Ética é o conjunto de valores, ou padrões, a partir dos quais uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões. A ética é importante por que respeita os outros e a dignidade humana.
Terça-feira, 22 de Janeiro de 2013
Podem um socialista ou uma comunista do século XXI não ser vegetarianos?
Passar de uma dieta muito carnívora para uma basicamente vegetariana supõe reduzir fortemente o impacto socio-ecológico relacionado com as actividades de alimentação.

Usted no se lo cree” (“Você não acredita”), é o título do excelente blog (sobre aquecimento global) de Ferrán Puig Vilar. Você não acredita que dois séculos depois de Malthus o mundo esteja à beira de uma crise maltusiana. Você não acredita que centenas de milhões de pessoas - se não mesmo milhares de milhões - estejam em perigo. Você não acredita que estamos a entrar numa nova “Idade das Trevas”. Você não acredita que as conquistas que mais apreciamos naquilo a que chamamos de “civilização” possam ter os dias contados. Você não acredita que extensas zonas do planeta possam tornar-se inabitáveis. Você não acredita que as guerras climáticas e outras formas “novas” de violência possam fazer do mundo um lugar onde muita gente desejará não ter nascido. E como não acredita, você - a maioria social - continua instalado na negação e não actua, tratando de aproveitar as minguantes margens de acção que ainda dispomos.

Na explicação da sua incredulidade, creio que uma das razões que tem mais peso tem que ver com a nossa humana, demasiado humana dificuldade para entender as dinâmicas de crescimento exponencial (com esses tempos de duplicação que minguam prodigiosamente) (Meadows, Randers e Meadows (2006), especialmente o capítulo 2: “A força motriz: o crescimento exponencial”). Como mudou o metabolismo sociedade-natureza nos últimos 80 anos aproximadamente, e sobretudo nos últimos 30 anos (os anos em torno de 1930 e 1980 como dobradiças do século XX), é algo que desafia a imaginação humana. Desde que data diria você que os atuais habitantes da Terra emitimos a metade dos gases de efeito estufa? A resposta é espantosa: desde 1980! Apenas em 3 décadas, tanto como em muitos milénios antes: assim se comportam os crescimentos exponenciais. Custa-nos entender que o mundo atual, no que a impactos sobre a bioesfera e os ecossistemas se refere, não tem nada que ver com aquele em que viviam os nossos avós.

Comer carne hoje não tem as mesmas implicações político-morais que tinha em 1930 - nem sequer as que tinha em 1980! Pois, com efeito, uma das coisas que você não acredita é que o tipo de dieta que se faz - que nós fazemos nos países ricos - possa ter um grande impacto socioecológico e converter-se numa dimensão determinante de (in)justiça global. Bem, isto era o que desejava mostrar neste artigo: enquanto que num “mundo vazio” (a saber: um planeta com poucos seres humanos e muita natureza) a dieta não seria um assunto com grande peso político-moral - excepto para aqueles que desafiassem os confins de uma moral estritamente antropocentrica - num “mundo cheio” ou saturado em termos ecológicos (um planeta com muitos seres humanos e pouca natureza - em termos relativos) é-o. (sobre a noção de “mundo cheio” veja-se Daly, 1991)… Por isso, qualquer pessoa que defenda valores igualitários, a quem se preocupa com a sustentabilidade e a justiça, deve considerar a fundo a questão da dieta - com independência do que opine sobre os “direitos dos animais”.

