Ética é o conjunto de valores, ou padrões, a partir dos quais uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões. A ética é importante por que respeita os outros e a dignidade humana.

Sexta-feira, 17 de Setembro de 2010
CARTA ABERTA A FRANCISCO MOITA FLORES

Conheci-o um dia, na Póvoa de Varzim. Foi à Cooperativa «A Filantrópica», na sua qualidade de Polícia, falar sobre a Droga e as suas consequências.

Tivemos, os dois, uma conversa interessante, profunda, acerca do sofrimento dos pais de toxicodependentes, os quais preferem vê-los mortos-mortos do que mortos-vivos. E isso feria a sua alma de homem-polícia.
Começou aí a minha admiração pelo Dr. Moita Flores. Nessa noite conheci um homem sensível. Coisa rara nos tempos que corriam (e ainda correm).

Depois vieram os filmes na TV, dos quais gostei muito. Vieram os livros, bem escritos. E a minha admiração continuou intacta.

Até ao dia 25 de Agosto de 2010, quando o Dr. Moita Flores divulga uma Petição a favor do «Massacre de Touros». Muito bem escrita, aliás. Um apelo brilhante ao que chama os “Direitos da Terra”. Quase convence as pedras dos caminhos campestres, bordejados de flores amarelas, que os seus pés pisaram na infância.

Quase.

Mas não convence. Sabe porquê?

Porque o que lhe interessa não é defender o «Massacre de Touros» a que chamaFesta Brava, nem sequer o respeito pelos Direitos do Homem casados e em sintonia com os Direitos da Terra. Linda, esta frase. Gostei.
O que o Dr. Moita Flores defende é pura e simplesmente isto: uma “Festa” dita brava, em que um mamífero superior, que possui sistema nervoso central, tal como o Dr. Moita Flores, é massacrado até quase virar um picado de carne a sangrar por todos os buracos que lhe fazem quando lhe espetam as farpas.

Quando diz que defende «os valores da Terra, da Vida e dos ritos exorcizadores da Morte, em defesa dos animais, dos touros, dos cavalos, dos pastores e dos campinos, da economia agrícola e animal associada à Festa e ao espectáculo, em nome do PROGRESSO com Memória, em nome do DESENVOLVIMENTO sem perder o sentido da História», está a querer enganar quem?

Defender os valores da Terra, da Vida dos ritos exorcizadores da morte? Da morte de quem? Da sua, Dr. Moita Flores, ou da do Touro?

Em defesa dos animais, dos touros, dos cavalos, quando estes são sangrados lentamente, durante umas duas horas, impiedosamente, numa arena, cheia de criaturas a babarem-se diante do sangue desses mesmos animais?

Defender pastores, campinos? A quem quer enganar?

Da economia agrícola e animal associada à Festa e ao espectáculo, em nome do PROGRESSO com Memória, em nome do DESENVOLVIMENTO sem perder o sentido da História?





O que é isto?! Está a querer fazer do povo Português parvo?

Fale-me antes na DEFESA dos lobbies poderosos dos ganadeiros e de outros, à custa da tortura e do massacre de animais magníficos. Isso sim.

O Dr. Moita Flores perdeu toda a sua razão quando diz: «Cheguei à idade onde já não há paciência para ser insultado por uma horda de analfabetos».

Horda de analfabetos. Nós? Os que defendemos a VIDA, a CULTURA CULTA, a CIVILIZAÇÃO?

«Cheguei à idade da tolerância mas também ao tempo onde, mais do que nunca, acredito que só é possível salvar os Direitos do Homem se com eles salvarmos os Direitos da Terra».

Outra bela frase, para constar nos seus romances.

Quem pretende enganar com os Direitos do Homem e da Terra?

Nós estamos a falar de DIREITOS DOS ANIMAIS.

Já viu bem o que pede que assinem na sua petição? Vou repetir: «Convido-vos a todos. Aos meus irmãos homens, às minhas irmãs mulheres, que afirmem por este abaixo-assinado fora, este combate pela CIDADANIA e pelos DIREITOS DA TERRA para que ninguém se amedronte perante a gritaria histérica de alguns.

CIDADANIA? Qual? A do direito a torturar um animal?

DIREITOS DA TERRA? Quais? Os direitos da terra beber o sangue derramado pelos Touros e pelos Cavalos quando estão a ser massacrados?

Quem são os histéricos aqui?

São os que gritam «BASTA DE MASSACRAR ANIMAIS», ou os que gritam “OLÉS” quando uma farpa fura o corpo do Touro e um jorro de sangue lhe escorre pelas costas, e mancha a terra que há-de “beber” esse sangue?
Veja a incongruência das suas palavras: «E fazem abaixo assinados, procurando destruir sem compreender, protestar quando a verdadeira essência do seu protesto são as suas PRÓPRIAS CONSCIÊNCIAS.

Que consciências? Não somos nós que massacramos animais. As nossas consciências estão tranquilas. A sua não está?

E diz mais o Dr. Moita Flores: «Nem é o sofrimento do animal, como eles dizem, que os move. Pois se o fosse, estariam aos gritos em todos os locais em que se “fabricam”com hormonas, frangos, vacas, ovelhas para alimentar a cidade. Estariam às portas dos grandes matadouros escutando os urros de milhares de animais que adivinham o cheiro da morte. Estariam nas barricadas contra as guerras que matam homens e crianças, na linha da frente da luta pelo renascimento do campo e das culturas rurais, na linha da frente contra a violência doméstica.»

Anda cego e surdo o Dr. Moita Flores? Só lê e vê o que lhe interessa? Quem luta pela abolição do «Massacre de Touros», luta igualmente por todas as formas de tortura praticada contra seres humanos e seres não humanos também. Só não vê quem não quer ver. Só não sabe quem não quer saber.

