Ética é o conjunto de valores, ou padrões, a partir dos quais uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões. A ética é importante por que respeita os outros e a dignidade humana.
Sexta-feira, 1 de Março de 2013
Importância das folhas verdes escuras
 
Toda alimentação saudável  e nutritiva tem de ser composta por muitas verduras e uma grande variedade de legumes e vegetais. As saladas que compõem o cardápio de qualquer indivíduo que se preocupa com uma dieta que seja benéfica ao seu organismo é repleto de vegetais de folhas verdes escuras, em virtude da importância dos nutrientes que estão presentes em sua composição, como por exemplo, a vitamina A que é de fundamental importância para a manutenção da saúde dos seres humanos.
Nutrientes presentes nas folhas verdes escuras

Para a grande maioria das pessoas que deseja perder excesso de peso corporal e ao mesmo tempo manter a saúde orgânica, a orientação dos especialistas na área de nutrição humana é adotar uma dieta em que haja uma variedade de vegetais de folhas verdes escuras que devem ser consumidos em saladas ou também combinados com outro tipo de alimento de origem vegetal ou animal. Tal fato se dá principalmente em virtude das folhas verdes escuras serem fontes de fibras que proporcionam ao consumidor a sensação de saciedade.

Fazendo com que ele ingira menos comida e consequentemente perca peso, além de contribuir também para a regularização do aparelho intestinal dos indivíduos. Outro fato importante para que as pessoas consumam vegetais de folhas verdes com frequência é que eles são ricos em sais minerais e vitaminas que são essenciais para a manutenção do organismo humano saudável, contribuindo para a prevenção do surgimento de enfermidades, através do fortalecimento orgânico do corpo humano.
Vegetais de folhas verdes e seus nutrientes

De acordo com os profissionais da área de nutrição os vegetais de folhas verdes escuras são fontes de vitamina A que é muito importante para saúde do organismo, além de carotenoides e betacaroteno que é uma forma da vitamina A, cálcio, ácido fólico sob a forma de folato, vitamina B1, vitamina E, Vitamina K, potássio, cálcio.
Vejamos agora em quais vegetais de folhas verdes escuras esses nutrientes se encontram:

Vitamina A: é encontrada principalmente no agrião, na chicória, na escarola, na couve do tipo manteiga nas folhas de salsinha e de mostarda.

Vitamina E: é encontrada no espinafre, nas folhas da couve-flor e na alface.

Vitamina K: é encontrada em vegetais como espinafre, folhas de couve-flor e alfaces.

Vitamina B1: encontrada preferencialmente em folhas de mostarda, aspargo e agrião.

Ácido fólico sob a forma de folato: é encontrado principalmente no espinafre, brócolis e aspargo.

Potássio: pode ser encontrado preferencialmente no espinafre e alface de folha crespa.

Cálcio: pode ser encontrado nas folhas de mostarda, espinafre, alface crespa, couve do tipo manteiga e brócolis.
 

Vale ressaltar que o consumo de qualquer alimento deve ser precedido por um processo adequado de higiene dos mesmos, principalmente em relação às folhas dos vegetais consumidos pelas pessoas, esse cuidado com a higienização deve ser ainda maior, pois as folhas podem estar infestadas em alguns casos, com algumas espécies de microrganismos que devem ser eliminados antes do consumo desses alimentos pelos seres humanos.

Outro ponto que também merece destaque é a falta de apetite da grande maioria das pessoas em relação à ingestão de saladas compostas de folhas verdes escuras. Para contornar esse problema os especialistas na área de nutrição costumam dar algumas orientações para que o indivíduo tenha condições de ingerir a quantidade diária dos nutrientes que são absorvidos através do consumo frequente desses alimentos. Por exemplo, os profissionais informam que os vegetais não são utilizados somente em saladas, eles podem também ser servidos como sucos, serem refogados ou cozidos e consumidos com outros tipos de alimentos de origem vegetal ou animal.

Além disso, se a pessoa preferir consumir as folhas verdes escuras in natura, ou seja, cruas,deve temperá-las com molhos de ervas aromáticas ou limão ou então com azeite para dar mais sabor ao prato. Outra orientação importante é refogar os vegetais de folhas verdes escuras por um período de tempo muito curto e somente com alho e um pouco de óleo vegetal, que pode ser o girassol ou de canola.

Segundo especialistas em nutrição o alho é um alimento muito importante para o corpo humano em virtude de suas propriedades como antioxidantes que combatem os radicais livres. Se o consumidor tiver dúvidas quanto ao tipo de vegetais de folhas verdes que são indicadas para o seu consumo, uma consulta com um nutricionista pode ajudá-lo a esclarecer essas questões, e o indivíduo com uma boa orientação nutricional poderá incrementar ainda mais sua qualidade de vida.

Fonte


publicado por Maluvfx às 11:56
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Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2013
COMO EVITAR TRANSGÉNICOS NAS COMPRAS EM HIPERMERCADOS?

A Lista Negra
A Plataforma Transgénicos Fora realizou nos hipermercados, no final de 2012 e início de 2013, um levantamento dos alimentos que contêm ingredientes transgénicos. Verifica-se que atualmente essa presença se limita à soja transgénica utilizada nos óleos alimentares. Abaixo pode ver a lista completa das marcas de óleo que incluem soja transgénica. Os produtos biológicos são sempre produzidos sem transgénicos. A lista será atualizada sempre que surgirem novas informações.
MARCA DO ÓLEOPRODUTOR OU DISTRIBUIDOR
ONDE ESTÁ À VENDA
Apetite
Sovena
Pingo Doce
Finóleo
SovenaIntermarché
Frigi
SovenaContinente, E. Leclerc, El Corte Inglés, Froiz, Intermarché e Jumbo
Fritóleo
SovenaEl Corte Inglés e Jumbo
Abrilsem
Aceites Abril
Froiz
Gesi
SovenaContinente
Olisoja
SovenaContinente, El Corte Inglés e Jumbo
Pôr do Sol
Riazor
Continente
Serrata
Cidacel
E. Leclerc
Top Budget
Regional Mercadorias
Intermarché
Vêgê
Sovena
Continente, E. Leclerc, El Corte Inglés, Froiz, Intermarché e Jumbo
Vitóleo
SovenaLidl


Nota: A marca SOS Pobreza comercializada em benefício da AMI inclui um óleo que contém soja geneticamente modificada. No entanto fomos alertados pela AMI a 25 de janeiro de 2013 de que este produto ia deixar de ser comercializado. É pois de esperar o óleo desapareça dos supermercados após esgotamento das existências.


 COMO EVITAR TRANSGÉNICOS NAS COMPRAS EM HIPERMERCADOS?

Analisada presença de OGM nos hipermercados portugueses
Os dez maiores hipermercados portugueses foram visitados em Lisboa e no Porto e avaliados quanto ao risco a que expõem os seus clientes no tocante aos alimentos transgénicos: os resultados demonstram grandes diferenças que podem ajudar os portugueses a decidir onde fazer as suas compras....


Plataforma Transgénicos Fora
Analisada presença de OGM nos hipermercados portugueses


Os dez maiores hipermercados portugueses foram visitados em Lisboa e no Porto e avaliados
quanto ao risco a que expõem os seus clientes no tocante aos alimentos transgénicos: os
resultados demonstram grandes diferenças que podem ajudar os portugueses a decidir onde
fazer as suas compras.

