Ética é o conjunto de valores, ou padrões, a partir dos quais uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões. A ética é importante por que respeita os outros e a dignidade humana.
Terça-feira, 22 de Janeiro de 2013
Podem um socialista ou uma comunista do século XXI não ser vegetarianos?
Passar de uma dieta muito carnívora para uma basicamente vegetariana supõe reduzir fortemente o impacto socio-ecológico relacionado com as actividades de alimentação.

Usted no se lo cree” (“Você não acredita”), é o título do excelente blog (sobre aquecimento global) de Ferrán Puig Vilar. Você não acredita que dois séculos depois de Malthus o mundo esteja à beira de uma crise maltusiana. Você não acredita que centenas de milhões de pessoas - se não mesmo milhares de milhões - estejam em perigo. Você não acredita que estamos a entrar numa nova “Idade das Trevas”. Você não acredita que as conquistas que mais apreciamos naquilo a que chamamos de “civilização” possam ter os dias contados. Você não acredita que extensas zonas do planeta possam tornar-se inabitáveis. Você não acredita que as guerras climáticas e outras formas “novas” de violência possam fazer do mundo um lugar onde muita gente desejará não ter nascido. E como não acredita, você - a maioria social - continua instalado na negação e não actua, tratando de aproveitar as minguantes margens de acção que ainda dispomos.

Na explicação da sua incredulidade, creio que uma das razões que tem mais peso tem que ver com a nossa humana, demasiado humana dificuldade para entender as dinâmicas de crescimento exponencial (com esses tempos de duplicação que minguam prodigiosamente) (Meadows, Randers e Meadows (2006), especialmente o capítulo 2: “A força motriz: o crescimento exponencial”). Como mudou o metabolismo sociedade-natureza nos últimos 80 anos aproximadamente, e sobretudo nos últimos 30 anos (os anos em torno de 1930 e 1980 como dobradiças do século XX), é algo que desafia a imaginação humana. Desde que data diria você que os atuais habitantes da Terra emitimos a metade dos gases de efeito estufa? A resposta é espantosa: desde 1980! Apenas em 3 décadas, tanto como em muitos milénios antes: assim se comportam os crescimentos exponenciais. Custa-nos entender que o mundo atual, no que a impactos sobre a bioesfera e os ecossistemas se refere, não tem nada que ver com aquele em que viviam os nossos avós.

Comer carne hoje não tem as mesmas implicações político-morais que tinha em 1930 - nem sequer as que tinha em 1980! Pois, com efeito, uma das coisas que você não acredita é que o tipo de dieta que se faz - que nós fazemos nos países ricos - possa ter um grande impacto socioecológico e converter-se numa dimensão determinante de (in)justiça global. Bem, isto era o que desejava mostrar neste artigo: enquanto que num “mundo vazio” (a saber: um planeta com poucos seres humanos e muita natureza) a dieta não seria um assunto com grande peso político-moral - excepto para aqueles que desafiassem os confins de uma moral estritamente antropocentrica - num “mundo cheio” ou saturado em termos ecológicos (um planeta com muitos seres humanos e pouca natureza - em termos relativos) é-o. (sobre a noção de “mundo cheio” veja-se Daly, 1991)… Por isso, qualquer pessoa que defenda valores igualitários, a quem se preocupa com a sustentabilidade e a justiça, deve considerar a fundo a questão da dieta - com independência do que opine sobre os “direitos dos animais”.

  • 60.000 milhões de animais de exploração...
Até há muito pouco tempo em termos históricos (deixemos a pré-história de lado), o consumo habitual de carne estava restringido a uns poucos ricos privilegiados. Era um assunto de casta e de classe: a maioria das pessoas só comia carne em ocasiões especiais. Contudo, durante a fase fordista-keynesiana do capitalismo (e como uma parte do insustentável modelo sócio-económico que se põe em marcha então, a partir de 1930-1950) desenvolveu-se uma autêntica indústria pecuária mundial, com grandes instalações industriais para a criação intensiva que albergam muitos milhões de animais. A produção mundial de carne, ovos e productos lácteos utiliza todos os anos mais de 60.000 milhões de animais para exploração: quase dez vidas anuais por cada vida humana (desde 2011 somos 7.000 milhões de seres humanos sobre esta terra). Se continuassem as insustentáveis tendências atuais, os efectivos pecuários mundiais poderiam superar os 100.000 milhões de animais em 2050, dez vezes mais a população humana prevista para essa data (Tung, 2010; veja-se também FAO, FAOSTAT Statistical Database, em faostat.fao.org).

As dietas ricas em carne pertencem ao “estilo de vida” dos ricos deste mundo (igual ao automóvel individual, as segundas residências ou as viagens frequentes de avião); e são associadas a prosperidade ou modernidade, num mundo onde o nível de consumo ocidental se transformou no “standard” aos que estão “em vias de desenvolvimento” aspiram. Nas regiões industrializadas as pessoas continuam a consumir muito mais carne que as populações dos países pobres: uma média de 80kg por pessoa por ano contra 32kg. Mas esta brecha está a diminuir, e hoje mais de metade do total mundial de carne produz-se e consome-se actualmente nas regiões eufemisticamente chamadas “em vias de desenvolvimento”.

A produção mundial de carne multiplicou quase por 3 desde a década de 1970, aumentando só 20% na década posterior ao ano 2000. Como resumia a revista agropecuária estado-unidense “Farmer and Stockbreeeder” na sua edição de 30 de Janeiro de 1962, “a galinha poedeira de hoje em dia só é, depois de tudo, uma máquina de conversão muito eficiente, que transforma a matéria prima - substâncias alimentícias - num produto acabado - o ovo - descontando, claro, os gastos de manutenção.” (citado de Harrison 1964. p. 50). Isto não deveria preocupar-nos só porque a existência da imensa maioria das galinhas - e outros animais de fazenda - se tenham convertido num inferno sobre a Terra, se não porque os impactos socioecológicos desta reificação e mercantilização da vida não são assumidas. A intensificação da produção animal industrializada num “mundo cheio” implica que o sector pecuário compita em maior medida - e mais directamente do que antes - pela terra, a água e outros recursos naturais escassos. Isto tem enormes consequências em termos de justiça e sustentabilidade.

  • … e os impactos que essa produção industrial gera num “mundo cheio”
Quando comemos carne de animais criados com produtos agrícolas - como soja ou milho - que nós, seres humanos, podíamos comer directamente, perdemos a maior parte da energia bioquímica das plantas. Trata-se de uma espécie de “lei de ferro” da alimentação (as vezes denominada “lei de Lindeman”): cada vez que se sobe um escação na cadeia alimentar, perdem-se aproximadamente 9 décimas partes da biomassa. Assim, um aproveitamento eficiente dos recursos alimentares exige a permanência na base da cadeia alimentar. Num “mundo cheio”, só podemos alimentar adequadamente todos os seres humanos com dietas basicamente vegetarianas … Hoje, 85% da colheita mundial de soja - a fonte mais importante de proteína vegetal de alta qualidade - utiliza-se para a obtenção de azeite e farinha, e 90% da farinha destina-se ao fabrico de alimentos para animais de estábulo (MacDonald, 2012, p.303). Desde há bastante anos, aproximadamente 40% dos cereais do mundo e mais da terceira parte das capturas pesqueiras são usadas para alimentar a excessiva cabana pecuária mundial.

Há já alguns anos que o Conselho para a Alimentação Mundial da ONU calculou que dedicar à alimentação humana entre 10 e 15% do grão que se destina ao gado, seria suficiente para levar as rações ao nível calórico adequado, erradicando o flagelo da fome (Goodland e outros 1984, p.237). O problema piorou desde então.

Um estudo a cargo dos Amigos da Terra, tornado público no início de 2012, indica que a “pegada do uso da terra” da UE (que calcula a superfície que este conjunto de países necessita para dispor dos produtos agrícolas e florestais que utiliza) inclui pelo menos 60% de terras fora das suas fronteiras (Duch, 2012). Os 640 milhões de hectares da pegada europeia equivalem a 1,5 vezes a sua própria superfície: assim somos o continente mais dependente da “importação” de terras. Além disso, aproximadamente 70% dos produtos do mar consumidos na Europa provêm de oceanos e mares de fora...

Os chamados “países emergentes” aumentam o seu consumo de carne e peixe à medida que sobem na escala de “desenvolvimento” (desde muitos escalões por baixo de onde já nos encontramos!). China destinou em 2010 mais de 50% do seu fornecimento de milho, tanto nacional como importado, à alimentação animal (um aumento considerável tendo em conta os 25% que utilizava em 1980). Para garantir um tipo de dietas mais próximo do “standard ocidental”, a China recorre cada vez mais aos mercados mundiais - comprando principalmente soja mas também milho. Além disso, o grande país asiático está a arrendar e a tratar de controlar terras além das suas fronteiras para cultivar alimentos para a sua população e para o seu gado: é o preocupante fenómeno de acumulação de terras (land-grabbing), um dos sinais mais ameaçadores de choque contra os limites biofísicos do planeto, no início do século XXI (GRAIN, Hobbelink, 2012)...