E em seguida o Dr. Moita Flores diz esta barbaridade: «Não! Nada disto. Apenas(são) contra a PRETENSA violência contra os touros bravos. Nem pelo outro argumento comodista e repetido de que não são contra o abate dos animais mas sim contra o espectáculo que, no caso português, nem os abate. Maior hipocrisia não existe. Nem paciência para discutir a fé de angustiados.»

PRETENSA, Dr. Moita Flores? Esburacar um animal com farpas até o fazer sangrar é “pretensa violência”?
Pois quanto ao abate, do mal, o menos. Nesse aspecto os espanhóis são mais “humanos”, abatem logo o Touro na arena, e não o deixam em sofrimento atroz dias seguidos.

Os hipócritas aqui quem são, Dr. Moita Flores? Pretende chamar “água” ao sangue derramado do Touro?
Fé de angustiados, Dr. Moita Flores? Linda frase, para constar nos autos de fé, dos “outros que tais”, em outros tempos.

E agora vem o mais inconcebível: «É a minha crença profunda. E sei que o combate passa por afirmar a defesa dos símbolos, dos valores, dos ritos, das cargas simbólicas que consolidaram a nossa secular matriz identitária.»

Símbolos? Valores? Ritos (medievais)? Matriz identitária? Por quem é Doutor! Portugal não precisa de se identificar com a barbárie. Já lhe basta a incompetência dos governantes.

E esta então é hilariante: «E esse combate feito de muitas frentes de luta, tem numa delas os ‘talibãs’ que em nome dos direitos dos animais procuram destruir os animais, a economia que os sustenta e os animais sustentam, além da cultura a eles imanentes».

Talibans? Então saberei quem me chamou “taliban”, escondido sob um pseudónimo, no meu blog?

Em nome dos animais procuram destruir os animais? Iliteracia pura.

Já a economia que sustenta uns tantos à custa do Massacre de Touros, aí fale-me disso. A abolição desta tortura vai mexer nos bolsos de muita gente, que os tem a abarrotar com dinheiro manchado de sangue.
Cultura a eles imanentes? Que cultura? A Cultura da Morte?

DESILUDIU-ME COMPLETAMENTE, Dr. Moita Flores.

Sei que está-se nas tintas para a minha consideração, bem como eu estou-me nas tintas por me chamarem “taliban”. Direi como D. Manuel Martins, antigo Bispo de Setúbal, a quem um dia ouvi referir: «se ser comunista é defender os direitos dos mais necessitados, então eu sou comunista».

Se ser taliban é defender os DIREITOS DE TODOS OS ANIMAIS HUMANOS E NÃO HUMANOS, então eu sou TALIBAN.

Com muito gosto.

Isabel A. Ferreira

16 de Setembro de 2010


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CARTA ABERTA A FRANCISCO MOITA FLORES

Conheci-o um dia, na Póvoa de Varzim. Foi à Cooperativa «A Filantrópica», na sua qualidade de Polícia, falar sobre a Droga e as suas consequências.

Tivemos, os dois, uma conversa interessante, profunda, acerca do sofrimento dos pais de toxicodependentes, os quais preferem vê-los mortos-mortos do que mortos-vivos. E isso feria a sua alma de homem-polícia.
Começou aí a minha admiração pelo Dr. Moita Flores. Nessa noite conheci um homem sensível. Coisa rara nos tempos que corriam (e ainda correm).

Depois vieram os filmes na TV, dos quais gostei muito. Vieram os livros, bem escritos. E a minha admiração continuou intacta.

Até ao dia 25 de Agosto de 2010, quando o Dr. Moita Flores divulga uma Petição a favor do «Massacre de Touros». Muito bem escrita, aliás. Um apelo brilhante ao que chama os “Direitos da Terra”. Quase convence as pedras dos caminhos campestres, bordejados de flores amarelas, que os seus pés pisaram na infância.

Quase.

Mas não convence. Sabe porquê?

Porque o que lhe interessa não é defender o «Massacre de Touros» a que chamaFesta Brava, nem sequer o respeito pelos Direitos do Homem casados e em sintonia com os Direitos da Terra. Linda, esta frase. Gostei.
O que o Dr. Moita Flores defende é pura e simplesmente isto: uma “Festa” dita brava, em que um mamífero superior, que possui sistema nervoso central, tal como o Dr. Moita Flores, é massacrado até quase virar um picado de carne a sangrar por todos os buracos que lhe fazem quando lhe espetam as farpas.

Quando diz que defende «os valores da Terra, da Vida e dos ritos exorcizadores da Morte, em defesa dos animais, dos touros, dos cavalos, dos pastores e dos campinos, da economia agrícola e animal associada à Festa e ao espectáculo, em nome do PROGRESSO com Memória, em nome do DESENVOLVIMENTO sem perder o sentido da História», está a querer enganar quem?

Defender os valores da Terra, da Vida dos ritos exorcizadores da morte? Da morte de quem? Da sua, Dr. Moita Flores, ou da do Touro?

Em defesa dos animais, dos touros, dos cavalos, quando estes são sangrados lentamente, durante umas duas horas, impiedosamente, numa arena, cheia de criaturas a babarem-se diante do sangue desses mesmos animais?

Defender pastores, campinos? A quem quer enganar?

Da economia agrícola e animal associada à Festa e ao espectáculo, em nome do PROGRESSO com Memória, em nome do DESENVOLVIMENTO sem perder o sentido da História?





O que é isto?! Está a querer fazer do povo Português parvo?

Fale-me antes na DEFESA dos lobbies poderosos dos ganadeiros e de outros, à custa da tortura e do massacre de animais magníficos. Isso sim.

O Dr. Moita Flores perdeu toda a sua razão quando diz: «Cheguei à idade onde já não há paciência para ser insultado por uma horda de analfabetos».

Horda de analfabetos. Nós? Os que defendemos a VIDA, a CULTURA CULTA, a CIVILIZAÇÃO?

«Cheguei à idade da tolerância mas também ao tempo onde, mais do que nunca, acredito que só é possível salvar os Direitos do Homem se com eles salvarmos os Direitos da Terra».

