Ética é o conjunto de valores, ou padrões, a partir dos quais uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões. A ética é importante por que respeita os outros e a dignidade humana.

Quinta-feira, 6 de Setembro de 2012
Os poderes psíquicos de Marcelo Mendes!
A febre anti-touradas já há muito que me atingiu, mas nestas recentes semanas os acontecimentos não podem deixar ninguém indiferente à questão. O blog Tourada - Portugal colocou os relatos de Marcelo Mendes à Agência Lusa. Comédia gratuita, acreditem.

Marcelo Mendes é o nome do cavaleiro que anda na ordem do dia. Segundo o próprio, "estava a aquecer os cavalos» e foi «insultado, o que é já normal. Entretanto, começou a corrida e, antes de tourear, fui novamente aquecer os cavalos». Ora, depois de instrumentalizar os cavalos, procedendo ao aquecimento como se se tratassem de carros fórmula 1, Marcelo Mendes foi insultado e agredido pelos manifestantes que se encontravam junto da arena do sangue. Ao que parece, o manifestante disse que o cavaleiro «deveria espetar ferros nas costas da mãe». Até aqui, nada que não seja corrente para um profissional de uma modalidade, sujeito a qualquer tipo de insultos e consideradões menos boas.

No entanto, Marcelo Mendes alega que o manifestante elaborou uma alusão ao cavaleiro que, recentemente, sofreu uma lesão com efeitos irreversíveis, à qual não podia ficar imune. De facto, é suficiente para se alterar emocionalmente. As imagens mostram o cavaleiro Marcelo Mendes a invadir o espaço dos manifestantes, com reais investidas de atropelamento, mas segundo as suas palavras apenas «tentou fixar a cara do tipo e arrancar atrás dele para o agarrar, para quando chegasse a polícia ser identificado». Creio ser difícil perseguir alguém a cavalo e agarrá-lo com sucesso (à velocidade que se vê nas imagens), uma vez que só atropelando o manifestante seria possível imobilizá-lo, a não ser que Marcelo Mendes tivesse poderes psíquicos que segurassem ou travassem o fugitivo. «Nunca tive intenção de magoar ninguém», diz. Declaração que confirma os poderes psíquicos de Marcelo Mendes, pois só com o poder da mente conseguiria imobilizar o manifestante em fuga. A mim faz-me lembrar os episódios de Tom & Jerry. A sério.

O clímax da comédia chega quando, segundo os relatos à Agencia Lusa, Marcelo Mendes «acusa ainda os manifestantes de provocarem danos materiais nas viaturas do seu "staff" e revelou que vai apresentar queixa junto das autoridades competentes, contra os manifestantes».

Marcelo Mendes, que faz parte de um rito social que destrói o património universal, apresentou queixa contra os manifestantes que lutam pelos direitos de animais subjugados e mal-tratados publicamente. Os touros, esses, não têm voz para reivindicar o direito à sua condição natural e ao que lhes pertence. Gostava de poder fazê-lo por eles, pelos touros: as autoridades competentes não teriam espaço para as infinitas queixas.

Ainda há dias comprei uma Smart Pen - uma óptima ferramenta para remover riscos do carro -, que pretendo enviar a Marcelo Mendes e a toda a sua equipa para poderem corrigir os danos materiais das suas viaturas. Mas só faço esse favor ao cavaleiro se reparar todos os danos imateriais que a arte tauromáquica provoca há vários séculos. Tem poderes psíquicos para isso?

Fonte:  Ensaios e Tertúlias


publicado por Maluvfx às 08:20
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Porquê a Abolição das touradas?
Sempre foram contestados, já sabiam que algum dia seriam postos a revisão séria.

Não estamos a brincar ao igualizar a tauromaquia ao mais nojento que se possa conceber, um dejecto social.

Não é para ofender ninguém, mas, se alguém se sentir tocado, toque também na sua consciência, para confirmar se está do lado certo da Razão e da Justiça.

Os toireiros, estão a passar dias complicados, de desespero, de tentativa de rearmar, de blindar, cavar trincheira, reforçar o arame farpado, levar as praças móveis a novos sítios, aonde levam tudo, até o público menos interessado. Essa deturpação, junto com a crise geral, vai ajudar a esvaziar o balão desvairado.

Grave é o que fazem aos cavalos/éguas e aos touros/vacas, naquela horrenda caricatura de humanidade.

Grave, mais grave ainda, é a postura de agressividade e de apelo à reacção violenta contra pessoas, a atitude de ameaça e ataques de cavalaria civil contra demonstrantes (abolicionistas), a que se tem assistido, numa notória atitude territorial, que não tem argumentos com que se defendam os aficionados.

Não foi precisa muita pesquisa para ver quanto os recentes eventos ligados às arenas de massacre, tem acordado a sociedade para um tema a que muita gente não dava atenção. É cena de Portugal? Não, é geral para os 9 ou 10 infelizes países. Apenas no facebook? Não, toda a sociedade destes e outros países está e rever e analisar o que de mau tem andado a perdurar demais em desfavor dos animais, (des)necessariamente contra todos nós. É de hoje, desta temporada, a pior de sempre, a mais envenenada, com mau ambiente, com más areias, salgadas demais.

O que andam a fazer os aficions federados e os troll's da internet, em especial aqui no face-do-livro, é assombroso. Baralhar para dividir, façam-no uns com os outros. Fazem-no com os animais, não deviam. Esquecem-se que está pelo fim dos abusos, veio do mesmo sitio e é família,  aprendemos até onde quisemos, até onde deu para aturar. Por isso muitos dos que estamos pela abolição, estivemos "dentro do mundo", alguns dissemos muitos oléés e outros acharam graça a partes e detalhes. Cada vez são mais os que passaram a intolerantes e de quantos mais detalhes se sabe, mais vontade se tem de ver essa actividade deixada para a História. Grande parte dos que agora passaram de neutros a defensores, que assinam "aficionados p'ra ajudar a não acabar", desses quase ninguém sabe nada do que aquilo (des)trata, nem quanto aos animais envolvidos nem quanto ao resto que a «««tauromaquia»»» traz encanastrado, encrostado, na sociedade.

Nenhuma sociedade tem de aturar isto duma seita vernácula, de tempos de má memória, dos tempos de todas as atrocidades, do tempo das princesas com ranço e desses rituais sanguinários por mais tempo. Basta.

Está em tempo de se resolver este aparente imbróglio. Clamam, os imbecis, por paridade democrática, por contagem de armar e potência numérica, reclamam por liberdade de transtorno mental, numa fixação por vingar a sua triste vida em "festas de toiros". E fazem por esquecer tudo o resto, principalmente os animais que incomodam com essa bizarria.

Agora que entramos numa fase de queixas e processos judiciais, em parte argumentados pelo que se passa na internet, particularmente neste programa serviço internacional, faz parte dos factores de prova.
Foi dado mais um passo em frente, num grande processo que vai levar ao armistício nesta quezília, que tem apenas uma solução - ABOLIÇÃO.

