Ética é o conjunto de valores, ou padrões, a partir dos quais uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões. A ética é importante por que respeita os outros e a dignidade humana.

Quarta-feira, 29 de Fevereiro de 2012
Dicionário dos Alimentos - CANELA
Quando começa a cheirar a Natal e dentro de todos os abusos alimentares que se cometem nesta quadra existe uma boa notícia: não há sobremesa natalícia que dispense a canela!

A canela está intimamente ligada à nossa história, sendo o monopólio do lucrativo comércio desta especiaria (à época, a mais procurada na Europa) uma das razões para Portugal ter estado no centro do mundo durante o século XV. Não foi no entanto necessário esperar tantos séculos para o valor da canela ser reconhecido. Já na antiguidade egípcia a canela chegava a ser mais preciosa do que o ouro sendo utilizada como bebida, agente medicinal e embalsamante.

Os egípcios não estariam enganados pois são hoje reconhecidas as propriedades antimicrobianas da canela tal como o seu efeito anti-inflamatório resultante do seu elevado teor em polifenóis. Esta potencialidade terapêutica da canela é um dos tópicos de investigação emergente, algo que se traduz em muitas hipóteses e (ainda) poucas conclusões. Ainda assim, estas evidências preliminares são bastante optimistas quanto a um efeito benéfico da canela na prevenção de doenças cardiovasculares, na modulação do sistema imunitário e quiçá na actividade anti-tumoral.

Também ao nível da redução dos níveis de colesterol sanguíneo e pressão arterial, a canela tem mostrado resultados interessantes, mas é no seu potencial efeito antidiabético que se tem centrado a maioria das atenções. A sua capacidade para “imitar” os efeitos da insulina no organismo e potenciar a sua actividade traduzindo uma diminuição dos níveis de açúcar no sangue após as refeições, poderão constituir a canela como um sério adjuvante na terapêutica desta patologia a curto prazo.

Esta estratégia poderá fazer pouco sentido se analisarmos a utilização da canela quase exclusivamente em sobremesas e sempre associada ao açúcar. Em todo o caso, existem outros modos menos convencionais de a consumir seja no chá, café, fruta, pão, iogurtes e batidos, não existindo grandes preocupações com a dose, pois quer pelo escasso valor calórico associado, quer pela pequena quantidade normalmente ingerida, a canela nunca será um grande contributo do ponto de vista energético. Possui ainda a vantagem de ser uma excelente fonte de fibra, cálcio e ferro.

Fixe então a primeira dica de Natal: Use e abuse da canela… Mas prefira-a no leite-creme, aletria e arroz doce do que nas rabanadas, sonhos e azevias!

Por Pedro Carvalho, nutricionista
Professor Assistente Convidado da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto


publicado por Maluvfx às 07:45
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Dicionário dos Alimentos - BATATA DOCE
Já diz o ditado popular que “santos da casa não fazem milagres” e no que concerne aos nossos alimentos, a batata-doce é um bom exemplo de um produto com origem nacional e um potencial incrível mas que é quase um parente pobre das nossas escolhas alimentares quotidianas.

Sendo igualmente produzida na Madeira, foi a produção de batata-doce de Aljezur recentemente classificada como produto de indicação geográfica protegida - o que de resto é o corolário de uma íntima ligação que tem prelúdio na própria conquista desta cidade aos mouros. Reza então a lenda que a razão da tenacidade e robustez das nossas tropas na invasão e conquista do castelo de Aljezur teve origem numa poção vitamínica mágica: nem mais nem menos do que a hoje muito badalada feijoada de batata-doce de Aljezur.

A batata-doce é assim uma autêntica ode à vitamina A, sendo apenas superada pela cenoura no que a produtos de origem vegetal diz respeito, e com a vantagem de possuir ainda níveis superiores de vitamina E, C e Magnésio. Sendo certo que a quantidade de hidratos de carbono que possui coloca a batata-doce na dimensão nutricional da batata, arroz e massas alimentícias, é também uma realidade que quer na quantidade de fibra, quer nas vitaminas lipossolúveis e minerais, a batata-doce ganha “aos pontos” aos seus congéneres “farináceos”. Sendo muita desta quantidade astronómica de vitamina A proveniente de carotenos, a sua acção sinérgica com as antocianinas, para além de conferem à batata-doce uma fantástica tonalidade alaranjada e púrpura, tornam-na num alimento com um potencial anti-inflamatório e antioxidante bastante significativo. Enquadra-se assim perfeitamente nesta fase inicial do ano onde para muitos, o objectivo primordial é recuperar dos abusos cometidos no Natal e Réveillon.

