Ética é o conjunto de valores, ou padrões, a partir dos quais uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões. A ética é importante por que respeita os outros e a dignidade humana.

Segunda-feira, 23 de Maio de 2011
Aquecimento global
Um relatório da ONU de 2006 constatou que criar animais para alimentação humana gera mais gases com efeito estufa do que todos os carros e caminhões em todo o mundo reunidos [1]. 

Felizmente, nós podemos ajudar a corrigir esse problema alterando a nossa dieta. 

De acordo com um estudo feito em 2006 por pesquisadores da Universidade de Chicago, a maioria dos americanos pode reduzir mais gases com efeito estufa tornando-se vegetariana do que mudando para um carro híbrido elétrico.

Eles descobriram que comer uma dieta vegetariana impede a emissão equivalente a 1,5 toneladas de CO2 a cada ano. Isso é mais do que a tonelada de emissões de CO2 evitada pela troca de um sedan típico por um Toyota Prius (modelo híbrido da Toyota) [2].


Por meio de seu processo digestivo, o rebanho emite 16% da produção anual de metano [6].

Então por que é que a carne provoca tanto aquecimento global? Há uma porção de fatores. Aqui estão alguns: 


  • Estrume. As dezenas de bilhões de animais de criação do mundo todo produzem enormes quantidades de estrume, que emitem gases como o metano, o óxido nitroso e o dióxido de carbono. 
  • Arrotos das vacas. Ruminantes, como vacas e ovelhas, também emitem grandes quantidades de metano através de arrotos e flatulência. O metano tem 23 vezes mais potencial de aquecimento global do que CO2, a indústria pecuária sozinha é responsável por 37% das emissões de metano produzidas por atividade humana.
  • Desmatamento. As florestas estão sendo destruídas para dar lugar a pastos ou para o cultivo de plantas para a alimentação animal. Quando as árvores são cortadas ou queimadas, o CO2 que armazenam volta para a atmosfera.
  • Fertilizantes sintéticos. O cultivo de alimento para animais exige intensa utilização de fertilizantes sintéticos fabricados com o uso de combustíveis fósseis. Este processo emite uma quantidade enorme de CO2, e os fertilizantes liberam óxido nitroso [3] - um gás com efeito estufa 296 vezes mais potente do que o do dióxido de carbono.
  • A queima de combustíveis fósseis. A queima de combustíveis fósseis libera CO2, um dos principais gases responsáveis pelo aquecimento global. Somada à fabricação de fertilizantes, a indústria da carne ainda utiliza combustíveis fósseis para aquecer os edifícios que abrigam os animais, para a produção de todas as culturas para alimentar os animais, e, ainda para o  transporte, processo, e refrigeração de toda a carne.
David Pimentel, ecologista da Cornell estima que a proteína animal demanda cerca de oito vezes mais combustíveis fósseis do que uma quantidade comparável de proteína vegetal.

Porque devemos nos preocupar?

O aquecimento global é um problema que pode ter consequências devastadoras a longo prazo. Como analizou o Conselho Nacional de Defesa dos Recursos, se não fizermos algo em breve para evitar que isso aconteça, "O nível do mar vai subir, inundando as áreas costeiras. Ondas de calor serão mais frequentes e mais intensas. Secas e incêndios florestais irão ocorrer com mais freqüência. Aumentará o número e a variedade de mosquitos propagadores de doenças. E muitas espécies serão levadas à extinção."[5] 

Muitas destas mudanças já começaram.

Referências

1 "Rearing Cattle Produces More Greenhouse Gases Than Driving Cars, UN Report Warns," UN News Centre, 29 Nov. 2006. Clique aqui
2 NewScientist.com, "It’s Better to Green Your Diet Than Your Car," 17 Dec. 2005.
3 Scientific American. (2001, Feb.). p. 50
4 F.A.O., United Nations. (1996). Livestock & the Environment.
5 National Resource Defense Council. The Consequences of Global Warming. http://www.nrdc.org/globalWarming/fcons.asp
6 World Watch Institute. (2004, July/August). Meat: Now It's Not Personal. World Watch.