Uma superfície equivalente à metade da terra fértil disponível na Europa já foi adquirida (a preços ridiculamente baratos) por capitais estrangeiros nos melhores lugares de países africanos ou sul-americanos. Só em África, o Global Land Project fala (num estudo de 2010 com valores de 2009) de 62 milhões de hectares em 27 países; e o Oakland Institute (2011) estima 50 milhões de hectares em 20 países. A agroindustria da Índia já formalizou acordos no Quénia, Madagascar, Moçambique, Senegal e Etiópia para cultivar e exportar para a Índia arroz, cana de açúcar, azeite de palma, lentilhas, verduras e milho, para alimentação neste último caso (Nelson, 2009).

Continuar a aumentar a produção mundial de carne, ovos e produtos lácteos tem uma repercussão directa sobre as perspectivas de aquecimento climático. Segundo a FAO, aproximadamente 18% das emissões globais de gases de efeito estufa (GEE) têm a sua origem no sector pecuário (9% das emissões mundiais de dióxido de carbono, 37% das de metano e 65% das de óxido nitroso). Mas outras análises - por exemplo do Banco Mundial - contabilizando emissões indirectas, aumentavam estes valores para 51% das emissões totais de GEE a nível mundial (Steinfeld e outros, 2006; Goodland e Anhang, 2009).

E se nos preocupam as repercussões da utilização massiva de agrocombustíveis sobre a segurança alimentar dos pobres, não nos inquietarão também as consequências do lombo de porco e dos enchidos?

“Durante os últimos anos, as implicações éticas de destinar milho, óleo de palma e cana de açúcar para produzir biocombustíveis estão a ser submetidas, justificadamente, a uma análise mais rigorosa, devido às potenciais repercussões negativas desta prática sobre os preços alimentares, a fome e o meio ambiente. Contudo, em 2007/2008 somente 4% da produção mundial de cereais (100 milhões de toneladas, das quais 95 milhões eram milho) foi utilizada para biocombustíveis. Em comparação, 35% dos cereais (756 milhões de toneladas) foram destinadas à alimentação animal. Em 2007 somente 12% do milho do mundo se utilizou para produzir etanol, enquanto que 60% foi parar ao fabrico de alimentos.” (MacDonald, 2012, pp.303-304)

  • Uma dieta não generalizável
A dieta corrente nos países do Norte - ou nas camadas com rendas maiores que os outros países - além de pouco saudável, não é generalizável ao conjunto do planeta. Vejamos alguns cálculos com valores de 1990 (como se verificará, o núcleo do problema permanece; além disso , desde então os problemas ecológicos mundiais não deixaram de piorar, ao mesmo tempo que continuava a crescer a população humana). Em 1990, para alimentar os mais de 5.300 milhões de seres humanos que então populavam o planeta, contou-se com uma colheita de 1.780 milhões de toneladas de cereais. Supondo-se uma distribuição igualitária, com esta quantidade poderiam alimentar-se suficientemente 5.900 milhões de pessoas: mas com o nível de consumo per capita da Europa Ocidental (especialmente el consumo de carne), só 2.900 milhões puderam.

Suponhamos que a colheita mundial de cereais aumenta até totalizar 2.000 milhões de toneladas. Com isto poderiam alimentar-se somente 2.500 milhões de pessoas com dieta estado-unidense (800kg de cereais por ano, a maioria consumidos indirectamente em forma de carne, ovos, leite, gelados…). Ou então 10.000 milhões de pessoas com a dieta hindu de então (200kg de cereais, consumidos directamente quase na sua totalidade). Nenhuma destas duas dietas é muito saudável, a primeira por excesso, a segunda por defeito. No meio termo encontra-se uma dieta que nutricionalmente é muito mais adequada, a dieta mediterrânea: com os 400kg de cereal por pessoa que consumiam os italianos em 1990 podiam alimentar-se 5.000 milhões de pessoas (Brown, 1997. P.77). Só que hoje – em 2012 – já somos mais de 7.000 milhões, e a população mundial ainda continua a aumentar …

Se 9.000 milhões de pessoas (a população em que talvez se estabilize a demografia humana durante o século XXI) tratassem de comer como hoje o faz o estado-unidense médio, fariam falta as terras de cultivo de mais de dois planetas adicionais para suportar essa dieta: 4.500 milhões de hectares – quando na Terra só existem uns 1.400 milhões de hectares de terra de cultivo (Trainer, 2011; nos espanhóis e espanholas não estamos tão longe do sobreconsumo de carne dos estado-unidenses, se contabilizarmos também no nosso caso a proteína animal proveniente da pesca, que igualmente sobreconsumimos. O mesmo cálculo, de outro ângulo: com dieta estado-unidense, e tendo em conta que temos de cultivar mais coisas que alimentos em terras agrícolas (fibras por exemplo, ou matérias primas para a indústria…) o planeta só poderia dar sustento a 1.500-2.000 milhões de pessoas.

Não se pode ignorar, também que a produção agropecuária de hoje é insustentável a médio prazo (depende crucialmente de recursos não renováveis cujo auge nos estamos a aproximar: petróleo, gas natural, fosfatos)… Não há forma de conceber um mundo sustentável para 17 mil ou mais milhões de seres humanos salvo em termos de agroecologia, soberania alimentar e dieta basicamente vegetarianas.

  • Para concluir
Passar de uma dieta muito carnívora para uma basicamente vegetariana supõe reduzir fortemente o impacto socio-ecológico relacionado com as actividades de alimentação. Deveríamos mudar as nossas pautas de alimentação até uma dieta basicamente vegetariana – a “dieta mediterrânea” que antes evocamos -, muito menos rica em carne e pescado que a actual, e deveríamos renunciar por completo a ganadaria extensiva: criação de aves em corrais abertos, gado bovino e ovino que pastam livremente em prados, etc. (e a ele a condição, claro está, de que se minimize o sofrimento provocado aos animais no transporte e que se sacrifiquem com métodos indolores.) Em torno destes objectivos deveria poder articular-se uma ampla coligação social que unisse ecologistas, defensores dos animais, fazendeiros de montanha (e pequenos fazendeiros em geral), preservadores das raças nativas, activistas pela alimentação natural e consumidores conscientes. Como já sugeri há muitos anos, o lema de uma coligação assim poderia ser “menos carne, melhor carne, vida para o campo” (Riechmann, 2003). E a uma coligação semelhante não deveriam juntar-se os e as socialistas/comunistas do século XXI?

Os sistemas agropecuários actuais já produzem hoje impactos ecológicos inaceitáveis, e – se pensamos no futuro – são ecologicamente insustentáveis. Por outro lado, num mundo onde centenas de milhões de humanos estão sub-nutridos ou morrem de fome, e em cujo horizonte presentimos problemas cada vez mais graves para alimentar adequadamente uma população crescente, não podemos desperdiçar tanta comida criando animais como fazemos hoje. A produção de cereais per capita alcançou um máximo em 1985 e desde então, com todos os esforços realizados, foi diminuindo (Meadows, Randers e Meadows, 2006, p. 120): é outro dos indícios flagelantes de choque contra os limites num “mundo cheio”. Como assinala Esther Vivas,

“Se a “revolução verde” prometeu acabar com a fome no mundo e não o conseguiu – pelo contrário: os valores absolutos de famintos não têm parado de aumentar, superando os mil milhões segundo indica a FAO – o aumento na produção de carne não significou uma melhoria na dieta. Antes (…) o aumento do consumo de carne gerou maiores problemas de saúde e a sua lógica productivista teve um impacto muito negativo no meio ambiente, no campesinato, nos direitos dos animais, e nas condições laborais. Aumentar a produção não implica um maior acesso àquilo que se produz, como bem demonstrou o fracasso da “revolução verde” e a “revolução fazendeira”. (Vivas, 2012)”

Assim a resposta à pergunta posta pelo título deste artigo deveria ser, na minha opinião: um socialista e uma comunista do século XXI deveriam estar conscientes de que só dietas com uma pequena fracção do conteúdo de carne, peixe e produtos provenientes da ganadaria industrial do que hoje se considera “normal” são coerentes com o resto da sua ideologia de emancipação humana.

Se é que levamos a sério os valores da igualdade, justiça e sustentabilidade, claro está.

  • Uma nota sobre a questão das touradas
Concedemos que a mal apelidada “festa dos touros” seja cultura – no mesmo sentido em que os tormentos que aplicava aos seus réus a Santa Inquisição formavam parte da cultura espanhola da época – mas, será por isso um bem? Que uma determinada prática venha enraizada numa tradição ou numa cultura nada nos diz sobre a sua justificação ética. Não se trata de que regionalistas ou nacionalistas periféricos questionem uma suposta essência cultural espanhola, se não de algo de muito maior profundo: a tomada de consciência sobre espectáculos cruéis onde se tortura e mata seres sencientes que sentem dor, medo e outros sentimentos similares aos nossos.

