Ética é o conjunto de valores, ou padrões, a partir dos quais uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões. A ética é importante por que respeita os outros e a dignidade humana.

Terça-feira, 23 de Novembro de 2010
As consequências de comer carne
O total anual de cereais que alimenta o gado no mundo inteiro é de cerca de 735 bilhões de quilos.
Para transportar esta quantidade por comboio seriam necessários 12.3 milhões de vagões cheios de cereal. Este comboio facilmente poderia circuncidar o equador 6 vezes.
A maioria dos países ocidentais usa para além do seu próprio território grandes extensões do território de países em desenvolvimento para pastagens. O uso do território estrangeiro chega a ser seis vezes maior do que o próprio. Países como a Tailândia (cassave) Malásia, Brasil (soja) e a Argentina contribuem enormemente para a produção de rações para gado, e quase um terço destas é produzido em países do Terceiro Mundo. Por exemplo, para alimentar a população holandesa há no país e fora dele por pessoa cerca de 1,20 hectares de terra cultivada em uso, enquanto que de facto por cada indivíduo no planeta só há 0,2 hectares de terra disponível (1 hectare equivale a 10.000 m²).
Cada indivíduo utiliza uma certa porção do espaço do planeta, e quanto espaço ele usa depende do seu padrão individual de consumo.

Por meio do Impacto Global é possível traduzir este espaço em números, expressos em hectares.
A produção de carne custa vidas
No ocidente consume-se agora muito mais carne do que antigamente. Os veganistas que se abstêem totalmente do consumo de carne e da utilização de animais, poupam cada um a vida de (aproximadamente) 6 vacas, 45 porcos e de centenas de frangos (números aplicáveis aos Países Baixos).
A indústria pecuária intensiva condena os animais nas explorações a um sofrimento enorme. Diminuindo o consumo de carne, diminuimos também o seu sofrimento.
A produção de carne é energia mal gasta
Durante a transformação de proteína vegetal em proteína animal são desperdiçados uma grande quantidade de nutrientes. São necessários 4 quilos de proteínas vegetais (raçõe para o gado) para produzir apenas 1 quilo de proteína animal.
A produção de carne custa aproximadamente 14,7 vezes mais energia do que a produção de vegetais. Um quilo de carne de vitela é comparável a 100 quilos de batata em valor energético. Uma campo de pasto normal produz 330 quilos de carne. O mesmo campo pode alternativamente chegar a produzir 40.000 quilos de batata. Além disso, para produzir um quilo de carne são necessários uns 111.250 litros de água.
É necessária muito menos água para alimentar um vegetariano estrito durante um ano do que a necessária para alimentar um carnívoro durante apenas um mês. Um país como a Holanda usa por ano tanta água para a produção bovina como a que poderia abastecer de água a terça parte da população mundial.


Produção de carne = poluição
No ocidente os maiores contribuintes para a chuva ácida que afecta as florestas são a indústria pecuária intensiva e o trânsito. Uma vez que os fertilizantes são um dos maiores contribuintes, o ambiente beneficiaria enormemente duma diminuição da produção.

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Custo da Carne ( e de qualquer produção artificial de animais)


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Sexta-feira, 17 de Setembro de 2010
Deveríamos parar de comer carne?
Câncer, doenças cardíacas, crueldade com os animais, matança de semelhantes, desastre ecológico... Afinal, será que você deveria virar um vegetariano?

por Denis Russo Burgierman / Alceu Nunes

Comer não é só uma questão de matar a fome. A decisão sobre que comida colocar no prato tem implicações econômicas, ambientais, éticas, culturais, fisiológicas, filosóficas, históricas, religiosas. Embora a porcentagem de vegetarianos venha se mantendo mais ou menos estável ao longo da história, há um interesse crescente no assunto – restaurantes naturais e vegetarianos ficam lotados na hora do almoço, tornou-se comum, pelo menos nas classes médias urbanas, a preocupação em reduzir o consumo de carne, e surgiu uma indústria bilionária de produtos naturais que, nos Estados Unidos, já movimenta quase 8 bilhões de dólares.


Esta reportagem não ensina você a comer. Felizmente, essa ainda é uma decisão pessoal, que depende apenas do seu julgamento sobre o que é certo e o que é errado e – não menos importante – do seu gosto. O que essa matéria faz é tentar ajudar na decisão com o máximo possível de informação insuspeita sobre cada um dos muitos aspectos envolvidos nessa importante decisão. Se você, depois de terminá-la, vai devorar um brócolis ou um cheeseburger, já não é assunto nosso. Só esperamos que, terminado o texto, ao decidir o que comer você saiba o que está fazendo e o que isso implica.

O que é a carne?
A faca desce macia, cortando sem esforço o pedaço de picanha. Dourada e crocante nas bordas, tenra e úmida no centro. Você põe a carne na boca e mastiga devagar, sentindo o tempero, a maciez, a temperatura. O sumo que escorre dela enche a boca e, com ele, o sabor incomparável. Carne é bom.
Mas que tal assistir à mesma cena sob outra perspectiva? No prato jaz um pedaço de músculo, amputado da região pélvica de um animal bem maior que você. Com a faca, você serra os feixes musculares. A seguir, coloca o tecido morto na boca e começa a dilacerá-lo com os dentes. As fibras musculares, células compridas – de até 4 centímetros – e resistentes, são picadas em pedaços. Na sua boca, a água (que ocupa até 75% da célula) se espalha, carregando organelas celulares e todas as vitaminas, os minerais e a abundante gordura que tornavam o músculo capaz de realizar suas funções, inclusive a de se contrair. Sim, meu caro, por mais que você odeie pensar que a comida no seu prato tenha sido um animal um dia, você está comendo um cadáver.

Carne é tecido animal, em geral muscular. As fibras que a compõe são feixes de células musculares, enroladas umas nas outras. Em volta delas há uma cobertura de gordura, cuja função é lubrificar o músculo e permitir que ele relaxe e se contraia suavemente. Ou seja, não há carne sem gordura.
A diferença entre carne branca e vermelha é a quantidade de ferro no tecido – o mesmo mineral que dá cor ao sangue. As células de animais grandes, como o boi, são ricas de uma molécula chamada mioglobina, que contém ferro. Peixes e galinhas, por terem o corpo menor, não precisam de reservas tão grandes de nutrientes nas células e, por isso, têm menos mioglobina. Animais mais velhos têm carne mais vermelha – isso explica a brancura do frango industrializado, abatido antes dos dois meses, se comparado à galinha caipira. Essa última tem mais tempo para acumular mioglobina nas células.

Números, números, números
Há no mundo 1,35 bilhão de bois e vacas. Criamos 930 milhões de porcos, 1,7 bilhão de ovelhas e cabras, 1,4 bilhão de patos, gansos e perus, 170 milhões de búfalos. Some todos eles e temos uma população de animais quase equivalente à humana dedicando sua vida a nos alimentar – involuntariamente, é claro. E isso porque ainda não incluímos na conta a população de frangos e galinhas abastecendo a Terra de ovos e carne branca: 14,85 bilhões.
Só no Brasil há 172 milhões de cabeças de gado bovino – uma para cada cabeça humana. Nosso rebanho bovino só é menor que o da Índia, onde é proibido matar vacas. Na média, um brasileiro come perto de 40 quilos de carne bovina por ano – ou seja, uma família de cinco pessoas devora uma vaca em 12 meses. Somos o quarto país do mundo onde mais se come carne bovina (veja quadro na página 44). Um brasileiro médio come também 32 quilos de frango e 11 quilos de porco todo ano.

Todos os tipos de vegetarianos
Vegetarianos não são todos iguais. Conheça as diferenças.

Ovolactovegetarianos
Não comem carne de nenhum tipo, mas consomem ovos, leite e derivados. Em geral, quando alguém diz que é “vegetariano”, é essa dieta que ele segue.

Lactovegetarianos
Provavelmente o mais numeroso dos grupos, já que essa dieta é predominante no sul da Índia – por razões religiosas. Nada de carne, mas leite e derivados estão liberados. O ovo é terminantemente proibido, por conter a “vibração da vida”.

Vegans
Não consomem nada de origem animal: carne, ovos, leite, mel. Roupas de couro, lã e seda também estão proibidas.

Semivegetarianos
Aquelas pessoas que afirmam ser vegetarianas, mas abrem exceções para peixes ou aves. São vistos com desdém pelos outros grupos. A principal razão para essa dieta, que recusa só a carne vermelha, é o cuidado com a saúde.

Macrobióticos
Dieta tradicional japonesa, que pode ser vegan, ovolactovegetariana ou incluir peixe. Há várias restrições – a dieta acompanha as estações do ano, o cardápio tem que incluir uma árvore toda, da semente ao fruto. Como foi elaborada no Japão, a macrobiótica não contempla a realidade brasileira (as estações do ano, por exemplo, são diferentes aqui). Isso pode levar a deficiências alimentares.

Crudivorismo
Só comem vegetais crus. É preciso cuidado com essa dieta, porque ela exclui os grãos, que são as melhores fontes de proteína e ferro dos vegetarianos. Há risco de desnutrição.

Frugivorismo
Os frugivoristas não só rejeitam carne, como evitam machucar ou matar vegetais. Por isso, comem apenas aquilo que as plantas “querem” que seja comido: frutas e castanhas. Consideram o consumo de folhas, caules e raízes uma violência. A dieta não é das mais saudáveis, já que é pobre em proteínas e em minerais.