Fonte: tradução do site chooseveg.org


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Sábado, 22 de Maio de 2010
Dia Internacional da Biodiversidade
Biodiversidade

A biodiversidade engloba a variedade de genes, espécies e ecossistemas que constituem a vida no planeta. Assiste-se a uma perda constante deste conjunto, com extinções e destruições com profundas consequências para o mundo natural e o bem-estar humano. 

As principais causas são as alterações nos habitats naturais, resultantes dos sistemas intensivos de produção agrícola, da construção, da exploração de pedreiras, da sobrexploração das florestas, oceanos, rios, lagos e solos, da introdução de espécies alóctones invasivas, da poluição e, cada vez mais, das alterações climáticas globais. Vários estudos recentes da AEA mostram que se não forem envidados mais esforços políticos significativos, é improvável que esse objectivo seja atingido.






Alterações Climáticas e Perda de Biodiversidade: Portugal Será um dos Países da Europa mais Afectados
A Terra está a perder biodiversidade a uma taxa sem precedentes. No Dia Internacional da Biodiversidade, 22 de Maio, as alterações climáticas voltam a constituir a preocupação central assumindo-se como uma das maiores ameaças à diversidade de vida no Planeta, juntamente com a destruição de habitats, poluição e proliferação de espécies invasoras.
A Terra está a perder biodiversidade a uma taxa sem precedentes. No Dia Internacional da Biodiversidade, 22 de Maio, as alterações climáticas voltam a constituir a preocupação central assumindo-se como uma das maiores ameaças à diversidade de vida no Planeta, juntamente com a destruição de habitats, poluição e proliferação de espécies invasoras.

Península Ibérica: zonas húmidas e anfíbios entre os mais afectados
Na Europa, a subida do nível do mar poderá ser até 50 % mais acentuada do que a média global. Cerca de 20% das zonas húmidas podem correr o risco de desaparecer até 2080, arrastando as espécies animais e vegetais que delas dependem. Os ecossistemas mediterrânicos, incluindo os de Portugal, estão entre os mais vulneráveis a uma subida de 2 a 5º C, sob um efeito combinado da seca e dos fogos florestais.
No Sul da Europa, o potencial hidroeléctrico diminuirá entre 20 a 50 % até 2070, o que é particularmente alarmante no caso de Portugal, se pensarmos que o Governo tenciona construir mais barragens.
A isto somam-se mudanças drásticas na distribuição das espécies animais. Os anfíbios na Península Ibérica serão especialmente afectados e condenados a viver em áreas cada vez mais limitadas, tal como os répteis, que dependem de charcos e pântanos para a sua reprodução. Quanto às florestas já estão a sofrer dos Verões excessivamente quentes e consecutivos incêndios florestais, aos quais se irá juntar a problemática da escassez de água.

Que resposta para estes problemas?
Dada a dimensão e inter-relações do problema das alterações climáticas, é necessária uma forte vontade e determinação colectiva aos vários níveis; global, nacional e local. Concretamente é importante preservar a biodiversidade especialmente sensível às alterações climáticas, criar refúgios e preservar habitats que permitam uma adaptação de longo termo (ex: vales fechados onde algumas espécies possam migrar em altitude), estabelecer redes de áreas protegidas terrestres, aquáticas e marinhas que tenham em linha de conta as alterações climáticas previstas, reforçar a investigação sobre as ligações alterações climáticas-biodiversidade, e integrar plenamente a biodiversidade nos planos de mitigação e adaptação que cada país deve criar.

Portugal – um caminho estruturante na Conservação da Natureza é preciso
A nível europeu e mesmo nacional algumas iniciativas voluntárias estão em curso, mas é necessário actualizar as Directivas já existentes. Portugal é reconhecido como um dos países da Europa com maior riqueza ao nível da biodiversidade. Porém, nos últimos anos temos vindo a constatar um desinvestimento na Conservação da Natureza levando a graves problemas na gestão das áreas protegidas e na preservação dos habitats. As alterações climáticas, que se fazem sentir cada vez mais, associadas à ausência de medidas adequadas de gestão de espécies e habitats e ao desregrado ordenamento do território, poderão fazer com que Portugal perca parte substancial da sua riqueza biológica.

