Ética é o conjunto de valores, ou padrões, a partir dos quais uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões. A ética é importante por que respeita os outros e a dignidade humana.

Segunda-feira, 24 de Maio de 2010
Abolição Animal - Uma Luta por Igualdade e Respeito




Assim como o racismo afirma a superioridade de um grupo racial sobre outro, e o sexismo a superioridade de um sexo perante outro, o termo ESPECISMO significa julgarmos uma espécie superior a outra. Na escravidão animal, o especismo qualifica e justifica a exploração de animais não-humanos por animais humanos. Assim como os brancos tentaram impor-se sobre os negros (racismo), ou os homens sobre as mulheres (sexismo), hoje nós, humanos, tentamos nos impor sobre outras espécies de animais não-humanas. Tornando-as simples objetos e mercadorias, sem valor inerente, ou seja, o valor de suas vidas está diretamente relacionado ao uso que nós fazemos dela. Deixamos, portanto, de considerar o interesse desses animais em sua própria vida e liberdade.
Os negros e a mulheres resistiram à exploração e, através da criação de movimentos politicamente organizados, lutaram para conquistar igualdade racial e igualdade entre os sexos, mas os animais não têm esse poder de organização política para reivindicar em sociedade seu direito de não ser tratado como mercadoria ou posse de seres humanos. Por isso a existência de uma organização humana que luta para que todas as espécies sencientes - seres com subjetividade, capazes de sentir dor e aptos a decidirem por si mesmos sobre seus próprios interesses - tenham sua igualdade conquistada. Chamamos esse movimento de Abolição Animal. O movimento abolicionista luta para que os animais não-humanos sencientes também sejam possuidores de direitos.

Mas, o que é um direito? Um direito é um muro construído em volta de um interesse, por exemplo, todos os animais sencientes – humanos e não-humanos - têm o interesse em não sofrer e em viver sua vida em liberdade, então são criados direitos para que todos esses interesses sejam protegidos. Dessa maneira atribuímos um valor inerente a toda forma de vida senciente no planeta. Atribuir tal valor é o mesmo que dizer que a vida dos animais humanos e não-humanos tem um valor próprio e não depende de interesses econômicos ou financeiros para existir. Assim, não há NADA que justifique moralmente a mercantilização e a escravização de uma espécie animal para que outra espécie seja beneficiada. Isso fere diretamente a questão da autonomia de cada ser vivo.
O que podemos fazer HOJE para contribuir com o fim da escravidão animal? Fácil, o que pode ser feito neste exato momento para contribuir com o fim da exploração dos animais humanos sobre os animais-não humanos é a opção pelo VEGANISMO. Ser vegano é optar por boicotar qualquer produto gerado através da exploração animal. Produtos que vão da alimentação (carne, leite, ovos, mel, etc), vestimentas (couro, peles, lã, etc), até a cultura (rodeio, circo com animais, etc), além de qualquer tipo de produto que tenha sido testado em animais (experimentação). Escolher o veganismo é escolher um mundo no qual se reconhece o valor inerente da vida, em qualquer espécie senciente. Tornarmos veganos é o que podemos fazer agora para deixar de contribuir com a exploração, sofrimento e morte de milhares de seres vivos que são diariamente escravizados dentro da indústria alimentícia, científica e do entretenimento.

Abolição Animal e veganismo não existem separados um do outro, só podemos deixar de sermos especistas se optarmos por uma escolha de vida vegana, ou seja, uma escolha que respeite e reconheça o valor da vida em qualquer espécie senciente, seja ela humana ou não. O veganismo é o primeiro passo em direção a um mundo mais ético e mais igual.

Texto retirado da apostila distribuída no 1° EDUCAVEG (dia 25/04/10)
Por Alex Peguinelli  


publicado por Maluvfx às 18:37
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Quinta-feira, 13 de Maio de 2010
Bem-Estarismo e Vegetarianismo: um Círculo Vicioso

A ideia que temos de promover o vegetarianismo e o bem-estarismo em vez do veganismo e abolicionismo é um absurdo pernicioso promovido por organizações bem-estaristas que se beneficiam do lucro, aconselhadas por advogados que foram enganados pela sedução dos "líderes" - Singer, Pacelle, Friedrich, Newkirk, e assim por diante - em falsas crenças sobre por que o veganismo é entendido pelo público como "extremo" e mesmo "fanático".


Percebe-se nestes termos pejorativos, precisamente porque os "líderes" não procuraram fazer o veganismo como normal, a posição padrão de alguém que leva os animais a sério (Francione). Pelo contrário: eles têm consciência e deliberadamente fizeram o bem-estarismo e a carne "feliz" a posição central, enquanto difamam o veganismo como uma ética excêntrico de santos e heróis.


Mas esses "líderes", no entanto afirmam com ousadia descarada que devemos promover o bem-estarismo e a carne "feliz" porque o público não é receptivo ao veganismo, quando de facto, é o bem-estarismo e a carne "feliz" que causam a não-receptividade. O resultado disto é que eles 'decadentemente' se auto-confirmam num problema, que eles eles próprios definem e criam. O efeito desta decadência é criar um círculo vicioso pelo qual a não receptividade ao veganismo supostamente justifica o bem-estarismo que por sua vez reforça (por oposição a enfraquecer ou corroer) a não receptividade ao veganismo - e assim ad infinitum.


Consequentemente, o movimento bem-estarista é projetado para se auto-alimentar para sempre - e assim fará a menos que reconheçamos que, imperativamente, os direitos dos animais nos compelem a rejeitar o bem-eatarismo e em vez disso fazer do veganismo a base moral, o padrão mínimo da decência, para a advocacia de direitos dos animais.


