um vulto que lhe acena com um capote, em dois segundos acha-se do outro lado, era uma ilusão, julgava investir contra algo sólido que merecia a sua força, e não era mais do que uma nuvem. Em verdade, que mundo vê o touro?» (…) 
«O touro vai morrer. Dele se espera que tenha força suficiente, brandura, suavidade, para merecer o título de nobre. Que invista com lealdade, que obedeça ao jogo do matador, que renuncie à brutalidade, que saia da vida tão puro como nela entrou, tão puro como viveu, casto de espírito como o está de corpo, pois virgem irá morrer. Terei medo pelo toureiro quando ele se expuser sem defesa diante das armas da besta. Só mais tarde perceberei que o touro, a partir de um certo momento, embora continue vivo, já não existe, entrou num sonho que é só seu, entre a vida e a morte».

Quando José Saramago leu o texto a sua mulher, Pilar, disse
«Não podes compreender…” Tinha razão», diz o escritor, «Não compreendo, não posso».

É sempre o que os defensores das touradas, quando vêem que os seus «argumentos» não são aceites, dizem. Quem acha que as touradas são um espectáculo degradante e advoga a sua proibição imediata «não compreende». Porque, dão a entender, para compreender uma coisa tão poética, tão tradicional, é preciso ter uma sensibilidade especial.
Pergunto – o que há para compreender? Um negócio onde se cruzam ganadeiros, apoderados, toureiros, empresários… pega num animal, confina-o num «anel infernal», e tortura-o até à morte. O que há para perceber neste fenómeno que nada tem a ver com património cultural, nem com tradição e muito menos com poesia – que tem a ver, sim, com os obscuros corredores da mente humana onde se oculta um atávico prazer em fazer sofrer outros seres como catarse para os sofrimentos pessoais.

Os aficionados desenvolvem uma teoria de contornos iniciáticos: quem não entende a magia da corrida não tem o direito de a criticar. Ou seja, para poder contestar as touradas é preciso gostar delas, estar por dentro do mistério da corrida, sentir a poesia de uma tarde de touros… Obscuras banalidades deste tipo, mas nem só um argumento sólido e aceitável.

Nos tempos de Roma usavam-se pessoas, embora já houvesse quem protestasse. O que responderiam os defensores do espectáculo – que era uma tradição e que os escravos nasceram para morrer. E haveria também apreciações sobre a beleza poética de ver animais selvagens e famintos despedaçar seres humanos, sobre a «nobreza» com que uns morriam sem se defender e a falta de aprumo com que outros tentavam vender cara a vida. Nem sei porque é que os defensores das touradas não incorporam o circo de Roma na sua tradição.
A Antiguidade Clássica daria um toque de erudição à «Fiesta». Assim só têm o Hemingway para dourar o seu historial.

Falando da tradição taurina em Portugal, ela é tão forte e tão antiga que a própria tourada à portuguesa é acompanhada por "pasodobles". Os aplausos do público exprimem-se em "olés" e a terminologia taurina é toda em castelhano.
Tradição portuguesa? Sempre que se fala na história das touradas, lá vem o conto de Rebelo da Silva, «A última corrida de touros em Salvaterra». Só este conto é metade da tradição, a outra metade é espanholice pura.

Vem isto a propósito da discussão acesa que vai pelo Parlamento catalão sobre a proibição, ou não, das touradas na Catalunha. Perante a Comissão parlamentar do Meio Ambiente, 14 peritos em diversas áreas esgrimiram ontem argumentos a favor e contra a tauromaquia. Está em causa a anunciada proibição das corridas de touros na comunidade. Esta medida é apoiada por uma Iniciativa Legislativa Popular que reuniu 180 mil assinaturas.
Os pro-taurinos defenderam a bravura do touro e a sua condição de animal nascido para morrer lutando, bem como a sua resistência ao sofrimento.
Os anti-taurinos descreveram em pormenor o sofrimento do animal. Passando ao plano cultural, os defensores falaram nos valores da «fiesta», a emoção, a comunhão na praça, a catarse colectiva da multidão.
Os anti insistiram na crueldade da tortura e da morte do animal, da psicótica aberração de extrair prazer dessa barbaridade. Os pró lamentaram que os aficionados catalães tenham de viver na clandestinidade, embora afirmem que o público é apaixonado pelo espectáculo taurino e que são os políticos quem acirra o povo contra a tradição. Num terceiro plano, o da identidade, todos os deputados, da direita à esquerda, deixaram claro que a abolição da tauromaquia na Catalunha nada tem a ver com a identidade nacional.

