Ética é o conjunto de valores, ou padrões, a partir dos quais uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões. A ética é importante por que respeita os outros e a dignidade humana.

Segunda-feira, 27 de Agosto de 2012
Uma estranha forma de conservar...

Apesar dos aparentes benefícios que podem advir da manutenção de zoos, com animais em vias de extinção, as evidências de mal-estar dos animais em cativeiro são inequívocas.
Os jardins zoológicos voltaram a ser notícia em Agosto, pelas piores razões. Uma guarda do zoo de Colónia, Alemanha, foi morta por um tigre que escapou da sua cela e depois acabou por ser abatido pelo diretor do zoo.

A notícia poderia terminar com estas duas mortes infelizes, mas este incidente volta mais uma vez a levantar a velha discussão sobre as vantagens e desvantagens de manter zoos com animais selvagens em cativeiro.

A presença de animais em cativeiro nas sociedades humanas remonta há cerca de 25.000 anos, tendo sido os pombos os primeiros animais mantidos em cativeiro há 6.500 anos, no Iraque.

No antigo Egipto, surgiu o primeiro jardim zoológico, há 4.000 anos, possuindo 100 elefantes, 70 felinos e milhares de outros mamíferos, enquanto na China foi fundado há 3.000 anos um outro jardim zoológico enorme, conhecido como Jardins da Inteligência.

Os jardins zoológicos não tiveram sempre o suposto propósito conservacionista, que conhecemos hoje. Os primeiros zoos eram coleções particulares, promovidas pela realeza, que pretendia assim exultar o seu poder e glória em obras exuberantes e impossíveis para o homem comum. Nestes zoos, os animais eram treinados para entreterem o público, desvirtuando totalmente a sua natureza selvagem e instintos naturais.

Apesar dos aparentes benefícios que podem advir da manutenção de zoos, com animais em vias de extinção, as evidências de mal-estar dos animais em cativeiro são inequívocas: stress; comportamentos psicóticos e/ou apáticos por falta de estímulos naturais como procura de alimento, socialização e procriação; condições degradantes das jaulas; reduzido espaço das jaulas; maus tratos, danos físicos e psíquicos que impossibilitam a sua reintrodução nos habitats naturais, etc.

A missão recente dos zoos tem sido justificada pela necessidade de conservação de espécies em vias de extinção, mas é errado considerar que se conseguem salvar espécies animais, desenquadradas do seu habitat natural, muitas vezes a milhares de quilómetros de distância ou em condições climatéricas opostas às naturais. Os zoos devem funcionar localmente nas regiões onde os animais vivem, sem o aprisionamento a que os sujeitamos nos zoos.

A suposta salvação nos zoos tem sido assim um castigo para os animais cativos que dura normalmente toda a sua vida.

Os problemas de fundo na sobrevivência de espécies animais nos seus habitats naturais foi sempre o mesmo: caça regular excessiva e caça furtiva descontrolada, roubo territorial aos animais selvagens, que passaram a ter menos território de caça para obterem alimento ou a deterioração do habitat, que posteriormente promove a redução populacional e limita a reprodução não consanguínea.
Por outro lado, outro dos desafios recentes dos zoos é não contribuir para a morte acelerada das espécies animais que pretende proteger, com a proximidade excessiva de animais selvagens que nunca teriam qualquer contacto natural, como aconteceu com os dois ursos polares que faleceram com o vírus de herpes modificado EHV1 que ataca normalmente apenas as zebras. Assim, o novo risco criado pelos zoos é de estarem a criar novos vírus que podem contaminar espécies animais que nunca seriam afetadas desta maneira no seu território natural.

O caricato deste incidente na Alemanha, foi a inconsciência inicial de se ter trazido um tigre para a Europa para ser preservado e estudado, mas que acabou por ser morto como teria sido certamente no seu território natural por caçadores furtivos. A preservação da espécie e o princípio de conservação natural perderam-se pelo caminho e mais um animal foi morto, por vingança e incompreensão.

Não são zoos destes que devemos ter ou promover na nossa sociedade.

por João Pedro Santos
Ativista dos direitos dos animais



publicado por Maluvfx às 13:31
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Terça-feira, 14 de Agosto de 2012
Das touradas – contradizendo os seus defensores
Argumentos 
1 – Da tourada como tradição:

O argumento em defesa das touradas porque são uma tradição enraizada no povo, não é um argumento válido nem aceitável. Para isso teríamos que aceitar como boas todas as atividades que por terem sido exercidas ao longo de um período de tempo entraram na tradição dos povos em geral ou de um povo em particular.
Depois, teríamos que negar a mudança como fator inerente à condição humana, ou seja, teríamos que aceitar como verdade que uma determinada coisa depois de ser feita de certa maneira, será sempre executada ad eternum dessa maneira. Como se vê esta acerção é falsa, se o Homem não fosse por excelência um ser dado à mudança, hoje ainda vivíamos em cavernas e andaríamos nús ou quanto muito, usando umas decrépitas peles de animais cobrindo-nos o corpo e suas vergonhas.
E porque não encaixa a tradição como argumento de defesa das touradas? Porque nem todas as tradições são boas!
No mundo Clássico, Grécia e Roma, e mesmo no Renascimento, era comum, aceite e tradicional a prática da pedofilia, vamos aos compêndios de História e não raro encontramos descrições pormenorizadas de como os Filósofos gregos, aqueles que sustentam todo o nosso pensamento, os senhores romenos, ou os bispos da igreja e os grandes escultores e pintores renascentistas, se entregavam alegremente a práticas sexuais com os seus discípulos de mais tenra idade. Esss práticas são hoje aceites como naturais e normais? Não. Pelo contrário, um adulto que tenha práticas sexuais com menores, não só é condenado a pesadas penas pelos tribunais como ainda terá que enfrentar a indiferença e o olvido por parte dos seus semelhantes.
Outro exemplo, ainda hoje, nalguns países, ou tribos, africanos é prática corrente, exatamente por ser tradicional, a excisão do clítoris quando as jovens mulheres atingem a idade fértil, prática que quando não causa a morte da mulher logo ali, durante o ato, lhe vai proporcionar uma vida inteira de dor e privada de sentir prazer sexual. Devemos acatar esta prática e condenar milhares de mulheres ao sofrimento? É claro que não!
Mas se uma atividade não deverá ser continuada pelo facto de ser tradicional, como fazer se também é ponto consensual que há tradições boas e que nos movem no dispendio de todo e qualquer esforço para não as deixar fenecer?
É uma questão de bom senso, de gosto, de juízos de valor, de moral, de ética...
Como todos estes valores atrás enunciados contém uma grande dose de subjetividade, o que é bom para mim pode não ser para ti, teremos inevitavelmente que ter em conta o impacto que determinada prática tem na opinião pública.
Pelo que só poderão ser aceites como boas práticas tradicionais aquelas que não levantem contestação da parte de um grupo significativo de cidadãos, o que não é claramente o caso das touradas, hoje em dia já não se trata de uma ou duas dúzias de maluquinhos que são contra, atualmente a contestação a esta prática abrange milhares de cidadãos, independentemente das suas convicções políticas religiosas, culturais, etc.
Querem exemplos de práticas tradicionais boas e as quais urge dar continuidade e manter?
Os bordados, a cerâmica, os enchidos e o queijo de Nisa.
Os dois primeiros, tendem a desaparecer, os dois últimos demonstram vitalidade mas produzidos de modo industrial originando produtos que de tradicional tem apenas o nome.
Poderão aqui os defensores das touradas alegar, mas porque é que os bordados são defensáveis e as touradas não? Como você gosta de bordados eu gosto de touradas.
Reparem que não é bem a mesma coisa, enquanto contra os bordados apenas conseguirá argumentar com o gosto, as touradas ferem sentimentos, torturam animais, ofendem outras culturas, religiões, sentimentos morais ou éticos de terceiros.
Caso me não tenha feito entender, agradeço o contraditório, acredito que é da discussão que pode nascer a luz.


2 - Da tourada como economia mola de desenvolvimento do interior:
Este é de todos o argumento mais badalado pelos defensores das touradas mas é também o mais perigoso. Perigoso porque pode e leva os mais incautos ao engano e a arrostarem com dívidas, por vezes elevadadas. Por uma razão muito simples, o espetáculo tauromáquico, por si mesmo, não dá lucro, salvo raras exceções dá elevados prejuízos.
A não ser assim, como se explica que praticamente todas as praças de touros do país sejam equipamentos públicos?
Exatamente porque a sua construção manutenção e exploração dão prejuízo, caso dessem lucro estariam nas mãos de investidores privados. Investidores que cavalgando a galope o seu empreendedorismo não deixariam escapar para o setor público os ganhos que poderiam ser apenas deles.
Não conheço a situação da praça de touros de Vila Franca de Xira nem da Moita, mas tirando o Campo Pequeno, não conheço mais nenhuma praça que seja posse de privados e mesmo o Campo Pequeno sobrevive graças ao centro comercial construído nas suas galerias e vê acontecerem lá mais espetáculos musicais que corridas de touros.
Ou seja, as touradas só são lucrativas quando acompanhadas por outras atividades paralelas, no interior costumam ser os comes e bebes a cobrirem o saldo negativo da bilheteira da tourada. Ainda assim, na minha terra natal, organizaram há bem pouco tempo uma tourada na qual apenas os cavaleiros e salvo erro o ganadeiro cobraram caché e nem com o dinheiro do bufete se safaram. Tiveram forte prejuízo.
Mesmo verificando-se prejuízo financeiro da tourada, ainda se pode clamar no desenvolvimento do moribundo comércio local pela grande afluência de forasteiros no dia da corrida. Também não me parece que seja chão digno de ser trilhado, não vão ser duas dúzias de enchidos e queijos, meia dúzia de peças de olaria e duas ou três de bordados que virá revitalizar o comércio local. Arranjem, se fazem favor outras e novas ideias.
Concluindo, a tourada é desde sempre uma atividade subsidiária do estado, da monarquia primeiro, é aliás a principal demonstração do marialvismo da fidalguia, quase desaparece na 1ª República e ressurge como esteio do estado-novo salazarista, sempre com o estado como patrono e mecenas, agora não será diferente.
Em termos económicos teremos pois na tourada um espetáculo que findo o último pasodoble entoado pela banda musical, terminadas as cortesias e as lides, ao deixar de se ouvir o último estralejar do foguete largado pelo João Adriano, acaba a festa.
Cá, ficam as contas por acertar e essas já sabemos quem é sempre o pagador, nem mais nem menos que o Zé Povinho, ou seja, todos nós.