Fonte:  Pró-Touro e Pró-Cavalo


publicado por Maluvfx às 03:50
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Quarta-feira, 5 de Setembro de 2012
Sobre as touradas
Lamento se sou alguém que, apesar de humano e de não poder ter acesso a uma visão do mundo pelos olhos e mente de um animal irracional, não me coaduno com o antropocentrismo. Lamento se respeito os animais irracionais e penso que merecem o mesmo respeito que qualquer ser humano. Lamento se acho completamente desnecessário maltratar animais, com fins de entretenimento, e sob o estandarte da tradição, o que não contribui em nada para o engrandecimento do ser humano psicológica ou intelectualmente. Lamento se respeito mais as ideias de quem passa anos a fio a estudar e a dedicar-se o mais objectivamente possível à busca da verdade, respeitando uma miríade de princípios que deram muito trabalho a definir, um trabalho se séculos, se não milénios, ao invés de acolher passivamente as ideias formuladas por pessoas que já pouco ou nada vêem que não a necessidade cega de perpetuar uma actividade, apenas porque é tradição ou porque é uma ocupação "familiar". Lamento que não queira ouvir falácias, vindas de pessoas que tanto arrogam verdade, mas que se deixam quedar intelectualmente no limbo das disposições familiares e tradicionais, que tão facilmente nublam o discernimento e a razão pura.
Lamento tudo isso, mas ainda não conseguiram dizer nada que me parecesse minimamente plausível, para fazer com que eu acolhesse uma mudança de ideologia.
Mas, acima de tudo, lamento viver num país que, além de todos os erros que perpetua, se permite condescender com este tipo de selvajaria arcaica.

por  Ricardo Lopes


publicado por Maluvfx às 07:31
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Terça-feira, 4 de Setembro de 2012
Eis um "case study"!
Note-se o que acontece quando se troca cultura por tortura:



Vale a pena ouvir esta curta entrevista do valente cavaleiro que investiu contra cidadãos pacíficos, para avaliar o que vai na cabeça destas pessoas:
"Eu penso que é uma tradição secular, temos de mantê-la, há várias,… nós… eu penso que é um pouco o intuito do povo português perder aquilo que é nosso… imitarmos os outros, e enquanto que devia ser ao contrário… e eu creio que… não podemos deixar nós, eu e outras pessoas como eu, que estão directamente ligadas à festa, que isso aconteça.
Mas por vezes as pessoas argumentam que os touros sofrem… quer dizer… não sei se os touros sofrem,… o que é um facto é que os touros começam a ser lidados e nós cravámos dois, três ferros compridos e os touros investem sempre sobre o castigo.

Portanto, se um touro… se nós dermos um pontapé a um cão, o cão a seguir vai fugir e não vai voltar a levar outro, não é? Portanto, está provado, que o castigo que os touros sofrem, não… quer dizer, sofrem… ou que os touros estão sujeitos, não os faz sofrer, assim tanto como as pessoas pensam apesar de ver o sangue a correr… eu creio que é isto… que é que eu posso acrescentar mais?

Eu acho, na minha opinião isto acaba por ser o essencial…"

Cavaleiro Marcelo Mendes(*)


Brilhante!
(*)
Tauricida!
Torcionário!
Lixo humano com alta toxicidade mental, amorfo, contaminador social!!!


"O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa
daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que
observam e deixam o mal acontecer."

Albert Einstein


publicado por Maluvfx às 08:12
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Sábado, 1 de Setembro de 2012
E ninguém gosta mais dos touros que os aficonados.. olha se não gostassem!
 O Estoque: Um instrumento de tortura proibido nas touradas à portuguesa, mas que se pode utilizar e se utiliza, tal como aconteceu hoje, em Barrancos - Portugal (?) 

O estoque/espada é um instrumento que incorpora uma lâmina pontiaguda de 80 cm. A sua função é cortar a veia cava caudal e a aorta posterior, localizadas na cavidade torácica, mas, de acordo com um estudo realizado em Espanha, ela não é devidamente cumprida em cerca de 80% das ocorrências.

Na maior parte dos casos, o que sucede é serem danificados nervos que comprometem o sistema músculo-esquelético da caixa torácica, o que, associado a grandes lesões do pulmão, provoca uma dramática dificuldade respiratória. Nestes casos, o sangue passa do pulmão para os brônquios e partir daí chega à traqueia e sai pela boca e pelo nariz.

Acontece ainda, com alguma frequência, a espada tocar a parte externa dos pulmões e o bovino engolir o seu próprio sangue; e chega a acontecer a lâmina entrar no fígado e/ou no estômago do animal!

A estocada que esta foto documenta foi efectuada há uns anos por um aprendiz de matador, em Barrancos, e não foi bem sucedida. A vítima acabou por ser abatida, sob aplausos, com uma dezena de punhaladas na cabeça, por via da “puntilla” - um outro instrumento de tortura.

Fonte:  Marinhenses Anti-touradas


publicado por Maluvfx às 14:05
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Pró Quê???...



"A grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo que seus animais são tratados."
Mahatma Gandhi


publicado por Maluvfx às 12:41
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Quarta-feira, 22 de Agosto de 2012
Vacadas e Garraiadas
Na tauromaquia são várias as modalidades de abuso de bovinos, tanto em âmbitos privados, como em espectáculos organizados para diversão, desde touradas até garraiadas, vacadas, etc. Para quem não saiba do que se trata, pode informar-se visionando vídeos no youtube. 
Sofrimento começa na captura e possível preparação do bovino para o espectáculo com acções, intervenções para enfraquecer o animal. Prossegue no transporte causador de pânico, claustrofobia, desgaste, até chegar à arena. O sofrimento prossegue aqui com susto, provocação por muita gente, ludíbrio por muita gente, violência física por muita gente, esgotamento anímico e físico, ferimentos (por vezes morte). Prossegue depois com mais violência na recolha, no transporte, etc.
Em algumas intituladas garraiadas, acontece o cravar de bandarilhas, farpas.

É fundamental argumentar científica, ética, cultural, socialmente ou seja, civilizadamente, para justificar o ponto de vista dos respeitadores dos animais e opositores da tauromaquia e, assim, contribuir para diminuir o sofrimento provocado pelo Homem sobre os animais não humanos.
É muito fácil rebater os argumentos do lobby tauromáquico, que para branquear o espectáculo cruel, faz uso de afirmações fantasiosas e não respeita o senso comum, a ciência e a ética.
Plantas são seres sem sistema nervoso, não sensientes e sem consciência.
Animais são seres dotados de sistema nervoso mais ou menos desenvolvido, que lhes permitem sentir e tomar consciência do que se passa em seu redor e do que é perigoso e agressivo e doloroso. Este facto leva-os a utilizar mecanismos de defesa.
Portanto, medo e dor são essenciais e condição de sobrevivência.
A ciência revela que a constituição anatómica, a fisiologia e a neurologia do touro, do cavalo e do homem e de outros mamíferos são extremamente semelhantes.
As reacções destas espécies são análogas perante a ameaça, o susto, o ferimento.
Eles são tanto ou mais sensíveis do que nós ao medo, ao susto, ao prazer e à dor.
Descobertas recentes confirmam que animais, muito para além de mamíferos, aves , polvos, são seres inteligentes e conscientes.
O senso comum apreende isto e a ciência confirma.
É, portanto, nosso dever ético não lhes causar sofrimento desnecessário.
"A compaixão universal é o fundamento da ética" - um belo pensamento do filósofo alemão Arthur Schopenhauer.
Na tourada, o homem faz espectáculo e demonstração da sua "superioridade" provocando, fintando, ferindo com panóplia de ferros que cortam, cravam, atravessam, esgotam, por vezes matam o touro, em suma lhe provocam enorme e prolongado sofrimento, para gozo de uma assistência que se diverte com o sofrimento de um animal, aberração designada por arte, desporto, espectáculo, tradição.