Outra bela frase, para constar nos seus romances.

Quem pretende enganar com os Direitos do Homem e da Terra?

Nós estamos a falar de DIREITOS DOS ANIMAIS.

Já viu bem o que pede que assinem na sua petição? Vou repetir: «Convido-vos a todos. Aos meus irmãos homens, às minhas irmãs mulheres, que afirmem por este abaixo-assinado fora, este combate pela CIDADANIA e pelos DIREITOS DA TERRA para que ninguém se amedronte perante a gritaria histérica de alguns.

CIDADANIA? Qual? A do direito a torturar um animal?

DIREITOS DA TERRA? Quais? Os direitos da terra beber o sangue derramado pelos Touros e pelos Cavalos quando estão a ser massacrados?

Quem são os histéricos aqui?

São os que gritam «BASTA DE MASSACRAR ANIMAIS», ou os que gritam “OLÉS” quando uma farpa fura o corpo do Touro e um jorro de sangue lhe escorre pelas costas, e mancha a terra que há-de “beber” esse sangue?
Veja a incongruência das suas palavras: «E fazem abaixo assinados, procurando destruir sem compreender, protestar quando a verdadeira essência do seu protesto são as suas PRÓPRIAS CONSCIÊNCIAS.

Que consciências? Não somos nós que massacramos animais. As nossas consciências estão tranquilas. A sua não está?

E diz mais o Dr. Moita Flores: «Nem é o sofrimento do animal, como eles dizem, que os move. Pois se o fosse, estariam aos gritos em todos os locais em que se “fabricam”com hormonas, frangos, vacas, ovelhas para alimentar a cidade. Estariam às portas dos grandes matadouros escutando os urros de milhares de animais que adivinham o cheiro da morte. Estariam nas barricadas contra as guerras que matam homens e crianças, na linha da frente da luta pelo renascimento do campo e das culturas rurais, na linha da frente contra a violência doméstica.»

Anda cego e surdo o Dr. Moita Flores? Só lê e vê o que lhe interessa? Quem luta pela abolição do «Massacre de Touros», luta igualmente por todas as formas de tortura praticada contra seres humanos e seres não humanos também. Só não vê quem não quer ver. Só não sabe quem não quer saber.

E em seguida o Dr. Moita Flores diz esta barbaridade: «Não! Nada disto. Apenas(são) contra a PRETENSA violência contra os touros bravos. Nem pelo outro argumento comodista e repetido de que não são contra o abate dos animais mas sim contra o espectáculo que, no caso português, nem os abate. Maior hipocrisia não existe. Nem paciência para discutir a fé de angustiados.»

PRETENSA, Dr. Moita Flores? Esburacar um animal com farpas até o fazer sangrar é “pretensa violência”?
Pois quanto ao abate, do mal, o menos. Nesse aspecto os espanhóis são mais “humanos”, abatem logo o Touro na arena, e não o deixam em sofrimento atroz dias seguidos.

Os hipócritas aqui quem são, Dr. Moita Flores? Pretende chamar “água” ao sangue derramado do Touro?
Fé de angustiados, Dr. Moita Flores? Linda frase, para constar nos autos de fé, dos “outros que tais”, em outros tempos.

E agora vem o mais inconcebível: «É a minha crença profunda. E sei que o combate passa por afirmar a defesa dos símbolos, dos valores, dos ritos, das cargas simbólicas que consolidaram a nossa secular matriz identitária.»

Símbolos? Valores? Ritos (medievais)? Matriz identitária? Por quem é Doutor! Portugal não precisa de se identificar com a barbárie. Já lhe basta a incompetência dos governantes.

E esta então é hilariante: «E esse combate feito de muitas frentes de luta, tem numa delas os ‘talibãs’ que em nome dos direitos dos animais procuram destruir os animais, a economia que os sustenta e os animais sustentam, além da cultura a eles imanentes».

Talibans? Então saberei quem me chamou “taliban”, escondido sob um pseudónimo, no meu blog?

Em nome dos animais procuram destruir os animais? Iliteracia pura.

Já a economia que sustenta uns tantos à custa do Massacre de Touros, aí fale-me disso. A abolição desta tortura vai mexer nos bolsos de muita gente, que os tem a abarrotar com dinheiro manchado de sangue.
Cultura a eles imanentes? Que cultura? A Cultura da Morte?

DESILUDIU-ME COMPLETAMENTE, Dr. Moita Flores.

Sei que está-se nas tintas para a minha consideração, bem como eu estou-me nas tintas por me chamarem “taliban”. Direi como D. Manuel Martins, antigo Bispo de Setúbal, a quem um dia ouvi referir: «se ser comunista é defender os direitos dos mais necessitados, então eu sou comunista».

Se ser taliban é defender os DIREITOS DE TODOS OS ANIMAIS HUMANOS E NÃO HUMANOS, então eu sou TALIBAN.

Com muito gosto.

Isabel A. Ferreira

16 de Setembro de 2010


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Terça-feira, 7 de Setembro de 2010
Presidente da Câmara de Santarém lança petição para "defender tradição"
Moita Flores quer reunir 100 mil assinaturas em defesa da tourada


Petição lançada "em nome do progresso com memória", diz Moita FloresAutarca de uma das cidades portuguesas mais ligadas às corridas de touros anuncia a criação de uma associação de municípios, com Espanha e França, para a defesa da tauromaquia.


Petição lançada "em nome do progresso com memória", 
diz Moita Flores (Foto: Alfredo Cunha/arquivo)

O presidente da Câmara de Santarém é o primeiro subscritor de uma petição "em defesa da Festa Brava", lançada na semana passada. Francisco Moita Flores quer recolher 100 mil assinaturas até Julho de 2011, para demonstrar a sensibilidade do povo português relativamente à tauromaquia, contra "os "talibãs" que em nome dos direitos dos animais procuram destruir os animais, a economia que os sustenta, além da cultura a eles imanente". A petição, já disponível na Internet, tinha ontem cerca de 350 signatários.