Parece quase um paradoxo a riqueza da batata-doce em vitaminas lipossolúveis (A e E), e em simultâneo apresentar 0% de gordura na sua composição. Será então importante que a um processo de confecção que preserve as suas propriedades (cozer a vapor é uma excelente opção) se alie a adição de uma pequena quantidade de gordura (como um azeite virgem extra nacional) que nos disponibilize toda esta exuberância vitamínica.

Se 2012 se afigura como um ano especialmente difícil, olhar para dentro e descobrir o que temos de melhor será sempre uma boa alternativa. Existirão sempre casos a merecer uma atenção redobrada e a batata-doce é um deles.

Por Pedro Carvalho, nutricionista
Professor Assistente Convidado da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto


publicado por Maluvfx às 07:41
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Dicionário dos Alimentos - AMENDOIM
O amendoim foi um alimento menosprezado durante muitos anos, ao ser principalmente direccionado para a produção de óleo e sendo apenas ingerido pelas classes mais pobres e pelo gado. O ponto de viragem deu-se na 2ª metade do século XIX quando na Guerra Civil Americana, os soldados tiveram necessidade de recorrer aos amendoins como fonte energética.

Desde então que na cultura norte americana o amendoim é pedra basilar seja no acompanhamento de eventos desportivos e demais espectáculos ou na forma da tradicional manteiga de amendoim que ainda não se intrincou nos hábitos alimentares dos portugueses.

É de resto interessante constatar que esta popularização da manteiga de amendoim nasceu de uma medida governamental norte americana que substituiu a manteiga tradicional ao pequeno-almoço procurando um aumento da ingestão proteica e subsequentemente a diminuição das carências nutricionais sentidas no início do século XX. E o amendoim é de facto (até pela sua morfologia) um autêntico alimento – suplemento, isto é, possui uma elevada densidade nutricional ao concentrar num reduzido volume uma quantidade fantástica de nutrientes. Com 100 gramas de amendoins, as necessidades diárias de vitamina B1, B3, B6, E, K, ácido fólico, ferro e zinco ficam totalmente satisfeitas ou em grande percentagem.

O pires de amendoins que é tradicionalmente consumido não chega a estes valores, mas há que ter igualmente em conta que fruto de toda esta riqueza nutricional o amendoim é altamente calórico (quase 600 kcal por 100g) daí que o seu consumo, apesar de benéfico, deverá ser efectuado com alguma parcimónia.

A elevada quantidade de gordura do amendoim (quase 50 por cento da sua constituição) confere-lhe este elevado valor calórico, mas tem igualmente o reverso da medalha pois destes 50 por cento, apenas 8 por cento são relativos a ácidos gordos saturados, estando o amendoim isento de colesterol e gorduras trans, as mais prejudiciais à saúde.

Os amendoins possuem igualmente um elevado poder saciante ao aliarem a sua elevada fracção proteica a uma quantidade razoável de fibra e ao seu consumo moderado estão associados menores níveis de colesterol e triglicerídeos tal como um menor risco de desenvolvimento de diabetes tipo II.

Concluindo, os amendoins podem quase ser considerados um healthy guilty pleasure juntamente com outros alimentos (café, chocolate negro, bebidas alcoólicas, etc.) que demonstram os seus benefícios para a saúde em quantidades muito moderadas. Assim, da próxima vez que estiver numa esplanada peça apenas uma porção de amendoins e ainda dentro da casca – versões salgadas e torradas com mel são mais guilty do que pleasure…

Por Pedro Carvalho, nutricionista
Professor Assistente Convidado da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto


publicado por Maluvfx às 07:39
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Dicionário dos Alimentos - AZEITE
O misticismo da oliveira - símbolo de regeneração, imortalidade e sabedoria - só poderia culminar num produto com iguais características e que se transformou no baluarte das dietas mediterrânicas, padrão alimentar conhecido pela melhoria na qualidade de vida dos seus aderentes. Neste contexto, o azeite aliado aos cereais integrais, hortofrutícolas, frutos gordos e quantidades moderadas de vinho tinto, lacticínios, carnes magras e peixe contribuíram para a menor incidência de doenças cardiovasculares, cancro e declínio cognitivo associado à idade nos povos da bacia mediterrânica.

O azeite constitui-se como uma gordura monoinsaturada, sendo este equilíbrio entre gorduras animais (predominantemente saturadas) e óleos vegetais (predominantemente polinsaturados) um dos responsáveis pelos seus efeitos benéficos na saúde. O ácido oleico, principal ácido gordo do azeite, consegue ser mais resistente à oxidação do que os seus congéneres polinsaturados, reduzindo os níveis de colesterol total e LDL (“mau” colesterol) e aumentando a fracção HDL (“bom” colesterol).