Mas nesta “arte” não são somente touros e cavalos que sofrem.
São muitas as pessoas conscientes e compassivas, que por esta prática de violência e de crueldade se sentem extremamente preocupadas e indignadas e sofrem solidariamente e a consideram anti educativa, fonte de enorme vergonha para o país, atentório de reputação internacional, obstáculo dissuasor do turismo de pessoas conscientes, que se negam a visitar um país onde tais práticas, que consideram "bárbaras", acontecem!
Muitos turistas aparecem nestes espectáculos por engano e por curiosidade.
De lá saem impressionados e pensando muito negativamente sobre estes costumes sustentados por gentes portuguesas, neste nosso permissivo país.
Vacadas e garraiadas contribuem para habituar e viciar crianças e adultos ao abuso cruel exercido sobre animais, o que pode espevitar o gosto por mais violência do género e tornar-se moda. Portanto, não devem sequer realizar-se onde não são novidade e, muito menos, em sítios onde não existe tradição, como é o caso de Estoi, freguesia de Faro, na sua Feira do Cavalo.
A utilização de animais juvenis submetidos à violência de multidões, não pode ser branqueado e bagatelizado como “espectáculo que não tem sangue e é só para as crianças se divertirem". Mesmo que não tenha sangue, é responsável por muito sofrimento dos animais e contribui para a insensibilização de pessoas, principalmente de crianças, e para o gosto pela cruel tauromaquia. É indissociável de futilidade, sadismo, covardia.
Provavelmente, até serve a estratégia dos tauromáquicos visando a manutenção e a expansão da tauromaquia.

Vasco Reis,
médico veterinário
Aljezur
21.08.2012




publicado por Maluvfx às 07:14
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Domingo, 19 de Agosto de 2012
Vampiros e outros seres hematófagos


As pulgas gostam de sangue.
As melgas gostam de sangue.
Os piolhos gostam de sangue.
As carraças gostam de sangue.
As sangessugas gostam de sangue.
Os aficionados gostam de sangue.

Fonte:  FARPAS E CORNADAS




publicado por Maluvfx às 20:56
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Sexta-feira, 17 de Agosto de 2012
Viana do Castelo, a polémica

A CM pode decidir internamente que não permitem touradas no seu concelho.
Se decidirem fazer uma tourada em casa ou assim, a câmara não pode fazer nada porque é uma actividade legal, mas a Câmara pode decidir que não quer em espaços/terrenos públicos, nem permitir publicidade nem nada.
Basta a Câmara querer e PODE RECUSAR o licenciamente com pressupostos de que não quer determinada actividade no concelho porque acha que não favorece a imagem da autarquia, ou vai contra o respeito pelos direitos dos animais; a defesa dos direitos dos animais, não é compatível com a realização de espectáculos de tortura, que provocam sofrimento injustificado.

Indeferimento da tourada em Viana do Castelo


Câmara não autoriza tourada mas promotores mantêm espetáculo
Viana do Castelo é município «antitouradas» e indeferiu pedido. Organização garante que haverá corrida de touros a 19 de agosto

A Câmara de Viana do Castelo indeferiu o pedido de organização de uma tourada naquela cidade, que aboliu este tipo de espetáculo, alegando não existirem condições, mas os promotores mantém a intenção de a realizar.

A tourada está prevista para 19 de agosto e na base da decisão do município, além da proibição decretada em 2009 à realização deste tipo de espetáculos, esteve ainda a «falta de condições», do ponto de vista do ordenamento do território, relativamente ao local escolhido pelos promotores.

«Não reunia condições porque é um terreno que está em Rede Natura, Reserva Ecológica Nacional e Reserva Agrícola Nacional. Indeferimos o pedido e já informámos as autoridades dessa decisão», explicou à agência Lusa o presidente da autarquia, José Maria Costa, nesta quarta-feira.

O pedido apresentado à câmara solicitava a instalação, em terrenos da freguesia de Areosa, Viana do Castelo, de uma arena amovível, sendo o evento organizado pela federação «Pró-Toiro», que reúne várias associações e representantes da atividade tauromáquica em Portugal.

Recorde-se que o executivo camarário, liderado ainda por Defensor Moura, aprovou a 27 de fevereiro de 2009 a proibição de realização de touradas em Viana do Castelo, transformando o município em «antitouradas», em defesa dos direitos dos animais e alegando não existir «qualquer tradição» tauromáquica no concelho.

Contactado pela Lusa, Diogo Costa Gomes, presidente da comissão executiva da «Pró-toiros», admitiu que já esperava esta decisão.

«Temos tido várias reuniões com a Câmara e desde a primeira hora que nos disseram que a festa não ia acontecer. Mas é uma decisão ilegal, que vamos contestar de todas as formas possíveis, porque a vontade do município não se pode sobrepor à Lei da Nação», apontou.

Face à declaração «antitouradas» e à aquisição da Praça de Touros pelo município, por 5.127 euros, também em 2009, há três anos que não se realizam espetáculos tauromáquicos no concelho.

«O que se passa em Viana do Castelo é uma censura e um fascismo cultural. A tauromaquia é um espetáculo legal, que está definido na Lei como um espetáculo Cultural e que não pode estar dependente da vontade de presidentes de Câmara», argumentou o dirigente da «Pró-Toiros».

Apesar deste indeferimento, Diogo Costa Gomes garante que haverá corrida de touros, a qual já tem o cartaz definido mas que «para já fica em segredo».

«Se Portugal for um Estado de Direito, no dia 19 de agosto haverá corrida. Se for um regime em que uma câmara pode impor uma ditadura cultural, aí sim, não teremos festa», rematou.

Câmara de Viana indeferiu pedido para realização de tourada mas promotores mantêm espetáculo


Câmara de Viana indeferiu pedido para realização de tourada mas promotores mantêm espetáculo


Tourada da polémica em Viana do Castelo
Federação PróToiro considera que o que se passa na cidade "é uma censura e um fascismo cultural".

A Câmara de Viana do Castelo indeferiu o pedido de organização de uma tourada na cidade, alegando não existirem condições. Apesar da decisão da autarquia, os promotores mantêm a intenção de realizar o evento.

A tourada está prevista para 19 de Agosto e na base da decisão do município, além da proibição decretada em 2009 à realização deste tipo de espectáculos, esteve ainda a "falta de condições" do ponto de vista do ordenamento do território.

"Não reunia condições, porque é um terreno que está em rede natura, reserva ecológica nacional e reserva agrícola nacional. Indeferimos o pedido e já informámos as autoridades dessa decisão", explicou o presidente da autarquia, José Maria Costa.

O pedido apresentado à Câmara solicitava a instalação, em terrenos da freguesia de Areosa, Viana do Castelo, de uma arena amovível, sendo o evento organizado pela Federação PróToiro, que reúne várias associações e representantes da actividade tauromáquica em Portugal.

O executivo camarário, na altura liderado por Defensor Moura, aprovou a 27 de Fevereiro de 2009 a proibição de realização de touradas em Viana do Castelo, transformando o município em "anti-touradas", em defesa dos direitos dos animais e alegando não existir "qualquer tradição" tauromáquica no concelho.

Face à declaração "anti-touradas" e à aquisição da Praça de Touros pelo município, por 5.127 euros, também em 2009, há três anos que não se realizam espectáculos tauromáquicos no concelho.

"O que se passa em Viana do Castelo é uma censura e um fascismo cultural. A tauromaquia é um espectáculo legal, que está definido na lei como um espectáculo cultural e que não pode estar dependente da vontade de presidentes de Câmara", argumenta a Federação PróToiro.

Tribunal Administrativo contraria decisão de Viana do Castelo que impedia realização de tourada

Vai mesmo haver tourada em Areosa, Viana do Castelo, o Tribunal Administrativo de Braga autorizou a montagem de uma praça de touros, amovível, naquela localidade, para uma corrida agendada para dia 19. Esse pedido tinha sido recusado pela Câmara, na passada terça-feira, mas a Prótoiro - Federação Portuguesa das Associações Taurinas interpôs uma providência cautelar. A autarquia, que aboliu as corridas de touros em 2009, indeferiu o pedido da Prótoiro, alegando falta de condições, do ponto de vista do ordenamento do território e do local escolhido pelos promotores do espetáculo, já que o terreno "está em Rede Natura, Reserva Ecológica Nacional e Reserva Agrícola Nacional". Mas o Tribunal Administrativo de Braga entendeu que estaria em perigo o exercício de um direito cultural, pelo que autorizou a instalação da praça de touros.