Moita Flores sustenta que este é "um combate pela cidadania e pelos direitos da Terra para que ninguém se amedronte perante a gritaria histérica de alguns" e pretende "mostrar definitivamente ao país que não nos submetemos à ditadura do "hamburguer" urbano e que somos muitos, disponíveis para lutar, resistir e assumir Portugal na sua unidade complexa e diversa".

Algumas organizações defensoras dos direitos dos animais, como a ANIMAL, anunciaram a intenção de levar ao Parlamento uma petição legislativa para a abolição das touradas e reforçar as leis de protecção animal. A proposta será apresentada na Assembleia da República a 17 de Setembro, dois dias depois do arranque do novo ano legislativo. Já em Espanha, por exemplo, a Catalunha proibiu as touradas em Julho.

E foi neste cenário que Moita Flores anunciou, na última reunião da Câmara de Santarém, a criação de uma associação de municípios de Portugal, Espanha e França para a defesa da tauromaquia e o lançamento desta petição.

Lembrando as suas origens alentejanas, Moita Flores acusa os promotores das iniciativas contra as touradas de não estarem interessados na defesa dos direitos dos animais, nem na defesa dos direitos do homem. "Gritam o folclore politicamente correcto e giro! E fazem abaixo-assinados, procurando destruir sem compreender, protestar quando a verdadeira essência do seu protesto são as suas próprias consciências".

Classificando de "hipocrisia" as posições tomadas pelos que defendem a proibição das actividades tauromáquicas, o autarca diz que resolveu lançar esta iniciativa "em defesa dos animais, dos touros, dos cavalos, dos pastores e dos campinos, da economia agrícola e animal associada à festa e ao espectáculo, em nome do progresso com memória, em nome do desenvolvimento sem perder o sentido da História".

Em resposta, a presidente da associação ANIMAL, Rita Silva, considera que Moita Flores "está a confundir um gosto pessoal com a vontade dos portugueses" e caracterizou a petição como "uma vergonha". "O facto de algo ser uma tradição não quer dizer que seja moralmente aceitável, porque os tempos mudam", justifica. A presidente da associação disse ainda ao PÚBLICO não ter dúvidas de que a petição vai abrir "uma caixa de Pandora", suscitando uma quantidade de reacções a favor e contra a tauromaquia. No que respeita à ANIMAL, Rita Silva assegura que o propósito de Moita Flores "vai ser combatido". com Patrícia de Oliveira

Fonte: Público


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Presidente da Câmara de Santarém lança petição para "defender tradição"
Moita Flores quer reunir 100 mil assinaturas em defesa da tourada


Petição lançada "em nome do progresso com memória", diz Moita FloresAutarca de uma das cidades portuguesas mais ligadas às corridas de touros anuncia a criação de uma associação de municípios, com Espanha e França, para a defesa da tauromaquia.


Petição lançada "em nome do progresso com memória", 
diz Moita Flores (Foto: Alfredo Cunha/arquivo)

O presidente da Câmara de Santarém é o primeiro subscritor de uma petição "em defesa da Festa Brava", lançada na semana passada. Francisco Moita Flores quer recolher 100 mil assinaturas até Julho de 2011, para demonstrar a sensibilidade do povo português relativamente à tauromaquia, contra "os "talibãs" que em nome dos direitos dos animais procuram destruir os animais, a economia que os sustenta, além da cultura a eles imanente". A petição, já disponível na Internet, tinha ontem cerca de 350 signatários.

Moita Flores sustenta que este é "um combate pela cidadania e pelos direitos da Terra para que ninguém se amedronte perante a gritaria histérica de alguns" e pretende "mostrar definitivamente ao país que não nos submetemos à ditadura do "hamburguer" urbano e que somos muitos, disponíveis para lutar, resistir e assumir Portugal na sua unidade complexa e diversa".

Algumas organizações defensoras dos direitos dos animais, como a ANIMAL, anunciaram a intenção de levar ao Parlamento uma petição legislativa para a abolição das touradas e reforçar as leis de protecção animal. A proposta será apresentada na Assembleia da República a 17 de Setembro, dois dias depois do arranque do novo ano legislativo. Já em Espanha, por exemplo, a Catalunha proibiu as touradas em Julho.

E foi neste cenário que Moita Flores anunciou, na última reunião da Câmara de Santarém, a criação de uma associação de municípios de Portugal, Espanha e França para a defesa da tauromaquia e o lançamento desta petição.

Lembrando as suas origens alentejanas, Moita Flores acusa os promotores das iniciativas contra as touradas de não estarem interessados na defesa dos direitos dos animais, nem na defesa dos direitos do homem. "Gritam o folclore politicamente correcto e giro! E fazem abaixo-assinados, procurando destruir sem compreender, protestar quando a verdadeira essência do seu protesto são as suas próprias consciências".

Classificando de "hipocrisia" as posições tomadas pelos que defendem a proibição das actividades tauromáquicas, o autarca diz que resolveu lançar esta iniciativa "em defesa dos animais, dos touros, dos cavalos, dos pastores e dos campinos, da economia agrícola e animal associada à festa e ao espectáculo, em nome do progresso com memória, em nome do desenvolvimento sem perder o sentido da História".

Em resposta, a presidente da associação ANIMAL, Rita Silva, considera que Moita Flores "está a confundir um gosto pessoal com a vontade dos portugueses" e caracterizou a petição como "uma vergonha". "O facto de algo ser uma tradição não quer dizer que seja moralmente aceitável, porque os tempos mudam", justifica. A presidente da associação disse ainda ao PÚBLICO não ter dúvidas de que a petição vai abrir "uma caixa de Pandora", suscitando uma quantidade de reacções a favor e contra a tauromaquia. No que respeita à ANIMAL, Rita Silva assegura que o propósito de Moita Flores "vai ser combatido". com Patrícia de Oliveira

Fonte: Público


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Domingo, 5 de Setembro de 2010
Petições: ABOLIÇÃO das corridas de touros em Portugal

Para a ABOLIÇÃO da tourada 4 petições a circular: 

1 - CAPT: http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N1655 
2 - PPA: http://www.peticaopublica.com/?pi=010BASTA 
3 - Pelo fim das transmissões na RTPhttp://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N2877 
4 - Pela alteração do estatuto juridico dos animaishttp://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N2877

Urgente assinar as petições.




