Ética é o conjunto de valores, ou padrões, a partir dos quais uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões. A ética é importante por que respeita os outros e a dignidade humana.

Domingo, 18 de Julho de 2010
O Bicho-Humano e o metano
Que os animais também são grandes “detonadores” da camada de ozônio já deve ser do conhecimento de todos. Mas eles não o fazem de propósito, claro. As grandes criações de animais em massa, dos bichos-humanos, é que também os tornam co-vilões do clima.


A criação de gado, por exemplo, é um detonador do clima da terra sobretudo por duas razões. Uma é por exigir enorme espaços de terra, que se obtém pelo desmatamento. E nessas derrubadas, anualmente se produzem 2,4 bilhões de dióxido de carbono!

Imagens de satélite de agosto de 2001, comparadas com as de agosto de 2006, revelaram o incrível aumento do desmatamento no Mato Grosso do Sul. Foram 540 mil hectares de florestas destruídos em apenas cinco anos!

Calcula-se que cada hamburguer que se consome destruiu 6 metros quadrados de floresta. Só o Brasil e a Bolívia terão desmatado, de 2007 até 2010, três milhões de hectares de florestas. Para produzir o quê? Inclusive carne de hamburguer!

Outro aspecto, não menos perigoso, é o que os animais expelem. Seus escrementos, pela composição e grande quantidade, poluem o solo. E o gás metano, que os mamíferos produzem em sua digestão, é um dos maiores “inimigos” do clima mundial.

Nós, humanos, também produzimos gases. Cerca de um litro por dia. Mas o gado produz até 250 litros por dia! Ou seja, a cada 40 segundos uma vaca arrota uma bela porção de metano! E cada arroto cava um furo a mais na camada de ozônio.

Hoje, só nos países mais pobres do mundo, há mais de 1,3 bilhão de pessoas que subsistem através da criação de gado. Ela ocupa uma terça parte das terras cultiváveis do planeta. E 33% das áreas cultivadas são usadas só para produzir comida para os animais.

E agora, diante desse quadro?
Você bem sabe que se criam animais por causa dos costumes alimentares dos bichos humanos, não é mesmo? A carne dos animais, seu leite e derivados fazem parte “imprescindível” da mesa de bilhões de pessoas.

Mas não para as/os vegetarianas/os! E se você ainda não se preocupou com as relações existentes entre criação de animais » costumes alimentares » destruição da camada de ozônio » mudança de clima da terra, convido a fazê-lo.

Que tal você tomar um pouco de seu tempo para refletir sobre essas questões tão importantes, inclusive para a nossa sobrevivência?

Faça a sua parte! Tente! Não comer carne de animais é algo perfeitamente viável. Prescinda você um pouco de seus hábitos carnívoros pelo bem-estar das futuras gerações. Tanto das gerações de seres humanos, como das de animais. – Eles lhe serão eternamento gratos!


publicado por Maluvfx às 01:04
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Sábado, 5 de Junho de 2010
Desastre???
Aves marinhas, as grandes vítimas do derramamento de óleo da BP!
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Aves marinhas, as grandes vítimas do derramamento de óleo da BP!<br /><div style="text-align: center;"><a href="http://www.boston.com/bigpicture/2010/06/caught_in_the_oil.html" style="border-bottom-color: rgb(0, 40, 120); border-bottom-style: dotted; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; color: #002878; cursor: pointer; text-decoration: none;"> <img 615px;="" 990px;"="" class="bpImage" height:="" height="397" src="http://inapcache.boston.com/universal/site_graphics/blogs/bigpicture/oil_06_03/o01_23681845.jpg" width:="" width="640" /></a><br /><a href="http://www.boston.com/bigpicture/2010/06/caught_in_the_oil.html" style="border-bottom-color: rgb(0, 40, 120); border-bottom-style: dotted; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; color: #002878; cursor: pointer; text-decoration: none;"></a><br /><a href="http://www.boston.com/bigpicture/2010/06/caught_in_the_oil.html" style="border-bottom-color: rgb(0, 40, 120); border-bottom-style: dotted; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; color: #002878; cursor: pointer; text-decoration: none;"></a><br /><a href="http://www.boston.com/bigpicture/2010/06/caught_in_the_oil.html" style="border-bottom-color: rgb(0, 40, 120); border-bottom-style: dotted; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; color: #002878; cursor: pointer; text-decoration: none;"></a><br /><a href="http://www.boston.com/bigpicture/2010/06/caught_in_the_oil.html" style="border-bottom-color: rgb(0, 40, 120); border-bottom-style: dotted; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; color: #002878; cursor: pointer; text-decoration: none;"></a><br /><a href="http://www.boston.com/bigpicture/2010/06/caught_in_the_oil.html" style="border-bottom-color: rgb(0, 40, 120); 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background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; color: #47423a; letter-spacing: -0.04em; line-height: 31px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline; width: 513px;"><a href="http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4471467-EI294,00-Mare+negra+afeta+santuario+de+pelicanos+nos+Estados+Unidos.html"><span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;">Maré negra afeta santuário de pelicanos nos Estados Unidos</span></a></h1></b><br /><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://3.bp.blogspot.com/_1NG8bdbP2xE/TAmMNVNinzI/AAAAAAAABkE/IjDiq7hk4u8/s1600/desastreOleo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" height="396" src="http://3.bp.blogspot.com/_1NG8bdbP2xE/TAmMNVNinzI/AAAAAAAABkE/IjDiq7hk4u8/s640/desastreOleo.jpg" width="640" /></a></div><b><a href="http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/petroleo-louisiana/foto00.htm">Desastre ambiental no Golfo do México.</a></b><br /><br /><b><span class="Apple-style-span" style="color: #5d5850; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; line-height: 13px;"></span></b><br /><h1 style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; color: #47423a; letter-spacing: -0.04em; line-height: 31px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline; width: 513px;"><span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"><br /></span></h1></div></div></div>


publicado por Maluvfx às 00:29
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Quinta-feira, 13 de Maio de 2010
Estou de SACO CHEIO!!!