Tribunal autoriza montagem de praça de touros em Viana do Castelo recusada pela autarquia
O Tribunal Administrativo de Braga autorizou a montagem de uma praça de touros em Areosa, no concelho de Viana do Castelo. A decisão vai contra a posição da Câmara Municipal de Viana, que recusou o pedido inicial da Federação Portuguesa das Associações Taurinas.
Face a esta recusa da Câmara, foi interposta uma providência cautelar e agora o tribunal deu luz à instalação da praça para a corrida, que se realiza no próximo dia 19.

O tribunal de Braga entendeu que estaria em perigo o exercício de um direito cultural.

Já a Câmara Municipal alega que há falta de condições para a realização do espectáculo e que o terreno escolhido faz parte de uma reserva natural.

A tourada foi abolida em Viana do Castelo em 2009 e desde aí que não se realizam espetáculos tauromáquicos no concelho.



Tribunal autoriza montagem de praça de touros em Viana do Castelo

O Tribunal Administrativo de Braga autorizou nesta sexta-feira a montagem de uma praça de touros, amovível, em Areosa, concelho de Viana do Castelo, para uma corrida a realizar a 19 de Agosto, após a recusa do município.

A Prótoiro - Federação Portuguesa das Associações Taurinas interpôs uma providência cautelar, depois de, na terça-feira, a Câmara Municipal de Viana do Castelo ter recusado um pedido de instalação da praça de touros em terrenos municipais, em Areosa.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da comissão executiva da Prótoiro, Diogo Costa Monteiro, disse que o tribunal “entendeu que estaria em perigo o exercício de um direito cultural”, pelo que “autorizou a instalação da praça”.

A realização da corrida, adiantou, já tinha sido autorizada na semana passada pela Inspecção-geral das Actividades Culturais.

A Lusa procurou, sem sucesso até ao momento, confrontar o presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, com a deliberação que, para a Federação Portuguesa das Associações Taurinas, “vem pôr termo à prepotência e à ilegalidade das decisões camarárias no que às touradas diz respeito”.

A Câmara de Viana do Castelo, que aboliu as corridas de touros em 2009, indeferiu o pedido da Prótoiro, alegando falta de condições, do ponto de vista do ordenamento do território, do local escolhido pelos promotores do espectáculo, já que o terreno “está em Rede Natura 2000, Reserva Ecológica Nacional e Reserva Agrícola Nacional”.

Face à declaração “antitouradas”, em defesa dos direitos dos animais, e à compra da antiga Praça de Touros de Viana do Castelo pelo município, também em 2009, não se realizam espectáculos tauromáquicos no concelho há três anos.

A Câmara de Viana do Castelo aboliu as corridas de touros em 2009



Tribunal autoriza tourada em Viana

Câmara considera-se «antitouradas» e não tinha permitido realização do espetáculo (vídeo)


Tribunal autoriza tourada em Viana contra câmara
Município considera-se «antitouradas» mas corrida está marcada para 19 de agosto, na Areosa
O Tribunal Administrativo de Braga autorizou a montagem de uma praça de touros, amovível, em Areosa, concelho de Viana do Castelo, para uma corrida a realizar a 19 de agosto, após a recusa do município, anunciou a Prótoiro.

A Prótoiro - Federação Portuguesa das Associações Taurinas interpôs uma providência cautelar, depois de, na terça-feira, a Câmara Municipal de Viana do Castelo ter recusado um pedido de instalação da praça de touros em terrenos municipais.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da comissão executiva da Prótoiro, Diogo Costa Monteiro, disse que o tribunal «entendeu que estaria em perigo o exercício de um direito cultural», pelo que «autorizou a instalação da praça».

A realização da corrida, adiantou, já tinha sido autorizada na semana passada pela Inspeção-Geral das Atividades Culturais.

Para a Federação Portuguesa das Associações Taurinas, esta deliberação «vem pôr termo à prepotência e à ilegalidade das decisões camarárias no que às touradas diz respeito».

A Câmara de Viana do Castelo, que aboliu as corridas de touros em 2009, indeferiu o pedido da Prótoiro, alegando falta de condições, do ponto de vista do ordenamento do território, do local escolhido pelos promotores do espetáculo, já que o terreno «está em Rede Natura, Reserva Ecológica Nacional e Reserva Agrícola Nacional».

Face à declaração «antitouradas», em defesa dos direitos dos animais, e à compra da antiga Praça de Touros de Viana do Castelo pelo município, também em 2009, não se realizam espetáculos tauromáquicos no concelho há três anos.

O autarca de Viana do Castelo garante, agora, que vai «agir em conformidade», mas ainda desconhece qualquer decisão judicial autorizando a instalação de uma arena amovível para a realização da corrida de touros na cidade.

«Até ao momento não recebemos qualquer decisão nesse sentido. Na segunda-feira vamos fazer um ponto de situação e agir em conformidade», disse à agência Lusa o autarca José Maria Costa, neste sábado.


Autarca desconhece decisão judicial que autoriza arena
O autarca de Viana do Castelo garante que vai "agir em conformidade", mas ainda desconhece qualquer decisão judicial autorizando a instalação de uma arena amovível para a realização de uma corrida de touros na cidade.
"Até ao momento não recebemos qualquer decisão nesse sentido. Na segunda-feira vamos fazer um ponto de situação e agir em conformidade", disse à agência Lusa o autarca José Maria Costa.
JN

Autarca desconhece decisão judicial que autoriza arena
CM


Tribunal Administrativo contraria decisão de Viana do Castelo que impedia realização de tourada
11 Ago, 2012,



Tribunal contraria decisão da autarquia de Viana do Castelo que impedia a realização de tourada
12 Ago, 2012



Associação vai recorrer da decisão que aboliu touradas em Viana do Castelo
Polémica começou quando Defensor de Moura era o presidente da autarquia. O executivo camarário aprovou, a 27 de Fevereiro de 2009, a proibição de realização de touradas em Viana do Castelo.
Depois de os tribunais terem permitido a realização de uma tourada em Viana do Castelo, marcada para 19 de Agosto, a associação PróToiro vai novamente recorrer à Justiça. "É uma vitória, mas ainda não chega", diz Diogo Monteiro.

O presidente da associação PróToiro garante que, logo depois da corrida de touros de dia 19, vai avançar com uma acção em tribunal para tentar anular a deliberação camarária que, em 2009, aboliu as touradas na cidade.

"A Câmara não autorizou pura e simplesmente por birra pessoal. É muito simples. O antigo presidente da Câmara acordou um dia e disse 'como não gosto de touradas, não se vão fazer touradas'”, critica Diogo Monteiro.

O presidente da associação PróToiro argumenta que "o actual presidente [José Maria Costa], como, infelizmente, teve de votar a favor, porque fazia parte da vereação do anterior presidente, tem agora um problema político em mão, porque não podia voltar com a palavra atrás".

Mas, defende Diogo Monteiro, "reconhecer o erro não é sinal de fraqueza - é sinal de inteligência". "Como ele não o quis fazer, o tribunal fez por ele."

O presidente da autarquia de Viana do Castelo, José Maria da Costa, remete a sua posição para uma conferência de imprensa, a realizar durante esta segunda-feira.