Os serviços prestados pela Biodiversidade
A diversidade biológica é a base da vida na Terra e um dos pilares do desenvolvimento sustentável. A riqueza e variedade da vida tornam possível o “fornecimento de serviços” dos quais dependemos: água potável, alimento, abrigo, medicamentos e vestuário. Os ambientes ricos em biodiversidade são mais resistentes quando atingidos por uma calamidade natural. Tudo isto é de particular importância para os cidadãos mais pobres do mundo, pelo que sem a conservação e uso sustentável da biodiversidade não será possível atingir os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. A avaliação dos ecossistemas do mundo e seus serviços feita num estudo à escala mundial permitiu a identificação das alterações climáticas como a maior causa da perda de biodiversidade do nosso planeta, em conjunto com a alteração do padrão de uso dos solos.

A nova grande ameaça à Biodiversidade. Uns conseguirão adaptar-se...
As alterações climáticas já estão a forçar a biodiversidade a adaptar-se, seja através de mudanças de habitat, alterações nos ciclos de vida, ou o desenvolvimento de novas características físicas. Os impactes já observados incluem por exemplo o branqueamento de corais causados pelo aumento de temperaturas do mar, que está a causar a morte de recifes de coral da Austrália às Caraíbas. As aves são bons indicadores das alterações climáticas: algumas espécies já adiantaram a sua época de nidificação, outras movem-se, desaparecendo totalmente das áreas originais. As populações de urso polar estão a ficar em risco à medida que o alimento se torna cada vez mais difícil de caçar. Outras espécies enfrentam desafios mais singulares: o sexo das tartarugas marinhas por exemplo, depende da temperatura, sendo que as temperaturas mais quentes fazem aumentar o número de fêmeas em detrimento dos machos.

Outros não... 1 milhão de espécies sob risco de extinção
Porém nem todas as espécies conseguem adaptar-se e nesse caso enfrentam a extinção. As previsões apontam que até cerca de 1 milhão de espécies ficará extinta como resultado das alterações climáticas. Os recentemente extintos Sapo-dourado e a Rã-parteira-gástrica - descoberta em 1972 na Austrália - já foram identificados como as primeiras vítimas das alterações climáticas. Várias espécies de montanha vêem também ameaçada a sua sobrevivência, o que poderá conduzir à extinção de espécies endémicas. Um estudo feito com 1.350 espécies de plantas de montanhas europeias prevê que a taxa de extinção possa atingir os 60%.

A Biodiversidade também é necessária no combate às alterações climáticas
A ligação entre a biodiversidade e as alterações climáticas funcionam em ambos sentidos: a biodiversitdade é ameaçada pelas alterações climáticas induzidas pelo Homem, mas os recursos da biodiversidade podem reduzir os impactes sobre as pessoas e produção agrícola; a conservação dos habitats pode reduzir a quantidade de CO2 libertado na atmosfera. Estima-se que a desflorestação actual seja responsável por 20% das emissões de CO2. Conservar certas espécies como mangais e culturas agrícolas resistentes à seca pode reduzir impactes desastrosos, tais como as inundações e a fome. Aumentando a resistência dos ecosssitemas podemos melhorar a sua capacidade para nos fornecerem serviços vitais sob a pressão das alterações climáticas. 


Ano Internacional da Biodiversidade


publicado por Maluvfx às 06:03
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Dia Internacional da Biodiversidade
Biodiversidade

A biodiversidade engloba a variedade de genes, espécies e ecossistemas que constituem a vida no planeta. Assiste-se a uma perda constante deste conjunto, com extinções e destruições com profundas consequências para o mundo natural e o bem-estar humano. 

As principais causas são as alterações nos habitats naturais, resultantes dos sistemas intensivos de produção agrícola, da construção, da exploração de pedreiras, da sobrexploração das florestas, oceanos, rios, lagos e solos, da introdução de espécies alóctones invasivas, da poluição e, cada vez mais, das alterações climáticas globais. Vários estudos recentes da AEA mostram que se não forem envidados mais esforços políticos significativos, é improvável que esse objectivo seja atingido.






