Ética é o conjunto de valores, ou padrões, a partir dos quais uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões. A ética é importante por que respeita os outros e a dignidade humana.

Sábado, 3 de Março de 2012
O circo não é diversão... para os animais!
“Não podemos ver a beleza essencial de um animal enjaulado, apenas a sombra de sua beleza perdida.”
1937, Julia Allen Field

O circo não é divertimento para todos

Para os menos atentos o circo transparece uma imagem de animação onde os animais executam truques com satisfação e sem qualquer desconforto aparente. Na realidade, os animais nos circos são torturados, abusados e mantidos prisioneiros para quase toda vida em nome do entretenimento.

Cães, elefantes, ursos, camelos, cobras, macacos, araras, papagaios, focas, cavalos, girafas, lamas, cabras, zebras, bovinos, póneis, tigres, pumas e leões, são as espécies animais que mais facilmente se podem encontrar em circos de todo o mundo. Estas mesmas espécies são maltratadas e mantidas famintas, em estado de desnutrição contínua. Passam a vida aprisionados em espaços minúsculos, privados da sua liberdade e expostos a uma sobrevivência rotineira, dolorosa e stressante. Muitos deles já tiveram uma família e um habitat, e foram tirados violentamente às mães, que para isso tiveram de ser mortas. Outros foram comprados a jardins zoológicos e a outros circos.

O estudo do comportamento das diferentes espécies demonstrou que todos os animais sofrem em cativeiro. Para além da fome os animais sentem frio, calor, alegria, tristeza, dor, aborrecimento, repulsa, e sofrem de stress (e muitos peritos afirmam que os mais evoluídos têm memória). Todo o aborrecimento pelo qual os animais passam é a causa principal da perda das suas capacidades naturais. Animais que, no meio selvagem, correriam dezenas de quilómetros por dia, são forçados a passar quase todas as horas dos seus dias em jaulas exíguas, muitas vezes superlotadas, nas quais mal se podem movimentar. A ansiedade e o stress resultantes das pobres condições de bem-estar em que são mantidos e da violência dos treinos a que são submetidos fazem com que fiquem com distúrbios comportamentais (tornam-se apáticos e neuróticos). Repetem permanentemente movimentos estereotipados, auto mutilam-se e, por vezes, até ocorre canibalismo.

No seu meio selvagem, e de acordo com as suas características fisiológicas e psicológicas, os ursos usados nos circos nunca andariam de bicicleta, os babuínos nunca montariam póneis, os tigres e leões nunca passariam por entre arcos em chamas e os elefantes nunca se manteriam apenas em duas patas.

Os circos nada oferecem de pedagógico: crianças são ensinadas a olhar para os animais como objectos de exibição, que se expõem, se exploram e dos quais se abusa. As crianças podem aprender mais sobre os animais e o seu comportamento natural em documentários sobre a vida selvagem.


Apresentam-se de seguida algumas espécies animais e os abusos dos quais são vítimas:


Elefante amarradoElefantes:

- Antes de chegarem ao Circo, passam por meses de tortura. São amarrados sentados, numa jaula onde não se podem mexer, para que o peso comprima os órgãos internos e cause dor.

- Levam surras diárias, ficam sobre seus próprios excrementos, até que seu “espírito seja quebrado” e passem a obedecer.
- Os elefantes são animais que vivem em grupos com papéis sociais definidos. São extremamente inteligentes. Ficam de luto pelos seus mortos e são capazes de reconhecer um familiar, mesmo tendo sido separados deles quando filhotes.

- Sofrem de problemas nas patas por falta de exercício, pois na natureza os elefantes andam dezenas de quilómetros diariamente.

- No Circo os elefantes permanecem acorrentados o tempo inteiro. Mexer constantemente a cabeça é uma das características da depressão causada pelo cativeiro.

"Como fazer para conseguir a atenção de um elefante de 5 toneladas? Surre-o. Eis como".
Saul Kitchener, director do San Francisco Zoological Gardens



Tigre dentro de jaulaLeões, Tigres e outros Felinos:



- De acordo com Henry Ringling North, no seu livro "The Circus Kings", os grandes felinos são acorrentados a pedestais e são enroladas cordas nas suas gargantas, para que tenham a sensação de estarem a sufocar.

- São dominados pelo fogo e pelo chicote, golpeados com barras de ferro e queimados na testa, pelo menos, uma vez na vida, para que não se esqueçam da dor.

- Muitos têm suas garras arrancadas e as presas extraídas ou serradas.

- Passam a maior parte de suas vidas dentro de pequenas jaulas.

Alguns circos alimentam os felinos com cães e gatos abandonados.


Ursos:


Urso numa bicicleta
- Têm o nariz partido durante o “treino”

- As suas patas são queimadas, para os forçar a ficar sobre duas patas

- São obrigados a pisar chapas de metal incandescente ao som de uma determinada música

- Durante o “espectáculo” os ursos ouvem a mesma música usada durante “o treino” e começam a movimentar-se, dando a impressão de estarem a dançar

- Muitos têm as garras e presas arrancadas. Já foi constatado um urso com 1/3 da sua língua cortada

- Ursos cativos apresentam comportamento atípico, como andar de um lado para o outro

- Alguns ursos auto mutilam-se, batendo com a cabeça nas grades da jaula e mordendo as próprias patas


Macacos:



Macaco atrás de grades
- Apresentam o mesmo comportamento das crianças que sofrem abusos

- Até 98% do DNA dos chimpanzés é igual ao do humano

- São agredidos de modo a obedecer e obedecem apenas por medo

- Roer unhas e auto mutilação são comportamentos frequentemente encontrados em macacos cativos

- Os dentes são retirados para que os animais possam ser fotografados junto às crianças.

Cavalos, camelos, bois, cabras, póneis, burros e lamas:


Cavalo esquelético
- São açoitados e impedidos de fazer caminhadas

- Não são alimentados devidamente

- São agredidos para aprender



Todos os animais de circo:
- Não têm férias nem assistência veterinária adequada

- São obrigados a suportar mudanças climáticas bruscas, viajar milhares de quilómetros sem descanso, etc..

- Estão sujeitos aos clássicos instrumentos de “treino”: choques eléctricos, chicotadas, privação de água e comida.

- Encontram-se sem as mínimas condições de higiene, sujeitos a diversas doenças


Como ajudar?
Há várias coisas que podes fazer para reduzir o sofrimento dos animais. Pode ser algo tão simples como escrever uma carta ou fazer um telefonema num esforço para alterar o modo como estas instituições tratam os animais.

O que acontece aos animais se saírem do circo?
O local adequado para os programas de conservação devem ser as regiões a que os animais pertencem naturalmente e não a milhares de quilómetros de distância, longe da selva, da floresta, do deserto, das montanhas, dos oceanos, num ambiente e clima completamente diferentes. Os animais resgatados dos circos são geralmente reinseridos nos seus habitats naturais e em parques protegidos (ou santuários), que reúnem as mesmas condições.

É possível um circo existir sem animais?
Perfeitamente! O circo “Cirque du Soleil”, que foi fundado em 1984 por Guy Laliberté, tem um misto de números de circo e entretenimento de rua. Ao longo das duas últimas décadas o Cirque du Soleil transformou-se num império de divertimento e deu a esta arte um novo sopro de vida, uma vez que defende um circo sem animais, “Não estamos bem certos se o lugar de um elefante ou de um tigre é ficar enjaulado metade da vida ou apresentar-se ao Mundo fazendo acrobacias.” Este circo tem actualmente 2400 empregados e 500 artistas de mais de 40 países. Cerca de 600 mil pessoas assistem às suas peripécias Mundo afora. O circo está muito mais saudável do que antes, porque as pessoas precisam de sonhar e ter esperança, e é disso que falamos!”.


Alguns circos com animais:
- Circo Victor Hugo Cardinalli
- Circo Roberto Cardinali
- Circo Atlas
- Circo Chen
- Circo Di Napoli
- Circo Stankowich
- Circo Garcia
- Circo Bim Bobo
- Circo Moscow
- Circo Beto Carreiro
- Circo Vostock
- Circo De Roma


Alguns circos SEM animais:
- Circolando - R. Pinto Bessa, 122, Armazém 8 (Porto) - junto à estação de Campanhã; telefones: 225189157 e 934182945
- Kopinxas - Grupo de animação circense (Aveiro) http://www.kopinxas.com/ telefones: 936277013 e 913677966
- Trupilariante Companhia de teatro-Circo (Lisboa) http://www.trupilariante.com , e-mail: trupilariante@trupilariante.com telefone: 218460738 fax: 218 150 688
- Kabong (Porto) - telefone: 962710061
- Cia
- Clawnesca Cara Melada
- Cia Pavanelli: http://www.ciapavanelli.com.br
- Circo da Alegria: http://www.circodaalegria.com.br
- Circo Dança Teatro Intrépida Trup: http://www.intrepidatrupe.hpg.ig.com.br
- Circo Girassol: http://www.circogirassol.com.br
- Circo Gran Bartholo
- Circo Mínimo: http://www.circominimo.com.br
- Circo Navegador: http://www.circonavegador.com.br
- Circo Popular do Brasil
- Circo Spacial: http://www.spacial.com.br
- Circo Teatro Musical
- Furunfunfum: http://www.furunfunfum.com.br
- Circo Trapézio: http://www.circotrapezio.hpg.ig.com.br
- Circo Vox: http://www.circovox.com.br
- Circodélico: http://www.circodelico.com
- Cirque Ahbaui: http://www.cirqueahbaui.com
- Cirque du Soleil http://www.cirquedusoleil.com/
- Companhia Teatral e Circence Trupe Sapeka: http://www.trupesapeka.cjb.net
- Parlapatões, Patifes & Paspalhões: http://www.terravista.pt/ilhadomel/5115


Referências:
http://animaisdecirco.freeservers.com/
http://www.animal.org.pt/
http://www.circuses.com/animals.html
http://www.wolfkatt.freeservers.com/custom3.html
http://fund.org/uploads/fs_ent1.pdf
http://www.urbi.ubi.pt/000530/edicao/emorb_circo.html
http://animaisdecirco.freeservers.com/circos_sem_animais.html


Centro Vegetariano


publicado por Maluvfx às 10:19
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O circo não é diversão... para os animais!
“Não podemos ver a beleza essencial de um animal enjaulado, apenas a sombra de sua beleza perdida.”
1937, Julia Allen Field

O circo não é divertimento para todos

Para os menos atentos o circo transparece uma imagem de animação onde os animais executam truques com satisfação e sem qualquer desconforto aparente. Na realidade, os animais nos circos são torturados, abusados e mantidos prisioneiros para quase toda vida em nome do entretenimento.