De igual modo, os compostos fenólicos encontrados no azeite possuem propriedades anti-inflamatórias tornando as nossas membranas celulares mais fluidas e resistentes à acção dos radicais livres. Este efeito protector do azeite estende-se também à diminuição dos valores de pressão arterial, prevenção de vários tipos de cancro e fortalecimento do sistema imunitário. A garantia de estabilidade do azeite traduz-se igualmente na sua utilização culinária ao aguentar as altas temperaturas atingidas no processo de fritura sem degradação.

A preferência pelo azeite extra virgem não é um capricho, apresenta sustentação sensorial e nutricional. Ao não carecer de refinação, este azeite de qualidade superior, mantém intacto o seu cheiro e sabor, mas mais importante do que isso, mantém as suas propriedades antioxidantes ao não perder carotenos e vitamina E, possuindo ainda um maior teor de esteróis vegetais conhecidos pelo seu papel benéfico da diminuição da absorção do colesterol.

Tal como o crescimento da oliveira, o azeite deverá ser consumido de forma lenta e prazerosa transportando-nos para uma mudança de paradigma do fast para o slow food. Fora e dentro de casa, nas "entradinhas" ou nos lanches, há que seguir o exemplo espanhol do pão rústico com tomate e azeite ou incentivar o nosso pioneirismo gourmet do azeite com vinagre balsâmico em detrimento das manteiguinhas, pâté e outros molhos com muito menos interesse nutricional.

O azeite é nosso, é fantástico, mas será sempre uma gordura e terá sempre 9 kcal por grama. Ainda assim, no que diz respeito a gorduras, cumpre-se o provérbio: o verdadeiro azeite vem sempre ao de cima…

Por Pedro Carvalho, nutricionista
Professor Assistente Convidado da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto




Utilizado desde tempos imemoriais como ingrediente culinário, o Azeite foi actualmente "redescoberto", tendo-se convertido num dos pilares da cozinha moderna e saudável. O seu consumo não se confina às regiões produtoras, e espalha-se hoje por países tão distantes como o Japão ou a Austrália.

O Azeite dá sabor, aroma e cor, integra os alimentos, personaliza e identifica um prato.

Dentro da ampla gama de Azeites hoje disponíveis no mercado, deverá eleger o Azeite em função da sua utilização culinária. Com a prática, e dependendo de seu gosto pessoal, poderá aprender a seleccionar um Azeite pelas suas características sensoriais ou pelo seu local de origem. Cada Azeite tem as suas características próprias, sem que isto implique que um seja melhor que outro.

O Azeite suporta muito bem temperaturas elevadas: a sua temperatura "crítica" é de 210º a 220ºC, o que permite todas as formas de cozinhar.
As virtudes nutritivas, digestivas e gustativas do Azeite exaltam-se melhor, evidentemente, em cru.

Os Azeites ideais para consumir em cru, para temperar e para utilizar em doçaria e sobremesas são os Azeites Virgem Extra, de sabor mais suave.

Os Azeites de aroma e sabor mais intenso são mais apropriados para alimentos de sabor mais pronunciado. São óptimos para escabeches, açordas, pratos de bacalhau e caldeiradas, intensificando o sabor dos alimentos.

Para preparar maioneses ou molhos vinagreta, o ideal é utilizar um Azeite com um frutado mais suave.

O Azeite é uma óptima opção para fritar alimentos. Nas condições adequadas de temperatura, o Azeite não sofre nenhuma alteração substancial na sua estrutura, conservando intactas todas as suas propriedades dietéticas.

Além disso, forma uma crosta na superfície dos alimentos, que impede a penetração do Azeite no interior dos mesmos. Com a utilização do Azeite para a fritura obtêm-se fritos mais secos e apetecíveis.

Fritar com azeite

O acto de fritar é uma das características comuns à área de Mediterrâneo, seja europeu, asiático ou africano e, às três principais religiões praticadas, cristão, muçulmano e judaico. É um dos métodos mais antigos na arte de cozinhar os alimentos.

Investigações recentes mostram que o acto de fritar é benéfico ao organismo, em particular do ponto de vista fisiológico. Por esta razão, estendeu-se a áreas onde outrora não foi tão popular. Se a comida frita é facilmente digerida ou se cai pesadamente no estômago, depende grandemente do tipo de óleo usado, a temperatura do óleo e a maneira como a comida foi frita. Os estudos feitos com pessoas sãs e pacientes com problemas gastroduodenais (gastrite, úlcera, queixas do fígado e complicações biliares) demonstraram que não há nenhuma relação entre a comida frita em azeite e essas doenças.

