Ética é o conjunto de valores, ou padrões, a partir dos quais uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões. A ética é importante por que respeita os outros e a dignidade humana.

Domingo, 11 de Novembro de 2012
Histórias de animais abandonados por causa da crise e que conseguiram sobreviver

Por Lucília Galha

Napoleão foi vítima de uma tentativa de enforcamento, Megan foi deixada no lixo e Sara foi atirada de um carro em andamento. Há animais abandonados para morrer e que, mesmo assim, conseguem recuperar. Seis histórias comoventes

Napoleão foi abandonado com um arame de ferro enrolado à volta do pescoço – estava tão apertado que toda a zona ficou com feridas profundas. Terá sido vítima de uma tentativa de enforcamento. O cão andava a deambular há algum tempo perto do parque de campismo da Costa de Caparica. Um dia, à tarde, três voluntários da União Zoófila foram buscá-lo.

O resgate foi difícil e demorou mais de uma hora. Primeiro, foi preciso localizar o animal; depois, tentaram atraí-lo com comida, misturada com tranquilizante, para o adormecerem. Por duas vezes, o cão comeu e fugiu. Era Verão, estava muito calor mas, embora desidratado, o animal ainda resistiu. Só passados 45 minutos começou a cambalear e, por fim, deitou-se no chão e adormeceu.

Quando, nessa mesma tarde, Napoleão entrou no consultório de Luísa Filipe, directora clínica da União Zoófila, a médica ficou surpreendida. “Pensei que não iria sobreviver”, conta. O cão tinha muita febre e estava abatido. Foi logo sedado para retirar o arame – os médicos tiveram de usar um alicate.

“O arame passava-lhe de fora para dentro do pescoço como se fosse um atacador. Nunca tinha visto nada assim”, lembra a veterinária. A cirurgia durou cerca de três horas. Durante mais de 15 dias, o cão voltou diariamente ao hospital para fazer o penso, tomou antibióticos e anti-inflamatórios e também fez medicação para suportar a dor.

O abandono de animais domésticos acontece todos os anos e agrava-se nos períodos de férias, sobretudo no Verão. Mas, agora, há mais uma razão: a crise.

“As pessoas levam-nos às consultas cada vez mais tarde, deixam-nos adoecer até à última e as vacinas também estão atrasadas. Isto acontece até com pessoas que antes cumpriam escrupulosamente”, diz à SÁBADO Luísa Filipe, directora clínica da União Zoófila. A associação está sobrelotada (tem 550 cães e 200 gatos), estão mais animais por metro quadrado do que seria desejável e não se consegue responder a todas as solicitações.

Carregue na foto seguinte para continuar a ler.
Animais abandonados por causa da crise que conseguiram sobreviver
Napoleão
Como foi abandonado 
Tinha um arame de ferro enrolado à volta do pescoço
Como recuperou
O treinador começou por pôr a coleira no chão só para o cão a cheirar. Só ao fim de seis semanas conseguiu pôr-lha ao pescoço

Fisicamente, Napoleão ficou bom ao fim de algumas semanas. Mas demorou mais tempo a recuperar do estado de choque. No início, não saía do seu compartimento e tremia quando alguém se aproximava. “Os cães são altamente sociáveis, mas ele não queria relacionar-se com os humanos de forma alguma”, conta à SÁBADO Miguel Oliveira, treinador da escola de cães Caniteam. Primeiro, só ia à rua ao colo e mais tarde começou a sair sozinho e a dar-se com os outros animais. Preta, uma das cadelas com que partilhava o espaço, foi fundamental para a recuperação. “Os cães tendem a viver em matilha, não conseguem estar sozinhos. Ele aceitou a Preta e formaram uma matilha. Ela ajudou-o porque é sociável e ele, aos poucos, passou a andar atrás dela. Os elementos da matilha copiam-se”, explica o treinador.

Miguel Oliveira acompanha Napoleão desde o início do ano. Está com ele uma vez por semana durante 45 minutos. O seu trabalho tem sido gradual. Nos primeiros tempos, o treinador sentava-se de costas junto ao cão para ele conhecer o seu cheiro. Depois, começou a fazer festas à Preta – “para que o Napoleão percebesse que ela me aceitava”, explica. A seguir, deu-lhe a cheirar uma coleira para se ir familiarizando com o objecto. Ao fim de seis sessões conseguiu colocar-lhe a coleira ao pescoço. Foi a primeira grande vitória. O cão ficou imóvel, mas não tentou tirá-la. “Ele é que escolheu os tempos para os meus pequenos avanços. Só depois de ter a sua confiança é que consegui que começasse a melhorar”, diz.

Quando o treinador foi dar um passeio com Napoleão no parque florestal de Monsanto, o cão aceitou a coleira e passeou sozinho. Mas ainda não recuperou totalmente. “Afasta-se quando alguém lhe tenta fazer uma festa. O trabalho com ele não começou do zero mas do menos 10”, diz Miguel Oliveira. Agora, o objectivo é arranjar-lhe uma família.
Animais abandonados por causa da crise que conseguiram sobreviver
V
Como foi abandonado 

Foi largado em Loures depois de ter sido espancado consecutivamente
Como recuperou 
Ficou num quarto sozinho só na companhia dos pássaros

Com a crise surgiram dois tipos de situações. “Há aquelas pessoas com dificuldades económicas que pedem ajuda para as despesas, gostam dos seus animais e não os deixam; e há outras que os querem abandonar e dão a crise como desculpa” explica Tânia Silva, da Animais de Rua.

A associação recebe cada vez mais pedidos por email e já não consegue dar uma casa a todos os animais que recolhe na rua. Este ano já entregou 113, mas ainda tem outros 135 para adopção. “E como o ano ainda não acabou, muito provavelmente vão surgir mais”, diz a responsável. A Chão dos Bichos está a passar pelo mesmo problema. Entre Maio e Dezembro do ano passado deu 130 animais; este ano, no mesmo período, só ainda entregou seis.

Segundo a Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária, até Setembro foram deixados nos canis municipais 4.262 cães e 1.059 gatos. Contudo, além destes, há ainda aqueles que são recolhidos ou abandonados nas associações e os que ficam na rua. “O abandono está a aumentar de dia para dia”, garante à SÁBADO o veterinário Nóbrega Faria.