Tá sem saco? Use ecobag!

A campanha “Saco é um saco”, lançada pelo Ministério do Meio Ambiente e pela Secretaria do Ambiente do Rio de Janeiro, tem como principal objetivo a não utilização de sacolas plásticas e a troca dessas pelas sacolas retornáveis. De acordo com notícia divulgada n’O Globo, “pelo menos 600 milhões de sacolas plásticas deixaram de ser utilizadas no Rio, desde o lançamento, em julho do ano passado”.
A grande geração das sacolas são feitas por supermercados e lojas, que tem de se conscientizar e aconselhar seus consumidores a trocarem a plástica pela ecológica. A lei diz que as empresas de pequeno porte tem de 2 a 3 anos para adotar essa medida, enquanto as de grande porte tem um ano, que expira em 15 de julho. Provavelmente quando esse tempo expirar é que conseguiremos realmente notar uma grande evolução. Afinal, em média, cada brasileiro utiliza-se de 800 dessas sacolas por ano.
Muitas empresas que se preocupam com o meio ambiente passaram a produzir as ecobags, sacolas ecológicas produzidas  através de tecido reciclado. Pode-se pensar que tais sacolas seriam mal feitas e talvez não muito atraentes, mas com a evolução desse conceito, asecobags têm ficado cada vez mais modernas e estilizadas.
Fujiro tem inovado cada vez mais na produção de ecobags. São variados modelos pra diversas utilizações. Tem aquelas para fazer compras, outras que usa-se para carregar DVDs, há também bolsas estilizadas de passeio. A empresa de ecotextil possui uma linha chamadaAquarela, que também é produzida com algodão 100% reciclado e colorido. A linha Aquarelapode ser usada para criação de diversos produtos, deixando a critério do cliente fazer essa escolha.
As ecobags estão aí e vieram pra ficar, como uma ótima solução para o grande problema de poluição. Cabe a cada um de nós aceitar essa nova proposta e passar a se adequar a ela. Aliás, além de ecológicamente corretas, as ecobags dão uma renovada no visual das antigas e “erradas” sacolas plásticas tão desgastadas.
Que tal dar esse novo “look” a sua empresa?






A produção descontrolada de lixo

Na semana passada, o Jornal Nacional apresentou uma série de reportagens sobre a ameaça ambiental que não depende de acidentes para provocar estragos: a produção descontrolada de lixo.
Uma questão importantíssima e muito bem retratada pelo noticiário, o aumento do volume de lixo é consequência natural do crescimento populacional e do poder aquisitivo desta população.
 No Brasil, novos consumidores ávidos por produtos que antes não estavam ao seu alcance financeiro, surgem à medida que mais pessoas saem da linha de pobreza e atingem a classe média. Um maior consumo é sinônimo de mais lixo: mais embalagens, troca mais rápida de bens, etc.


O JN mostrou a questão do consumo excessivo de sacolas plásticas e soluções encontradas por supermercadistas e outros varejistas para ajudar o consumidor a diminuir a quantidade de sacolas que leva para casa. Sacolas retornáveiscaixas de papelão, deixar as embalagens desnecessárias para encaminhar à reciclagem – são inúmeras as alternativas para reduzir o uso de sacolas plásticas. Até mesmo os fabricantes de produtos em geral estão preocupados com a situação, diminuindo suas embalagens ou incluindo alças de transporte dos produtos (caso do papel higiênico Neve, da empresa parceira da campanha Saco é um Saco, Kimberly-Clark).
Assista à reportagem e conheça essas e outras iniciativas importantes para mudarmos nossos hábitos e a herança que deixaremos para o planeta!
Saco é um saco!! Pra cidade, pro planeta, pro futuro e pra você!




publicado por Maluvfx às 09:40
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Sexta-feira, 7 de Maio de 2010
Você sabia?

  • As sacolas pláticas representam 2% do mercado de plásticos.
  • Em 2007 o Brasil reciclou 21,5% dos seus plásticos, enquanto que na União Européia este número foi 18,%.
  • Entre 2003 e 2007 o PIB cresceu na média anual de 3,4%, enquanto a reciclagem cresceu 8,2% por ano. A reciclagem cresceu duas vezes e meia mais que o crescimento do PIB.
  • A indústria da reciclagem mecânica trabalha com ociosidade de 30%.
  • 71% da população exige sacolas plásticas para transportar suas compras.
  • A rede de supermercados Pão de Açúcar reduziu 35% o uso das sacolas pelo fato de colocá-las nas normas.
  • Em 2007 o consumo de sacolas plásticas no Brasil era de 17,9 bilhões. Para este ano a estimativa é uma redução de mais de 10%.
  • Existem 850 unidade de reciclagem energética no Mundo: 249 só no Japão, 420 na União Européia, 98 nos Estados Unidos, 27 na Suíça e apenas uma unidade piloto no Brasil.


publicado por Maluvfx às 10:05
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Domingo, 18 de Abril de 2010
Já nada é como antes...
Hoje acordei melancólica. Fui ao meu baú de memorias e lembrei-me deste vídeo.
Já nada é como antes, nem as pessoas, nem o clima, nem o Planeta. 
Evoluímos? Como? 
As memórias perdem-se no tempo e nem os líderes se lembram de promessas, de palavras que outrora foram tão fortes, tão sinceras e tão inocentes.
Manda quem quer e faz quem pode. Mas os que podem continuam sem fazer NADA!
Vale a pena relembrar esta história. 
Nós merecemos melhor. O Planeta merece melhor!