A alteração sofrida pelos óleos vegetais, quando aquecidos para fritar, é mais rápida. Esta alteração também varia segundo a temperatura e a duração do seu aquecimento, o número de vezes que são usados, a própria maneira de fritar (se a frittura for contínua, modificam-se menos), e o tipo da comida que é frita (fritando peixe, especialmente gordo ou oleoso, aumenta o conteúdo de ácido poliinsaturado do óleo, facilitando a sua decomposição).

O azeite é o ideal para fritar. Em condições de temperatura adequadas, sem deixar aquecer demasiado, não sofre nenhuma modificação estrutural substancial e guarda o seu valor nutritivo melhor do que outros óleos, não só por causa dos antioxidantes mas também devido aos seus altos níveis de ácido oleico. O seu ponto máximo de aquecimento (210 º C) é substancialmente mais alto do que a temperatura ideal para fritar os alimentos (180 º C). Todas as outras gorduras que atingem o ponto crítico de aquecimentoo mais baixo, decompoem-se e deterioram-se a esta temperatura formando produtos tóxicos.

Outra vantagem de usar azeite para fritar consiste na formação de uma crosta na superfície do alimento que impede a penetração do azeite no seu interior, resultando que o alimento conserva e melhora o seu próprio sabor. A comida frita em azeite tem um conteúdo gordo mais baixo do que a comida frita noutros óleos, tornando o azeite o mais indicado para o controle de peso. O azeite, por isso, é o mais indicado, o mais leve e o meio mais saboroso para fritar.

As vantagens do azeite em relação aos outros óleos não acabam aqui. Não só pode ser reutilizado mais vezes, como também aumenta o seu volume quando reaquecido e portanto, menos quantidade é necessária para cozinhar e fritar.

A capacidade de digestão do azeite aquecido não se modifica mesmo quando reutilizado para fritar várias vezes.

O azeite não deve ser misturado com outras gorduras ou óleos vegetais e, geralmente, não deve ser usado mais de quatro ou cinco vezes.

O azeite deve já estar quente quando utilizado para fritar; se estiver frio os alimentos podem absorvê-lo demasiado.

Para fritar, a quantidade de azeite deve ser abundante o suficiente para cobrir completamente os alimentos. Se assim não for, não só se queimará mais facilmente mas os alimentos ficarão puco fritos por cima e demaziado fritos por baixo.


Temperaturas para fritar

Quando aquecido, o azeite é a gordura mais estável, o que significa que ele se mantem em óptimas condições a altas temperaturas para fritar. O seu máximo ponto de aquecimento (210 º C) é bem acima da temperatura ideal para fritar alimentos (180 º C). A capacidade de digestão do azeite não é afectada quando é aquecido, mesmo quando é reutilizado várias vezes para fritar.

TEMPERATURA
TIPO DE ALIMENTO
Medio (130–145º C)
Alto conteúdo de água: vegetais, batatas, frutas, etc…
Quente (155– 170º C)
Com polme, farinhas, ou pão-ralado, formando uma crosta
Muito Quente (175–190º C)
Pequenos, de rápida fritura: pastéis, croquetes, etc.

Utilize o Azeite em vez de outras gorduras menos saudáveis!

Tabela de conversão - Manteiga/Margarina para Azeite

Manteiga/MargarinaAzeite
1 colher de chá3/4 colher de chá
1 colher de sopa2 1/2 colheres de chá
2 colheres de sopa1 1/2 colher de sopa
1/4 chávena3 colheres de sopa
1/3 chávena1/4 chávena
1/2 chávena1/4 chávena + 2 colheres de sopa
2/3 chávena1/2 chávena
3/4 chávena1/2 chávena + 1 colher de sopa
1 chávena3/4 chávena




publicado por Maluvfx às 07:27
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Dicionário dos Alimentos - AVEIA
A aveia personifica mais uma história de transformação de descrédito ancestral em grande potencial contemporâneo. Enriqueceu durante largos séculos a alimentação de alguns animais, que eram as únicas espécies contempladas com a ingestão deste cereal, discriminado pela sua tendência para apodrecer sendo mesmo apelidado por gregos e romanos de “trigo doente”.

Nos tempos que correm, com o aparecimento de novos cereais prontos a comer de várias formulações, cores e feitios, é quase uma viagem no tempo ver alguém optar por papas de aveia para grande refeição do dia, o pequeno-almoço. E não tendo a aveia uma mascote pomposa que faça as delícias das crianças ou uma actriz em excelente forma física a recomendá-la às colheres na televisão é natural que a sua popularidade não seja equivalente ao seu potencial nutricional.