No Centro de Recolha e Protecção Animal do Vale do Douro Norte, onde trabalha, a tendência inverteu-se completamente. Antes, 70% dos animais eram apanhados na rua e só 30% eram entregues na associação. Agora é ao contrário. “As pessoas alegam que não têm condições. Acredito que o desemprego seja a principal razão”, diz.
Animais abandonados por causa da crise que conseguiram sobreviver
Rainbow
Como foi abandonado 

Foi atirado por cima de uma rede com dois metros
Como recuperou
Rita Silva, que o acolheu, construiu-lhe uma casa com caixotes para ele se sentir seguro

Rainbow, um cão rafeiro, preto às manchas brancas, foi atirado por cima de uma rede com mais de dois metros para a casa de Rita Silva. Faz agora quatro meses. A presidente da Associação Animal só deu por ele porque os seus outros cães começaram a ladrar. Na altura, chovia muito e o animal estava assustado. “O nome vem daí, porque atrás do sítio onde o encontrei apareceu naquela altura um arco-íris”, diz. Rainbow estava muito magro, tinha uma pata partida (uma fractura antiga, que já tinha formado calo), estava cheio de carraças e ficou com a barriga cheia de cortes por causa da queda.

Durante as duas primeiras semanas, depois do abandono, o animal permaneceu praticamente imóvel. Estava muito traumatizado. Rita pô-lo numa sala isolado dos outros cães e arranjou uns caixotes para lhe construir uma espécie de casa. A ideia era que se sentisse seguro. Para o alimentar, dava-lhe a comida na mão, mas não se aproximava, para não o assustar. Com o tempo, foi retirando os caixotes e deixando lá a comida para que o cão se alimentasse sozinho. “Só agora, quatro meses depois, é que ele se chega a mim sem receios. Mas ainda foge se tento fazer-lhe festas sem ser ele a pedir.”

Há uma diferença entre os animais doentes e os que foram abandonados: o medo. “Estes últimos têm o stresse adicional do abandono. O animal teve contacto com uma pessoa, foi deixado num espaço físico que não conhece e depara-se com a realidade de ter de procurar comida e água, coisa a que não estava habituado. Passa muito tempo sem comer, pode estar desidratado e parasitado e está numa situação de grande fragilidade” explica à SÁBADO o veterinário Joaquim Henriques.

Megan, uma cadela pequena, com apenas 5 kg, foi atacada por um cão de 40 kg que pegou nela pelo pescoço, com os dentes, e a sacudiu até se cansar, entregando-a no fim ao seu dono como se fosse um troféu. Em vez de ajudar a cadela, o proprietário do animal agarrou nela e atirou-a para o lixo.

Houve pessoas que assistiram e chamaram a polícia, mas não foi possível fazer nada contra o homem. “A cadela não tinha dono, não havia ninguém a quem se pudesse pedir responsabilidades”, diz Cláudia Martins, voluntária da Associação Animais de Rua. Em Portugal, o abandono só é punido (com coimas que vão dos 250 aos 3740 euros) se o animal estiver identificado e for possível localizar o dono ou se a pessoa que faz a denúncia presenciar o abandono.

Quando este episódio aconteceu, Megan já vivia na rua há cerca de um mês. Ela e mais três cadelas (presumivelmente suas irmãs) foram deixadas num pinhal perto de Gaia. Uma voluntária da Animais de Rua acompanhou a situação desde o início e, no mínimo duas vezes por dia, deslocava-se ao local para as alimentar.
Aniamis abandonados por causa da crise que conseguiram sobreviver
Megan
Como foi abandonada

Foi atirada para o lixo depois de um cão a ter atacado
Como recuperou 
Ao ver Magui, sua irmã, a brincar com as pessoas, começou a imitá-la. A cadela ajudou-a a recuperar a confiança

Megan foi resgatada do lixo em choque e levada de imediato para o veterinário. Tinha quatro feridas profundas no pescoço, mais três na zona do lombo e outras espalhadas pelo corpo. Estava coberta de sangue e assim que a veterinária a pôs em cima da marquesa as pulgas que tinha no corpo saltaram – já estava a ficar fria, estava perto da morte.

Na mesma altura, a cadela também sofreu um aborto espontâneo. Os médicos limparam e drenaram-lhe as feridas, mas a prioridade foi deixá-la quieta, só a soro, para recuperar do choque. Logo nesse dia, Megan foi para casa de Cláudia Martins – que cuidou dela enquanto esteve em recuperação. “Quando a vi tive um choque, é raro vermos um animal de porte tão pequeno na rua. Ela estava muito assustada.”

A cadela ficou numa cama na cozinha da casa, com acesso ao terraço, mas durante dois dias não se levantou. Só se mexia quando Cláudia Martins lhe mudava o cobertor onde estava deitada, porque as feridas continuavam abertas e a drenar, e também na altura de fazer os pensos, duas vezes por dia. “Tinha de lhe limpar as feridas com água e Betadine. Ela deixava fazer tudo mas tremia ao ponto de se ouvir o ranger dos seus dentes”, conta a voluntária.

A cadela só começou a ganhar confiança quando, duas semanas depois, Magui (uma das irmãs que tinha ficado no pinhal) se juntou a ela. Magui gostava de se dar com as pessoas. Ao vê-la brincar, Megan começou a querer imitá-la.

“Era muito desconfiada mas, tendo a Magui ao lado, que corria para nós e pedia mimos, começou a perceber que nem todas as pessoas fazem mal”, diz Cláudia Martins à SÁBADO. Esta ligação entre as duas cadelas, contudo, não estava relacionada com o facto de serem irmãs. “A partir dos 2 meses, os cães não têm esse sentido de família. Aconteceu porque elas formaram uma matilha”, explica o treinador _Miguel Oliveira. Em Fevereiro, cerca de um mês depois de ter sido abandonada, Megan foi acolhida por uma nova família que também acabou por ficar com a sua irmã.

Apesar de ter sido abandonado para morrer, Seth também recuperou. Estava caído dentro de uma valeta numa estrada perto de Vila Franca de Xira. “Foi atropelado e os carros atiraram-no de um lado para o outro como se fosse uma bola. Até que um lhe acertou com tanta força que o animal caiu para fora da estrada”, conta Rita Silva, responsável da Associação Animal. Segundo os médicos que o assistiram, o cão estava com uma desidratação profunda e já não teria mais do que quatro horas de vida.

Os veterinários acreditam que os animais têm uma capacidade superior de lidar com situações de stresse e dor. Por uma razão: não pensam. “A inconsciência da gravidade da situação ajuda a que não haja um stresse adicional”, explica Joaquim Henriques.
Animais abandonados por causa da crise que conseguiram sobreviver
Sara
Como foi abandonada

Foi atirada de um carro em andamento. Estava grávida
Como recuperou
Ana Sousa, sua nova dona, comprava-lhe petiscos como ração gourmet para a conquistar

Além de desidratado, Seth tinha dois tumores malignos e várias fracturas: na pata esquerda traseira, que estava partida em vários sítios, no fémur e na articulação do cotovelo direito. Foi submetido a duas cirurgias e colocaram-lhe ferros para fixar os ossos partidos. Nos primeiros tempos, reagia mal a qualquer contacto com as pessoas. Para o alimentarem, os veterinários do Hospital do Restelo davam-lhe ração com uma pinça. Só foi para casa ao fim de dois meses.