Carne faz mal?
Quem come mais carne – especialmente carne vermelha – tem índices maiores de câncer e de enfarte, as duas principais causas de morte do planeta. É o que dizem as estatísticas. Carne faz mal, então? Não é tão simples.
Nos últimos 30 anos, as autoridades dos Estados Unidos vêm aconselhando os americanos a diminuir a ingestão de carne vermelha e manteiga por causa de suspeitas de que a gordura saturada presente em grande quantidade nesses alimentos aumenta a taxa de colesterol e, com isso, causa ataques cardíacos. O conselho virou norma no mundo todo – a Organização Mundial da Saúde e vários governos adotaram a política de reduzir a gordura saturada. Tudo muito bom, só que tem algumas peças que, mesmo após três décadas de pesquisas, continuam não se encaixando no quebra-cabeças.
Uma delas é a Europa mediterrânea. Lá, desde que terminaram os rigores da Segunda Guerra, o consumo de carne vermelha tem aumentado. Pois bem: a taxa de doenças cardíacas diminuiu no mesmo período. E a França? O país da pâtisserie, fã ardoroso das carnes vermelhas de todo tipo, onde qualquer almoço começa refogando o que quer que seja em manteiga derretida, tem uma das mais baixas taxas de mortes por ataque cardíaco do mundo.

No ano passado, Gary Taubes, correspondente da revista americana Science e um dos principais escritores de ciência do mundo, escreveu um longo artigo no qual classificava o medo da gordura saturada como “dogma”. Taubes afirma que, mesmo com tanta pesquisa, não há prova de que gordura saturada e enfartes estão ligados. E vai além: diz que a propaganda do governo só serviu para fazer com que os americanos comessem mais – ao evitar a gordura, eles acabavam ingerindo mais carboidratos, mais açúcar, para manter a quantidade diária de calorias (o corpo tende a reclamar quando as calorias são insuficientes para saciá-lo – isso se chama fome). Resultado: o índice de obesidade passou de 14% para 22% no país. E obesidade, sabidamente, é um sério fator de risco para doenças cardíacas.

A maior parte do mundo médico ainda acredita na malignidade da carne vermelha e da manteiga. (“Não tenho dúvidas da relação entre gordura saturada e doenças cardiovasculares”, afirma o nutricionista argentino Cecílio Morón, oficial da agência da ONU que cuida de alimentação, a FAO. Denise Coutinho, que coordena a política de nutrição do governo brasileiro, repetiu quase as mesmas palavras.) Mas o artigo de Taubes serviu para mostrar que nutrição não é baseada numa relação simples de causa e conseqüência, tipo “mais carne, mais ataques cardíacos”.
Mas, afinal, o que sobra da discussão? Dietas de países gelados como a Escócia e a Finlândia, onde o único vegetal consumido em quantidade é o tabaco, estão equivocadas. Os altos índices de ataques cardíacos por lá são prova incontestável. Mas os franceses, e os mediterrâneos em geral, devem estar fazendo alguma coisa certa. Sua dieta é variada e rica em vegetais frescos, azeite de oliva (tido como redutor de colesterol), vinho e carne de todos os tipos. Ao contrário dos americanos, esses povos comem com calma, em ambientes descontraídos. O que os está salvando dos ataques cardíacos? Os legumes, o azeite, o vinho, a conversa mole depois do almoço, a brisa marinha? Ninguém sabe ao certo. Provavelmente é uma conjunção de todos esses fatores.
O raciocínio vale em parte para o câncer também. Os comedores de carne morrem mais de câncer de intestino, boca, faringe, estômago, seio e próstata. Ainda assim, o elo entre carne e câncer é meio frouxo. Tudo indica que, se é que a carne aumenta mesmo a incidência de câncer, sua influência é bem pequena – um fator entre muitos.

Agora, de uma coisa ninguém tem dúvidas: vegetais fazem bem. Uma dieta rica em frutas, legumes e verduras claramente reduz as chances de ter câncer no esôfago, na boca, no estômago, no intestino, no reto, no pulmão, na próstata e na laringe, além de afastar os ataques cardíacos. Frutas e legumes amarelos têm caroteno, que previne câncer no estômago; a soja possui isoflavona, que diminui a incidência de câncer de mama e osteoporose; o alho tem alicina, que fortalece o sistema imunológico; e por aí vai – essa lista poderia ocupar o resto da revista. Em resumo: não está bem claro se a carne faz mal. Muito bem, pelo jeito, não faz. Mas, para ser saudável, o importante é ter uma dieta rica e variada de vegetais. Seja ela vegetariana ou não.

Dá para viver sem carne?
Dá. O vegetarianismo exige cuidados e conhecimentos de nutrição, mas com certeza pode-se ter uma dieta saudável sem carne. Aliás, o fato de exigir cuidados a faz mais saudável. Um vegetariano tende a prestar mais atenção no que come e nos efeitos disso sobre seu corpo. E isso, em si, já é um hábito salutar. Muitos nutricionistas afirmam que as crianças não devem, de maneira nenhuma, ficar sem proteína animal, sob risco de terem o desenvolvimento cerebral prejudicado. Essa regra deve ser seguida a não ser que os pais saibam muito bem o que estão fazendo, conheçam as propriedades de cada alimento e – não menos importante – que a criança queira.

Os ovolactovegetarianos não têm problemas com proteínas porque os derivados de animais são tão protéicos quanto a carne. O perigo é que leite e ovos são pobres em minerais, especialmente ferro, que é fundamental para a saúde – ele é usado para construir a hemoglobina, uma molécula cuja função é carregar o oxigênio do pulmão para as células. Sem ferro, portanto, as células podem morrer. Isso é a anemia.
Ou seja, ovolactovegetarianos não podem basear sua dieta no leite, nos ovos e nos queijos, sob risco de ficarem sem nutrientes valiosos. É preciso comer muitos e variados vegetais, em especial soja, feijão, brócolis, couve, espinafre – todos ricos em ferro. A quantidade é fundamental, porque o ferro dos vegetais é menos absorvido pelo corpo que o de origem animal. Uma boa dica é acompanhar as refeições com suco de laranja, já que a vitamina C ajuda na absorção do ferro. Outra fonte de ferro é a casca de grãos como o arroz e o trigo. Por isso, eles devem ser sempre integrais. Denise Coutinho, responsável pela política nutricional do governo federal, adiantou à Super que está em estudo uma medida para tornar a fortificação com ferro obrigatória nas farinhas de trigo e de milho. A medida, que visa combater a desnutrição, vai acabar ajudando a vida dos vegetarianos.

Já para os vegans, a palavrinha mágica é “soja”. Se você não gosta desse grão ou é alérgico a ele, virar vegan vai ser bem mais penoso. A questão é a seguinte: suprir suas necessidades protéicas com carne é fácil. “Afinal, você é feito de carne”, diz Pedro de Felício, especialista em produtos de origem animal da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Um bife tem a mesma composição que os músculos do seu corpo. As proteínas das quais ele é feito são, também, iguais às suas, feitas com os mesmos aminoácidos. Portanto, contêm tudo o que você precisa.

Proteínas vegetais são mais simples. Elas não contêm todos os componentes necessários. A soja, entre os vegetais, é o que tem as proteínas mais completas. Há outras fontes de proteína, como o feijão, mas, se você não come soja, vai precisar de grandes quantidades e de muita variedade de vegetais para juntar todos os aminoácidos de que precisa. “Desde que sigam essa regra, os vegans tendem a ter uma dieta até mais equilibrada que os ovolactovegetarianos, já que não ocupam lugar no estômago com ovos e leite, que são pobres em vários nutrientes”, diz o nutricionista vegan George Guimarães.
Uma questão para os vegans é a vitamina B12, que o corpo não produz e não existe em vegetais. A B12 é fabricada por bactérias e pode ser encontrada nos animais (que comem bactérias ao ciscar ou pastar). Mas suprir as necessidades de B12 é fácil: qualquer biscoito ou cereal com a palavra “fortificado” no rótulo contém a vitamina. Ela também é vendida em cápsulas.

Somos vegetarianos por natureza?
Não. “O homem tem dentes pequenos e sistema digestivo curto, características de onívoros”, afirma o antropólogo físico Walter Neves, da Universidade de São Paulo, maior especialista brasileiro em homens pré-históricos. Ou seja, nosso organismo está preparado para comer de tudo, inclusive carne. Somos como o chimpanzé, que, além de plantas, cata insetos, lagartos e roedores. E diferentes do gorila, que só come plantas e, para isso, tem dentes molares imensos e uma barriga enorme (se você também tem uma, por favor não tome isso como uma comparação). Os dentes grandes servem para criar mais área de mastigação e, assim, triturar melhor as folhas e tirar delas os escassos nutrientes. A barriga abriga o intestino e o estômago, que são bem maiores para dar mais tempo ao organismo de absorver o que interessa.

Walter afirma que, num passado longínquo, nos alimentávamos como chimpanzés. Mas há 2,5 milhões de anos nossa dieta mudou. Começamos a fabricar instrumentos de pedra e as novas armas permitiram que incluíssemos no cardápio a carne de grandes mamíferos. Assim, nossa ingestão de proteína animal aumentou demais. “Sem isso, não teríamos desenvolvido um cérebro grande”, diz Walter. O aumento súbito de proteína na dieta permitiu que nosso corpo investisse mais recursos no sistema nervoso. Hoje, de 30% a 40% de tudo o que comemos vira combustível para fazer o cérebro funcionar. Sem o aumento na ingestão de carne, isso jamais seria possível.
Mas, na mesma época, surgiu um gênero de humanídeos estritamente vegetarianos. Conhecidos como Paranthropus, eles tinham grandes molares, eram barrigudos e não comiam animais de nenhuma espécie, nem insetos. Esses humanos vegetarianos conviviam com os humanos caçadores – há um lago no Quênia onde foram encontradas ossadas das duas espécies, com aproximadamente a mesma idade, a poucos quilômetros de distância.