Severn Cullis-Suzuki ( Vancôver, no Canadá) é uma activista, escritora oradora de temas ambientais. É possivel que não saibam quem é, porque não aparece na televisão nem nas revistas, mas ficou conhecida aos 12 anos de idade, quando silenciou a ONU num discurso no Rio de Janeiro durante a ECO92.




As suas palavras na altura, parecem tão actuais agora como o eram em 1992.
 Já passaram 18 anos e afinal o que mudou?

Eu falei por seis minutos e recebi uma aclamação de pé. Alguns dos delegados gritaram mesmo. Eu pensei que eu tinha alcançado algum deles com o meu discurso. Agora, dezoito anos mais tarde, depois de ter participado em mais conferências, eu não estou certa que o tenha conseguido. Minha confiança nos povos, no poder e no poder de uma voz foi agitada profundamente.
Quando eu era pequena, o mundo era simples. Mas como um novo adulto, eu estou aprendendo que como nós temos que fazer a escolha -instrução, a carreira, estilo de vida- a vida começa cada vez mais complicada. Nós estamos começando a sentir a pressão de produzir e ser bem sucedidos. Nós estamos aprendendo uma maneira nova de olhar o futuro a curto prazo, centrando sobre termos de quatro anos do governo e relatórios de negócio trimestrais. Nós somos ensinados que o crescimento económico é progresso, mas nós não somos ensinados a como levar a cabo uma maneira feliz, saudável ou sustentável de vida. E nós estamos aprendendo que aquilo que nós pensámos para nosso futuro quando tínhamos 12 anos era idealista e ingénuo.


A mudança ambiental real depende de nós. Nós não podemos esperar nossos líderes. Nós temos que focalizar quais as nossas próprias responsabilidades e em como nós podemos fazer a mudança acontecer.


Filha do Biólogo canadense David Suzuki, Severn Cullis Suzuki, fundou aos 9 anos a Organização das Crianças em Defesa do Meio Ambiente (ECO). Ficou famosa e conhecida no mundo todo em 1992, quando com 12 anos, proferiu o discurso acima, durante a ECO 92 - Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, que ocorreu no Rio de Janeiro (Brasil, 1992) e emocionou todos, conseguindo tirar lágrimas de vários delegados e dirigentes políticos, sendo ovacionada por todos os presentes. Desde então, não parou mais! Mundialmente reconhecida como "A menina que calou o mundo por 5 minutos", Severn Suzuki é hoje ativista ambiental, palestrante internacional, apresentadora de TV, autora e membro ativo do painel sobre Meio Ambiente das Nações Unidas. Em suas palestras leva pelo mundo inteiro a importância de redefinir nossos valores, pensar no social, nos mais carentes, agir pensando nas consequências futuras e de ouvir as crianças. É dela também o projeto Skyfish, um site que incentiva a juventude a falar sobre seu futuro e adotar um estilo de vida sustentável.

Este discurso, aconteceu em 1992, mas nunca foi tão atual!



Severn Suzuki
Em 1992, Severn Suzuki, representante da ECO, organização de crianças em defesa do meio ambiente, calou o mundo com apenas algumas palavras.


Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, Rio de Janeiro, 1992
“Hoje eu tenho medo de tomar sol por causa dos buracos na camada de Ozônio, tenho medo de respirar porque não sei quais substâncias químicas o estão contaminando…” 
“Apesar do meu medo, eu não tenho medo de mudar o mundo da maneira que eu acredito que deve ser mudado”. clamou Severn para os líderes que assistiram calados, e que ganhou, no ano seguinte, o prêmio anual das Nações Unidas para o Meio Ambiente, pelo seu discurso.
Depois de tanto tempo,  seu discurso ainda é extraordinário e relevante. Porém, é triste perceber que as palavras de Severn Suzuki ainda são muito atuais e, agora, é uma realidade urgente. Ela mesma sabe disso. Sua caminhada em defesa do planeta não parou depois do seu discurso, na cidade do Rio de Janeiro. Severn Cullis Suzuki  tem sido sempre ativa no trabalho da justiça ambiental e social.
O texto do vídeo fala por si, mas pode ser resumido como um grito das crianças para os adultos. Se antes eles ensinaram às crianças a como se comportar, a cuidar do meio ambiente, hoje deixam o mundo sem florestas, destroem a Camada de Ozônio e deixam animais entraram para os cruéis rankings da extinção. Sublinha o medo de um futuro que poderá não existir, e que devemos lutar para impedir que isto aconteça. O preço do nosso futuro, da mudança tecnológica, está nos recursos que nós consumimos, a fim de gerar riqueza. Temos de pensar primeiro sobre as mudanças, às vezes irreversíveis, antes de avançar ainda mais. E se estamos fazendo o nosso ecossistema pagar um preço demasiado alto, a última frase de Severn, emblemática e poderosa, dirigidas aos adultos no encerramento de sua fala é a melhor reflexão:
“Eu desafio vocês. 
Por favor, façam suas ações refletirem as suas palavras. Obrigada”.