Na prática apenas um hipermercado - o Minipreço - preencheu todos os requisitos da avaliação
realizada, ficando por isso em primeiro lugar no total de garantias oferecidas a quem o visita.
Isto significa, entre outros, que, na altura e nas lojas em que foi visitado, não vendia qualquer
marca de óleo com soja transgénica, incluindo na sua marca própria. Além disso tem definida e
implementada uma política explícita de exclusão de transgénicos em toda a sua gama minipreço.
Os segundos classificados - o Jumbo e o El Corte Inglés (ex-aequo) - tiveram menos dois pontos
porque não protegem completamente os seus clientes: muito embora excluam os transgénicos
da sua linha própria estão a vender outras marcas que usam transgénicos.
O Aldi e o Froiz ocupam o 4º lugar com menos dois pontos porque, ao contrário dos referidos, não
responderam à carta registada da Plataforma a questionar sobre a sua política relativa ao uso de
transgénicos nos seus produtos de marca própria.

Em 6º lugar ficou o Lidl, que se distingue dos anteriores por permitir soja transgénica no óleo
alimentar mais barato que tem à venda.

Nos últimos lugares temos o Continente e o Pingo Doce, que ficaram empatados em 7ª posição,
seguidos pelo E. Leclerc (9º) e finalmente o Intermarché em último lugar. Nesta grande
superfície revelou-se a discrepância entre uma política anunciada de exclusão de transgénicos e
a sua presença efetiva nos produtos de marca própria. Esta empresa explicou à Plataforma

Transgénicos Fora que estava ainda a esgotar stocks existentes, reconhecendo a incoerência(embora temporária).

Vale a pena referir que quem pretender evitar adquirir inadvertidamente alimentos que
contenham produtos transgénicos pode abastecer-se com produtos certificados de agricultura
biológica, em especial nas cooperativas e lojas especializadas nesses produtos.

Note-se que a AMI, que comercializa a marca solidária SOS - Pobreza a qual inclui óleo com
soja geneticamente modificada, anunciou, na sequência de um contacto da Plataforma

Transgénicos Fora, que tinha decidido deixar de o comercializar por forma a proteger os
consumidores e o ambiente contra a exposição à soja transgénica. Uma decisão equivalente deve
agora ser tomada por todos os hipermercados que operam no território nacional de modo a
eliminar das suas prateleiras todas as marcas que incluem soja transgénica e assim optar
firmemente pela segurança alimentar de todos.

Esta decisão impõe-se ainda mais agora que foi publicado o primeiro estudo toxicológico de longo
prazo jamais realizado em ratos de laboratório (Séralini et al.(2012) Food Chem Toxicol
http://dx.doi.org/10.1016/j.fct.2012.08.005) o qual detetou uma relação direta entre
alimentação com transgénicos e o aparecimento de tumores e outras perturbações profundas do
metabolismo.


Algumas curiosidades:

– Das 229 referências de óleos registadas, 48 continham ingredientes transgénicos, o que
corresponde a 21% de todos os óleos.

– No global o óleo mais barato (marca Superal, a €1.38 por litro) não apresenta transgénicos,
deitando por terra o mito de que os transgénicos beneficiam economicamente o consumidor.

– Todos os ingredientes transgénicos estão sujeitos a rotulagem de acordo com o previsto no
Regulamento europeu 1830/2003. Esses transgénicos resultam de soja importada de países
como os Estados Unidos e a Argentina, muito embora existam fontes alternativas de soja não
transgénica.

– Das 54 marcas diferentes identificadas, cerca de um quarto utilizam transgénicos na sua
composição. Destas marcas que usam transgénicos, mais de metade pertencem à empresa
Sovena. A Sovena constitui-se assim como a maior responsável pela presença de transgénicos
na alimentação dos portugueses.


Os dados recolhidos pelos voluntários da Plataforma Transgénicos Fora podem ser consultados
em http://www.stopogm.net/webfm_send/757 e a classificação obtida por cada hipermercado
está disponível em http://www.stopogm.net/webfm_send/758 – este trabalho foi isento, não
tendo sido patrocinado nem sujeito a qualquer entendimento com qualquer entidade externa à

Plataforma Transgénicos Fora.

Para mais informações: 91 730 1025

A Plataforma Transgénicos Fora é uma estrutura integrada por onze entidades não-governamentais da
área do ambiente e agricultura (AGROBIO, Associação Portuguesa de Agricultura Biológica; CAMPO
ABERTO, Associação de Defesa do Ambiente; CNA, Confederação Nacional da Agricultura; Colher para

Semear, Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais; FAPAS, Fundo para a Proteção dos Animais
Selvagens; GAIA, Grupo de Ação e Intervenção Ambiental; GEOTA, Grupo de Estudos de Ordenamento do
Território e Ambiente; Associação IN LOCO; LPN, Liga para a Proteção da Natureza; MPI, Movimento Pró-
Informação para a Cidadania e Ambiente e QUERCUS, Associação Nacional de Conservação da Natureza) e
apoiada por dezenas de outras. Para mais informações contactar info@stopogm.net ou www.stopogm.net


Mais de 10 mil cidadãos portugueses reiteraram já por escrito a sua oposição aos transgénicos.

http://www.stopogm.net/content/como-evitar-transg-nicos-compras-hi




publicado por Maluvfx às 07:44
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Domingo, 24 de Fevereiro de 2013
Banana: Use e Abuse!



Nunca coloque sua banana na geladeira!
Isto é interessante.
Depois de ler isto, você nunca vai olhar para uma banana da mesma maneira novamente.

A banana contém três açúcares naturais - sacarose, frutose e glicose, combinados com fibra. A banana dá uma instantânea e substancial elevação da energia.

Pesquisas provam que apenas duas bananas fornecem energia suficiente para um treino de 90 minutos extenuantes. Não é à toa que a banana é a fruta número um dos maiores atletas do mundo.

Mas energia não é a única forma de uma banana poder nos ajudar a manter a forma. Pode também nos ajudar a curar ou prevenir um grande número de doenças. Tornando-se uma obrigação adicionar a banana à nossa dieta diária.

Depressão: De acordo com recente pesquisa realizada pela MIND, entre pessoas que sofrem de depressão, as pessoas se sentiam melhores após ter comido uma banana. Isto porque a banana contém triptofano, um tipo de proteína que o corpo converte em seratonina, reconhecida por relaxar, melhorar o seu humor e, geralmente, fazem você se sentir mais feliz.

TPM Esqueça as pílulas - coma uma banana. A vitamina B6 regula os níveis de glicose no sangue, que podem afetar seu humor.

Anemia: contendo muito ferro, bananas estimulam a produção de hemoglobina no sangue e ajudam nos casos de anemia.

Pressão Arterial: Este fruto tropical é muito rico em potássio, mas reduzido em sódio, tornando-a perfeita para combater a pressão alta. Tanto é assim, que a Food and Drug Administration nos Estados Unidos, permitiu que a indústria da banana oficialmente informasse ao publico, que ao comer essa fruta, ela poderá reduzir o risco de pressão alta e infarto.


Cérebro: 200 estudantes da escola Twickenham na Inglaterra tiveram ajuda nos exames este ano, comendo

bananas no café da manhã, lanche e almoço em uma tentativa de elevar sua capacidade mental. A pesquisa mostrou que o elevado teor de potássio na banana, pode ajudar a aprendizagem, tornando os alunos mais alertas.

Constipação: com elevado teor de fibra, incluir bananas na dieta pode ajudar a normalizar as funções intestinais, ajudando a superar o problema sem recorrer a laxantes.