As práticas culturas que servem de invólucro à tortura de seres vivos – desde a caça da raposa à festa vermelha da matança de atuns nas ilhas Feroe – são inaceitáveis. Não disfarcemos a sua brutalidade e inumanidade: trata-se de sinais de barbaridade. A comparação com outras práticas culturais como a ablação do clitóris não supõe que se rebaixe a condição das mulheres, mas sim que em ambos os casos um traço cultural, em determinadas sociedades, é incompatível com o princípio de humanidade.

O sacrifício mais ou menos ritual do touro no decorrer da corrida comporta um grande sofrimento e destruição do animal incompatível com uma consciência civilizada. O sacrifício de seres humanos e de animais não-humanos é parte da história da humanidade e constituiu inclusive o núcleo do sagrado em determinadas formas de organização social: mas a sua persistência, por muito que a assume uma parte de uma sociedade, é incompatível com o progresso moral nas mentalidades e acompanha a reprodução de comportamentos inumanos.

Com a supressão das corridas de touros pode avançar-se para uma reconsideração profunda da relação entre o ser humano, os animais não-humanos e a natureza. Não devemos apoiar práticas sociais que legitimam a submissão aos impulsos primários e a violência.

Publicado na revista Viento Sur. Tradução de Inês Ribeiro.

Fonte do texto: Debate da Associação Política Socialista Revolucionária


publicado por Maluvfx às 15:20
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Sábado, 19 de Janeiro de 2013
Touradas na ilha Terceira: Tradição e Turismo
Touradas na ilha Terceira Tradição e Turismo por José Ormonde


publicado por Maluvfx às 08:55
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Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2013
Agar-Agar, Goma Xantana. O que é isso?
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Ágar ou kanten

O ágar-ágar é um espessante extraído de algas marinhas e que permite fazer gelatina quente, e é utilizado em alguns restaurantes para fazer espumas ou gelados com os sabores desejados, no momento e à sua vista. Ágar é um agente gelificante vegetariano derivado de algas marinhas secas. Embora o ágar possa ser colhido ao natural, é comum ser cultivado comercialmente. Como gelatina, o ágar é termo-reversível, mas em temperaturas bem altas, e possui cerca de 5 vezes mais propriedades estabilizadoras. Diferente da gelatina, o ágar se firma à temperatura ambiente, e mantém seu formato quando aquecido. Um solução de ágar a 1,5% forma um gel ao esfriar à temperatura ambiente que só derrete acima de 85°C. Esta é principal propriedade do ágar e encontra muitos usos nas aplicações alimentares. O teor em açúcar tem efeito considerável sobre o gel de ágar. Níveis maiores de açúcar tornam os géis mais firmes, com textura mais rendosa. É utilizado em produtos dietéticos, especialmente para substituição da gelatina animal, na alimentação vegetariana.

Goma xantana

É obtida a partir da fermentação de amido de milho com uma bactéria (Xanthomonas campestris). O produto resulta num polissacarídeo com grande poder espessante, e se destaca também pelo seu efeito de potencial suspensor de elementos sólidos num meio líquido. É usada para modificar a viscosidade de líquidos, em baixa escala (normalmente 1/3 colher de chá para 1 galão). Por conta da dificuldade em misturar a goma xantana com um líquido por igual, deve-se misturar bem lentamente, em liquidificador em velocidade máxima. Muitos sorvetes e picolés, mesmo os gelattos italianos, pedem dois ingredientes principais: goma xantana e algumas vezes goma guar.

Outra característica interessante da goma xantana é sua capacidade de afinar quando submetida às forças como sacudir (shake), o que a faz ótima para molhos, pois irá encorpar de novo após ter saído da garrafa. Evita que o óleo se separe nas emulsões líquido- óleo, tipo molho de salada. É mais estável em várias temperaturas e pH que outros tipos de gomas.

É usada também para dar à massa sua elasticidade necessária em assados isentos de glúten, pois o glúten geralmente confere essa característica elástica à massa. E não importa como seja usada, a goma xantana sempre permanece sem cor e sem sabor, assim pode ser adaptada à qualquer necessidade.

"Ás vezes uma receita pede um ingrediente e usamos sem saber o que realmente é. Quantas vezes comemos um produto e nem lemos no rotulo o que estamos ingerindo. Será que é veneno? O que será? Muitas vezes nem nos perguntamos. O que será que é isso? E o pior nem nos preocupamos em procurar o significado do que estamos ingerindo. Podre de Nós."

Fonte


publicado por Maluvfx às 06:07
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Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2013
"a minhoca sem abrigo e o pássaro vegetariano"
Cesária era uma minhoca sem abrigo que arrastava um saquinho com os seus pertences pelos caminhos não alcatroados da floresta. Como não tinha muita coisa de seu, o saco não lhe pesava muito, mas o peso que o saco tinha era o bastante para ela achar que era dona de muita coisa e que dentro do seu pequeno saco estava um verdadeiro tesouro. Por isso ela já se havia defendido com unhas e dentes de algumas minhocas malandras que lho queriam roubar, se bem que isto é uma maneira de dizer, uma força de expressão, já que Cesária, por ser uma minhoca, não tinha unhas nem dentes.

Sem casa nem caminha certa, ela andava com toda a liberdade por sítios onde nunca antes nenhuma minhoca se havia aventurado. Provava folhas e frutos de árvores e arbustos, guardava pequenos pedacinhos saborosos, e só à noite, quando estava escondidinha num lugar seguro, se deliciava com o seu repasto.

Nunca ninguém lhe tinha perguntado porque é que ela não tinha casa nem família, e por isso mesmo, ouviam-se sobre a minhoca Cesária as histórias mais variadas. Uns diziam que ela era má e por isso não tinha casa nem amigos, outros diziam que ela era curiosa e aventureira e por isso corria a floresta, uns achavam que por ela não ter nada não era mesmo nada interessante e outros finalmente achavam que ela era tão pobre que nem valia a pena falar dela.

Isto não era nada importante para a Cesária e nem lhe passava pela cabecinha de minhoca que alguém pudesse falar dela e do que tinha ou do que não tinha. Mas, se alguém alguma vez lhe tivesse perguntado, Cesária diria que a sua casa era a floresta inteira até ao dia em que achasse no caminho um lugar onde valesse a pena ficar e guardar o seu saco.

Estávamos nós já perto do Outono quando Cesária, que sentia o arrefecimento progressivo dos dias na sua pele fininha, deu de caras com uma enorme e apetitosa maçã vermelha. Prontamente ela se decidiu a fazer-lhe um buraquinho para poder passar a noite mais quentinha e abrigada do vento forte. Começou pois a trincar a maçã vermelha muito devagar, com a sua paciência de minhoca, até fazer uma porta bem redondinha. Depois, puxou o seu saco para dentro e adormeceu confortavelmente com sonhos bonitos. Ainda não era bem de manhã para uma minhoca dorminhoca como ela, quando acordou com uns estremeções e um barulho assustadores. Muito alvoroçada espreitou à porta da sua maçã e viu um bico amarelo e voraz vir na sua direcção. Pensando que era o seu fim, Cesária gritou o mais alto que uma minhoca pode gritar: aiiiiiiii!!!! - O que vale é que os pássaros têm muito bons ouvidos e Juvenal arregalou os olhos à procura de quem tinha assobiado tão baixinho.

A pobre Cesária tremia muito, muito, e o pássaro Juvenal olhava para ela curioso – Não tenhas medo! – disse-lhe ele num chilreio carinhoso - E o que tens tu dentro desse saco? Posso saber?
- Ora essa, tenho muitas coisas! Tenho todas as minhas coisas! Mas isso não interessa a um pássaro comilão, pois não?
- É claro que me interessa, senão não te estava a perguntar não achas?
Cesária achou que ele tinha razão. Ninguém deve fazer perguntas sobre uma coisa que não queira saber. E pela primeira vez Cesária despejou o seu saco e mostrou a alguém o que nele guardava. Folhas e pedrinhas de muitas cores, algumas tão brilhantes que se diria guardarem o sol.
- Que lindas! – Exclamou Juvenal verdadeiramente embasbacado – Tens aí um tesouro! Eu no meu ninho não tenho nada de tão belo. Queres conhecer o meu ninho? Anda, anda daí.

Cesária não era tola e sabia perfeitamente que os pássaros comiam minhocas, prendendo-as no bico para depois as engolirem e engordarem o papo. O que Cesária não sabia era que Juvenal era um pássaro diferente. Juvenal era vegetariano e alimentava-se só de folhinhas e frutos porque tinha muita pena de comer os pequenos bichinhos como as minhocas.

Está-se mesmo a ver que Cesária e Juvenal ficaram muito amigos. Ela era uma minhoca sem abrigo que arrastava um pequeno saco, e ele um passarinho que voava sozinho sem um bando que o acolhesse. Os dois conheciam e apreciavam o gosto das folhas mais tenras e raras e das maçãs e pêras mais suculentas. Sabiam onde encontrar as melhores bagas e sementes e como combinar os seus paladares das maneiras mais exóticas e requintadas.