Fonte


publicado por Maluvfx às 14:46
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Domingo, 9 de Maio de 2010
Moby no VEGETHUS e interação com o VEDDAS

O DJ e produtor musical Moby, que é vegano (não consome qualquer produto que seja derivado de animais), esteve em turnê pelo Brasil entre os dias 18 e 24 de abril, passando por Brasília, Porto Alegre, Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro. Por todas as cidades por onde passou, Moby e sua equipe visitaram os restaurantes vegetarianos e veganos que lhes foram recomendados pela NUTRIVEG www.nutriveg.com.br ) que deu apoio na orientação da alimentação do astro durante a sua turnê pelo Brasil.
 

Durante a sua estada em São Paulo, que durou da tarde de quinta-feira até o almoço de sábado, Moby fez as suas 5 refeições na unidade Consolação do VEGETHUS Restaurante Vegano ( www.vegethus.com.br ), onde se reuniu com George Guimarães, proprietário e ativista pelos direitos animais, para conversar sobre o movimento pelos direitos animais no Brasil e no mundo.


É impossível deixar de notar e comentar sobre a simpatia e receptividade do músico com aqueles que compartilham dos mesmos ideais que o dele. Moby sempre usa a sua exposição para divulgar a causa pelos direito animais. Exemplo disso é o álbum lançado em 1996 intitulado Animal Rights.


O relacionamento com Moby teve início em 2006 durante uma conferência sobre direitos animais realizada em Washington, DC, o que possibilitou essa oportunidade de encontro durante a visita ao Brasil.


Na sexta-feira, dia do show em São Paulo, Moby reuniu-se com ativistas do VEDDAS www.veddas.org.br ) que compartilham com ele a mesma causa.




publicado por Maluvfx às 13:13
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Neste domingo (9) Programa Animal Press e a Manifestação Antivivissecção
programaanimalpress_8

Na edição nº 8 do Programa Animal Press você acompanha a reportagem sobre o Dia Mundial contra a Vivissecção, manifestação que aconteceu em São Paulo contra a utilização de animais vivos para fins científicos ou pedagógicos.
 
O programa irá ao neste domingo pela TV Aberta de São Paulo às 9h30 da manhã, e no site www.programaanimalpress.com.br a partir da próxima Quarta (12).
 
Entrevistas com Nina Rosa, Silvana Andrade, Mauricio Varallo, Christian Sabóia e George Guimarães.
 
 
 
TV Aberta da Cidade de São Paulo(somente transmissão a cabo no perímetro urbano de São Paulo)
pela NET sitema analógico ou digital - canal 9
pela TVA sistema analógico - canais 72 ou 99 (dependendo do bairro)
pela TVA sistema digital - canal 186

DOMINGOS - 9h30  


publicado por Maluvfx às 05:41
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Sexta-feira, 7 de Maio de 2010
O veganismo pela via da educação


