Ética é o conjunto de valores, ou padrões, a partir dos quais uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões. A ética é importante por que respeita os outros e a dignidade humana.

Quarta-feira, 4 de Maio de 2011
Parar de comer carne pode salvar o planeta?
Os representantes que chegavam aos portões da conferência sobre o clima em Copenhague, no mês passado, eram recebidos por mulheres vestidas como animais peludos segurando placas mostrando imagens de carneiros, vacas e porcos e alertando: "Não me coma".
A reportagem é de James Kanter, do The New York Times e traduzida pelo portal UOL, 25-01-2010.
As mulheres eram representantes de Ching Hai, a líder de um grupo que defende a adoção de preceitos budistas, incluindo seguir uma dieta vegetariana.



Enquanto faziam fila por horas sob condições congelantes, muitos dos delegados pareciam gratos pelos lanches bem embalados ¬- sanduíches sem carne - que as mulheres distribuíam de graça.
Os seguidores de Ching Hai dizem que uma das metas principais dela é combater desastres ambientais, e seus representantes em Copenhague pareciam ávidos em divulgar a mensagem de que o metano, expelido em grandes quantidades por vacas e outros rebanhos criados pelas indústrias de carne e laticínios, está entre os mais potentes gases do efeito estufa.
Mas as virtudes do vegetarianismo como parte do combate à mudança climática estão longe de ser uma questão apenas para aqueles com inclinação espiritual.
Muito antes do encontro de cúpula em Copenhague, o aumento da demanda por carne e laticínios, particularmente entre a crescente classe média de países como China e Índia, com economias em rápido desenvolvimento, fez com que os elos entre a mudança climática e a política alimentícia se transformassem em um elemento importante no debate em torno do que fazer a respeito do aumento dos níveis dos gases do efeito estufa.
O assunto pareceu ganhar força nas semanas que antecederam a conferência em Copenhague, com figuras proeminentes dos mundos da ciência e do entretenimento entrando na briga.
Falando no Parlamento Europeu no início de dezembro, o ex-Beatle Paul McCartneydisse que há uma necessidade urgente de fazer algo a respeito da produção de carne, não apenas por causa de seus efeitos sobre o clima, mas também por causa de questões relacionadas, como desmatamento e segurança das reservas de água.
McCartney, que há muito defende o vegetarianismo, pediu aos legisladores europeus que apoiem políticas que encorajem os cidadãos a evitarem de comer carne pelo menos um dia por semana, algo que poderia virar tão comum como reciclagem ou carros que rodam com tecnologia híbrida.
Funcionários públicos na cidade belga de Ghent e crianças em idade escolar de Baltimore já realizam o dia sem comer carne uma vez por semana, ele disse.
McCartney estava acompanhado no Parlamento por Rajendra Pachauri, o presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática e ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 2007, que é a principal entidade da ONU que estuda o clima.
A conscientização pública dos problemas associados à carne é baixa, e as autoridades poderiam considerar impor uma sobretaxa sobre a carne bovina para desencorajar o consumo, disse Pachauri em comentários divulgados pela agência de notícias France-Presse.
Os produtores de carne imediatamente rotularam os comentários como um ataque à indústria e críticas vieram até de lugares tão distantes quanto a Nova Zelândia.
"Cortar a carne por um dia pode parecer uma solução simples, mas há pouca evidência mostrando qualquer benefício", disse Rod Slater, o presidente-executivo da Beef and Lamb New Zealand, para a associação de imprensa do país.
"Sugerir que a carne não é verde é uma difamação emotiva contra uma indústria que continua investindo em pesquisa, lutando por maiores melhorias", acrescentou Slater, que disse que as pessoas que vivem na Nova Zelândia obtêm suas necessidades nutricionais diárias e grande parte de suas proteínas, zinco e vitamina B12, da carne bovina e de carneiro.
De fato, como várias outras áreas de pesquisa na ciência climática, a intensidade dos gases do efeito estufa na produção de carne é contestada.
Quando um estudo na edição de novembro-dezembro da revista "World Watch" alegou que mais da metade dos gases produzidos pelo homem e que aquecem o planeta eram causados pela indústria da carne, um grupo de pesquisa do setor rebateu que um estudo da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) já tinha mostrado que o número relevante era mais próximo de 18%.
O estudo publicado na "World Watch" fracassou em "realçar os contrafatuais - como, por exemplo, seria um mundo sem rebanhos domesticados", escreveu Carlos Sere, diretor-geral do Instituto de Pesquisa Internacional de Rebanhos, em Nairóbi, na "Green Inc." em novembro.
"Os herbíveros selvagens e cupins não poderiam tomar muitos desses ambientes, produzindo no final tantos gases do efeito estufa quanto os ruminantes domesticados?", perguntou Sere. "Nós francamente não sabemos ainda."
Certamente a questão pode ter muito mais nuances do que alguns comentaristas sugerem.
Por exemplo: gado alimentado no pasto pode ter uma pegada de carbono muito menor do que aquele alimentado com ração em confinamento, porque os animais em pastos exigem menos insumos baseados em combustíveis fósseis como fertilizantes e porque eles ajudam o solo a sequestrar carbono.
Esforços renovados estão em andamento para se chegar ao fundo do assunto.
No início deste mês, a Organização Mundial para a Saúde Animal disse que estudaria o efeito da produção de carne sobre a mudança climática, diante dos pedidos de seus países membros.
"É uma questão que precisa ser estudada com bastante isenção", disse Bernard Vallat, o diretor-geral da organização, em uma coletiva de imprensa segundo a agência de notícias Reuters. "Nós queremos dar uma contribuição modesta e independente", ele disse.
Vallet disse que uma das questões mais espinhosas é como envolver a agropecuária nos esforços para reduzir os gases, mantendo ao mesmo tempo a segurança alimentar.
Sere, do instituto de pesquisa dos rebanhos, reconheceu a necessidade do desenvolvimento de uma forma de produção de rebanhos entre a pecuária industrial e familiar, que eliminaria a pobreza sem esgotar os recursos naturais ou prejudicar o clima.
Ele disse que os ambientalistas devem ter em mente que "a maior preocupação de muitos especialistas em relação aos rebanhos nos países em desenvolvimento não é seu impacto sobre a mudança climática, mas, sim, o impacto da mudança climática sobre a produção dos rebanhos".
Os "ambientes tropicais mais quentes e mais extremos que estão sendo previstos não ameaçam apenas até um bilhão de meios de vida baseados na pecuária, mas também o suprimento de leite, carne e ovos para as comunidades famintas que mais necessitam desses alimentos", ele disse.