Um toureiro e ganadeiro de Madrid, disse que, ao fim e ao cabo, o protagonista do debate é o touro. E com a autoridade de quem está por dentro, falou em nome dos interesses do animal: «É o animal mais formoso do mundo e o melhor tratado. Se fecharem as praças, extinguir-se-á». E depois, derivou para a poesia barata «É um espectáculo, um sentimento, a paixão da vida e da morte, do respeito e da entrega». No entanto, não respondeu às perguntas dos deputados, pois eram formuladas em catalão.
Os pró falaram de sofrimento, escudando-se na capacidade do touro para sofrer. A escritora Natalia Molero interveio, aludindo à «capacidade que o touro tem de libertar meta-endorfinas durante a lide para anestesiar a dor».
Os anti contra-atacaram com força. Desmontaram um a um os argumentos dos defensores.
Jorge Wagensberg, um cientista, descreveu todo o arsenal utilizado para matar o touro, descreveu os instrumentos, da bandarilha ao estoque, tudo bem afiado e reluzente e disse. «Isto dói? Claro que dói!”.
O etólogo Jordi Casamitjana, perito em sofrimento animal, utilizou elementos que permitem avaliar o sofrimento do touro, incluindo fotografias, e concluiu: «De um ponto de vista ecológico e zoológico, o touro de lide sofre individual e socialmente, física e psiquicamente».

O meu camarada de lides (editoriais), Jesús Mosterín, interveio, na qualidade de filósofo, com ironia cáustica: «Escandalizamo-nos porque em África se corta o clítoris às mulheres e noutros países causa escândalo que se continue fazendo um espectáculo público do sofrimento dos animais». E prosseguiu: «É verdade que as corridas de touros são tradicionais», concluindo sob os protestos dos deputados pro-taurinos: «Maltratar as mulheres também é uma tradição e, apesar disso, está a ser combatida».

Josep María Terricabras, outro filósofo, de forma mais suave, percorreu a lista de argumentos básicos dos defensores da «fiesta», para chegar a uma conclusão: «Aos partidários da fiesta falta um argumento ético fundamental. Fazer sofrer um animal por prazer é totalmente reprovável. Os touros são maltratados, como antes o foram as mulheres e os escravos». A sessão prosseguirá hoje com depoimentos de outros 13 peritos em diversas áreas.

Apenas quero levantar uma questão – quando é que em Portugal discutimos este assunto? A cobardia dos sucessivos governos tem permitido, mesmo no pós-25 de Abril, que vergonhas como as de Barrancos continuem.

Invoca-se ali a tradição. Qual tradição? Um espectáculo que viola a lei e todas as regras da segurança, para já não falar nos princípios humanitários, iniciado em 1928 já é uma tradição? Mas mesmo que fosse. Como disse Mosterín, há tradições inaceitáveis e que têm sido combatidas com êxito. A prostituição, a pena de morte, a escravatura, duraram milénios. Não é motivo para que não tenham sido e continuem a ser combatidos.

Porém, quando vemos o Bloco de Esquerda, sempre tão preocupado com os problemas ecológicos e com os direitos dos animais, a aceitar uma trânsfuga do Partido Comunista numa autarquia ribatejana (Salvaterra de Magos, a do conto de Rebelo da Silva), defendendo a senhora abertamente os touros de morte, a esperança de que esta chaga cultural seja banida esmorece. A avidez pelos votos, submerge convicções e programas.

A tourada em Portugal está longe de ter as raízes que tem no estado vizinho, onde move interesses de grande monta. Quando é que em Portugal nos ocupamos da discussão a sério desta «tradição» tão nacional que até só se exprime em castelhano?