Com o tesouro das pedrinhas brilhantes como o sol e com muito afinco de ambos, Cesária e Juvenal inauguraram nesse mesmo Inverno junto à arvore da maçã vermelha um restaurante vegetariano que foi um verdadeiro sucesso.

Foi assim que Cesária encontrou em Juvenal o abrigo que sempre procurara e que o restaurante dos dois bons amigos se tornou o local mais famoso da floresta das olaias.

por Bastet


publicado por Maluvfx às 14:14
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Quarta-feira, 9 de Janeiro de 2013
Bagas goji, o poderoso antioxidante
Já ouviu falar das bagas goji? Saiba porque razão estão na moda. Há cada vez mais estudos a reforçar os benefícios deste fruto, com múltiplas propriedades. Goji é a fruta da planta Lycium barbarum, proveniente dos Himalais, (Norte da China e Tibete). Apresenta-se em forma de baga vermelha, com um aspeto semelhante à uva passa.

Embora seja usado há milhares de anos na China, Tibete e Índia, tanto na alimentação como constituinte de fórmulas de fitoterapia da Medicina Tradicional Chinesa, só começou a despertar o interesse da ciência ocidental, quando se começou a descobrir a sua qualidade nutritiva e o seu poder antioxidante.

Conheça algumas das suas propriedades:

Ajuda a proteger os olhos
As bagas goji são uma fonte rica de carotenoides beta-caroteno e zeaxantina, que desempenham um papel fundamental em manter a retina saudável.
Além disto, ao incluir carotenoides regularmente na sua dieta, pode também ajudar a diminuir o risco de degeneração macular que se desenvolve com a idade, ajudando ainda a melhorar a sua visão geral e a função ocular.

Redução dos níveis de glucose no sangue
Outra razão para incluir no seu dia a dia as bagas goji é porque se tem verificado que ajudam a reduzir os níveis de glucose no sangue que se verificam após uma refeição rica em hidrocarbonatos. Isto significa que não terá tantos problemas com as variações de energia ao longo do dia e pode ajudar os que sofrem de diabetes.

Ajuda do sistema imunitário
Se tem tendência para adoecer com frequência no inverno, as bagas goji podem ajudar a evita-lo, estimulando o seu sistema imunitário.
Os que praticam exercício intenso também devem prestar atenção a este benefício, uma vez que o exercício intenso também pode com o tempo enfraquecer o sistema imunitário tornando-se vital que faça tudo o que puder para o fortalecer.

Diminuição dos níveis de colesterol
Outro benefício que as bagas de goji é que podem ajudar a diminuir os seus níveis de colesterol quando consumidas com regularidade.

Outros benefícios:
-Protege o corpo do envelhecimento e aumenta a longevidade
-Promove a energia e bem-estar em geral
- Protege contra doenças cardio-vasculares e inflamatórias
- Fortifica e mantém um sistema imunitário saudável
- Alguns estudos apontam como tendo propriedades anti-cancerígenas
- Combate a artrite
-Ajuda no processo digestivo e na perda de peso
- Fortalece e suporta a função saudável do fígado e dos rins
- Fortalece os ossos e os tendões
- Mantém um sistema nervoso saudável
- Protege a pele dos danos causados pelo sol
- Aumenta a líbido e o desempenho sexual
- Promove a fertilidade

Como usar
Ingerir diretamente do pacote ou misturas com outras frutas secas e/ou frescas, em batidos, mueslis, chás. Também podem ser demolhadas em água. Esta água é excelente para hidratar o corpo e pode ser usada como base para qualquer receita culinária.

Dosagem
Quantidade razoável: 15 a 45 gramas diárias, ou seja, cerca de uma mão-cheia.

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publicado por Maluvfx às 09:59
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Terça-feira, 8 de Janeiro de 2013
DEFENSORES DOS ANIMAIS; QUEM SÃO E O QUE FAZEM
No passado, ser um defensor dos animais era tido como uma pessoa careta ou esquisita. Dava a impressão que era uma pessoa que não gostava de gente. Tudo isso mudou. Hoje os defensores estão em todas as camadas sociais e inclusive entre os intelectuais e artistas.


Rodeios, experimentação com animais, touradas, animais de circos, abandono de animais, leis de proteção animal, brigas de galos e de cães, maus tratos aos animais, tráfico de animais silvestres, defesa das baleias, vegetarianismo e veganismo, contra o trabalho de animais, contra o uso de produtos derivados de animais e muitos outros itens fazem parte do trabalho diário dos defensores.  

Na verdade há vários tipos de defensores, desde os mais simples que apenas cuidam bem dos animais e se preocupam por eles, até os extremamente radicais que arriscam suas vidas em defesa dos animais como, por exemplo, o grupo Igualdad animal da Espanha, o Greenpece, o Sea Shepherd e vários outros. Entretanto todos tem algo em comum, o grande amor pelos animais.

Os defensores mais simples em geral são carnívoros, ainda não perceberam que não combina bem defender um animal enquanto come outros. Mas apesar de tudo, já é um início. Com o tempo e dependendo de várias circunstâncias e por diversos caminhos alguns acabam percebendo que é uma incoerência defender animais enquanto promove sua matança comprando carne. E assim, um dia tomam a grande decisão, não se deve comer carne de quem se defende.

Há um grupo de defensores intermediários. São pessoas que às vezes não tem muito tempo para se dedicar a causa animal, assim, são vegetarianos, tratam bem os animais, lêem sobre os temas de defesa dos animais, mas não tem muito como agir para defendê-los.

Há também um grupo totalmente voltado para a defesa dos animais. Passam o maior tempo possível conforme suas vidas lhes permite, dedicando-se aos animais. Essa dedicação acontece das mais diferentes maneiras. Alguns são bem práticos, saem às ruas para ajudar os animais, fazem regate, denunciam, cuidam, montam ONGs para abrigar animais e muitas outras atividades práticas. Essas pessoas são as que mais sofrem em suas tarefas em defesa dos animais, pois só encontram barreiras daquelas pessoas que não entendem o sentido de defender os animais. Em muitos casos, conseguem até inimigos.

Outro grupo cada vez mais importante entre os defensores é um grupo mais intelectual, usam seus conhecimentos técnicos, artísticos ou de formação para ajudar os animais. Por exemplo, há nesse grupo veterinários que poderiam estar comodamente apenas exercendo suas profissões, mas vão mais além, dedicam-se ao salvamento dos animais. Há pessoas com formação que envolve ética, direito, etc. Que usam essas ferramentas para ajudar os animais, escrevendo, divulgando, denunciando e tudo mais. Há também o grupo dos artistas. Usam de seu carisma e de sua arte em defesa dos animais. Aliás, este é o grupo que mais tem crescido nos últimos anos.

Cantores, músicos, atores e muitos outros aderem à causa animal e usam de sua influência junta ao público para passar uma mensagem positiva contra a exploração dos animais. A maior ONG do mundo, o peta, há muito descobriu que o melhor meio para passar uma mensagem em defesa dos animais ao grande público é justamente usando pessoas queridas e até adoradas pelo público, ou seja, os artistas. E neste aspecto tem obtido enorme sucesso, motivando milhões de pessoas a cada ano a um melhor entendimento sobre os animais.

Muitas pessoas passam a defender os animais apenas porque seus ídolos assim o fazem, outras, porque acham que se um grande astro fala a favor de uma causa, vale a pena pesquisar um pouco e ver do que se trata. De toda maneira acaba aderindo à causa, pois não há quem não pesquisa sobre direitos e defesa dos animais que logo não se convença de que deve mudar de atitude radicalmente e passar a defender os animais.

A defesa dos animais é uma causa lógica. Não há como fugir. Basta ter um mínimo de inteligência e boa vontade. Em meia hora de pesquisa séria e reflexão qualquer pessoa inteligente se dá conta do grande erro que vinha cometendo durante toda sua vida, o erro de considerar os animais como meros objetos, como produtos ou alimentos.

Os vegetarianos e veganos.

Um grupo que pode ser dividido em duas partes, aqueles que primeiro se tornaram defensores dos animais e em seguida perceberam que seria uma verdadeira hipocrisia defende-los e ao mesmo tempo come-los e, portanto a solução seria ser vegetariano em defesa dos animais, e um outro grupo que primeiro se tornou vegetariano pensando em si, ou seja, um corpo saudável, longe das doenças, longevidade, etc. Mas que depois vieram a descobrir que vegetarianismo tem tudo a ver com a defesa dos animais, e a partir de então passaram a se dedicar a causa dos animais.

Os defensores dos animais, apesar da modernidade dos meios que usam e da evolução da ética, ainda encontram muitas barreiras e inimigos. A principal delas é a tradição. Alguém no passado inventou determinado procedimento, como por exemplo, o famoso churrasco, ou qualquer outra coisa do gênero que tenha a ver com os animais. A partir daí isso vai passando de geração para geração e ninguém tem coragem de dar um basta.