Ressaca: uma das formas mais rápidas de curar uma ressaca é fazer uma vitamina de banana, adoçado com mel. A banana acalma o estômago e, com a ajuda do mel aumenta os níveis de açúcar no sangue, enquanto o leite suaviza e reidrata o sistema.

Azia: têm efeito antiácido natural no organismo, por isso, se você sofre de azia, experimente comer uma banana para aliviar.

Enjôo matinal: comer uma banana entre as refeições ajuda a manter os níveis de açúcar no sangue elevado e evita as náuseas.

Picadas de mosquito: antes do creme para picada de inseto, experimente esfregar a zona afetada com a parte interna da casca da banana. Muitas pessoas acham excelentes para reduzir o inchaço e a irritação.



Nervos: Bananas são ricas em vitaminas do complexo B que ajuda a acalmar o sistema nervoso.

Excesso de peso e no trabalho? Estudos do Instituto de Psicologia na Áustria mostram que a pressão no trabalho leva à excessiva ingestão de alimentos como chocolate e biscoitos. Estudando 5000 pacientes em hospitais, pesquisadores concluíram que os mais obesos eram os que mais sofriam de pressão alta e ataques de ansiedade. O relatório desse estudo, concluiu que: para evitar que comamos biscoitos e doces quando estamos ansiosos, então é necessário que se coma alimentos ricos em carboidratos a cada duas horas para manter níveis estáveis de açúcar no sangue, e é aí que entra a nossa querida banana.

Úlceras: A banana é usada na dieta diária contra desordens intestinais pela sua textura macia e suavidade. É a única fruta crua que pode ser comida sem desgaste em casos de úlcera crônica. Também neutraliza a acidez e reduz a irritação, protegendo as paredes do estômago.

Controle de temperatura: Muitas culturas vêem a banana como fruta 'refrescante', que pode reduzir tanto a temperatura física como emocional de mulheres grávidas. Na Tailândia, por exemplo, as grávidas comem bananas para os bebês nascerem com temperatura baixa.

Seasonal Affective Disorder (SAD): a banana auxilia os que sofrem SAD, porque contêm a vitamina B6 e Triptofano, que nos acalma e nos faz ficar bem humorados.

Fumar e Uso do Tabaco: As bananas podem ajudar as pessoas que tentam deixar de fumar. Vitaminas - A, B6 e B12, assim como o potássio e magnésio, ajudam o corpo a recuperar dos efeitos da retirada da nicotina.

Stress: O potássio é um mineral vital, que ajuda a normalizar os batimentos cardíacos, levando oxigênio ao cérebro e regula o equilíbrio de água no corpo. Quando estamos estressados, nossa taxa metabólica se eleva, reduzindo os níveis de potássio que podem ser reequilibrado com a ajuda da banana, que é rica em potássio.

Infarto: de acordo com pesquisa publicado no New England Journal of Medicine, comer bananas como parte de uma dieta regular, pode reduzir o risco de morte por enfarto em até 40%!

Verrugas: os interessados em alternativas naturais juram que se quiser eliminar verrugas, pegar um pedaço de casca de banana e colocá-lo sobre a verruga, com o lado amarelo para fora. Segure cuidadosamente a casca no local com esparadrapo!

Assim, a banana é um remédio natural para muitos males. Quando você compará-lo com uma maçã, tem quatro vezes mais proteínas, duas vezes mais carboidratos, três vezes mais fósforo, cinco vezes mais vitamina A e ferro e o dobro das outras vitaminas e minerais. Também é rica em potássio e é um dos alimentos mais valiosos para nossa saúde. Então talvez seja hora de mudar essa frase em inglês, tão conhecida: 1 apple a day, keep the doctor away, e que nós traduzindo deveríamos usar: "Uma banana por dia mantém o doutor sem freguesia!"

PASSE PARA OS AMIGOS
PS: Bananas devem ser a razão pela qual os macacos são tão felizes o tempo todo! Vou acrescentar uma dica aqui; quer um brilho rápido nos sapatos? Pegue a parte de DENTRO da casca da banana e esfregue diretamente sobre o sapato... Passe após, um pano seco. Fruto incrível!


publicado por Maluvfx às 12:15
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Terça-feira, 22 de Janeiro de 2013
Podem um socialista ou uma comunista do século XXI não ser vegetarianos?
Passar de uma dieta muito carnívora para uma basicamente vegetariana supõe reduzir fortemente o impacto socio-ecológico relacionado com as actividades de alimentação.

Usted no se lo cree” (“Você não acredita”), é o título do excelente blog (sobre aquecimento global) de Ferrán Puig Vilar. Você não acredita que dois séculos depois de Malthus o mundo esteja à beira de uma crise maltusiana. Você não acredita que centenas de milhões de pessoas - se não mesmo milhares de milhões - estejam em perigo. Você não acredita que estamos a entrar numa nova “Idade das Trevas”. Você não acredita que as conquistas que mais apreciamos naquilo a que chamamos de “civilização” possam ter os dias contados. Você não acredita que extensas zonas do planeta possam tornar-se inabitáveis. Você não acredita que as guerras climáticas e outras formas “novas” de violência possam fazer do mundo um lugar onde muita gente desejará não ter nascido. E como não acredita, você - a maioria social - continua instalado na negação e não actua, tratando de aproveitar as minguantes margens de acção que ainda dispomos.

Na explicação da sua incredulidade, creio que uma das razões que tem mais peso tem que ver com a nossa humana, demasiado humana dificuldade para entender as dinâmicas de crescimento exponencial (com esses tempos de duplicação que minguam prodigiosamente) (Meadows, Randers e Meadows (2006), especialmente o capítulo 2: “A força motriz: o crescimento exponencial”). Como mudou o metabolismo sociedade-natureza nos últimos 80 anos aproximadamente, e sobretudo nos últimos 30 anos (os anos em torno de 1930 e 1980 como dobradiças do século XX), é algo que desafia a imaginação humana. Desde que data diria você que os atuais habitantes da Terra emitimos a metade dos gases de efeito estufa? A resposta é espantosa: desde 1980! Apenas em 3 décadas, tanto como em muitos milénios antes: assim se comportam os crescimentos exponenciais. Custa-nos entender que o mundo atual, no que a impactos sobre a bioesfera e os ecossistemas se refere, não tem nada que ver com aquele em que viviam os nossos avós.

Comer carne hoje não tem as mesmas implicações político-morais que tinha em 1930 - nem sequer as que tinha em 1980! Pois, com efeito, uma das coisas que você não acredita é que o tipo de dieta que se faz - que nós fazemos nos países ricos - possa ter um grande impacto socioecológico e converter-se numa dimensão determinante de (in)justiça global. Bem, isto era o que desejava mostrar neste artigo: enquanto que num “mundo vazio” (a saber: um planeta com poucos seres humanos e muita natureza) a dieta não seria um assunto com grande peso político-moral - excepto para aqueles que desafiassem os confins de uma moral estritamente antropocentrica - num “mundo cheio” ou saturado em termos ecológicos (um planeta com muitos seres humanos e pouca natureza - em termos relativos) é-o. (sobre a noção de “mundo cheio” veja-se Daly, 1991)… Por isso, qualquer pessoa que defenda valores igualitários, a quem se preocupa com a sustentabilidade e a justiça, deve considerar a fundo a questão da dieta - com independência do que opine sobre os “direitos dos animais”.