Petição Contra a criação de uma secção de tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura


Considerando que:

a) à luz da ciência actual, que reconhece os animais como seres capazes de sentir dor e prazer, torna-se ainda mais evidente aquilo que D. Maria II publicou em 1836 - que "as corridas de touros são um divertimento bárbaro e impróprio de Nações civilizadas" e que acabam por "impedir ou retardar o aperfeiçoamento moral da Nação Portuguesa";

b) segundo a Lei de Protecção aos Animais (Lei 92/95), "são proibidas todas as violências injustificadas contra animais", pelo que as actividades tauromáquicas são - ou deveriam ser - ilegais;

c) segundo um estudo realizado em 2007 pelo Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE, a maioria da população portuguesa é contra a tauromaquia, sendo que 50% dos inquiridos manifesta-se mesmo a favor da sua proibição;

d) o progressivo abandono de tradições retrógradas e inadequadas não deve ser encarado de forma negativa, sendo, pelo contrário, aquilo que caracteriza a evolução das sociedades;

e) a existência de touradas no século XXI constitui um embaraço para Portugal perante a comunidade internacional;

f) cabe ao Estado, e nomeadamente ao Ministério da Cultura, promover e apoiar actividades culturais e artísticas que contribuam para a formação e o desenvolvimento pessoal e social dos cidadãos, não a crueldade para com os animais e o fomento da violência;

Vimos por este meio manifestar a nossa veemente oposição à alocação de dinheiros públicos à indústria tauromáquica, responsável por uma actividade cruel e bárbara, que nada tem a ver com cultura e que não se coaduna com o grau de evolução que desejamos para o nosso país.

Pretendemos por isso o cancelamento da anunciada secção de tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura, bem como a suspensão de quaisquer apoios, directos ou indirectos, do Estado às actividades tauromáquicas, incluindo a sua transmissão pela televisão pública.


Os signatários ,...
Para assinar ir a

http://peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=PETPPA


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Petições: ABOLIÇÃO das corridas de touros em Portugal

Para a ABOLIÇÃO da tourada 4 petições a circular: 

1 - CAPT: http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N1655 
2 - PPA: http://www.peticaopublica.com/?pi=010BASTA 
3 - Pelo fim das transmissões na RTPhttp://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N2877 
4 - Pela alteração do estatuto juridico dos animaishttp://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N2877

Urgente assinar as petições.




Petição Contra a criação de uma secção de tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura


Considerando que:

a) à luz da ciência actual, que reconhece os animais como seres capazes de sentir dor e prazer, torna-se ainda mais evidente aquilo que D. Maria II publicou em 1836 - que "as corridas de touros são um divertimento bárbaro e impróprio de Nações civilizadas" e que acabam por "impedir ou retardar o aperfeiçoamento moral da Nação Portuguesa";

b) segundo a Lei de Protecção aos Animais (Lei 92/95), "são proibidas todas as violências injustificadas contra animais", pelo que as actividades tauromáquicas são - ou deveriam ser - ilegais;

c) segundo um estudo realizado em 2007 pelo Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE, a maioria da população portuguesa é contra a tauromaquia, sendo que 50% dos inquiridos manifesta-se mesmo a favor da sua proibição;

d) o progressivo abandono de tradições retrógradas e inadequadas não deve ser encarado de forma negativa, sendo, pelo contrário, aquilo que caracteriza a evolução das sociedades;

e) a existência de touradas no século XXI constitui um embaraço para Portugal perante a comunidade internacional;

f) cabe ao Estado, e nomeadamente ao Ministério da Cultura, promover e apoiar actividades culturais e artísticas que contribuam para a formação e o desenvolvimento pessoal e social dos cidadãos, não a crueldade para com os animais e o fomento da violência;

Vimos por este meio manifestar a nossa veemente oposição à alocação de dinheiros públicos à indústria tauromáquica, responsável por uma actividade cruel e bárbara, que nada tem a ver com cultura e que não se coaduna com o grau de evolução que desejamos para o nosso país.

Pretendemos por isso o cancelamento da anunciada secção de tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura, bem como a suspensão de quaisquer apoios, directos ou indirectos, do Estado às actividades tauromáquicas, incluindo a sua transmissão pela televisão pública.


Os signatários ,...
Para assinar ir a

http://peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=PETPPA


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Sexta-feira, 27 de Agosto de 2010
EM DEFESA DA FESTA BRAVA
Em Defesa da Festa Brava 
Em Defesa da História, da Terra e dos Homens 
Em Defesa dos Animais e da Natureza 