Severn hoje, é membro ativo do painel sobre Meio Ambiente das Nações Unidas, É dela também o projeto Skyfish, um site que incentiva a juventude a falar sobre seu futuro e adotar um estilo de vida sustentável.


publicado por Maluvfx às 01:24
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Segunda-feira, 5 de Abril de 2010
Consequências ambientais do consumo de carne

Muitos não entendem por que tanta preocupação com o sofrimento dos animais que servem de comida, acreditando que a função deles é nos servir, acima de qualquer outra, mas será que deve ser assim? Pensando sobre o abate dos animais de uma maneira geral, imaginamos que não faz muita diferença que uma pessoa pare de comer carne, uma vez que esse hábito existen desde a antiguidade e não desaparecerá do dia para a noite. É verdade! Assim, como fará pouca diferença se apenas uma pessoa deixar de usar seu carro por um dia para poluir menos. Mas se todos pensarmos assim, como fica a conservação do planeta? Aonde vai parar a destruição dos nossos recursos naturais?


Poucos sabem que a pecuária é responsável pelo desmatamento de grandes áreas dos nossos principais ecossistemas, isto é, a mata atlântica, a Amazônia, e o cerrado. Muitos criadores de gado desmatam grandes áreas de floresta para servir de pasto. Com o tempo, as queimadas e o pisoteio do próprio gado dão origem a processos erosivos e, mais tarde, à degradação total do solo. A área atualmente utilizada para pasto seria muito mais útil se utilizada para plantio e essa área é tão extensa, que se fosse usada para o plantio de vegetais e grãos, não haveria fome no mundo. Além disso, só a quantidade de grãos usados para alimentar o gado, já seria suficiente para que muitos não passassem fome. Como se isso não fosse suficiente para pensarmos a respeito, a quantidade de água usada para a criação de gado é milhares de vezes maior à usada para a mesma quantidade de vegetais. Todos sabemos que a água já é um problema para muitos países, o Brasil, por enquanto, pode se considerar um privilegiado, mas isso não significa que possamos desperdiçar um recurso tão importante que, num futuro próximo, pode nos fazer falta.Muitos países ricos não têm produção de gado ou suínos por não terem água suficiente para a criação, e importam por preços baixos esses “produtos” de nós, país dos terceiro mundo, que estamos gastando a nossa água para “sustentá-los”.

Desmatamento de área verde para pasto com consequência de processo erosivo
Além do impacto ambiental, há ainda outro ponto a se considerar: o sofrimento animal. Não, não é demagogia, isso realmente acontece. Eles não apenas morrem para nos alimentar, mas eles morrem sozinhos e aterrorizados. Os ambientes em que são criados normalmente são sujos, pequenos e propícios à dispersão de doenças. Por isso, muitos tomam remédios em quantidade, remédios estes que permanecem na carne ingerida. Alguns criadores usam até mesmo agrotóxicos no pêlo do gado, para eliminação dos carrapatos.

Os bovinos, pouco antes de morrer, entram num pequeno corredor que os levará ao abate, muitos se desesperam e tentam, em vão, escalar a parede ou fazer o caminho de volta. Enquanto caminham para a morte, suas pupilas se dilatam (o que denota seu medo) e eles ouvem os mugidos sofridos de seus companheiros, seu desespero faz com que liberem toxinas em seu próprio organismo, que serão ingeridas com a carne. Alguns permanecem vivos até o último momento, quando seus corpos são cortados em pedaços. As vacas leiteiras são constantemente “engravidadas” para produzirem o leite. Os seus bezerrinhos são separados da mãe assim que nascem para que não consumam esse leite. Muitos crescem subnutridos e tristes e, devido a essas condições, são sacrificados, pois não “servem para nada”.
Algumas pessoas deixam de comer carne vermelha e comem apenas a carne “branca” acreditando que as aves e os peixes não sofrem tanto. Estão enganados. Os pintinhos são produzidos aos milhares em estufas, sem sequer conhecerem o aconchego de uma mãe. Quando nascem, são “selecionados”: aqueles que servem, são criados, e aqueles que não servem são jogados num balaio com restos de cascas de ovos, e são triturados vivos e transformados em ração, embora tivessem condições de sobreviverem, eles são cruelmente maltratados e assassinados, pois não são comercialmente “viáveis”. Eu fico me perguntando: que sentido tem uma vida dessas? Nascer sozinho com milhares de outros iguais a você, sem saber o que é o carinho materno, e morrer cruelmente, sem piedade, para servir de comida para outros animais!
Os suínos também sofrem muito. São criados em espaços pequenos, em que quase não conseguem se mexer e apanham constantemente. Na hora do abate, muitos são jogados em água fervente ou têm suas vísceras retiradas, ainda vivos. Eles não têm direito sequer a uma morte sem dor. E, por fim, os peixes, crustáceos e animais marinhos e lacustres em geral, que não gritam de dor, mas certamente a sentem tanto quanto os outros animais, tanto quanto eu e você. A maioria das pessoas sequer se dá conta de que eles morrem asfixiados. Pense só por um segundo na sensação da asfixia e responda: o que você acha?

