Ética é o conjunto de valores, ou padrões, a partir dos quais uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões. A ética é importante por que respeita os outros e a dignidade humana.

Quinta-feira, 31 de Maio de 2012
Ética e touradas
por António Maria Pereira *

O Boletim da Ordem dos Advogados, dando largas a uma surpreendente "aficion", publicou no seu último número quatro artigos sobre tauromaquia em que, com excepção do primeiro, da autoria de Silvério Rocha Cunha, que é imparcial, os três restantes, escritos por óbvios aficionados, procuram esforçadamente justificar a festa brava. Mas o entusiasmo do Boletim pelo espectáculo de touros é tal que foi ao ponto de acolher nas suas páginas um panegírico da tourada da autoria de um conhecido aficionado cuja profissão é de médico veterinário (!).

O elogio da festa brava num boletim da Ordem dos Advogados parece-me totalmente deslocado e desqualifica a revista. O Boletim fez-se para debater assuntos que possam interessar os advogados mas nunca para apoiar o lobby dos touros num debate que divide a sociedade portuguesa mas que não interessa particularmente aos advogados (com excepção de alguns aspectos jurídicos que praticamente não foram abordados).

De qualquer modo, para que não fiquem sem resposta os principais argumentos dos aficionados, vou tentar comentá-los nas linhas que se seguem.

O movimento universal de protecção dos animais corresponde a uma exigência ética e cultural universal, consagrada na Declaração Universal dos Direitos do Animal (1978), em numerosas convenções internacionais e em centenas de leis, incluindo leis constitucionais, dos países mais adiantados.

Nas suas diversas formulações todos esses diplomas têm um denominador comum: a preocupação com o bem-estar dos animais envolvendo antes de mais, a condenação de todos os actos de crueldade; mas além dessa preocupação, um número cada vez maior de correntes zoófilas defende o reconhecimento aos animais de autênticos direitos subjectivos.

O debate sobre esses temas, iniciado aquando do arranque da era industrial, na segunda metade do séc. XIX, ampliou-se a partir da criação, após a última grande guerra, das grandes instituições europeias e mundiais (Conselho da Europa, União Europeia e UNESCO) e actualmente trava-se em várias universidades onde se ministram cursos sobre os direitos dos animais (é o caso das Universidade de Harvard, Duke e Georgetown nos Estados Unidos e de Cambridge, na Inglaterra). Numerosos e qualificados autores têm intervindo nesse debate, iniciado com as obras pioneiras dos já clássicos Tom Reagan e Peter Singer. Em Portugal a discussão tem decorrido sobretudo na Faculdade de Direito de Lisboa graças designadamente aos contributos de António Menezes Cordeiro e Fernando Araújo e ainda nas Faculdades de Direito da Universidade Nova de Lisboa e da Universidade de Coimbra. Como nota Fernando Araújo em A Hora dos Direitos dos Animais, a bibliografia sobre este tema compreende actualmente cerca de 600 títulos (!).

Não se trata, portanto, de um assunto esotérico cultivado por uns tantos iluminados vegetarianos mas sim — tal como os direitos do homem — de uma componente muito importante da cultura ocidental; a tal ponto que a obrigação para os Estados da União Europeia, de garantirem o bem-estar animal está hoje formalmente consagrado em protocolo vinculativo anexo ao Tratado de Amesterdão.

Não há tempo, neste artigo, que tem como tema as touradas, para entrar no debate sobre os direitos dos animais. Partamos, por isso, de uma conclusão em que todos esses autores — mesmo os que não aceitam a atribuição de direitos aos animais — convergem: a de que são absolutamente contrários à ética os actos de crueldade gratuita para com os animais.

Esta é sem dúvida uma conclusão pacífica não só para os zoófilos mas também para o homem comum em geral e até para os próprios aficionados. Com efeito, se se perguntar a qualquer pessoa (incluindo aficionados de touradas, organizadores de combates de cães e de tiro aos pombos, etc.) se concordam que se torturem animais, é praticamente certo que responderão pela negativa. E no entanto, contraditoriamente, torturam ou organizam a tortura de touros, de cães e de pombos.