Chamo-me Francisco Moita Flores. Sou escritor. Sou pai de três filhos, avô de três netos. E, neste momento da minha vida pessoal, por decisão do Povo de Santarém, sou Presidente de Câmara. 
Nasci num monte alentejano entre Moura e Amareleja. Cresci repartido entre a cidade e o campo. Estudei na escola primária desse monte, depois numa vila, depois nas cidades do país, depois em cidades de outros países. Aprendi a vida convivendo com manadas de vacas, imensos rebanhos de ovelhas, cavalos, mulas, porcos, cabras, com o rio Ardila e tinha uma cadela que se chamava Maravilha. Durante 15 anos servi a Polícia Judiciária. Fui testemunha e actor do sofrimento mais pungente, de tragédias inimagináveis, de lágrimas feitas de tanta dor que não havia consolo. Conheci, vivi, convivi com o luto e a morte durante este tempo. Tempo demais para não sermos tocados por esse mundo invisível de dor e pranto. E este rasto de sofrimento e morte, de miséria e desespero, de violência e brutalidade em contraste com as memórias de outros tempos de menino converteu-me ao franciscanismo. S. Francisco, o irmão de todos os rios, irmãos de todos os pássaros, irmão do sol e da vida, irmão dos animais, das árvores, dos homens, das crianças, ensinou-me o caminho ético e moral para educar os meus filhos e amar os meus netos e a gente que em mim deposita confiança para governar. 
Aprendi nos campos alentejanos a ser aficionado. Uma pulsão emotiva que não sabia explicar. O touro bravo, fera negra, símbolo da morte e do medo, olhava-nos arrogante e valente. Aprendi a admirá-lo. E descobri em Knossos, nos frescos deixados pela civilização cretense, que essa admiração era velha. Em Esparta e na civilização grega. Reencontrei-a em Roma e na civilização romana. Depois nos enormes frescos de Miguel Ângelo, nos poemas de Garcia Lorca, na pintura de Picasso, nas páginas de Hemingway e de tantos outros poetas, escritores, pintores, escultores que percebi que o irmão touro bravo integrava o psicodrama essencial do Homem. A sua inquietude perante a morte e a necessidade de a vencer para aspirar à imortalidade. Numa arena, em cada combate, vence a vida ou vence a morte. Não há meio termo. Esta dimensão trágica do simbólico enredo taurino está presente em todas as manifestações populares, nomeadamente, nas largadas, que arrebatam milhões de entusiastas que procuram apostar a vida, nem que seja numa corrida medrosa com o touro a quinhentos metros de distância. E o ritual cumpre-se pelo exorcismo da negação evitabilidade finitude. 
O crescimento das cidades, e das culturas urbanas, produziu novos mitos. Novas falas, como lhe chama Roland Barthes. Produziu novos ritos sociabilitários, novos discursos simbólicos, novos afectos e importantes discursos sobre o mundo e os nossos destinos colectivos. Representou grandes ganhos revolucionários, culturais e civilizacionais e bem se pode dizer que, hoje, o mundo é comandado pelas cidades. Porém, também desvarios, radicalismos, intolerância e a irrupção de um pensamento que destrói a memória, que expropria e marginaliza os ritos, os mitos, os valores, os símbolos que durante séculos consolidaram Portugal, lhe deram identidade e o afirmaram como Língua, como Povo, como Pátria, como Território. As culturas urbanas radicais desprezaram os campos e desprezam os seus costumes, gostos, atitudes psico-afectivas. Consideram-nos ganga, ruído, ‘pimba', decadência face ao brilho multicolorido das cidades. Como disse a grande poetisa Sophia de Mello Breyner, são pessoas sensíveis que detestam ver matar galinhas, mas adoram canja de galinha! Culturas, ou microculturas radicais que surpreendidos pela devastação que provocaram, desertificando os campos, envelhecendo-os, matando-os, matando a agricultura, as aldeias, as vilas, a vida da pastorícia, das florestas - tudo submetido à ordem e aos valores da cidade - descobriram que valia a pena lutar por adereços. Não pelos campos ou pela multiplicação dos animais como estratégia de recuperação do mundo agrícola, muito menos por respeito pelos homens que desprezam e tratam como meros servos, mas para apaziguar consciências consumistas que na irracionalidade do consumismo despedaçaram qualquer outro valor, ideia, ou respeito pelos outros, seja pelos Homens, seja pela Natureza, seja pelos Animais. 
Os diferentes nichos que surgem pelo país, em defesa do lince, em defesa do lobo, em defesa da água, contra a festa brava, na maior parte dos casos apenas olha a árvore e recusa-se a ver a floresta. São, na sua maioria, contra qualquer vínculo que afirme o respeito pelos Direitos do Homem casados e em sintonia com os Direitos da Terra. Não quero, nem é possível discutir os argumentos contra a Festa Brava. São do território da fé e jamais chegaríamos ao fim. Não é possível argumentar contra visões fundamentalistas, transformadas em beatério de confrades laicos. Que gozam as graças de meios de comunicação que adoram ruído e conflito e acreditam piamente nas verdades gritadas por aguerridos beatos, quais velhas inquisidoras. Na verdade, limpando a hipocrisia, a nenhum interessa os direitos dos animais, nem os direitos dos homens. Gritam o folclore politicamente correcto e giro! E fazem abaixo assinados, procurando destruir sem compreender, protestar quando a verdadeira essência do seu protesto são as suas próprias consciências. Nem é o sofrimento do animal, como eles dizem, que os move. Pois se o fosse, estariam aos gritos em todos os locais em que se ‘fabricam' com hormonas, frangos, vacas, ovelhas para alimentar a cidade. Estariam às portas dos grandes matadouros escutando os urros de milhares de animais que adivinham o cheiro da morte. Estariam nas barricadas contra as guerras que matam homens e crianças, na linha da frente da luta pelo renascimento do campo e das culturas rurais, na linha da frente contra a violência doméstica. Não! Nada disto. Apenas contra a pretensa violência contra os touros bravos. Nem pelo outro argumento comodista e repetido de que não são contra o abate dos animais mas sim contra o espectáculo que, no caso português, nem os abate. Maior hipocrisia não existe. Nem paciência para discutir a fé de angustiados. 
Cheguei à idade onde já não há paciência para ser insultado por uma horda de analfabetos. Embora respeite os seus gritos, pois creio nesta terra da liberdade sem excepção de ninguém. Até daqueles que assiste o direito ao disparate. Cheguei á idade da tolerância mas também ao tempo onde, mais do que nunca, acredito que só é possível salvar os Direitos do Homem se com eles salvarmos os Direitos da Terra. É a minha crença profunda. E sei que o combate passa por afirmar a defesa dos símbolos, dos valores, dos ritos, das cargas simbólicas que consolidaram a nossa secular matriz identitária. E esse combate feito de muitas frentes de luta, tem numa delas os ‘talibãs' que em nome dos direitos dos animais procuram destruir os animais, a economia que os sustenta e os animais sustentam, além da cultura a eles imanentes. Por isso mesmo decidi lançar este abaixo assinado que vos envio. Já que a moda é o abaixo assinado, assinemos. Em defesa da Festa Brava, em defesa da Festa, em defesa dos valores da Terra, da Vida e dos ritos exorcizadores da Morte, em defesa dos animais, dos touros, dos cavalos, dos pastores e dos campinos, da economia agrícola e animal associada à Festa e ao espectáculo, em nome do progresso com Memória, em nome do desenvolvimento sem perder o sentido da História. 
Proponho-vos chegarmos a CEM MIL assinaturas até Julho de 2011. CEM MIL! Convido-vos a todos. Aos meus irmãos homens, às minhas irmãs mulheres, que afirmem por este abaixo assinado fora, este combate pela cidadania e pelos direitos da Terra para que ninguém se amedronte perante a gritaria histérica de alguns. Convido-vos com a serenidade da razão a subscrever este abaixo assinado e definitivamente mostrar ao país que não nos submetemos à ditadura do ‘hamburger' urbano e que somos muitos, disponíveis para lutar, resistir e assumir Portugal na sua unidade complexa e diversa. Sem intolerância, em nome da Liberdade, mas também em nome dos direitos naturais sagrados que nos tornaram portugueses, filhos de Portugal, netos de almocreves, cavaleiros, campinos, guardadores de rebanhos, de escritores e de poetas, de guerreiros e camponeses, nascidos do mesmo ventre de terra à qual um dia regressaremos. 