Eric Prescott Foto: sem crédito
Eric Prescott é um ativista vegano que mora em Boston, nos Estados Unidos, onde atua através da Boston Vegan Association, que ele co-fundou. Abolicionista, Eric concentra seus esforços em educação vegana. Um de seus projetos é um documentário chamado I’m Vegan(Sou Vegano), que reúne depoimentos subjetivos de veganos com o objetivo de desfazer preconceitos sobre o veganismo. 
Nessa entrevista exclusiva dada ao repórter da ANDA, Lobo Pasolini, Prescott fala sobre seu trabalho, as formas efetivas de ajudar para que as pessoas se tornem veganas e dá conselhos e sugestões para outros ativistas e aqueles que desejam se juntar à causa animal.
ANDA – Qual a forma mais efetiva de conseguir que as pessoas se tornem veganas e respeitem os animais como entidades livres?
Eric Prescott- Se o objetivo é conseguir que os humanos respeitem os não humanos como indivíduos senscientes com o direito moral de não ser propriedade, então os meios devem lembrar os fins para serem eficazes. Em outras palavras, nosso ativismo vegano deve girar em torno de educação de direitos animais abolicionistas e não de argumentos que não conduzam a uma visão abolicionista. Sendo assim, nós devemos educar as pessoas para que eles levem os interesses dos animais a sério, particularmente o interesse deles em não serem usados como propriedade humana. Na maioria dos casos, isso quer dizer ajudá-los a “ligar os pontos”. Muitas pessoas pensam que elas respeitam os animais. Por exemplo, elas pensam que é errado fazer mal aos animais (como gatos e cães) sem necessidade, mas elas não vêem que usar e consumir partes animais e produtos derivados também faz mal aos animais. Se nós conseguirmos ajudar-las a fazer essa conexão, nós teremos uma chance maior que as pessoas escolham o veganismo em solidariedade com o interesse dos animais de não serem usados como propriedade. A medida que mais pessoas pararem de usar animais porque elas acreditam que a exploração animal é errada, nós efetivamente faremos crescer um movimento abolicionista.
ANDA – Como o legista e filósofo Gary Francione, você é bastante crítico de reformas bem-estaristas como o abate humanitário, ovos de galinhas criadas “fora de gaiolas” etc. Qual é o problema com essas idéias e tendências e como elas podem obstruir o caminho até os direitos animais de fato?
Eric Prescott- Eu vou recapitular alguns pontos centrais de Francione aqui, porque eu não tenho nada para acrescentar ao que ele já escreveu. Primeiro, tentar reformar um sistema que considera os animais propriedade legitimiza o sistema, cuja premissa é que é moralmente justificável usar animais para o nosso benefício. A visão de direitos nos compele a desafiar essa presunção fundamental, e não conseguiremos isso enquanto ignorarmos a raiz do problema e focarmos em campanhas de reforma que nunca acabam. Como Francione diz, bemestarismo apenas leva a mais bemestarismo. Além do mais, essas campanhas tendem a beneficiar os exploradores de animais. Como Francione já demonstrou, as únicas reformas adotadas pela indústria são aquelas que geram benefícios de custo. É claro que está em seu interesse econômico explorar os animais de formar mais eficiente. Além disso, essas reformas tendem a proteger os exploradores de animais ao dar ao público a impressão de que os animais estão sendo “bem” tratados. Assim, reformas aliviam a consciência do público. Por fim, essas campanhas não protegem significativamente os interesses dos animais de não sofrerem. Os animais ainda são considerados propriedades e seus interesses são subjugados aos interesses dos seus “proprietários” humanos. Galinhas criadas fora de jaulas ainda sofrem muito como resultado de sua exploração. Fazer campanha por ovos de galinhas criadas fora de gaiolas ou por abate em atmosfera controlada é fazer campanha para causar sofrimento aos animais de uma forma e não de outra. Não tem nada a ver com proteger de forma significativa o interesse do animal de não ser propriedade. Com nosso tempo e recursos limitados, nós devemos focar nossos esforços na raiz do sofrimento animal, que é, em primeiro lugar, o fato de que nós os usamos. Recursos usados em reformas são recursos que poderiam ser usados para fazer crescer o movimento abolicionista através da educação vegana.
ANDA – O foco no sofrimento animal é um dos instrumentos principais do ativismo vegano. Em sua opinião, qual a eficácia das investigações de câmera escondida que mostram animais sendo abusados, torturados e mortos?
Eric Prescott – Eu sou um tanto quanto dividido nessa questão. Eu acho que mostrar evidência que os animais sofrem através do seu uso rotineiro é uma maneira forte de provar para as pessoas que a exploração animal, na melhor das hipóteses, machuca. Eu não acho que investigações em vídeo mostrando animais sendo feridos de formas atípicas são úteis para o abolicionista porque a ênfase nesse caso é em abuso e não no uso padrão. Isso pode dar a impressão que o problema é que o animal não está sendo usado devidamente e não de que o problema é que o animal está sendo usado como propriedade. Além disso, é fácil perder de vista o problema subjacente quando o foco é nos males individuais causados aos vários animais explorados para usos diversos. Essa é a razão pela qual eu acredito que é importante focar em uso rotineiro e explicar nesses casos porque o dano ocorre, amarrando isso com o argumento pela abolição da condição de propriedade dos animais. Algumas pessoas talvez não queiram ver esse tipo de imagem, e talvez prefiram ler sobre o assunto ou ouvir da boca de um ativista. Panfletos podem ser úteis também. A chave da questão é educação sobre a questão fundamental da exploração institucional, e quaisquer materiais usados no ativismo devem sempre trazer isso a tona e não simplesmente focar no modo como os animais são (mal) tratados.
ANDA – O que você diria a um vegetariano/uma vegetariana que resiste a tornar-se vegano?
Eric Prescott – Para os vegetarianos éticos (em contraste com os vegetarianos pela saúde), eu parto do mesmo princípio com eles de que nós dois entendemos que eles são vegetarianos porque nós acreditamos que é errado causar mal desnecessário aos animais. Então eu demonstro que ovo e laticínios são desnecessários e que essas indústrias fazem mal aos animais, e desfaço o mito de que os animais não são mortos por essas indústrias. Daí é uma questão de ajudá-los a entender que os animais sempre sofrerão enquanto eles forem usados como propriedade. Sendo assim, a única forma de evitar esse mal é não usá-los para nenhum propósito, isso é, tornar-se vegano.
ANDA – Diante de tantos obstáculos e enorme resistência cultural, o que os ativistas podem fazer para permanecer motivados?
Eric Prescott – Eu não posso dizer o que funciona para todo mundo, mas o que me mantém motivado é saber que eu simplesmente não posso não fazer algo. Eu não posso permanecer em silêncio. Eu não acredito que nós devemos permanecer em silêncio sobre o sexismo, racismo e assim por diante, e o mesmo se aplica ao especismo. Claro, é motivante saber que muitas pessoas tornaram-se veganas por causa do meu trabalho ou influência, mas mesmo se eu não soubesse sobre essas pessoas (e deve haver várias sobre as quais eu não sei), ainda assim eu permaneceria motivado pela minha certeza de que eu tenho que falar contra a injustiça. Eu também tento ser realista. Tudo o que eu posso fazer é me educar bem e depois educar os outros para plantar as sementes da mudança vegana. Algumas pessoas serão receptivas logo de cara, outras não. Não devemos perder o estímulo se não conseguirmos convencer todo mundo que encontramos a tornarem-se veganos. É além de nossa habilidade convencer todo mundo a mudar, mas nós podemos dar-lhes informação que pode convencê-los a mudar seu comportamento por vontade própria. Elas são responsáveis por suas decisões.
ANDA – O que você diria para aqueles que desejam tornar-se ativistas veganos?
Eric Prescott – Eduque-se. Leia seus livros e o blog abolitionistapproach.com [que inclui textos emportuguês. Uma versão traduzida do blog encontra-se aqui]. Esse material dá uma noção boa da abordagem abolicionista e o ajudará a tornar-se um ativista vegano mais eficiente.