3 - Dos touros de lide como meio de preservar de forma sustentada e ecológica o meio ambiente:
E eis-nos chegados ao argumento que parece decisivo em favor das touradas e até d´para os seus mais acérrimos defensores fazerem figura de bons rapazes, que o são certamente, dizem eles: “o touro bravo só subsiste porque há touradas, assim, as touradas permitem a preservação de mais uma espécie e como o touro bravo exige um determinado meio ambiente para sobreviver, ao mantê-lo estamos também a contribuir para um planeta mais ecológico”.

Falso!
O touro bravo existe muito antes de existirem touradas e espero, continuará para muito depois delas.
O touro bravo não existe em função da lide, esta sim existe em função do touro bravo.
Esta espécie é facilmente convertível à alimentação humana como demonstra anualmente a feira gastronómica promovida pelo município de Mora, o touro bravo pode entrar na ementa humana, se passar por uma praça e for lidado, com os produtos químicos que lhes enfiam no bestunto e com as infeções ganhas na corrida é que só serve para o crematório.
A criação do touro bravo, por si só, não é rentável, por isso os ganadeiros não se dedicam apenas a esse tipo de criação, os que são aficionados criam-nos para a lide mas como complemento de uma outra atividade, agrícola ou empresarial.
Numa exploração agrícola, respeitadora do meio ambiente, diversificada e ecologicamente sustentável, cabe perfeitamente a criação do touro bravo como interveniente da cadeia alimentar humana.
Ainda há dias vi na televisão uma herdade, salvo erro da família Brito Pais, algures entre Évora e Beja, as minhas desculpas mas a memória já não é a dos tempos de juventude, na qual coexistiam culturas de regadio, culturas de sequeiro, vinha, criação de touros bravos e de porco preto alentejano, tudo cultivado e criado segundo modelos da agricultura biológica. Esta herdade não existe assim desde sempre, foi a iniciativa, no caso empresarial privada que a reconverteu numa herdade moderna e ecologicamente sustentada. Poderão dizer-me, está bem mas a família Brito Pais (desculpem-me se não for pois não me recordo, mas o nome é meramente ilustrativo) cria os touros porque estes vão ser lidados nas corridas de touros. Sim, fazem isso se não tiverem outra alternativa para colocar no mercado a carne dos animais, pois se a tiverem eles deixarão de se preocupar com as touradas.
Quanto ao meio ambiente do touro bravo, no caso, constituído por sobreiro e pequenos arbustos é exatamente o mesmo do porco preto pelo que não corre perigo. Pelo menos enquanto não se considerar que o eucalipto tem as mesmas condições para ser cultivado que as árvores autótones.
Essa dos eucaliptos é que foi um par de bandarilhas mal colocado.


Concluindo: não sendo a tourada uma tradição arreigada ao povo português, antes uma barbaridade rejeitada por muitos; não sendo as touradas uma atividade economicamente viável, sem apoios de dinheiros públicos; sendo possível manter o ambiente natural e o touro bravo sem a existência de touradas; não há motivos para que as mesmas se continuem a realizar, para lá é claro, do prazer pessoal que alguns retiram daquele “espetáculo” triste.


por Jaime Crespo, Tolosa
via Nisa sem Touradas


publicado por Maluvfx às 06:14
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Domingo, 5 de Agosto de 2012
Extinção do touro de lide caso se proíbam as touradas - Falso!
Um dos argumentos mais recorrentes dos aficionados é que se as touradas forem proibidas o touro de lide extingue-se.

Nada mais falso.

De acordo com o Ministério do Ambiente espanhol, só um escasso número de animais é destinado a espectáculos tauromáquicos.
Segundo dados do mesmo ministério, o número de reses bravas inscritas é de 275.748 exemplares. Anualmente cerca de 15.000 touros são usados em espectáculos tauromáquicos que têm lugar em todo o território espanhol; sejam em corridas de touros ou em espectáculos populares, tipo largadas, etc.