  • 60.000 milhões de animais de exploração...
Até há muito pouco tempo em termos históricos (deixemos a pré-história de lado), o consumo habitual de carne estava restringido a uns poucos ricos privilegiados. Era um assunto de casta e de classe: a maioria das pessoas só comia carne em ocasiões especiais. Contudo, durante a fase fordista-keynesiana do capitalismo (e como uma parte do insustentável modelo sócio-económico que se põe em marcha então, a partir de 1930-1950) desenvolveu-se uma autêntica indústria pecuária mundial, com grandes instalações industriais para a criação intensiva que albergam muitos milhões de animais. A produção mundial de carne, ovos e productos lácteos utiliza todos os anos mais de 60.000 milhões de animais para exploração: quase dez vidas anuais por cada vida humana (desde 2011 somos 7.000 milhões de seres humanos sobre esta terra). Se continuassem as insustentáveis tendências atuais, os efectivos pecuários mundiais poderiam superar os 100.000 milhões de animais em 2050, dez vezes mais a população humana prevista para essa data (Tung, 2010; veja-se também FAO, FAOSTAT Statistical Database, em faostat.fao.org).

As dietas ricas em carne pertencem ao “estilo de vida” dos ricos deste mundo (igual ao automóvel individual, as segundas residências ou as viagens frequentes de avião); e são associadas a prosperidade ou modernidade, num mundo onde o nível de consumo ocidental se transformou no “standard” aos que estão “em vias de desenvolvimento” aspiram. Nas regiões industrializadas as pessoas continuam a consumir muito mais carne que as populações dos países pobres: uma média de 80kg por pessoa por ano contra 32kg. Mas esta brecha está a diminuir, e hoje mais de metade do total mundial de carne produz-se e consome-se actualmente nas regiões eufemisticamente chamadas “em vias de desenvolvimento”.

A produção mundial de carne multiplicou quase por 3 desde a década de 1970, aumentando só 20% na década posterior ao ano 2000. Como resumia a revista agropecuária estado-unidense “Farmer and Stockbreeeder” na sua edição de 30 de Janeiro de 1962, “a galinha poedeira de hoje em dia só é, depois de tudo, uma máquina de conversão muito eficiente, que transforma a matéria prima - substâncias alimentícias - num produto acabado - o ovo - descontando, claro, os gastos de manutenção.” (citado de Harrison 1964. p. 50). Isto não deveria preocupar-nos só porque a existência da imensa maioria das galinhas - e outros animais de fazenda - se tenham convertido num inferno sobre a Terra, se não porque os impactos socioecológicos desta reificação e mercantilização da vida não são assumidas. A intensificação da produção animal industrializada num “mundo cheio” implica que o sector pecuário compita em maior medida - e mais directamente do que antes - pela terra, a água e outros recursos naturais escassos. Isto tem enormes consequências em termos de justiça e sustentabilidade.

  • … e os impactos que essa produção industrial gera num “mundo cheio”
Quando comemos carne de animais criados com produtos agrícolas - como soja ou milho - que nós, seres humanos, podíamos comer directamente, perdemos a maior parte da energia bioquímica das plantas. Trata-se de uma espécie de “lei de ferro” da alimentação (as vezes denominada “lei de Lindeman”): cada vez que se sobe um escação na cadeia alimentar, perdem-se aproximadamente 9 décimas partes da biomassa. Assim, um aproveitamento eficiente dos recursos alimentares exige a permanência na base da cadeia alimentar. Num “mundo cheio”, só podemos alimentar adequadamente todos os seres humanos com dietas basicamente vegetarianas … Hoje, 85% da colheita mundial de soja - a fonte mais importante de proteína vegetal de alta qualidade - utiliza-se para a obtenção de azeite e farinha, e 90% da farinha destina-se ao fabrico de alimentos para animais de estábulo (MacDonald, 2012, p.303). Desde há bastante anos, aproximadamente 40% dos cereais do mundo e mais da terceira parte das capturas pesqueiras são usadas para alimentar a excessiva cabana pecuária mundial.

Há já alguns anos que o Conselho para a Alimentação Mundial da ONU calculou que dedicar à alimentação humana entre 10 e 15% do grão que se destina ao gado, seria suficiente para levar as rações ao nível calórico adequado, erradicando o flagelo da fome (Goodland e outros 1984, p.237). O problema piorou desde então.