Assim, sobre para os defensores dos animais, a árdua tarefa de dar um basta em muitas tradições, e claro que isso exige muita luta, é quebrar toda uma corrente, todo um pensamento enraizado nas pessoas, passado de pai para filho. Dizer a alguém que deve abolir o churrasco ou a tourada ou a pescaria em defesa dos animais não é tarefa fácil, o defensor não está enfrentando apenas uma pessoa, mas milhares que praticam a mesma atividade e até as gerações passadas que impingiram tais tradições.

Ainda outro inimigo de peso que o defensor enfrenta é a indústria animal. A indústria não usa apenas a parte material dos animais como a carne, a pele e outros produtos. Usa de uma ferramenta muito difícil de ser combatida, usa a propaganda a fazer de seus produtos. Faz com que os produtos derivados de animais pareçam indispensáveis e maravilhosos. Causa nas pessoas a impressão de que é totalmente impossível viver sem eles. Ao mesmo tempo, essa indústria que usa os animais é rica e poderosa possuindo meios para combater os defensores.

Ultimamente o que muito tem ajudado as pessoas que defendem os animais são os meios modernos de comunicação, sobretudo a internet. Grandes exemplos podemos ver recentemente quando milhares de pessoas se uniram através de e-mails, sites de relacionamentos, blogs, sites e tudo o mais para tentar dar um basta na poderosa indústria que usa peles de animais. Os resultados foram excelentes, essas pessoas unidas conseguiram dobrar as poderosas marcas que usam peles, fazendo-as voltar atrás, dar esclarecimentos e até pedir desculpas.

Assim, as grandes ferramentas modernas para quem pretende defender os animais são duas, os meios principalmente com o uso da internet e a união. Hoje, um defensor isolado não consegue nada. A solução é a união. Assim, aqui recomendamos que entre para algum grupo em defesa dos animais, acompanhe os sites, blogs, e páginas dedicadas a estes temas.

por Leonardo Bezerra


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Segunda-feira, 7 de Janeiro de 2013
A Farinha de Alfarroba como substituto de Cacau



A farinha de alfarroba é conhecida como um substituto de cacau devido à sua semelhança em cor e sabor ao cacau em pó. Mas, quando comparamos um produto com o outro, vemos que, na realidade, a farinha de Alfarroba possui muitas vantagens em relação ao cacau.

O cacau têm elevado teor em lipídeos (cerca de 23%), enquanto que na farinha de Alfarroba esse teor é inferior à 1%.

A gordura do cacau é essencialmente constituída de ácidos graxos saturados e além disso, o cacau contém dois alcalóides – a cafeína e a teobromina – fortes estimulantes do sistema nervoso e do rítmo cardíaco.

Esses alcalóides são capazes de serem passados para bebês em fase de aleitamento através do leite materno. O cacau também possui a feniletilamina que é um composto que pode provocar enxaqueca e reações alérgicas. Já a farinha de Alfarroba não possui nenhum destes compostos.

A farinha de Alfarroba contém, em média, 48 a 56% de açúcar (sendo essencialmente sacarose, glicose, frutose e manose), 18% de fibra (celulose e hemicelulose), 0,2 a 0,6% de gordura, 4,5% de proteína e elevado teor de cálcio (352 mg/100g) e de fósforo.

Quando, em uma receita, se decide substituir o cacau pela farinha de alfarroba, deve-se retirar um pouco da quantidade de açúcar e adicionar um pouco mais de gordura, devido à alta concentração de açúcares da farinha de Alfarroba e seu baixo conteúdo lipídico.

Você poderá substituir até 50% da participação do cacau em sua receita, ao utilizar a farinha de Alfarroba, com isso, pode-se conseguir reduções significativas no seu custo final.

A farinha de alfarroba confere ainda cremosidade, brilho e viscosidade aos produtos onde é utilizada como ingrediente.
Ela é um ingrediente com alto conteúdo de carboidratos naturais que representa 80% do produto. Nutricionalmente, esta farinha não contém anticorpos alergênicos nem teobromina e está isento de estimulantes cafeínicos, com baixo conteúdo de gordura.

A farinha de Alfarroba contém as Vitaminas A, B1 e B2, cálcio, magnésio e ferro. E Possui uma ampla gama de aplicações na indústria alimentícia, em confeitarias, sorvetes, bebidas, xaropes e medicamentos.

Se utilizar-se de grandes quantidades de farinha de Alfarroba no seu produto final, o resultado pode ser um produto com um sabor e aroma muito característicos que pode ser combinado com o cacau, a baunilha, avelãs e etc.

Para que o produto fique com o sabor melhorado, aconselha-se a utilização de aroma de cacau, quando substituir-se totalmente este pela farinha de Alfarroba. Mas, quando em substituição parcial a esta adição de aroma fica à cargo do próprio desenvolvedor do produto.

A farinha de Alfarroba por ser um produto com alto teor de açúcares, naturalmente, dá ao produto final um sabor equilibrado entre o doce e o amargo, diferentemente do cacau que possui um sabor essencialmente amargo, sendo necessário a adição de uma quantidade significativa de açúcar.


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Quinta-feira, 3 de Janeiro de 2013
SEMENTES: Chia


Esta matéria é uma pesquisa que o Dr.Giovanni Tosco realizou por mais de cinco anos, recompilando pesquisas científicas de todo o mundo sobre a chia (Salvia hispanica) cujos benefícios são demonstrados no presente trabalho, que compara com outros produtos naturais com ácidos graxos ômega-3 e que não contêm colesterol, tanto no uso humano como no animal.

Resumo: A evidência científica apóia fortemente a chia como a fonte mais eficiente para enriquecer alimentos com ácidos graxos/gordos ômega-3. Ao agregar na forma direta semente ou farinha de chia ao produto final, ou incluindo-a nas dietas animais, não apareceram nenhum dos problemas que têm outras fontes de ômega-3, como a linhaça ou os produtos marinhos que mostram sabor de pescado, perda de peso nos animais, problemas digestivos, diarréia, alergias etc.
Por séculosos nativos das Américas usaram a semente da “chia” como alimento básico.
Os soldados astecas subsistiram com a “chia” durante suas batalhas e expedições. Os nativos do sudoeste comiam somente uma colher das de chá para uma marcha de 24horas, iam do Rio Colorado ao Oceano P
acífico, para negociar turquesas por conchas marinhas, levando somente uma bolsa com “chia” como alimento de sustento.

Sustentados pelas sementes de “chia” os índios Tarahumaras (os dos pés ligeiros) do México, caçavam as presas, perseguindo-as até cansarem. Em 1997 um Turahumara de 52 anos ganhou a Maratona Nike de 100 milhas, calçando somente suas sandálias feitas em casa.

Por que a semente de “chia” é um alimento de alta energia e resistência?

A “chia” é uma completa fonte de proteínas, proporcionando todos os aminoácidos essenciais.
Comparada com outras sementes, a de “chia” provê a mais alta fonte de proteínas; entre 19 e 23 por cento do seu peso é proteína.

Uma das maravilhas, somente encontrada na “chia”, é a sua habilidade de absorver mais de 12 vezes seu peso de água. Esta habilidade de segurar água, pode prolongar hidratação e retenção de eletrólitos em fluidos do corpo, especialmente durante esforços. Uma normal retenção de fluidos assegura uma normal dispersão de eletrólitos para atravessar a membrana celular. Mantém um bom balanço de fluidos para ajudar as funções celulares.

Propriedades do gel de“chia”

As sementes de “chia” têm uma capa de gel que protege a semente dos climas áridos e quentes onde são semeadas.

Quando uma colherada de “chia” é despejada num copo d’água e deixada por 30 minutos, se formará como uma gelatina sólida. Este gel, ou gelatina,é criado devido à fibra solúvel que contém.
Pesquisadores acreditam que este mesmo gel é o fenômeno que ocorre no estômago quando a comida contém este tipo de fibra pegajosa conhecida como mucilagem.

O gel criado, quando ingerido, produz uma barreira física, que divide as enzimas digestivas dos carboidratos, isto faz uma lenta conversão de carboidratos em açúcar. Tende a fazer uma digestão lenta e mantém os níveis de açúcar no sangue, a qual pode ser útil na prevenção e controle da diabetes.

Fácil de digerir, a absorção de água na “chia” é uma ajuda importante para a digestão humana. A “chia”amolecida n’água é melhor absorvida e digerida. Isto significa um rápido transporte aos tecidos.

Muita gente ainda utiliza esta cultura milenar na preparação de uma bebida refrescante e popularchamada “chia fresca” ou “água de chia”, que se consume no sudeste do México e América central, bem como na Califórnia e Arizona, nos Estados Unidos.

Muita gente ainda utiliza esta cultura milenar na preparaçãode uma bebida refrescante e popular chamada “chia fresca” ou “água de chia”, que se consume no sudeste do México e América central, bem como na Califórnia e Arizona, nos Estados Unidos.