De acordo com este ministério, os ganadeiros poderiam reconduzir o seu negócio para que estes animais se destinassem somente ao consumo. Uma opção comercial que já é explorada na actualidade, mas que os ganadeiros não consideram tão rentável como a venda dos animais para espectáculos tauromáquicos.

Por tal motivo, o governo espanhol, descarta a possibilidade de criar reservas naturais para proteger o touro de lide, caso as touradas venham a ser proibidas, já que a exploração comercial dos touros continuaria a ser rentável e seriam os próprios ganadeiros que salvaguardariam a sua existência.

O ministério assegura ainda que existe a possibilidade de criar reservas naturais para acolher raças que sejam classificadas em perigo de extinção, mas estas nunca albergariam o touro de lide, porque este animal mesmo não se destinando a touradas, não se extinguirá.

Estes são dados e estudos do Ministério do Ambiente espanhol, não foram inventados pelos anti-touradas.

Cai pois por terra, o estafado argumento, da extinção dos touros de lide caso as touradas sejam proibidas.


Fonte:  El Gobierno asegura que sin lidia el toro bravo no se extinguirá
2010
"El departamento que dirige Elena Espinosa considera que, del total del censo de reses bravas, "sólo un escaso número de animales se dedica a los espectáculos taurinos". Medio Ambiente señala que el número de reses bravas en la actualidad es de 275.748 ejemplares inscritos. Cada año, se utilizan alrededor de 15.000 toros en los distintos festejos taurinos que tienen lugar en toda España, ya sean corridas en plazas o sueltas de vaquillas en los pueblos.

El ministerio asegura que aunque "existe la posibilidad de reservas naturales para albergar razas clasificadas en peligro de extinción" en ningún caso sería el caso del toro de lidia, "puesto que las razas de interés productivo se crían en explotaciones ganaderas con otras consideraciones y circunstancias". Aun así, el toro de lidia ya es hoy por hoy una estirpe protegida en el catálogo oficial como raza autóctona, circunstancia que obliga a su fomento y protección por parte de las administraciones."


publicado por Maluvfx às 11:39
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Domingo, 1 de Julho de 2012
A tourada, razão da existência do touro bravo?
Hugo Evangelista – Biólogo
Abril 2009

«Um dos argumentos frequentemente mencionados em debates sobre touradas é o da importância em manter a espécie do touro bravo. Os proprietários das ganadarias mantêm os touros nos seus terrenos, não porque tenham uma grande consciência ecológica e ambiental, mas porque daí retiram dinheiro. Muito dinheiro. No dia em que os touros deixarem de ser vendidos a 2000 euros cada (sem contar com chorudos subsídios europeus), cerca de 2600 animais por ano (DN, 2007), os proprietários das ganadarias rapidamente se esquecerão de qualquer importância ecológica ou da biodiversidade do touro bravo. É esta a principal, senão a única, verdadeira razão para a continuação das touradas no nosso país - um forte interesse económico de um pequeno grupo de pessoas. É claro que, para desculpar o indesculpável, atiram para os olhos o argumento de se querer proteger uma espécie. Mas nem o touro bravo é uma espécie, porque é sim uma raça ou subespécie, nem a extinção desta raça é irremediável e obrigatória quando as touradas acabarem. A extinção desta raça não é irremediável nem obrigatória porque nada impede a criação parques naturais, santuários ou outras soluções viáveis para a conservação destes animais. O que não pode nunca acontecer é justificarmos a crueldade para com uma animal para o poder "conservar". Cabe na cabeça de alguém que a conservação do panda passe por lhe espetar bandarilhas no dorso? Que o repovoamento do lince ibérico na Península Ibérica passe por lhe cortar as orelhas e rabo? A conservação de espécies / raças, não é argumento para continuar as touradas. É um papel que tem de ser assumido pelos portugueses e pelo Estado e não por empresas que da exploração desses animais retiram avultados lucros. Existe outro argumento frequente, que é o da conservação dos ecossistemas, mas este é ainda mais frágil. É que estamos a falar de um animal totalmente domesticado, que só existe por selecção artificial de características de interesse, que no caso do touro bravo é essencialmente a bravura. Ou seja, o touro bravo não existe no campo por estar em total equilíbrio e conjugação com a Natureza. Está lá porque os ganadeiros assim o fizeram e ali o colocaram. Isto significa que um touro bravo é, no mínimo, um elemento supérfluo na manutenção dos montados portugueses. Voltamos então ao único argumento de peso para a manutenção das touradas. Os interesses económicos. Interesses esses que vivem de um espectáculo que promove a ideia de que existe justiça e igualdade em colocar um animal num local estranho e com regras definidas pelos humanos; que coloca animais numa luta que estes não desejam mas são forçados a entrar; que vive da diabolização da imagem de um herbívoro territorial e faz disso um espectáculo de entretenimento. 
É vital rejeitarmos esta visão subversiva da realidade. É preciso dizer que a tourada não é uma fatalidade e que podemos acabar com uma das formas mais indignas e desumanas de tratamento dos animais da actualidade. O caso muito recente de Viana do Castelo dá-nos força e entusiasmo. É vital agora a maioria silenciosa que se opõe às touradas mostrar o seu descontentamento, de forma pró-activa e com um único compromisso: o respeito pelos animais e pela Natureza.»


publicado por Maluvfx às 09:44
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Segunda-feira, 21 de Junho de 2010
Voltar a caçar as baleias pode protegê-las?
Foto: Mathieu Belanger/Reuters
Todos os anos estão a ser abatidos cerca de 2000 animais
303974_baleiass.jpgComissão Baleeira Internacional começa hoje a discutir iniciativa para levantar parcialmente moratória que vigora há 24 anos sobre abate com fins comerciais destes grandes mamíferos.