Rita Silva preparou tudo para a sua chegada: esvaziou a arrecadação da casa e fez-lhe uma cama com cobertores. Também pôs um rádio na divisão para que o animal se sentisse acompanhado. Cinco a seis vezes ao dia, ajudava-o a levantar-se. “Púnhamos-lhe a trela debaixo da barriga para o elevar e amparávamos atrás para que não caísse”, descreve. Mais difícil era fazer-lhe os pensos: a operação demorava cerca de 20 minutos e nem sempre Rita a terminava sem Seth lhe morder.

Os tratamentos prolongaram-se por quase nove meses. Durante esse tempo, o cão teve de fazer muita fisioterapia para recuperar o movimento da pata traseira – aquela que tinha ficado mais afectada. Rita Silva ajudou-o sempre: punha-lhe a trela debaixo da pata e ensinava-o a andar. Repetia o exercício várias vezes ao dia. Esse trabalho acabou por compensar: sete meses depois, Seth já andava sozinho outra vez. Nunca teve uma pata completamente normal, mas adaptou-se. Foi resgatado no início de 2008 e acabou por morrer em Novembro do ano passado, de velhice.

As situações mais frequentes de abandono ocorrem com animais doentes, sobretudo com problemas crónicos que implicam despesas continuadas, e com os mais velhos. “Os cães evoluem na saúde como os humanos, começam a ter cataratas, problemas de coração, e isso tem custos elevados”, diz Tânia Silva, da Animais de Rua.

Sara, uma gata, terá sido vítima de outra situação de abandono muito comum, que se dá quando o animal engravida. Foi atirada de um carro em movimento na Segunda Circular, em Lisboa. O incidente aconteceu há cerca de um ano, no Verão. No fim de uma tarde de quinta-feira, Ana Sousa, presidente da Associação Chão dos Bichos, estava parada no trânsito quando viu uma gata saltar por cima dos capôs dos carros. Assustado, o animal acabou por se refugiar debaixo de um deles e já só saiu dali com a ajuda de Ana.

Sara estava bem tratada, tinha o pêlo bonito e não tinha pulgas. Mas estava grávida. “Penso que terá sido por isso que se livraram do animal”, acredita a responsável. Logo nesse dia, fez uma ecografia na veterinária para perceber se a queda tinha afectado as crias. Aparentemente, estavam todas vivas. Contudo, no sábado de manhã, quando deu à luz, só uma de quatro sobreviveu.
Animais abandonados por causa da crise que conseguiram sobreviver
Babes
Como foi abandonado

A mãe, Sara, foi atirada de um carro em movimento grávida dele e de mais três crias. Só Babes resistiu
Como recuperou 
Foi preciso ensiná-lo a comer, partindo-lhe a ração e pondo-lha na boca

O abandono foi de tal forma traumatizante que a gata esteve um mês escondida dentro de um forno a lenha que Ana tem na sua sala de estar. Foi lá que teve as suas crias. “Tentei várias vezes que ela saísse, tapava o forno com uma placa, punha-lhe latas de comida gourmet, caríssimas, cá fora e tirava-lhe a cria. Ela saía, agarrava-a e voltava para lá”, conta Ana. Houve ainda outra consequência: Babes, filho de Sara, ficou com graves problemas neurológicos por causa da queda. Não consegue correr nem saltar, tem dificuldades de equilíbrio e não tem noção do perigo.

Sara foi a primeira a perceber que o seu filho não era normal. Babes começou a ficar magro, porque não conseguia comer sozinho, e foi ela quem chamou a atenção de Ana. Sempre que a cria se aproximava da ração, a gata miava muito alto, como se estivesse a pedir ajuda. “Ele agarrava e largava os bagos de ração, porque não sabia como se comia. Comecei então a partir-lhe a ração e a pô-la na boca dele para ele perceber que tem de mastigar.”

Sara acompanha-o de perto desde então: quando Babes sobe um degrau, vai logo para junto dele para impedir que caia (porque a cria não consegue descer sozinha) e também o ajuda. “Ele não se lava como os outros gatos, lambe-se mas não consegue limpar o focinho com a pata. Então, é ela que faz isso por ele”, diz a responsável da Associação Chão dos Bichos.

Já casos como o de V, um cão deixado ao abandono em condições extremas (quase sem pêlo, cheio de feridas e muito magro), não se viam em Portugal há cerca de cinco anos. “Agora começaram a existir novamente. Desde o início do Verão que se vêem aqueles cães doentes, esqueléticos, que vagueiam desamparados. Regredimos, e muito”, diz Ana Sousa.

O animal andava por Bucelas, no concelho de Loures, há vários dias quando foi resgatado. Além do aspecto de doente, tinha um hematoma quase do tamanho de uma bola de andebol na barriga. Rita Silva e mais um voluntário da Associação Animal precisaram de quatro horas para o conseguirem apanhar: o cão, de grande dimensão, estava muito assustado e fugia sempre que se aproximavam.

Os veterinários do Hospital do Restelo diagnosticaram-lhe um problema crónico na tiróide (que tinha feito com que o pêlo caísse). Quanto ao hematoma, acreditam ter sido consequência de espancamentos sucessivos. Mas, como o cão não tinha chip, nunca se saberá o que realmente aconteceu.

Fonte: Sábado


publicado por Maluvfx às 03:14
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Domingo, 5 de Junho de 2011
As pequenas BESTAS
Crónica por Rodrigo Guedes de Carvalho
"(...)

Dois miúdos, cada um com a sua câmara de vídeo. Um vai para o alto de um castelo, ou muralha, ou lá o que é. O outro fica lá em baixo. O lá de cima leva um gato nas mãos. Ri-se, mostra o animal à câmara e depois atira-o das alturas. Filma o seu gesto, o animal pelo ar. O de lá de baixo, já adivinharam, filma a parte final do voo do animal, o seu impacto no chão, a sua absurda morte emigalhada. Ri-se também para a câmara. Em ambos os casos, fazem comentários a condizer com a sua bestialidade.

Julgando ter graça, colocam sobre o voo do animal um som de gritos arábicos, jogando com a ideia de um gato-suicida. (...) Foi, digamos, a parte 'objectiva' desta crónica. Mas, na verdade, esclarecidos os factos, apetece-me ser pouco objectivo, e muito menos politicamente correcto. Porque em todos os casos em que falamos de miúdos vem logo a lengalenga da sua "condição sócio-económica", e do tipo de "referências que marcam a sua educação", mais o blá-blá de que não "há crianças más", e por aí a diante. Ouço estas explicações do costume, olho as imagens que não julgava possíveis, e só me apetece, confesso-vos, oportunidade de apanhar os miúdos e desabar-lhes uma chuva de estaladas até me fazer doer o braço, e fazê-los engolir ao pontapé o sorriso psicótico de imberbe homicida. Chocado com a minha afirmação? À vontade. Assumo-a e até a repetiria (...).