Alterações Climáticas e Perda de Biodiversidade: Portugal Será um dos Países da Europa mais Afectados
A Terra está a perder biodiversidade a uma taxa sem precedentes. No Dia Internacional da Biodiversidade, 22 de Maio, as alterações climáticas voltam a constituir a preocupação central assumindo-se como uma das maiores ameaças à diversidade de vida no Planeta, juntamente com a destruição de habitats, poluição e proliferação de espécies invasoras.
A Terra está a perder biodiversidade a uma taxa sem precedentes. No Dia Internacional da Biodiversidade, 22 de Maio, as alterações climáticas voltam a constituir a preocupação central assumindo-se como uma das maiores ameaças à diversidade de vida no Planeta, juntamente com a destruição de habitats, poluição e proliferação de espécies invasoras.

Península Ibérica: zonas húmidas e anfíbios entre os mais afectados
Na Europa, a subida do nível do mar poderá ser até 50 % mais acentuada do que a média global. Cerca de 20% das zonas húmidas podem correr o risco de desaparecer até 2080, arrastando as espécies animais e vegetais que delas dependem. Os ecossistemas mediterrânicos, incluindo os de Portugal, estão entre os mais vulneráveis a uma subida de 2 a 5º C, sob um efeito combinado da seca e dos fogos florestais.
No Sul da Europa, o potencial hidroeléctrico diminuirá entre 20 a 50 % até 2070, o que é particularmente alarmante no caso de Portugal, se pensarmos que o Governo tenciona construir mais barragens.
A isto somam-se mudanças drásticas na distribuição das espécies animais. Os anfíbios na Península Ibérica serão especialmente afectados e condenados a viver em áreas cada vez mais limitadas, tal como os répteis, que dependem de charcos e pântanos para a sua reprodução. Quanto às florestas já estão a sofrer dos Verões excessivamente quentes e consecutivos incêndios florestais, aos quais se irá juntar a problemática da escassez de água.

Que resposta para estes problemas?
Dada a dimensão e inter-relações do problema das alterações climáticas, é necessária uma forte vontade e determinação colectiva aos vários níveis; global, nacional e local. Concretamente é importante preservar a biodiversidade especialmente sensível às alterações climáticas, criar refúgios e preservar habitats que permitam uma adaptação de longo termo (ex: vales fechados onde algumas espécies possam migrar em altitude), estabelecer redes de áreas protegidas terrestres, aquáticas e marinhas que tenham em linha de conta as alterações climáticas previstas, reforçar a investigação sobre as ligações alterações climáticas-biodiversidade, e integrar plenamente a biodiversidade nos planos de mitigação e adaptação que cada país deve criar.

Portugal – um caminho estruturante na Conservação da Natureza é preciso
A nível europeu e mesmo nacional algumas iniciativas voluntárias estão em curso, mas é necessário actualizar as Directivas já existentes. Portugal é reconhecido como um dos países da Europa com maior riqueza ao nível da biodiversidade. Porém, nos últimos anos temos vindo a constatar um desinvestimento na Conservação da Natureza levando a graves problemas na gestão das áreas protegidas e na preservação dos habitats. As alterações climáticas, que se fazem sentir cada vez mais, associadas à ausência de medidas adequadas de gestão de espécies e habitats e ao desregrado ordenamento do território, poderão fazer com que Portugal perca parte substancial da sua riqueza biológica.

Os serviços prestados pela Biodiversidade
A diversidade biológica é a base da vida na Terra e um dos pilares do desenvolvimento sustentável. A riqueza e variedade da vida tornam possível o “fornecimento de serviços” dos quais dependemos: água potável, alimento, abrigo, medicamentos e vestuário. Os ambientes ricos em biodiversidade são mais resistentes quando atingidos por uma calamidade natural. Tudo isto é de particular importância para os cidadãos mais pobres do mundo, pelo que sem a conservação e uso sustentável da biodiversidade não será possível atingir os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. A avaliação dos ecossistemas do mundo e seus serviços feita num estudo à escala mundial permitiu a identificação das alterações climáticas como a maior causa da perda de biodiversidade do nosso planeta, em conjunto com a alteração do padrão de uso dos solos.