Cães, elefantes, ursos, camelos, cobras, macacos, araras, papagaios, focas, cavalos, girafas, lamas, cabras, zebras, bovinos, póneis, tigres, pumas e leões, são as espécies animais que mais facilmente se podem encontrar em circos de todo o mundo. Estas mesmas espécies são maltratadas e mantidas famintas, em estado de desnutrição contínua. Passam a vida aprisionados em espaços minúsculos, privados da sua liberdade e expostos a uma sobrevivência rotineira, dolorosa e stressante. Muitos deles já tiveram uma família e um habitat, e foram tirados violentamente às mães, que para isso tiveram de ser mortas. Outros foram comprados a jardins zoológicos e a outros circos.

O estudo do comportamento das diferentes espécies demonstrou que todos os animais sofrem em cativeiro. Para além da fome os animais sentem frio, calor, alegria, tristeza, dor, aborrecimento, repulsa, e sofrem de stress (e muitos peritos afirmam que os mais evoluídos têm memória). Todo o aborrecimento pelo qual os animais passam é a causa principal da perda das suas capacidades naturais. Animais que, no meio selvagem, correriam dezenas de quilómetros por dia, são forçados a passar quase todas as horas dos seus dias em jaulas exíguas, muitas vezes superlotadas, nas quais mal se podem movimentar. A ansiedade e o stress resultantes das pobres condições de bem-estar em que são mantidos e da violência dos treinos a que são submetidos fazem com que fiquem com distúrbios comportamentais (tornam-se apáticos e neuróticos). Repetem permanentemente movimentos estereotipados, auto mutilam-se e, por vezes, até ocorre canibalismo.

No seu meio selvagem, e de acordo com as suas características fisiológicas e psicológicas, os ursos usados nos circos nunca andariam de bicicleta, os babuínos nunca montariam póneis, os tigres e leões nunca passariam por entre arcos em chamas e os elefantes nunca se manteriam apenas em duas patas.

Os circos nada oferecem de pedagógico: crianças são ensinadas a olhar para os animais como objectos de exibição, que se expõem, se exploram e dos quais se abusa. As crianças podem aprender mais sobre os animais e o seu comportamento natural em documentários sobre a vida selvagem.


Apresentam-se de seguida algumas espécies animais e os abusos dos quais são vítimas:


Elefante amarradoElefantes:

- Antes de chegarem ao Circo, passam por meses de tortura. São amarrados sentados, numa jaula onde não se podem mexer, para que o peso comprima os órgãos internos e cause dor.

- Levam surras diárias, ficam sobre seus próprios excrementos, até que seu “espírito seja quebrado” e passem a obedecer.
- Os elefantes são animais que vivem em grupos com papéis sociais definidos. São extremamente inteligentes. Ficam de luto pelos seus mortos e são capazes de reconhecer um familiar, mesmo tendo sido separados deles quando filhotes.

- Sofrem de problemas nas patas por falta de exercício, pois na natureza os elefantes andam dezenas de quilómetros diariamente.

- No Circo os elefantes permanecem acorrentados o tempo inteiro. Mexer constantemente a cabeça é uma das características da depressão causada pelo cativeiro.

"Como fazer para conseguir a atenção de um elefante de 5 toneladas? Surre-o. Eis como".
Saul Kitchener, director do San Francisco Zoological Gardens



Tigre dentro de jaulaLeões, Tigres e outros Felinos:



- De acordo com Henry Ringling North, no seu livro "The Circus Kings", os grandes felinos são acorrentados a pedestais e são enroladas cordas nas suas gargantas, para que tenham a sensação de estarem a sufocar.

- São dominados pelo fogo e pelo chicote, golpeados com barras de ferro e queimados na testa, pelo menos, uma vez na vida, para que não se esqueçam da dor.

- Muitos têm suas garras arrancadas e as presas extraídas ou serradas.

- Passam a maior parte de suas vidas dentro de pequenas jaulas.

Alguns circos alimentam os felinos com cães e gatos abandonados.


Ursos:


Urso numa bicicleta
- Têm o nariz partido durante o “treino”

- As suas patas são queimadas, para os forçar a ficar sobre duas patas

- São obrigados a pisar chapas de metal incandescente ao som de uma determinada música

- Durante o “espectáculo” os ursos ouvem a mesma música usada durante “o treino” e começam a movimentar-se, dando a impressão de estarem a dançar

- Muitos têm as garras e presas arrancadas. Já foi constatado um urso com 1/3 da sua língua cortada

- Ursos cativos apresentam comportamento atípico, como andar de um lado para o outro

- Alguns ursos auto mutilam-se, batendo com a cabeça nas grades da jaula e mordendo as próprias patas


Macacos:



Macaco atrás de grades
- Apresentam o mesmo comportamento das crianças que sofrem abusos

- Até 98% do DNA dos chimpanzés é igual ao do humano

- São agredidos de modo a obedecer e obedecem apenas por medo

- Roer unhas e auto mutilação são comportamentos frequentemente encontrados em macacos cativos

- Os dentes são retirados para que os animais possam ser fotografados junto às crianças.

Cavalos, camelos, bois, cabras, póneis, burros e lamas:


Cavalo esquelético
- São açoitados e impedidos de fazer caminhadas

- Não são alimentados devidamente

- São agredidos para aprender



Todos os animais de circo:
- Não têm férias nem assistência veterinária adequada

- São obrigados a suportar mudanças climáticas bruscas, viajar milhares de quilómetros sem descanso, etc..

- Estão sujeitos aos clássicos instrumentos de “treino”: choques eléctricos, chicotadas, privação de água e comida.

- Encontram-se sem as mínimas condições de higiene, sujeitos a diversas doenças


Como ajudar?
Há várias coisas que podes fazer para reduzir o sofrimento dos animais. Pode ser algo tão simples como escrever uma carta ou fazer um telefonema num esforço para alterar o modo como estas instituições tratam os animais.

O que acontece aos animais se saírem do circo?
O local adequado para os programas de conservação devem ser as regiões a que os animais pertencem naturalmente e não a milhares de quilómetros de distância, longe da selva, da floresta, do deserto, das montanhas, dos oceanos, num ambiente e clima completamente diferentes. Os animais resgatados dos circos são geralmente reinseridos nos seus habitats naturais e em parques protegidos (ou santuários), que reúnem as mesmas condições.

É possível um circo existir sem animais?
Perfeitamente! O circo “Cirque du Soleil”, que foi fundado em 1984 por Guy Laliberté, tem um misto de números de circo e entretenimento de rua. Ao longo das duas últimas décadas o Cirque du Soleil transformou-se num império de divertimento e deu a esta arte um novo sopro de vida, uma vez que defende um circo sem animais, “Não estamos bem certos se o lugar de um elefante ou de um tigre é ficar enjaulado metade da vida ou apresentar-se ao Mundo fazendo acrobacias.” Este circo tem actualmente 2400 empregados e 500 artistas de mais de 40 países. Cerca de 600 mil pessoas assistem às suas peripécias Mundo afora. O circo está muito mais saudável do que antes, porque as pessoas precisam de sonhar e ter esperança, e é disso que falamos!”.


Alguns circos com animais:
- Circo Victor Hugo Cardinalli
- Circo Roberto Cardinali
- Circo Atlas
- Circo Chen
- Circo Di Napoli
- Circo Stankowich
- Circo Garcia
- Circo Bim Bobo
- Circo Moscow
- Circo Beto Carreiro
- Circo Vostock
- Circo De Roma


Alguns circos SEM animais:
- Circolando - R. Pinto Bessa, 122, Armazém 8 (Porto) - junto à estação de Campanhã; telefones: 225189157 e 934182945
- Kopinxas - Grupo de animação circense (Aveiro) http://www.kopinxas.com/ telefones: 936277013 e 913677966
- Trupilariante Companhia de teatro-Circo (Lisboa) http://www.trupilariante.com , e-mail: trupilariante@trupilariante.com telefone: 218460738 fax: 218 150 688
- Kabong (Porto) - telefone: 962710061
- Cia
- Clawnesca Cara Melada
- Cia Pavanelli: http://www.ciapavanelli.com.br
- Circo da Alegria: http://www.circodaalegria.com.br
- Circo Dança Teatro Intrépida Trup: http://www.intrepidatrupe.hpg.ig.com.br
- Circo Girassol: http://www.circogirassol.com.br
- Circo Gran Bartholo
- Circo Mínimo: http://www.circominimo.com.br
- Circo Navegador: http://www.circonavegador.com.br
- Circo Popular do Brasil
- Circo Spacial: http://www.spacial.com.br
- Circo Teatro Musical
- Furunfunfum: http://www.furunfunfum.com.br
- Circo Trapézio: http://www.circotrapezio.hpg.ig.com.br
- Circo Vox: http://www.circovox.com.br
- Circodélico: http://www.circodelico.com
- Cirque Ahbaui: http://www.cirqueahbaui.com
- Cirque du Soleil http://www.cirquedusoleil.com/
- Companhia Teatral e Circence Trupe Sapeka: http://www.trupesapeka.cjb.net
- Parlapatões, Patifes & Paspalhões: http://www.terravista.pt/ilhadomel/5115


Referências:
http://animaisdecirco.freeservers.com/
http://www.animal.org.pt/
http://www.circuses.com/animals.html
http://www.wolfkatt.freeservers.com/custom3.html
http://fund.org/uploads/fs_ent1.pdf
http://www.urbi.ubi.pt/000530/edicao/emorb_circo.html
http://animaisdecirco.freeservers.com/circos_sem_animais.html


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Segunda-feira, 31 de Janeiro de 2011
Qual é a sua parte na exploração animal?
Todas as ações que executamos repercutem em nossas vidas e nas vidas daqueles que nos cercam, seja em nossa comunidade ou no meio ambiente como um todo. Essas ações podem abranger desde feitos grandiosos até os nossos hábitos cotidianos.