  • 60.000 milhões de animais de exploração...
Até há muito pouco tempo em termos históricos (deixemos a pré-história de lado), o consumo habitual de carne estava restringido a uns poucos ricos privilegiados. Era um assunto de casta e de classe: a maioria das pessoas só comia carne em ocasiões especiais. Contudo, durante a fase fordista-keynesiana do capitalismo (e como uma parte do insustentável modelo sócio-económico que se põe em marcha então, a partir de 1930-1950) desenvolveu-se uma autêntica indústria pecuária mundial, com grandes instalações industriais para a criação intensiva que albergam muitos milhões de animais. A produção mundial de carne, ovos e productos lácteos utiliza todos os anos mais de 60.000 milhões de animais para exploração: quase dez vidas anuais por cada vida humana (desde 2011 somos 7.000 milhões de seres humanos sobre esta terra). Se continuassem as insustentáveis tendências atuais, os efectivos pecuários mundiais poderiam superar os 100.000 milhões de animais em 2050, dez vezes mais a população humana prevista para essa data (Tung, 2010; veja-se também FAO, FAOSTAT Statistical Database, em faostat.fao.org).

As dietas ricas em carne pertencem ao “estilo de vida” dos ricos deste mundo (igual ao automóvel individual, as segundas residências ou as viagens frequentes de avião); e são associadas a prosperidade ou modernidade, num mundo onde o nível de consumo ocidental se transformou no “standard” aos que estão “em vias de desenvolvimento” aspiram. Nas regiões industrializadas as pessoas continuam a consumir muito mais carne que as populações dos países pobres: uma média de 80kg por pessoa por ano contra 32kg. Mas esta brecha está a diminuir, e hoje mais de metade do total mundial de carne produz-se e consome-se actualmente nas regiões eufemisticamente chamadas “em vias de desenvolvimento”.

A produção mundial de carne multiplicou quase por 3 desde a década de 1970, aumentando só 20% na década posterior ao ano 2000. Como resumia a revista agropecuária estado-unidense “Farmer and Stockbreeeder” na sua edição de 30 de Janeiro de 1962, “a galinha poedeira de hoje em dia só é, depois de tudo, uma máquina de conversão muito eficiente, que transforma a matéria prima - substâncias alimentícias - num produto acabado - o ovo - descontando, claro, os gastos de manutenção.” (citado de Harrison 1964. p. 50). Isto não deveria preocupar-nos só porque a existência da imensa maioria das galinhas - e outros animais de fazenda - se tenham convertido num inferno sobre a Terra, se não porque os impactos socioecológicos desta reificação e mercantilização da vida não são assumidas. A intensificação da produção animal industrializada num “mundo cheio” implica que o sector pecuário compita em maior medida - e mais directamente do que antes - pela terra, a água e outros recursos naturais escassos. Isto tem enormes consequências em termos de justiça e sustentabilidade.

  • … e os impactos que essa produção industrial gera num “mundo cheio”
Quando comemos carne de animais criados com produtos agrícolas - como soja ou milho - que nós, seres humanos, podíamos comer directamente, perdemos a maior parte da energia bioquímica das plantas. Trata-se de uma espécie de “lei de ferro” da alimentação (as vezes denominada “lei de Lindeman”): cada vez que se sobe um escação na cadeia alimentar, perdem-se aproximadamente 9 décimas partes da biomassa. Assim, um aproveitamento eficiente dos recursos alimentares exige a permanência na base da cadeia alimentar. Num “mundo cheio”, só podemos alimentar adequadamente todos os seres humanos com dietas basicamente vegetarianas … Hoje, 85% da colheita mundial de soja - a fonte mais importante de proteína vegetal de alta qualidade - utiliza-se para a obtenção de azeite e farinha, e 90% da farinha destina-se ao fabrico de alimentos para animais de estábulo (MacDonald, 2012, p.303). Desde há bastante anos, aproximadamente 40% dos cereais do mundo e mais da terceira parte das capturas pesqueiras são usadas para alimentar a excessiva cabana pecuária mundial.

Há já alguns anos que o Conselho para a Alimentação Mundial da ONU calculou que dedicar à alimentação humana entre 10 e 15% do grão que se destina ao gado, seria suficiente para levar as rações ao nível calórico adequado, erradicando o flagelo da fome (Goodland e outros 1984, p.237). O problema piorou desde então.

Um estudo a cargo dos Amigos da Terra, tornado público no início de 2012, indica que a “pegada do uso da terra” da UE (que calcula a superfície que este conjunto de países necessita para dispor dos produtos agrícolas e florestais que utiliza) inclui pelo menos 60% de terras fora das suas fronteiras (Duch, 2012). Os 640 milhões de hectares da pegada europeia equivalem a 1,5 vezes a sua própria superfície: assim somos o continente mais dependente da “importação” de terras. Além disso, aproximadamente 70% dos produtos do mar consumidos na Europa provêm de oceanos e mares de fora...

Os chamados “países emergentes” aumentam o seu consumo de carne e peixe à medida que sobem na escala de “desenvolvimento” (desde muitos escalões por baixo de onde já nos encontramos!). China destinou em 2010 mais de 50% do seu fornecimento de milho, tanto nacional como importado, à alimentação animal (um aumento considerável tendo em conta os 25% que utilizava em 1980). Para garantir um tipo de dietas mais próximo do “standard ocidental”, a China recorre cada vez mais aos mercados mundiais - comprando principalmente soja mas também milho. Além disso, o grande país asiático está a arrendar e a tratar de controlar terras além das suas fronteiras para cultivar alimentos para a sua população e para o seu gado: é o preocupante fenómeno de acumulação de terras (land-grabbing), um dos sinais mais ameaçadores de choque contra os limites biofísicos do planeto, no início do século XXI (GRAIN, Hobbelink, 2012)...

Uma superfície equivalente à metade da terra fértil disponível na Europa já foi adquirida (a preços ridiculamente baratos) por capitais estrangeiros nos melhores lugares de países africanos ou sul-americanos. Só em África, o Global Land Project fala (num estudo de 2010 com valores de 2009) de 62 milhões de hectares em 27 países; e o Oakland Institute (2011) estima 50 milhões de hectares em 20 países. A agroindustria da Índia já formalizou acordos no Quénia, Madagascar, Moçambique, Senegal e Etiópia para cultivar e exportar para a Índia arroz, cana de açúcar, azeite de palma, lentilhas, verduras e milho, para alimentação neste último caso (Nelson, 2009).

Continuar a aumentar a produção mundial de carne, ovos e produtos lácteos tem uma repercussão directa sobre as perspectivas de aquecimento climático. Segundo a FAO, aproximadamente 18% das emissões globais de gases de efeito estufa (GEE) têm a sua origem no sector pecuário (9% das emissões mundiais de dióxido de carbono, 37% das de metano e 65% das de óxido nitroso). Mas outras análises - por exemplo do Banco Mundial - contabilizando emissões indirectas, aumentavam estes valores para 51% das emissões totais de GEE a nível mundial (Steinfeld e outros, 2006; Goodland e Anhang, 2009).

E se nos preocupam as repercussões da utilização massiva de agrocombustíveis sobre a segurança alimentar dos pobres, não nos inquietarão também as consequências do lombo de porco e dos enchidos?