A diferenciação da aveia face a outros cereais baseia-se no facto de ser, regra geral, utilizada no seu estado puro sem qualquer tipo de refinação que lhe retire quer a sua quantidade assinalável de fibra quer uma boa parte do seu teor vitamínico e mineral. E é nesta quantidade de fibra que é preservada na aveia, que se encontra a sua jóia da coroa no que à sua perspectiva funcional diz respeito. De seu nome β-glicanos, estes compostos existentes na camada externa da aveia são os principais responsáveis pelo efeito mais que comprovado deste cereal na redução dos níveis de colesterol total e LDL (“mau” colesterol). A preservação desta mesma fibra, torna a aveia um cereal fortificado por natureza, sendo uma boa fonte de vitamina B1, B3, ácido fólico, vitamina E, fósforo, ferro, magnésio e zinco.

Se tudo isto não fosse já suficiente para ostentar o rótulo de alimento “amigo do coração”, a aveia possui ainda um grande potencial de saciação ao associar a sua fibra a uma grande quantidade de proteína (13%), com valores de aminoácidos essenciais superiores aos do trigo e centeio. De igual modo, a quantidade irrisória de açúcares que possui, tornam-na numa alternativa interessantíssima na regulação dos níveis de glicemia.

No fundo, em relação à aveia, a prioridade é não inventar muito e não destruir o potencial que a natureza nos dá, consumindo-a em flocos em vez de optar por bolachas e barras onde existe invariavelmente uma adição desnecessária de açúcar e gordura. Se quiser inventar, adicione então às papas de aveia pedaços de frutos frescos e gordos com um travo de mel e canela, produzindo assim um saboroso e nutritivo muesli caseiro com tudo o que um bom pequeno-almoço deveria ter.

Por Pedro Carvalho, nutricionista
Professor Assistente Convidado da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto


publicado por Maluvfx às 07:19
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Dicionário dos Alimentos - ALHO

O alho tem tudo para ser considerado um alimento com elevada capacidade medicinal e, em boa verdade, sempre o foi. Desde suplemento alimentar com vista a aumentar a força de escravos egípcios para a construção das pirâmides e atletas greco-romanos em eventos desportivos, até à cura de lepra, asma, varíola, picadas de escorpião, para tudo o alho serviu como medicação chegando ao ponto de ter sido utilizado em tempos como moeda, tão elevada era a sua valorização. Existe mesmo o mito de que Hipócrates, o pai da medicina, teria um repertório de mais de 300 remédios que incluíam alho para além de canela e alecrim.

E a nossa gastronomia proporciona-nos uma grande familiarização com este legume quer nas excepcionalmente típicas açordas e marinadas ou com a feliz trilogia de alho, azeite e tomate. Embora as quantidades em que é consumido não façam dele um alimento a ter em conta para a satisfação das necessidades de algum nutrimento, o alho é particularmente rico em vitamina C, B6, cálcio, cobre e selénio.

Aquilo de que menos gostamos no alho é justamente a fonte de todas as suas virtudes. A alicina, um composto organossulfurado, tanto nos oferece aquele indistinguível hálito, como aporta o seu grande potencial de prevenção de doença. Embora não se possa dizer categoricamente que a ingestão de alho reduz o risco de cancro, a verdade é que essa é uma forte probabilidade, sobretudo quando falamos do cancro da próstata, esófago, ovário e cancro colo-rectal. As suas propriedades antibacterianas e antivirais consubstanciam o seu uso ancestral como “desinfectante” sendo igualmente interessantes os seus efeitos moderados no que à diminuição da pressão arterial, colesterol (total e LDL) e triglicerídeos diz respeito.

Todos estes benefícios esbarram muitas vezes no modo como o alho é consumido, que tanto os pode potenciar como os pode eliminar. Em Portugal, o refogado ou estrugido é quase sempre o ponto de partida para muito do que cozinha. Não sendo consensual que o alho faça parte desta “instituição” lusa, o certo é que as altas temperaturas atingidas (às quais o azeite é também submetido) destroem muitos dos seus compostos organossulfurados. Por outro lado, o seu consumo em cru (principalmente esmagado ou picado), a sua adição a marinadas, açordas e legumes salteados ou até esfregado em pão com azeite resultando num pão de alho caseiro, serão formas de consumo mais apelativas ao paladar e à saúde.

Assim, de hoje em diante, tente encarar o hálito a alho não como um obstáculo social mas sim como um sinónimo de saúde.

Por Pedro Carvalho, nutricionista
Professor Assistente Convidado da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto


publicado por Maluvfx às 06:37
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Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012
Como ser um Herbívoro Feliz
Sandra Guimarães é uma brasileira de Natal que vive em Belém, na Palestina, onde ela trabalha como voluntária, principalmente com saúde bucal de crianças e nutrição em campos de refugiados na cidade, e divulgando o veganismo através do seu blog PapaCapim.