ANDALogo da ANDA » Agência de Notícias de Direitos Animais


publicado por Maluvfx às 14:43
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Sábado, 24 de Abril de 2010
Frase do abolicionista:
A cada vez que você usa um animal para benefício humano, a balança do Frei Genebro pende mais um pouco.
Se não entendeu, procure o conto Frei Genebro, de Eça de Queiroz.



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<span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">A cada vez que você usa um animal para benefício humano, a balança do Frei Genebro pende mais um pouco.</span></span><br /><div><span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">Se não entendeu, procure o conto Frei Genebro, de Eça de Queiroz.</span></span></div><span style="text-decoration: none;"><br /></span><br /><span style="text-decoration: none;"></span><br /><span style="text-decoration: none;"><div style="text-align: center;"><img 0"="" alt="Ja imaginou: todos os animais livres?" height="99" src="http://img97.imageshack.us/img97/986/rodape.gif" style="color: white;" width="740" /><br /><a name='more'></a></div></span><br /><span style="text-decoration: none;"></span><br /><span style="text-decoration: none;"><div class="post-header"><div class="post-header-line-1"></div></div><div class="post-body entry-content" style="line-height: 1.6em; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"><div align="justify">"<b><i><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">Frei Genebro</span></i></b><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">" é o título de um conto de Eça de Queirós, incluído no livro </span><em><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">Contos,</span></em><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"> e o nome da personagem principal.</span></div><div align="justify"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">Este frade era um amigo e discípulo de S. Francisco de Assis e a sua vida resumia-se a orações e penitências, com o objectivo de conseguir a purificação da alma, logo, a santidade.<br /><br />Um dia, Frei Genebro foi visitar o irmão Egídio que se encontrava gravemente doente mas tinha fome e desejava comer porco assado. Frei Genebro quis satisfazer o último desejo do amigo e, para isso, cortou uma perna a um bacorinho deixando-o a agonizar numa poça de sangue.<br /><br />Frei Egídio morreu pouco depois e frei Genebro partiu para pregar o Evangelho e fazer o bem.<br /><br />Um dia avistou uma mão luminosa, a mão de Deus. Desfez-se do pouco que tinha e morreu num curral. Um anjo apoderou-se da sua alma, levando-a para uma região entre o purgatório e o paraíso. No entanto, o prato das más acções começou a descer, por causa do porco que frei Genebro mutilara para atender ao último desejo de um amigo. E foi este inocente acto que o fez cair no purgatório.</span></div><div align="justify"></div><div align="justify"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">No início do julgamento, o desnível entre os dois pratos da balança da justiça divina é muito sigificativo. No entanto, o enorme peso das boas acções rapidamente se tornou leve face a um gesto aparentemente sem significado: o porco que ficou mutilado pesa muito mais do que toda a vida de humildade, penitência e dádiva.</span></div><div align="justify"><div style="text-align: center;"></div></div><a href="http://img411.imageshack.us/img411/8449/freigenebro.jpg" style="color: #5588aa; text-decoration: none;" target="_blank"><img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421112384371770674" src="http://2.bp.blogspot.com/_gKDqlZ2iVcI/Szuo_cXzRTI/AAAAAAAAB0s/HXHmMv-xd9U/s400/FREI+GENEBRO.JPG" style="border-bottom-color: rgb(204, 204, 204); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-left-color: rgb(204, 204, 204); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(204, 204, 204); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: rgb(204, 204, 204); border-top-style: solid; border-top-width: 1px; display: block; height: 312px; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: 0px; padding-bottom: 4px; padding-left: 4px; padding-right: 4px; padding-top: 4px; text-align: center; width: 400px;" /></a><br /><div align="center"><span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"><span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;">(clicar na imagem para ampliar)</span></span><br /><br /></div><div align="justify"><b>MORAL DA HISTÓRIA</b>:<br /><blockquote><span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"><i>Não é a santidade que leva as pessoas ao paraíso, e os gestos mais insignificantes podem ser os mais graves.</i></span></blockquote></div></div></span>


publicado por Maluvfx às 14:45
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Vivissecção: um negócio indispensável aos interesses da ciência?
Sônia T. Felipe

80% dos artigos publicados em revista especializada são citados no máximo uma vez em outros veículos, e 50% dos artigos vivisseccionistas jamais são citados, seja na mesma, seja em outras revistas.