Em 1836, o ministro do Reino Passos Manuel promulgou um decreto proibindo as touradas (Em Portugal, em 1779, as touradas foram proibidas no tempo do Marquês de Pombal, após uma corrida de touros realizada em Salvaterra de Magos em que faleceu na arena o Conde dos Arcos, grande figura nobiliárquica estimada pelo monarca D. José I. Voltaram a ser permitidas anos mais tarde, mas sendo proibidos os chamados touros de morte, onde o touro não pode ser morto em praça pública):
Considerando que as corridas de touros são um divertimento bárbaro e impróprio de Nações civilizadas, bem assim que semelhantes espectáculos servem unicamente para habituar os homens ao crime e à ferocidade, e desejando eu remover todas as causas que possam impedir ou retardar o aperfeiçoamento moral da Nação Portuguesa, hei por bem decretar que de hora em diante fiquem proibidas em todo o Reino as corridas de touros.” 
Porém as «razões» do costume prevaleceram e nove meses depois as corridas regressaram.

A maioria municipal socialista de Viana do Castelo, em 27 de Fevereiro de 2009, decidiu não permitir a realização de qualquer espectáculo tauromáquico no espaço público ou privado do município, sempre que ele dependa de qualquer autorização a conceder pela autarquia. Viana do Castelo (com maioria socialista) antecipou-se à Catalunha.
Portugal, com um governo socialista, não deveria, pelo menos, encetar o debate sobre o tema? Quando é que se reconhecerá aquilo que há quase dois séculos já era óbvio para algumas pessoas – as touradas são um divertimento bárbaro e impróprio de nações civilizadas?







por Carlos Loures


publicado por Maluvfx às 10:20
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Sexta-feira, 27 de Julho de 2012
Tauromaquia - Sofrimento do touro e do cavalo
Percurso do touro usado para toureio.
Um exemplo: vive uns 4 anos bem na campina, espaço largo e com boas condições. Desenvolve-se. Um dia alguém decide escolhê-lo para a lide numa tourada. Enxotam-no, com ou sem medicação, para uma manga e enfiam-no numa caixa apertada onde mal se pode mexer. O stress da claustrofobia é tremendo, ao passar da liberdade e tranquilidade da campina para o caixote, onde fica  confinado.  A seguir acresce a ansiedade/pânico  do transporte. Depois a espera, provavelmente, com pouco ou nenhum alimento e bebida. Talvez sendo  injectado, a ponta dos cornos cortada até ao vivo e muito enervado, ficando extrema e dolorosamente sensível ao contacto. Mais tarde, a condução ao curro da praça de touros. Empurrado depois para a arena = beco cruel sem saída,  suportando logo o enorme alarido, que ainda o assusta mais. Depois a provocação, o engano, o cravar dos ferros, que o ferem através da pele, aponevrose, mais ou menos músculo, tendão e, por vezes até pleura e pulmão (meu testemunho) e o fazem sangrar e sofrer. Tudo isto o enfurece, o magoa, o deprime e o esgota. Depois é retirado com as “chocas”. Brutalmente, tal como foram cravados, os ferros são agora retirados. Depois o sofrimento cresce pela dor provocadas pelos ferimentos, infectando e provocando  febre, animicamente derrotado, até que o abate liberte de tamanho sofrer esta desgraçada vítima dos chamados humanos, “corrido” e torturado unicamente para diversão de aficionados, alimentar de vaidades, de negócios de tauromáquicos e no prosseguimento de uma cruel tradição.
É, portanto, uma aberração, comprovativa da maior hipocrisia, quando tauromáquicos e ganadeiros afirmam serem as pessoas que mais gostam dos touros.
Revoltante e vergonhoso é que tal crueldade seja permitida legalmente, feita espectáculo e publicitada.