A polémica começou quando Defensor de Moura era o presidente da autarquia. O executivo camarário aprovou, a 27 de Fevereiro de 2009, a proibição de realização de touradas em Viana do Castelo, transformando o município em "anti-touradas", "em defesa dos direitos dos animais" e alegando não existir "qualquer tradição" tauromáquica no concelho.

Face à declaração "anti-touradas" e à aquisição da Praça de Touros pelo município, por 5.127 euros, também em 2009, há três anos que não se realizam espectáculos tauromáquicos no concelho.


Actualização relativamente a Viana do Castelo:
Caras/os apoiantes da ANIMAL, a informação que vos podemos adiantar para já é de que a ANIMAL está, em conjunto com o executivo camarário, a tentar reverter o actual cenário. Por favor continuem a enviar as vossas mensagens de apoio ao Presidente da Câmara. Logo que possamos publicar mais alguma notícia fá-lo-emos. Até lá, por favor confiem que estamos a fazer o melhor que podemos e sabemos.


E por favor divulguem esta informação. Acreditamos que, nesta situação em particular, está contra-indicada qualquer manifestação de rua.

A CM de Viana do Castelo enviou hoje "o recurso" à decisão judicial e temos muito boas razões para acreditar que há fundamentação para que "os animais vençam"! O departamento jurídico da CMVC fez o melhor trabalho possível, creiam. Entretanto, o Presidente da Câmara deu hoje uma conferência de imprensa a este respeito, onde também participaram membros de uma recém-criada Plataforma contra as touradas.

Para já, o que vos pedimos é que escrevam à imprensa demonstrando apoio à Câmara de Viana e o desejo de que aquela se mantenha "Cidade Anti-Touradas".

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Com Cc para: campanhas@animal.org.pt

(Por favor não estranhem que alguns e-mails voltem para trás; por vezes acontece com e-mails dos media)

Depois de ter sido dado provimento à providência cautelar interposta pela Federação "Protoiro" relativamente à tourada prevista para acontecer em Viana do Castelo, a ANIMAL soube que a Câmara Municipal está hoje a decidir o que fazer quanto a este assunto. É muito importante que, neste momento, nos juntemos para dar força ao executivo municipal de Viana, nomeadamente ao Presidente. Por favor tire um pouco do seu tempo e escreva para cmviana@cm-viana-castelo.pt pedindo ao Presidente que pondere recorrer da decisão judicial. Estamos com Viana!

https://www.facebook.com/ONGANIMAL/



Câmara de Viana garante que "não haverá tourada" a 19 de agosto por violação do PDM



Viana do Castelo, 13 ago (Lusa) - A câmara de Viana do Castelo deduziu hoje oposição à decisão do tribunal que autoriza a instalação de uma arena amovível para a realização de uma tourada na cidade, alegando violação do Plano Diretor Municipal (PDM).


Câmara de Viana garante que "não haverá tourada" por violação do PDM
A câmara de Viana do Castelo deduziu hoje oposição à decisão do tribunal que autoriza a instalação de uma arena amovível para a realização de uma tourada na cidade, alegando violação do Plano Diretor Municipal (PDM).
Em conferência de imprensa, o presidente da autarquia, José Maria Costa, afirmou estar "seguro de que não haverá tourada" a 19 de agosto, em Viana do Castelo, apesar da suspensão do indeferimento da autarquia à instalação da arena, pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga (TAFB).

"Estranhamente, o Tribunal, antes da decisão, não ouviu a Câmara Municipal, por entender ser de extrema urgência este assunto", apontou, acrescentando: "A realização desta corrida de touros, a acontecer, seria ilegal porque não há condições".

Segundo a oposição deduzida hoje mesmo pelo município, com regime de urgência, a instalação do recinto no local previsto, uma zona de emparcelamento agrícola junto à costa, configura um "desrespeito pelo ambiente e pelo ordenamento do território" e por isso foi indeferido a 02 de agosto.

Os terrenos em causa, na freguesia de Areosa, cidade de Viana do Castelo, estão classificados como Reserva Agrícola Nacional (RAN) e Reserva Ecológica Nacional (REN) e como tal não podem receber qualquer instalação do género, à luz do PDM, aprovado em 2008.

"Em Portugal vemos autarcas a perderem mandatos porque violam o PDM, nós tentamos cumpri-lo e surgem destas decisões. No entanto, estou convicto que o Tribunal vai perceber estes argumentos porque ainda estamos num Estado de Direito", disse José Maria Costa.

Além disso, acrescentou, para a realização desta tourada naquele local "teriam de ser ouvidas previamente" entidades como a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, a Administração da Região Hidrográfica do Norte e o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade, o que não aconteceu.

Para além das questões legais, José Maria Costa mantém a declaração, aprovada em fevereiro de 2009 pelo executivo municipal, apenas com os votos favoráveis do PS, assumindo a cidade "antitouradas", em defesa dos direitos dos animais.

"Estamos perante manobras de diversão de algumas pessoas que ainda não perceberam que estamos no século 21 e que a sociedade, felizmente, libertou-se de algumas algemas de tradições do passado", sublinhou.

A decisão do TAFB foi tomada esta sexta-feira, após recurso, através de uma providência cautelar, apresentado pela organização desta tourada, a cargo da "Prótoiro" - Federação Portuguesa das Atividades Taurinas.

Na aceitação da suspensão da eficácia do indeferimento municipal, o TAFB levou em conta o "eventual obstáculo à Cultura, pois a tauromaquia goste-se ou não é uma manifestação cultural, como o teatro, a música e o circo", lê-se no despacho a que agência Lusa teve hoje acesso.

Além disso, na base da rápida decisão do tribunal, sobre a aceitação da providência cautelar, esteve o facto de a mesma "tutelar direitos, liberdades e garantias" e a necessidade da organização começar a instalar a arena amovível, com capacidade para 3.300 pessoas, seis dias antes do evento.

Entretanto, a autarquia, que revelou ter recebido nas últimas horas "centenas de mensagens de apoio", foi ainda confrontada, hoje, com a visita da direção da Plataforma para a Abolição das Corridas de Touros.

"Quero acreditar que o Tribunal vai recuar e que não haverá tourada em Viana do Castelo. Aliás, não ponho sequer a possibilidade de ela vir a acontecer", apontou Sérgio Caetano, dirigente daquela plataforma, que congrega meia centena de associações "antitouradas"

Acrescenta que a realização de touradas em Portugal "assenta numa exceção à Lei" que "não permite que os animais sejam maltratados", pelo que não admite que o mesmo aconteça com o ambiente.

"Não acredito que para a realização desta tourada, naquele local, se violem as normas ambientais e de ordenamento do território", disse ainda, demonstrando "total solidariedade" com o município de Viana do Castelo.


http://www.correiodominho.com/noticias.php?id=63532

http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2012/08/11/tribunal-autoriza-montagem-de-praca-de-touros-em-viana-do-castelo-recusada-pela-autarquia

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/corrida-de-touros-polemica-em-viana-do-castelo

http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/tourada-protoiro-viana-do-castelo-arena-tvi24/1367869-4071.html

http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2012/08/13/camara-de-viana-garante-que-nao-havera-tourada-por-violacao-do-pdm

http://visao.sapo.pt/tauromaquia-camara-de-viana-garante-que-nao-havera-tourada-a-19-de-agosto-por-violacao-do-pdm=f680984



Carta enviada por Paulo Borges - Presidente da Direcção Nacional do Partido pelos Animais e pela Natureza (PAN)
Lisboa, 14 de Agosto de 2012

Exmo Sr. Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo

Engº José Maria Costa

Em meu nome e enquanto presidente da Direcção Nacional do Partido pelos Animais e pela Natureza (PAN), venho manifestar o meu total apoio à sua firmeza na manutenção da decisão de não autorizar a realização de uma tourada, no dia 19, no município de Viana do Castelo, pelas razões legais apresentadas e por fidelidade à decisão do seu antecessor, o Dr. Defensor Moura, de declarar Viana do Castelo a primeira cidade livre de touradas e de espectáculos que impliquem sofrimento dos animais.