As baleias são seres majestosos e misteriosos, que queremos ver a saltar na água e cujas canções escutamos com uma curiosidade de quem gostava de as compreender. Pelo menos na nossa parte do mundo, não olhamos para elas como um bicho que podemos comprar no talho transformado em bifes. Mas, pela primeira vez em 24 anos, essa possibilidade, encarada com naturalidade em algumas - poucas - regiões do mundo pode estar perto de se tornar mais corriqueira e sem desculpas. Com o argumento de que, assim, mais baleias serão protegidas.


O encontro que hoje começa em Agadir da Comissão Baleeira Internacional pode ser o mais importante desde 1986, quando foi decidida a moratória sobre a caça à baleia, disse o ministro do Ambiente australiano, Peter Garrett.

Em Marrocos, até sexta-feira, vai-se discutir se a proibição deve ser levantada parcialmente durante dez anos, para que os países que não respeitam a moratória - dizendo que caçam para "fins científicos" - possam matar alguns animais, com fins comerciais, mas de uma forma controlada. Será necessário respeitar quotas que significarão que muito menos animais serão abatidos do que hoje acontece.

Se aprovada, esta proposta do secretário da comissão baleeira, Cristian Maquieira, pode travar a caça desregulamentada praticada pelo Japão, Noruega e Islândia, que resulta no abate de cerca de 2000 baleias anualmente, segundo as contas oficiais.

Ciência e sushi

Nesta caça sem controlo, são mortas baleias de espécies próximas da extinção, juntamente com outras de populações em melhores condições de sobrevivência. O Japão é claramente acusado de enviar mais carne de baleia para bares de sushi do que para laboratórios científicos (alegadamente para estudar a saúde das populações destes animais), sublinha a agência AP.

A mesma acusação é feita por um denunciante anónimo, surgido recentemente no Japão, que se auto-intitula Kujira-san (Sr. Baleia) e diz ter trabalhado num barco-baleeiro, a cortar os animais que eram caçados. Grande parte da carne das baleias acaba por ser desviada pelos pescadores, que a vendem com grande lucro, acusa, citado pelo jornal The Guardian.

Se aprovada, esta medida poderia evitar a morte de mais de 5000 baleias durante a próxima década, prevê uma estimativa citada pelo Guardian, contando com as caçadas pela Islândia e a Noruega.

Os navios baleeiros teriam de levar observadores a bordo e fazer registos de ADN dos animais abatidos. Haveria também controlo da carne no mercado, recolhendo amostras, para detectar a venda de animais abatidos ilegalmente.

A Comissão Baleeira Internacional tem estado virtualmente paralisada nos últimos anos, sobretudo desde que o Japão adoptou a política de aliciar para o seu lado nações - sobretudo pequenos Estados-ilha - que não têm tradições baleeiras. Os países intransigentemente anticaça, como os Estados Unidos ou a Austrália, não têm cedido também.

O resultado disto é que a comissão não tem funcionado como o órgão regulador que deveria ser. Desta reunião de Agadir espera-se que saia um novo entendimento - resta saber se é possível.


publicado por Maluvfx às 13:11
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Terça-feira, 15 de Junho de 2010
Clonagem pode salvar animais da extinção
Para um rinoceronte branco do norte da África, Angalifu tem uma vida muito boa. O animal de duas toneladas pode percorrer livremente um habitat de 862 quilômetros quadrados que se parece com as savanas africanas. Mesmo assim, Angalifu e sua companheira Nola, uma moradora mais antiga do zoológico, são dois dos oito rinocerontes brancos do norte que se acredita restarem no planeta.
Clonagem pode salvar animais da extinção“Esses animais maravilhosos estão à beira da extinção”, diz Oliver Ryder, principal geneticista do Instituto de Pesquisas para a Conservação do Zoológico de San Diego, na Califórnia: “Restaram alguns deles, mas ainda não se sabe se poderão se reproduzir.”