Um estudo a cargo dos Amigos da Terra, tornado público no início de 2012, indica que a “pegada do uso da terra” da UE (que calcula a superfície que este conjunto de países necessita para dispor dos produtos agrícolas e florestais que utiliza) inclui pelo menos 60% de terras fora das suas fronteiras (Duch, 2012). Os 640 milhões de hectares da pegada europeia equivalem a 1,5 vezes a sua própria superfície: assim somos o continente mais dependente da “importação” de terras. Além disso, aproximadamente 70% dos produtos do mar consumidos na Europa provêm de oceanos e mares de fora...

Os chamados “países emergentes” aumentam o seu consumo de carne e peixe à medida que sobem na escala de “desenvolvimento” (desde muitos escalões por baixo de onde já nos encontramos!). China destinou em 2010 mais de 50% do seu fornecimento de milho, tanto nacional como importado, à alimentação animal (um aumento considerável tendo em conta os 25% que utilizava em 1980). Para garantir um tipo de dietas mais próximo do “standard ocidental”, a China recorre cada vez mais aos mercados mundiais - comprando principalmente soja mas também milho. Além disso, o grande país asiático está a arrendar e a tratar de controlar terras além das suas fronteiras para cultivar alimentos para a sua população e para o seu gado: é o preocupante fenómeno de acumulação de terras (land-grabbing), um dos sinais mais ameaçadores de choque contra os limites biofísicos do planeto, no início do século XXI (GRAIN, Hobbelink, 2012)...

Uma superfície equivalente à metade da terra fértil disponível na Europa já foi adquirida (a preços ridiculamente baratos) por capitais estrangeiros nos melhores lugares de países africanos ou sul-americanos. Só em África, o Global Land Project fala (num estudo de 2010 com valores de 2009) de 62 milhões de hectares em 27 países; e o Oakland Institute (2011) estima 50 milhões de hectares em 20 países. A agroindustria da Índia já formalizou acordos no Quénia, Madagascar, Moçambique, Senegal e Etiópia para cultivar e exportar para a Índia arroz, cana de açúcar, azeite de palma, lentilhas, verduras e milho, para alimentação neste último caso (Nelson, 2009).

Continuar a aumentar a produção mundial de carne, ovos e produtos lácteos tem uma repercussão directa sobre as perspectivas de aquecimento climático. Segundo a FAO, aproximadamente 18% das emissões globais de gases de efeito estufa (GEE) têm a sua origem no sector pecuário (9% das emissões mundiais de dióxido de carbono, 37% das de metano e 65% das de óxido nitroso). Mas outras análises - por exemplo do Banco Mundial - contabilizando emissões indirectas, aumentavam estes valores para 51% das emissões totais de GEE a nível mundial (Steinfeld e outros, 2006; Goodland e Anhang, 2009).

E se nos preocupam as repercussões da utilização massiva de agrocombustíveis sobre a segurança alimentar dos pobres, não nos inquietarão também as consequências do lombo de porco e dos enchidos?

“Durante os últimos anos, as implicações éticas de destinar milho, óleo de palma e cana de açúcar para produzir biocombustíveis estão a ser submetidas, justificadamente, a uma análise mais rigorosa, devido às potenciais repercussões negativas desta prática sobre os preços alimentares, a fome e o meio ambiente. Contudo, em 2007/2008 somente 4% da produção mundial de cereais (100 milhões de toneladas, das quais 95 milhões eram milho) foi utilizada para biocombustíveis. Em comparação, 35% dos cereais (756 milhões de toneladas) foram destinadas à alimentação animal. Em 2007 somente 12% do milho do mundo se utilizou para produzir etanol, enquanto que 60% foi parar ao fabrico de alimentos.” (MacDonald, 2012, pp.303-304)

  • Uma dieta não generalizável
A dieta corrente nos países do Norte - ou nas camadas com rendas maiores que os outros países - além de pouco saudável, não é generalizável ao conjunto do planeta. Vejamos alguns cálculos com valores de 1990 (como se verificará, o núcleo do problema permanece; além disso , desde então os problemas ecológicos mundiais não deixaram de piorar, ao mesmo tempo que continuava a crescer a população humana). Em 1990, para alimentar os mais de 5.300 milhões de seres humanos que então populavam o planeta, contou-se com uma colheita de 1.780 milhões de toneladas de cereais. Supondo-se uma distribuição igualitária, com esta quantidade poderiam alimentar-se suficientemente 5.900 milhões de pessoas: mas com o nível de consumo per capita da Europa Ocidental (especialmente el consumo de carne), só 2.900 milhões puderam.