Além disso, tem a questão da saúde. Ao contrário dos que muitos pensam, deixar de comer carne não vai te deixar anêmico, (a não ser que você já tenha anemia). Também não te faltarão proteínas, na verdade, o grande problema da nossa sociedade atual é o excesso de proteínas e não a falta. A carne ingerida por milhões de pessoas todos os dias pode ter pertencido a animais doentes ou anêmicos, e isso acontece constantemente. Pense num hambúrguer, que é um amontoado de carne moída, você acha realmente que ali no meio só tem carne, e carne “de primeira”? Você não acredita que a indústria se beneficie do fato de que ninguém vai saber o que exatamente tem ali? Eu acredito, e já fiz a minha escolha. Não estou pedindo para que você se torne vegetariano, essa é uma escolha sua, mas peço que você se informe e faça essa escolha conscientemente.
Reportagens relacionadas:
Por que criminalizar a pecuária na Amazônia?
Greenpeace fala sobre o gado na Amazônia
Revista Época: os bois comerão a Amazônia em 20 anos


publicado por Maluvfx às 19:39
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Após críticas de 'exagero', FAO vai rever impacto da indústria da carne no clima

Indústria da carne
Para cientista, FAO exagerou impacto da indústria da carne no clima
Especialistas da ONU vão voltar a analisar o papel da indústria da carne nas mudanças climáticas, depois que um relatório sobre o tema foi acusado de exagerar a relação entre os dois fenômenos.
Um relatório de 2006 concluiu que a produção de carne é responsável por 18% das emissões de gases nocivos ao ambiente. Pelo relatório, a indústria da carne polui mais do que o setor de transporte.
O relatório vem sendo citado por ativistas e celebridades que fazem campanha por dietas mais baseadas em vegetais, como o ex-beatle Paul McCartney. No ano passado, o músico lançou uma campanha com o lema "Menos carne = menos calor".
Mas uma nova análise, apresentada em um encontro científico nos Estados Unidos, afirma que a comparação com o transporte é equivocada.
Mais fome
Reduzir a produção e o consumo traria benefícios menores ao meio ambiente do que o que se acreditava, afirma o cientista Frank Mitloehner, da Universidade da Califórnia em Davis (UCD).
Essa 'análise' tendenciosa é uma clássica comparação de 'maçãs com laranjas', que realmente confundiu o assunto.
Frank Mitloehner, cientista sobre o texto da FAO de 2006
"Pecuária mais inteligente, não menos pecuária, é igual a menos calor", disse ele na conferência da Sociedade Americana de Química, em San Francisco.
"Produzir menos carne e leite só vai significar mais fome em países pobres."
Algumas figuras centrais no debate sobre mudanças climáticas – como o diretor do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), Rajendra Pachauri – têm citado o índice de 18% produzido pelo relatório como um motivo para as pessoas reduzirem seu consumo de carne.
O relatório de 2006 – intitulado A Grande Sombra do Gado, publicado pela FAO, a agência da ONU para alimentação e agricultura – chegou ao índice de 18% somando todas as emissões de gases nocivos ao ambiente associados à produção de carne, desde a fazenda até a mesa.
Isso inclui a produção de fertilizantes, técnicas para abrir campos, emissões de metano da digestão dos animais e uso de veículos em fazendas.
Transporte
No entanto, o professor Mitloehner afirma que os autores do relatório não calcularam as emissões do setor de transporte da mesma forma, se limitando a usar dados do IPCC que só incluem queima de combustíveis fósseis.
"Essa 'análise' tendenciosa é uma clássica comparação de 'maçãs com laranjas', que realmente confundiu o assunto", disse ele.
Um dos autores do relatório da FAO, Pierre Gerber, disse à BBC que aceita a crítica feita por Mitloehner.
"Eu tenho que dizer que, sinceramente, ele tem razão em um ponto – nós analisamos tudo na produção de carne, e não fizemos a mesma coisa com transporte", disse ele.
"Mas o resto do relatório eu creio que não foi realmente contestado."
Eu tenho que dizer que, sinceramente, ele tem razão em um ponto – nós analisamos tudo na produção de carne, e não fizemos a mesma coisa com transporte.
Pierre Gerber, autor do relatório da FAO de 2006
A FAO está preparando agora uma análise mais abrangente de emissões do setor de alimentos, disse Gerber.
O relatório será concluído até o final do ano e deve permitir comparações mais precisa entre diferentes tipos de dietas – tanto com carne como vegetarianas.
Organizações usam métodos diferentes para alocar emissões entre setores da economia.
Em uma tentativa de capturar tudo que é associado com produção de carne, a equipe da FAO inclui contribuições, por exemplo, de transporte e desmatamento.
A metodologia usada pelo IPCC separa emissões de desmatamento em uma categoria diferente, mesmo que algumas árvores tenham sido derrubadas para contribuir para a agricultura. O mesmo acontece com o transporte.
Por isso, para alguns analistas, o índice de 18% de emissões produzidas pela indústria da carne no relatório da FAO é tão elevado.
A maioria das emissões relacionadas à indústria da carne vem da abertura de campos – feita por desmatamento – e das emissões associadas à digestão de animais.
Outros cientistas argumentam que a carne é uma fonte necessária de proteína em algumas sociedades com pouca diversidade de alimentos, e que em regiões do leste africano e do Ártico não há possibilidade de plantas sobreviverem. Nesses lugares, a dieta baseada em carne é a única opção.
Mitloehner afirma que em sociedades desenvolvidas, como nos Estados Unidos – onde as emissões do setor de transporte chegam a 26% do total, comparado com 3% da pecuária – a carne é o alvo errado das campanhas de redução de ambições.