O Paranthropus se extinguiu há 1,2 milhão de anos, provavelmente porque sua dieta mais restritiva o atrapalhou na competição com nossos ancestrais generalistas. Nossos primos vegetarianos deviam ser muito menos espertos que seus contemporâneos Homo, como atesta o tamanho de seu cérebro. “Eles investiram os recursos do organismo em dentes, os Homo investiram no cérebro”, diz Walter.
Quer dizer que precisamos comer carne para raciocinar? Não. Há 2,5 milhões de anos era assim porque não sabíamos plantar e nossa dieta quase não incluía plantas protéicas. Os únicos vegetais que comíamos eram frutas, folhas e raízes. Hoje, é possível ter uma dieta rica em proteínas sem carne.

Vaca, a onipresente
Há quem diga que o problema de comer carne é moral: não teríamos o direito de matar para comer. Mas, se você acha que basta parar de comer carne para acabar com a matança, está enganado. Há muito mais produtos no mercado que incluem animais mortos do que imagina a nossa vã filosofia.
Para começar, boa parte da indústria de vestuário depende de animais. O couro, você sabe, é a pele de bichos abatidos. Para separar o fio de seda, é preciso ferver o bicho-da-seda. Além disoo, filmes fotográficos e de cinema são recobertos por uma gelatina, retirada da canela da vaca. Ou seja, um vegan radical só tira fotos digitais. Dos pés bovinos saem também substâncias usadas na espuma dos extintores de incêndio. O sangue bovino rende um fixador para tinturas e a gordura acaba em pneus, plásticos, detergentes, velas e no PVC. Cremes de barbear, xampus, cosméticos e dinamite derivam da glicerina, substância que contém gordura bovina. A quantidade de medicamentos feitos com pedaços de gado, do pâncreas ao cordão umbilical, passando pelos testículos, é imensa.
Há um pouco das vacas também em vários produtos da indústria alimentícia – e não estamos falando só de bife à parmegiana. A gelatina deve a consistência ao colágeno arrancado da pele e dos ossos. Aliás, quase toda comida elástica contém colágeno – da maria-mole ao chiclete. Os queijos curados são feitos com uma enzima do estômago do bezerro. Além dos bovinos, vários outros animais são usados pela indústria de comida. Vegans devem ficar de olho nos rótulos e evitar dois corantes: coxonilha e carmin. O primeiro, usado para tingir de azul, é feito de besouros moídos. O segundo, que pinta de vermelho, é feito de lesmas amassadas.

O planeta precisa de carne?
Na verdade, se todos fossem vegetarianos, é provável que não houvesse tanta fome no mundo. É que os rebanhos consomem boa parte dos recursos da Terra. Uma vaca, num único gole, bebe até 2 litros de água. Num dia, consome até 100 litros. Para produzir 1 quilo de carne, gastam-se 43 000 litros de água. Um quilo de tomates custa ao planeta menos de 200 litros de água.
Sem falar que damos grande parte dos vegetais que produzimos aos animais. Um terço dos grãos do mundo viram comida de vaca. No Brasil, o gado quase não come grãos – graças ao clima é criado solto e se alimenta de grama. Mas boa parte da nossa produção de soja, uma das maiores do mundo, é exportada para ser dada ao gado. Outra questão é que a pecuária bovina estimula a monocultura de grãos. Num mundo vegetariano haveria lavouras mais diversificadas e teríamos muito mais recursos para combater a fome.

E não se trata só de comida. A pecuária esgota o planeta de outras formas. “Para começar, ocupa um quarto da área terrestre e não pára de se expandir”, diz o ativista vegetariano Jeremy Rifkin. A pressão para a derrubada das florestas, inclusive a amazônica, vem em grande parte da necessidade de pasto. Entre os danos ambientais causados pelo gado, está também o aquecimento global. Os gases da flatulência de bois e ovelhas – não, isso não é uma piada – estão entre os principais causadores do efeito estufa.

Como vivem - e morrem - os animais
Boi
No Brasil, os bois são criados soltos. Provavelmente, essa forma de criação é menos terrível que a de países frios do Cone Sul e da Europa, onde os invernos matam o pasto e fazem com que os animais fiquem fechados em áreas apertadas, comendo só ração. Isso não quer dizer que seja o melhor dos mundos. Os animais muitas vezes passam fome, vivem cheios de parasitas e apanham copiosamente. “O manejo no Brasil é muito bruto”, diz o etólogo Mateus Paranhos da Costa, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Jaboticabal, especialista no assunto.
Não existe aqui no Brasil a produção de vitela – carne muito branca e macia de bezerros mantidos em jaulas superapertadas para evitar que se movimentem. Para acentuar a brancura da carne, os criadores não permitem que o bezerro coma grama ou grãos, só leite – a dieta tem que ser pobre em ferro e em outros nutrientes, forçando uma anemia no animal. Com isso, torna-se necessário o consumo de antibióticos, para diminuir o risco de infecções do animal desnutrido. “A vitela deveria ser proibida no mundo inteiro”, afirma o agrônomo e etólogo Luiz Carlos Pinheiro Machado Filho, especialista em técnicas de manejo da Universidade Federal de Santa Catarina.
Para matar um boi, primeiro se dá um disparo na testa com uma pistola de ar comprimido. O tiro deixa o animal desacordado por alguns minutos. Ele então é erguido por uma argola na pata traseira e outro funcionário corta sua garganta. “O animal tem que ser sangrado vivo, para que o sangue seja bombeado para fora do corpo, evitando a proliferação de microorganismos”, diz Ari Ajzenstein, fiscal do Serviço de Inspeção Federal (SIF), que zela para que as regras de higiene e de bons tratos no abate sejam cumpridas.

Em 1997, a ativista de direitos dos animais americana Gail Eisnitz escreveu o bombástico livro Slaughterhouse (“Matadouro”, inédito no Brasil), no qual acusava os matadouros de sangrar muitos animais ainda conscientes. “Não vou dizer que isso não acontece no Brasil, mas não é freqüente”, afirma Mateus Paranhos.
O abate a marretadas está proibido no país, o que não quer dizer que não aconteça – já que quase 50% dos abates são clandestinos e, portanto, sem fiscalização. O problema da marretada é que não é fácil acertar o boi com o primeiro golpe. Muitas vezes, são necessários dezenas para desacordá-lo.

Galinhas
Essas quase sempre levam uma vida miserável. Vivem espremidas numa gaiola do tamanho delas. As luzes ficam acesas até 18 horas por dia – assim elas não dormem e comem mais (isso acontece principalmente com as que produzem ovos). Seus bicos são cortados para que não matem umas às outras e para evitar que elas escolham que parte da ração querem comer – caso contrário, ciscariam apenas os grãos de seu agrado e deixariam de lado alimentos que servem para que engordem rápido.
A morte é rápida. As galinhas ficam presas numa esteira rolante que passa sob um eletrodo. O choque desacorda a ave e, em seguida, uma lâmina corta seu pescoço. O esquema é industrial. Hoje, nos Estados Unidos, são abatidas, em um dia, tantas aves quanto a indústria levava um ano para matar em 1930. Nas granjas de ovos, pintinhos machos são sacrificados numa espécie de liquidificador gigante. Parece horrível, mas é a mais indolor das mortes descritas aqui.

Porcos
Outros azarados. Não têm espaço nem para deitar confortavelmente. “São confinados do nascimento ao abate”, diz Pinheiro Filho. As gestantes são forçadas a parir atadas a uma fivela, apertadas na baia. O abate é parecido com o de bovinos, com a diferença que o atordoamento é feito com um choque elétrico na cabeça e que o animal é jogado num tanque de água fervendo após o sangramento, para facilitar a retirada da pele. Gail Eisnitz afirma, em seu livro, que muitos porcos caem na água fervendo ainda vivos, mas isso provavelmente é incomum.

Patos e gansos
Os mais infelizes dos nossos alimentos provavelmente são os gansos e patos da França. O foie gras, um patê tradicional e sofisticado, é feito com o fígado inflamado das aves. Os produtores colocam um funil na boca delas e as entopem de comida por meses, fazendo com que o fígado trabalhe dobrado. Isso provoca uma inflamação e faz com que o órgão fique imenso, cheio de gordura. Ou seja, o patê, na prática, é uma doença. Há movimentos pedindo o banimento do produto. Não se produz foie gras no Brasil.

E o que fazer a respeito
Há uma verdade inescapável: ao comermos carne, somos indiretamente responsáveis pela morte de seres que têm pai, mãe, sofrem, sentem medo. “Os vertebrados sentem dor”, diz Rita Paixão, fisiologista e bioeticista da Universidade Federal Fluminense. Isso é um fato e, se você pretende continuar comendo carne, é bom se acostumar com ele. Mas podemos ao menos minimizar o sofrimento, escolhendo comidas que impliquem em menos crueldade. O mercado oferece alternativas.
Uma delas são os ovos caipiras, produzidos por galinhas criadas soltas, em companhia de galos, sob o sol – um desinfetante natural –, comendo o que querem com seus bicos inteiros. A maior granja brasileira de ovos caipiras é a Yamaguishi, que distribui “ovos da galinha feliz” pela região de Campinas e em São Paulo. “Os ovos que nós produzimos... quer dizer, que nossas galinhas produzem”, diz Marcelo Minutti, gerente da granja, “são mais saborosos e não contêm substâncias químicas.”
Frangos caipiras, criados em condições semelhantes, também já são encontrados nos supermercados. Sua carne é mais dura, mas é mais saborosa e a chance de conter substâncias perigosas, como hormônios e antibióticos, é mínima. A rede Carrefour, graças a uma política da sede francesa, é uma das que oferece o produto. Ele faz parte da linha “garantia de origem”, só de produtos feitos com essa preocupação.
Os bois certificados com “garantia de origem” são bem alimentados e criados por pessoas treinadas por especialistas em comportamento animal para entender como ele pensa e manejá-lo sem violência. “Agora vamos produzir porcos com origem garantida, criados soltos”, diz o veterinário Adolfo Petry, responsável, no Carrefour, pelos produtos animais garantidos com o selo. Produtos assim custam entre 50% e 100% a mais que os convencionais. Apesar do interesse crescente do consumidor em diminuir a crueldade (numa pesquisa feita pela Super na internet, 85% das 2408 pessoas disseram que deixariam de comer alimentos se soubessem que eles causam sofrimento para animais), a procura por esses produtos ainda é muito pequena.