“Eu estava estudando linguística em Paris quando virei vegana. Em uma manhã de domingo aparentemente inocente, sentada na minha cozinha enquanto imaginava receitas que respeitassem meu novo regime, eu vi a luz! Era isso que eu queria fazer: criar receitas veganas”, ela diz.

Sua ligação com a Palestina começou com uma visita quatro anos atrás quando ela passou três semanas passeando e fazendo trabalhos voluntários. “As coisas que vi aqui me marcaram tanto que percebi que seria impossível voltar para casa e continuar com a minha vida de antes. Foi então tomei a decisão mais inusitada da minha vida : me mudei para a Palestina e comecei a trabalhar como voluntária nos campos de refugiados.”

O blog é lindo e traz receitas deliciosas para ajudar qualquer pessoa a se tornar um herbívoro feliz. E para facilitar ainda mais a vida de seus leitores e aspirantes a uma vida sem crueldade, Sandra criou um e-book (um livro digital em forma de PDF) com as melhores receitas de seu blog e dicas preciosas de como fazer a transição do onivorismo para o herbivorismo.

Para conseguir uma cópia basta escrever para Sandra, que aceita doações de qualquer valor que podem ser feitas pelo Paypal ou por uma conta do Banco do Brasil aqui no país. O guia percorre 78 páginas e trata unicamente da questão da alimentação vegetal (por isso é o guia do “herbívoro” feliz e não do “vegano” feliz), com dicas pra sobreviver em um mundo (ainda)onívoro, além de informação sobre nutrição vegana, respostas pras perguntas que veganos escutam com mais frequência e 32 receitas (algumas básicas, outras mais elaboradas).

Além disso, Sandra está trabalhando em outro projeto editorial chamado Natural e Vegetal para a editora Caki Books. Segundo Sandra, a proposta do livro é mostrar que “natural não significa “natureba” e que não é preciso escolher entre adotar uma alimentação saudável ou desfrutar dos prazeres da mesa: é possível ter os dois ao mesmo tempo.” O livro vai reunir suas melhores receitas, a maioria inéditas, além de novas receitas, tudo ilustrado com fotos da própria Sandra. O lançamento está planejado para abril (e-book e versão impressa sob comanda).

Neste meio tempo, leiam o Herbívoro Feliz, que inclui os seguintes capítulos:

Introdução

• O que é o guia do herbívoro feliz?
• Por que herbívoro?
• Quem é quem: tipos de vegetarianos

1- Por onde começar
• Primeiros passos
• Sobrevivendo em uma família onívora
• Se prepare pra enfrentar o mundo onívoro: herbívoro fora de casa

2- Na prática
• A despensa do herbívoro
• Equipe sua cozinha
• Como substituir leite, creme, manteiga e ovos e veganizar qualquer receita
• Como preparar: -Leguminosas -Cereais -Legumes

3- Colocando a mão na massa
• Leite, creme e queijo vegetal
• Café da manhã
• Pratos principais
• Saladas, molhos e pastas
• Sopas
• Doçuras

4- Princípios básicos de nutrição vegana
• Onde encontrar proteína, ferro, cálcio, ômega 3 e B12
• Como compor um cardápio vegetal equilibrado

5- Perguntas frequentes e mitos sobre veganismo

Serviço:

Fazer o depósito via Paypal para papacapimveg@gmail.com com a mensagem: “Quero o meu livro”. As contribuições voluntárias podem variar de “R$1 a R$1 milhão.”
Depósito no Banco do Brasil: Agência 1668-3 Conta Corrente 24281-0 Titular da conta: José Paulo S. de Carvalho

via Lobo Repórter


publicado por Maluvfx às 17:17
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Alimentos que combatem a perda de memória
Certos alimentos podem aumentar a nossa capacidade mental e melhoram a nossa memória, pois fornecem os nutrientes correctos como, proteínas, gorduras, minerais e vitaminas, que o cérebro necessita para um bom desempenho. Saiba quais os alimentos que combatem a perda de memória.

Aumente a sua memória com alimentos para a memória
Certos alimentos oferecem nutrientes ao cérebro que o ajudam a pensar com mais clareza. O que você come ajuda a alimentar o seu corpo e o seu cérebro, ao comer os alimentos certos pode melhorar o desempenho do seu cérebro, melhorar o humor, estabilizar as emoções e melhorar a memória e capacidade de raciocínio.
Todos temos experiências de esquecimento ao longo do tempo isso é normalmente atribuído a pessoas idosas, mas na verdade qualquer faixa etária pode experimentá-lo. É um efeito colateral do stress, distrações, muitas tarefas e o envelhecimento. Graves lapsos de memória podem ser um sinal de demência, mas o esquecimento geralmente não é algo a se preocupar de uma forma drástica.
O que você pode fazer é ingerir mais de alimentos ricos em nutrientes protectores, como os antioxidantes, as vitaminas B, anti-inflamatórios óleos e especiarias.