“Durante os últimos anos, as implicações éticas de destinar milho, óleo de palma e cana de açúcar para produzir biocombustíveis estão a ser submetidas, justificadamente, a uma análise mais rigorosa, devido às potenciais repercussões negativas desta prática sobre os preços alimentares, a fome e o meio ambiente. Contudo, em 2007/2008 somente 4% da produção mundial de cereais (100 milhões de toneladas, das quais 95 milhões eram milho) foi utilizada para biocombustíveis. Em comparação, 35% dos cereais (756 milhões de toneladas) foram destinadas à alimentação animal. Em 2007 somente 12% do milho do mundo se utilizou para produzir etanol, enquanto que 60% foi parar ao fabrico de alimentos.” (MacDonald, 2012, pp.303-304)

  • Uma dieta não generalizável
A dieta corrente nos países do Norte - ou nas camadas com rendas maiores que os outros países - além de pouco saudável, não é generalizável ao conjunto do planeta. Vejamos alguns cálculos com valores de 1990 (como se verificará, o núcleo do problema permanece; além disso , desde então os problemas ecológicos mundiais não deixaram de piorar, ao mesmo tempo que continuava a crescer a população humana). Em 1990, para alimentar os mais de 5.300 milhões de seres humanos que então populavam o planeta, contou-se com uma colheita de 1.780 milhões de toneladas de cereais. Supondo-se uma distribuição igualitária, com esta quantidade poderiam alimentar-se suficientemente 5.900 milhões de pessoas: mas com o nível de consumo per capita da Europa Ocidental (especialmente el consumo de carne), só 2.900 milhões puderam.

Suponhamos que a colheita mundial de cereais aumenta até totalizar 2.000 milhões de toneladas. Com isto poderiam alimentar-se somente 2.500 milhões de pessoas com dieta estado-unidense (800kg de cereais por ano, a maioria consumidos indirectamente em forma de carne, ovos, leite, gelados…). Ou então 10.000 milhões de pessoas com a dieta hindu de então (200kg de cereais, consumidos directamente quase na sua totalidade). Nenhuma destas duas dietas é muito saudável, a primeira por excesso, a segunda por defeito. No meio termo encontra-se uma dieta que nutricionalmente é muito mais adequada, a dieta mediterrânea: com os 400kg de cereal por pessoa que consumiam os italianos em 1990 podiam alimentar-se 5.000 milhões de pessoas (Brown, 1997. P.77). Só que hoje – em 2012 – já somos mais de 7.000 milhões, e a população mundial ainda continua a aumentar …

Se 9.000 milhões de pessoas (a população em que talvez se estabilize a demografia humana durante o século XXI) tratassem de comer como hoje o faz o estado-unidense médio, fariam falta as terras de cultivo de mais de dois planetas adicionais para suportar essa dieta: 4.500 milhões de hectares – quando na Terra só existem uns 1.400 milhões de hectares de terra de cultivo (Trainer, 2011; nos espanhóis e espanholas não estamos tão longe do sobreconsumo de carne dos estado-unidenses, se contabilizarmos também no nosso caso a proteína animal proveniente da pesca, que igualmente sobreconsumimos. O mesmo cálculo, de outro ângulo: com dieta estado-unidense, e tendo em conta que temos de cultivar mais coisas que alimentos em terras agrícolas (fibras por exemplo, ou matérias primas para a indústria…) o planeta só poderia dar sustento a 1.500-2.000 milhões de pessoas.

Não se pode ignorar, também que a produção agropecuária de hoje é insustentável a médio prazo (depende crucialmente de recursos não renováveis cujo auge nos estamos a aproximar: petróleo, gas natural, fosfatos)… Não há forma de conceber um mundo sustentável para 17 mil ou mais milhões de seres humanos salvo em termos de agroecologia, soberania alimentar e dieta basicamente vegetarianas.

  • Para concluir
Passar de uma dieta muito carnívora para uma basicamente vegetariana supõe reduzir fortemente o impacto socio-ecológico relacionado com as actividades de alimentação. Deveríamos mudar as nossas pautas de alimentação até uma dieta basicamente vegetariana – a “dieta mediterrânea” que antes evocamos -, muito menos rica em carne e pescado que a actual, e deveríamos renunciar por completo a ganadaria extensiva: criação de aves em corrais abertos, gado bovino e ovino que pastam livremente em prados, etc. (e a ele a condição, claro está, de que se minimize o sofrimento provocado aos animais no transporte e que se sacrifiquem com métodos indolores.) Em torno destes objectivos deveria poder articular-se uma ampla coligação social que unisse ecologistas, defensores dos animais, fazendeiros de montanha (e pequenos fazendeiros em geral), preservadores das raças nativas, activistas pela alimentação natural e consumidores conscientes. Como já sugeri há muitos anos, o lema de uma coligação assim poderia ser “menos carne, melhor carne, vida para o campo” (Riechmann, 2003). E a uma coligação semelhante não deveriam juntar-se os e as socialistas/comunistas do século XXI?

Os sistemas agropecuários actuais já produzem hoje impactos ecológicos inaceitáveis, e – se pensamos no futuro – são ecologicamente insustentáveis. Por outro lado, num mundo onde centenas de milhões de humanos estão sub-nutridos ou morrem de fome, e em cujo horizonte presentimos problemas cada vez mais graves para alimentar adequadamente uma população crescente, não podemos desperdiçar tanta comida criando animais como fazemos hoje. A produção de cereais per capita alcançou um máximo em 1985 e desde então, com todos os esforços realizados, foi diminuindo (Meadows, Randers e Meadows, 2006, p. 120): é outro dos indícios flagelantes de choque contra os limites num “mundo cheio”. Como assinala Esther Vivas,

“Se a “revolução verde” prometeu acabar com a fome no mundo e não o conseguiu – pelo contrário: os valores absolutos de famintos não têm parado de aumentar, superando os mil milhões segundo indica a FAO – o aumento na produção de carne não significou uma melhoria na dieta. Antes (…) o aumento do consumo de carne gerou maiores problemas de saúde e a sua lógica productivista teve um impacto muito negativo no meio ambiente, no campesinato, nos direitos dos animais, e nas condições laborais. Aumentar a produção não implica um maior acesso àquilo que se produz, como bem demonstrou o fracasso da “revolução verde” e a “revolução fazendeira”. (Vivas, 2012)”

Assim a resposta à pergunta posta pelo título deste artigo deveria ser, na minha opinião: um socialista e uma comunista do século XXI deveriam estar conscientes de que só dietas com uma pequena fracção do conteúdo de carne, peixe e produtos provenientes da ganadaria industrial do que hoje se considera “normal” são coerentes com o resto da sua ideologia de emancipação humana.

Se é que levamos a sério os valores da igualdade, justiça e sustentabilidade, claro está.

  • Uma nota sobre a questão das touradas
Concedemos que a mal apelidada “festa dos touros” seja cultura – no mesmo sentido em que os tormentos que aplicava aos seus réus a Santa Inquisição formavam parte da cultura espanhola da época – mas, será por isso um bem? Que uma determinada prática venha enraizada numa tradição ou numa cultura nada nos diz sobre a sua justificação ética. Não se trata de que regionalistas ou nacionalistas periféricos questionem uma suposta essência cultural espanhola, se não de algo de muito maior profundo: a tomada de consciência sobre espectáculos cruéis onde se tortura e mata seres sencientes que sentem dor, medo e outros sentimentos similares aos nossos.

As práticas culturas que servem de invólucro à tortura de seres vivos – desde a caça da raposa à festa vermelha da matança de atuns nas ilhas Feroe – são inaceitáveis. Não disfarcemos a sua brutalidade e inumanidade: trata-se de sinais de barbaridade. A comparação com outras práticas culturais como a ablação do clitóris não supõe que se rebaixe a condição das mulheres, mas sim que em ambos os casos um traço cultural, em determinadas sociedades, é incompatível com o princípio de humanidade.