A vaca e a humanidade
A criação de gado foi uma das maiores forças ditando os rumos da humanidade. Essa é a opinião do escritor Jeremy Rifkin, ativista polêmico, vegetariano convicto e pesquisador competente – um dos maiores críticos da biotecnologia e, por tabela, um dos maiores inimigos do establishment científico. Rifkin, em seu Beyond Beef (“Além da carne”, sem versão em português), mostra que devemos muitas coisas importantes ao hábito de criar vacas para matar. Veja algumas delas:

Deus
Algumas das primeiras pinturas nas cavernas representavam vacas. Devemos à carne nossas primeiras manifestações artísticas e, possivelmente, a origem das nossas religiões – essas pinturas são o primeiro registro de uma humanidade preocupada com o mundo espiritual, acertando as contas com os animais que matava.

Diabo
As tribos nômades de cavaleiros que habitavam a Eurásia há 6 000 anos juntavam gado selvagem e o criavam nos pastos naturais. Esses pastores cultuavam um deus-touro, chamado Mithra, símbolo da força, da masculinidade, do poder. A necessidade de pastos novos a cada vez que acabava o antigo fazia deles expansionistas por natureza e, no início da era cristã, eles já tinham se espalhado da Índia a Portugal. Com isso, o culto a Mithra tornou-se muito popular no Império Romano. Para contê-lo, a Igreja adotou sua data sagrada, o dia de Mithra – 25 de dezembro. Estava estabelecido o Natal. Depois, no Concílio de Toledo, em 447, a Igreja publicou a primeira descrição oficial do diabo, a encarnação do mal: um ser imenso e escuro, com chifres na cabeça. Como Mithra.

Grandes navegações
Na Idade Média, a carne raramente era fresca e, por isso, havia muita demanda de temperos para disfarçar o sabor. Ao mesmo tempo, tinham se esgotado os pastos da Europa – não havia mais para onde levar os rebanhos crescentes. Resultado: os europeus caíram no mar em busca de um caminho para as especiarias indianas e de espaço para soltar os bois. Acharam mais espaço do que imaginavam: a América. Hoje, Estados Unidos, Brasil, Uruguai e Argentina têm alguns dos maiores rebanhos do mundo.

Conquista do Oeste
Em 1870, boa parte dos Estados Unidos tinha se transformado em pasto. Mas havia um obstáculo para a expansão. Os campos do oeste americano estavam tomados por hordas de búfalos, que serviam de caça para as tribos indígenas. O governo americano não queria os búfalos, difíceis de manejar, e temia os índios. Adotou, então, uma solução simples: matar os búfalos e, assim, deixar os índios sem comida. É assim que Rifkin resume a heróica “conquista do Oeste”.
Naquela década, matar búfalo foi o que mais se fez na região. Havia “excursões turísticas” nas quais um trem emparelhava com manadas e os passageiros começavam a atirar. As carcaças eram abandonadas ao longo da ferrovia. Cowboys como Buffalo Bill se tornaram lendários por matar até 40 búfalos numa caçada. Em dez anos, as manadas, que eram tão grandes que levavam horas para passar, sumiram. Em 1881, a tradicional Dança do Sol da tribo kiowa foi adiada por dois meses porque os índios não conseguiam encontrar um só búfalo para o sacrifício ritual. Finalmente, acharam um animal solitário e o mataram. No ano seguinte, não encontraram nenhum.

Indústria moderna
No final do século XIX surgiu uma novidade na indústria da carne: a esteira rolante. Em vez de depender de um açougueiro habilidoso, o matadouro podia usar vários funcionários pouco especializados, cada um fazendo um pouco do trabalho, enquanto a carcaça se movia sozinha. Uma “linha de desmontagem”. Um dia, um mecânico que vivia em Detroit foi visitar essa linha. Anos depois, esse mecânico admitiria que a indústria do abate foi uma forte inspiração para a sua própria fábrica, batizada em 1903 com seu sobrenome. O nome desse mecânico? Henry Ford.
Agora é com você. O que vai ser? Brócolis ou cheeseburger?


Para saber mais
Na livraria:
Beyond Beef, Jeremy Rifkin, Plume, Estados Unidos, 1993
Slaughterhouse, Gail A. Eisnitz, Prometheus, Estados Unidos, 1997
País Fast Food, Eric Schlosser, Ática, São Paulo, 2002
O Homem que Comeu de Tudo, Jeffrey Steingarten, Companhia das Letras, São Paulo, 2000

Fonte
Superinteressante Edição 175 -


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Domingo, 5 de Setembro de 2010
Os bichos sempre pagam o pato
por José Otavio Carlomagno, agrônomo
Os canais de tevê fechada frequentemente levam ao ar programas sobre a vida selvagem nos mais diversos pontos do planeta. Alguns desses programas se dedicam a mostrar as migrações de animais pelas planícies da África. Grandes mamíferos herbívoros atravessam o continente em busca de água e pasto, durante a estação seca, e são acompanhados por leões, leopardos, guepardos, hienas, cães selvagens, chacais, hienas abutres e outros predadores que se alimentam da carne ou carniça das zebras, antílopes, gnus, búfalos, etc. As perseguições dos carnívoros aos herbívoros são narradas como se fossem disputas de grande prêmio de automobilismo, ou mesmo luta de vale-tudo.
Certa vez, assistindo a um programa desses sobre a onça pintada, o narrador se referia à capivara como caça predileta do felino, como se ele tivesse desenvolvido um paladar seletivo devido ao sabor da carne de capivara. Eu já presenciei na Amazônia onças pegando tracajás e pirarucus presos num braço de rio que secou, elas também comem preás, aves e jacarés, ou seja, comem o que encontram.
Na África não é diferente, leões caçam pequenos coelhos quando a caça de grande porte está longe das planícies, mas o que dá espetáculo são grandes felinos perseguindo e matando um grande antílope, ou búfalo, a tevê mostra sempre o lado sensacionalista da vida, os leões passam a maior parte do tempo dormindo e caçam apenas uma vez por semana, mesmo na época de abundância de caça, porém, tem-se a impressão de que caçam todas as noites.
Bem, mas o que quero dizer é que o instinto de sobrevivência dos felinos, dos tubarões e outros predadores, é chamado, com frequência, de “instinto assassino”. Aos animais que agem por instinto e matam somente para sobreviver chamamos assassinos, nós humanos, que somos providos de razão, e matamos animais apenas para satisfazer nossos desejos gastronômicos, ou tradições culturais, não nos consideramos assassinos.
Agora vou deixar de lado a tevê fechada e vou à tevê aberta. Outro dia, assistindo a um programa popular, desses que atores tentam levar pessoas a enfrentar situações embaraçosas, as tais “pegadinhas”, um ator, vestido de cozinheiro, num dos corredores do Mercado Municipal de São Paulo, convidava pessoas para ajudá-lo a fazer uma receita que levava frango, quando a pessoa aceitava a incumbência e perguntava pela carne de frango, o ator retirava de uma caixa um frango vivo e dava à pessoa um cutelo e dizia que teria de matar, depenar, eviscerar o frango. Sem exceção, todas as pessoas se recusaram a matar o frango, todos disseram que se tivessem de matar o animal não mais se alimentariam de frango ou outro bicho qualquer, o ator também disse o mesmo. Por que não mataram o frango, se matar o bicho para comer é algo tão natural aos humanos, como querem alguns? É simples de entender, no mercado, a carne acondicionada em bandeja de isopor com filme plástico leva nomes que nos fazem supor que são peças distintas, individualizadas, por exemplo: picanha, filé mignon, coxa, sobrecoxa, peito. Tudo leva a crer que já nasceram assim como peças de carne, porque é muito desagradável apresentar a carne como partes de um cadáver de animal, que mesmo refrigerada ou congelada, já está em processo de putrefação. Os animais carnívoros, que devoram outros animais ainda vivos, se alimentam de carne, mas nós humanos, que comemos partes de cadáveres de animais que já foram mortos há dias, até meses, comemos carniça, que é a carne em decomposição. Um churrasco na realidade é preparado com carniça.
Em Caxias do Sul, como em muitas cidades do Brasil, acontece, na Semana Santa, a feira do peixe vivo, e neste ano aconteceu algo que deve ser relatado. A feira do peixe vivo é uma ironia, pois os animais são transportados em caixas d’água postos à venda na Praça Dante Alighieri, no centro da cidade. O comprador escolhe o peixe que é morto na hora. Na segunda-feira imediatamente à Páscoa, duas cartas publicadas pelo jornal O Pioneiro chamaram minha atenção: duas mulheres estavam indignadas porque compraram peixes e os bichos foram mortos a marteladas na cabeça, os filhos dessas mulheres se puseram a chorar e a berrar compulsivamente ao presenciar a cena, elas se diziam chocadas ao ver os peixes se debatendo ao levar marteladas, entretanto não pediam que se termine com a feira, mas que para o próximo ano a prefeitura faça uma barraca fechada onde os vendedores matem os peixes sem que os consumidores tomem conhecimento da morte violenta a que estão sendo submetidos os animais. As pessoas querem se enganar e manter privilégios, isso tudo é hipocrisia, gerada, talvez, pelo medo de romper com tradições absurdas, como essa de que se deve comer peixe na semana santa.
Se matar animais para comer fosse natural ao ser humano, aquele pessoal da pegadinha do mercado não teria hesitado em matar o frango, nem as mulheres de Caxias do Sul teriam ficado indignadas, muito menos as crianças teriam ficado aterrorizadas com a cena dos peixes sendo mortos a marteladas. Apesar de que a maioria das pessoas não tem consciência, em algum lugar do cérebro humano está armazenada a informação: matar animais para comer não é próprio do ser humano, por isso aos nossos olhos essas cenas são violentas. Alguém já viu algum filhote de onça, de tigre, de tubarão, de lobo chorando quando a mãe mata alguma caça para que se alimentem? Nem é preciso responder, pois aos carnívoros essas cenas são naturais. Acredito que o processo de evolução civilizatória do ser humano terá grande avanço com o fim da escravização e morte de animais para qualquer finalidade.
As cartas das mulheres de Caxias do Sul me inspiraram a escrever um poema que será publicado num livro a ser lançado em setembro:
Pequeno aprendi sobre o Natal.
Dia em que nasceu um cara que morreu pregado numa cruz de madeira,
bode expiatório de um complô.
Para comemorar o nascimento desse sujeito,
as pessoas gastam muito dinheiro.
Compram-se presentes que se dão uns aos outros
e comem galinhas, perus e porcos.
É estranho esse comportamento, muito estranho.
Querem que esse sujeito, que parece ter sido um grande cara, seja deus.
Deus da culpa e dos culpados.
Culpados de quê?
O dia em que esse sujeito morreu é comemorado comendo-se peixes.
Muito estranho.
Um deus bode expiatório que exige que porcos, galinhas, perus e peixes sejam imolados em seu louvor.
Muito estranho.
É muito estranho que pessoas, façam estas coisas:
sacrifícios de animais sob qualquer pretexto.