Alimentos que beneficiam o cérebro e a memória
Frutas, legumes, nozes
As células cerebrais chamadas neurónios são particularmente vulneráveis à oxidação por radicais livres. os antioxidantes , encontrados em abundância na maioria das frutas e produtos hortícolas como as frutas e feijão, neutralizam os radicais livres. Quando você come o suficiente destes alimentos, o cérebro recebe antioxidantes, e isso oferece a protecção para várias partes do cérebro, incluindo o hipocampo, uma região que é fundamental para formar e reter memórias.

Mirtilos
Quando é verão não há nada como Mirtilos frescos. Mas aqui está uma razão para comê-los durante todo o ano: uma memória melhor. Eles agem como antioxidantes fortes, e podem, de acordo com estudos , melhorar a memória.

Maçãs
Poderia a maçã ajudar a aguçar as suas habilidades de memória? É possível, especialmente se você comer a pele, onde a maioria da quercetina na maçã é armazenada. Em pelo menos um estudo, este antioxidante mostrou ser mais eficaz que a vitamina C a proteger células do cérebro dos danos oxidativos.

Farinha de aveia, rica em fibras, cereais integrais
Os cientistas suspeitam que possa ser a fibra de proteína de farinha de aveia e cereais integrais que ajuda a retardar a digestão, liberando glicose (açúcar no sangue) de forma mais gradual na corrente sanguínea. O cérebro usa a glicose como fonte de energia e um fluxo constante parece ajudar o cérebro a reter as informações para as tarefas que requerem habilidades de memória.

Chocolate Preto
Pequenas quantidades de chocolate preto pode reduzir a pressão arterial e o colesterol por causa de suas poderosas propriedades antioxidantes dos flavonóides. Mas um dos melhores usos de chocolate vem do seu estimulante natural: a cafeína. Porquê? Porque ajuda a focar a sua energia e concentração.Porém, demasiada cafeína pode ser prejudicial e pode funcionar contra você. Por isso coma chocolate em pequenas quantidades e de forma isolada.

Omega 3
Nem toda a gordura é má, porque o corpo requer ácidos graxos essenciais, pois o cérebro é composto por mais de 60% de gordura. As células nervosas no cérebro são cobertas por uma bainha de mielina, gordura que é fundamental na transmissão das mensagens de forma rápida. Os ácidos gordos/graxos omega 3 são ácidos gordos essenciais para optimizar o desempenho do cérebro. A falta de omega3 numa dieta pode levar à falta de memoria, depressão, concentração, e reduz a capacidade de aprendizagem e pode até mesmo causar outros transtornos mentais.
Alimentos ricos em gorduras omega3: alimentos de origem vegetal, como sementes de linhaça e abóbora.


Alimentos para evitar perda de memoria
É importante reconhecer os alimentos que diminuem a capacidade cerebral. O Álcool e outras drogas matam células cerebrais directamente, mas existem muitos alimentos menos óbvios que atacam o cérebro. Comer em excesso e alimentos que entopem as artérias pode levar à diminuição do fluxo sanguíneo para o cérebro, e alimentos com alto índice glicêmico, como pão branco, arroz branco, macarrão branco e alimentos ricos em açúcar podem provocar oscilações de glicose no sangue que fazem o corpo e a mente irritável e com menos capacidade.

Alimentos a evitar para prevenir a perda de memoria:
  • Álcool
  • Alimentos com corantes artificiais
  • Adoçantes artificiais
  • Colas
  • Xarope de milho
  • Bebidas com elevado nivel de acucar
  • Gorduras hidrogenadas
  • Nicotina
  • Pão branco

O cérebro humano é como um motor. O combustível certo, manutenção regular e uma corrida diária vai ajuda-lo a aumentar o seu desempenho global e evitar as perdas de memoria.

fonte: Textos de pesquisa e aqui


publicado por Maluvfx às 03:40
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Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2012
Dicas de consumo para uma almentação vegetariana: Proteínas
  • Soja:
é uma excelente alternativa às proteínas animais. Proporciona uma fonte protéica completa, além de outros componentes benéficos à saúde, como: isoflavonas, ômegas 3 e 6, vitaminas do complexo B, fibras e minerais.

  • Quinua:
reconhecida pela Organização para a Agricultura e Alimentação (FAO) como alimento perfeito para consumo humano. Seu teor protéico é superior ao dos cereais, sendo uma proteína de alto valor biológico, o que a torna fundamental para vegetarianos e atletas. Grão rico em minerais e vitaminas, é indicado na alimentação de idosos, crianças e pessoas com baixa resistência imunológica. É também fonte de ômegas 3 e 6.