Acredito piamente que estes miúdos são umas bestas precoces, e quero lá saber do seu background. Quem faz isto dificilmente deixará de cometer outras crueldades. E não me venham, por favor, com a conversa que já ouvi de alguns amigos meus: "Ó pá, não me digas que quando eras puto nunca mandaste umas pedras aos gatos ou aos cães?..." Não, não mandei, desculpem lá. Não mandei nunca e não compreendi nunca quem o faça, embora viva num país onde uma das cançonetas para educar as criancinhas diz que "atirei o pau ao gato mas o gato não morreu". Sendo que a selvajaria de que falo não se compara com o atirar do calhau. Trata-se de uma maldade planeada, com um requinte de crueldade inimaginável.

(...)

Porque há uma certeza que ninguém me tira: quem é capaz de olhar nos olhos de um gato, ou qualquer outro animal, e prosseguir com o seu plano nojento e maquiavélico, será capaz de muitas coisas mais. Quem abusa, descarrega ou maltrata seres fracos ou indefesos, sejam gatos ou homens, só mosta que é uma besta cobarde. Tenha lá a idade que tiver. De pequenino se torce o pepino."

in TVmais


publicado por Maluvfx às 17:23
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Segunda-feira, 16 de Maio de 2011
Protesto contra o fomento da crueldade para com os animais abandonados
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Repudie a campanha da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira proibindo alimentar animais abandonados na rua, contrariando o sentido da Resolução da Assembleia da República nº 69/2011, aprovada por unanimidade, que recomenda entre outras medidas a instituição do conceito de “cão ou gato comunitário”.

Mostre o seu desagrado na próxima Reunião de Câmara, hoje, dia 18 de Maio, às 18h00, no edifício da Câmara, em Vila Franca de Xira.

Os animais do concelho de Vila Franca de Xira agradecem.



Críticas à campanha da Câmara de Vila Franca de Xira contra a alimentação de animais abandonados





INDIGNAÇÃO PELO FOMENTO DA CRUELDADE COM OS ANIMAIS ABANDONADOS
Foi estupefacção e depois indignação o que sentimos quando recebemos a factura da água deste mês! Não, não foi com o valor da factura, ou com algo relacionado com a mesma. Efectivamente, foi com o panfleto que a acompanhava (para quem não o tenha recebido, junto enviamos um scanner do mesmo).
Trata-se, ao que parece, de uma nova campanha sobre animais domésticos da Divisão de Higiene Pública, do Departamento de Qualidade Ambiental, da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira. Mas não conseguimos compreender o objectivo essencial desta campanha. 

Todos os anos, na época estival, somos bombardeados com notícias deprimentes de abandono de animais domésticos. Este ano não será, certamente, excepção. Até porque nos tempos de crise que atravessamos, naturalmente, serão os animais domésticos os primeiros a sofrer com o corte nos orçamentos familiares. Portanto, e não querendo ser pessimistas, imaginamos que o número de animais abandonados seja ainda maior este ano. 

Ora, uma iniciativa de sensibilização da população, no sentido de não abandonar os seus animais de companhia e, ainda, promover a adopção dos que, infelizmente, já foram abandonados era, certamente, de louvar. Congratulávamo-nos com a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira e com os seus serviços de Higiene Pública numa campanha deste nobre teor. 

Só que, não nos parece ser este o objectivo desta campanha. Porque, em primeiro lugar e em grande destaque, o que se lê neste panfleto, é a proibição de alimentar animais abandonados. Sugerindo que o facto de alimentar esses animais põe em causa a Saúde Pública, a segurança e tranquilidade da população, bem como, de outros animais. E, vai mais longe ainda, acenando com uma punição para quem não siga esta sugestão. 

Ora bem, parece-nos que há aqui um equívoco e, mais grave ainda, uma inversão de valores.
Ao invés de se promover, enaltecer, elogiar, louvar, aplaudir, premiar a generosidade, a bondade, a solidariedade, o altruísmo, a filantropia, o espírito de partilha, o respeito por todos os seres vivos, incluindo os animais, fomenta-se a crueldade, a atrocidade e a desumanidade?
Uma sociedade que não respeita, nem dignifica os seus animais, também não respeita, nem honra os seus semelhantes, e não é uma sociedade evoluída e civilizada! 

A solução para o flagelo do abandono dos animais domésticos, ao contrário da tendência actual e progressista de outros Municípios, que desenvolvem políticas de recolha de animais abandonados, com o cumprimento das normas de bem-estar e saúde animal, e de políticas de promoção da adopção responsável, neste nosso CONCELHO INTELIGENTE,* retrocede-se e desenvolve-se não uma política de recolha e abate sistemático de animais errantes, para controlo das populações, desaconselhada e que está em desuso, mas ainda pior que essa, uma política cruel de abate bárbaro e recolha, que pressupõe o abate dos animais desprotegidos, deixando-os morrer à fome, aos nossos olhos, na via pública e, posteriormente, a recolha dos seus cadáveres? 

Os animais famintos, enfraquecidos, debilitados, e por isso, mais susceptíveis a apanhar todo o tipo de doenças, não constituirão maior perigo para a Saúde Pública?
Mas se o pressuposto errado da fundamentação desta campanha assenta no cumprimento de uma norma obsoleta do Regulamento de Higiene Pública do Concelho de Vila Franca de Xira, então não será melhor alterar, fazer a revisão e modernização desse regulamento, no Órgão Municipal competente? 

Neste Município desconhece-se a Convenção Europeia para a Protecção dos Animais de Companhia, transposta pelo Decreto-Lei n.º 276/2001, de 17 de Outubro, e os princípios para o bem-estar animal, expressos no Decreto-Lei n.º 315/2003 de 17 de Dezembro, e a Resolução da Assembleia da República n.º 69/2011 , que recomenda uma nova política de controlo das populações de animais errantes e a promoção de uma política de não abate dos animais recolhidos nos centros de recolha oficiais?
Como é possível que em tempos de crise económica e contenção de despesas, se esbanje dinheiro do erário público em acções deste género? 

Qual o critério para os investimentos Camarários nesta matéria? 

A prioridade não deveria ser para o investimento na criação de canis e gatis para a recolha, tratamento médico-veterinário e preservação desses animais em condições condignas, cumprindo as normas de bem-estar e saúde animal?
A prioridade não deveria ser para apoiar a vários níveis as Associações e os Movimentos de Cidadãos Voluntários amigos, defensores e protectores de animais abandonados? 

A prioridade não deveria ser para a promoção de programas RED (Recolha, Esterilização e Devolução) em colónias de animais de rua estabilizadas, instituindo-se o conceito de ?cão ou gato comunitário? que garanta a protecção legal dos animais que são cuidados num espaço ou numa via pública limitada cuja guarda, detenção, alimentação e cuidados médico-veterinários são assegurados por uma parte de uma comunidade local de moradores? 