A nova grande ameaça à Biodiversidade. Uns conseguirão adaptar-se...
As alterações climáticas já estão a forçar a biodiversidade a adaptar-se, seja através de mudanças de habitat, alterações nos ciclos de vida, ou o desenvolvimento de novas características físicas. Os impactes já observados incluem por exemplo o branqueamento de corais causados pelo aumento de temperaturas do mar, que está a causar a morte de recifes de coral da Austrália às Caraíbas. As aves são bons indicadores das alterações climáticas: algumas espécies já adiantaram a sua época de nidificação, outras movem-se, desaparecendo totalmente das áreas originais. As populações de urso polar estão a ficar em risco à medida que o alimento se torna cada vez mais difícil de caçar. Outras espécies enfrentam desafios mais singulares: o sexo das tartarugas marinhas por exemplo, depende da temperatura, sendo que as temperaturas mais quentes fazem aumentar o número de fêmeas em detrimento dos machos.

Outros não... 1 milhão de espécies sob risco de extinção
Porém nem todas as espécies conseguem adaptar-se e nesse caso enfrentam a extinção. As previsões apontam que até cerca de 1 milhão de espécies ficará extinta como resultado das alterações climáticas. Os recentemente extintos Sapo-dourado e a Rã-parteira-gástrica - descoberta em 1972 na Austrália - já foram identificados como as primeiras vítimas das alterações climáticas. Várias espécies de montanha vêem também ameaçada a sua sobrevivência, o que poderá conduzir à extinção de espécies endémicas. Um estudo feito com 1.350 espécies de plantas de montanhas europeias prevê que a taxa de extinção possa atingir os 60%.

A Biodiversidade também é necessária no combate às alterações climáticas
A ligação entre a biodiversidade e as alterações climáticas funcionam em ambos sentidos: a biodiversitdade é ameaçada pelas alterações climáticas induzidas pelo Homem, mas os recursos da biodiversidade podem reduzir os impactes sobre as pessoas e produção agrícola; a conservação dos habitats pode reduzir a quantidade de CO2 libertado na atmosfera. Estima-se que a desflorestação actual seja responsável por 20% das emissões de CO2. Conservar certas espécies como mangais e culturas agrícolas resistentes à seca pode reduzir impactes desastrosos, tais como as inundações e a fome. Aumentando a resistência dos ecosssitemas podemos melhorar a sua capacidade para nos fornecerem serviços vitais sob a pressão das alterações climáticas. 


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Sexta-feira, 30 de Abril de 2010
Sai novo relatório das Nações Unidas sobre aquecimento global e produtos lácteos










As indústrias que fabricam produtos lácteos são responsáveis por cerca de 4% dos gases do efeito estufa lançados na atmosfera. É o que aponta um novo estudo da FAO (Nações Unidas para Comida e Agricultura, em português). Isso inclui tanto a produção desses produtos, quanto o processamento e o transporte de leite e derivados.

Considerando a produção global de leite (incluindo processamento e transporte) e excluindo a produção de carne, o setor contribuiu com 2,7% do total de gases emitidos.

Em 2007, as indústrias de produtos lácteos emitiram 1.969 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2). Disso, cerca de 1.328 milhões de toneladas estavam relacionadas a indústria do leite, 151 milhões de toneladas para o abate desses animais e 490 milhões de toneladas de bezerros do setor leiteiro que são criados também para o abate.

O metano é o que mais contribuiu para o aquecimento global. Cerca de 52% das emissões de gases do efeito estufa são de metano.

Este relatório da FAO sobre o impacto do setor lácteo no aquecimento global abrange todas as indústrias lácteas -- seja da mais artesanal, até a com tecnologia de ponta.

"Este estudo é fundamental para entender e identificar como reduzir o impacto que esse setor tem no meio ambiente", disse o diretor da FAO para a Produção de Animal, Samuel Jutzi.



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Domingo, 25 de Abril de 2010
Península Ibérica aquece três vezes mais rápido que o resto do Mundo
A Península Ibérica está a aquecer três vezes mais rápido do que o resto do planeta. Nesta região as temperaturas estão a subir a um ritmo preocupante e a chuva é cada vez mais escassa. São as conclusões de um relatório apresentado pelo Ministério do Ambiente espanhol, divulgado pelo jornal «i»
De acordo com o documento, Portugal e Espanha são dos países do mundo onde as temperaturas mais aumentaram nos últimos 30 anos. Neste espaço de tempo, o mercúrio nos termómetros desta região subiu meio grau centígrado, em cada década.
Pode não parecer muito, mas na verdade, o valor supera em 50 por cento a média do aquecimento no hemisfério norte e é quase três vezes superior aos valores globais.