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Vivisection3
Cientistas e pesquisadores que investigam as doenças que afligem humanos são treinados em centros de pesquisa na prática criminosa da vivissecção, proibida pela Lei 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, quando há métodos substitutivos. Em muitos casos, a vivissecção é o único método no qual a inteligência científica recebe treinamento. Nos últimos quarenta anos, a pesquisa biomédica centrou esforços em experimentos com “modelos” obtidos às custas do sofrimento e morte de animais não-humanos, usados para espelhar as doenças produzidas num ambiente físico e mental humano. Entre essas estão o câncer, os acidentes vasculares, a hipertensão, a hipercolesterolemia, o diabetes, a esclerose múltipla, as degenerações neurológicas conhecidas por mal de Parkinson e mal de Alzheimer, a “depressão” e outras formas de sofrimento psíquico. Ratos, camundongos, cães, símios, cavalos, porcos e aves são comercializados no mercado vivisseccionista.
Só para dar um exemplo: Calcula-se que sejam 2, 6 milhões de humanos sofrendo de esclerose múltipla ao redor do planeta. Os medicamentos obtidos a partir da vivissecção de roedores fracassaram. Cientistas reconheceram que a causa da doença é “ambiental”, contribuindo para ela diferentes genes, não apenas um. Os medicamentos disponíveis hoje, de origem microbiana, não resultaram da vivissecção, e sim da codificação da estrutura físico-química deles (Greek & Greek, Specious Science).
Calcula-se que sejam 2, 6 milhões de humanos sofrendo de esclerose múltipla ao redor do planeta. Os medicamentos obtidos a partir da vivissecção de roedores fracassaram.
Não sendo aquelas doenças de origem genética nem hereditária, qual seria o propósito científico em se insistir na arquitetura do modelo animal para buscar a cura delas?
Talvez se possa saber a resposta, olhando para os interesses financeiros (reais “benefícios humanos”?), em jogo na base, em volta e por detrás da atividade vivisseccionista acadêmica e dos negócios que ela encobre. Consultando-se a tabela de preços das empresas que fornecem camundongos geneticamente modificados para pesquisas vivisseccionistas, por exemplo, começamos a ter uma idéia do que se esconde por detrás do argumento do “benefício humano”, que os vivisseccionistas defensores da legalização desta prática anti-ética usam como escudo para protegerem-se das críticas abolicionistas.
A pesquisa com animais vivos “beneficia interesses humanos”: o preço de um camundongo geneticamente modificado, para citar apenas uma espécie usada na vivissecção, pode variar de U$ 100,00 a U$ 15.000,00 dólares a unidade. Os utensílios para o devido manejo de um animal desses não são oferecidos por preços camaradas. Um aparelho para matar, de forma “humanitária”, animais usados na pesquisa, desativando-lhes as enzimas cerebrais, custa algo em torno de U$ 70.000,00 a unidade. Aparelhos para conter ratos, cães, gatos e macacos, podem custar entre U$ 4.500,00 a U$ 8.500,00 a unidade. Os “produtores” de animais também são parte desta cadeia que forma a “dependência da ciência em relação à vivisseccção”, sem a qual ela não pode sobreviver hoje, e à qual a vida e a saúde humana estão algemadas.
Em 1999, relatam Greek & Greek, a venda de camundongos nos Estados Unidos alcançou 200 milhões de dólares. A de outros animais chegou a 140 milhões de dólares. Mas, os “benefícios humanos” aos quais os vivisseccionistas se referem em sua defesa pública da regulamentação da vivissecção no Brasil, não se restringem apenas ao que os empresários produtores de animais e fabricantes de aparelhos para contê-los nos biotérios e laboratórios faturam. Também os editores das revistas, jornais e livros são parte desta comunidade humana “beneficiada” pela vivissecção. E, finalmente, o benefício humano mais espetacular está no faturamento da indústria química e farmacêutica, uma cadeia de negócios ao qual estão atreladas todas as farmácias ao redor do planeta e todas as pessoas que compram medicamentos alopáticos na esperança de cura ou alívio de seus males, e alimentos processados, cujos componentes levaram os animais a sofrerem o Draize Test e o LD 50.
Ninguém publica, no Brasil, um relato minucioso do montante destinado pelas agências financiadoras à pesquisa vivisseccionista. Por isso, não temos conhecimento dos custos do fracasso vivisseccionista
Mas, quando os vivisseccionistas publicam artigos defendendo a legalização de sua prática anti-ética, a de matar animais para inventar modelos que possam espelhar doenças humanas, mesmo sabendo que cada organismo tem sua própria realidade ambiental e não existe um meio que possa curar uma mesma doença em todos os indivíduos, pois cada um a desenvolve de modo peculiar, os “benefícios contábeis” e os “benefícios acadêmicos” acumulados em todos os elos dessa cadeia vivisseccionista são escondidos do leitor. Ninguém publica, no Brasil, um relato minucioso do montante destinado pelas agências financiadoras à pesquisa vivisseccionista. Por isso, não temos conhecimento dos custos do fracasso vivisseccionista (AIDS, câncer, Parkinson, Alzheimer, esclerose múltipla, diabetes, colesterolemia, doenças ambientais, muito mais do que genéticas).
A pesquisa com animais levou a indústria farmacêutica ao apogeu nos últimos vinte anos. Não casualmente, nestes últimos vinte anos, multiplicaram-se as mortes por insuficiência circulatória, hipertensão, diabetes, câncer, síndromes neurológicas degenerativas, cirrose hepática e infecções. O componente ambiental dos males humanos não pode ser espelhado em organismo de ratos e camundongos. Ao mesmo tempo, vivisseccionistas insistem em defender a lei que legalizará sua prática, dando a entender ao público leigo que a vivissecção é a “saída” para a cura dos males humanos. Seus artigos “científicos” não produzem efeito, nem sobre seus pares vivisseccionistas. Como poderiam produzir efeitos sobre a saúde humana? 80% dos artigos publicados em revista especializada são citados no máximo uma vez em outros veículos, e 50% dos artigos vivisseccionistas jamais são citados, seja na mesma, seja em outras revistas (Greek &Greek). Os milhões de animais mortos para que tais artigos sejam publicados e para que seus autores os contabilizem em sua produtividade acadêmica, tiveram suas vidas destruídas para nenhum outro “benefício humano”, a não ser dar a seus autores o título de mestre e doutor, ou a concessão de bolsas de produtividade.
São esses os reais “benefícios humanos” da prática vivisseccionista, dos quais ninguém pode abrir mão?



Sobre o autor

Sonia_felipe
Sônia T. Felipe
Sônia T. Felipe, doutora em Filosofia Moral e Teoria Política pela Universidade de Konstanz, Alemanha, membro do Bioethics Institute da Fundação Luso-americana para o Desenvolvimento, FLAD; pós-doutorado em bioética com recorte em ética animal, Professora e pesquisadora da UFSC, orienta monografias, dissertações e teses em bioética, ética animal, ética ambiental, direitos humanos e teorias da justiça. Autora de, Ética e experimentação animal: fundamentos abolicionistas (Edufsc, 2007) e Por uma questão de princípios (Boiteux, 2003).