O sacrifício mais ou menos ritual do touro no decorrer da corrida comporta um grande sofrimento e destruição do animal incompatível com uma consciência civilizada. O sacrifício de seres humanos e de animais não-humanos é parte da história da humanidade e constituiu inclusive o núcleo do sagrado em determinadas formas de organização social: mas a sua persistência, por muito que a assume uma parte de uma sociedade, é incompatível com o progresso moral nas mentalidades e acompanha a reprodução de comportamentos inumanos.

Com a supressão das corridas de touros pode avançar-se para uma reconsideração profunda da relação entre o ser humano, os animais não-humanos e a natureza. Não devemos apoiar práticas sociais que legitimam a submissão aos impulsos primários e a violência.

Publicado na revista Viento Sur. Tradução de Inês Ribeiro.

Fonte do texto: Debate da Associação Política Socialista Revolucionária


publicado por Maluvfx às 15:20
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Sábado, 19 de Janeiro de 2013
Touradas na ilha Terceira: Tradição e Turismo
Touradas na ilha Terceira Tradição e Turismo por José Ormonde


publicado por Maluvfx às 08:55
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Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2013
Agar-Agar, Goma Xantana. O que é isso?
 ~
Ágar ou kanten

O ágar-ágar é um espessante extraído de algas marinhas e que permite fazer gelatina quente, e é utilizado em alguns restaurantes para fazer espumas ou gelados com os sabores desejados, no momento e à sua vista. Ágar é um agente gelificante vegetariano derivado de algas marinhas secas. Embora o ágar possa ser colhido ao natural, é comum ser cultivado comercialmente. Como gelatina, o ágar é termo-reversível, mas em temperaturas bem altas, e possui cerca de 5 vezes mais propriedades estabilizadoras. Diferente da gelatina, o ágar se firma à temperatura ambiente, e mantém seu formato quando aquecido. Um solução de ágar a 1,5% forma um gel ao esfriar à temperatura ambiente que só derrete acima de 85°C. Esta é principal propriedade do ágar e encontra muitos usos nas aplicações alimentares. O teor em açúcar tem efeito considerável sobre o gel de ágar. Níveis maiores de açúcar tornam os géis mais firmes, com textura mais rendosa. É utilizado em produtos dietéticos, especialmente para substituição da gelatina animal, na alimentação vegetariana.

Goma xantana

É obtida a partir da fermentação de amido de milho com uma bactéria (Xanthomonas campestris). O produto resulta num polissacarídeo com grande poder espessante, e se destaca também pelo seu efeito de potencial suspensor de elementos sólidos num meio líquido. É usada para modificar a viscosidade de líquidos, em baixa escala (normalmente 1/3 colher de chá para 1 galão). Por conta da dificuldade em misturar a goma xantana com um líquido por igual, deve-se misturar bem lentamente, em liquidificador em velocidade máxima. Muitos sorvetes e picolés, mesmo os gelattos italianos, pedem dois ingredientes principais: goma xantana e algumas vezes goma guar.

Outra característica interessante da goma xantana é sua capacidade de afinar quando submetida às forças como sacudir (shake), o que a faz ótima para molhos, pois irá encorpar de novo após ter saído da garrafa. Evita que o óleo se separe nas emulsões líquido- óleo, tipo molho de salada. É mais estável em várias temperaturas e pH que outros tipos de gomas.

É usada também para dar à massa sua elasticidade necessária em assados isentos de glúten, pois o glúten geralmente confere essa característica elástica à massa. E não importa como seja usada, a goma xantana sempre permanece sem cor e sem sabor, assim pode ser adaptada à qualquer necessidade.

"Ás vezes uma receita pede um ingrediente e usamos sem saber o que realmente é. Quantas vezes comemos um produto e nem lemos no rotulo o que estamos ingerindo. Será que é veneno? O que será? Muitas vezes nem nos perguntamos. O que será que é isso? E o pior nem nos preocupamos em procurar o significado do que estamos ingerindo. Podre de Nós."

Fonte


publicado por Maluvfx às 06:07
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Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2013
"a minhoca sem abrigo e o pássaro vegetariano"
Cesária era uma minhoca sem abrigo que arrastava um saquinho com os seus pertences pelos caminhos não alcatroados da floresta. Como não tinha muita coisa de seu, o saco não lhe pesava muito, mas o peso que o saco tinha era o bastante para ela achar que era dona de muita coisa e que dentro do seu pequeno saco estava um verdadeiro tesouro. Por isso ela já se havia defendido com unhas e dentes de algumas minhocas malandras que lho queriam roubar, se bem que isto é uma maneira de dizer, uma força de expressão, já que Cesária, por ser uma minhoca, não tinha unhas nem dentes.

Sem casa nem caminha certa, ela andava com toda a liberdade por sítios onde nunca antes nenhuma minhoca se havia aventurado. Provava folhas e frutos de árvores e arbustos, guardava pequenos pedacinhos saborosos, e só à noite, quando estava escondidinha num lugar seguro, se deliciava com o seu repasto.

Nunca ninguém lhe tinha perguntado porque é que ela não tinha casa nem família, e por isso mesmo, ouviam-se sobre a minhoca Cesária as histórias mais variadas. Uns diziam que ela era má e por isso não tinha casa nem amigos, outros diziam que ela era curiosa e aventureira e por isso corria a floresta, uns achavam que por ela não ter nada não era mesmo nada interessante e outros finalmente achavam que ela era tão pobre que nem valia a pena falar dela.

Isto não era nada importante para a Cesária e nem lhe passava pela cabecinha de minhoca que alguém pudesse falar dela e do que tinha ou do que não tinha. Mas, se alguém alguma vez lhe tivesse perguntado, Cesária diria que a sua casa era a floresta inteira até ao dia em que achasse no caminho um lugar onde valesse a pena ficar e guardar o seu saco.

Estávamos nós já perto do Outono quando Cesária, que sentia o arrefecimento progressivo dos dias na sua pele fininha, deu de caras com uma enorme e apetitosa maçã vermelha. Prontamente ela se decidiu a fazer-lhe um buraquinho para poder passar a noite mais quentinha e abrigada do vento forte. Começou pois a trincar a maçã vermelha muito devagar, com a sua paciência de minhoca, até fazer uma porta bem redondinha. Depois, puxou o seu saco para dentro e adormeceu confortavelmente com sonhos bonitos. Ainda não era bem de manhã para uma minhoca dorminhoca como ela, quando acordou com uns estremeções e um barulho assustadores. Muito alvoroçada espreitou à porta da sua maçã e viu um bico amarelo e voraz vir na sua direcção. Pensando que era o seu fim, Cesária gritou o mais alto que uma minhoca pode gritar: aiiiiiiii!!!! - O que vale é que os pássaros têm muito bons ouvidos e Juvenal arregalou os olhos à procura de quem tinha assobiado tão baixinho.

A pobre Cesária tremia muito, muito, e o pássaro Juvenal olhava para ela curioso – Não tenhas medo! – disse-lhe ele num chilreio carinhoso - E o que tens tu dentro desse saco? Posso saber?
- Ora essa, tenho muitas coisas! Tenho todas as minhas coisas! Mas isso não interessa a um pássaro comilão, pois não?
- É claro que me interessa, senão não te estava a perguntar não achas?
Cesária achou que ele tinha razão. Ninguém deve fazer perguntas sobre uma coisa que não queira saber. E pela primeira vez Cesária despejou o seu saco e mostrou a alguém o que nele guardava. Folhas e pedrinhas de muitas cores, algumas tão brilhantes que se diria guardarem o sol.
- Que lindas! – Exclamou Juvenal verdadeiramente embasbacado – Tens aí um tesouro! Eu no meu ninho não tenho nada de tão belo. Queres conhecer o meu ninho? Anda, anda daí.