Suponhamos que a colheita mundial de cereais aumenta até totalizar 2.000 milhões de toneladas. Com isto poderiam alimentar-se somente 2.500 milhões de pessoas com dieta estado-unidense (800kg de cereais por ano, a maioria consumidos indirectamente em forma de carne, ovos, leite, gelados…). Ou então 10.000 milhões de pessoas com a dieta hindu de então (200kg de cereais, consumidos directamente quase na sua totalidade). Nenhuma destas duas dietas é muito saudável, a primeira por excesso, a segunda por defeito. No meio termo encontra-se uma dieta que nutricionalmente é muito mais adequada, a dieta mediterrânea: com os 400kg de cereal por pessoa que consumiam os italianos em 1990 podiam alimentar-se 5.000 milhões de pessoas (Brown, 1997. P.77). Só que hoje – em 2012 – já somos mais de 7.000 milhões, e a população mundial ainda continua a aumentar …

Se 9.000 milhões de pessoas (a população em que talvez se estabilize a demografia humana durante o século XXI) tratassem de comer como hoje o faz o estado-unidense médio, fariam falta as terras de cultivo de mais de dois planetas adicionais para suportar essa dieta: 4.500 milhões de hectares – quando na Terra só existem uns 1.400 milhões de hectares de terra de cultivo (Trainer, 2011; nos espanhóis e espanholas não estamos tão longe do sobreconsumo de carne dos estado-unidenses, se contabilizarmos também no nosso caso a proteína animal proveniente da pesca, que igualmente sobreconsumimos. O mesmo cálculo, de outro ângulo: com dieta estado-unidense, e tendo em conta que temos de cultivar mais coisas que alimentos em terras agrícolas (fibras por exemplo, ou matérias primas para a indústria…) o planeta só poderia dar sustento a 1.500-2.000 milhões de pessoas.

Não se pode ignorar, também que a produção agropecuária de hoje é insustentável a médio prazo (depende crucialmente de recursos não renováveis cujo auge nos estamos a aproximar: petróleo, gas natural, fosfatos)… Não há forma de conceber um mundo sustentável para 17 mil ou mais milhões de seres humanos salvo em termos de agroecologia, soberania alimentar e dieta basicamente vegetarianas.

  • Para concluir
Passar de uma dieta muito carnívora para uma basicamente vegetariana supõe reduzir fortemente o impacto socio-ecológico relacionado com as actividades de alimentação. Deveríamos mudar as nossas pautas de alimentação até uma dieta basicamente vegetariana – a “dieta mediterrânea” que antes evocamos -, muito menos rica em carne e pescado que a actual, e deveríamos renunciar por completo a ganadaria extensiva: criação de aves em corrais abertos, gado bovino e ovino que pastam livremente em prados, etc. (e a ele a condição, claro está, de que se minimize o sofrimento provocado aos animais no transporte e que se sacrifiquem com métodos indolores.) Em torno destes objectivos deveria poder articular-se uma ampla coligação social que unisse ecologistas, defensores dos animais, fazendeiros de montanha (e pequenos fazendeiros em geral), preservadores das raças nativas, activistas pela alimentação natural e consumidores conscientes. Como já sugeri há muitos anos, o lema de uma coligação assim poderia ser “menos carne, melhor carne, vida para o campo” (Riechmann, 2003). E a uma coligação semelhante não deveriam juntar-se os e as socialistas/comunistas do século XXI?