A recente tentativa da indústria tauromáquica estender estes espectáculos a regiões estranhas à sua tradição resulta do seu declínio nas regiões originalmente mais aficionadas e é a contra-ofensiva desesperada de uma minoria de lobbies que vêem esta actividade imoral cada vez mais abandonada e contestada pela população e apenas sobrevivente graças aos balões de oxigénio de uma iníqua canalização de dinheiros públicos para a sua promoção.

A luta contra a tauromaquia é transversal a orientações ideológicas e partidárias e congrega hoje todos aqueles que desejam construir uma sociedade livre de violência contra os mais fracos, sejam homens ou animais.O que está em causa é o progresso ético e civilizacional de Portugal.

Por todos estes motivos, reitero o meu inequívoco apoio à sua decisão e à firmeza de a manter e apelo às autoridades judiciais e aos poderes públicos para que não se deixem pressionar por manobras dos sectores que agem apenas por apego aos costumes mais retrógrados e cruéis da nossa vida colectiva e aos lucros e protagonismo social daí provenientes. Pelos mesmos motivos apelo também a que o apoiem as demais forças políticas, bem como todas as instituições que se assumem ao serviço da evolução ética, social e cultural.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Borges

Presidente da Direcção Nacional do Partido pelos Animais e pela Natureza (PAN)



Carta Aberta da Plataforma pela Abolição das Corridas de Touros
PLATAFORMA PELA ABOLIÇÃO DAS CORRIDAS DE TOUROS | PORTUGAL
Lisboa, 13 de Agosto de 2012


Ex.mo Sr. Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo

Engº José Maria Costa

A Plataforma para a Abolição das Corridas de Touros, que congrega já cerca de meia centena de associações nacionais, surgiu em 2012 na sequência da iniciativa do Governo “O Meu Movimento”, realizada com o objectivo de eleger a causa mais popular em Portugal, onde a abolição das touradas foi claramente a causa mais votada pelos cidadãos portugueses.

Tendo tomado conhecimento da intenção de se realizar uma tourada no município de Viana do Castelo, onde não existe actualmente qualquer tradição tauromáquica, vimos por este meio manifestar o nosso apoio à posição tomada por essa edilidade municipal, porquanto representa uma vontade social inequívoca que defende uma evolução natural da sociedade portuguesa, abolindo estes espectáculos, à semelhança do que, aliás já sucedeu noutros municípios.

O reconhecimento por parte dos municípios portugueses do princípio de não-violência e existência livre de sofrimento injustificado dos animais neste tipo de espectáculos, revela-se fundamental para a consagração do novo paradigma civilizacional de uma sociedade mais ética e justa em respeito pelos direitos dos animais e do meio ambiente.

Os acontecimentos recentes, levam-nos às palavras do Historiador Paulo Varela Gomes "Que será preciso para acabar com a tradição da tourada? Que sobressalto do coração será necessário para despertar em nós a piedade pelos animais?", pelo que apelamos a Vª Exª que mantenha a centelha de Viana do Castelo acesa no baluarte da causa animal, contando com o apoio da Plataforma para a Abolição das Corridas de Touros, e o dos milhares de cidadãos que integram as associações que representamos.


Com os melhores cumprimentos,

Sérgio Caetano

Coordenador da Plataforma para a Abolição das Corridas de Touros



Autarquia de Viana do Castelo garante que não haverá tourada dia 19


CDS-PP quer referendar touradas em Viana do Castelo



Oposição à tourada em Viana soma meio milhar de mensagens de apoio em dois dias

A Câmara de Viana do Castelo recebeu, desde segunda-feira, mais de meio milhar de mensagens de apoio, de vários países, à oposição que está a fazer à realização de uma corrida de touros na cidade.

Segundo avançou hoje à agência Lusa fonte da autarquia, estas mensagens estão a chegar sobretudo por correio electrónico e, além de Portugal, são provenientes também de Espanha - inclusive da região da Catalunha -, México, Argentina, Costa Rica, Peru, Colômbia e Brasil.

A mesma fonte sublinhou mensagens de apoio recebidas do Movimento Internacional Anti-touradas e da direcção da Fundação Franz Weber, alemã e uma das mais activas na defesa dos direitos dos animais.

Em causa está a realização, neste domingo, de uma corrida de touros em Viana do Castelo, município que em 2009 adquiriu a Praça de Touros da cidade e que aprovou, no Executivo, uma declaração assumindo-se como “anti-touradas” e em defesa dos direitos dos animais.

A organização pertence à “Prótoiros”, federação que reúne as várias associações do sector tauromáquico em Portugal e que anunciou pretender “acabar com o regime de censura cultural” que diz existir no concelho há mais de três anos.

Entretanto, a Câmara deduziu esta semana oposição à decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga (TAFB), que autorizou a instalação da arena, alegando violação do Plano Director Municipal (PDM) se isso se concretizar.

O presidente da autarquia, José Maria Costa, afirma estar “seguro que não haverá tourada” em Viana do Castelo, apesar da suspensão do indeferimento da autarquia à instalação da arena, pelo TAFB, depois de uma providência cautelar interposta pela “Prótoiro”.

Segundo a oposição deduzida pelo município com regime de urgência, a instalação do recinto no local previsto, uma zona de emparcelamento agrícola junto à costa, configura um “desrespeito pelo ambiente e pelo ordenamento do território” e por isso o pedido foi indeferido a 2 de Agosto.

Os terrenos em causa, na freguesia de Areosa, cidade de Viana do Castelo, estão classificados como Reserva Agrícola Nacional (RAN) e Reserva Ecológica Nacional (REN) e como tal não podem receber qualquer instalação do género, à luz do PDM, aprovado em 2008.

Segundo a direcção da “Prótoiro”, a decisão do tribunal, de permitir a instalação da arena - o evento em si já está licenciado pela Inspecção-geral das Actividades Culturais e Sociedade Portuguesa de Autores -, foi tomada “já com conhecimento” dos motivos invocados pelo município para o indeferimento.

Além das questões legais, José Maria Costa mantém a declaração, aprovada em Fevereiro de 2009, apenas com os votos favoráveis do PS, assumindo a cidade “anti-touradas”.

São manobras de diversão. Infelizmente ainda não perceberam que não são bem-vindos a Viana do Castelo”, atirou ainda o autarca.


Mau tempo adia instalação de arena amovível em Viana
A instalação de uma arena amovível, em Viana do Castelo, para a corrida de touros do próximo domingo foi adiada para quarta-feira devido ao mau tempo que tem afectado o Alto Minho nas últimas horas.

“Esta arena foi montada para uma corrida de touros, curiosamente, em Ponte de Lima. Mas, devido à forte chuva que tem caído, tivemos de atrasar um dia o processo de desmontagem e transferência para Viana do Castelo, por questões logísticas”, explicou hoje à agência Lusa o presidente da Comissão Executiva da “Prótoiro”.

Segundo Diogo Costa Monteiro, esta arena, com capacidade máxima para 3.300 pessoas, já assegurou, em 2012, cerca de 20 corridas de touros, essencialmente em cidades do norte do país, e a sua transferência para Viana do Castelo está agora agendada para quarta-feira de manhã.

Recorde-se que a Câmara de Viana do Castelo já deduziu oposição à decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga (TAFB) que autoriza a instalação da arena, alegando violação do Plano Director Municipal (PDM).