A chia é uma excelente fonte de proteína, minerais e vitaminas do complexo B, é fácil de usar na preparação de alimentos e segura, não somente nas fórmulas para animais, como também para os humanos.

As Chia seeds (sementes de sálvia hispãnica) são um super-alimento antiquíssimo, proveniente das culturas pré colombianas. Chia é a palavra maia para designar força. As sementes eram utilizadas por estas culturas como alimento de mega-energia. Os mexicanos costumam dizer que uma colher das sementes é o suficiente para sustentar uma pessoa por 24 horas. E isto tudo porque elas possuem cinco vezes mais cálcio que o leite, duas vezes mais potássio que as bananas, três vezes mais anti-oxidantes que as famosas uvas-do-monte, três vezes mais ferro que o espinafre. São uma fonte de proteína completa, fornecendo todos os aminoácidos essenciais de que precisamos. São também mais ricas em fibras do que a aveia e contêm mais ômega 3 que a linhaça.

Sementes de Chia - Artigo Completo

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As sementes de chia são um dos alimentos mais poderosos, funcionais e nutricionais do mundo, porque são uma excelente fonte de fibra, com antioxidantes e minerais, e a fonte vegetal conhecida mais rica em em ácidos gordos ómega 3. Ainda mais rica do que a Quinoa, por exemplo. Estas sementes são originárias da planta do deserto Salvia Hispanica, da família da menta, no sul do México. Há sementes cinzentas, castanhas, pretas e brancas. A variedade de sementes brancas é designada como Salba. Na Era Pré-Columbiana, as sementes de chia eram um componente das dietas aztecas e maias. A chia representava a ração de sobrevivência dos guerreiros aztecas. 2 colheres de sopa destas sementes conseguiam suster um guerreiro que marchava durante 24 horas. Os aztecas pagavam os seus impostos com estas sementes que eram, também, usadas como moeda.

Sugestão de utilização: pode espalhar as sementes inteiras ou moídas em cereais (eu utilizo nos corn-flakes logo de manhã, por exemplo), iogurtes, saladas, etc. Pode ainda moê-las e aidioná-las à farinha para fazer pão. Também pode usá-las como bebida fresca, colocando 2 colheres de chá de sementes de chia em 250 ml de água, mexendo e deixando repousar até criar um líquido ligeiramente gelatinoso. Como as sementes conseguem absorver várias vezes o seu peso de água formando uma espécie de gelatina são óptimas como substituto de ovo.

Em conclusão:
• A mais rica fonte de Ómega 3 e fibra na natureza
• Mais seis vezes cálcio do que o leite inteiro
• Mais três vezes ferro do que os espinafres
• Mais quinze vezes magnésio do que os bróculos

É adquirida em qualquer loja de produtos naturais ou em lojas de produtos para animais (estas sementes também são utilizadas como ração de pássaros, mas podem ser perfeitamente consumidas pelos humanos também).

Hoje em dia, estudos científicos provam que a chia proporciona grande número de nutrientes interessantes, de tal modo que esta semente mágica está a ser redescoberta pelos nutricionistas e está a ganhar rapidamente uma enorme popularidade, quer seja na alimentação humana ou na dos animais. Actualmente a chia é cultivada para fins comerciais no México, Argentina, Bolívia, Peru e Colômbia.

A chia pertence, exactamente como o psílio e a linhaça, às sementes mucilaginosas. Estas sementes são de facto ricas em mucopolis-sacarídeos e constituem uma excelente fonte de fibras alimentares solúveis e insolúveis. São os mucopolissacarídeos solúveis que formam um gel mucoso incolor à superfície das sementes, quando entram em contacto com a água. Quando se mete um punhado de sementes de chia num copo de água, constata-se que após alguns minutos o copo está cheio com um tipo de gel pectinoso. Estas mucilagens são benéficas para os intestinos. Em primeiro lugar podem fixar até 12 vezes o seu peso em água, o que faz que melhorem a qualidade e a consistência das fezes em caso de diarreia. Além disso estes mucopolissacarídeos constituem também uma camada de mucilagem na parede intestinal de tal modo que as bactérias patogénicas são travadas nos seus efeitos danificadores e que as mucosas do intestino possam recuperar mais depressa.


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Sementes de Chia (Salvia hispânica)

Estas sementes de forma oval com 2mm de comprimento, são oriundas do México e Guatemala, e eram consideradas um super alimento para os incas e maias, sendo que os seus guerreiros alimentavam-se alguns dias só com estas sementes em tempos de batalhas. O significado de Chia é “força”, pela energia que proporciona e naquela época valiam mais do que o próprio ouro.

Vejamos as suas características:

Cerca de 19 a 23% do seu peso é proteína completa, contem todos os aminoácidos essenciais em equilibrio perfeito.
60% do seu óleo é Ómega 3 e 40% Ómega 6.
Contem: 6 vezes mais cálcio do que o leite, 3 vezes mais ferro do que os espinafres, 15 vezes mais magnésio do que os brócolos. É também rico em magnésio, manganésio e boro (que também é fundamental para os ossos).
Conteúdo de antioxidantes superior ao dos mirtilos.
100% natural, sem glúten e não OGM.

Benefícios:

As sementes de Chia são o sonho de quem faz dieta, pois eliminam a fome por aumentarem o seu volume evitando assim o desejo de ingerir mais alimentos e além disso limpam o corpo das toxinas dos intestinos.
Equilibram o açúcar no sangue, garantindo energia ao longo do dia e diminuindo o risco de diabetes tipo 2.
Ajudam a regular o trânsito intestinal, previne diverticulos (diverticulose), pois a sua fibra solúvel hidrata o cólon e facilita o movimento peristáltico.
Elimina os desejos constantes de petiscar comida.
Ajuda a diminuir os níveis de colesterol e triglicéridos.
São também muito benéficas para desportistas, pois por serem hidrofilicas, e absorverem até 10 vezes o seu peso em água, mantêm o corpo hidratado.
No caso de refluxo gastro esofágico, colocar 1 colher de chá de sementes de chia num pouco de água, mexer e beber de imediato. Aguardar uns minutos e depois beber 1 copo cheio de água. Ajudam a absorver o excesso de ácido.


Indicadas para:

Perda de peso e manutenção
Problemas da tiróide
Hipoglicémia e diabetes
Sindroma do cólon irritável
Doença celíaca
Refluxo gastro esofágico
Hipercolesterolemia


Vale a pena experimentar as sementes de Chia.


A Natureza dispõe de tudo o que precisamos para o nosso bem-estar.

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As vantagens da semente de chia


A alta concentração de ácidos gordos ómega-3 traz grandes benefícios para a saúde do seu coração.

Se está a par das novidades sobre os chamados superalimentos, sabe que as sementes de chia ganharam reputação de estrelas. As sementes de chia (sálvia-hispânica) são um dos alimentos mais poderosos, funcionais e nutricionais do Mundo, porque são uma excelente fonte de fibra e o sonho de quem faz dieta, pois eliminam a fome por aumentarem o seu volume, evitando assim o desejo de ingerir mais alimentos.

As sementes de chia têm elevados níveis de ómega-3, o que é invulgar no mundo das plantas, segundo a reputada nutricionista australiana Catherine Saxelby. Elas são 18% ALA (ácido alfa-linolénico) – a forma vegetal de ómega-3 –, que é aproximadamente a mesma da linhaça. As suas outras potencialidades incluem grandes quantidades de fibras e proteínas e uma variedade de vitaminas e sais minerais, incluindo cálcio, fósforo e ferro.

  • Uma receita simples: triturar polpa de manga (ou papaia) com um pouco de água, depois adicionar 2 colheres de chá de sementes de chia, xarope de agave, misturar bem e levar ao frigorífico 15 minutos. Consumir de seguida.
  • Pode polvilhar sementes de chia em quase tudo: nos cereais, nos batidos, iogurtes – sem prejudicar o sabor. A Dra. Saxelby sugere ainda:
  • Use-as no polme dos rissóis, almôndegas ou hambúrgueres. «Elas acrescentam um mastigar agradável, assim como sementes de papoila.»
  • As sementes de chia branca têm um sabor neutro e uma cor luminosa, por isso são um substituto ideal para a farinha branca em bolos caseiros.
  • Misturar 1 ou 2 colheres de sopa de sementes num copo de água e adicionar ao caldo da sopa.




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SEMENTES: Linhaça
Propriedades
Nos últimos anos tem-se publicado uma grande quantidade de informação sobre os efeitos curativos da semente de linhaça moída. Os investigadores do Instituto Científico para estudo da linhaça do Canadá e dos Estados Unidos , têm enfocado sua atenção no rol desta semente na prevenção e cura de numerosas doenças degenerativas. As investigações e a experiência clínica têm demonstrado que o consumo em forma regular de semente de linhaça, previne ou cura as seguintes doenças :

Cancro: de mama, de próstata, de colon, de pulmão, etc., etc.
A semente de linhaça contém 27 componentes anti-cancerígenos , um deles é; a LIGNINA. A semente de linhaça contém 100 vezes mais Lignina que os melhores grãos integrais. Nenhum outro vegetal conhecido até agora iguala essas propriedades . Protege e evita a formação de tumores . Só no câncer se recomenda combinar semente de linhaça moída com queijo cottage baixo em calorias .