A prioridade não deveria ser para oferecer o acesso a tratamentos médico-veterinários, nomeadamente a prática de esterilização, a preços simbólicos, nos centros de recolha oficiais para os animais a cargo de associações de protecção dos animais ou de detentores com incapacidade económica? 

A prioridade não deveria ser para o lançamento de campanhas de sensibilização contra o abandono dos animais e de promoção da adopção responsável, além da correcção das falhas existentes ao nível dos sistemas de registo dos animais e a adequada articulação entre as bases de dados existentes? 

Afinal, este nosso Concelho está mesmo a afundar-se! Mas o fenómeno não é só a nível do solo, e nem se consegue detectar através de imagens de satélite, é mesmo um afundamento moral, ético e dos bons costumes, perda total de valores!
Qual será o próximo passo? Esperemos que, por este andar, não se transponha a essência desta campanha também para os seres humanos, promovendo uma política idêntica de erradicação do flagelo dos desfavorecidos e dos sem-abrigo! 

Mais informamos que está programada uma iniciativa de protesto para próxima Reunião de Câmara, na 4.ª feira, dia 18 de Maio, às 18h00, no edifício da Câmara, em Vila Franca de Xira. Com ponto de encontro às 17h30, à porta da Câmara de Vila Franca de Xira e com t-shirt preta como símbolo do protesto.
Com os melhores cumprimentos,
Luisa Vaz e Isida Moço
* VILA FRANCA DE XIRA CONCELHO INTELIGENTE, frase em nota de rodapé do panfleto da campanha.








POSTURA MUNICIPAL DE CONTROLO DE ANIMAIS VADIOS OU 
ERRANTES NO MUNICÍPIO DE MIRANDELA 


Artigo 3º 
1- É expressamente proibido alimentar qualquer animal vadio ou errante, seja 
de que espécie for, em qualquer espaço público. 
2- A violação da proibição prevista no número anterior, constitui contraordenação punida com uma coima cujo montante mínimo é de 50 euros e  máximo de 500 euros.




Parque Biológico aconselha a não alimentar gatos errantes
O livro começa por explicar como foram os gatos domesticados para depois descrever de que forma os gatos selvagens e domesticados, de zonas urbanas e zonas rurais, contribuem para a extinção de algumas espécies. 
Por fim, mesmo na última página, aconselha as pessoas a não alimentarem gatos errantes, de forma a não aumentar o seu número. 




Alimentar cães dá multa
Fornecer alimento nos espaços públicos e atrair animais de companhia, errantes, selvagens ou que vivam em estado semidoméstico no meio urbano, tais como gatos, cães e pombos, vai passar a ser punido em Peniche com a coima de um décimo do salário mínimo nacional, cerca de 36 euros.
http://www.cm-porto.pt/document/449218/471069.pdf


Panfleto do Porto:





publicado por Maluvfx às 07:21
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Protesto contra o fomento da crueldade para com os animais abandonados
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Repudie a campanha da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira proibindo alimentar animais abandonados na rua, contrariando o sentido da Resolução da Assembleia da República nº 69/2011, aprovada por unanimidade, que recomenda entre outras medidas a instituição do conceito de “cão ou gato comunitário”.

Mostre o seu desagrado na próxima Reunião de Câmara, hoje, dia 18 de Maio, às 18h00, no edifício da Câmara, em Vila Franca de Xira.

Os animais do concelho de Vila Franca de Xira agradecem.



Críticas à campanha da Câmara de Vila Franca de Xira contra a alimentação de animais abandonados





INDIGNAÇÃO PELO FOMENTO DA CRUELDADE COM OS ANIMAIS ABANDONADOS
Foi estupefacção e depois indignação o que sentimos quando recebemos a factura da água deste mês! Não, não foi com o valor da factura, ou com algo relacionado com a mesma. Efectivamente, foi com o panfleto que a acompanhava (para quem não o tenha recebido, junto enviamos um scanner do mesmo).
Trata-se, ao que parece, de uma nova campanha sobre animais domésticos da Divisão de Higiene Pública, do Departamento de Qualidade Ambiental, da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira. Mas não conseguimos compreender o objectivo essencial desta campanha. 

Todos os anos, na época estival, somos bombardeados com notícias deprimentes de abandono de animais domésticos. Este ano não será, certamente, excepção. Até porque nos tempos de crise que atravessamos, naturalmente, serão os animais domésticos os primeiros a sofrer com o corte nos orçamentos familiares. Portanto, e não querendo ser pessimistas, imaginamos que o número de animais abandonados seja ainda maior este ano. 

Ora, uma iniciativa de sensibilização da população, no sentido de não abandonar os seus animais de companhia e, ainda, promover a adopção dos que, infelizmente, já foram abandonados era, certamente, de louvar. Congratulávamo-nos com a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira e com os seus serviços de Higiene Pública numa campanha deste nobre teor. 

Só que, não nos parece ser este o objectivo desta campanha. Porque, em primeiro lugar e em grande destaque, o que se lê neste panfleto, é a proibição de alimentar animais abandonados. Sugerindo que o facto de alimentar esses animais põe em causa a Saúde Pública, a segurança e tranquilidade da população, bem como, de outros animais. E, vai mais longe ainda, acenando com uma punição para quem não siga esta sugestão. 

Ora bem, parece-nos que há aqui um equívoco e, mais grave ainda, uma inversão de valores.
Ao invés de se promover, enaltecer, elogiar, louvar, aplaudir, premiar a generosidade, a bondade, a solidariedade, o altruísmo, a filantropia, o espírito de partilha, o respeito por todos os seres vivos, incluindo os animais, fomenta-se a crueldade, a atrocidade e a desumanidade?
Uma sociedade que não respeita, nem dignifica os seus animais, também não respeita, nem honra os seus semelhantes, e não é uma sociedade evoluída e civilizada! 

A solução para o flagelo do abandono dos animais domésticos, ao contrário da tendência actual e progressista de outros Municípios, que desenvolvem políticas de recolha de animais abandonados, com o cumprimento das normas de bem-estar e saúde animal, e de políticas de promoção da adopção responsável, neste nosso CONCELHO INTELIGENTE,* retrocede-se e desenvolve-se não uma política de recolha e abate sistemático de animais errantes, para controlo das populações, desaconselhada e que está em desuso, mas ainda pior que essa, uma política cruel de abate bárbaro e recolha, que pressupõe o abate dos animais desprotegidos, deixando-os morrer à fome, aos nossos olhos, na via pública e, posteriormente, a recolha dos seus cadáveres? 

Os animais famintos, enfraquecidos, debilitados, e por isso, mais susceptíveis a apanhar todo o tipo de doenças, não constituirão maior perigo para a Saúde Pública?
Mas se o pressuposto errado da fundamentação desta campanha assenta no cumprimento de uma norma obsoleta do Regulamento de Higiene Pública do Concelho de Vila Franca de Xira, então não será melhor alterar, fazer a revisão e modernização desse regulamento, no Órgão Municipal competente? 