Cesária não era tola e sabia perfeitamente que os pássaros comiam minhocas, prendendo-as no bico para depois as engolirem e engordarem o papo. O que Cesária não sabia era que Juvenal era um pássaro diferente. Juvenal era vegetariano e alimentava-se só de folhinhas e frutos porque tinha muita pena de comer os pequenos bichinhos como as minhocas.

Está-se mesmo a ver que Cesária e Juvenal ficaram muito amigos. Ela era uma minhoca sem abrigo que arrastava um pequeno saco, e ele um passarinho que voava sozinho sem um bando que o acolhesse. Os dois conheciam e apreciavam o gosto das folhas mais tenras e raras e das maçãs e pêras mais suculentas. Sabiam onde encontrar as melhores bagas e sementes e como combinar os seus paladares das maneiras mais exóticas e requintadas.

Com o tesouro das pedrinhas brilhantes como o sol e com muito afinco de ambos, Cesária e Juvenal inauguraram nesse mesmo Inverno junto à arvore da maçã vermelha um restaurante vegetariano que foi um verdadeiro sucesso.

Foi assim que Cesária encontrou em Juvenal o abrigo que sempre procurara e que o restaurante dos dois bons amigos se tornou o local mais famoso da floresta das olaias.

por Bastet


publicado por Maluvfx às 14:14
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Quarta-feira, 9 de Janeiro de 2013
Bagas goji, o poderoso antioxidante
Já ouviu falar das bagas goji? Saiba porque razão estão na moda. Há cada vez mais estudos a reforçar os benefícios deste fruto, com múltiplas propriedades. Goji é a fruta da planta Lycium barbarum, proveniente dos Himalais, (Norte da China e Tibete). Apresenta-se em forma de baga vermelha, com um aspeto semelhante à uva passa.

Embora seja usado há milhares de anos na China, Tibete e Índia, tanto na alimentação como constituinte de fórmulas de fitoterapia da Medicina Tradicional Chinesa, só começou a despertar o interesse da ciência ocidental, quando se começou a descobrir a sua qualidade nutritiva e o seu poder antioxidante.

Conheça algumas das suas propriedades:

Ajuda a proteger os olhos
As bagas goji são uma fonte rica de carotenoides beta-caroteno e zeaxantina, que desempenham um papel fundamental em manter a retina saudável.
Além disto, ao incluir carotenoides regularmente na sua dieta, pode também ajudar a diminuir o risco de degeneração macular que se desenvolve com a idade, ajudando ainda a melhorar a sua visão geral e a função ocular.

Redução dos níveis de glucose no sangue
Outra razão para incluir no seu dia a dia as bagas goji é porque se tem verificado que ajudam a reduzir os níveis de glucose no sangue que se verificam após uma refeição rica em hidrocarbonatos. Isto significa que não terá tantos problemas com as variações de energia ao longo do dia e pode ajudar os que sofrem de diabetes.

Ajuda do sistema imunitário
Se tem tendência para adoecer com frequência no inverno, as bagas goji podem ajudar a evita-lo, estimulando o seu sistema imunitário.
Os que praticam exercício intenso também devem prestar atenção a este benefício, uma vez que o exercício intenso também pode com o tempo enfraquecer o sistema imunitário tornando-se vital que faça tudo o que puder para o fortalecer.

Diminuição dos níveis de colesterol
Outro benefício que as bagas de goji é que podem ajudar a diminuir os seus níveis de colesterol quando consumidas com regularidade.

Outros benefícios:
-Protege o corpo do envelhecimento e aumenta a longevidade
-Promove a energia e bem-estar em geral
- Protege contra doenças cardio-vasculares e inflamatórias
- Fortifica e mantém um sistema imunitário saudável
- Alguns estudos apontam como tendo propriedades anti-cancerígenas
- Combate a artrite
-Ajuda no processo digestivo e na perda de peso
- Fortalece e suporta a função saudável do fígado e dos rins
- Fortalece os ossos e os tendões
- Mantém um sistema nervoso saudável
- Protege a pele dos danos causados pelo sol
- Aumenta a líbido e o desempenho sexual
- Promove a fertilidade

Como usar
Ingerir diretamente do pacote ou misturas com outras frutas secas e/ou frescas, em batidos, mueslis, chás. Também podem ser demolhadas em água. Esta água é excelente para hidratar o corpo e pode ser usada como base para qualquer receita culinária.

Dosagem
Quantidade razoável: 15 a 45 gramas diárias, ou seja, cerca de uma mão-cheia.

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publicado por Maluvfx às 09:59
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Terça-feira, 8 de Janeiro de 2013
DEFENSORES DOS ANIMAIS; QUEM SÃO E O QUE FAZEM
No passado, ser um defensor dos animais era tido como uma pessoa careta ou esquisita. Dava a impressão que era uma pessoa que não gostava de gente. Tudo isso mudou. Hoje os defensores estão em todas as camadas sociais e inclusive entre os intelectuais e artistas.


Rodeios, experimentação com animais, touradas, animais de circos, abandono de animais, leis de proteção animal, brigas de galos e de cães, maus tratos aos animais, tráfico de animais silvestres, defesa das baleias, vegetarianismo e veganismo, contra o trabalho de animais, contra o uso de produtos derivados de animais e muitos outros itens fazem parte do trabalho diário dos defensores.  

Na verdade há vários tipos de defensores, desde os mais simples que apenas cuidam bem dos animais e se preocupam por eles, até os extremamente radicais que arriscam suas vidas em defesa dos animais como, por exemplo, o grupo Igualdad animal da Espanha, o Greenpece, o Sea Shepherd e vários outros. Entretanto todos tem algo em comum, o grande amor pelos animais.

Os defensores mais simples em geral são carnívoros, ainda não perceberam que não combina bem defender um animal enquanto come outros. Mas apesar de tudo, já é um início. Com o tempo e dependendo de várias circunstâncias e por diversos caminhos alguns acabam percebendo que é uma incoerência defender animais enquanto promove sua matança comprando carne. E assim, um dia tomam a grande decisão, não se deve comer carne de quem se defende.

Há um grupo de defensores intermediários. São pessoas que às vezes não tem muito tempo para se dedicar a causa animal, assim, são vegetarianos, tratam bem os animais, lêem sobre os temas de defesa dos animais, mas não tem muito como agir para defendê-los.

Há também um grupo totalmente voltado para a defesa dos animais. Passam o maior tempo possível conforme suas vidas lhes permite, dedicando-se aos animais. Essa dedicação acontece das mais diferentes maneiras. Alguns são bem práticos, saem às ruas para ajudar os animais, fazem regate, denunciam, cuidam, montam ONGs para abrigar animais e muitas outras atividades práticas. Essas pessoas são as que mais sofrem em suas tarefas em defesa dos animais, pois só encontram barreiras daquelas pessoas que não entendem o sentido de defender os animais. Em muitos casos, conseguem até inimigos.

Outro grupo cada vez mais importante entre os defensores é um grupo mais intelectual, usam seus conhecimentos técnicos, artísticos ou de formação para ajudar os animais. Por exemplo, há nesse grupo veterinários que poderiam estar comodamente apenas exercendo suas profissões, mas vão mais além, dedicam-se ao salvamento dos animais. Há pessoas com formação que envolve ética, direito, etc. Que usam essas ferramentas para ajudar os animais, escrevendo, divulgando, denunciando e tudo mais. Há também o grupo dos artistas. Usam de seu carisma e de sua arte em defesa dos animais. Aliás, este é o grupo que mais tem crescido nos últimos anos.