O óbvio sofrimento dos touros

É óbvio que os touros sofrem quer antes, quer durante, quer após as touradas. A deslocação do animal do seu habitat, a sua introdução num caixote minúsculo em que ele se não pode mover e onde fica 24 horas ou mais, o corte dos chifres e as agressões de que é vitima para o enfurecer; ao que se segue a perfuração do seu corpo pelas bandarilhas que são arpões que lhe dilaceram as entranhas e lhe provocam profundas e dolorosas hemorragias; e finalmente, na tourada à portuguesa, o arranque brutal dos ferros; e tudo isto já sem se referir a tortura das varas e do estoque na tourada à espanhola — representam sem quaisquer dúvidas sofrimento intenso e insuportável para um animal tão sensível que não tolera as picadas das moscas e as enxota constantemente com a cauda quando pasta em liberdade.

A SIC exibiu há tempos um documentário sobre o que se passa na retaguarda das touradas. Quando chegou à fase final do arranque das farpas o funcionário da praça não permitiu a filmagem por a considerar demasiado impressionante. Mas pudemos ouvir os horrendos uivos de dor que o animal emitia do seu caixote exíguo e que eram de fazer gelar o sangue dos telespectadores.

Na tourada à espanhola com picadores o quadro ainda é mais cruel: o touro é perfurado ainda mais profundamente pela comprida e afiada ponta da "puya" que lhe rasga a pele, os músculos e os vasos sanguíneos, provocando-lhe intencionalmente uma dor intolerável e uma abundante hemorragia, enquanto um cavalo, de olhos vendados, é corneado pelo touro enraivecido e com frequência derrubado e ferido — e tudo isto para gáudio de uma multidão que a cada novo ferro cravado e a cada nova e mais profunda perfuração da vara, vibra com um gozo em que a componente sádica é óbvia.

Perante a evidência de que o touro sofre — e sofre intensamente — ao ser toureado, os aficionados desdobram-se em atabalhoadas tentativas de justificação que não obedecem a um mínimo de razoabilidade, atingindo algumas vezes as raias do surrealismo.

É o que faz Joaquim Grave no artigo publicado no Boletim ao afirmar que "só se pode pronunciar sobre os aspectos éticos da tourada quem conhece o espectáculo". Conclusão esta que, salvo o devido respeito, é completamente absurda, certo como é que os aspectos cruéis acima referidos são óbvios para quem quer que os presencie não sendo necessário estudar tauromaquia para chegar à conclusão de que o touro é objecto de grande sofrimento ao ser farpeado e estoqueado.

Ética e tortura dos touros

Afirma ainda Joaquim Grave que "na corrida existe uma certa ética na relação homem/animal, ou, por outras palavras, e contrariamente ao que afirmam os que a não conhecem, na corrida o touro não é tratado como uma coisa, já que não se lhe pode fazer qualquer coisa indiscriminadamente".

Falar em ética para justificar a cruel agressão, com perfuração por ferros, a um animal abruptamente arrancado ao seu habitat é um absurdo, um "nonsense". Absurdo esse que atinge os limites do surrealismo ao sustentar-se que, no domínio do tratamento cruel, haveria crueldades que a ética permite (as farpas, a puya, o estoque) e outras que a tal ética não autorizaria. Como não se exemplifica de que crueldades se trata suponho que o autor se queria referir, por exemplo, às bandarilhas de fogo ou a cravar farpas nos olhos do touro.

Tudo isto é absurdo. A ética exige que não se inflija qualquer sofrimento cruel ao touro, ponto final. Se esse sofrimento resulta dos ferros cravados ou de qualquer outra coisa "que não é costume executar nas touradas", é um aspecto completamente irrelevante à luz da ética e insustentável em face da razão e do bom senso.

Tentando de novo invocar a ética para justificar a barbárie da tourada, Joaquim Grave mais adiante afirma que "a ética touromáquica é pois a seguinte: respeita-se a natureza do touro, combatendo-o, pois é um animal de combate".

Uma vez mais estamos perante um falso argumento em que a má-fé é evidente: o touro é um animal inofensivo quando no seu habitat; mas é evidente que tem, como todos os animais, o instinto de defesa que o leva a atacar quando agredido. Ele é vítima de uma maquinação cruel de quem o retira do seu habitat, o encerra numa praça e depois o agride cravando-lhe ferros.

A conclusão do artigo está à altura da argumentação: "sendo o touro um ser por natureza bravo, ele realiza o seu grande bem lutando, ele realiza a sua natureza de lutador na luta e ele realiza-se plenamente a ele próprio na corrida e pela corrida".