Neste Município desconhece-se a Convenção Europeia para a Protecção dos Animais de Companhia, transposta pelo Decreto-Lei n.º 276/2001, de 17 de Outubro, e os princípios para o bem-estar animal, expressos no Decreto-Lei n.º 315/2003 de 17 de Dezembro, e a Resolução da Assembleia da República n.º 69/2011 , que recomenda uma nova política de controlo das populações de animais errantes e a promoção de uma política de não abate dos animais recolhidos nos centros de recolha oficiais?
Como é possível que em tempos de crise económica e contenção de despesas, se esbanje dinheiro do erário público em acções deste género? 

Qual o critério para os investimentos Camarários nesta matéria? 

A prioridade não deveria ser para o investimento na criação de canis e gatis para a recolha, tratamento médico-veterinário e preservação desses animais em condições condignas, cumprindo as normas de bem-estar e saúde animal?
A prioridade não deveria ser para apoiar a vários níveis as Associações e os Movimentos de Cidadãos Voluntários amigos, defensores e protectores de animais abandonados? 

A prioridade não deveria ser para a promoção de programas RED (Recolha, Esterilização e Devolução) em colónias de animais de rua estabilizadas, instituindo-se o conceito de ?cão ou gato comunitário? que garanta a protecção legal dos animais que são cuidados num espaço ou numa via pública limitada cuja guarda, detenção, alimentação e cuidados médico-veterinários são assegurados por uma parte de uma comunidade local de moradores? 

A prioridade não deveria ser para oferecer o acesso a tratamentos médico-veterinários, nomeadamente a prática de esterilização, a preços simbólicos, nos centros de recolha oficiais para os animais a cargo de associações de protecção dos animais ou de detentores com incapacidade económica? 

A prioridade não deveria ser para o lançamento de campanhas de sensibilização contra o abandono dos animais e de promoção da adopção responsável, além da correcção das falhas existentes ao nível dos sistemas de registo dos animais e a adequada articulação entre as bases de dados existentes? 

Afinal, este nosso Concelho está mesmo a afundar-se! Mas o fenómeno não é só a nível do solo, e nem se consegue detectar através de imagens de satélite, é mesmo um afundamento moral, ético e dos bons costumes, perda total de valores!
Qual será o próximo passo? Esperemos que, por este andar, não se transponha a essência desta campanha também para os seres humanos, promovendo uma política idêntica de erradicação do flagelo dos desfavorecidos e dos sem-abrigo! 

Mais informamos que está programada uma iniciativa de protesto para próxima Reunião de Câmara, na 4.ª feira, dia 18 de Maio, às 18h00, no edifício da Câmara, em Vila Franca de Xira. Com ponto de encontro às 17h30, à porta da Câmara de Vila Franca de Xira e com t-shirt preta como símbolo do protesto.
Com os melhores cumprimentos,
Luisa Vaz e Isida Moço
* VILA FRANCA DE XIRA CONCELHO INTELIGENTE, frase em nota de rodapé do panfleto da campanha.








POSTURA MUNICIPAL DE CONTROLO DE ANIMAIS VADIOS OU 
ERRANTES NO MUNICÍPIO DE MIRANDELA 


Artigo 3º 
1- É expressamente proibido alimentar qualquer animal vadio ou errante, seja 
de que espécie for, em qualquer espaço público. 
2- A violação da proibição prevista no número anterior, constitui contraordenação punida com uma coima cujo montante mínimo é de 50 euros e  máximo de 500 euros.




Parque Biológico aconselha a não alimentar gatos errantes
O livro começa por explicar como foram os gatos domesticados para depois descrever de que forma os gatos selvagens e domesticados, de zonas urbanas e zonas rurais, contribuem para a extinção de algumas espécies. 
Por fim, mesmo na última página, aconselha as pessoas a não alimentarem gatos errantes, de forma a não aumentar o seu número. 




Alimentar cães dá multa
Fornecer alimento nos espaços públicos e atrair animais de companhia, errantes, selvagens ou que vivam em estado semidoméstico no meio urbano, tais como gatos, cães e pombos, vai passar a ser punido em Peniche com a coima de um décimo do salário mínimo nacional, cerca de 36 euros.




Porto: http://www.cm-porto.pt/document/449218/471069.pdf


Panfleto do Porto:





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Sexta-feira, 20 de Agosto de 2010
Um exemplo a seguir!!!


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Sábado, 31 de Julho de 2010
Imagens que dizem tudo


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Terça-feira, 27 de Julho de 2010
Vá de férias sem abandonar os animais
Apelos na internet, nas clínicas veterinárias e até sensibilização nas escolas. A Associação Bracarense Amigos dos Animais - ABRA - desdobra-se em esforços e campanhas para que os animais sejam adoptados, mas as adopções têm sido “muito poucas” e com a chegada do Verão o número de abandonos aumenta.


Nos últimos dois meses, o número de animais deixados no canil/gatil municipal disparou. “Temos muitos dias da semana a serem entregues 10 cães por dia, entre os animais que são recolhidos pelas equipas da Agere e os animais entregues pelos donos”, confidenciou a vice-presidente da ABRA, Anabela Veloso. E, contrariamente aos anos anteriores, “nos últimos três meses o gatil tem estado lotado e não se consegue perceber porquê, porque os gatos são mais difíceis de capturar”.


Além disso, Anabela Veloso sublinhou o facto de cada vez mais pessoas entregarem os animais no canil/gatil. “Quando dizemos às pessoas que os animais podem ser abatidos, porque o tempo útil para arranjar um dono é muito curto, as pessoas acabam por levar de volta”, admitiu aquela responsável, informando que se coloca no site a fotografia do animal na tentativa de arranjar um novo dono.

As pessoas têm de estar conscientes de que quando entregam animais no canil, o seu destino é o abate. Só excepcionalmente eles são adoptados e isso é cada vez mais difícil”, referiu aquela responsável, evidenciando que no canil “80% dos animais são entregues pelos donos e 20% são recolhidos”.
Nesta altura do ano, lembrou Anabela Veloso, “já se vêem nas zonas limites da cidade, onde há montes, os animais pelas estradas fora. Há cada vez mais animais abandonados e cada vez menos adopções”, assegurou.

Donos mais responsáveis

Isto pode dever-se ao facto, acrescentou a vice-presidente, “das pessoas terem mais responsabilidade e estarem mais conscientes, que não podem ter um animal por ter, é preciso ter mais cuidados e por isso, preferem um animal que dê menos trabalho e com que gaste menos dinheiro. Nesse sentido nota-se que está a valer o trabalho”.