Baixa de peso: A linhaça moída é excelente para baixar de peso, pois elimina o colesterol em forma rápida. Ajuda a controlar a obesidade e a sensação desnecessária de apetite, por conter grandes quantidades de fibra dietética, tem cinco vezes mais fibra que a aveia. Se você deseja baixar de peso, tome uma colher a mais pela tarde.
Sistema digestivo: Prevêem ou cura o câncer de colon. Ideal para artrite, prisão de ventre, acidez estomacal. Lubrifica e regenera a flora intestinal . Expulsão de gases gástricos . É um laxante por excelência. Previne os divertículos nas paredes do intestino.
Elimina toxinas e contaminadores. A linhaça contém em grandes quantidades dos dois tipos de fibras dietéticas solúvel e insolúvel . Contém mais fibra que a maioria dos grãos.

Sistema nervoso: É um tratamento para a pressão. As pessoas que consomem linhaça sentem uma grande diminuição da tensão nervosa e uma sensação de calma. Ideal para pessoas que trabalham sob pressão. Melhora as funções mentais dos idosos, melhora os problemas de conduta ( esquizofrenia ). A linhaça é uma dose de energia para teu cérebro, porque contém os nutrientes que reduzem mais urotransmisores (reanimações naturais )

Sistema imunológico: A linhaça alivia alergias, é efetiva para o LUPUS . A semente de linhaça por conter os azeites essenciais Omega 3, 6, 9 e um grande conteúdo de nutrientes que requeremos constantemente, faz com que nosso organismo fique menos doente, por oferecer uma grande resistência às doenças.
Contém grandes quantidades de rejuvenescedor , pois retém o envelhecimento. A linhaça é útil para o tratamento da anemia.


Sistema cardiovascular: É ideal para tratar a arteriosclerose , elimina o colesterol aderido nas artérias, esclerose múltipla , trombose coronária, alta pressão arterial , arritmia cardíaca , incrementa as plaquetas na prevenção da formação de coágulos sanguíneos. É excelente para regular o colesterol ruim . O uso regular de linhaça diminui o risco de doenças cardiovasculares. Uma das características ÚNICAS da linhaça é que contém uma substância chamada taglandina, a qual regula a pressão do sangue e a função arterial e exerce um importante papel no metabolismo de cálcio e energia . O Dr. J H. Vane, ganhou o prêmio Nobel de medicina em 1962 por descobrir o metabolismo dos azeites essenciais Omega 3 e 6 na prevenção de problemas cardíacos.

Doenças inflamatórias
O consumo de linhaça diminui as condições inflamatórias de todo tipo. Refere-se a todas aquelas doenças terminadas em “TITE”, tais como: gastrite , hepatite , artrite , colite , amidalite , meningite , etc.


Retenção de líquidos: O consumo regular de linhaça, ajuda aos rins a excretar água e sódio. A retenção de água (Edema) acompanha sempre à inflamação de tornozelos, alguma forma de obesidade, síndrome pré-menstrual , todas as etapas do câncer e as doenças cardiovasculares.

Condições da pele e cabelo: Com o consumo regular de sementes de linhaça você notará como sua pele volta-se mais suave . É útil para a pele seca e pele sensível aos raios do sol. É ideal para problemas na pele , tais como: psoriase e eczema .
Recomenda-se também como máscara facial para uma limpeza profunda do cútis. Ajuda na eliminação manchas, acne, espinhas, etc.
É excelente para a calvície . Essa é uma boa notícia para quem sofre de calvície. Também é útil no tratamento da caspa . Use-a como geléia para fixar e NUTRIR teu cabelo. Não use vaselinas que danificam teu coro cabeludo e teu cabelo.

Diabetis: O consumo regular de linhaça favorece o controle dos níveis de açúcar no sangre . Esta é uma excelente notícia para os insulina -dependentes.

Vitalidade física: Um dos mais notáveis indicativos de melhora devido ao consumo de linhaça é o incremento progressivo na vitalidade e na energia . A linhaça aumenta o coeficiente metabólico e a eficácia na produção de energia celular . Os músculos se recuperam da fadiga do exercício .

Modo de usar: Duas colheres de sopa por dia, batidas no liquidificador , se mistura em um copo de suco de fruta, ou sobre a fruta, ou com a aveia, ou iogurte no café da manhã ou no almoço. Podem tomar pessoas de todas as idades , inclusive mulheres grávidas .


Dicas de consumo de linhaça:

  • - A linhaça pode ser acrescentada em frutas, iogurtes, saladas, sucos, vitaminas, sopas e em preparações como bolos, tortas e massas de pães.
  • A linhaça pode substituir o óleo ou gordura utilizada em uma receita. 1/3 xícara (chá) de óleo é equivalente a 1 colher (sopa) de semente de linhaça moída.
  • 3 colheres (sopa) de linhaça fazem o mesmo “efeito” de 1 ovo para dar liga ou consistência. Use em panquecas e bolos.
  • Os benefícios da linhaça se potencializam quando a semente é moída ou triturada, já que a mesma passa sem sofrer digestão no trato gastrointestinal porque sua casca é resistente à ação do suco gástrico. Um modo fácil de quebrar as sementes é passá-las em um liquidificador na tecla pulsar, para que não vire pó. Guardar em pote bem fechado no refrigerador, e ao abrigo da luz por até 3 dias.
  • Faça um mix de óleos para temperar sua salada: misture 100ml de azeite de oliva extra virgem, 50ml de óleo de linhaça prensado a frio e temperos secos de sua preferência (alecrim, manjericão, majerona).


Benefícios da Semente de Linhaça

Na semente de linhaça estão presentes proteínas, carboidratos, vitaminas, fibras e ácidos graxos poliinsaturados (Ômega 3 e Ômega 6), assim considerada um alimento funcional.
A semente de linhaça é a mais rica fonte de Ômega 3 existente na natureza

Componentes e benefícios
  • Mais rica fonte de ômega 3 encontrada na natureza.
Benefícios:
prevenção de doenças cardiovasculares, previne e melhora os sintomas de depressão, auxilia para melhor funcionamento do cérebro (atenção e memória), ajuda na redução do colesterol ruim, na diabetes, osteoporose, redução de peso, possui propriedades anticancerígenas, principalmente em relação ao câncer de mama e cólon, é ótimo para um bom aspécto da pele.
Seu uso contínuo pode proporcionar aumento da defesa do organismo e redução do ritmo de envelhecimento celular.
  • Omega 6 
Benefícios:
reduz os sintomas do climatério e evita doenças relacionadas. Ótimo anti-inflamatório natural: diminuição dos sintomas para quem sofrem de eczema atópico, dermatite, neuropatía diabética, dor no peito, símdrome pré-menstrual, artrite reumatóide, pressão arterial elevada, e inflamações gerais.

  • Contém vitaminas B1, B2, C, E e Caroteno e minerais como ferro, zinco, alguma quantidade depotássio, magnésio, fósforo e cálcio.

QUAL MELHOR FORMA DE INGERIR?
Basta 1 colher de sopa da farinha de linhaça diariamente. O efeito benéfico é progressivo então deve virar um hábito em sua alimentação.

A semente de linhaça moída trás mais benefícios nutricionais que a semente inteira, que possui uma casca dura, difícil de digerir.
Você pode comprá-la já triturada (farinha de linhaça) ou bater as sementes no liquidificador. Depois, guarde-a em refrigerador, e deixe fora da luz. Desta forma, a utilização será ainda melhor.
A linhaça pode ser utilizada em iogurtes, saladas, sucos, vitaminas, misturada à cereais, massas de pães e bolos e em todos os outros alimentos.
Uma outra forma de conseguir os benefícios da linhaça é consumir o óleo de linhaça, que é extraído da semente inteira, usando métodos de extração desenvolvidos especialmente para este fim (a frio). O produto obtido é engarrafado (para ser usado em saladas ou pratos frios) ou colocado em cápsulas gelatinosas, sendo utilizado como suplementação de ômega-3.