Fonte: Vanguarda Abolicionista


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Quarta-feira, 18 de Agosto de 2010
Carne: Mitos e Verdades - Sbt Repórter
O SBT Repórter investiga os mitos e verdades de um dos alimentos mais polêmicos de todos os tempos: a carne.

Gilberto Smaniotto acompanha o dia a dia de que gosta e de quem não pode nem ouvir falar de carne.
Especialistas afirmam: a carne bem passada é um risco à saúde.
Nossa equipe viaja ao Pantanal para experimentar a carne orgânica.
Vamos conhecer os veganos. Modismo ou filosofia de vida? Por que tanta gente para de vez de comer carne e tudo o que vem dos animais?
Saiba por que os argentinos dizem que a carne suína é afrodisíaca.
E os ingleses pesquisam no porco o combate para o diabetes.
Exibido dia 16 de agosto de 2010.


O programa foi ao ar na segunda-feira, 16 de agosto de 2010. Mais sobre este programa no Vista-se:
Visão geral do que foi o programa
Receita apresentada com fotos
NOTA sobre a participação do Fabio Chaves no programa.


publicado por Maluvfx às 04:15
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Quarta-feira, 4 de Agosto de 2010
Paradoxo da carne

Pessoas negam capacidade de sofrer dos animais para continuar comendo carne.

Um novo estudo acaba de fornecer evidências diretas de que as pessoas que desejam fugir do "paradoxo da carne" - ao mesmo tempo gostar de comer carne e não gostar de ferir os animais - fazem isto negando que os animais que elas comem tinham a capacidade de sofrer.


Ao envolver-se na negação, os participantes do estudo relataram uma quantidade reduzida de animais com os quais eles se sentem obrigados a demonstrar uma preocupação moral - a escala variava de cães e chimpanzés até caracóis e peixes.


O estudo foi coordenado pelo Dr. Steve Loughnan, da Universidade de Kent, no Reino Unido, juntamente com colegas da Austrália.

Negar origem da carne

Antes desse estudo, os pesquisadores consideravam que as únicas soluções para o paradoxo da carne era simplesmente parar de comer carne - uma decisão tomada por muitos vegetarianos - ou não reconhecer que animais são mortos para produzir carne.

Embora poucas pessoas tenham realmente tal ignorância, alguns comedores de carne podem viver em um estado de negação tácita, incapazes de associar um bife com uma vaca, bacon com um porco, ou mesmo frango frito com um frango vivo.

O Dr Loughnan explica: "Algumas pessoas optam por deixar de comer carne quando descobrem que os animais sofrem para que se produza a carne. A esmagadora maioria das pessoas, contudo, não para de comer carne. Nossa pesquisa mostrou que uma forma que as pessoas usam para continuar comendo carne é relaxando sua preocupação moral com os animais ao se sentar à mesa de jantar."

Abrindo mão da moral

O Dr Loughnan também explicou que, em termos gerais, o estudo mostrou que, quando há um conflito entre a maneira preferida de pensar e a maneira preferida de agir, são os pensamentos e padrões morais que as pessoas abandonam primeiro - em vez de mudar seu comportamento.

"Em vez de mudar suas crenças sobre os direitos morais dos animais, as pessoas têm a opção de mudar seu comportamento," disse ele. "Entretanto, nós suspeitamos que a maioria das pessoas não está disposta a negar a si mesmas o prazer de comer carne, e negar os direitos morais dos animais lhes permite manter-se comendo a carne com a consciência limpa," diz o cientista.


Fonte: Diário da Saúde

Conheça a sua carne!

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Sábado, 31 de Julho de 2010
A Leoa Vegetariana
A LEOA VEGETARIANA: A INCRIVEL E COMOVENTE HISTORIA DE LITTLE TYKEA INCRIVEL E COMOVENTE HISTORIA DE LITTLE TYKE
Georges H. Westbeau


Esta é a história incrível de uma leoa que não gostava de carne! Nascida num zoológico e rejeitada pela mãe, Little Tyke faria o mundo pensar de uma maneira nova. Iria despertar em nós idéias profundas e recordar-nos uma profecia bíblica: “E o leão se deitará ao lado do cordeiro”. Essa leoa amável e vegetariana inspiraria nossa ternura mais sincera de um modo absolutamente inesperado. Na vida de Little Tyke ocorreram uma tragédia e um milagre. A tragédia levou apenas alguns segundos. O milagre perduraria nove anos e, para muitos, perdura até hoje.



O Leão que Não Queria Comer Carne


São todos os leões carnívoros ferozes que precisam comer carne para sobreviver? Aparentemente não!



A revista australiana "Creation ex-nihilo" vol. 22, nº 2, de março-maio de 2000 publicou um artigo de David Catchpoole com o título acima, que não só apresenta um caso, real, inteiramente incomum, como também aponta para o cumprimento de profecias que falam da restauração de nosso planeta às condições originais, com o leão e o cordeiro pacificamente pastando juntos!
No começo deste século, uma leoa africana, nascida e crescida nos Estados Unidos, viveu todos os nove anos de sua vida sem jamais comer carne (1). De fato, seus donos, Georges e Margaret Westbean (2), preocupados com publicações de cunho científico advertindo que os animais carnívoros não poderiam viver sem comer carne, tentaram de todos os modos induzir o seu incomum animal de estimação (ao qual deram o nome de "Little Tyke") a desenvolver o apetite pela carne. Chegaram até a anunciar uma recompensa em dinheiro para quem conseguisse elaborar uma ração contendo carne, que a leoa aceitasse. O curador de um jardim zoológico de Nova York aconselhou que o casal Westbean pusesse algumas gotas de sangue na mamadeira de Little Tyke para ajudá-la a se acostumar, mas a leoa, ainda pequena, recusou sequer tocá-la, mesmo quando somente uma única gota de sangue tivesse sido introduzida.


Os mais famosos especialistas em animais, dentre os numerosos visitantes da fazenda Hidden Valley, de 40 hectares, dos Westbeans, também deram vários conselhos, mas nenhum deles funcionou. Nesse meio-tempo, Little Tyke continuava a passar extremamente bem, com sua dieta de cereais em grão,
cozidos, ovos e leite. Aos quatro anos de idade, a leoa, já adulta, pesava 160 quilos.


Como escreve Georges Westbean, foi um jovem visitante à fazenda do Hidden Valley que finalmente despertou a sua mente quanto à resposta da questão de como induzir Little Tyke a comer carne (o que se achava ser essencial para a sobrevivência dos carnívoros): 'Ele voltou seu olhar para mim, seriamente, e perguntou: Você não lê a sua Bíblia? Admiti que não a lia tanto quanto provavelmente deveria. Então continuou ele: Leia Gênesis 1:30, e Você encontrará a resposta. Na primeira oportunidade, peguei minha Bíblia e procurei a passagem que ele havia indicado. Para minha total surpresa, li estas palavras: "E a todo animal na terra, e a toda ave no céu, e a tudo que rasteja sobre a terra, em que existe vida, dei-lhes a erva verde para alimento (em Inglês meat, que também
significa carne); e assim foi."


Os donos de Little Tyke, embora aparentemente não sendo cristãos, aceitaram tanto o que leram, que não mais se preocuparam com a recusa da leoa a comer carne, e passaram a procurar aprimorar a sua "dieta vegetariana" (3), com novos cereais a serem incorporados ao alimento dela. Numerosos cereais foram moídos e misturados ainda secos, então cozidos e adicionados ao leite e aos ovos. A leoa passou a alimentar-se com essa ração todas as manhãs e as tardes, e às vezes ao meio-dia também. Para a saúde de suas gengivas e dentes - pois ela recusava todos os oferecimentos de ossos para roer - foram-lhe dadas pesadas botas de borracha para mastigar, que duravam em geral cerca de três semanas. Com essa dieta, a leoa não só sobreviveu, mas manteve-se em excelente estado. Um dos 'mais capazes curadores de jardins zoológicos' dos Estados Unidos teria dito que ela era o melhor espécime de sua espécie, que jamais houvera visto.


Além de Little Tyke, os Westbans criavam também outras espécies de animais em sua fazenda. Um grande número de visitantes em Hidden Valley foi motivado pela perspectiva de ver o leão vivendo com o cordeiro, em situação semelhante à da profecia de Isaías 11:6. Ver a leoa vivendo placidamente em companhia de ovelhas, vacas e aves domésticas, causava profunda impressão em
muitos visitantes.