Parar de comer carne não seria solução

 

Getty Images
Parar de comer carne não seria solução
Pesquisador americano afirma que é errado culpar rebanhos pelo aquecimento



SÃO PAULO – Pesquisador afirma que diminuir o consumo de carne e laticínios não traz impacto real no combate ao aquecimento global.

A conclusão foi apresentada no início da semana durante o 239º  Encontro Nacional da Sociedade Americana de Química.



Apesar das alegações de que a criação de animais gera muitos gases causadores do efeito estufa, o perito em qualidade do ar, Dr. Frank Mitloehner, da Universidade da Califórnia-Davis, disse que culpar vacas e porcos é cientificamente errado e impede que a sociedade foque em soluções efetivas para combater o problema.

Para ele, cortar o consumo de leite e carne significaria apenas mais fome em países pobres – e não diminuição do aquecimento. O foco deveria ser em agricultura e pecuária inteligente, adotando praticas para produzir mais comida com menos emissões.

A principal medida, no entanto, seria reduzir o uso de petróleo e carvão para eletricidade, aquecimento e combustível, já que, segundo ele, os meios de transporte causam 26% de todas as emissões-estufa nos Estados Unidos, enquanto a criação de gado e porco gera apenas 3%.

Ele afirmou ainda que essa opinião contrários à carne vem de um erro cometido no relatório das Nações Unidas de 2006 chamado "Livestock's Long Shadow". Nele, dizia-se que a criação de animais era responsável por 18% dos gases causadores do efeito estufa - o que seria mais do que os transportes.

No entanto, apesar dos animais serem grandes liberadores de metano, Mitloehner acredita que houve um erro na metodologia utilizada na época. As emissões dos rebanhos foram calculadas de forma diferente das do transporte. Os dados dos animais incluíam sua alimentação, suas emissões digestivas  e o processamento da carne em comida. Mas na análise do transporte estavam incluídas apenas as emissões de combustíveis pelos veículos, e não todo o ciclo do transporte do combustível e retirada do petróleo.
 INFO Online


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Quinta-feira, 18 de Março de 2010
Nicholas Stern, mudança climática e consumo de carne



O britânico Nicholas Stern, autor do Relatório Stern, declarou ao jornal The Times que a pecuária destinada ao consumo de carne representa “um desperdício de água e contribui poderosamente para o efeito estufa”. Acesse a matéria da agência de notícias EFE, reproduzido pela Folha Online, clicando aqui.
Relatório do economista britânico Nicholas Stern, encomendado pelo governo britânico e lançado em 2006. O levantamento gerou grande impacto mundial ao afirmar que se não forem tomadas medidas para a redução das emissões, a concentração dos gases geradores de efeito estufa na atmosfera poderá atingir o dobro do seu nível pré-industrial já em 2035, sujeitando-nos praticamente a um aumento da temperatura média global de mais de 2ºC. O Relatório Stern apontou também que, em longo prazo, há mais de 50% de possibilidade de que o aumento da temperatura venha a exceder os 5ºC. 
Clique aqui para acessar o documento via site da ANDI.


O Relatório Stern (do nome do seu coordenador, Sir Nicholas Stern, economista britânico do Banco Mundial) é um estudo encomendado pelo governo Britânico sobre os efeitos na economia mundial das alterações climáticas nos próximos 50 anos.
O relatório resultante desse estudo foi apresentado ao público no dia 30 de Outubro de 2006 e contem mais de 700 páginas e é um dos primeiros estudos encomendados por um governo sobre o assunto a um Economista e não a um cientista da área.
Uma das principais conclusões a que se chega no relatório é que com um investimento de apenas 1% do PIB Mundial se pode evitar a perda de 20% do mesmo PIB num prazo de simulação de 50 anos.