O apelo que Anabela Veloso deixou é que as pessoas antes de irem de férias que “tentem todas as possibilidades para não abandonarem os animais ou de os deixarem no canil”. E atirou: “enviem fotos e tentamos através do site encontrar famílias de acolhimento. Depois há outros serviços e hotéis ou até um vizinho ou familiar que não se importa de olhar e dar de comer”.
Entretanto, a ABRA durante o mês de Agosto continua com as campanhas de adopção, sendo no primeiro fim-de-semana do mês para cães e gatos e no terceiro sábado de cada mês para os gatos.

“Número de abates deve-se ao elevado número de abandonos”

A Associação Bracarense Amigos dos Animais (ABRA) repudia o teor das acusações feitas ao Canil Municipal de Braga, expressas numa petição on line, promovida pela Fraktal.
A ABRA reconhece, em comunicado, que “é imperioso promover a alteração de comportamentos e mentalidades, de modo a abandonar a prática de abate como forma de controlar o número de animais errantes”.

E vai mais longe: “é preciso contrariar o aumento do abandono e maus tratos dos animais, implementando medidas dissuasoras de tais práticas; além de promover e sensibilizar a população para a esterilização dos seus animais de estimação, com vista à dimi

nuição do número de animais errantes. E a ABRA defende ainda melhores condições para as infra-estruturas destinadas à recolha dos animais errantes, promovendo o seu acolhimento, consciencioso, por novos donos, em detrimento do seu abate e assegurar que se encontram preenchidas as condições fundamentais de higiene, alimentação, saúde e bem-estar de todos os animais que se encontram recolhidos nas referidas infra-estruturas.

Ainda em comunicado a direcção da ABRA sublinha que “os canis municipais existentes no nosso país são, maioritariamente de abate, não assegurando as mínimas condições de higiene, alimentação, saúde e bem-estar dos animais que se encontram depositados nos mesmos”.

Em contrapartida, acrescenta o mesmo documento, “a Câmara Municipal de Braga abriu as portas do canil municipal, permitindo que um grupo de voluntários se desloque diariamente às suas instalações para, em parceria com o município, acautelar, diariamente, que se encontram preenchidas as condições fundamentais de higiene, alimentação, saúde e bem-estar de todos os animais que aí se encontrem e, bem assim, zelar pela minimização do sofrimento de animais doentes, quando não for possível assegurar tratamento e/ou recobro adequados”.
Esta colaboração, ao longo dos últimos cinco anos, permitiu que inúmeros animais encontrassem novos donos.

Donos cada vez mais preocupados

O hotel canino da Quinta de St.ª Teresinha, em Merelim S. Pedro, é uma das várias opções existentes no concelho para deixar os animais, não só em tempo de férias.
César Sá, o proprietário daquele espaço com 12 anos, destaca o “ambiente familiar”, que ali se cria para os animais. “Apostamos num conceito familiar e, apesar de termos espaço e condições para crescer, optámos por ficar pelas 50 boxes disponíveis”.
A trabalhar no ramo por paixão, César confessa que é “gratificante o que os animais dão, até porque a interacção é fantástica”.

E em relação aos donos, o proprietário do hotel tem notado que “há uma grande preocupa- ção e respeito pelos animais, as pessoas têm consciência e querem deixar o cão bem tratado e telefonam diariamente para saber se os animais estão bem. Isso demonstra afecto e carinho”.

Numa quinta com cerca de dois hectares, César Sá garante que se pretende “dar férias aos animais. Eles aqui não estão presos, andam soltos e podem explorar todos os cheiros das várias árvores de fruto existentes”. E foi mais longe: “os cães brincam e socializam-se com outros animais, caso os donos autorizem. Há muita vegetação para proporcionar sempre sombra, sobretudo na época de calor”.

Mas César não recebe animais apenas nestes meses de Verão. “Temos animais durante todo o ano. Cada vez isso acontece mais por variados motivos, desde trabalho, divórcio, obras em casa, doença”, informou.
César admitiu que ainda não sentiu a crise. “As pessoas podem não ir tanto tempo de férias, em vez de irem um mês, já só vão 15 dias, e além disso já não vão só em Agosto, talvez por ser mais barato nos outros meses, mas continuam deixar os animais aqui”.

Por noite, cada animal paga 10 euros com tudo incluído. “Já tenho praticamente tudo reservado para o mês de Agosto”, assegurou o proprietário, referindo que chegam animais de famílias de várias localidades, desde Porto, Viana do Castelo, Barcelos, Esposende e Braga.


publicado por Maluvfx às 10:29
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Vá de férias sem abandonar os animais
Apelos na internet, nas clínicas veterinárias e até sensibilização nas escolas. A Associação Bracarense Amigos dos Animais - ABRA - desdobra-se em esforços e campanhas para que os animais sejam adoptados, mas as adopções têm sido “muito poucas” e com a chegada do Verão o número de abandonos aumenta.


Nos últimos dois meses, o número de animais deixados no canil/gatil municipal disparou. “Temos muitos dias da semana a serem entregues 10 cães por dia, entre os animais que são recolhidos pelas equipas da Agere e os animais entregues pelos donos”, confidenciou a vice-presidente da ABRA, Anabela Veloso. E, contrariamente aos anos anteriores, “nos últimos três meses o gatil tem estado lotado e não se consegue perceber porquê, porque os gatos são mais difíceis de capturar”.


Além disso, Anabela Veloso sublinhou o facto de cada vez mais pessoas entregarem os animais no canil/gatil. “Quando dizemos às pessoas que os animais podem ser abatidos, porque o tempo útil para arranjar um dono é muito curto, as pessoas acabam por levar de volta”, admitiu aquela responsável, informando que se coloca no site a fotografia do animal na tentativa de arranjar um novo dono.

As pessoas têm de estar conscientes de que quando entregam animais no canil, o seu destino é o abate. Só excepcionalmente eles são adoptados e isso é cada vez mais difícil”, referiu aquela responsável, evidenciando que no canil “80% dos animais são entregues pelos donos e 20% são recolhidos”.
Nesta altura do ano, lembrou Anabela Veloso, “já se vêem nas zonas limites da cidade, onde há montes, os animais pelas estradas fora. Há cada vez mais animais abandonados e cada vez menos adopções”, assegurou.

Donos mais responsáveis

Isto pode dever-se ao facto, acrescentou a vice-presidente, “das pessoas terem mais responsabilidade e estarem mais conscientes, que não podem ter um animal por ter, é preciso ter mais cuidados e por isso, preferem um animal que dê menos trabalho e com que gaste menos dinheiro. Nesse sentido nota-se que está a valer o trabalho”.

O apelo que Anabela Veloso deixou é que as pessoas antes de irem de férias que “tentem todas as possibilidades para não abandonarem os animais ou de os deixarem no canil”. E atirou: “enviem fotos e tentamos através do site encontrar famílias de acolhimento. Depois há outros serviços e hotéis ou até um vizinho ou familiar que não se importa de olhar e dar de comer”.
Entretanto, a ABRA durante o mês de Agosto continua com as campanhas de adopção, sendo no primeiro fim-de-semana do mês para cães e gatos e no terceiro sábado de cada mês para os gatos.