Filmes na televisão (4) e fotografias de Little Tyke na imprensa também impressionaram muitas pessoas, como uma que escreveu: Nada me fez mais contente do que a sua fotografia do leão e do cordeiro. Ela me ajudou a crer na Bíblia.


À luz deste caso de Little Tyke, e de outros relatos de animais carnívoros sobrevivendo com base em dietas vegetarianas (5), certamente é mais fácil reportar-se ao relato de Gênesis relativo aos animais vivendo exclusivamente em regime vegetariano anteriormente à queda (6).


A observação feita por Georges Westbean de que para manter bem o seu estômago, Little Tyke passava cerca de uma hora comendo o suculento capim dos pastos, e também uma vívida lembrança das profecias de Isaías 11:7 e 65:25: "... o leão comerá palha como o boi."


Referências e Notas


Westbean, G., Little Tyke: the story of a gentle vegetarian lioness, Theosophical Publishing House, IL, USA, 1986. (Informações retiradas das páginas 3-6, 17, 32-35, 59-60, 113-114).
A leoa havia sido dada para os Westbeans como uma cria severamente machucada, pelo Zoológico que abrigava sua mãe. A mãe havia matado todas as suas crias de seus quatro partos anteriores, imediatamente após ter dado à luz. Desta vez, porém, os funcionários do Zoológico ficaram de sobreaviso, prontos para resgatar a cria no momento do parto. Foram bem sucedidos no resgate, mas não antes das poderosas mandíbulas da mãe rapidamente terem ferido a perna frontal direita de Little Tyke.
Muitas pessoas incluem ovos não galados nas atuais dietas vegetarianas, pois isso não envolveria a morte de animais. Embora possa parecer improvável que ovos (ou leite para animais adultos) fizessem parte da dieta anterior à queda, o ponto a ser destacado aqui é que os leões não necessitam de carne para a sobrevivência. É provável que muitas plantas hoje extintas constituíssem fontes bastante ricas de proteínas no reino vegetal anterior à queda e ao dilúvio.
Lamentavelmente, enquanto estava em Hollywood para a filmagem de um programa de televisão para uma cadeia nacional, Little Tyke contraiu pneumonia, e morreu algumas semanas depois.
Quando morei na Indonésia, na década de 1980, várias famílias me contaram que nunca haviam dado carne aos seus cães de estimação, embora fosse possível que ossos estivessem contidos nas rações que lhes davam. Outros relatos sugerem ser essa uma prática comum naquele país.
A Bíblia não nos dá detalhes de como a mudança de dieta vegetariana para carnívora ocorreu após a queda. Uma possibilidade seria ter havido um replanejamento divino. Mesmo que os leões hoje não necessitem comer carne para sobreviver, isso não invalidaria o relato de Gênesis. Para uma discussão mais completa do tema, ver o livro The Answer Book publicado por Answers in Genesis (editora da revista Creation ex-nihilo")


Fonte

Lea: a leoa que come espaguete

Artigo traduzido de: Creation 
29(4):44-45, set-nov 2007. Título original: “Lea, the spaghetti lioness”. CopyrightCreation Ministries International Ltda,
[Error: Irreparable invalid markup ('<www.creation.com>') in entry. Owner must fix manually. Raw contents below.]