Talvez poucos já tenham se dado conta, mas uma simples, ação que praticamos todos os dias, que é o ato de nos alimentarmos, traz importantes conseqüências para nossas vidas e para milhares de animais.

Toda vez que nos sentamos à mesa, estamos decidindo pela vida ou pela morte de milhares de animais que são explorados para a produção de alimentos. Com as nossas escolhas alimentares, podemos escolher preservar ou devastar uma área de mata nativa para dar lugar a pastos, ou campos de soja e milho que finalmente serão destinados à alimentação do gado ou de outros animais de corte. Optamos ainda por gerar mais ou menos gases de efeito estufa, que têm na pecuária um fator mais importante do que toda a poluição gerada por automóveis. Toda vez que escolhemos o que colocar no nosso prato, podemos optar por uma nutrição cheia de saúde ou por semear doenças que colheremos no futuro.

A indústria da exploração animal quer fazer parecer, através de suas propagandas muito bem estruturadas, que perus e porcos gostam de serem servidos como prato principal no Natal, e que vacas leiteiras são animais felizes que nos cedem o seu leite por livre e espontânea vontade. Essas indústrias trabalham para nos impedir de estabelecer qualquer relação entre a carne que vemos nas vitrines do açougue e os animais sensíveis e cheios de vontade de viver que são mortos nos matadouros. Essa indústria que quer promover a ideia de que seus produtos são adequados, saudáveis e necessários não está interessada na sua saúde ou maneira como esses animais são tratados, nem tampouco no impacto ambiental que isso gera, mas apenas no lucro.

O FIM DA EXPLORAÇÃO ANIMAL ESTÁ NAS MÃOS DE CONSUMIDORES COMO VOCÊ!

Enquanto consumidor, a sua alienação é a principal aliada para que todas essa injustiça continue acontecendo. Todos os elos dessa cadeia produtiva são responsáveis pela morte destes animais. Esses elos não se limitam apenas àqueles que os criam, transportam, abatem e comercializam os animais que exploram. A forma mais eficiente de pôr fim à exploração animal é acabando com a procura pelos produtos que dela derivam.

Aqueles que compram e consomem esses produtos são os principais responsáveis por essa cadeia, já que é justamente o consumidor quem tem o poder de interromper essa cadeia. Quando o consumidor não compra, o criador não cria, o transportador não transporta e o abatedor não mata. Mais do que grupos de defesa animal e até mesmo o governo, é o consumidor que detém o poder de interferir na indústria da
 exploração animal.

Assim como os seres humanos, os porcos, vacas, galinhas, perus, peixes, coelhos, cabritos e todos os outros animais são capazes de sentir fome, frio, dor, medo e angústia. Da mesma forma que não desejamos infligir essas sensações a qualquer ser humano, devemos ser coerentes e prestar igual consideração aos outros animais.

Não se trata de nos preocuparmos apenas com o modo como esses animais são explorados: se são bem ou mal tratados,se manejo é truculento ou suave, se a alimentação que eles recebem é mais ou menos balanceada, se eles têm ou não espaço suficiente. Trata- se de questionar se els deveriam ser explorados sob qualquer forma e para qualquer fim que seja, já que eles querem viver e prezam a sua liberdade tanto quanto qualquer um de nós!


AFINAL, QUEM NOS DEU ESSE DIREITO?

Aqueles que defendem que teríamos esse direito geralmente lançam mão dos mesmos argumentos que um dia já foram usados para justificar a exploração de seres humanos de acordo com sua pele, etnia ou religião. Os animais não-humanos vivem diariamente um verdadeiro holocausto
, subjugados por simplesmente terem nascido em uma espécie diferente da nossa.

A cada dia, a cada refeição, você pode fazer diferença para milhares de animais a cada ano, para saúde por toda vidas e para o planeta por todas as gerações futuras!

Visite o website e saiba mais sobre o veganismo e como você pode colaborar com por uma sociedade mais saudável e mais justa!
VEDDAS - Vegetarianismo Ético, Defesa dos Direitos Animais e Sociedade
via Jornal Vegano


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Qual é a sua parte na exploração animal?
Todas as ações que executamos repercutem em nossas vidas e nas vidas daqueles que nos cercam, seja em nossa comunidade ou no meio ambiente como um todo. Essas ações podem abranger desde feitos grandiosos até os nossos hábitos cotidianos.

Talvez poucos já tenham se dado conta, mas uma simples, ação que praticamos todos os dias, que é o ato de nos alimentarmos, traz importantes conseqüências para nossas vidas e para milhares de animais.

Toda vez que nos sentamos à mesa, estamos decidindo pela vida ou pela morte de milhares de animais que são explorados para a produção de alimentos. Com as nossas escolhas alimentares, podemos escolher preservar ou devastar uma área de mata nativa para dar lugar a pastos, ou campos de soja e milho que finalmente serão destinados à alimentação do gado ou de outros animais de corte. Optamos ainda por gerar mais ou menos gases de efeito estufa, que têm na pecuária um fator mais importante do que toda a poluição gerada por automóveis. Toda vez que escolhemos o que colocar no nosso prato, podemos optar por uma nutrição cheia de saúde ou por semear doenças que colheremos no futuro.

A indústria da exploração animal quer fazer parecer, através de suas propagandas muito bem estruturadas, que perus e porcos gostam de serem servidos como prato principal no Natal, e que vacas leiteiras são animais felizes que nos cedem o seu leite por livre e espontânea vontade. Essas indústrias trabalham para nos impedir de estabelecer qualquer relação entre a carne que vemos nas vitrines do açougue e os animais sensíveis e cheios de vontade de viver que são mortos nos matadouros. Essa indústria que quer promover a ideia de que seus produtos são adequados, saudáveis e necessários não está interessada na sua saúde ou maneira como esses animais são tratados, nem tampouco no impacto ambiental que isso gera, mas apenas no lucro.

O FIM DA EXPLORAÇÃO ANIMAL ESTÁ NAS MÃOS DE CONSUMIDORES COMO VOCÊ!

Enquanto consumidor, a sua alienação é a principal aliada para que todas essa injustiça continue acontecendo. Todos os elos dessa cadeia produtiva são responsáveis pela morte destes animais. Esses elos não se limitam apenas àqueles que os criam, transportam, abatem e comercializam os animais que exploram. A forma mais eficiente de pôr fim à exploração animal é acabando com a procura pelos produtos que dela derivam.

Aqueles que compram e consomem esses produtos são os principais responsáveis por essa cadeia, já que é justamente o consumidor quem tem o poder de interromper essa cadeia. Quando o consumidor não compra, o criador não cria, o transportador não transporta e o abatedor não mata. Mais do que grupos de defesa animal e até mesmo o governo, é o consumidor que detém o poder de interferir na indústria da
 exploração animal.

Assim como os seres humanos, os porcos, vacas, galinhas, perus, peixes, coelhos, cabritos e todos os outros animais são capazes de sentir fome, frio, dor, medo e angústia. Da mesma forma que não desejamos infligir essas sensações a qualquer ser humano, devemos ser coerentes e prestar igual consideração aos outros animais.

Não se trata de nos preocuparmos apenas com o modo como esses animais são explorados: se são bem ou mal tratados,se manejo é truculento ou suave, se a alimentação que eles recebem é mais ou menos balanceada, se eles têm ou não espaço suficiente. Trata- se de questionar se els deveriam ser explorados sob qualquer forma e para qualquer fim que seja, já que eles querem viver e prezam a sua liberdade tanto quanto qualquer um de nós!


AFINAL, QUEM NOS DEU ESSE DIREITO?

Aqueles que defendem que teríamos esse direito geralmente lançam mão dos mesmos argumentos que um dia já foram usados para justificar a exploração de seres humanos de acordo com sua pele, etnia ou religião. Os animais não-humanos vivem diariamente um verdadeiro holocausto
, subjugados por simplesmente terem nascido em uma espécie diferente da nossa.

A cada dia, a cada refeição, você pode fazer diferença para milhares de animais a cada ano, para saúde por toda vidas e para o planeta por todas as gerações futuras!