Ryder supervisiona o Frozen Zoo, um laboratório onde células de pele e DNA de 12 rinocerontes brancos e 8,4 mil outros animais – num total de cerca de 800 espécies – estão armazenadas a 155 graus centígrados negativos. A esperança é que cientistas possam usar as células para criar animais clonados e salvar espécies ameaçadas de extinção.
O laboratório foi fundado em 1972, mas a tecnologia necessária para fazer uso das células só agora está sendo desenvolvida. No primeiro trimestre deste ano, pesquisadores do Scripps Research Institute usaram amostras de pele do Frozen Zoo para criar células-tronco do mandril de crina prateada, o macaco mais ameaçado de extinção da África.
Em 1º de junho as células-tronco se transformaram em células cerebrais. “Pensei: conseguimos”, diz Jeanne Loring, que liderou a pesquisa. “Isso me dá esperanças de que possamos ajudar a salvar espécies da extinção.”
O próximo passo será usar as células-tronco em alguma variação do método usado para clonar a ovelha Dolly. Em 1996, cientistas escoceses “fizeram” Dolly transferindo o núcleo de uma célula de ovelha adulta para um óvulo em desenvolvimento que teve seu núcleo removido.
Os cientistas usaram células-tronco embrionárias nesse processo; Jeanne usaria as células-tronco que desenvolveu a partir das células de pele do mandril, pois é difícil conseguir embriões desses animais ameaçados.
A pesquisadora e sua equipe também poderão tentar misturar células do mandril com embriões de três a quatro dias de um animal parecido que proporcione uma grande oferta, como um babuíno. O filhote resultante dessa mistura poderia ser acasalado de forma seletiva para eliminar os genes que não são do mandril, criando, em tese, um mandril puro.
A técnica de transformação de células, desenvolvida há três anos por Shinya Yamanaka, da Universidade de Kyoto, no Japão, usa um vírus inócuo para transportar os genes para as células de pele e transformá-las em células-tronco.
Embora a técnica tenha funcionado para o mandril, não deu certo quando usada em células do rinoceronte branco, de modo que Jeanne espera mapear o genoma do rinoceronte para obter pistas sobre quais de seus genes podem reprogramar células.
Cientistas vêm colhendo células-tronco de embriões há mais de uma década, mas a tecnologia de Yamanaka é importante porque os embriões nem sempre estão disponíveis no caso de espécies ameaçadas. No entanto, tentativas de clonar animais ameaçados de extinção até agora levaram a gestações abortadas e crias deformadas.
Em 2000, células do Frozen Zoo foram usadas para clonar dois tipos ameaçados de gado, um gaur e um banteng -, usando-se o mesmo método da ovelha Dolly. Dois dos três bezerros morreram logo após o nascimento. O terceiro banteng viveu durante sete anos no zoológico de San Diego, menos da metade de um período de vida normal, e morreu em abril deste ano.
Alguns cientistas afirmam que esses exemplos mostram a complexidade moral da clonagem. Os benefícios podem ser limitados se apenas um punhado de animais for criado para viver em zoológicos, afirma Autumn M. Fiester, pesquisador do Centro de Bioética da Universidade da Pensilvânia. “Tem havido muito sofrimento com essas mortes prematuras e deformações”, diz Fiester.
Ryder, do Instituto de Pesquisas para a Conservação do Zoológico, admite os problemas: “Vamos nos engajar nesses esforços apenas se não houver outra maneira de impedir a extinção.”
Para Ryder, a única justificativa para a clonagem é criar novos animais que possam se acasalar com outros já existentes, aumentando suas populações e diversidade genética. Com o rinoceronte branco, porém, ele e a pesquisadora Jeanne correm contra o tempo: Angalifu está chegando aos 40 anos, e rinocerontes normalmente não vivem mais que 50.
Fonte


publicado por Maluvfx às 00:24
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Domingo, 6 de Junho de 2010
Acrobata dos ares ameaçado em Portugal
Acrobata dos ares ameaçado em Portugal
Os machos fazem piruetas e um estranho voo 'rolado' para atrair as fêmeas. Mas o fantástico ritual de acasalamento do rolieiro, digno de juntar nas terras mais quentes e secas do Alentejo e Beira Baixa os amantes da observação de aves, poderá deixar de se ver: a ave está em risco de extinção.