Artigos deste autor
A soberba vivisseccionista
Vivissecção: um negócio indispensável aos interesses da ciência?
Os verdadeiros argumentos abolicionistas contrários à vivissecção 


publicado por Maluvfx às 07:09
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Frase do abolicionista:
A cada vez que você usa um animal para benefício humano, a balança do Frei Genebro pende mais um pouco.
Se não entendeu, procura o conto Frei Genebro, de Eça de Queiroz, em aquecimento para os próximos saraus libertários.

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<span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">A cada vez que você usa um animal para benefício humano, a balança do Frei Genebro pende mais um pouco.</span></span><br /><div><span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">Se não entendeu, procura o conto Frei Genebro, de Eça de Queiroz, em aquecimento para os próximos saraus libertários.</span></span></div><span style="text-decoration: none;"><br /><img 0"="" alt="Ja imaginou: todos os animais livres?" height="49" src="http://gae.mailee.me/gae/abolicionista/rodape.gif" style="color: white;" width="640" /><br /></span><br /><span style="text-decoration: none;"><br /></span><br /><span class="Apple-style-span" style="color: #199d55; font-size: large;"><span class="Apple-style-span" style="font-size: 18px; line-height: 25px;"><span class="Apple-style-span" style="color: black;"><span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; line-height: normal;"><br /></span></span></span></span><br /><div class="post-body entry-content" style="line-height: 1.6em; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"><div align="justify">"<b><i><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">Frei Genebro</span></i></b><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">" é o título de um conto de Eça de Queirós, incluído no livro </span><em><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">Contos,</span></em><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"> e o nome da personagem principal.</span></div><div align="justify"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">Este frade era um amigo e discípulo de S. Francisco de Assis e a sua vida resumia-se a orações e penitências, com o objectivo de conseguir a purificação da alma, logo, a santidade.<br /><br />Um dia, Frei Genebro foi visitar o irmão Egídio que se encontrava gravemente doente mas tinha fome e desejava comer porco assado. Frei Genebro quis satisfazer o último desejo do amigo e, para isso, cortou uma perna a um bacorinho deixando-o a agonizar numa poça de sangue.<br /><br />Frei Egídio morreu pouco depois e frei Genebro partiu para pregar o Evangelho e fazer o bem.<br /><br />Um dia avistou uma mão luminosa, a mão de Deus. Desfez-se do pouco que tinha e morreu num curral. Um anjo apoderou-se da sua alma, levando-a para uma região entre o purgatório e o paraíso. No entanto, o prato das más acções começou a descer, por causa do porco que frei Genebro mutilara para atender ao último desejo de um amigo. E foi este inocente acto que o fez cair no purgatório.</span></div><div align="justify"></div><div align="justify"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">No início do julgamento, o desnível entre os dois pratos da balança da justiça divina é muito sigificativo. No entanto, o enorme peso das boas acções rapidamente se tornou leve face a um gesto aparentemente sem significado: o porco que ficou mutilado pesa muito mais do que toda a vida de humildade, penitência e dádiva.</span></div><div align="justify"><br /></div><a href="http://img411.imageshack.us/img411/8449/freigenebro.jpg" style="color: #5588aa; text-decoration: none;" target="_blank"><img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421112384371770674" src="http://2.bp.blogspot.com/_gKDqlZ2iVcI/Szuo_cXzRTI/AAAAAAAAB0s/HXHmMv-xd9U/s400/FREI+GENEBRO.JPG" style="border-bottom-color: rgb(204, 204, 204); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-left-color: rgb(204, 204, 204); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(204, 204, 204); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: rgb(204, 204, 204); border-top-style: solid; border-top-width: 1px; display: block; height: 312px; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: 0px; padding-bottom: 4px; padding-left: 4px; padding-right: 4px; padding-top: 4px; text-align: center; width: 400px;" /></a><br /><div align="center"><span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"><span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;">(clicar na imagem para ampliar)</span></span><br /><br /></div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify"><b>MORAL DA HISTÓRIA</b>:<br /><blockquote><blockquote><b><span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"><i>Não é a santidade que leva as pessoas ao paraíso e os gestos mais insignificantes podem ser os mais graves.</i></span></b></blockquote></blockquote></div></div>


publicado por Maluvfx às 06:30
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Terça-feira, 13 de Abril de 2010
Os movimentos de defesa dos animais

Bem-estar animal: uma alternativa aos direitos dos animais 


De acordo com o professor Gary Francione – o mentor do veganismo abolicionista -  os movimentos de defesa dos animais se dividem em 3 grupos principais:
1. Bem-estaristas: descendentes dos primeiros grupos de proteção aos animais, os bem-estaristas defenderiam a redução do sofrimento e um tratamento humanitário dos animais, sem contudo defender o fim de sua utilização para interesses humanos.
2. Abolicionistas: defendem que toda forma de exploração animal não deve somente ser reduzida, mas completamente abolida. Os abolicionistas defendem ainda o fim da propriedade de animais e a utilização de animais como meio para fins.
3. Neo bem-estaristas: defendem o fim da exploração animal, mas adotam táticas bem-estaristas para a realização desta meta. São como que abolicionistas de longo prazo que defendem a redução no sofrimento animal, mas não atuam pelo fim imediato da propriedade de animais.