Lê-se e não se acredita: o infeliz touro, que é levado à força de seu habitat e depois perfurado com farpas, com a "puya", ou estoqueado, que quando não é morto acaba a tourada com feridas profundas e pastas de sangue a escorrer pelo lombo, esse sacrificado animal seria afinal uma espécie de bombista suicida, que se realizaria plenamente pelo seu próprio sofrimento e morte em combate...

Estamos aqui uma vez mais no reino do absurdo. Como é óbvio, ao contrário do bombista suicida, que procura alegremente a morte, o pobre touro, se pudesse falar, diria com certeza que o seu único desejo era nunca sair da lezíria e continuar a pastar pacificamente.

O toureiro — grande defensor dos touros!

Também o Dr. João Vaz Rodrigues, num artigo com pérolas de poesia surrealista, como aquela em que "repudia a hipocrisia de quem sacrifica de bom grado a vida de uma singela flor para preencher emocionalmente um desígnio de vaidade e verbera veementemente o sangue de um animal cujo o destino é exactamente o de morrer na arena", acrescentando "bem sei que a flor não se manifesta da mesma maneira mas morre igualmente sacrificada à emoção", remata com esta frase lapidar: "quem defende o touro é o próprio toureiro e os demais que respeitam a festa. Sem este aquele sofre sérios riscos de extinção".

Ao longo de todo este artigo, além da nostalgia do autor "por já não conseguir assistir à caça à baleia ou aos banhos de espuma sanguinolenta da "copejada" do atum de Tavira" (Freud poderia dar aqui um contributo importante para a explicação de tal "nostalgia") o único argumento que sobressai é o do receio da extinção da espécie taurina caso as touradas acabassem.

Tal como os outros, este argumento não procede, certo como é que, se necessário, se poderia facilmente criar reservas de touros, tal como existem reservas de búfalos.

Resta a pasmosa afirmação de que "quem defende o touro é o próprio toureiro". Na mesma linha de argumentação pode afirmar-se que quem defende a vítima da tortura é o torcionário. Ora aqui está um bom argumento para uso dos advogados defensores dos réus que no Tribunal Internacional de Haia e noutros tribunais são acusados de crimes contra a humanidade: ao torturarem e executarem barbaramente milhares de muçulmanos na Bósnia os torcionários estavam afinal a defender as suas vítimas! É claro que não vale a pena discutir nestes termos de irracionalidade.

Em conclusão, o certo é que nenhum dos aficionados autores dos textos publicados no Boletim da Ordem dos Advogados — como nenhum aficionado em qualquer parte do mundo — conseguiu ou conseguirá jamais demonstrar, de boa-fé, que os touros não sofrem ao serem lidados. Sofrimento esse que não tem qualquer justificação a não ser o prazer sádico e emotivo de quem a ele assiste.

E a confirmação desse sadismo está nesta atitude: quando se propõe a um aficionado que as farpas em vez de terem arpões de ferro tivessem ventosas — como já aconteceu nos Estados Unidos — a sugestão é logo afastada com indignação. O que o aficionado sobretudo quer é ver o sangue, é deliciar-se com o sofrimento do touro.

As touradas ofendem por isso um princípio fundamental da ética que impende sobre qualquer pessoa que se preocupe em pautar os seus actos pelos ditames da moral e da ética.

As touradas foram proibidas em Portugal por Decreto de 1836, da iniciativa do então primeiro-ministro Passos Manuel, por já então, conforme se lê no Decreto, "serem consideradas um divertimento bárbaro e impróprio das nações civilizadas, que serve unicamente para habituar os homens ao crime e à ferocidade".

De então para cá, e apesar do retorno das touradas, o certo é que cada vez mais se acentua a repulsa dos países civilizados por esse barbarismo medieval. Em Portugal, segundo sondagem recente, a percentagem de portugueses que não gosta de touradas é de 74,5 % contra 24,7 que ainda gosta (cf. Público, 26.08.2002).

Tal como os autos de fé, os suplícios e as execuções públicas e outros barbarismos próprios de séculos de obscurantismo — também, a médio prazo, as touradas estão condenadas a desaparecer dos raros países onde ainda são toleradas.