Unisinos


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publicado por Maluvfx às 13:25
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Sábado, 10 de Abril de 2010
Mais uma moda desumana de humanos
Parece natural esquartejar animais mas pior é as pessoas pagarem para ver este 'espectáculo'(?), festa(?) onde as estrelas são açougueiros (talhantes, em Portugal) célebres que cortam com precisão quase ciruurgica animais em cima de uma mesa, como se de cirurgias se tratassem.
Que mais iremos ver?
Que mais irão inventar para humilhar um animal depois de morto?!??
O ser humano é o único animal que mata por desporto, por prazer, não para sobreviver mas por gula, para se entupir de cadáveres putrefactos que lhe vão assegurar uma vida sem qualidade, com todos os problemas de saúde inerentes ao consumo animal.
Porquê??
Que mal nos fizeram os animais para merecerem ser escravizados, usados, abusados, violentados, presos e privados de um acto, de um direito natural e inerente a qualquer animal, a VIDA!

Se a moda pega....
Nada em vista (ainda) pelo Brasil ou Portugal, mas nos Estados Unidos e em alguns países da Europa, açougueiros comandam festas disputadíssimas em que desossam animais enquanto os participantes tomam drinks e observam o animal que está inteiro em cima de uma mesa ser cortado.
Enquanto fazem a desossa, os açougueiros explicam os cortes, dão dicas e receitas. A carne vai para a grelha e depois é servida. Os preços dos convites vão de 25 a 100 dólares, depende do endereço da festa e do status do açougueiro-celebridade.

Festa que açougueiros desossam animais é moda entre gourmets


O açougueiro celebridade do Brooklyn, 
de Nova York, Tom Mylan
 aplicando a arte da desossa


Para se tornar uma celebridade das facas afiadas, o caminho trilhado pela maioria deles foi o da cozinha para o açougue. Com formação em gastronomia, os chefs queriam saber mais sobre a procedência das carnes que preparavam. A partir daí identificaram produtores locais e acabaram virando ativistas contra a carne industrializada. Os açougueiros de butique trabalham apenas com animais orgânicos, criados soltos a alimentados em pastos. Estudando a arte das facas, hoje eles dão cursos - que podem chegar a 10 mil dólares - e ensinam como os mortais devem fazer para cortar o próprio bife.
O ex chef e hoje açougueiro Ryan Farr, do açougue 4505 Meat, em São Francisco, Estados Unidos, é adepto da filosofia nose-to-tail, onde se aproveita todo o animal, do nariz ao rabo. No seu blog, ele anuncia festas da desossa, dá dicas e receitas de como preparar e aproveitar todas as partes do animal. "Penduraremos um gordo bezerro do rancho Magruder que foi alimentado com capim. Eu o cortarei inteiro, grelharemos hambúrgueres frescos e todo o resto. Mmmmmm!", do seu blog.
Quem popularizou a cozinha nose-to-tail foi o chef inglês Fergus Henderson, que inspirou os açougueiros americanos atuais. Ele fundou o restaurante St John, em Londres, e ficou famoso por preparar pratos com cortes de carne dispensados por outros chefs. Inicialmente seu restaurante era frequentado por jovens artistas ingleses, mas logo ganhou o reconhecimento de uma estrela do Guia Michelin e ele entrou para o seleto hall dos maiores chefs do mundo.
Tom Mylan é outro que trocou as panelas pelas facas. Ex chef, hoje mantém o açougue e laboratório The Meat Hook, no Brooklyn, em Nova York, onde dá aulas e festas da desossa. Do seu blog: "A festa é minha e eu vou ficar louco se eu quiser, sim" e "Corações de pato recheados com chorizo. Nada mais a dizer aqui". Os novos açougueiros são divertidos e mantêm blogs, twittam e postam no Facebook. É assim que os foodies antenados sabem das festas e dos cortes preparados por esses açougueiros-celebridades.
No Brasil há cinco gerações, a família de açougueiros Wessel mantém a marca há 52 anos e é uma das únicas butiques de carne que ainda existe por aqui. István Wessel atribui aos cortes especiais que vendem. "Há 10 anos os chefs não tinham formação nenhuma em carnes. Trabalhavam apenas com cortes como mignon e picanha". A procura por especialização ainda é grande, garante. Wessel dá duas aulas por ano, e as vagas esgotam rapidamente.

Redação Terra


publicado por Maluvfx às 00:14
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