Visite o website e saiba mais sobre o veganismo e como você pode colaborar com por uma sociedade mais saudável e mais justa!
VEDDAS - Vegetarianismo Ético, Defesa dos Direitos Animais e Sociedade
via Jornal Vegano


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Factos da Exploração Animal


Os humanos exploram os outros animais das mais diversas formas: utilizam-nos para se alimentarem, vestirem e calçarem; utilizam-nos para se divertirem (touradas, rodeios, circos com animais, espectáculos com animais marinhos, etc.); utilizam-nos para experimentação; e muito mais. Esta página aborda resumidamente algumas práticas na indústria alimentar, que é responsável pela esmagadora maioria da exploração animal a nível mundial.
Apesar de não ser a crueldade específica de cada forma de exploração animal que torna essa exploração injusta —toda a exploração é injusta em si mesma — é importante que tenhamos conhecimento daquilo que são as práticas correntes na indústria.
Não é possível usar os animais sem abusar deles, por mais que se tente adornar a imagem. A alternativa a toda esta exploração é muito simples: torna-te vegano. Não compactues comnenhum tipo de exploração.
Vacas Num Prado
O cenário da vaca “feliz” no prado verdejante, que
a publicidade nos tenta vender.

Agricultura “Humana”?

Numa altura em que as pessoas começam a ter alguma noção de que a exploração animal não é uma coisa bonita, a indústria responde com rótulos para aliviar a consciência dos consumidores: “criado ao ar livre”, “criado no campo”, “free range” ou “cage free”. A maioria dos consumidores quer acreditar que é possível produzir produtos animais de forma “humana”, e cai alegremente nesta ilusão criada pelo marketing da indústria de exploração animal. A verdade é que a esmagadora maioria destes animais vive vidas tão miseráveis quanto os outros animais explorados na indústria, e todos sem excepção são cruelmente abatidos quando ainda são jovens. Não tenhas dúvidas: exploração “humana” é uma coisa que não existe nem nunca irá existir.
Claro que é possível imaginar uma “quinta” familiar onde os animais têm liberdade para passar os dias no campo, muito próximo do que seria o seu comportamento natural. No entanto, mesmo nessas condições aparentemente ideais, os animais continuariam a ser sexualmente manipulados, continuariam a ser mortos no auge da sua vida, continuariam a ser transportados para o matadouro em condições que são sempre física e psicologicamente violentas, e continuariam a experienciar o aterrorizante cheiro a morte do matadouro e uma matança sem dó nem piedade.

As Vacas “Felizes”, o Leite e o Queijo

Vacas Numa Exploração de Produção de Leite
Vacas numa exploração de produção de leite.
Muitas pessoas julgam que as vacas produzem leite por obra e graça do Espírito Santo, mas a realidade é bem mais mundana.Para manter uma produção ininterrupta de leite, as vacas têm de ser repetidamente forçadas a engravidar e a dar à luz um filho.
As vacas são engravidadas através de inseminação artificial, o que envolve a introdução forçada de um braço no recto da vaca para posicionamento do útero, enquanto um instrumento para depósito do sémen é empurrado pela vagina. Para recolha do sémen, é comum utilizar-se um boi macho castrado a fazer o papel de fêmea, já que uma fêmea não conseguiria aguentar tantas montas consecutivas. O sémen é recolhido enquanto o boi reprodutor é obrigado a montar o boi castrado.
Vacas Numa Exploração de Produção de Leite
Vacas numa exploração de produção de leite.
As vacas são animais extremamente sociais e com fortes laços familiares, mas são constantemente obrigadas a ver os filhos recém-nascidos serem-lhes tirados. O processo de separação é agonizante tanto para a mãe como para o filho, e é comum ambos gritarem um para o outro enquanto são afastados.Algumas vacas emitem sons de lamento durante vários dias após lhes serem retirados os filhos.
Os vitelos macho filhos das vacas leiteiras não têm nenhuma utilidade para a exploração de leite, pelo que são vendidos para consumo e são castrados para terem uma carne mais tenra. As vitelas fêmea podem ser encaminhadas para consumo ou ficar na exploração para substituírem vacas leiteiras esgotadas.
Por volta dos 6 anos de idade, que seria apenas o princípio da idade adulta na natureza, as vacas estão esgotadas física e psicologicamente, e isso reflecte-se no declínio da produção de leite. Dado que a margem de lucro é para manter, as vacas extenuadas são rapidamente vendidas para abate.
Inseminação Artificial de uma Vaca
Procedimento de inseminação artificial de uma vaca.
Após terem passado por diversas inseminações forçadas, partos dolorosos, separações angustiantes e ordenhas sem descanso, espera-as agora o aterrorizante matadouro com o seu característico e nauseabundo cheiro a morte. Mas, antes disso, falta ainda passar pelo calvário do transporte para o matadouro. O transporte costuma ser particularmente penoso para as sofridas vacas leiteiras, uma vez que muitas padecem de dolorosas inflamações no tecido mamário (mastite) e de osteoporose. Muitas vacas ficam tão debilitadas, que nem são capazes de andar quando chegam ao matadouro.
No matadouro, as vacas são atordoadas com uma pistola que dispara um êmbolo retráctil que lhes causa uma lesão grave no cérebro e, se tiverem sorte, a perda dos sentidos. Em seguida, são içadas por uma das patas traseiras e degoladas enquanto ainda têm o coração a bater, de modo a que o sangue seja expelido para fora do corpo. Por vezes, as vacas ainda estão conscientes quando são degoladas.
Cada compra de produtos com leite, queijo ou outros lacticínios contribui para esta terrível exploração, independentemente de ser proveniente de pecuária convencional ou pecuária dita “humana”.
Livres de exploração, em santuários, as vacas podem viver vidas felizes durante mais de 20 anos.

As Galinhas, os Pintainhos e os Ovos

Galinhas
Uma moderna exploração de ovos cage free.
Muitas pessoas julgam que as galinhas são tratadas condignamente na produção de “ovos do campo”, de “ovos de galinhas em liberdade” ou de ovos cage free. Na verdade,praticamente todos os ovos cage free são produzidos em explorações industriais intensivas onde as galinhas se amontoam aos milhares em grandes armazéns escuros e passam por um inferno idêntico ao das galinhas poedeiras enjauladas. Nestes aviários, a concentração de fezes e detritos é tão elevada, que se formam gases tóxicos como o gás amoníaco ou o gás sulfídrico.
Galinhas
Corte do bico aos pintainhos.
Para haver galinhas poedeiras (ou seja, as galinhas seleccionadas para pôr ovos), é necessário chocar ovos. Como os pintainhos macho não irão pôr ovos, não têm nenhuma utilidade para uma exploração e são rejeitados logo após saírem da casca. Todos os anos, centenas de milhões de pintainhos recém-nascidos são sufocados ou triturados ainda vivos e utilizados depois em fertilizantes ou rações para outros animais (os bem conhecidos “sub-produtos animais”).
Em praticamente todas as explorações, as pintainhas são mutiladas logo após nascerem. O bico, que é altamente sensível, é-lhes cortado com uma lâmina quente para minimizar os danos que possam causar umas às outras por estarem amontoadas em espaços sobrelotados.
Galinhas
Os pintainhos macho não dão dinheiro e
são tratados como lixo.
Os ovos galados (fecundados por galos) que são utilizados para incubar os pintainhos são provenientes de galinhas que são obrigadas a acasalar continuamente com um galo até ficarem completamente esgotadas.
Seja qual for o tipo de exploração, as galinhas poedeiras são mortas assim que começam a pôr menos ovos, o que costuma acontecer por volta dos 2 anos de idade. É mais barato matar as galinhas e substituí-las por outras do que continuar a alimentar galinhas que já não produzem o máximo. Por vezes, os corpos das galinhas estão tão devastados, que as galinhas são utilizadas para rações, para fertilizantes ou são simplesmente despejadas em aterros.
Galinha a proteger os seus filhotes
Galinha a proteger os seus filhotes.
Livres de exploração, as galinhas podem viver mais de 10 anos. Em qualquer tipo de exploração, seja uma exploração convencional ou uma exploração de “galinhas do campo”, as vidas das galinhas são abruptamente interrompidas depois de uma curta existência.
Em praticamente todas as explorações, as galinhas são criadas aos milhares e levam vidas absolutamente miseráveis, impedidas de agir de acordo com os seus instintos naturais mais básicos (como esgravatar e rebolar na terra) e de socializar com outras galinhas de forma natural. Naturalmente, as galinhas fazem amizades umas com as outras, mas, amontoadas em aviários, o único comportamento possível é o da agressividade ditada pelo instinto de sobrevivência.