*
António Maria Pereira


António Maria Pereira








 advogado, ex-deputado pelo PSD e "pai dos direitos dos animais em Portugal"


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Segunda-feira, 23 de Agosto de 2010
TESTEMUNHO DA PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO ANMIMAL


"A Associação ANIMAL distinguiu o Dr. Defensor Moura com o "Prémio António Maria Pereira dos Direitos dos Animais" por, como Autarca, ter adquirido e encerrado a Praça de Touros e ter proibido as touradas no município, declarando Viana do Castelo a primeira "cidade anti-touradas" do país.

Com esta sua corajosa decisão o Dr. Defensor Moura deu um responsável e valioso contributo para o fim dos espectáculos de tortura e sacrifício de animais em Portugal, só para divertimento de alguns, manifestando exemplarmente o seu respeito pelos direitos dos animais, no exercício de funções públicas.

Rita Silva - Presidente da Associação ANIMAL."


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Quinta-feira, 23 de Abril de 2009
Viana do Castelo: Defensor Moura premiado pela Animal por ter proclamado cidade 'antitouradas'


A associação Animal distinguiu hoje o presidente da Câmara de Viana do Castelo, Defensor Moura, com o Prémio António Maria Pereira dos Direitos dos Animais, por ter declarado aquela cidade 'antitouradas', uma decisão pioneira em Portugal.

Recorde-se que a Câmara, este ano, deliberou não permitir a realização de qualquer espectáculo tauromáquico no espaço público e privado do Município, sempre que dependa de autorização a conceder pela autarquia.

A Animal congratulou-se com a decisão, criou o prémio António Maria Pereira - uma escultura com a imagem de um touro - e entregou-o hoje, pela primeira vez, a Defensor Moura.

António Maria Pereira foi um político e um deputado que se distinguiu na defesa dos direitos dos animais, tendo falecido em 28 de Janeiro.

Para Defensor Moura, esta distinção 'coroa o trabalho desenvolvido pela autarquia de respeito pelos valores de cidadania, prosseguindo o objectivo de tornar Viana do Castelo uma Cidade Saudável'.

'Nesta cultura de urbanismo e de estilos de vida saudáveis, a defesa dos direitos humanos, numa cidade moderna e progressista, não é compatível com a realização de espectáculos de tortura e de sofrimento injustificado que atentam contra os direitos dos animais, cuja Declaração Universal foi subscrita por todos os países civilizados, incluindo Portugal', referiu Moura.

A decisão da Câmara de Viana do Castelo de declarar a cidade 'antitouradas' surgiu na sequência de uma outra, aprovada em Novembro, pela qual a Câmara adquiriu, pelo preço simbólico de cinco mil euros, a Praça de Touros da cidade, para a transformar num Centro de Ciência Viva.

Uma decisão que Defensor Moura já classificou como 'a medida mais popular' tomada pelo seu Executivo, tendo merecido 'felicitações' de todo o mundo.

No entanto, os aficionados da tauromaquia contestam a decisão e já marcaram uma manifestação de protesto, para tentarem recuperar as touradas para Viana do Castelo.

Na antiga Praça de Touros, a Câmara pretende instalar a 'Praça da Vida', ou seja, um centro ou museu da Ciência Viva semelhante ao Museu do Homem existente na Corunha, Galiza, que abordará questões de biologia humana e ecologia, criando 'mais um pólo de atracção na cidade', especialmente para os jovens estudantes de todas as escolas do País

Correio do Minho

Animal premeia Defensor Moura por cidade antitouradas


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Associação Animal distingue hoje autarca de Viana

(Por Andrea Cruz. In "Público", 23 de Abril de 2009)

Activistas da associação Animal entregam esta tarde, em mãos, a Defensor Moura o primeiro prémio António Maria Pereira pelo facto de o autarca ter proclamado Viana do Castelo como a primeira cidade portuguesa antitouradas.

A distinção, uma estátua em porcelana com a imagem de um touro, foi recentemente instituída pela organização para homenagear o político e deputado do PSD, que se notabilizou pela defesa dos direitos dos animais.

Para Miguel Moutinho, presidente da Animal, Defensor Moura merece estrear este prémio, "pela coragem e sentido de ética e de justiça que demonstrou ao ser o primeiro decisor político do país a declarar a cidade antitouradas". Segundo Miguel Moutinho, a decisão "histórica" do autarca socialista de Viana poderá abrir caminho para que outros municípios sigam o exemplo. Nesse sentido, sublinhou os "sinais positivos" demonstrados pelas autarquias de Braga e Cascais, que recentemente não autorizaram a realização de espectáculos tauromáquicos, apesar de não ter havido uma decisão formal quanto à declaração antitouradas.