Cantores, músicos, atores e muitos outros aderem à causa animal e usam de sua influência junta ao público para passar uma mensagem positiva contra a exploração dos animais. A maior ONG do mundo, o peta, há muito descobriu que o melhor meio para passar uma mensagem em defesa dos animais ao grande público é justamente usando pessoas queridas e até adoradas pelo público, ou seja, os artistas. E neste aspecto tem obtido enorme sucesso, motivando milhões de pessoas a cada ano a um melhor entendimento sobre os animais.

Muitas pessoas passam a defender os animais apenas porque seus ídolos assim o fazem, outras, porque acham que se um grande astro fala a favor de uma causa, vale a pena pesquisar um pouco e ver do que se trata. De toda maneira acaba aderindo à causa, pois não há quem não pesquisa sobre direitos e defesa dos animais que logo não se convença de que deve mudar de atitude radicalmente e passar a defender os animais.

A defesa dos animais é uma causa lógica. Não há como fugir. Basta ter um mínimo de inteligência e boa vontade. Em meia hora de pesquisa séria e reflexão qualquer pessoa inteligente se dá conta do grande erro que vinha cometendo durante toda sua vida, o erro de considerar os animais como meros objetos, como produtos ou alimentos.

Os vegetarianos e veganos.

Um grupo que pode ser dividido em duas partes, aqueles que primeiro se tornaram defensores dos animais e em seguida perceberam que seria uma verdadeira hipocrisia defende-los e ao mesmo tempo come-los e, portanto a solução seria ser vegetariano em defesa dos animais, e um outro grupo que primeiro se tornou vegetariano pensando em si, ou seja, um corpo saudável, longe das doenças, longevidade, etc. Mas que depois vieram a descobrir que vegetarianismo tem tudo a ver com a defesa dos animais, e a partir de então passaram a se dedicar a causa dos animais.

Os defensores dos animais, apesar da modernidade dos meios que usam e da evolução da ética, ainda encontram muitas barreiras e inimigos. A principal delas é a tradição. Alguém no passado inventou determinado procedimento, como por exemplo, o famoso churrasco, ou qualquer outra coisa do gênero que tenha a ver com os animais. A partir daí isso vai passando de geração para geração e ninguém tem coragem de dar um basta.

Assim, sobre para os defensores dos animais, a árdua tarefa de dar um basta em muitas tradições, e claro que isso exige muita luta, é quebrar toda uma corrente, todo um pensamento enraizado nas pessoas, passado de pai para filho. Dizer a alguém que deve abolir o churrasco ou a tourada ou a pescaria em defesa dos animais não é tarefa fácil, o defensor não está enfrentando apenas uma pessoa, mas milhares que praticam a mesma atividade e até as gerações passadas que impingiram tais tradições.

Ainda outro inimigo de peso que o defensor enfrenta é a indústria animal. A indústria não usa apenas a parte material dos animais como a carne, a pele e outros produtos. Usa de uma ferramenta muito difícil de ser combatida, usa a propaganda a fazer de seus produtos. Faz com que os produtos derivados de animais pareçam indispensáveis e maravilhosos. Causa nas pessoas a impressão de que é totalmente impossível viver sem eles. Ao mesmo tempo, essa indústria que usa os animais é rica e poderosa possuindo meios para combater os defensores.

Ultimamente o que muito tem ajudado as pessoas que defendem os animais são os meios modernos de comunicação, sobretudo a internet. Grandes exemplos podemos ver recentemente quando milhares de pessoas se uniram através de e-mails, sites de relacionamentos, blogs, sites e tudo o mais para tentar dar um basta na poderosa indústria que usa peles de animais. Os resultados foram excelentes, essas pessoas unidas conseguiram dobrar as poderosas marcas que usam peles, fazendo-as voltar atrás, dar esclarecimentos e até pedir desculpas.

Assim, as grandes ferramentas modernas para quem pretende defender os animais são duas, os meios principalmente com o uso da internet e a união. Hoje, um defensor isolado não consegue nada. A solução é a união. Assim, aqui recomendamos que entre para algum grupo em defesa dos animais, acompanhe os sites, blogs, e páginas dedicadas a estes temas.

por Leonardo Bezerra


publicado por Maluvfx às 07:54
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Segunda-feira, 7 de Janeiro de 2013
A Farinha de Alfarroba como substituto de Cacau



A farinha de alfarroba é conhecida como um substituto de cacau devido à sua semelhança em cor e sabor ao cacau em pó. Mas, quando comparamos um produto com o outro, vemos que, na realidade, a farinha de Alfarroba possui muitas vantagens em relação ao cacau.

O cacau têm elevado teor em lipídeos (cerca de 23%), enquanto que na farinha de Alfarroba esse teor é inferior à 1%.

A gordura do cacau é essencialmente constituída de ácidos graxos saturados e além disso, o cacau contém dois alcalóides – a cafeína e a teobromina – fortes estimulantes do sistema nervoso e do rítmo cardíaco.

Esses alcalóides são capazes de serem passados para bebês em fase de aleitamento através do leite materno. O cacau também possui a feniletilamina que é um composto que pode provocar enxaqueca e reações alérgicas. Já a farinha de Alfarroba não possui nenhum destes compostos.

A farinha de Alfarroba contém, em média, 48 a 56% de açúcar (sendo essencialmente sacarose, glicose, frutose e manose), 18% de fibra (celulose e hemicelulose), 0,2 a 0,6% de gordura, 4,5% de proteína e elevado teor de cálcio (352 mg/100g) e de fósforo.

Quando, em uma receita, se decide substituir o cacau pela farinha de alfarroba, deve-se retirar um pouco da quantidade de açúcar e adicionar um pouco mais de gordura, devido à alta concentração de açúcares da farinha de Alfarroba e seu baixo conteúdo lipídico.

Você poderá substituir até 50% da participação do cacau em sua receita, ao utilizar a farinha de Alfarroba, com isso, pode-se conseguir reduções significativas no seu custo final.

A farinha de alfarroba confere ainda cremosidade, brilho e viscosidade aos produtos onde é utilizada como ingrediente.
Ela é um ingrediente com alto conteúdo de carboidratos naturais que representa 80% do produto. Nutricionalmente, esta farinha não contém anticorpos alergênicos nem teobromina e está isento de estimulantes cafeínicos, com baixo conteúdo de gordura.

A farinha de Alfarroba contém as Vitaminas A, B1 e B2, cálcio, magnésio e ferro. E Possui uma ampla gama de aplicações na indústria alimentícia, em confeitarias, sorvetes, bebidas, xaropes e medicamentos.

Se utilizar-se de grandes quantidades de farinha de Alfarroba no seu produto final, o resultado pode ser um produto com um sabor e aroma muito característicos que pode ser combinado com o cacau, a baunilha, avelãs e etc.

Para que o produto fique com o sabor melhorado, aconselha-se a utilização de aroma de cacau, quando substituir-se totalmente este pela farinha de Alfarroba. Mas, quando em substituição parcial a esta adição de aroma fica à cargo do próprio desenvolvedor do produto.

A farinha de Alfarroba por ser um produto com alto teor de açúcares, naturalmente, dá ao produto final um sabor equilibrado entre o doce e o amargo, diferentemente do cacau que possui um sabor essencialmente amargo, sendo necessário a adição de uma quantidade significativa de açúcar.


publicado por Maluvfx às 09:50
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