O presidente da autarquia, José Maria Costa, afirma estar “seguro que não haverá tourada” em Viana do Castelo, apesar da suspensão do indeferimento da autarquia à instalação da arena, pelo TAFB.

Segundo a oposição deduzida pelo município com regime de urgência, a instalação do recinto no local previsto, uma zona de emparcelamento agrícola junto à costa, configura um “desrespeito pelo ambiente e pelo ordenamento do território” e por isso foi indeferido a 2 de Agosto.

Os terrenos em causa, na freguesia de Areosa, cidade de Viana do Castelo, estão classificados como Reserva Agrícola Nacional (RAN) e Reserva Ecológica Nacional (REN) e como tal não podem receber qualquer instalação do género, à luz do PDM, aprovado em 2008.

Contactada pela agência Lusa, fonte da PSP afirmou que “apenas” tem conhecimento da decisão de indeferimento municipal, comunicado pela Câmara, rejeitando antever qualquer reacção a tomar esta quarta-feira.

Nesta altura temos apenas uma comunicação de indeferimento. Uma coisa que está indeferida é porque não está autorizada. Se acontecer a instalação da arena naquela local vamos ter de avaliar o caso”, disse a mesma fonte.

Para Diogo Costa Monteiro, não deixa de ser “extraordinário” que “o único argumento invocado pelo presidente da Câmara que defende a cidade anti-touradas” sejam, afinal, “as questões ambientais”.

É a prova de que está ciente da ilegalidade que comete desde 2009”, apontou o responsável da “Prótoiro”.

Adiantou que a decisão do tribunal, de permitir a instalação da arena - o evento em si já está licenciado pela Inspecção-Geral das Actividades Culturais e Sociedade Portuguesa de Autores -, foi tomada “já com conhecimento” dos motivos invocados pelo município para o primeiro indeferimento.

Além das questões legais, José Maria Costa mantém a declaração, aprovada em Fevereiro de 2009 pelo executivo municipal, apenas com os votos favoráveis do PS, assumindo a cidade “anti-touradas”, em defesa dos direitos dos animais.


Câmara de Viana propõe associação de municípios para erradicar touradas em Portugal


Autarcas alentejanos contestam proposta de Viana do Castelo 'contra as touradas'


Tourada em Viana do Castelo é «provocação» ao povo
Autarca contra federação «Prótoiro», que insiste em realizar uma corrida no próximo domingo

O presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, afirmou, esta quinta-feira, que a insistência da «Prótoiro» em manter a corrida de touros naquela cidade, neste domingo, constitui uma «provocação» ao povo do concelho.

«De certa forma é uma provocação ao povo de Viana do Castelo, que é simpático e acolhedor, mas que não gosta de ser invadido desta forma», afirmou à agência Lusa o autarca socialista.

A federação «Prótoiro» garante que a corrida de touros «vai acontecer» no dia e no local previstos e diz que «nem equaciona» procurar terrenos alternativos, apesar de a autarquia invocar violação do Plano Diretor Municipal (PDM) naquela instalação.

«Haverá corrida a 19 de agosto, neste local. Não temos dúvidas, porque se tivéssemos não teríamos feito este investimento», afirmou Diogo Costa Monteiro, dirigente da «Prótoiro».

Aquela federação, que reúne as várias associações ligadas à tauromaquia em Portugal, organiza esta tourada na cidade em que, desde 2009, por decisão do município, este tipo de espetáculo está proibido.

O autarca local confia no recurso apresentado para o Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, sobre a instalação da arena, amovível, em terrenos protegidos da freguesia da Areosa e que, garante, configura «violação do PDM».

Segundo a autarquia, é aguardada uma decisão sobre o recurso durante o dia de sexta-feira. Se tal não acontecer, a corrida de touros poderá mesmo realizar-se, tendo em conta a autorização, de 10 de agosto, emitida pelo mesmo tribunal, que aceitou a providência cautelar da «Prótoiro».

«Estas pessoas não são bem-vindas a Viana do Castelo. É uma provocação que estão a fazer às nossas gentes e sobretudo na altura das nossas verdadeiras tradições, que são as festas da Agonia», apontou, por seu turno, José Maria Costa.

O autarca acrescentou ter «orgulho» por Viana do Castelo «fazer parte do grupo das cidades, no mundo, mais avançadas, do ponto de vista da sociedade e dos direitos dos animais».



Tourada polémica em Viana do Castelo

O presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, afirmou que a insistência da "Prótoiro" em manter a corrida de touros naquela cidade, neste domingo, constitui uma "provocação" ao povo do concelho. "De certa forma é uma provocação ao povo de Viana do Castelo, que é simpático e acolhedor, mas que não gosta de ser invadido desta forma", afirmou à agência Lusa o autarca socialista.



Decisão do Tribunal Administrativo viabiliza tourada domingo em Viana do Castelo
Viana do Castelo, 17 ago (Lusa) -- O Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga viabilizou hoje a tourada de domingo em Viana do Castelo, ao dar cinco dias à organização para se pronunciar sobre os argumentos do município no recurso que este apresentou.

Na prática, esta decisão, divulgada hoje pela autarquia, permite a realização da tourada, na freguesia de Areosa, Viana do Castelo, organizada pela federação "Prótoiro", apesar de a Câmara insistir que a instalação daquela arena amovível foi feita em terrenos de "elevado valor paisagístico".

Além disso, a Câmara, no recurso interposto segunda-feira contra a primeira decisão do tribunal, que viabilizava a corrida de touros, alegava tratar-se de uma violação do Plano Diretor Municipal, que não permite a instalação de qualquer estrutura naqueles terrenos.




publicado por Maluvfx às 12:59
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Terça-feira, 14 de Agosto de 2012
Das touradas – contradizendo os seus defensores
Argumentos 
1 – Da tourada como tradição:

O argumento em defesa das touradas porque são uma tradição enraizada no povo, não é um argumento válido nem aceitável. Para isso teríamos que aceitar como boas todas as atividades que por terem sido exercidas ao longo de um período de tempo entraram na tradição dos povos em geral ou de um povo em particular.
Depois, teríamos que negar a mudança como fator inerente à condição humana, ou seja, teríamos que aceitar como verdade que uma determinada coisa depois de ser feita de certa maneira, será sempre executada ad eternum dessa maneira. Como se vê esta acerção é falsa, se o Homem não fosse por excelência um ser dado à mudança, hoje ainda vivíamos em cavernas e andaríamos nús ou quanto muito, usando umas decrépitas peles de animais cobrindo-nos o corpo e suas vergonhas.
E porque não encaixa a tradição como argumento de defesa das touradas? Porque nem todas as tradições são boas!
No mundo Clássico, Grécia e Roma, e mesmo no Renascimento, era comum, aceite e tradicional a prática da pedofilia, vamos aos compêndios de História e não raro encontramos descrições pormenorizadas de como os Filósofos gregos, aqueles que sustentam todo o nosso pensamento, os senhores romenos, ou os bispos da igreja e os grandes escultores e pintores renascentistas, se entregavam alegremente a práticas sexuais com os seus discípulos de mais tenra idade. Esss práticas são hoje aceites como naturais e normais? Não. Pelo contrário, um adulto que tenha práticas sexuais com menores, não só é condenado a pesadas penas pelos tribunais como ainda terá que enfrentar a indiferença e o olvido por parte dos seus semelhantes.
Outro exemplo, ainda hoje, nalguns países, ou tribos, africanos é prática corrente, exatamente por ser tradicional, a excisão do clítoris quando as jovens mulheres atingem a idade fértil, prática que quando não causa a morte da mulher logo ali, durante o ato, lhe vai proporcionar uma vida inteira de dor e privada de sentir prazer sexual. Devemos acatar esta prática e condenar milhares de mulheres ao sofrimento? É claro que não!
Mas se uma atividade não deverá ser continuada pelo facto de ser tradicional, como fazer se também é ponto consensual que há tradições boas e que nos movem no dispendio de todo e qualquer esforço para não as deixar fenecer?
É uma questão de bom senso, de gosto, de juízos de valor, de moral, de ética...
Como todos estes valores atrás enunciados contém uma grande dose de subjetividade, o que é bom para mim pode não ser para ti, teremos inevitavelmente que ter em conta o impacto que determinada prática tem na opinião pública.
Pelo que só poderão ser aceites como boas práticas tradicionais aquelas que não levantem contestação da parte de um grupo significativo de cidadãos, o que não é claramente o caso das touradas, hoje em dia já não se trata de uma ou duas dúzias de maluquinhos que são contra, atualmente a contestação a esta prática abrange milhares de cidadãos, independentemente das suas convicções políticas religiosas, culturais, etc.
Querem exemplos de práticas tradicionais boas e as quais urge dar continuidade e manter?
Os bordados, a cerâmica, os enchidos e o queijo de Nisa.
Os dois primeiros, tendem a desaparecer, os dois últimos demonstram vitalidade mas produzidos de modo industrial originando produtos que de tradicional tem apenas o nome.
Poderão aqui os defensores das touradas alegar, mas porque é que os bordados são defensáveis e as touradas não? Como você gosta de bordados eu gosto de touradas.
Reparem que não é bem a mesma coisa, enquanto contra os bordados apenas conseguirá argumentar com o gosto, as touradas ferem sentimentos, torturam animais, ofendem outras culturas, religiões, sentimentos morais ou éticos de terceiros.
Caso me não tenha feito entender, agradeço o contraditório, acredito que é da discussão que pode nascer a luz.