A homenagem da Animal tinha inicialmente previsto uma manifestação de apoio, entretanto desconvocada. Uma decisão a que não serão alheias as reservas levantadas por Defensor Moura quanto à "exuberância" da iniciativa.

Mas a decisão da autarquia não é unanimemente aceite. A proibição aprovada pela maioria socialista em Fevereiro passado é, para a Tertúlia Taurina e Equestre de Viana, uma medida radical que põe em causa a importância cultural e socioeconómica do espectáculo tauromáquico. Nesse sentido, esta entidade vai promover este sábado uma concentração equestre, seguida de um passeio pela cidade, para sensibilizar os vianenses para uma tradição que perdura desde o século XIX.

Ainda em processo de legalização, a nova associação, constituída na sequência da decisão da autarquia, considera que deveria ter existido uma discussão prévia e promete encetar todas as diligências para que seja levantada a proibição. Em declarações ao PÚBLICO, Carlos Durães adiantou que não está em causa o encerramento da Praça de Touros da cidade mas a possibilidade de realização de touradas em praças desmontáveis.

O fim destes espectáculos foi justificado pela autarquia com o perfil de cidade saudável que Viana ostenta há cerca de uma década. Imagem que a autarquia garante que se deve traduzir no respeito pelos animais. Moura considera que as touradas desrespeitam os animais e contrariam a imagem de Viana como cidade saudável.

http://blogdaanimal.blogspot.pt/2009/04/associacao-animal-distingue-hoje.html

http://jornal.publico.pt/noticia/23-04-2009/associacao-animal-distingue-hoje-autarca-de-viana-303874.htm







publicado por Maluvfx às 03:49
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Segunda-feira, 6 de Abril de 2009
"Gala Evolução com Compaixão"
Figuras públicas estiveram presentes na Gala "Evolução com Compaixão", organizada pela ANIMAL, para afirmar a importância da protecção dos animais

:: Nesta cerimónia apresentada por Fernanda Freitas, que contou com a actuação de Rui Reininho e da Companhia das Índias, e que se realizou no Lapa Palace, em Lisboa, várias celebridades afirmaram-se a favor do aumento e reforço da protecção legislativa dos animais de companhia, da proibição do uso de animais em circos e da abolição das touradas

:: Na Gala "Evolução com Compaixão", foi ainda simbolicamente entregue ao Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo o "Prémio António Maria Pereira para os Direitos dos Animais" pelo facto deste autarca ter declarado Viana do Castelo a primeira "Cidade Anti-Touradas" de Portugal

A noite de 5 de Março foi uma noite especial. Com o patrocínio de Tyta & Tyto Alba, a ANIMAL organizou, no Lapa Palace, em Lisboa, a Gala "Evolução com Compaixão", um evento exclusivo promovido com o objectivo de assinalar e celebrar a importância que a protecção dos animais tem e deve cada vez mais assumir no seio da sociedade portuguesa, e no contexto da evolução desta, reunindo figuras do mundo da moda, da televisão e da política numa elegante e agradável noite de convívio e lazer dedicada a enaltecer o respeito e a protecção que os animais merecem e o papel que devem ocupar no progresso moral e social de Portugal.

Apresentada por Fernanda Freitas e contando com o apoio, presença e actuação de Rui Reininho e da Companhia das Índias, a Gala "Evolução com Compaixão" revelou-se a ocasião perfeita para várias figuras públicas portuguesas afirmarem publicamente, num ambiente dedicado aos animais e à distinção da importância que a protecção deles deve assumir na sociedade portuguesa, as suas preocupações pessoais com o modo como os animais continuam a ser tratados em Portugal.

Entre outros convidados especiais, estiveram presentes na Gala "Evolução com Compaixão" a apresentadora e DJ Solange F., o cantor Fernando Pereira, as manequins Carla Matadinho, Lúcia Garcia e Emily Brown, o manequim Mário Franco, o dentista Miguel Stanley, Teresa Sturken, Leila Nyrop, a actriz Maria Dias, o encenador Manuel Mendes, Robert Van Houtum, Embaixador dos Países Baixos em Portugal, e os deputados à Assembleia da República João Rebelo (CDS-PP), Luís Carloto Marques (MPT/PSD), Manuel José Rodrigues (PS) e Rosa Albernaz (PS).