Os Porcos

Porcos
Porcos
Corte dos dentes aos porquinhos.
Porcos
Porcos amontoados numa suinicultura.
Porcos
Corpos de leitões no mostrador de um talho.
Os porcos são animais altamente inteligentes e sociais, mas, na indústria da suinicultura, são tratados como se não passassem de recursos inanimados que urge explorar ao máximo e no mínimo espaço de tempo. De acordo com estudos científicos, os porcos são mais inteligentes do que os cães ou do que crianças com 3 anos de idade.
As porcas criadeiras dão à luz mais de 20 porquinhos todos os anos. Os porquinhos são amamentados durante duas ou três semanas, e depois são retirados à mãe. Após passar pela dor de perder os filhotes, a mãe porca é imediatamente forçada a acasalar novamente com o porco reprodutor, pois há que manter a produtividade no máximo.
É prática generalizada os porquinhos serem cruelmente mutilados sem anestesia logo depois de nascerem. As caudas são amputadas e os dentes são cortados para minimizar os estragos que os porcos possam fazer uns aos outros. Além disso, os porcos macho destinados ao consumo são castrados, quase sempre sem recurso a nenhum tipo de anestesia.
Dentro das suiniculturas, é comum o ar estar poluído com poeira e gases irritantes resultantes das fezes dos animais. A fraca qualidade do ar, aliada à sobrelotação e às condições não-higiénicas, fazem das suiniculturas locais ideais para a proliferação de diversas doenças. É muito comum os porcos sofrerem de pneumonia e outras doenças, bem como apresentarem diversos ferimentos físicos. Para minimizar os riscos de doenças, são-lhes administrados rotineiramente antibióticos.
Contrariamente à fama que têm, os porcos são animais muito asseados. Eles gostam de rebolar na lama sobretudo para se refrescarem nos dias mais quentes. Se tiverem espaço, os porcos nunca fazem as necessidades junto do local onde comem ou onde dormem. No entanto, nas explorações pecuárias, são obrigados a viver permanentemente em cima das próprias fezes e da própria urina.
Os leitões, cuja carne é muito apreciada, são porquinhos que são cruelmente abatidos quando ainda são bebés.Estes porquinhos são mortos imediatamente após o desmame ou apenas alguns dias depois. A maioria dos leitões não chega a viver um mês.
Mas os outros porcos não vivem muito mais tempo. Na natureza, os porcos poderiam viver até aos 15 anos de idade. Nas suiniculturas, os porcos criados para alimentação não costumam passar dos 4 meses, altura em que atingem cerca de 100 quilogramas de peso. Graças às rações de engorda que lhes são dadas e ao confinamento em que são mantidos, os porcos ficam prontos para abate quando estão naquilo que seria a sua infância.
Quando chega a altura do abate, a viagem é mais um momento de profundo stress e sofrimento. Os porcos são amontoados em camiões para serem levados para o matadouro, mas muitos não resistem à dureza da viagem. No matadouro, é suposto os porcos serem atordoados antes de serem degolados. No entanto, o atordoamento nem sempre funciona bem e alguns porcos ainda estão completamente conscientes enquanto são içados pelas patas traseiras, degolados e se esvaem em sangue.

Logótipo Muda o Mundo
Rejeita a violência, abraça o veganismo.


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Factos da Exploração Animal


Os humanos exploram os outros animais das mais diversas formas: utilizam-nos para se alimentarem, vestirem e calçarem; utilizam-nos para se divertirem (touradas, rodeios, circos com animais, espectáculos com animais marinhos, etc.); utilizam-nos para experimentação; e muito mais. Esta página aborda resumidamente algumas práticas na indústria alimentar, que é responsável pela esmagadora maioria da exploração animal a nível mundial.
Apesar de não ser a crueldade específica de cada forma de exploração animal que torna essa exploração injusta —toda a exploração é injusta em si mesma — é importante que tenhamos conhecimento daquilo que são as práticas correntes na indústria.
Não é possível usar os animais sem abusar deles, por mais que se tente adornar a imagem. A alternativa a toda esta exploração é muito simples: torna-te vegano. Não compactues comnenhum tipo de exploração.
Vacas Num Prado
O cenário da vaca “feliz” no prado verdejante, que
a publicidade nos tenta vender.

Agricultura “Humana”?

Numa altura em que as pessoas começam a ter alguma noção de que a exploração animal não é uma coisa bonita, a indústria responde com rótulos para aliviar a consciência dos consumidores: “criado ao ar livre”, “criado no campo”, “free range” ou “cage free”. A maioria dos consumidores quer acreditar que é possível produzir produtos animais de forma “humana”, e cai alegremente nesta ilusão criada pelo marketing da indústria de exploração animal. A verdade é que a esmagadora maioria destes animais vive vidas tão miseráveis quanto os outros animais explorados na indústria, e todos sem excepção são cruelmente abatidos quando ainda são jovens. Não tenhas dúvidas: exploração “humana” é uma coisa que não existe nem nunca irá existir.
Claro que é possível imaginar uma “quinta” familiar onde os animais têm liberdade para passar os dias no campo, muito próximo do que seria o seu comportamento natural. No entanto, mesmo nessas condições aparentemente ideais, os animais continuariam a ser sexualmente manipulados, continuariam a ser mortos no auge da sua vida, continuariam a ser transportados para o matadouro em condições que são sempre física e psicologicamente violentas, e continuariam a experienciar o aterrorizante cheiro a morte do matadouro e uma matança sem dó nem piedade.

As Vacas “Felizes”, o Leite e o Queijo

Vacas Numa Exploração de Produção de Leite
Vacas numa exploração de produção de leite.
Muitas pessoas julgam que as vacas produzem leite por obra e graça do Espírito Santo, mas a realidade é bem mais mundana.Para manter uma produção ininterrupta de leite, as vacas têm de ser repetidamente forçadas a engravidar e a dar à luz um filho.
As vacas são engravidadas através de inseminação artificial, o que envolve a introdução forçada de um braço no recto da vaca para posicionamento do útero, enquanto um instrumento para depósito do sémen é empurrado pela vagina. Para recolha do sémen, é comum utilizar-se um boi macho castrado a fazer o papel de fêmea, já que uma fêmea não conseguiria aguentar tantas montas consecutivas. O sémen é recolhido enquanto o boi reprodutor é obrigado a montar o boi castrado.
Vacas Numa Exploração de Produção de Leite
Vacas numa exploração de produção de leite.
As vacas são animais extremamente sociais e com fortes laços familiares, mas são constantemente obrigadas a ver os filhos recém-nascidos serem-lhes tirados. O processo de separação é agonizante tanto para a mãe como para o filho, e é comum ambos gritarem um para o outro enquanto são afastados.Algumas vacas emitem sons de lamento durante vários dias após lhes serem retirados os filhos.
Os vitelos macho filhos das vacas leiteiras não têm nenhuma utilidade para a exploração de leite, pelo que são vendidos para consumo e são castrados para terem uma carne mais tenra. As vitelas fêmea podem ser encaminhadas para consumo ou ficar na exploração para substituírem vacas leiteiras esgotadas.
Por volta dos 6 anos de idade, que seria apenas o princípio da idade adulta na natureza, as vacas estão esgotadas física e psicologicamente, e isso reflecte-se no declínio da produção de leite. Dado que a margem de lucro é para manter, as vacas extenuadas são rapidamente vendidas para abate.
Inseminação Artificial de uma Vaca
Procedimento de inseminação artificial de uma vaca.
Após terem passado por diversas inseminações forçadas, partos dolorosos, separações angustiantes e ordenhas sem descanso, espera-as agora o aterrorizante matadouro com o seu característico e nauseabundo cheiro a morte. Mas, antes disso, falta ainda passar pelo calvário do transporte para o matadouro. O transporte costuma ser particularmente penoso para as sofridas vacas leiteiras, uma vez que muitas padecem de dolorosas inflamações no tecido mamário (mastite) e de osteoporose. Muitas vacas ficam tão debilitadas, que nem são capazes de andar quando chegam ao matadouro.
No matadouro, as vacas são atordoadas com uma pistola que dispara um êmbolo retráctil que lhes causa uma lesão grave no cérebro e, se tiverem sorte, a perda dos sentidos. Em seguida, são içadas por uma das patas traseiras e degoladas enquanto ainda têm o coração a bater, de modo a que o sangue seja expelido para fora do corpo. Por vezes, as vacas ainda estão conscientes quando são degoladas.
Cada compra de produtos com leite, queijo ou outros lacticínios contribui para esta terrível exploração, independentemente de ser proveniente de pecuária convencional ou pecuária dita “humana”.
Livres de exploração, em santuários, as vacas podem viver vidas felizes durante mais de 20 anos.

As Galinhas, os Pintainhos e os Ovos

Galinhas
Uma moderna exploração de ovos cage free.
Muitas pessoas julgam que as galinhas são tratadas condignamente na produção de “ovos do campo”, de “ovos de galinhas em liberdade” ou de ovos cage free. Na verdade,praticamente todos os ovos cage free são produzidos em explorações industriais intensivas onde as galinhas se amontoam aos milhares em grandes armazéns escuros e passam por um inferno idêntico ao das galinhas poedeiras enjauladas. Nestes aviários, a concentração de fezes e detritos é tão elevada, que se formam gases tóxicos como o gás amoníaco ou o gás sulfídrico.
Galinhas
Corte do bico aos pintainhos.
Para haver galinhas poedeiras (ou seja, as galinhas seleccionadas para pôr ovos), é necessário chocar ovos. Como os pintainhos macho não irão pôr ovos, não têm nenhuma utilidade para uma exploração e são rejeitados logo após saírem da casca. Todos os anos, centenas de milhões de pintainhos recém-nascidos são sufocados ou triturados ainda vivos e utilizados depois em fertilizantes ou rações para outros animais (os bem conhecidos “sub-produtos animais”).
Em praticamente todas as explorações, as pintainhas são mutiladas logo após nascerem. O bico, que é altamente sensível, é-lhes cortado com uma lâmina quente para minimizar os danos que possam causar umas às outras por estarem amontoadas em espaços sobrelotados.
Galinhas
Os pintainhos macho não dão dinheiro e
são tratados como lixo.
Os ovos galados (fecundados por galos) que são utilizados para incubar os pintainhos são provenientes de galinhas que são obrigadas a acasalar continuamente com um galo até ficarem completamente esgotadas.
Seja qual for o tipo de exploração, as galinhas poedeiras são mortas assim que começam a pôr menos ovos, o que costuma acontecer por volta dos 2 anos de idade. É mais barato matar as galinhas e substituí-las por outras do que continuar a alimentar galinhas que já não produzem o máximo. Por vezes, os corpos das galinhas estão tão devastados, que as galinhas são utilizadas para rações, para fertilizantes ou são simplesmente despejadas em aterros.
Galinha a proteger os seus filhotes
Galinha a proteger os seus filhotes.
Livres de exploração, as galinhas podem viver mais de 10 anos. Em qualquer tipo de exploração, seja uma exploração convencional ou uma exploração de “galinhas do campo”, as vidas das galinhas são abruptamente interrompidas depois de uma curta existência.
Em praticamente todas as explorações, as galinhas são criadas aos milhares e levam vidas absolutamente miseráveis, impedidas de agir de acordo com os seus instintos naturais mais básicos (como esgravatar e rebolar na terra) e de socializar com outras galinhas de forma natural. Naturalmente, as galinhas fazem amizades umas com as outras, mas, amontoadas em aviários, o único comportamento possível é o da agressividade ditada pelo instinto de sobrevivência.