Percurso do cavalo usado para toureio.
É um animal de fuga, que procura a segurança e que a atinge pondo-se à distância daquilo que desconfia ou que considera ser perigoso. Defende-se do agressor próximo com o coice e por vezes com a sapatada do membro anterior, se for mais afoito ou considerar o perigo menor.
No treino e na lide montada, ele é dominado pelo cavaleiro com ferros mais ou menos serrilhados na boca (freio, bridão) mais ou menos castigadores e incitado de tal maneira pela voz e por outras acções, chamadas hipocritamente de “ajudas”, como sejam de esporas que são cravadas provocando muita dor e até feridas sangrentas.
Ele é impelindo para a frente para fugir à acção das esporas, devido à dor que elas lhe provocam e a voltar-se pela dor na boca e pelo inclinar do corpo do cavaleiro .
Resumindo: o cavalo é obrigado a enfrentar o touro pelo respeito/receio que tem do cavaleiro, que o domina e o castiga, até cravando-lhe esporas no ventre e provocando-lhe dor e desequilíbrio na boca. Isso transtorna-o de tal maneira, que o desconcentra do perigo que o touro para ele representa de ferimento e de morte e quase o faz abstrair disso.
É, portanto, uma aberração, comprovativa da maior hipocrisia, quando cavaleiros tauromáquicos afirmam gostarem muito dos seus cavalos e lhes quererem proporcionar o bem estar.
Revoltante e vergonhoso é que tal crueldade seja permitida legalmente, feita espectáculo e publicitada.

Vasco Reis, médico veterinário


publicado por Maluvfx às 20:40
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Texto argumentativo
"Touradas, um assunto capaz de dividir famílias, cidades, países. Quase se poderia dizer que se parece com futebol, só que no caso das touradas parece só haver dois clubes: os Pró e os Contra
Na minha opinião as touradas são cruéis porque com que os touros sofram. As touradas são usadas para entreter os humanos. Bem, tenho alguma dificuldade em chamar humanos, seres que se divertem com a tortura de um animal.

Uma coisa é matar os touros sem que sofram outra coisa é tortura-los espetando farpas que os deixam a jorrar sangue e pô-los cansados para no fim os matarem sem dó nem piedade. “ Não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti”. Este é um ditado que se pode aplicar nesta situação, e dizer as pessoas que gostam das touradas, para que se ponham no lugar dos touros e imaginem o que é ser torturado e no fim morto. Não se trata de matar para sobreviver, trata-se de torturar e matar por divertimento! Que mal terão feito os touros? Nenhum. São apenas uma raça inferior e com menos poder, por isso podem servir de passatempo para os mais inteligentes e poderosos.
Há quem diga que os touros não sofrem com as farpas. Pobre argumento, não só não se sabe se é verdade, como mesmo que não sofram, continuam na arena a ser gozados pelas pessoas.

Acho que as touradas podem ser substituídas, por exemplo, por idas ao cinema, ao teatro, a concertos, ou a acontecimentos desportivos, pois estas actividades entretêm e divertem as pessoas e não prejudicam os touros.

Penso que as touradas são algo que deveria deixar de existir pois incentiva a crueldade. Os touros deviam ser livres e quando for necessária a sua carne, devem ser mortos rapidamente."

Filipe Esteves 11º ano


publicado por Maluvfx às 20:13
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Éden, o paraíso do touro!
A ganadaria é o paraíso do touro.

Aficionado que é aficionado, defende sempre que o touro é um privilegiado.

Dizem que ele é obrigado a ser toureado mas que, mesmo assim, isso lhe compensa, pela vidinha de Lord que tem até então.
Afinal, durante (mais ou menos) 5 anos o animal encontra-se no paraíso a pastar, muito feliz e contente...

Ora, se lhe damos 5 anos de bons tratamentos, é mais do que natural que, depois, o castiguemos. Aliás, eu ando a alimentar o meu cão há 7 anos, por isso, se calhar, já está na altura de lhe começar a espetar com um garfo no lombo ou a dar pontapés no focinho.

Penso que quem tem este tipo de argumentos é porque sofre do complexo da bruxa d'"A Casinha de Chocolate": Primeiro, engordamos o Hansel e depois comemo-lo.

Fonte


publicado por Maluvfx às 20:02
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Os portugueses andam a pagar para os aficionados irem à tourada de borla!

Os portugueses andam a pagar para os aficionados irem à tourada de borla!
No Campo Pequeno, quando há tourada, é sempre um desfile de autocarros de câmaras municipais que esbanjam dinheiro público na indústria da tortura de bovinos!