Conclusões




  • Os benefícios de uma ação forte e imediata para enfrentar as mudanças climáticas ultrapassam de longe os custos de não fazer nada.
  • A mudança climática afeta os elementos básicos para vida da população: acesso à água, produção de alimentos, saúde e o ambiente.
  • Usando modelos econômicos tradicionais, o custo e riscos da mudança climática equivale a uma perda de 5-20% do PIB mundial por ano.
  • Em contrapartida, agir – por meio da redução dos gases que provocam o efeito estufa – custa apenas 1% do PIB mundial por ano.
  • Os investimentos nos próximos 10-20 anos irão impactar profundamente no clima na segunda metade do século XXI e o próximo. Nossas ações podem criar um desequilíbrio econômico e social, similar as guerras mundiais.
  • Como é um problema mundial, a solução deve partir de um patamar internacional.
  • Se as emissões continuarem nesse ritmo, em 2035 teremos o dobro de gases do efeito estufa do que antes da Revolução Industrial. Isto irá aumentar a temperatura média mundial em 2°C, e no longo prazo em mais de 5°C (com probabilidade de 50%) – essa variação equivale a de hoje com a última era glacial.
  • Essa enorme variação da temperatura mundial irá alterar a geografia humana e física do mundo.
  • Mesmo as predições mais moderadas anunciam impactos sérios na produção, na vida humana e no ambiente mundial.
  • Todas as nações serão afetadas. Os mais pobres sofrerão mais, justamente os que menos contribuíram para esse desastre.
  • Os efeitos da mudança climática não podem mais ser evitados (20-30 anos), mas deve ser feito um esforço para adaptação, de forma que a economia e a sociedade não sofram o impacto diretamente. Isso custará dezenas de bilhões de dólares. Deve ser ainda mais procurada por países em desenvolvimento.
  • Os níveis de emissão de CO2e são atualmente 430ppm e cresce 2ppm/ano.
  • Os riscos serão reduzidos significativamente se os níveis forem mantidos em 450-550ppm. Isso equivale a uma redução de 25%, no mínimo, até 2050.
  • Estabilizar nos níveis atuais exigiriam uma redução de 80%.
  • Para 500-550ppm, deve-se investir 1% do PIB mundial por ano.
  • Esse panorama pode mudar se não for tomada nenhuma política, por inovações tecnológicas ou efeitos combinados.
  • Os países desenvolvidos devem cortar suas emissões em 60-80% até 2050. Mas os países em desenvolvimento também devem fazer cortes significativos.
  • O mercado de carbono pode ser muito eficiente para se atingir esse objetivo. Envolveria centenas de bilhões de dólares por ano em investimentos em tecnologias pouco poluentes e gerariam muito emprego.
  • Essa estratégia não significa: ou cortar a emissão desses gases ou desenvolver o país. Deve-se desenvolver através de investimentos não poluentes. Ignorar os efeitos da mudança climática é que impedirá o desenvolvimento.
  • A emissão pode ser reduzida através do aumento da eficiência energética, mudança na demanda e adoção de tecnologia limpa para energia, aquecimento e transporte.
  • O setor energético precisa ser descarbonizado em 60% até 2050, para atingir a meta de 550ppm.
  • Mesmo com mudanças, o uso de energia fóssil e emissora de carbono deve continuar a ser mais da metade da fonte energética, principalmente em países em rápido crescimento. Por isso a necessidade de captura e estocamento de carbono.
  • Não apenas no setor energético; desflorestamento, agricultura e industria também devem ter suas emissões controladas.
  • Mudança climática é a maior das falhas de mercado. Deve ser atacada em três frentes:

    • Valoração do carbono, por meio de taxas, impostos, comércio e regulação.
    • Desenvolvimento e inovação em tecnologias que emitem pouco carbono.
    • Remover as barreiras a eficiência energética e informar, educar e persuadir os indivíduos de sua responsabilidade.
  • O esforço deve ser coletivo e internacional. União Europeia, Califórnia e China tem políticas ambiciosas. UNFCCC e Kyoto são avanços no sentido de generalizar essas metas. Esforços individuais são insuficientes.
  • Os elementos-chave para o futuro quadro mundial são:

    • Comércio de carbono: para privilegiar aqueles que emitem pouco e fazer crescer a inovação tecnológica não-poluente.
    • Cooperação tecnológica: por acordos ou informais, o investimento em suporte à P&D energético deveria dobrar e no uso das novas tecnologias quintuplicar.
    • Reduzir o desflorestamento: é mais importante e com mais custo-benefício que a redução no setor de transporte.
    • Adaptação: fundos internacionais, focando nos países mais vulneráveis, que desenvolva novas culturas mais resistentes a secas e enchentes.
  1.  STERN REVIEW: The Economics of Climate Change - Summary of Conclusion




O Relatório Stern na íntegra



Table of contents
Summary of conclusions
Preface and acknowledgements
Introduction to Review
Executive summary (full)
Executive summary (short)
Abbreviations and acronyms
Part I: Climate change: our approach (Chapters 1-2)
Introduction
Chapter 1: The science of climate change
Chapter 2: Economics, ethics and climate change
Chapter 2 Technical annex: Ethical frameworks and intertemporal equity
Part II: Impacts of climate change on growth and development (Chapters 3-6)
Introduction
Chapter 3 How climate change will affect people around the world
Chapter 4 Implications of climate change for development
Chapter 5 Costs of climate change in developed countries
Chapter 6 Economic modelling of climate change impacts
Part III: The economics of stabilisation (Chapters 7-13)
Introduction
Chapter 7 Projecting the growth of greenhouse gas emissions
Chapter 8 The challenge of stabilisation
Chapter 9 Understanding the costs of mitigation
Chapter 10 Macroeconomic models of costs
Chapter 11 Structural change and competitiveness
Chapter 12 Opportunities and wider benefits from climate policies
Chapter 13 Defining a goal for climate change policy
Part IV: Policy responses for mitigation (Chapters 14-17)
Introduction
Chapter 14 Harnessing markets to reduce emissions
Chapter 15 Carbon markets in action
Chapter 16 Accelerating technological innovation
Chapter 17 Beyond carbon markets and technology
Part V: Policy responses for adaptation (Chapters 18-20)
Introduction
Chapter 18 Understanding the economics of adaptation
Chapter 19 Adaptation policies: key principles and applications in the developed world
Chapter 20 The role of adaptation in sustainable development
Part VI: International collective action (Chapters 21-27)
Introduction
Chapter 21 Framework for understanding international collective action for climate change
Chapter 22 Creating a global price for carbon
Chapter 23 Supporting the transition to a low carbon economy in developing countries
Chapter 24 Promoting effective international cooperation on technology
Chapter 25 Reversing emissions from land use change
Chapter 26 International support for adaptation
Chapter 27 Building international co-operation on climate change
PostscriptTechnical Annex to Postscript
Annex 7.a Climate change and the Environmental Kuznets Curve 
Annex 7.b Emissions from the power sector
Annex 7.c Emissions from the transport sector
Annex 7.d Emissions from the industry sector
Annex 7.e Emissions from the buildings sector 
Annex 7.f Emissions from the land use sector 
Annex 7.g Emissions from the agriculture sector
Technical Annexes to Chapter 7
Stern Review Index
Independent Reviews Index


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Quarta-feira, 17 de Março de 2010
Justiça ao contrário: a favor de poluidoras e contra impactados
Flavia Bernardes

Foto capa: Divulgacao

Agricultores, indígenas, quilombolas, pescadores e representantes de entidades civil organizadas cada vez mais conhecem de perto o desafio de denunciar um impacto ambiental causado pelas grandes empresas instaladas no Estado. Isso porque dificilmente eles têm amparo da Justiça. Na maioria dos casos, são coagidos, têm suas casas invadidas ou são interditados judicialmente. Trata-se de um processo para propagar o silêncio, com o apoio do poder público.