Esta divisão, na minha opinião um tanto quanto arbitrária (pois desconsidera várias posições de defesa dos animais e.g. utilitarismo, ética da virtude), tem sido moeda corrente nos discursos do veganismo atual. O bem-estarismo (seja em sua forma original ou como neo bem-estarismo) tem sido apontado por abolicionistas como vilão dos movimentos de defesa dos animais e, curiosamente, movimentos abolicionistas têm usado o termo para definir todos os grupos ou políticas não abolicionistas.
Desse modo, Gary Francione, em um post de seu blog, traduzido e publicado no blog Pensata Animal menciona 4 problemas do bem-estarismo. Problemas que, se analisados, nos mostram que na verdade posições bem-estaristas podem fazer até mais sentido que o abolicionismo.
Primeiro, Francione menciona que “as medidas do bem-estar animal oferecem pouca – se é que oferecem alguma – proteção significativa aos interesses dos animais”. Como exemplo, ele discute a campanha realizada pelo PETA para que a rede MacDonald adotasse uma novos padrões de manejo e abate que visam a reduzir o sofrimento dos animais. A crítica é que “um matadouro que segue as diretrizes de Grandin e um que não as segue são, ambos, lugares horríveis. Afirmar o contrário beira o delírio.” Concordo, mas afirmar que um matadouro que causa menos dor não é melhor que um que causa mais não é menos delirante. Nesse sentido, mantidas todas as outras condições constantes, será melhor adotar as novas práticas e fazer campanha por elas pode resultar em menos sofrimento do que defender a abolição completa do uso de animais. (Até mesmo porque, acredito que a campanha bem-estarista consegue algum resultado, ao passo que nunca ouvi falar de uma rede de hamburgueres ter adotado uma única política abolicionista).
Segundo, “as medidas do bem-estar animal fazem o público se sentir melhor quanto à exploração dos não-humanos, e isso incentiva a continuação do uso dos animais.” Sim, mas em um patamar de sofrimento menor. Aqui, a divergência com o abolicionismo se torna mais profunda já que para criticar essa posição precisaria dizer porque não creio haver problema em usar animais (assim como não há problemas em usar seres humanos) contanto que seus interesses sejam respeitados e não causemos sofrimento desnecessário. Infelizmente, por questões de espaço, essa crítica fica pra depois.
Diz Francione:
A ironia é que reformas bem-estaristas podem, na realidade, aumentar o sofrimento animal. Suponha que estejamos explorando 5 animais e impondo, a cada um deles, 10 unidades de sofrimento. É um total de 50 unidades de sofrimento. Uma medida do bem-estar resulta numa redução de 1 unidade de sofrimento para cada animal, mas o consumo sobe para 6 animais. É um total de 54 unidades de sofrimento – um aumento do saldo de sofrimento.
Mas obviamente essa é uma crítica falaciosa pois o exemplo é hipotético. Exemplos hipotéticos não provam nada, cria-se exemplos como bem se entender. Suponha que exploramos 10 animais e impomos 10 unidades de sofrimento a cada um. Se uma medida de bem-estar resulta numa redução de 2 unidades de sofrimente, mas o consumo aumente para 11 animais, teremos um total de 88 unidades de sofrimento o que é uma situação melhor que a inicial. Se por outro lado, uma campanha abolicionista reduz a o consumo para 9 animais com as mesmas 10 unidades de sofrimento, o resultado foi 90 unidades totais, mais que a reforma bem-estarista.
Terceiro, o bem-estarismo não faz nada para erradicar a condição de propriedade dos animais. Mas a grande pergunta é: por que deveria? Que a condição de propriedade está associada a exploração dos animais como mercadoria não há dúvidas. Mas isso não quer dizer que a causa do sofrimento causado a animais seja sua condição de propriedade. É perfeitamente concebível que animais fossem tratados dignamente e sem dor (incluindo a proibição de abate para alimentação, vestuário etc) sem que eles deixassem de ser propriedade. Ora, se isso é assim, ser ou não ser propriedade não é bem o que está em questão.
Por fim, “todo segundo e todo centavo gastos em tornar a exploração mais “humanitária” são menos dinheiro e menos tempo gastos em educação vegana para a abolição.” Sim, mas novamente, por que uma educação vegana para abolição ao invés de uma educação vegana utilitarista, ou de ética da virtude??  Ou mesmo uma educação não vegana mas que seja mais efetiva na redução do sofrimento animal?
Concluindo, quis mostrar nesse post que muitas críticas ao bem-estarismo, mesmo quando feitas por profissionais de reconhecido saber como o professor Francione, são fracas e muitas vezes funcionam como petição de princípio das teorias abolicionistas. O bem-estarismo, mesmo que ele possa não ser a melhor forma de defesa dos animais, tem posições interessantes, válidas e que não devem ser sumariamente desconsideradas como frequentemente tem sido feito por movimentos de defesa dos animais


publicado por Maluvfx às 16:49
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Sábado, 3 de Abril de 2010
SOCIÓLOGO DEFENDE FIM DA PROPRIEDADE DOS ANIMAIS





Os direitos dos animais estão sendo cada vez mais discutidos e seus militantes defendem os mais diversos pontos de vista. O sociólogo Roger Yates é um defensor dos animais desde os anos 70 e recentemente se juntou ao abolicionismo, uma das vertentes mais radicais do movimento. O abolicionismo defende o fim de toda propriedade humana sobre os animais e o pacifismo como forma de luta. Ele explicou suas ideias numa entrevista à Galileu:

  