 Transportes à borla para os aficionados da tortura pagos com o dinheiro dos contribuintes!
http://www.facebook.com/media/set/?set=a.178787395537330.45364.100002182112086&type=3#!/photo.php?fbid=266321603477151&set=o.228974020492136&type=3&theater

Enquanto pagam os transportes para os aficionados irem à tourada de borla, cortam os transportes para as crianças irem à escola!
"Torres Novas, oito crianças surdas perderam o direito ao transporte e não vão à escola. Ministério vai analisar o pedido das famílias"
http://youtu.be/oC4k27oVf6M

através da ANIMAL
As autarquias queixam-se de não terem dinheiro para suprirem as necessidades mais básicas dos seus munícipes, mas, aparentemente, Monforte vive numa realidade à parte. Será que a edilidade é assim tão solícita quando se trata de fazer deslocar gratuitamente idosos e/ou doentes aos serviços de saúde e aos lares de terceira idade (só a título de exemplo)?


publicado por Maluvfx às 05:55
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Dia 27 de Julho de 2012 - Reclame
Sexta-feira: o dia de pedir o livro de reclamações

Movimento (d)Eficientes Indignados no Facebook propõe reclamações nos serviços públicos que são inacessíveis.

Sexta-feira, dia 27, é o Dia da Reclamação e vai ser aquele em que várias pessoas com deficiência vão pedir o livro de reclamações, num qualquer instituto público, para apresentar queixa contra as barreiras arquitetónicas.

A iniciativa parte do movimento (d)Eficientes Indignados no Facebook (www.facebook.com/dEficientes.Indignados ), nascido nas redes sociais e com pessoas que não se vêm como vítimas da deficiência, mas antes como vítimas da discriminação.

"No fundo, o que queremos é que se cumpram todas as leis que existam e que estão por cumprir relativas às pessoas com deficiência, como as relativas às questões da acessibilidade e mobilidade, a atribuição das ajudas técnicas ou uma série de outras questões em que exigimos que se cumpram os nossos direitos", explicou um dos membros do movimento à Lusa.

De acordo com Jorge Falcato Simões, o apelo é para que, na próxima sexta-feira, qualquer pessoa, com ou sem deficiência, peça o livro de reclamações nos serviços públicos que são inacessíveis e escrevam pelo cumprimento da lei de acessibilidades.

"O que se passa em relação à lei das acessibilidades é que já houve um decreto lei, em 1997, que prometeu que todo o ambiente edificado, espaços públicos, edifícios públicos e edifícios de utilização pública estariam adaptados até 2004, mas a verdade é que, até 2004, pouco ou nada estava feito", criticou.

"Segregar parte da população".

Jorge Falcato Simões sublinhou que o objetivo é chamar a atenção para o facto de haver uma série de edifícios e serviços públicos que são muitas vezes inacessíveis às pessoas com deficiência.

"Isto, no fundo, é estar a segregar parte da população com medidas que consideramos discriminatórias e por isso vamos apresentar queixas por discriminação", adiantou.

Este membro do movimento (d)Eficientes Indignados sabe que todas as iniciativas com origem nas redes sociais são de resultado imprevisível, mas disse ter a indicação de que haverá pessoas a reclamar em 42 concelhos do país.


Ainda recentemente a DECO fez uma vistoria aos edificios públicos e é vergonhoso o que encontrou. Vejam: "A maioria dos edifícios públicos analisados anonimamente pela associação Deco chumbou na avaliação das acessibilidades a pessoas com deficiência motora ou mobilidade reduzida, tendo a associação chegado à conclusão que existem verdadeiros "muros intransponíveis" nesta matéria."

Há poucos dias atrás um alto cargo com responsabilidades nesta área e confrontado do porquê de não se fazer cumprir a lei afirmava que as reclamações este ano eram inferiores ao ano anterior. Desolador saber que se baseiam somente nas reclamações... grande incompetência e falta de respeito.

Sendo assim vamos fazer a vontade ao Governo. Vamos reclamar no mesmo dia, em vários lugares e de preferência muitas vezes.

Veja como reclamar:

SE ESTÁ FARTO(A) DE SER DISCRIMINADO(A) POR TER UMA DEFICIÊNCIA, ESTA É A SUA RECLAMAÇÃO.