Previsões assustadoras
As previsões não são animadoras, segundo os especialistas a tendência de aumento da temperatura vai ser generalizada e «assustadora».
O cenário fica ainda mais negro, perante a tendência de redução da precipitação que até 2070 vai reduzir até 30 por cento.

IOL Diário


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Península Ibérica aquece três vezes mais rápido que o resto do Mundo
A Península Ibérica está a aquecer três vezes mais rápido do que o resto do planeta. Nesta região as temperaturas estão a subir a um ritmo preocupante e a chuva é cada vez mais escassa. São as conclusões de um relatório apresentado pelo Ministério do Ambiente espanhol, divulgado pelo jornal «i»
De acordo com o documento, Portugal e Espanha são dos países do mundo onde as temperaturas mais aumentaram nos últimos 30 anos. Neste espaço de tempo, o mercúrio nos termómetros desta região subiu meio grau centígrado, em cada década.
Pode não parecer muito, mas na verdade, o valor supera em 50 por cento a média do aquecimento no hemisfério norte e é quase três vezes superior aos valores globais.

Previsões assustadoras
As previsões não são animadoras, segundo os especialistas a tendência de aumento da temperatura vai ser generalizada e «assustadora».
O cenário fica ainda mais negro, perante a tendência de redução da precipitação que até 2070 vai reduzir até 30 por cento.

IOL Diário


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Terça-feira, 23 de Março de 2010
Estudo: comer menos carne não reduzirá aquecimento global
Estudo de especialista americano indica que comer menos carne não reduzirá aquecimento global

WASHINGTON — Comer menos carne não reduzirá o aquecimento global, e aqueles que sustentam esta teoria desviam a atenção da sociedade sobre as verdadeiras causas das mudanças climáticas, afirmou nesta segunda-feira um especialista americano.
"É claro que podemos reduzir nossa produção de gases nocivos, mas não consumindo menos carne ou leite", afirma Frank Mitloehner, especialista em qualidade do ar da Universidade da Califórnia-Davis, durante uma conferência da American Chemical Society, na Califórnia.
No estudo, Mitloehner insiste em desmetir certos informes, incluindo um publicado em 2006 pelas Nações Unidas, que supervaloriza o papel dos animais no aquecimento global.
Recentemente, uma campanha europeia com forte apoio do ex-Beatle Paul McCartney, ativista vegetariano, defendia o slogan "Menos carne = menos aquecimento".
"McCartney e os demais têm boas intenções, mas não possuem bons conhecimentos nas complexas relações entre as atividades humanas, a digestão animal, a produção de alimentos e a química atmosférica", declarou Mitloehner.
Os países em desenvolvimento "teriam que adotar modos de lidar com o gado mais eficazes, ao estilo ocidental, para produzir mais alimentos com uma menor produção de gases de efeito estufa", acrescentou o cientista.
"Produzir menos carne e leite levará apenas mais fome aos países pobres", concluiu.
Fonte


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Quinta-feira, 18 de Março de 2010
Nicholas Stern, mudança climática e consumo de carne



O britânico Nicholas Stern, autor do Relatório Stern, declarou ao jornal The Times que a pecuária destinada ao consumo de carne representa “um desperdício de água e contribui poderosamente para o efeito estufa”. Acesse a matéria da agência de notícias EFE, reproduzido pela Folha Online, clicando aqui.
Relatório do economista britânico Nicholas Stern, encomendado pelo governo britânico e lançado em 2006. O levantamento gerou grande impacto mundial ao afirmar que se não forem tomadas medidas para a redução das emissões, a concentração dos gases geradores de efeito estufa na atmosfera poderá atingir o dobro do seu nível pré-industrial já em 2035, sujeitando-nos praticamente a um aumento da temperatura média global de mais de 2ºC. O Relatório Stern apontou também que, em longo prazo, há mais de 50% de possibilidade de que o aumento da temperatura venha a exceder os 5ºC. 
Clique aqui para acessar o documento via site da ANDI.