2 - Da tourada como economia mola de desenvolvimento do interior:
Este é de todos o argumento mais badalado pelos defensores das touradas mas é também o mais perigoso. Perigoso porque pode e leva os mais incautos ao engano e a arrostarem com dívidas, por vezes elevadadas. Por uma razão muito simples, o espetáculo tauromáquico, por si mesmo, não dá lucro, salvo raras exceções dá elevados prejuízos.
A não ser assim, como se explica que praticamente todas as praças de touros do país sejam equipamentos públicos?
Exatamente porque a sua construção manutenção e exploração dão prejuízo, caso dessem lucro estariam nas mãos de investidores privados. Investidores que cavalgando a galope o seu empreendedorismo não deixariam escapar para o setor público os ganhos que poderiam ser apenas deles.
Não conheço a situação da praça de touros de Vila Franca de Xira nem da Moita, mas tirando o Campo Pequeno, não conheço mais nenhuma praça que seja posse de privados e mesmo o Campo Pequeno sobrevive graças ao centro comercial construído nas suas galerias e vê acontecerem lá mais espetáculos musicais que corridas de touros.
Ou seja, as touradas só são lucrativas quando acompanhadas por outras atividades paralelas, no interior costumam ser os comes e bebes a cobrirem o saldo negativo da bilheteira da tourada. Ainda assim, na minha terra natal, organizaram há bem pouco tempo uma tourada na qual apenas os cavaleiros e salvo erro o ganadeiro cobraram caché e nem com o dinheiro do bufete se safaram. Tiveram forte prejuízo.
Mesmo verificando-se prejuízo financeiro da tourada, ainda se pode clamar no desenvolvimento do moribundo comércio local pela grande afluência de forasteiros no dia da corrida. Também não me parece que seja chão digno de ser trilhado, não vão ser duas dúzias de enchidos e queijos, meia dúzia de peças de olaria e duas ou três de bordados que virá revitalizar o comércio local. Arranjem, se fazem favor outras e novas ideias.
Concluindo, a tourada é desde sempre uma atividade subsidiária do estado, da monarquia primeiro, é aliás a principal demonstração do marialvismo da fidalguia, quase desaparece na 1ª República e ressurge como esteio do estado-novo salazarista, sempre com o estado como patrono e mecenas, agora não será diferente.
Em termos económicos teremos pois na tourada um espetáculo que findo o último pasodoble entoado pela banda musical, terminadas as cortesias e as lides, ao deixar de se ouvir o último estralejar do foguete largado pelo João Adriano, acaba a festa.
Cá, ficam as contas por acertar e essas já sabemos quem é sempre o pagador, nem mais nem menos que o Zé Povinho, ou seja, todos nós.



3 - Dos touros de lide como meio de preservar de forma sustentada e ecológica o meio ambiente:
E eis-nos chegados ao argumento que parece decisivo em favor das touradas e até d´para os seus mais acérrimos defensores fazerem figura de bons rapazes, que o são certamente, dizem eles: “o touro bravo só subsiste porque há touradas, assim, as touradas permitem a preservação de mais uma espécie e como o touro bravo exige um determinado meio ambiente para sobreviver, ao mantê-lo estamos também a contribuir para um planeta mais ecológico”.

Falso!
O touro bravo existe muito antes de existirem touradas e espero, continuará para muito depois delas.
O touro bravo não existe em função da lide, esta sim existe em função do touro bravo.
Esta espécie é facilmente convertível à alimentação humana como demonstra anualmente a feira gastronómica promovida pelo município de Mora, o touro bravo pode entrar na ementa humana, se passar por uma praça e for lidado, com os produtos químicos que lhes enfiam no bestunto e com as infeções ganhas na corrida é que só serve para o crematório.
A criação do touro bravo, por si só, não é rentável, por isso os ganadeiros não se dedicam apenas a esse tipo de criação, os que são aficionados criam-nos para a lide mas como complemento de uma outra atividade, agrícola ou empresarial.
Numa exploração agrícola, respeitadora do meio ambiente, diversificada e ecologicamente sustentável, cabe perfeitamente a criação do touro bravo como interveniente da cadeia alimentar humana.
Ainda há dias vi na televisão uma herdade, salvo erro da família Brito Pais, algures entre Évora e Beja, as minhas desculpas mas a memória já não é a dos tempos de juventude, na qual coexistiam culturas de regadio, culturas de sequeiro, vinha, criação de touros bravos e de porco preto alentejano, tudo cultivado e criado segundo modelos da agricultura biológica. Esta herdade não existe assim desde sempre, foi a iniciativa, no caso empresarial privada que a reconverteu numa herdade moderna e ecologicamente sustentada. Poderão dizer-me, está bem mas a família Brito Pais (desculpem-me se não for pois não me recordo, mas o nome é meramente ilustrativo) cria os touros porque estes vão ser lidados nas corridas de touros. Sim, fazem isso se não tiverem outra alternativa para colocar no mercado a carne dos animais, pois se a tiverem eles deixarão de se preocupar com as touradas.
Quanto ao meio ambiente do touro bravo, no caso, constituído por sobreiro e pequenos arbustos é exatamente o mesmo do porco preto pelo que não corre perigo. Pelo menos enquanto não se considerar que o eucalipto tem as mesmas condições para ser cultivado que as árvores autótones.
Essa dos eucaliptos é que foi um par de bandarilhas mal colocado.


Concluindo: não sendo a tourada uma tradição arreigada ao povo português, antes uma barbaridade rejeitada por muitos; não sendo as touradas uma atividade economicamente viável, sem apoios de dinheiros públicos; sendo possível manter o ambiente natural e o touro bravo sem a existência de touradas; não há motivos para que as mesmas se continuem a realizar, para lá é claro, do prazer pessoal que alguns retiram daquele “espetáculo” triste.


por Jaime Crespo, Tolosa
via Nisa sem Touradas


publicado por Maluvfx às 06:14
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