  • Oleaginosas e sementes:

as oleaginosas (nozes, castanhas, amêndoas etc.) e sementes (gergelim, girassol etc.) são excelentes fontes de proteínas, além de carboidratos, gorduras insaturadas, fibras e substâncias antioxidantes. Por serem de alto teor protéico, não devem faltar na alimentação de vegetarianos.

  • Leguminosas (feijões, ervilha seca, lentilha, grão-de-bico etc.):

ricas em proteínas, carboidratos, fibras, além de conterem baixo teor de gorduras saturadas. Quando combinadas com cereais, formam fonte de proteína completa. As leguminosas são excelentes fontes de fitoquímicos, vitaminas do complexo B e minerais como o ferro.



  • Fontes de proteínas:

- Leguminosas (Feijões, Soja, Lentilha, Ervilha, Grão-de-bico, Fava, Tremoço)

- Oleaginosas (do Pará, de Caju, Amêndoas, Avelãs, Amendoim, Nozes, Pistache)

- Sementes (Sementes de Sésamo, Linhaça, Semente de Girassol, Semente de Abóbora)

- Cereais e pseudocereais (Quinoa, Kamut, Millet, Amaranto, Bulgur, Painço, Arroz, Aveia, Milho, Trigo, Centeio, Cevada, Sorgo, Teff)


publicado por Maluvfx às 07:22
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Sábado, 21 de Janeiro de 2012
Sete alimentos comuns com os quais vegetarianos precisam ficar atentos
Quando uma pessoa decide se tornar vegetariana, escolhendo esse tipo de alimentação não só por causa de um discurso nutricionista mas também ético, é sabido que não se trata apenas de eliminar da dieta apenas o hambúrguer ou o molho à bolonhesa. Ser vegetariano é, sobretudo, adotar uma filosofia de vida que implica também em eliminar todos os produtos que pressupõem a presença de partes de animais, dentre as quais a gordura.

O que nem todos sabem, porém, é que muitos alimentos comuns, aparentemente veg-friendly, contêm na realidade gorduras de origem animal.

Veja a seguir uma lista preparada pelo site italiano Green Me com os sete “inimigos” da dieta vegetariana:


Queijo
formaggio
O coalho animal é utilizado na produção de muitos tipos de queijos. Mas o que é isso? O coalho animal é uma enzima coagulante extraída do estômago de um bezerro recém-abatido. Mas atenção, isso não significa que seja necessário continuar a vida sem queijo. Basta optar por produtos veganos.
Biscoitos

Foto: Reprodução/Green Me
Alguém já pensou que atrás daquele chá com bolachas haveria alguma coisa relacionada aos porcos? Estranho, mas verdade. Muitos doces são preparados com a chamada banha, uma gordura extraída do abdômen do animal. Também neste caso, olho na etiqueta. Mas para ficar 100% seguro, é possível tentar cozinhar vocês mesmo esses biscoitinhos, quem sabe até seguindo uma receita vegana.
Pão de forma

Foto: Reprodução/Green Me
A banha é um dos ingredientes básicos também para vários tipos de pão fabricados, especialmente o de forma. Atenção ao sanduíche!
Chiclete

Foto: Reprodução/Green Me
Algumas marcas presentes no comércio apresentam três ingredientes: lanolina (derivada do couro de ovelha), ácido esteárico e glicerina. Todos são constituídos por gordura animal de onde se obtém, inclusive, a cera de vela. Para não correr o risco, a dica é se informar.
Pacote de batatinha frita

Foto: Reprodução/Green Me
Este petisco também não está imune a componentes animais. Muitas marcas de batatinha, antes de terminarem nos pacotes, recebem um banho de sebo, uma gordura membranosa presente nos bovinos.
Margarina

Foto: Reprodução/Green Me
Optar pela margarina no lugar da manteiga pensando assim que não estará em contato com gordura animal é um erro. Na margarina também tem sebo. Para ficar seguro, a dica é escolher um azeite de oliva.
Balas/Gomas

Foto: Reprodução/Green Me
Acreditem ou não, mas alguns tipos de bala devem ser banidos da dieta de um vegetariano. Elas contêm, de fato, o ácido esteárico, uma gordura animal derivada também do sebo.
De agora em diante, e isso não vale apenas para os vegetarianos, leiam os rótulos e documentem aquilo que comem. O mais simples alimento pode revelar uma surpresa cruel e nada agradável.

via ANDA
Fonte: Green Me


publicado por Maluvfx às 05:21
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