O espectáculo começa agora, em paralelo com a época de reprodução do rolieiro, apontado como a ave mais colorida em território nacional. Os machos, que por vezes até são acompanhados pelas próprias fêmeas, realizam paradas nupciais, numa rara demonstração de "acrobacia", exibindo os seus dotes para conquistar o par. Fazem piruetas e um estranho voo "rolado". Começam por ganhar altitude e depois "mergulham" no vazio batendo as asas com vigor e rodando sobre si próprios.
Um ritual de acasalamento digno de juntar nas áreas mais quentes e secas do Alentejo e Beira Baixa os amantes da observação de aves, hoje, mais do que nunca, preocupados com o decréscimo que a curiosa espécie vem sofrendo em território nacional, ao ponto de estar classificada como em risco de extinção.
Segundo a bióloga Inês Catry, actualmente a trabalhar no Departamento de Zoologia da Universidade de Cambridge, a primeira confirmação da reprodução do rolieiro em Portugal data apenas de 1973, nos distritos de Castelo Branco e Portalegre. Viria a propagar-se a outras zonas, mas há cerca de 15 anos começou por desaparecer de Trás-os-Montes e Beira Alta, registando mesmo uma fragmentação no Alto Alentejo. Hoje, a espécie está praticamente confinada a três concelhos: Castro Verde, Elvas e Castelo Branco.
Na Primavera de 2009, Inês Catry realizou um censo de rolieiro em 16 áreas classificadas como prioritárias para a conservação de espécies estepárias em Portugal, onde se contabilizaram cerca de 60 casais nidificantes, confirmando-se a tendência de decréscimo da comunidade. Quais as razões do declínio desta espécie? A especialista admite não existirem grandes certezas.
"Em alguns locais, o declínio estará relacionado com a perda de habitat, com o abandono das práticas agrícolas tradicionais e pastagens e o aumento da intensificação agrícola e das florestações. Também o uso intensivo de pesticidas na agricultura moderna contribuiu para a redução intensa de insectos de grande porte, que são as presas-alvo do rolieiro", justifica a bióloga.
A base da dieta desta espécie é constituída maioritariamente por artrópodes mas podem também consumir pequenos vertebrados, como répteis e anfíbios, pequenas aves e até roedores. Entre as presas mais comuns estão os insectos de médio e grande porte, nomeadamente escaravelhos, grilos e gafanhotos. Em geral caça pousado num ponto alto, numa árvore ou num poste, observando o solo em áreas de pouca vegetação. Depois de capturar a sua presa volta ao poiso, onde a ingere. Por vezes captura insectos em voo, levando a cabo pequenas perseguições.
"Dependendo da disponibilidade de presas, a dieta pode variar, mas podemos considerar que ajudam os agricultores, contribuindo para diminuir a abundância de insectos nas culturas", descreve Inês Catry, alertando para os cuidados parentais transversais aos dois membros do casal.
Aliás, o "namoro" acontece frequentemente ainda nos locais de invernada ou a caminho das áreas de reprodução. A ligação entre progenitores e as crias mantém-se até à emancipação dos juvenis, no momento em que saem dos ninhos, com cerca de um mês de idade.

Fonte: DN


publicado por Maluvfx às 08:25
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Acrobata dos ares ameaçado em Portugal
Acrobata dos ares ameaçado em Portugal
Os machos fazem piruetas e um estranho voo 'rolado' para atrair as fêmeas. Mas o fantástico ritual de acasalamento do rolieiro, digno de juntar nas terras mais quentes e secas do Alentejo e Beira Baixa os amantes da observação de aves, poderá deixar de se ver: a ave está em risco de extinção.

O espectáculo começa agora, em paralelo com a época de reprodução do rolieiro, apontado como a ave mais colorida em território nacional. Os machos, que por vezes até são acompanhados pelas próprias fêmeas, realizam paradas nupciais, numa rara demonstração de "acrobacia", exibindo os seus dotes para conquistar o par. Fazem piruetas e um estranho voo "rolado". Começam por ganhar altitude e depois "mergulham" no vazio batendo as asas com vigor e rodando sobre si próprios.
Um ritual de acasalamento digno de juntar nas áreas mais quentes e secas do Alentejo e Beira Baixa os amantes da observação de aves, hoje, mais do que nunca, preocupados com o decréscimo que a curiosa espécie vem sofrendo em território nacional, ao ponto de estar classificada como em risco de extinção.
Segundo a bióloga Inês Catry, actualmente a trabalhar no Departamento de Zoologia da Universidade de Cambridge, a primeira confirmação da reprodução do rolieiro em Portugal data apenas de 1973, nos distritos de Castelo Branco e Portalegre. Viria a propagar-se a outras zonas, mas há cerca de 15 anos começou por desaparecer de Trás-os-Montes e Beira Alta, registando mesmo uma fragmentação no Alto Alentejo. Hoje, a espécie está praticamente confinada a três concelhos: Castro Verde, Elvas e Castelo Branco.
Na Primavera de 2009, Inês Catry realizou um censo de rolieiro em 16 áreas classificadas como prioritárias para a conservação de espécies estepárias em Portugal, onde se contabilizaram cerca de 60 casais nidificantes, confirmando-se a tendência de decréscimo da comunidade. Quais as razões do declínio desta espécie? A especialista admite não existirem grandes certezas.
"Em alguns locais, o declínio estará relacionado com a perda de habitat, com o abandono das práticas agrícolas tradicionais e pastagens e o aumento da intensificação agrícola e das florestações. Também o uso intensivo de pesticidas na agricultura moderna contribuiu para a redução intensa de insectos de grande porte, que são as presas-alvo do rolieiro", justifica a bióloga.
A base da dieta desta espécie é constituída maioritariamente por artrópodes mas podem também consumir pequenos vertebrados, como répteis e anfíbios, pequenas aves e até roedores. Entre as presas mais comuns estão os insectos de médio e grande porte, nomeadamente escaravelhos, grilos e gafanhotos. Em geral caça pousado num ponto alto, numa árvore ou num poste, observando o solo em áreas de pouca vegetação. Depois de capturar a sua presa volta ao poiso, onde a ingere. Por vezes captura insectos em voo, levando a cabo pequenas perseguições.
"Dependendo da disponibilidade de presas, a dieta pode variar, mas podemos considerar que ajudam os agricultores, contribuindo para diminuir a abundância de insectos nas culturas", descreve Inês Catry, alertando para os cuidados parentais transversais aos dois membros do casal.
Aliás, o "namoro" acontece frequentemente ainda nos locais de invernada ou a caminho das áreas de reprodução. A ligação entre progenitores e as crias mantém-se até à emancipação dos juvenis, no momento em que saem dos ninhos, com cerca de um mês de idade.