<div style="text-align: right;"><a href="http://imagens.travessa.com.br/livro/DT/78/78c9ba35-c3e0-4fe3-8f05-58b058b01fbe.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"><img alt="A LEOA VEGETARIANA: A INCRIVEL E COMOVENTE HISTORIA DE LITTLE TYKE" border="0" src="http://imagens.travessa.com.br/livro/DT/78/78c9ba35-c3e0-4fe3-8f05-58b058b01fbe.jpg" /></a><b>A INCRIVEL E COMOVENTE HISTORIA DE LITTLE TYKE</b></div><div style="text-align: right;">Georges H. Westbeau </div><br /><br />Esta é a história incrível de uma leoa que não gostava de carne! Nascida num zoológico e rejeitada pela mãe, Little Tyke faria o mundo pensar de uma maneira nova. Iria despertar em nós idéias profundas e recordar-nos uma profecia bíblica: “E o leão se deitará ao lado do cordeiro”. Essa leoa amável e vegetariana inspiraria nossa ternura mais sincera de um modo absolutamente inesperado. Na vida de Little Tyke ocorreram uma tragédia e um milagre. A tragédia levou apenas alguns segundos. O milagre perduraria nove anos e, para muitos, perdura até hoje. <br /><br /><a name='more'></a><br /><br /><b><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"><span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;">O Leão que Não Queria Comer Carne</span></span></b><br /><b><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"><br /></span></b><br /><b><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">São todos os leões carnívoros ferozes que precisam comer carne para sobreviver? Aparentemente não!</span></b><br /><b><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"><br /></span> </b><br /><a href="http://www.adventistas.com/images/leoavegetariana.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"><img border="0" height="320" src="http://www.adventistas.com/images/leoavegetariana.jpg" width="232" /></span></a><br /><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">A revista australiana "Creation ex-nihilo" vol. 22, nº 2, de março-maio de 2000 publicou um artigo de David Catchpoole com o título acima, que não só apresenta um caso, real, inteiramente incomum, como também aponta para o cumprimento de profecias que falam da restauração de nosso planeta às condições originais, com o leão e o cordeiro pacificamente pastando juntos!</span><br /><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">No começo deste século, uma leoa africana, nascida e crescida nos Estados Unidos, viveu todos os nove anos de sua vida sem jamais comer carne (1). De fato, seus donos, Georges e Margaret Westbean (2), preocupados com publicações de cunho científico advertindo que os animais carnívoros não poderiam viver sem comer carne, tentaram de todos os modos induzir o seu incomum animal de estimação (ao qual deram o nome de "Little Tyke") a desenvolver o apetite pela carne. Chegaram até a anunciar uma recompensa em dinheiro para quem conseguisse elaborar uma ração contendo carne, que a leoa aceitasse. O curador de um jardim zoológico de Nova York aconselhou que o casal Westbean pusesse algumas gotas de sangue na mamadeira de Little Tyke para ajudá-la a se acostumar, mas a leoa, ainda pequena, recusou sequer tocá-la, mesmo quando somente uma única gota de sangue tivesse sido introduzida.</span><br /><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"><br /></span><br /><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">Os mais famosos especialistas em animais, dentre os numerosos visitantes da fazenda Hidden Valley, de 40 hectares, dos Westbeans, também deram vários conselhos, mas nenhum deles funcionou. Nesse meio-tempo, Little Tyke continuava a passar extremamente bem, com sua dieta de cereais em grão,</span><br /><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">cozidos, ovos e leite. Aos quatro anos de idade, a leoa, já adulta, pesava 160 quilos.</span><br /><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"><br /></span><br /><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">Como escreve Georges Westbean, foi um jovem visitante à fazenda do Hidden Valley que finalmente despertou a sua mente quanto à resposta da questão de como induzir Little Tyke a comer carne (o que se achava ser essencial para a sobrevivência dos carnívoros): 'Ele voltou seu olhar para mim, seriamente, e perguntou: Você não lê a sua Bíblia? Admiti que não a lia tanto quanto provavelmente deveria. Então continuou ele: Leia Gênesis 1:30, e Você encontrará a resposta. Na primeira oportunidade, peguei minha Bíblia e procurei a passagem que ele havia indicado. Para minha total surpresa, li estas palavras: "E a todo animal na terra, e a toda ave no céu, e a tudo que rasteja sobre a terra, em que existe vida, dei-lhes a erva verde para alimento (em Inglês meat, que também</span><br /><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">significa carne); e assim foi."</span><br /><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"><br /></span><br /><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">Os donos de Little Tyke, embora aparentemente não sendo cristãos, aceitaram tanto o que leram, que não mais se preocuparam com a recusa da leoa a comer carne, e passaram a procurar aprimorar a sua "dieta vegetariana" (3), com novos cereais a serem incorporados ao alimento dela. Numerosos cereais foram moídos e misturados ainda secos, então cozidos e adicionados ao leite e aos ovos. A leoa passou a alimentar-se com essa ração todas as manhãs e as tardes, e às vezes ao meio-dia também. Para a saúde de suas gengivas e dentes - pois ela recusava todos os oferecimentos de ossos para roer - foram-lhe dadas pesadas botas de borracha para mastigar, que duravam em geral cerca de três semanas. Com essa dieta, a leoa não só sobreviveu, mas manteve-se em excelente estado. Um dos 'mais capazes curadores de jardins zoológicos' dos Estados Unidos teria dito que ela era o melhor espécime de sua espécie, que jamais houvera visto.</span><br /><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"><br /></span><br /><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">Além de Little Tyke, os Westbans criavam também outras espécies de animais em sua fazenda. Um grande número de visitantes em Hidden Valley foi motivado pela perspectiva de ver o leão vivendo com o cordeiro, em situação semelhante à da profecia de Isaías 11:6. Ver a leoa vivendo placidamente em companhia de ovelhas, vacas e aves domésticas, causava profunda impressão em</span><br /><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">muitos visitantes.</span><br /><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"><br /></span><br /><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">Filmes na televisão (4) e fotografias de Little Tyke na imprensa também impressionaram muitas pessoas, como uma que escreveu: Nada me fez mais contente do que a sua fotografia do leão e do cordeiro. Ela me ajudou a crer na Bíblia.</span><br /><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"><br /></span><br /><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">À luz deste caso de Little Tyke, e de outros relatos de animais carnívoros sobrevivendo com base em dietas vegetarianas (5), certamente é mais fácil reportar-se ao relato de Gênesis relativo aos animais vivendo exclusivamente em regime vegetariano anteriormente à queda (6).</span><br /><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"><br /></span><br /><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">A observação feita por Georges Westbean de que para manter bem o seu estômago, Little Tyke passava cerca de uma hora comendo o suculento capim dos pastos, e também uma vívida lembrança das profecias de Isaías 11:7 e 65:25: "... o leão comerá palha como o boi."</span><br /><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"><br /></span><br /><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">Referências e Notas</span><br /><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"><br /></span><br /><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">Westbean, G., Little Tyke: the story of a gentle vegetarian lioness, Theosophical Publishing House, IL, USA, 1986. (Informações retiradas das páginas 3-6, 17, 32-35, 59-60, 113-114).</span><br /><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">A leoa havia sido dada para os Westbeans como uma cria severamente machucada, pelo Zoológico que abrigava sua mãe. A mãe havia matado todas as suas crias de seus quatro partos anteriores, imediatamente após ter dado à luz. Desta vez, porém, os funcionários do Zoológico ficaram de sobreaviso, prontos para resgatar a cria no momento do parto. Foram bem sucedidos no resgate, mas não antes das poderosas mandíbulas da mãe rapidamente terem ferido a perna frontal direita de Little Tyke.</span><br /><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">Muitas pessoas incluem ovos não galados nas atuais dietas vegetarianas, pois isso não envolveria a morte de animais. Embora possa parecer improvável que ovos (ou leite para animais adultos) fizessem parte da dieta anterior à queda, o ponto a ser destacado aqui é que os leões não necessitam de carne para a sobrevivência. É provável que muitas plantas hoje extintas constituíssem fontes bastante ricas de proteínas no reino vegetal anterior à queda e ao dilúvio.</span><br /><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">Lamentavelmente, enquanto estava em Hollywood para a filmagem de um programa de televisão para uma cadeia nacional, Little Tyke contraiu pneumonia, e morreu algumas semanas depois.</span><br /><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">Quando morei na Indonésia, na década de 1980, várias famílias me contaram que nunca haviam dado carne aos seus cães de estimação, embora fosse possível que ossos estivessem contidos nas rações que lhes davam. Outros relatos sugerem ser essa uma prática comum naquele país.</span><br /><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">A Bíblia não nos dá detalhes de como a mudança de dieta vegetariana para carnívora ocorreu após a queda. Uma possibilidade seria ter havido um replanejamento divino. Mesmo que os leões hoje não necessitem comer carne para sobreviver, isso não invalidaria o relato de Gênesis. Para uma discussão mais completa do tema, ver o livro The Answer Book publicado por Answers in Genesis (editora da revista Creation ex-nihilo")</span><br /><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"><br /></span><br /><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"><a href="http://www.adventistas.com/mar2000/art26030001.htm">Fonte</a><br /><br /><b><span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"> Lea: a leoa que come espaguete</span></b><br /><br />Artigo traduzido de: Creation </span><strong><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"><span class="Apple-style-span" style="font-size: small;">29</span></span></strong><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"><span class="Apple-style-span" style="font-size: small;">(4):44-45, set-nov 2007. Título original: “Lea, the spaghetti lioness”. Copyright</span></span><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"><i><span class="Apple-style-span" style="font-size: small;">Creation </span></i><span class="Apple-style-span" style="font-size: small;">Ministries International Ltda, <www.creation.com></www.creation.com></span><i><span class="Apple-style-span" style="font-size: small;">. Usado com permissão.</span></i></span><br /><div style="color: #333333; line-height: 25px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 10px; text-align: right;"><em><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"><span class="Apple-style-span" style="font-size: small;">por </span></span><strong><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"><span class="Apple-style-span" style="font-size: small;">David Catchpoole</span></span></strong></em></div><div style="color: #333333; line-height: 25px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 10px;"><em><strong><img alt="" class="aligncenter" height="253" src="http://creation.com/images/creation_mag/vol29/6147spagetti.jpg" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; border-bottom-color: rgb(221, 221, 221); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-left-color: rgb(221, 221, 221); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(221, 221, 221); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: rgb(221, 221, 221); border-top-style: solid; border-top-width: 1px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; padding-bottom: 4px; padding-left: 4px; padding-right: 4px; padding-top: 4px;" title="espaguete" width="466" /><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"><br /></span></strong></em></div><div style="color: #333333; line-height: 25px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 10px; text-align: justify;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">Janeiro de 2002. Através das cameras dos jornalistas, uma leoa muito impressionante chamada Lea chega na Reserva Natural Rhino &amp; Lion, próximo a Johannesburgo, África do Sul, vinda de Roma, Itália, depois de uma jornada de 30 horas (1).</span></div><div class="wp-caption alignright" style="background-color: #f3f3f3; border-bottom-color: rgb(221, 221, 221); border-bottom-left-radius: 3px 3px; border-bottom-right-radius: 3px 3px; border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-left-color: rgb(221, 221, 221); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(221, 221, 221); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: rgb(221, 221, 221); border-top-left-radius: 3px 3px; border-top-right-radius: 3px 3px; border-top-style: solid; border-top-width: 1px; color: #333333; float: right; line-height: 25px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 10px; margin-top: 10px; padding-top: 4px; text-align: center; width: 210px;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"><img alt="Antonio apresenta sua amada Lea ao novo lar - seu sonho de encontrar uma nova moradia para ela finalmente tornou-se realidade. Mas a leoa de sete anos de idade agora deve enfrentar o desafio de aprender a comer carne - pela primeira vez em sua vida. Fotos Rhino &amp; Lion Nature Reserve." height="617" src="http://creation.com/images/creation_mag/vol29/6147lea-home.jpg" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; border-bottom-color: rgb(221, 221, 221); border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-color: rgb(221, 221, 221); border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-color: rgb(221, 221, 221); border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-color: rgb(221, 221, 221); border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" title="Lea e Antonio" width="200" /></span><br /><div class="wp-caption-text" style="line-height: 17px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 5px; padding-left: 4px; padding-right: 4px; padding-top: 0px;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">Antonio apresenta sua amada Lea ao novo lar - seu sonho de encontrar uma nova moradia para ela finalmente tornou-se realidade. Mas a leoa de sete anos de idade agora deve enfrentar o desafio de aprender a comer carne - pela primeira vez em sua vida. Fotos Rhino &amp; Lion Nature Reserve.</span></div></div><div style="color: #333333; line-height: 25px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 10px; text-align: justify;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">Por que “muito impressionante”? Porque essa felina de sete anos de idade não combina com o estereótipo de “carnívoro feroz” que os leões têm, já que cresceu se alimentando não de carne, mas de uma dieta de batatas, vegetais verdes e macarrão com queijo. De fato, Lea ganhou o apelido de “Garota do Espaguete”, por causa do seu prato favorito – espaguete –, que ela particularmente adora quando temperado à napolitana (2,3). Mas agora, os cuidadores de seu novo lar na África do Sul estão enfrentando o “verdadeiro desafio”: pela primeira vez na vida de Lea, incentivar essa “Garota do Espaguete” a se alimentar de carne e interagir com outros leões.</span></div><h3 style="color: #333333; line-height: 25px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 9px; text-align: justify;"><em><span style="color: #3366ff;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"><span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;">Bastidores</span></span></span></em></h3><div style="color: #333333; line-height: 25px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 10px; text-align: justify;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">A mãe de Lea viveu no Zoológico de Nápoles, que tinha a prática de vender os filhotes nascidos ali. Assim, com seis semanas de vida, Lea foi parar na vila italiana de Nettuno, sob os cuidados de um homem chamado Antonio Vincenzo. Eles pareciam inseparáveis; Lea dormia na cama de Antonio à noite, e o acompanhava onde quer que fosse durante o dia, sem qualquer tipo de coleira ou restrição – através de ruas movimentadas, por entre as multidões e até mesmo ao supermercado mais próximo. Não é surpresa que “todos em Nettuno conheciam Lea”, e sua dieta de espaguete, vegetais e molho de tomate (4).</span></div><div style="color: #333333; line-height: 25px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 10px; text-align: justify;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">Porém, quando Lea tinha um ano de idade, as circuntâncias do trabalho de Antonio mudaram e ele não pôde mais cuidar de seu “bichinho” em casa. Um zoológico da periferia de Roma concordou em acomodar Lea, contanto que Antonio fornecesse a alimentação necessária. E assim Lea continuou a crescer com sua dieta de massas, ricota e vegetais. Mas, vendo-a confinada a uma área de concreto de 4m x 4m, Antonio resolveu encontrar para ela um lugar melhor para viver. (Ele a visitava todos os domingos, e a leoa chorava e reclamava quando chegava a hora de ir embora (2).)</span></div><div style="color: #333333; line-height: 25px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 10px; text-align: justify;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">Após anos de procura inútil (5), finalmente abriram-se as portas para que Lea fosse enviada para a África do Sul – Antonio a acompanharia em sua jornada e ficaria com Lea no novo lar por algumas semanas, a fim de ajudá-la a se adaptar.</span></div><h3 style="color: #333333; line-height: 25px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 9px; text-align: justify;"><em><span style="color: #3366ff;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"><span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;">Uma dieta “estranha”?</span></span></span></em></h3><div style="color: #333333; line-height: 25px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 10px; text-align: justify;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">Dado o apelido característico de Lea (“Garota do Espaguete”) e a publicidade associada com sua mudança para a África do Sul, muitas pessoas tomaram conhecimento do que Lea comera nos primeiros sete anos de sua vida – e ficaram impressionadas. Um jornalista escreveu: “Apesar de sua estranha dieta, ela se desenvolveu”. Essa leoa não somente sobreviveu (por sete anos), mas se desenvolveu com uma dieta sem carne desde a infância.</span></div><div style="color: #333333; line-height: 25px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 10px; text-align: justify;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">Lea não é a única na história recente (dos leões) a ter sucesso no desenvolvimento com uma dieta sem carne. Uma renomada leoa vegetaria nos EUA não comeu carne alguma por todo o seu período de vida (6,7). E muitos outros animais normalmente conhecidos como carnívoros (por exemplo, cães (8), abutres (9)), são sabidamente capazes de viver sob dietas destituídas de carne.</span></div><div style="color: #333333; line-height: 25px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 10px; text-align: justify;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">Para entender essa situação, precisamos voltar ao passado. Mas qual passado é correto? A evolução ou a Bíblia? Isso simplesmente não faz sentido sob uma perspectiva evolucionista – de que este é um mundo onde “um-come-o-outro”, e que animais com dentes afiados, garras e bicos evoluíram por milhões de anos para serem carnívoros.</span></div><div class="wp-caption alignleft" style="background-color: #f3f3f3; border-bottom-color: rgb(221, 221, 221); border-bottom-left-radius: 3px 3px; border-bottom-right-radius: 3px 3px; border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-left-color: rgb(221, 221, 221); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(221, 221, 221); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: rgb(221, 221, 221); border-top-left-radius: 3px 3px; border-top-right-radius: 3px 3px; border-top-style: solid; border-top-width: 1px; color: #333333; float: left; line-height: 25px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 10px; margin-top: 10px; padding-top: 4px; text-align: center; width: 260px;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"><img alt="Lea em seu cativeiro no zoológico italiano. Foto Kalahri Raptor Centre." height="185" src="http://creation.com/images/creation_mag/vol29/6147lea-zoo.jpg" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; border-bottom-color: rgb(221, 221, 221); border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-color: rgb(221, 221, 221); border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-color: rgb(221, 221, 221); border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-top-color: rgb(221, 221, 221); border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" title="Lea" width="250" /></span><br /><div class="wp-caption-text" style="line-height: 17px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 5px; padding-left: 4px; padding-right: 4px; padding-top: 0px;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">Lea em seu cativeiro no zoológico italiano. Foto Kalahri Raptor Centre.</span></div></div><div style="color: #333333; line-height: 25px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 10px; text-align: justify;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">Por outro lado, a Bíblia nos conta que os felinos foram originalmente criados vegeta-rianos (Gênesis 1:30) e também fala de uma época onde “o leão comerá palha como o boi” (Isaías 11:7; 65:25, ACF). Assim, partindo da Bíblia, “carnívoros” vegetarianos fazem muito mais sentido (10).</span></div><h3 style="color: #333333; line-height: 25px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 9px; text-align: justify;"><em><span style="color: #3366ff;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"><span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;">Chegando à África do Sul</span></span></span></em></h3><div style="color: #333333; line-height: 25px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 10px; text-align: justify;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">Quando Lea saiu de seu container, em seu novo lar cheio de grama, uma multidão de fotógrafos e repórteres ficou esperando a oportunidade fotográfica: Lea devorando sua primeira refeição sul-africana de massas, queijo e tomates picados.</span></div><div style="color: #333333; line-height: 25px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 10px; text-align: justify;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">Só que ela farejou e foi embora.</span></div><div style="color: #333333; line-height: 25px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 10px; text-align: justify;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">“Não! Não! Não!”, disse Antonio, “Precisa ser massa e queijo italianos e molho de tomate – nunca tomates picados.”</span></div><div style="color: #333333; line-height: 25px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 10px; text-align: justify;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">Como dizem, você pode viajar o mundo todo, mas nada como uma boa comida caseira!</span></div><div style="color: #333333; line-height: 25px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 10px; text-align: justify;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">P.S. Os novos cuidadores de Lea na Reserva Natural Rhino &amp; Lion nos disseram que ela foi desacostumada a comer espaguete em uma semana e, agora, não tem “absolutamente problema nenhum” em comer carne vermelha fresca, que lhe é dada – ela não caça.</span></div><h3 style="color: #333333; line-height: 25px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 9px;"><em><span style="color: #3366ff;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"><span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;">Referências e notas</span></span></span></em></h3><div style="color: #333333; line-height: 25px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 10px;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">(1) Rhino &amp; Lion Nature Reserve, &lt;</span><a href="http://www.rhinolion.co.za/e-pics.html" style="color: #105cb6; text-decoration: underline;" target="_blank"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">www.rhinolion.co.za/e-pics.html</span></a><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">&gt;, 23 fevereiro 2004.</span></div><div style="color: #333333; line-height: 25px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 10px;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">(2) WildNet Africa, Spaghetti-kid lioness to return to African roots, &lt;</span><a href="http://wildafrica.net/articles/messages/32.html" style="color: #105cb6; text-decoration: underline;" target="_blank"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">wildafrica.net/articles/messages/32.html</span></a><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">&gt;, 20 fevereiro 2002.</span></div><div style="color: #333333; line-height: 25px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 10px;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">(3) Tempero à napolitana é um tempero sem carne feito de tomates amassados com cebola e alho.</span></div><div style="color: #333333; line-height: 25px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 10px;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">(4) Kalahari Raptor Centre Newsletter, &lt;</span><a href="http://www.raptor.co.za/Newsletters/Issues6.htm" style="color: #105cb6; text-decoration: underline;" target="_blank"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">www.raptor.co.za/Newsletters/Issues6.htm</span></a><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">&gt;, 20 fevereiro 2002.</span></div><div style="color: #333333; line-height: 25px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 10px;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">(5) Houve muitas ofertas da indústria de “caça aos leões”, as quais Antonio recusou. (A “caça aos leões” fornece “jogos”, leões, nos quais os caçadores de troféus, que pagam uma taxa, podem  atirar).</span></div><div style="color: #333333; line-height: 25px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 10px;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">(6) Westbeau, G.H., Little Tyke: the story of a gentle vegetarian lioness, Theosophical Publishing House, Illinois, EUA, 1986.</span></div><div style="color: #333333; line-height: 25px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 10px;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">(7) Catchpoole, D., The lion that wouldn’t eat meat, Creation 22(2):22–23, 2000; &lt;</span><a href="http://www.creation.com/lion" style="color: #105cb6; text-decoration: underline;" target="_blank"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">www.creation.com/lion</span></a><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">&gt;.</span></div><div style="color: #333333; line-height: 25px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 10px;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">(8) Derbyshire, D., Meat-free dog food for vegetarian pets, &lt;</span><a href="http://www.telegraph.co.uk/news/main.jhtml?xml=/news/2002/09/16/wveg16.xml" style="color: #105cb6; text-decoration: underline;" target="_blank"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">www.telegraph.co.uk/news/main.jhtml?xml=/news/2002/09/16/wveg16.xml</span></a><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">&gt;, 3 fevereiro 2006.</span></div><div style="color: #333333; line-height: 25px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 10px;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">(9) Catchpoole, D., The bird of prey that’s not, Creation 23(1):24–25, 2000.</span></div><div style="color: #333333; line-height: 25px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 10px;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;">(10) A Bíblia não dá detalhes de como a mudança de herbívoro para carnívoro (e a alimentação saprofítica) aconteceu depois do Dilúvio; talvez um novo design ou a expressão de um potencial genético latente, pré-projetado em presciência da Queda. Além disso, mesmo se os leões hoje precisaram de carne para sobreviver, isso não invalidaria o Gênesis. Veja Batten, D. (Ed.) The Creation Answers Book, capítulo 6, Creation Ministries International, Austrália, 2006.</span></div><br /><a href="http://considereapossibilidade.wordpress.com/2009/08/13/lea-a-leoa-que-come-espaguete/">Fonte</a>