Fernanda Freitas, apresentadora do programa “Sociedade Civil”, da RTP2, uma das personalidades simpatizantes da defesa dos direitos dos animais que esteve presente neste evento, manifestou o seu apoio ao espírito e objectivos desta gala não só com a sua presença mas também com declarações que deixaram clara a sua posição. Fernanda Freitas foi peremptória relativamente à sua reconhecida posição enquanto defensora dos animais. À pergunta "relativamente à lei de protecção dos animais, estamos a protegê-los o suficiente?", Fernanda Freitas respondeu "Enquanto houver circos com animais, não. Enquanto houver touradas e isso for considerado património nacional, acho que não", acrescentando "eu nunca fui a uma tourada e nunca irei".

Rui Reininho e a Companhia das Índias não só estiveram presentes neste evento, como fizeram uma actuação especial para os convidados da Gala "Evolução com Compaixão", demonstrando, assim, também o seu apoio à ANIMAL, ao trabalho que desenvolve em defesa dos animais e ao objectivo, que continua a prosseguir, de levar os legisladores portugueses a estabelecerem uma nova e forte lei de protecção dos animais em Portugal – necessidade que se impõe com urgência extrema. Rui Reininho marcou, aliás, sempre no seu estilo inteligente e reverente, a sua posição contra as touradas, dizendo, a meio da sua actuação, que, "se pudesse, fechava o Campo Pequeno".

Também o músico Fernando Pereira disse "também não sou fã de touradas", tendo Teresa Sturken sido igualmente categórica, afirmando "declaro-me anti-tourada".

A manequim e apresentadora Carla Matadinho afirmou também, com firmeza e corajosamente, que "Há causas às quais devemos dar o nosso apoio incondicional e esta é uma delas", deixando assim claro o seu compromisso pessoal com a defesa dos direitos dos animais. A propósito das touradas, questionou-se ainda sobre "Que ser humano é este que se diverte a ver um animal a sofrer?", deixando esta questão e crítica no ar.

Diogo Infante, o prestigiado actor e Director Artístico do Teatro Nacional D. Maria II, numa mensagem enviada à ANIMAL a propósito desta gala, afirmou: "não podia deixar de expressar admiração e incentivo à Associação Animal que se tem dedicado a uma das causas mais nobres e urgentes da nossa sociedade: os direitos dos animais. Falar dos direitos dos animais é também falar do direito à vida, ao respeito e à protecção. Faz parte da educação do homem, desde a infância, saber observar, respeitar e compreender os animais, pois o respeito dos homens pelos animais está ligado ao respeito pelos nossos semelhantes. É esta convicção que me move ao expressar aqui o meu apoio a iniciativas desta natureza que fazem não só progredir a mentalidade do país, mas também despertar consciências", afirmou o actor e director artístico do Teatro Nacional D. Maria II, salientando ainda que "A ciência já o provou: os animais são seres com um sistema nervoso como o nosso, com capacidades de sentir, de sofrer e desfrutar. Acredito, por isso, que podemos exigir a nós próprios responsabilidades em relação aos animais".

Apesar de não ter estado na Gala, o apresentador de televisão e empresário Pedro Miguel Ramos, não deixou de enviar à ANIMAL as seguintes palavras de apoio: "Num mundo cada vez mais despreocupado e afastado dos bons princípios importa alertar, agora mais do que nunca, para os direitos dos animais. Os animais precisam da nossa atenção, compreensão e protecção! É com eles e por eles que devemos lutar contra os crimes sem castigo. Parabéns, ANIMAL, por mais esta iniciativa e pelo trabalho constante na protecção de todos os animais".

Também a estilista Ana Salazar, que não usa peles de animais nas suas criações, enviou uma mensagem de apoio à Gala e aos seus objectivos: "Espero que no futuro os portugueses tenham, cada vez mais, uma maior consciencialização dos direitos dos animais e um esforço de respeitar a vida animal, não só em pensamento mas sobretudo em ACÇÃO e portanto atitude e educação".

A estilista Elsa Barreto lamentou também não poder estar presente, mas disse, em mensagem enviada à ANIMAL: "É com renovado prazer que manifesto uma vez mais o meu mais sincero apoio à causa tremendamente humana que é a protecção dos animais. Numa época marcada pela crise económica é urgente travar uma crise de valores e reforçar o lado solidário de cada um com acções concretas e eficazes que combatam esse que é um dos fenómenos sociais dos nossos dias: a indiferença. Tornar os mais fracos mais fortes sempre foi mote daqueles que buscam o aperfeiçoamento do ser humano, e é nessa busca que se tornam realmente dignos desse nome."