Fonte: DN


publicado por Maluvfx às 08:25
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Sábado, 5 de Junho de 2010
Animais em extinção
O mergulhão do Lago Alaotra (Tachybaptus rufolavatus) foi declarado oficialmente extinto nesta semana pela Birdlife International, uma ONG conservacionista. Redes de pesca de náilon e a invasão de peixes carnívoros exóticos em seu hábitat foram as causas do desaparecimento da espécie.
Um dos últimos registros fotográficos do 'Tachybaptus rufolavatus'
Um pássaro deixou a Terra. Seus últimos representantes estão mortos. Sua morte foi oficialmente registrada. Trata-se do mergulhão que tinha encontrado, aliás, um bom lugar, nos pântanos da ilha de Madagáscar e estabelecido o seu acampamento no Lago Alaotra.


Ele pretendia pôr ovos e continuar sua descendência. Infelizmente, nesse lago, existem peixes carnívoros. E pescadores, também carnívoros. O mergulhão de Alaotra, portanto, encerrou seu périplo pela Terra. Foi para o céu. Onde, sem dúvida, terá encontrado outro pássaro, o dodô, que também habitava a mesma região do Oceano Índico e disse adeus ao planeta bem antes dele, no século 18, sob as balas dos caçadores.
Outro animal está ameaçado: o antílope do Casaquistão. Esses antílopes eram 1 milhão em 1990. Só restam 50 mil. E eles vão morrer.
Outra notícia: examinando o estômago de mamutes, foi descoberto que, se a Terra se resfriou bruscamente há 12.900 anos, foi porque os mamutes desapareceram nessa data. Explicação: o estômago do mamute é muito grande. Seu intestino produz, portanto, quantidades gigantescas de metano, fonte de calor. O fim dos mamutes acabou com essa fonte de metano e provocou o resfriamento do planeta. Fiquei convencido com esse estudo americano? Não.
No Camboja, uma empresa da riquíssima Cingapura extrai milhões de toneladas de areia. Essa areia é expedida por barco. Servirá para aumentar a superfície de Cingapura. Esse saque das areias cambojanas é um desastre. Devasta o setor pesqueiro. As pessoas que construíram suas pequenas casas sobre a areia foram expulsas. Os rios de dinheiro que Cingapura embolsa não servem para nutrir os cambojanos, mas favorecem uma corrupção vertiginosa.
Até quanto escavadoras continuarão a devastar a terra cambojana? Um dia o Camboja terá desaparecido totalmente? Um dia um país muito rico poderá comprar toda a terra de um país muito pobre, e apagá-lo do mapa do mundo? Há alguns anos, tomamos consciência de que a penúria de água em certas regiões, por exemplo o Oriente Médio, é tão aguda que já são previstas "guerras da água". Por que não veremos explodir também guerras de areia, de pó?
O escritor brasileiro Mario de Andrade realizou uma viagem pelo Nordeste em 1928 e publicou um livro, O Turista Aprendiz. Esse é um texto patético, quando ele fala, exatamente, da poeira do Nordeste. "Poeira, toneladas de uma poeira clara... Um boi puxando um carro d" água avança lentamente... Descubro enfim um sinal de rebanho. Minha alegria é incomensurável. Mas realmente falta gado por aqui. Só poeira. Um passageiro se queixa para o empregado. "Quando estivermos um pouco mais longe, o senhor vai ver. Eu tenho toda uma louça no interior do meu corpo, tijolos, ladrilhos, jarras... Ah, se a poeira pudesse ser exportada, o Nordeste não estaria em crise, isso não. Venderíamos a poeira do Nordeste para o mundo inteiro. E ficaríamos tão ricos como São Paulo!"
Mario de Andrade era um poeta, mas hoje Cingapura e o Camboja, 50 anos mais tarde, dão à sua cólera de 1928 os acentos de uma profecia.

Fonte: Estadão e G1


publicado por Maluvfx às 12:24
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Quinta-feira, 13 de Maio de 2010
Combate à extinção


publicado por Maluvfx às 08:28
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