Os sistemas agropecuários actuais já produzem hoje impactos ecológicos inaceitáveis, e – se pensamos no futuro – são ecologicamente insustentáveis. Por outro lado, num mundo onde centenas de milhões de humanos estão sub-nutridos ou morrem de fome, e em cujo horizonte presentimos problemas cada vez mais graves para alimentar adequadamente uma população crescente, não podemos desperdiçar tanta comida criando animais como fazemos hoje. A produção de cereais per capita alcançou um máximo em 1985 e desde então, com todos os esforços realizados, foi diminuindo (Meadows, Randers e Meadows, 2006, p. 120): é outro dos indícios flagelantes de choque contra os limites num “mundo cheio”. Como assinala Esther Vivas,

“Se a “revolução verde” prometeu acabar com a fome no mundo e não o conseguiu – pelo contrário: os valores absolutos de famintos não têm parado de aumentar, superando os mil milhões segundo indica a FAO – o aumento na produção de carne não significou uma melhoria na dieta. Antes (…) o aumento do consumo de carne gerou maiores problemas de saúde e a sua lógica productivista teve um impacto muito negativo no meio ambiente, no campesinato, nos direitos dos animais, e nas condições laborais. Aumentar a produção não implica um maior acesso àquilo que se produz, como bem demonstrou o fracasso da “revolução verde” e a “revolução fazendeira”. (Vivas, 2012)”

Assim a resposta à pergunta posta pelo título deste artigo deveria ser, na minha opinião: um socialista e uma comunista do século XXI deveriam estar conscientes de que só dietas com uma pequena fracção do conteúdo de carne, peixe e produtos provenientes da ganadaria industrial do que hoje se considera “normal” são coerentes com o resto da sua ideologia de emancipação humana.

Se é que levamos a sério os valores da igualdade, justiça e sustentabilidade, claro está.

  • Uma nota sobre a questão das touradas
Concedemos que a mal apelidada “festa dos touros” seja cultura – no mesmo sentido em que os tormentos que aplicava aos seus réus a Santa Inquisição formavam parte da cultura espanhola da época – mas, será por isso um bem? Que uma determinada prática venha enraizada numa tradição ou numa cultura nada nos diz sobre a sua justificação ética. Não se trata de que regionalistas ou nacionalistas periféricos questionem uma suposta essência cultural espanhola, se não de algo de muito maior profundo: a tomada de consciência sobre espectáculos cruéis onde se tortura e mata seres sencientes que sentem dor, medo e outros sentimentos similares aos nossos.

As práticas culturas que servem de invólucro à tortura de seres vivos – desde a caça da raposa à festa vermelha da matança de atuns nas ilhas Feroe – são inaceitáveis. Não disfarcemos a sua brutalidade e inumanidade: trata-se de sinais de barbaridade. A comparação com outras práticas culturais como a ablação do clitóris não supõe que se rebaixe a condição das mulheres, mas sim que em ambos os casos um traço cultural, em determinadas sociedades, é incompatível com o princípio de humanidade.

O sacrifício mais ou menos ritual do touro no decorrer da corrida comporta um grande sofrimento e destruição do animal incompatível com uma consciência civilizada. O sacrifício de seres humanos e de animais não-humanos é parte da história da humanidade e constituiu inclusive o núcleo do sagrado em determinadas formas de organização social: mas a sua persistência, por muito que a assume uma parte de uma sociedade, é incompatível com o progresso moral nas mentalidades e acompanha a reprodução de comportamentos inumanos.

Com a supressão das corridas de touros pode avançar-se para uma reconsideração profunda da relação entre o ser humano, os animais não-humanos e a natureza. Não devemos apoiar práticas sociais que legitimam a submissão aos impulsos primários e a violência.

Publicado na revista Viento Sur. Tradução de Inês Ribeiro.

Fonte do texto: Debate da Associação Política Socialista Revolucionária


publicado por Maluvfx às 15:20
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