Sociólogo Roger Yates
  
  
Você é um sociólogo. Como a sociologia pode nos ajudar a entender a questão dos animais?
 A sociologia nos ajuda a entender como tratamos os animais porque ela olha a sociedade e pensa suas atitudes. Ela olha o modo como as pessoas se adaptam às regras e valores, o modo como somos levados a olhar de modo diferente os humanos e não humanos. Nós ensinamos nossas crianças que é certo usar os animais, mas sem causar sofrimento desnecessário. A sociologia nos ajuda a entender o especismo: por que pensamos que somos mais importantes, por que valorizamos as vidas de formas diferentes.
Então a gente não é mais importante que os animais?
Precisamos ver o quanto racionalizamos nossa importância. Os não humanos querem viver tanto quanto a gente, é um mal matar um animal e há um senso de igualdade quando comparamos nossas vidas. Somos treinados socialmente a resistir a essa ideia e achá-la tola e sentimental.
A resposta então é o abolicionismo?
O abolicionismo está deslanchando, se tornando um movimento substancial nos EUA e na Europa. É uma ideia nova, que existe há uns cinco anos. É diferente dos movimentos dos anos 70, 80 e 90; uma versão radical dos movimentos pelo bem-estar animal e pela libertação dos animais. Por exemplo, defendemos o veganismo, não o vegetarianismo. É um movimento que foi inspirado pelas ideias de Gary Francione.
Quais deveriam ser os direitos dos animais?
Falamos simplesmente de um direito: o direito a não ser uma propriedade. Podemos destrinchá-lo em outros: o direito à integridade, a não sofrer, a ser deixado sozinho sem a interferência humana. Moralmente, devemos lembrar que não podemos ser seus donos. Quando vemos uma árvore, tendemos a pensar que ela é nossa. Isso vem da teologia, porque pensamos que o mundo é nosso, foi dado pra gente por Deus. O que penso é que existem outros seres que têm tanto direito à Terra quanto a gente.
Você disse que é vegan. Por que não um vegetariano?
Nós vemos muito criticamente o consumo de derivados de leite. Há tanto sofrimento numa fazendo de gado leiteiro quanto numa de gado para corte. Um vegetariano que come muitos laticínios está causando mais mal do que alguém que come carne, mas poucos derivados de leite. Acho que isso tem muito a ver com pressão social e amigos. Se você se apresenta como vegetariano, não parece tanto um louco do que quando você é um vegan.
O que você pensa sobre os animais domésticos?
O problema com esses animais é que nós os geramos e selecionamos sua raça. Alguns animais de pedigree não podem fazer sexo, seus olhos caem, têm problemas horríveis de esqueleto por causa de seu formato. Nossa técnica de cruzamento de cães têm causado muitos problemas para eles: cachorros muito pequenos, muito grandes, cachorros que têm problemas de pele. Se você olhar para os animais de pedigree, verá uma situação de pesadelo.
E temos o direito de ser donos desses animais?
Acho que não. Muita gente pensa que nossa relação com os animais é simbiótica e que não há problema, mas a instituição de possuir um animal já é problemática. Eu sei que é uma das questões mais complicadas dos direitos dos animais, porque é um tanto radical. Eu não quero banir nada, quero uma mudança de consciência. É um tanto utópico, os direitos animais são baseados numa mudança cultural.
Devemos fazer o que então? Abandonar nossos cães e gatos?
É obvio que devemos cuidar dos que já existem, mas não deveríamos produzir mais. Você pode dizer que é uma questão de oferta e demanda. Quando a demanda diminuir, a oferta vai diminuir também. Porque a criação de animais virou um negócio, existem muitos criadores por aí.
Mas hoje em dia os cachorros só sobrevivem em convivência com humanos.
É por isso que eles deveriam diminuir aos poucos. É claro que alguns animais até podem existir livremente sem nossa interferência, mas esse não é o caso de poodles e chihuahas. Temos que pensar nesse problema que criamos, e o primeiro passo é mostrar para as pessoas que é um problema.
Qual seria a relação perfeita entre homem e animais?
Precisamos entender que temos responsabilidades com eles, e, obviamente, eles não têm responsabilidades conosco. Devemos respeitá-los como possuidores de direitos. No momento estamos fundando essa nova relação entre humanos e animais, somos pioneiros. Muitas pessoas se frustram com a demora das mudanças sociais. Eu, como sociólogo, entendo que a mudança é geracional. As pessoas têm que estar acostumadas às novas ideias antes de aceitá-las. Meu trabalho é fazer essa fundação, para que os que vierem depois de mim façam seu trabalho.
Porque você foi preso nos anos 80?
Eu era assessor de imprensa da Animal Liberation Front, que se envolveu em uma situação ilegal (parte do grupo passou a sabotar lojas que negociavam peles de animais). Eu não estava envolvido, mas houve um movimento das autoridades de atacar o pessoal da imprensa. Foi uma daquelas situações esquisitas em que aqueles que escreveram sobre situações ilegais pegaram mais tempo de cadeia do que aqueles que as praticaram. É o modo de os agentes lidarem com movimentos mais radicais, tentam silenciá-los. Foi um dos primeiros julgamentos sobre os direitos dos animais.
Você só luta pelos direitos dos animais?
Eu estive envolvido em movimentos tanto pelos direitos dos animais quanto pelos humanos. Sempre me envolvi em movimentos contra o tráfico de humanos e a escravidão moderna, isso é que mais me incomoda. Se as pessoas ainda desrespeitam os direitos dos outros seres humanos, isso explica nossa incapacidade de respeitar os animais.
Fonte: Revista Galileu


publicado por Maluvfx às 18:50
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