Santarém, 25 de Agosto de 2010 
Francisco Moita Flores 


publicado por Maluvfx às 06:29
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EM DEFESA DA FESTA BRAVA
Em Defesa da Festa Brava 
Em Defesa da História, da Terra e dos Homens 
Em Defesa dos Animais e da Natureza 

Chamo-me Francisco Moita Flores. Sou escritor. Sou pai de três filhos, avô de três netos. E, neste momento da minha vida pessoal, por decisão do Povo de Santarém, sou Presidente de Câmara. 
Nasci num monte alentejano entre Moura e Amareleja. Cresci repartido entre a cidade e o campo. Estudei na escola primária desse monte, depois numa vila, depois nas cidades do país, depois em cidades de outros países. Aprendi a vida convivendo com manadas de vacas, imensos rebanhos de ovelhas, cavalos, mulas, porcos, cabras, com o rio Ardila e tinha uma cadela que se chamava Maravilha. Durante 15 anos servi a Polícia Judiciária. Fui testemunha e actor do sofrimento mais pungente, de tragédias inimagináveis, de lágrimas feitas de tanta dor que não havia consolo. Conheci, vivi, convivi com o luto e a morte durante este tempo. Tempo demais para não sermos tocados por esse mundo invisível de dor e pranto. E este rasto de sofrimento e morte, de miséria e desespero, de violência e brutalidade em contraste com as memórias de outros tempos de menino converteu-me ao franciscanismo. S. Francisco, o irmão de todos os rios, irmãos de todos os pássaros, irmão do sol e da vida, irmão dos animais, das árvores, dos homens, das crianças, ensinou-me o caminho ético e moral para educar os meus filhos e amar os meus netos e a gente que em mim deposita confiança para governar. 
Aprendi nos campos alentejanos a ser aficionado. Uma pulsão emotiva que não sabia explicar. O touro bravo, fera negra, símbolo da morte e do medo, olhava-nos arrogante e valente. Aprendi a admirá-lo. E descobri em Knossos, nos frescos deixados pela civilização cretense, que essa admiração era velha. Em Esparta e na civilização grega. Reencontrei-a em Roma e na civilização romana. Depois nos enormes frescos de Miguel Ângelo, nos poemas de Garcia Lorca, na pintura de Picasso, nas páginas de Hemingway e de tantos outros poetas, escritores, pintores, escultores que percebi que o irmão touro bravo integrava o psicodrama essencial do Homem. A sua inquietude perante a morte e a necessidade de a vencer para aspirar à imortalidade. Numa arena, em cada combate, vence a vida ou vence a morte. Não há meio termo. Esta dimensão trágica do simbólico enredo taurino está presente em todas as manifestações populares, nomeadamente, nas largadas, que arrebatam milhões de entusiastas que procuram apostar a vida, nem que seja numa corrida medrosa com o touro a quinhentos metros de distância. E o ritual cumpre-se pelo exorcismo da negação evitabilidade finitude. 
O crescimento das cidades, e das culturas urbanas, produziu novos mitos. Novas falas, como lhe chama Roland Barthes. Produziu novos ritos sociabilitários, novos discursos simbólicos, novos afectos e importantes discursos sobre o mundo e os nossos destinos colectivos. Representou grandes ganhos revolucionários, culturais e civilizacionais e bem se pode dizer que, hoje, o mundo é comandado pelas cidades. Porém, também desvarios, radicalismos, intolerância e a irrupção de um pensamento que destrói a memória, que expropria e marginaliza os ritos, os mitos, os valores, os símbolos que durante séculos consolidaram Portugal, lhe deram identidade e o afirmaram como Língua, como Povo, como Pátria, como Território. As culturas urbanas radicais desprezaram os campos e desprezam os seus costumes, gostos, atitudes psico-afectivas. Consideram-nos ganga, ruído, ‘pimba', decadência face ao brilho multicolorido das cidades. Como disse a grande poetisa Sophia de Mello Breyner, são pessoas sensíveis que detestam ver matar galinhas, mas adoram canja de galinha! Culturas, ou microculturas radicais que surpreendidos pela devastação que provocaram, desertificando os campos, envelhecendo-os, matando-os, matando a agricultura, as aldeias, as vilas, a vida da pastorícia, das florestas - tudo submetido à ordem e aos valores da cidade - descobriram que valia a pena lutar por adereços. Não pelos campos ou pela multiplicação dos animais como estratégia de recuperação do mundo agrícola, muito menos por respeito pelos homens que desprezam e tratam como meros servos, mas para apaziguar consciências consumistas que na irracionalidade do consumismo despedaçaram qualquer outro valor, ideia, ou respeito pelos outros, seja pelos Homens, seja pela Natureza, seja pelos Animais. 