“Número de abates deve-se ao elevado número de abandonos”

A Associação Bracarense Amigos dos Animais (ABRA) repudia o teor das acusações feitas ao Canil Municipal de Braga, expressas numa petição on line, promovida pela Fraktal.
A ABRA reconhece, em comunicado, que “é imperioso promover a alteração de comportamentos e mentalidades, de modo a abandonar a prática de abate como forma de controlar o número de animais errantes”.

E vai mais longe: “é preciso contrariar o aumento do abandono e maus tratos dos animais, implementando medidas dissuasoras de tais práticas; além de promover e sensibilizar a população para a esterilização dos seus animais de estimação, com vista à dimi

nuição do número de animais errantes. E a ABRA defende ainda melhores condições para as infra-estruturas destinadas à recolha dos animais errantes, promovendo o seu acolhimento, consciencioso, por novos donos, em detrimento do seu abate e assegurar que se encontram preenchidas as condições fundamentais de higiene, alimentação, saúde e bem-estar de todos os animais que se encontram recolhidos nas referidas infra-estruturas.

Ainda em comunicado a direcção da ABRA sublinha que “os canis municipais existentes no nosso país são, maioritariamente de abate, não assegurando as mínimas condições de higiene, alimentação, saúde e bem-estar dos animais que se encontram depositados nos mesmos”.

Em contrapartida, acrescenta o mesmo documento, “a Câmara Municipal de Braga abriu as portas do canil municipal, permitindo que um grupo de voluntários se desloque diariamente às suas instalações para, em parceria com o município, acautelar, diariamente, que se encontram preenchidas as condições fundamentais de higiene, alimentação, saúde e bem-estar de todos os animais que aí se encontrem e, bem assim, zelar pela minimização do sofrimento de animais doentes, quando não for possível assegurar tratamento e/ou recobro adequados”.
Esta colaboração, ao longo dos últimos cinco anos, permitiu que inúmeros animais encontrassem novos donos.

Donos cada vez mais preocupados

O hotel canino da Quinta de St.ª Teresinha, em Merelim S. Pedro, é uma das várias opções existentes no concelho para deixar os animais, não só em tempo de férias.
César Sá, o proprietário daquele espaço com 12 anos, destaca o “ambiente familiar”, que ali se cria para os animais. “Apostamos num conceito familiar e, apesar de termos espaço e condições para crescer, optámos por ficar pelas 50 boxes disponíveis”.
A trabalhar no ramo por paixão, César confessa que é “gratificante o que os animais dão, até porque a interacção é fantástica”.

E em relação aos donos, o proprietário do hotel tem notado que “há uma grande preocupa- ção e respeito pelos animais, as pessoas têm consciência e querem deixar o cão bem tratado e telefonam diariamente para saber se os animais estão bem. Isso demonstra afecto e carinho”.

Numa quinta com cerca de dois hectares, César Sá garante que se pretende “dar férias aos animais. Eles aqui não estão presos, andam soltos e podem explorar todos os cheiros das várias árvores de fruto existentes”. E foi mais longe: “os cães brincam e socializam-se com outros animais, caso os donos autorizem. Há muita vegetação para proporcionar sempre sombra, sobretudo na época de calor”.

Mas César não recebe animais apenas nestes meses de Verão. “Temos animais durante todo o ano. Cada vez isso acontece mais por variados motivos, desde trabalho, divórcio, obras em casa, doença”, informou.
César admitiu que ainda não sentiu a crise. “As pessoas podem não ir tanto tempo de férias, em vez de irem um mês, já só vão 15 dias, e além disso já não vão só em Agosto, talvez por ser mais barato nos outros meses, mas continuam deixar os animais aqui”.

Por noite, cada animal paga 10 euros com tudo incluído. “Já tenho praticamente tudo reservado para o mês de Agosto”, assegurou o proprietário, referindo que chegam animais de famílias de várias localidades, desde Porto, Viana do Castelo, Barcelos, Esposende e Braga.


publicado por Maluvfx às 10:29
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Terça-feira, 15 de Junho de 2010
vc repórter: abadono de animais no RJ deve ser comunicado

Cães que estariam abandonados descansam em Copacabana, no Rio de Janeiro Foto: José Carlos Pereira de Carvalho /vc repórter
Número de cães abandonados em Copacabana estaria aumentando
Foto: José Carlos Pereira de Carvalho /vc repórter

    Apesar de ser crime previsto na Lei Ambiental, o abandono de animais de estimação tem se tornado um problema crescente nas grandes cidades - e a preocupação atinge também os moradores do Rio de Janeiro (RJ). Para combater a questão, a Secretaria Especial de Promoção e Defesa dos Animais (Sespda) pede que casos sejam comunicados.

    Na manhã da última sexta-feira, o internauta José Carlos Pereira de Carvalho registrou uma matilha de cinco cães descansando no Largo de São Francisco, em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro. Segundo ele, os animais estariam abandonados, pois são vistos com frequência no local.
    Para José Carlos, o número de animais abandonados no bairro tem aumentado nos últimos meses. No entanto, de acordo com a Secretaria Especial de Promoção e Defesa dos Animais (Sespda) do Rio de Janeiro, não há uma estatística de quantos animais estão em situação de abandono na cidade.
    Para o carioca, muitos deles pertenciam a moradores de rua. "Recentemente o choque de ordem da prefeitura retirou moradores do Largo São Francisco, e os animais que eram deles acabaram ficando abandonados", diz.
    Segundo o órgão, quando os moradores encontrarem animais em situações de abandono, é recomendado que entrem em contato com a Sepda. A secretaria então fará irá até o local fazer uma vistoria, para avaliar a situação do animal, já que muitas vezes eles podem ser "animais de colônia", que, de acordo dom a Sepda, são animais coletivos, que vivem há muito tempo juntos e recebem cuidados de moradores das proximidades. Nestes casos, a remoção do animal é proibida por lei municipal.
    Se estiverem abandonados, a secretaria aciona o Centro de Controle de Zoonoses, que faz a retirada dos animais. Eles são, então, encaminhados para o Centro de Proteção Animal, no bairro de Guaratiba. Lá, passam por uma triagem, ficam em quarentena, recebem cuidados veterinários e depois são encaminhados para campanhas de adoções.
    Colaboradores independentes
    A secretaria conta atualmente com 225 colaboradores independentes - pessoas que recolhem por conta própria os animais - que se cadastram para ter direito a dez castrações gratuitas por semana. Muitos animais abandonados são auxiliados por estas pessoas, mas não é feita uma contagem de quantos cães e gatos são retirados das ruas.
    Fonte


    publicado por Maluvfx às 00:13
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