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publicado por Maluvfx às 14:58
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Quarta-feira, 28 de Julho de 2010
Activistas são embalados como carne em forma de protesto
Ativistas pró-animais são embalados como carne em protesto nos EUA
ONG fez protesto em Times Square contra o consumo de carne.
Ativista de ONG pró-direitos animais é 'embalada' em pacote de carne com os dizeres 'carne é assassinato', em Times Square, em Nova York, nesta terça-feira (27).
Manifestantes foram 'plastificados' sobre bandejas gigantes.




PETA manifestou-se em Times Square contra o consumo de carne

Activistas da organização pro-animal PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) fizeram um protesto em Times Square, nos Estados Unidos, contra o consumo de carne, noticia a agência AFP.
Os ativistas argumentam que o hábito de comer carne leva ao abuso e à morte violenta de animais.
Os manifestantes foram embalados e plastificados, tal como vemos a carne dos animais nos supermercados.

Os activistas argumentam que comer carne leva ao abuso e à morte violenta de animais.

Fonte: TVI24


publicado por Maluvfx às 14:38
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Terça-feira, 13 de Julho de 2010
A carne Mata!
Publicação em jornal de Santa Catarina - a pedido!

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publicado por Maluvfx às 00:31
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Quinta-feira, 24 de Junho de 2010
Incrivelmente nojento & extremamente podre
Em artigo exclusivo à Galileu, um dos mais cultuados nomes da nova literatura americana, Jonathan Safran Foer, revela detalhes do período em que passou investigando como a carne que comemos é produzida. “Tente visualizar… (É improvável que algum dia você chegue a ver em pessoa o interior de uma granja.) Pegue um pedaço de papel sulfite e imagine uma ave adulta, com formato semelhante ao de uma bola de futebol americano com patas, de pé sobre a folha de papel. Imagine 33 mil desses retângulos numa grade. Agora coloque a grade dentro de paredes sem janelas e um ventilador no teto. Insira nesse cenário sistemas de alimentação (guarnecida com drogas), água, aquecimento e ventilação. Isso é uma fazenda. Estudos científicos sugerem que virtualmente todas as galinhas (mais de 95%) tornam-se infectadas com a bactéria E. coli (indicador de contaminação fecal) e entre 39% e 75% das que chegam ao varejo ainda estão contaminadas.”
Confira o artigo completo | Versão no GoogleDocs | Ver no site da Revista Galileu




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publicado por Maluvfx às 16:29
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