Veja a composição nutricional de 15 g da Semente de Linhaça:
Valor calórico 43 Kcal
  • Carboidratos 1 g
  • Proteínas 2 g
  • Gorduras totais 3 g
  • Gorduras Saturadas 0 g
  • Gorduras Trans 0 g
  • Fibra alimentar 3 g
  • Ômega-3 58%
  • Ômega-6 16 %
  • Sódio 7,8 mg

Linhaça é a semente do linho que é utilizada na culinária, na indústria de cosméticos e em farmácias de manipulação além de sua utilização na fabricação de linóleo e na diluição de tintas a óleo para pinturas de telas.
É uma planta que é utilizada em quase toda a sua totalidade; do caule são retiradas as fibras para fabricação do linho e das sementes é extraído o óleo para utilização nas indústrias de tintas e resinas e é rico em ácidos linóleos que são o Ômega 3,6 e 9.
Esses ácidos promovem uma ação protetora para o coração e os vasos sanguíneos e estudos já demonstram a sua eficácia na redução do colesterol total e do mau colesterol.
O óleo de linhaça tem ação antiinflamatória (no lúpus eritematoso) e antialérgica possuindo propriedades similares aos estrogênios, os hormônios femininos, e prevenindo tumores, entre os quais, o câncer de mama.
É um aliado na suplementação alimentar por possuir ação antioxidante contra os radicais livres que, quando estão em excesso, provocam doenças crônico-degenerativas e envelhecimento precoce.
Uma de suas substâncias, a LIGNANA, é o fito-estrógeno mais pesquisado, nos dias de hoje, e oferece proteção contra as doenças sensíveis aos hormônios sexuais e ajuda a diminuir os sintomas da menopausa.
Sua constituição apresenta alta taxa de fibras solúveis (ideal como laxante e auxiliar na digestão), vitaminas B 1, B 2, C, E e,ainda, caroteno,ferro e zinco.

Observação: Essas informações não substituem sua visita regular ao seu médico.



Mais sobre a LINHAÇA









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SEMENTES: Sésamo - Gergelim
(mafuta, ocota, gingelim, gerzelim, jorgelim)

HABITAT:
Amplamente cultivado nos países do Médio Oriente e na Índia, de onde é originário. Actualmente, a sua cultura estende-se a outras regiões tropicais e subtropicais da América, da África e dos países mediterrâneos.

DESCRIÇÃO:
Planta herbácea que atinge até 1,5 m de altura. As flores são brancas, cor-de-rosa ou púrpura. Os frutos são umas cápsulas pubescentes que contêm várias sementes achatadas de 2 a 5 mm de comprimento, que normalmente têm cor castanha; embora também as haja brancas, vermelhas ou negras, segundo as variedades.

REFERÊNCIAS HISTÓRICAS:
O gergelim é uma planta oleaginosa cultivada desde tempos antiquíssimos. Na Mesopotâmia, na Índia, no Egipto, na China e na Grécia, as suas sementes eram muito apreciadas como condimento e como alimento requintado e energético.
No túmulo de Ramsés III (século XIII a.C.) pode ver--se num fresco a maneira como os egípcios já adicionavam gergelim à massa do pão. Actualmente continua a ser de uso popular em países orientais e americanos, onde inclusivamente se prepara com ele uma bebida semelhante à orchata, que as mulheres tomam para facilitar a secreção láctea quando amamentam.

PROPRIEDADES E INDICAÇÕES:
As sementes de gergelim contêm uma grande variedade de princípios nutritivos de alto valor biológico:
Lípidos ou gorduras (52%), praticamente todos eles constituídos por ácidos gordos insaturados, o que lhes confere uma grande eficácia na redução do nível de colesterol no sangue. Entre as gorduras do gergelim encontra-se a lecitina, que é um fosfolípido (gordura fosforada) que desempenha uma importante função no nosso organismo. É componente essencial do tecido nervoso, e também se encontra no sangue, no sémen e na bílis; e intervém na função das glândulas sexuais.
A lecitina é um poderoso emulsionante, que facilita a dissolução das gorduras em meio aquoso. Uma das suas funções no sangue consiste em manter dissolvidos os lípidos em geral, e especialmente o colesterol, evitando assim que se deposite nas paredes das artérias (arteriosclerose).

O gergelim é, juntamente com a soja, o vegetal mais rico em lecitina.
Proteínas (20%) de alto valor biológico, formadas por 15 aminoácidos diferentes com uma elevada proporção de metionina (aminoácido essencial).
Vitaminas, especialmente a E (tocoferol), a B1 ou tianina (0,1 mg por 100 g) e a B2 ou riboflavina (0,24 mg por 100 g).
Minerais e oligoelementos diversos, especialmente cálcio, fósforo, ferro e magnésio, cobre e cromo.
Mucilagens, a que deve a sua acção laxante suave.

Observando a composição desta pequena semente, não é de estranhar que nos países orientais ela seja considerada um restaurador da vitalidade e da capacidade sexual. Entre as suas muitas aplicações, assinalamos as seguintes:
Problemas nervosos: esgotamento nervoso ou mental; stress; perda de memória; melancolia, depressão nervosa; irritabilidade ou desequilíbrio nervoso; insónia (Œ). É um excelente complemento nutritivo para quem esteja submetido a uma grande actividade mental ou intelectual e deseje manter um bom rendimento.
Sobrecarga física: prática desportiva, gravidez, lactação, convalescença após intervenções cirúrgicas ou doenças (Œ).
Falta de rendimento ou de capacidade sexual, tanto no homem como na mulher.


Existem três tipos de sementes de gergelim: 

as de cor branca, marrom e preta, sendo que a última apresenta mais características medicinais. O óleo de gergelim comumente utilizado é composto das três variedades.
O gergelim apresenta o sabor doce, característica neutra e ação principal no fígado e nos rins, nos quais aumenta a essência (Yin) e fortalece as funções. Igualmente tem efeito tonificador sobre o sangue.




Indicações para o uso do Gergelim

- Tonifica o fígado e os rins;
- Umedece os cinco órgãos;
- Fortalece os tendões e os ossos;
- Tonifica o estômago e os intestinos;
- Acalma o Qi do fígado;
- Clareia a visão;
- Refresca o sangue;
- Libera os efeitos tóxicos do calor;
- Tônico geral, principalmente após hemorragias;
- Deficiência de Qi baço/ pâncreas e dos rins;
- Fortalece os membros inferiores;
- Combate dores lombares e de joelhos, impotência sexual; reumatismos;
- Evita a queda e branqueamento precoce dos cabelos.

O gergelim é rico em vitamina A, B1, B2, E, niacina, cálcio, fósforo, ferro, fibras e, principalmente, em óleos, dos quais 40% é constituído de ácido linoléico, ácido linolênico, ácido oléico e outros.
O óleo de gergelim, largamente utilizado, deve ser empregado nas frituras vegetais, pois esta combinação evita a perda da essência dos mesmos. Também deve ser empregado para aqueles que fazem dieta exclusiva de vegetais, na qual faltam os óleos, principalmente os essenciais.
Dentre as gorduras poliinsaturadas contidas no óleo de gergelim, algumas são essenciais (ácido linoléico e ácido linolênico). O uso de óleo de gergelim é, portanto, importante, uma vez que o nosso organismo é incapaz de sintetizar esses ácidos graxos, que são indispensáveis no transporte de gorduras do sangue, promovendo assim a limpeza de gorduras saturadas sangüíneas, responsáveis pela hipercolesteroremia.


Gergelim e o Sistema Digestivo
O gergelim umedece e lubrifica os intestinos. Esta ação deve-se à presença de ácido linol presente na casca de gergelim, aumentando o peristaltismo intestinal, o trânsito do bolo alimentar e ativando a circulação sangüínea ao nível da parede intestinal. Desta maneira evita a prisão de ventre e as hemorróidas. Nas gestantes com prisão de ventre em que o uso de laxativos é contra-indicado, deve-se tomar sopa de gergelim para solucionar este inconveniente.

Gergelim e a Energia dos Rins
O gergelim nutre e fortalece a energia dos rins, aumentando, conservando e repondo a essência sexual.
Age sobre o coração, através dos rins, evitando as taquicardias. Conserva e nutre os cabelos evitando o branqueamento precoce, pois normaliza a função da melanina.
Associando-se o gergelim à papa de arroz integral, promove-se o aumento da lactação, pelo efeito já conhecido sobre a Energia do Canal Curioso do Vaso da Concepção.

Gergelim e a Energia do Fígado
O gergelim é utilizado para aumentar a acuidade visual, quer seja diurna, quer seja noturna, que é promovida pela presença de vitamina A.
A partir dos 45 anos, quando começa a diminuição da acuidade visual, é aconselhável ingerir gergelim de modo rotineiro.
Outra ação é sobre a hiperexcitabilidade do nervo periférico levando ao quadro de neurite. O gergelim também tem ação antinflamatória dos nervos periféricos.

Gergelim e o Sangue
Nutre o sangue e aumenta a produção pela presença de ferro. Também atua aumentando a resistência da parede dos vasos sangüíneos e fortalecendo todas as células do corpo.

Óleo de Gergelim
Apresenta sabor doce, característica refrescante, ligeiramente frio. Tem ação principal no intestino grosso.
Tem as funções de umedecer a secura, de favorecer o peristaltismo intestinal, de neutralizar as toxinas, de ser fortificante de Qi e de sangue, pois conserva as propriedades dos grãos de gergelim. É um meio ideal para retirar as vitaminas lipossolúveis dos vegetais.

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publicado por Maluvfx às 07:32
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