Apelamos a todas as pessoas com deficiência para irem no dia 27 de Julho a um serviço público que seja inacessível e peçam o livro de reclamações, onde sugerimos que escrevam o seguinte texto:

“Nos termos do artigo 4.º, n.º 1, alínea e), da Lei n.º 46/2006, de 28 de Agosto, venho apresentar queixa, por ter sido vítima de discriminação por --- (indicar a entidade).
No dia 27 de Julho de 2012, pelas --- horas, dirigi-me a --- (local).
O edifício não é acessível. Existem várias barreiras, por exemplo: --- (basta um exemplo concreto, por ex. "porque a única entrada tem degraus")
Estas barreiras impediram-me de entrar e usar de forma livre, digna e autónoma o edifício e os serviços nele prestados, colocando-me numa situação de desvantagem comparativamente com o restante público.

Solicito:

1) O apuramento de responsabilidades por esta situação e abertura do correspondente processo de contra-ordenação;
2) A implementação urgente de medidas que corrijam esta situação.
Poderão ser contactadas as seguintes testemunhas: --- (nome, morada e e-mail, se possuir - podem ser duas ou três outras pessoas presentes, que NÃO sejam familiares).”

TODOS QUE SÃO CONTRA A DISCRIMINAÇÃO PODEM (DEVEM) RECLAMAR

O Dia da Reclamação não é só para pessoas com deficiência. Todos podem apresentar uma queixa.

Apelamos a todas as pessoas para irem no dia 27 de Julho a um serviço público que seja inacessível e peçam o livro de reclamações, onde sugerimos que escrevam o seguinte texto:

“Este edifício não é acessível, porque ____ (basta um exemplo de barreira, por ex. "porque tem um degrau na entrada").
Todas as pessoas têm direito à acessibilidade, incluindo eu.
As barreiras neste edifício são discriminatórias. Há 15 anos que a lei exige a sua eliminação. Porque é que ainda existem?
O prazo definido na lei para adaptação deste edifício termina em 2017. Quando começa a obra?


Se não poder sair reclame online: http://www.inr.pt/content/1/1185/lei-da-nao-discriminacao

Ajude-nos participando e divulgando.

Fonte:
(d)Eficientes Indignados
Tetraplégicos
Expresso


publicado por Maluvfx às 04:53
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Quinta-feira, 26 de Julho de 2012
...
É obvio que não é preciso descrever o que se passa
A tristeza no olhar é explicita, no cavalo escravo, e no touro gratuitamente torturado
Chamam de cultura, entretenimento
Aos que abrem os olhos da percepção além de seu próprio eu, percebe a insensatez, de quem julga-se evoluído em sua suposta superioridade
Poder e superioridade não são sinônimos
Superioridade é apenas uma ilusão que engana o ego
Massas cegas manipuladas pela tradição subsidiam o terror
Nesse momento as vidas do cavalo escravo e do touro caído mostram-se mais valiosas que a da massa opressora
A qual poderia ter espadas fincadas em suas costas
E agonizar por longas horas, antes de finalmente em seus últimos suspiros engasgados em sangue, despertar do insano transe.

Não desejo a morte à massa opressora, apenas a contrapartida em igual equivalência.
por Bruno Freitas


publicado por Maluvfx às 18:08
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Toureio ou sacrifício?
Em Defesa dos Cavalos
O cavalo é obrigado a enfrentar o touro pelo respeito/receio/treino que tem do cavaleiro, que o domina e o castiga, até cravando-lhe esporas no ventre e provocando-lhe dor e desequilíbrio na boca. Isso transtorna-o de tal maneira, que o desconcentra do perigo que o touro para ele representa de ferimento e de morte e quase o faz abstrair disso.
É, portanto, uma aberração, comprovativa da maior hipocrisia, quando cavaleiros tauromáquicos afirmam gostarem muito dos seus cavalos e lhes quererem proporcionar o bem estar. Cúmulo de hipocrisia é beijá-lo, depois de o fazer passar por tanto sofrimento.
Revoltante e vergonhoso é que tal crueldade seja permitida legalmente, feita espectáculo e publicitada.

Vasco Reis, médico veterinário



publicado por Maluvfx às 17:36
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