O Relatório Stern (do nome do seu coordenador, Sir Nicholas Stern, economista britânico do Banco Mundial) é um estudo encomendado pelo governo Britânico sobre os efeitos na economia mundial das alterações climáticas nos próximos 50 anos.
O relatório resultante desse estudo foi apresentado ao público no dia 30 de Outubro de 2006 e contem mais de 700 páginas e é um dos primeiros estudos encomendados por um governo sobre o assunto a um Economista e não a um cientista da área.
Uma das principais conclusões a que se chega no relatório é que com um investimento de apenas 1% do PIB Mundial se pode evitar a perda de 20% do mesmo PIB num prazo de simulação de 50 anos.


Conclusões




  • Os benefícios de uma ação forte e imediata para enfrentar as mudanças climáticas ultrapassam de longe os custos de não fazer nada.
  • A mudança climática afeta os elementos básicos para vida da população: acesso à água, produção de alimentos, saúde e o ambiente.
  • Usando modelos econômicos tradicionais, o custo e riscos da mudança climática equivale a uma perda de 5-20% do PIB mundial por ano.
  • Em contrapartida, agir – por meio da redução dos gases que provocam o efeito estufa – custa apenas 1% do PIB mundial por ano.
  • Os investimentos nos próximos 10-20 anos irão impactar profundamente no clima na segunda metade do século XXI e o próximo. Nossas ações podem criar um desequilíbrio econômico e social, similar as guerras mundiais.
  • Como é um problema mundial, a solução deve partir de um patamar internacional.
  • Se as emissões continuarem nesse ritmo, em 2035 teremos o dobro de gases do efeito estufa do que antes da Revolução Industrial. Isto irá aumentar a temperatura média mundial em 2°C, e no longo prazo em mais de 5°C (com probabilidade de 50%) – essa variação equivale a de hoje com a última era glacial.
  • Essa enorme variação da temperatura mundial irá alterar a geografia humana e física do mundo.
  • Mesmo as predições mais moderadas anunciam impactos sérios na produção, na vida humana e no ambiente mundial.
  • Todas as nações serão afetadas. Os mais pobres sofrerão mais, justamente os que menos contribuíram para esse desastre.
  • Os efeitos da mudança climática não podem mais ser evitados (20-30 anos), mas deve ser feito um esforço para adaptação, de forma que a economia e a sociedade não sofram o impacto diretamente. Isso custará dezenas de bilhões de dólares. Deve ser ainda mais procurada por países em desenvolvimento.
  • Os níveis de emissão de CO2e são atualmente 430ppm e cresce 2ppm/ano.
  • Os riscos serão reduzidos significativamente se os níveis forem mantidos em 450-550ppm. Isso equivale a uma redução de 25%, no mínimo, até 2050.
  • Estabilizar nos níveis atuais exigiriam uma redução de 80%.
  • Para 500-550ppm, deve-se investir 1% do PIB mundial por ano.
  • Esse panorama pode mudar se não for tomada nenhuma política, por inovações tecnológicas ou efeitos combinados.
  • Os países desenvolvidos devem cortar suas emissões em 60-80% até 2050. Mas os países em desenvolvimento também devem fazer cortes significativos.
  • O mercado de carbono pode ser muito eficiente para se atingir esse objetivo. Envolveria centenas de bilhões de dólares por ano em investimentos em tecnologias pouco poluentes e gerariam muito emprego.
  • Essa estratégia não significa: ou cortar a emissão desses gases ou desenvolver o país. Deve-se desenvolver através de investimentos não poluentes. Ignorar os efeitos da mudança climática é que impedirá o desenvolvimento.
  • A emissão pode ser reduzida através do aumento da eficiência energética, mudança na demanda e adoção de tecnologia limpa para energia, aquecimento e transporte.
  • O setor energético precisa ser descarbonizado em 60% até 2050, para atingir a meta de 550ppm.
  • Mesmo com mudanças, o uso de energia fóssil e emissora de carbono deve continuar a ser mais da metade da fonte energética, principalmente em países em rápido crescimento. Por isso a necessidade de captura e estocamento de carbono.
  • Não apenas no setor energético; desflorestamento, agricultura e industria também devem ter suas emissões controladas.
  • Mudança climática é a maior das falhas de mercado. Deve ser atacada em três frentes:

    • Valoração do carbono, por meio de taxas, impostos, comércio e regulação.
    • Desenvolvimento e inovação em tecnologias que emitem pouco carbono.
    • Remover as barreiras a eficiência energética e informar, educar e persuadir os indivíduos de sua responsabilidade.
  • O esforço deve ser coletivo e internacional. União Europeia, Califórnia e China tem políticas ambiciosas. UNFCCC e Kyoto são avanços no sentido de generalizar essas metas. Esforços individuais são insuficientes.
  • Os elementos-chave para o futuro quadro mundial são:

    • Comércio de carbono: para privilegiar aqueles que emitem pouco e fazer crescer a inovação tecnológica não-poluente.
    • Cooperação tecnológica: por acordos ou informais, o investimento em suporte à P&D energético deveria dobrar e no uso das novas tecnologias quintuplicar.
    • Reduzir o desflorestamento: é mais importante e com mais custo-benefício que a redução no setor de transporte.
    • Adaptação: fundos internacionais, focando nos países mais vulneráveis, que desenvolva novas culturas mais resistentes a secas e enchentes.
  1.  STERN REVIEW: The Economics of Climate Change - Summary of Conclusion




O Relatório Stern na íntegra



Table of contents
Summary of conclusions
Preface and acknowledgements
Introduction to Review
Executive summary (full)
Executive summary (short)
Abbreviations and acronyms
Part I: Climate change: our approach (Chapters 1-2)
Introduction
Chapter 1: The science of climate change
Chapter 2: Economics, ethics and climate change
Chapter 2 Technical annex: Ethical frameworks and intertemporal equity
Part II: Impacts of climate change on growth and development (Chapters 3-6)
Introduction
Chapter 3 How climate change will affect people around the world
Chapter 4 Implications of climate change for development
Chapter 5 Costs of climate change in developed countries
Chapter 6 Economic modelling of climate change impacts
Part III: The economics of stabilisation (Chapters 7-13)
Introduction
Chapter 7 Projecting the growth of greenhouse gas emissions
Chapter 8 The challenge of stabilisation
Chapter 9 Understanding the costs of mitigation
Chapter 10 Macroeconomic models of costs
Chapter 11 Structural change and competitiveness
Chapter 12 Opportunities and wider benefits from climate policies
Chapter 13 Defining a goal for climate change policy
Part IV: Policy responses for mitigation (Chapters 14-17)
Introduction
Chapter 14 Harnessing markets to reduce emissions
Chapter 15 Carbon markets in action
Chapter 16 Accelerating technological innovation
Chapter 17 Beyond carbon markets and technology
Part V: Policy responses for adaptation (Chapters 18-20)
Introduction
Chapter 18 Understanding the economics of adaptation
Chapter 19 Adaptation policies: key principles and applications in the developed world
Chapter 20 The role of adaptation in sustainable development
Part VI: International collective action (Chapters 21-27)
Introduction
Chapter 21 Framework for understanding international collective action for climate change
Chapter 22 Creating a global price for carbon
Chapter 23 Supporting the transition to a low carbon economy in developing countries
Chapter 24 Promoting effective international cooperation on technology
Chapter 25 Reversing emissions from land use change
Chapter 26 International support for adaptation
Chapter 27 Building international co-operation on climate change
PostscriptTechnical Annex to Postscript
Annex 7.a Climate change and the Environmental Kuznets Curve 
Annex 7.b Emissions from the power sector
Annex 7.c Emissions from the transport sector
Annex 7.d Emissions from the industry sector
Annex 7.e Emissions from the buildings sector 
Annex 7.f Emissions from the land use sector 
Annex 7.g Emissions from the agriculture sector
Technical Annexes to Chapter 7
Stern Review Index
Independent Reviews Index


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Quarta-feira, 17 de Março de 2010
Aquecimento global
Filhote de urso é consolado pela mãe ao se encontrarem num bloco de gelo que se derrete longe da costa. Resultado do aquecimento global causado pelos humanos. 
Fonte: Daily Mail


publicado por Maluvfx às 11:05
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Aquecimento global
Filhote de urso é consolado pela mãe ao se encontrarem num bloco de gelo que se derrete longe da costa. Resultado do aquecimento global causado pelos humanos. 
Fonte: Daily Mail


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