Na Gala “Evolução com Compaixão”, Leila Nyrop, a viúva de António Maria Pereira, o recentemente falecido advogado e “pai dos direitos dos animais em Portugal”, recebeu simbolicamente o Prémio António Maria Pereira para os Direitos dos Animais, instituído este ano pela ANIMAL, em nome do Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Defensor Moura, que foi distinguido pela ANIMAL com este prémio como gesto de louvor pela exemplar medida que este autarca tomou, em nome deste município, ao decidir adquirir a praça de touros local para a transformar num educativo centro de ciência viva e ao declarar Viana do Castelo a primeira «Cidade Anti-Touradas» de Portugal, pondo assim fim à realização de touradas nesta cidade e promovendo a educação e a ciência por oposição à violência contra animais. Leila Nyrop leu a declaração que Defensor Moura enviou à ANIMAL, ainda antes da Gala decorrer, da qual se destacam as seguintes palavras: "Foi com muito agrado que recebi o convite da Animal para estar presente na Gala [...] e receber o "Prémio António Maria Pereira dos Direitos dos Animais", com o qual, e enquanto Presidente da Câmara, me sinto honrado [...] em meu nome e em nome do Município que represento".

A manequim Emily Brown também não quis deixar de fazer declarações acerca do espírito e dos objectivos da Gala "Evolução com Compaixão" e ao trabalho que a ANIMAL tem desenvolvido pelos animais, tendo afirmado que "a ANIMAL trabalha corajosa e arduamente para construir um melhor futuro para os animais. Acredito sinceramente que Portugal seria um país muito pior para os animais sem a dedicação e trabalho intenso da ANIMAL, pelo que me sinto muito grata pelo facto desta organização persistir numa luta que é tantas vezes frustrante".

Também o dentista Miguel Stanley, que a maior parte das pessoas conhece do programa da TVI "Doutor, Preciso de Ajuda", afirmou: "Num mundo cada vez mais preocupado com política, bancos, guerras, crises, etc., parece que estamos a esquecer as coisas pequenas. Os animais, que tanta felicidade nos trazem durante a nossa infância, parece que são postos de parte quando chegamos à idade adulta. A importância dos animais, desde dos mais exóticos aos mais comuns, é enorme nas as sociedades civilizadas."

O cabeleireiro Anthony Millard, que também fez parte do grupo de especialistas do programa "Doutor, Preciso de Ajuda", rematou o conjunto de fortes afirmações em defesa dos animais feitas nesta noite tão especial, afirmando, num estilo também irreverente e imperativo: "Acabemos com a crueldade contra animais! Mude a sua atitude - AGORA!"

E, numa Gala cujo menu foi composto exclusivamente de uma oferta de bebidas, aperitivos e refeição veganas (integralmente vegetarianas), como não poderia deixar de ser, foi com imensa pertinência que Leila Nyrop deixou o seguinte apelo: "Alimente um animal - não se alimente dele".

A ANIMAL agradece a Tyta & Tyto Alba por terem tornado possível a "Gala Evolução com Compaixão" e agradece a cada uma das pessoas que esteve presente por terem aceitado emprestar a sua imagem e o seu nome à defesa dos direitos dos animais.

http://blogdaanimal.blogspot.pt/2009/04/figuras-publicas-estiveram-presentes-na.html


Fernanda Freitas, Miguel Moutinho e Leila Nyrop segurando o "Prémio António Maria Pereira para os Direitos dos Animais"
Miguel Moutinho e os Deputados Manuel José Rodrigues (PS), Rosa Albernaz (PS), Luís Carloto Marques (MPT/PSD) e João Rebelo (CDS-PP)


 Carla Matadinho e Fernanda Freitas
O cabeleireiro Anthony Millard e a manequim Emily Brown

 Fernanda Freitas e Leila Nyrop



http://blogdaanimal.blogspot.pt/2009/04/foto-reportagem-da-gala-evolucao-com.html

http://blogdaanimal.blogspot.pt/2009/04/figuras-publicas-estiveram-presentes-na.html



publicado por Maluvfx às 05:09
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