Os Porcos

Porcos
Porcos
Corte dos dentes aos porquinhos.
Porcos
Porcos amontoados numa suinicultura.
Porcos
Corpos de leitões no mostrador de um talho.
Os porcos são animais altamente inteligentes e sociais, mas, na indústria da suinicultura, são tratados como se não passassem de recursos inanimados que urge explorar ao máximo e no mínimo espaço de tempo. De acordo com estudos científicos, os porcos são mais inteligentes do que os cães ou do que crianças com 3 anos de idade.
As porcas criadeiras dão à luz mais de 20 porquinhos todos os anos. Os porquinhos são amamentados durante duas ou três semanas, e depois são retirados à mãe. Após passar pela dor de perder os filhotes, a mãe porca é imediatamente forçada a acasalar novamente com o porco reprodutor, pois há que manter a produtividade no máximo.
É prática generalizada os porquinhos serem cruelmente mutilados sem anestesia logo depois de nascerem. As caudas são amputadas e os dentes são cortados para minimizar os estragos que os porcos possam fazer uns aos outros. Além disso, os porcos macho destinados ao consumo são castrados, quase sempre sem recurso a nenhum tipo de anestesia.
Dentro das suiniculturas, é comum o ar estar poluído com poeira e gases irritantes resultantes das fezes dos animais. A fraca qualidade do ar, aliada à sobrelotação e às condições não-higiénicas, fazem das suiniculturas locais ideais para a proliferação de diversas doenças. É muito comum os porcos sofrerem de pneumonia e outras doenças, bem como apresentarem diversos ferimentos físicos. Para minimizar os riscos de doenças, são-lhes administrados rotineiramente antibióticos.
Contrariamente à fama que têm, os porcos são animais muito asseados. Eles gostam de rebolar na lama sobretudo para se refrescarem nos dias mais quentes. Se tiverem espaço, os porcos nunca fazem as necessidades junto do local onde comem ou onde dormem. No entanto, nas explorações pecuárias, são obrigados a viver permanentemente em cima das próprias fezes e da própria urina.
Os leitões, cuja carne é muito apreciada, são porquinhos que são cruelmente abatidos quando ainda são bebés.Estes porquinhos são mortos imediatamente após o desmame ou apenas alguns dias depois. A maioria dos leitões não chega a viver um mês.
Mas os outros porcos não vivem muito mais tempo. Na natureza, os porcos poderiam viver até aos 15 anos de idade. Nas suiniculturas, os porcos criados para alimentação não costumam passar dos 4 meses, altura em que atingem cerca de 100 quilogramas de peso. Graças às rações de engorda que lhes são dadas e ao confinamento em que são mantidos, os porcos ficam prontos para abate quando estão naquilo que seria a sua infância.
Quando chega a altura do abate, a viagem é mais um momento de profundo stress e sofrimento. Os porcos são amontoados em camiões para serem levados para o matadouro, mas muitos não resistem à dureza da viagem. No matadouro, é suposto os porcos serem atordoados antes de serem degolados. No entanto, o atordoamento nem sempre funciona bem e alguns porcos ainda estão completamente conscientes enquanto são içados pelas patas traseiras, degolados e se esvaem em sangue.

Logótipo Muda o Mundo
Rejeita a violência, abraça o veganismo.


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Terça-feira, 29 de Junho de 2010
Três tambores: exploração animal por trás da “mansidão” e da “fraternidade”

Um artigo meu escrito recentemente, chamado “A crueldade dos “três tambores” do rodeio”, causou revolta entre os praticantes do dito “esporte”. Os comentários do Arauto da Consciência e, ainda em menor quantidade, da ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais foram bombardeados por competidores e competidoras revoltados por eu ter acusado sua modalidade de cruel e generalizado os maus tratos que ocorrem no manejo de instrumentos como espora e açoites. Assim sendo, resolvi escrever um novo texto para elucidar melhor por que o três tambores tem a mesma oposição minha e dos defensores do abolicionismo animal que rodeios e vaquejadas.

Me disseram que os três tambores proporcionam uma comunhão afetiva entre cavaleiro e cavalo, sendo o primeiro não senhor do último, mas quase um “irmão”. Me falaram também de engajamentos filantrópicos com os lucros do “esporte” e da venda (sic) dos animais, da presença de conselhos de ética, veterinários e outras entidades que assegurariam um tratamento “digno” aos bichos. Fui acusado de escrever sem conhecer a realidade, de emitir um opinião leiga e, logo, irresponsável.
Reconheço que alguns comentários eu realmente tive alguma dificuldade de responder, e percebi que o motivo maior foi ter chegado ao limite da crítica relacionada a bem-estar animal – muito embora o artigo tenha falado, em um parágrafo, do caráter de exploração animal da competição. Foi falho ter exposto mais a crítica pró-bem-estar, facilmente questionável por quem pratica o dito “esporte”, do que a abolicionista, e isso induziu a uma equiparação indevida da modalidade ao rodeio e à vaquejada, pseudoesportes que por sua vez consistem na crueldade quase explícita.
O três tambores, por ser muito mais próximo do hipismo do que do rodeio, conforme ficou expresso nos diversos comentários e também é visível nos mais diversos vídeos, é de fato um “esporte” com animais no qual a exploração animal é bem menos óbvia do que a tão largamente criticada montaria de touros, por ter muito menos demonstrações explícitas de maus tratos por violência física. Nele não há peões ou vaqueiros sedentos de vencer o “adversário” animal, mas cavaleiros que afirmam competir em irmandade com os cavalos.
Mas isso não quer dizer que eu vim me retratar por completo do artigo passado e dizer que passei a ver o três tambores com bons olhos. Mas sim esclarecer melhor por que, mesmo com esse panorama alegado de bem-estar e fraternidade cavaleiro-cavalo, continuo mostrando que esse tipo de competição não se inclui no que o abolicionismo animal pode considerar ético e aceitável e reivindicando mais ação de entidades de direitos animais contra o uso de bichos para entretenimento seja lá de qual tipo for.
Não é obvio como no rodeio, mas há um sistema de exploração animal desde a arena de corrida até a procriação dos cavalos.
Em primeiro lugar, os vários adereços de controle e incitação usados no cavalo durante a competição deixam visível: o animal é tratado como máquina de velocidade, controlável pelo cavaleiro. Diversos adereços, como o cabresto, as rédeas e os freios, visam manipular para onde e quão rápido o bicho deve correr. Sem falar nos outrora citados açoite (usado em eventos como esse: http://www.youtube.com/watch?v=UCd72VRuGmw) e espora, cujos usos, mesmo não sendo acessórios cortantes nem causando ferimentos visíveis ou dores fortes, são uma agressão ao animal.
Hoje em dia não se pensaria em usar equipamento de controle ou açoites para controlar atletas humanos. Seria visto como uma violência tanto física quanto moral – “que humilhante é tratar seres humanos como carro de corrida”, pensariam. Mas são usados em cavalos, na dita inofensiva prova dos três tambores, numa demonstração da visão de que, por mais “irmão” que o cavalo seja do cavaleiro, ele nunca terá o mesmo estatuto moral que o ser humano, de ser portador do direito à dignidade e ao consequente não-tratamento como coisa e propriedade.
Não questiono mais se isso é cruel por causar violência explícita ou dor assim como os rodeios e vaquejadas, mas sim se é ético competir com animais controlando-os como objetos, como carros, algo que não se admitiria fazer com pessoas.
E pergunto: se a relação entre cavaleiros e cavalos é tão fraternal, por que não se dispensa o uso desses equipamentos nas provas oficiais, usando apenas sela e estribo para manter o cavaleiro montado em segurança, já que o cavalo entenderia inteligentemente para onde e quão rápido o “irmão” humano quer que ele corra?
Corroborando o argumento de que os animais supostos “irmãos” dos cavaleiros são de fato tratados como propriedade humana, está o fato de que existe um comércio de cavalos usados nessas competições. Não que o competidor venda o seu “irmão” algum dia, mas muito provavelmente – para eu não dizer que isso seria generalizado – este será comprado no início de sua “vida útil”, para uma vida de competições velozes. Tal como um carro zero de corrida.
A ética dos direitos animais repudia qualquer coisificação, mercantilização e proprietarização dos animais, da mesma forma e pelos mesmos motivos que a ética convencional que vigora hoje repudia o tratamento de homens e mulheres como coisas, mercadorias e propriedade de outrem. Fatalmente isso implica que “esportes” que usam animais, das mais sangrentas touradas até as mais amistosas provas de três tambores, serão alvo de objeção ética.
Também há a questão: o que é preferível e ideal para o animal, viver em liberdade na natureza – ou em santuários de refúgio, para animais cuja espécie foi há milênios apartada do seu vínculo ao equilíbrio ecológico de seu ecossistema de origem –, ou ser obrigado a uma vida de competições que ele não escolheu trilhar?
Afirmam que o cavalo, sendo inteligente, se comporta demonstrando que gosta de correr com aquele que se diz seu “dono”. Talvez seja válido dizer que o cavalo gosta de ser montado por seu cavaleiro na fazenda, sem acessórios de controle, caso haja uma relação afetiva tal como um cão com seu responsável e carinhoso tutor. Mas é questionável se o cavalo gosta – em outras palavras, sente-se bem – de ter seu corpo controlado e artificialmente induzido à corrida – e, em muitos casos, açoitado e esporado – numa competição em que está exposto a intensos barulhos e iluminação, em situação estressante, numerosas vezes num ano. Seria isso realmente preferível ao animal, mais do que viver livre num refúgio, sem obrigações vinculadas a interesses que não dizem respeito a suas necessidades e vontades?
Por fim, a questão do uso do animal por interesse humano. Qualquer “esporte” que use bichos para entretenimento, por mais que se diga que o animal “gosta” de competir, é uma forma de exploração animal. A ética tradicional de hoje condena o uso de seres humanos como propriedade a serviço dos interesses de outrem, o que inclui usar para fins de entretenimento pessoas que não escolheram expor-se (como no caso dos freak shows do século 19). O abolicionismo animal, por sua vez, estende essa condenação aos animais não-humanos.
Faz-se as perguntas, complementando o questionamento feito mais acima: o animal escolhe praticar um “esporte” que visa o entretenimento humano? Ele afirma mesmo, à sua maneira, que gosta de correr numa arena barulhenta e cheia de luz, sob o controle de diversos instrumentos, e está afim de vivenciar tal situação muitas vezes ao longo de sua vida até sua aposentadoria? Ele realmente pensa que isso lhe faz bem?
E há o detalhe de o cavalo ter sido dado à luz justamente para ser um animal de competições, tanto que ele, como uma “boa” mercadoria, é vendido em sua maturidade física ao cavaleiro disposto a pagar por sua compra, por ser um animal “muito bom para competições de três tambores”.
Ou seja, nasce para servir ao ser humano, para satisfazer os interesses do vendedor de cavalos, do próprio cavaleiro, dos organizadores de competições, dos proprietários de arenas e do público que prestigia o “esporte” para sua diversão –, como toda espécie submetida à exploração. Mesmo que o cavaleiro diga que o bicho é praticamente irmão seu e “gosta” de competir, isso não anula o fato de que ele só está ali – ou pior, só existe – porque pessoas se interessaram em seu nascimento e amadurecimento e dele se beneficiam cultural e economicamente.
Saio assim da questão do mero bem-estar – e até me retrato por ter generalizado a violência física que nem todos os cavaleiros promovem contra os cavalos –, mas continuo denunciando como “esportes” como o três tambores são sim formas de exploração animal que lançam mão da objetificação, mercantilização e reprodução interesseira de bichos, fato que se esconde na relação “fraternal” entre competidores e animais e na ausência de agressões explícitas contra estes últimos.
Se substituíssem cavalos por humanos e mantivessem na íntegra todo o restante do sistema, passaria a ser um pseudoesporte abominável aos olhos das pessoas e censurável pelas leis de direitos humanos. Mas, como são animais não-humanos, há toda uma aprovação moral por parte da maioria da sociedade. Assim sendo, continuo questionando eticamente o três tambores.
E aproveito para esclarecer que o três tambores ainda não se tornou alvo de críticas massivas das entidades de defesa animal porque infelizmente uma enorme parte das mesmas são bem-estaristas, e preferem manter-se em cima do muro porque não há tantos maus tratos físicos assim, não há uma crueldade física intrínseca ao tal “esporte” a qual as permita clamar que “três tambores deve ser proibido por lei porque é crueldade contra animais”. Essa modalidade só passará a ser alvo de críticas e repúdios quando o abolicionismo animal no Brasil se fortalecer, porque seu problema é muito mais de ética e exploração do que propriamente de violência física explícita.
Fonte: Vista-se