Os diferentes nichos que surgem pelo país, em defesa do lince, em defesa do lobo, em defesa da água, contra a festa brava, na maior parte dos casos apenas olha a árvore e recusa-se a ver a floresta. São, na sua maioria, contra qualquer vínculo que afirme o respeito pelos Direitos do Homem casados e em sintonia com os Direitos da Terra. Não quero, nem é possível discutir os argumentos contra a Festa Brava. São do território da fé e jamais chegaríamos ao fim. Não é possível argumentar contra visões fundamentalistas, transformadas em beatério de confrades laicos. Que gozam as graças de meios de comunicação que adoram ruído e conflito e acreditam piamente nas verdades gritadas por aguerridos beatos, quais velhas inquisidoras. Na verdade, limpando a hipocrisia, a nenhum interessa os direitos dos animais, nem os direitos dos homens. Gritam o folclore politicamente correcto e giro! E fazem abaixo assinados, procurando destruir sem compreender, protestar quando a verdadeira essência do seu protesto são as suas próprias consciências. Nem é o sofrimento do animal, como eles dizem, que os move. Pois se o fosse, estariam aos gritos em todos os locais em que se ‘fabricam' com hormonas, frangos, vacas, ovelhas para alimentar a cidade. Estariam às portas dos grandes matadouros escutando os urros de milhares de animais que adivinham o cheiro da morte. Estariam nas barricadas contra as guerras que matam homens e crianças, na linha da frente da luta pelo renascimento do campo e das culturas rurais, na linha da frente contra a violência doméstica. Não! Nada disto. Apenas contra a pretensa violência contra os touros bravos. Nem pelo outro argumento comodista e repetido de que não são contra o abate dos animais mas sim contra o espectáculo que, no caso português, nem os abate. Maior hipocrisia não existe. Nem paciência para discutir a fé de angustiados. 
Cheguei à idade onde já não há paciência para ser insultado por uma horda de analfabetos. Embora respeite os seus gritos, pois creio nesta terra da liberdade sem excepção de ninguém. Até daqueles que assiste o direito ao disparate. Cheguei á idade da tolerância mas também ao tempo onde, mais do que nunca, acredito que só é possível salvar os Direitos do Homem se com eles salvarmos os Direitos da Terra. É a minha crença profunda. E sei que o combate passa por afirmar a defesa dos símbolos, dos valores, dos ritos, das cargas simbólicas que consolidaram a nossa secular matriz identitária. E esse combate feito de muitas frentes de luta, tem numa delas os ‘talibãs' que em nome dos direitos dos animais procuram destruir os animais, a economia que os sustenta e os animais sustentam, além da cultura a eles imanentes. Por isso mesmo decidi lançar este abaixo assinado que vos envio. Já que a moda é o abaixo assinado, assinemos. Em defesa da Festa Brava, em defesa da Festa, em defesa dos valores da Terra, da Vida e dos ritos exorcizadores da Morte, em defesa dos animais, dos touros, dos cavalos, dos pastores e dos campinos, da economia agrícola e animal associada à Festa e ao espectáculo, em nome do progresso com Memória, em nome do desenvolvimento sem perder o sentido da História. 
Proponho-vos chegarmos a CEM MIL assinaturas até Julho de 2011. CEM MIL! Convido-vos a todos. Aos meus irmãos homens, às minhas irmãs mulheres, que afirmem por este abaixo assinado fora, este combate pela cidadania e pelos direitos da Terra para que ninguém se amedronte perante a gritaria histérica de alguns. Convido-vos com a serenidade da razão a subscrever este abaixo assinado e definitivamente mostrar ao país que não nos submetemos à ditadura do ‘hamburger' urbano e que somos muitos, disponíveis para lutar, resistir e assumir Portugal na sua unidade complexa e diversa. Sem intolerância, em nome da Liberdade, mas também em nome dos direitos naturais sagrados que nos tornaram portugueses, filhos de Portugal, netos de almocreves, cavaleiros, campinos, guardadores de rebanhos, de escritores e de poetas, de guerreiros e camponeses, nascidos do mesmo ventre de terra à qual um dia regressaremos. 





Santarém, 25 de Agosto de 2010 
Francisco Moita Flores 


publicado por Maluvfx às 06:29
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Sábado, 21 de Agosto de 2010
Ativistas pedem abolição das touradas na Espanha
Bilbao (Espanha), 21 ago (EFE).-. Vários ativistas em favor dos direitos dos animais protestaram, neste sábado, em frente ao Museu Guggenheim, em Bilbao (Espanha) para pedir a abolição das corridas de touros. Os participantes pintaram seus corpos de vermelho e negro e, deitados no chão, formaram uma figura gigante de um touro ensangüentado em conseqüência dos ferimentos produzido nas touradas. Segundo a organização do evento, o objetivo é que o País Basco possa ser no futuro, após as Canárias e Catalunha, a seguinte comunidade autônoma na qual se coloque o debate sobre a proibição dos espetáculos taurinos.

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Ativistas pedem abolição das touradas na Espanha
Bilbao (Espanha), 21 ago (EFE).-. Vários ativistas em favor dos direitos dos animais protestaram, neste sábado, em frente ao Museu Guggenheim, em Bilbao (Espanha) para pedir a abolição das corridas de touros. Os participantes pintaram seus corpos de vermelho e negro e, deitados no chão, formaram uma figura gigante de um touro ensangüentado em conseqüência dos ferimentos produzido nas touradas. Segundo a organização do evento, o objetivo é que o País Basco possa ser no futuro, após as Canárias e Catalunha, a seguinte comunidade autônoma na qual se coloque o debate sobre a proibição dos espetáculos taurinos.

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