publicado por Maluvfx às 18:45
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Sexta-feira, 25 de Junho de 2010
Animais: engrenagens e ingredientes
por Marcio de Almeida Bueno
Foto: Romulo Bernardi / Zero Hora
Pois então ontem mais um cavalo capotou na maior avenida de Porto Alegre, a Protásio Alves. Exausta, a égua foi surrada pelo carroceiro, que fugiu em seguida, e então populares a colocaram na calçada, para que não fosse atropelada. O fato, corriqueiro nas veias abertas do trânsito da Capital, acabou ganhando espaço em sites, jornais e até telejornais locais. O excesso de violência aplicado aos ‘cavalos do asfalto’ tem revoltado até mesmo aqueles que, habitualmente, fazem vista grossa e sempre tiram da manda o argumento-air-bag ‘ah, mas ele está trabalhando’. Não, não está.
Nesse sistema de revirar lixo nas calçadas e amontoar na periferia tudo aquilo que as zelosas donas-de-casa consciente separaram para reciclagem, quem tem trabalho garantido é aquele que puxa carroça, estressado pelo holocauso automotivo, sedento, esfomeado e contando com a própria sorte para não se ferir. Pois um ferro no casco, um corte ou pata quebrada não vão lhe dar salvaguarda para o expediente no dia seguinte. Para o carroceiro, é um subemprego com aura glamourosa de auto-gestão e ecologia, segundo alguns coletivos de gente que não faz a barba e estuda em universidade federal. Quando o prazo derradeiro para circulação das VTA – veículos de tração animal – se esgotar, vou me divertir descobrindo qual será a nova massa de manobra que esses jovens ‘conscientes’ vão usar para brincar de revolução. Porque os catadores estarão em um beco sem saída, e os universitários já vão estar preocupados em tomar banho, fazer a barba e arrumar um emprego, finalmente.
E quem os colocou contra a parede foi justamente a parcela da população que ideologizou a escravidão que capota no asfalto, e a grande maioria que ignora o que quer que esteja além do pára-brisa do próprio automóvel. Algum ganho, alguma melhoria, muita esperança, veio justamente daqueles que, desconfortáveis em suas cadeiras, começaram a desatar o nó social pelo viés dos eqüinos explorados até depois da queda. Aqueles que justamente são taxados de não se importarem com os humanos, de só se importarem com os animais, de não se importar com a fome dos filhos dos carroceiros – deco acusatório levantado por quem não percebe a própria indiferença. E o estrago que ela causa.
As carroças não nasceram ontem, mas um cruzamento de variáveis fez proliferar sua presença no corre-c-rre urbano da Capital gaúcha, e junto toda a verdade não-romanceada. Pois lembro de um nome da inteligentzia local, em um programa de rádio, dizendo que as VTA eram cultura, não podiam ser extintas. Claro, quem vive da grana pública da Lei de Incentivo À Cultura não está puxando uma carroça atrelado pels dentes, nem está revirando lixo, sem muitos dentes na boca. Mas não quer ficar mal com o público descolado, então demagogiza um pouquinho, e sai como uma voz dos desfavorecidos. Um poeta do povo. ‘Sou burguês mas sou artista’. Ok, e eu sou o Bozo.
Enquanto isso, os abolicionistas fazem muita articulação e correria para que se prescinda dos cavalos como engrenagem. E também para tirar os animais também da condição de ingrediente.
Fonte: ANDA


publicado por Maluvfx às 11:45
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Quinta-feira, 24 de Junho de 2010
A atriz Emily Deschanel, do seriado “Bones”, fala sobre veganismo
Farm Sanctuary (em português: Fazenda Santuário) é uma ONG americana sem fins lucrativos que resgata animais de fazenda que seriam abatidos e educa sobre veganismo e direitos animais. Eles têm dois santuários enormes, um no estado de Nova York e outro na Califórnia. Eu sou voluntária dessa organização e adoro esse pessoal. O vídeo abaixo - com a tradução logo na sequência - é um depoimento da atriz Emily Deschanel sobre ser vegana e sobre o trabalho desses ativistas (e protetores animais) incríveis.
Eu fui apresentada a Farm Sanctuary há vários anos. Sou vegana há 16 anos e vi um documentário chamado "Diet for a New America", que discute a situação das fazendas-matadouros nos Estados Unidos e como elas são horríveis para os animais e para a saúde humana. (E também para o meio ambiente). É um negócio muito nojento. Os animais são considerados produtos, e são ainda bebês a maioria dos que são mortos. Eles vivem uma vida de confinamento nesses lugares horríveis.

Os perus nas fazendas-matadouros têm a pele tão fina que eles não podem nem se reproduzir naturalmente. Se tentassem, sua pele se rasgaria. Então, todos os perus são inseminados artificialmente. Sabe, falam da pele crocante do peru, mas essa é a pele de uma criatura que tem uma alma, e nós os reproduzimos da forma como bem entendemos. As galinhas têm o peito enorme, o que as impede de se movimentarem.
Se as pessoas se alimentassem dos grãos usados para alimentar esses animais, daria para nutrir muito mais pessoas nesse mundo, usando tão menos energia... Alguns anos atrás eu pude visitar a Farm Sanctuary em Nova York. Eu já era vegana havia mais de 10 anos e mesmo assim foi uma experiência transformadora na minha vida. Você vê todos esses animais que foram criados em matadouros e viviam confinados em gaiolas, e agora seguem livres nessa propriedade incrível. Tem tanto espaço pra eles passearem e eles são tão bem tratados!
Nós sabemos que nossos cães e gatos são diferentes de outros cães e gatos e diferentes entre si também, mas as pessoas não pensam como cada um desses animais que chamam de "jantar" tem o mesmo tipo de personalidade. O pessoal que trabalha lá (na Farm Sanctuary) distingue cada ovelha de longe. Eles sabem a diferença entre cada uma dessas ovelhas pela aparência e pelo jeito como elas se comportam... E você também nota essas diferenças quando passa um tempo lá.
Eles trabalham em vários níveis diferentes. Tem esse santuário para os animais e eles também educam as pessoas. Eu aprendi tanto. Mesmo sendo vegana há tantos anos, aprendi muito sobre as atrocidades cometidas contra os animais. Sabe, eu pensava que sabia muito, mas aprendi ainda mais com as pessoas que trabalham na Farm Sanctuary e com os animais que vivem ali. É um lugar incrível. Eles cuidam desses animais e educam sobre o que aquelas indústrias estão fazendo nesse país.
Vídeo via Ecorazzi.
Versão Animalista


publicado por Maluvfx às 14:52
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Sexta-feira, 21 de Maio de 2010
Abate humanitário


por Sérgio Greif
O que nos querem dizer quando falam em abate humanitário?

De acordo com certa definição, abate humanitário é o conjunto de procedimentos que garantem o bem-estar dos animais que serão abatidos, desde o embarque na propriedade rural até a operação de sangria no matadouro-frigorífico.

Humanitário . . . bem-estar . . . palavras muito fortes e que não refletem o que realmente querem dizer. Termos como “humanitário” e “bem-estar” deveriam ser aplicados apenas nos casos em que buscamos o bem do indivíduo, e não para as situações em que procuramos matá-lo de alguma forma.



Quando enviamos ajuda humanitária à Africa não estamos enviando recursos para que os africanos possam se matar de uma forma mais rápida e menos dolorosa. Não estamos pensando: “Bem, aquele continente vive na miséria, cheio de fome, doenças e guerras, vamos resolver isso matando-os”. Ajuda humanitária significa alimentos, água, remédios, cobertores . . . intervenções realmente em benefício daqueles indivíduos.

Quando falamos em bem-estar social, bem-estar do idoso, bem-estar da criança, não estamos pensando em outra coisa senão proporcionar o bem a essas pessoas. Jamais pensamos em métodos de matá-los com menos sofrimento, porque isso seria o contrário de bem-estar, seria o contrário do que consideramos humanitário.

Por isso, quando escutamos alguém falar em “abate humanitário”, isso soa como um contra senso. A primeira palavra representa algo que vai contra os interesses do indivíduo e a segunda encerra um significado que atende aos seus interesses. Igualmente, a idéia de “bem-estar de animais de produção” é um contra senso, pois a preocupação com o bem-estar implica em preocupar-se com a vida, e não visar sua morte ou exploração de alguma forma.

Essas duas idéias - abate e humanitário - só se harmonizam quando a morte do animal atende aos seus próprios interesses, como no caso em que o animal padece de uma enfermidade grave e incurável e a continuidade de sua vida representa um sofrimento. Nesses casos, a eutanásia, dar fim a uma vida seguindo uma técnica menos dolorosa, pode ser classificada como humanitária, e uma preocupação com o bem-estar.

As organizações e campanhas que pregam pelo abate humanitário alegam que esse é um modo de evitar o sofrimento desnecessário dos animais que precisam ser abatidos. Mas o que é o “sofrimento necessário” e o que diz que animais “precisam ser abatidos”?

O abate de animais para consumo não é, de forma alguma, uma necessidade. As pessoas podem até comer carne porque querem, porque gostam ou porque sentem ser necessário, mas ninguém pode alegar que isso seja uma necessidade orgânica do ser humano.

Porém, se comer carne é hoje uma opção, não comê-la também o é. Se uma pessoa sinceramente sente que animais não devem sofrer para servir de alimento para os seres humanos, seria mais lógico que essa pessoa adotasse o vegetarianismo, ao invés de ficar inventando subterfúgios para continuar comendo animais sob a alegação de que esses não sofreram.

A insensibilização que antecede o abate não assegura que o processo todo seja livre de crueldades, especialmente porque o sofrimento não pode ser quantificado com base em contusões e mugidos de dor. Qualquer que seja o método, os animais perdem a vida e isso por si só já é cruel.

Caso todo o problema inerente ao abate de uma criatura sensível se resumisse à dor perceptível, matar um ser humano por essa mesma técnica não deveria ser considerado um crime. Caso o conceito de abate humanitário fizesse sentido, atordoar um ser humano com uma marretada na cabeça antes de sangrá-lo e desmembrá-lo não seria um crime, menos ainda matá-lo com um tiro certeiro na cabeça.

Está claro que a idéia de abate humanitário não cabe, e nem atende aos interesses dos animais. Mas se não atende aos interesses dos animais, ao interesse de quem ele atende?
A questão é bastante complexa, porque envolve ideologias, forças do mercado, psicologia do consumidor e política, entre outros assuntos. O conceito de abate humanitário atende aos interesses de diferentes grupos (pecuaristas, grupos auto-intitulados “protetores de animais”, políticos, etc.) não necessariamente integrados entre si.

Pecuaristas tem interesse no chamado abate humanitário porque ele não implica em gastos para o produtor, mas investimentos que se revertem em lucros. A carne de animais abatidos “humanitariamente” tem um valor agregado. O consumidor paga um preço diferenciado por acreditar que está consumindo um produto diferenciado. Possuir um selo de “humanidade” em sua carne significa acesso a mercados mais exigentes, como o europeu. Além disso, verificou-se cientificamente que o manejo menos truculento dos animais reflete positivamente na qualidade do produto final, portanto, mudanças nesse manejo atendem aos interesses do pecuarista pois melhoram a produção e agregam ao produto.

Os chamados protetores de animais tem interesses no abate humanitário, mas não porque este é condizente com o interesse dos animais. Em verdade esses “protetores“ não se preocupam com animais, talvez sim com cães e gatos, mas não com animais ditos “de produção”. Esses “protetores de animais” não os protegem, eles os criam, depois os matam e depois os comem. Eles podem não criá-los nem matá-los, mas certamente os comem e mesmo quando não o fazem por algum motivo, não se opõe a que outros o façam.

“Protetores de animais” lucram com o conceito de abate humanitário, pois isso lhes rende a possibilidade de fazerem parte do mercado. Há entidades de “proteção” animal que se especializaram em matar animais. Sob a pretensão de estarem ajudando aos animais, elas mantém fazendas-modelo onde pecuaristas podem aprender de que forma melhorar sua produção de carne, leite e ovos e de que forma matar animais de uma maneira mais aceitável pelo ponto de vista do consumidor comum. Podem também lucrar servindo como consultores em frigoríficos.

Simultaneamente, essas entidades fazem propaganda no sentido de convencer o consumidor de que todo o problema relacionado ao consumo de carne encontra-se na procedência da carne, na forma como os animais são mortos, e não no fato de que eles são mortos em si. A fórmula é muito bem sucedida, pois essas entidades acabam gozando de bom prestígio entre pecuaristas e consumidores comuns, não se opondo a quase ninguém. Políticos vêem na aliança com essas entidades a certeza de reeleição, e por isso elas contam também com seu apoio.

Exercendo seu poder para educar as pessoas ao “consumo responsável” de carne, essas entidades não pedem que as pessoas façam nada diferente do que já faziam. Elas não propõe uma mudança de fato em favor dos animais, pois os padrões de consumo da população mantêm-se os mesmos e os animais continuam a ser explorados. A diferença está no fato de que essas campanhas colocam a entidade em evidência. A entidade se promove, deixando a impressão de que ela faz algo de realmente importante em nome de uma boa causa. Dessa forma as pessoas realizam doações e manifestam seu apoio, ainda que sem saberem ao certo o que estão apoiando.

Com a carne abatida de forma “humanitária”, o consumidor se sente mais a vontade para continuar consumindo carne, pois o incômodo gerado pela idéia de que é errado matar animais para comer é encobrida pela idéia de que, naqueles casos, os animais não sofreram para morrer. E o pecuarista lucra mais porque pode cobrar um preço maior por seus produtos, bem como colocar seus produtos em mercados mais exigentes.

De toda forma, os interesses desses grupos não coincide com os interesses dos animais, e por esse motivo não faz sentido que esses grupos utilizem nomenclaturas tais como como 'bem-estar' e 'humanitário', que podem vir a dar essa impressão.

Entidades que promovem o abate humanitário não protegem animais, mas sim promovem sua exploração. Elas estão alinhadas com os setores produtivos, que exploram os animais e não com os animais. Se elas protegessem animais trabalhariam pelo melhor de seus interesses. Seriam eles mesmos vegetarianos e não consumidores de carne. No entanto, adotando sua postura e sua retórica, não desagradam a praticamente ninguém, e dessa maneira enriquecem e ganham influência.

Entidades que realmente promovem o bem dos animais se esforçam em ensinar às pessoas que animais jamais devem ser usados para atender às nossas vontades. Elas devem se posicionar de forma clara a mostrar que comer animais não é uma opção ética, e que não importa que métodos utilizemos de criação e abate, isso não mudará a realidade de que animais não são produtos e que o problema de sua exploração não se limita à forma como o fazemos.

Ainda que uma campanha pelo vegetarianismo provavelmente conte com menos popularidade e menor adesão da população, até porque isso demanda uma mudança verdadeira na vida das pessoas, certamente uma campanha nesse sentido atende ao interesse real dos animais.

Ainda que reconhecendo que abater animais com menos crueldade é menos ruim do que abatê-los com mais crueldade, repudiamos que o abate que envolve menor crueldade seja objeto de incentivo. Eles não deveriam ser incentivados, premiados, promovidos ou elogiados, porque um pouco menos cruel não é sinônimo de sem crueldade, e só porque é um pouco mais controlado não quer dizer que é certo ou correto.



APOIE AS CAMPANHAS SENTIENS PELOS ANIMAIS
Criação da 1ª Promotoria de Defesa Animalhttp://www.sentiens.net/promotoria-de-defesa-animal/peticao
Contra a liberação dos maus-tratos aos animaishttp://www.sentiens.net/liberacao-maus-tratos/peticoes

Sentiens Defesa Animal - promoção dos direitos animais - http://www.sentiens.net/
Olhar Animal - cães e gatos para adoção - http://www.olharanimal.net/
Pensata Animal - revista de direitos dos animais - http://www.pensataanimal.net/


publicado por Maluvfx às 13:08
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