O caso mais recente vem ocorrendo em Linhares, norte do Estado. Lá, agricultores gritam aos quatro ventos a poluição por efluentes industriais da Sucos Mais – multinacional Coca-Cola -, que estaria destruindo o Córrego rio das Pedras, onde, no último ano, morreram centenas de peixes. Segundo os agricultores, a água não pode ser utilizada para consumo ou irrigação de lavouras. Lá, produtores contratam carros pipa para tentar manter a produção.
Após oito anos de reclamações com a empresa e um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado com o poder público, exigindo o tratamento de seus efluentes, nada mudou. A não ser, o fato de que, agora, os agricultores estão com medo de cobrar medidas do poder público.
Resultado de iniciativas que visam a coagi-los, como visitas de policiais a suas casas, acusando-os de gerar baderna e de prisão, e o interdito proibitório assinado pela juíza Trícia Navarro a dez agricultores, que estão impedidos de “causar qualquer moléstia” à Sucos Mais ou que impeça o livre acesso à indústria, o que deve ser combatido com força policial, como determina a juíza.
Para combater a resistência dos agricultores do bairro de Santa Cruz, foi debatida pela Câmara de Vereadores de Linhares, esta semana, a proposta de eliminar uma das duas feiras na cidade. Um boicote à compra de animais para merenda escolar para escolas públicas também já foi iniciado pelo poder público, conforme denunciam os agricultores. Enquanto isso, a Sucos Mais segue com suas obras autorizadas pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema).
A empresa está ampliando sua produção e deverá despejar seus efluentes líquidos também no Córrego do Arroz, que abastece oito lagoas de Linhares, e é responsável por irrigar propriedades dos bairros Canivete e Córrego Farias.
O cerco repete o que foi visto no passado contra indígenas e, que ainda é realizado contra os quilombolas no norte do Estado, já que estes ainda não reconquistaram suas terras ocupadas pela ex-Aracruz Celulose, nos municípios de Conceição da Barra e São Mateus, norte do Estado.
Na região a empresa é acusada de ocupar terras tradicionais; usar de forma intensiva agrotóxicos, gerando a contaminação dos recursos hídricos; exaurir o solo e, portanto, secar córregos; de mandar prender os negros de forma injusta e utilizar sua segurança armada para invadir casas de quilombolas, segui-los e intimidá-los. Tais fatos já foram denunciados à Justiça Estadual, Federal e Internacional, mas muito pouco – ou nada - é feito, frente à força política da empresa no Estado.
Punidos por reclamar, índios já foram presos injustamente e mantidos em delegacias em municípios distantes, apenas para garantir um clima de ameaça sob as famílias de indígenas e sob os próprios índios presos.
Já a última grande arbitrariedade conta os quilombolas diz respeito à invasão da casa de Berto Nascimento, considerado uma resistência entre os negros, por não desistir de lutar pelas terras quilombolas. Berto teve sua casa invadida pela polícia com o apoio da segurança armada da ex-Aracruz Celulose (Fibria), lembram os quilombolas.
“Os quilombolas são vítimas. Eles lutam por direitos e estão ali fazendo apenas seu trabalho. A mobilização tão grande da polícia com pessoas pacíficas não se justifica, principalmente em um Estado com tanta violência. Esse povo luta por seus direitos, por seu espaço, que foi invadido por não quilombolas e que agora é obrigado a sofrer com a repressão”, ressaltou o subsecretário de Direitos Humanos, Perly Cipriano, na ocasião.

O fato ocorreu em novembro do ano passado. A polícia chegou à casa de Berto com o auxílio da segurança armada da ex-Aracruz Celulose, prendeu Berto e seu filho cego. Já a neta de Berto foi agredida fisicamente por uma policial, ao questionar a violência utilizada na ação. Berto é um dos principais líderes contra a ocupação de terras de quilombolas no norte e contra a poluição gerada pela ex-Aracruz Celulose (Fibria).
Os indígenas do Estado também já foram interditados pela Justiça e proibidos de transitar nas terras hoje reconhecidas oficialmente pelo presidente da República Lula como terras tradicionalmente indígenas. Apoiadores da luta foram igualmente interditados, acusados de “causar baderna” contra a empresa. Os apoiadores trabalhavam fornecendo água e comida aos índios durante sua manifestação para recuperar suas terras.
Atualmente, os índios vivem em paz no norte do Estado. Após recuperar suas terras, se engajaram em projetos para recuperar a terra destruída pela então Aracruz Celulose e plantar alimentos capazes de garantir a sustentabilidade das sete aldeias indígenas Tupinikim e Guarani. Entretanto, continuam tramitando na Justiça processos movidos pela transnacional contra os indígenas.
Além desses, casos mais isolados chamam a atenção. Também no norte, no município de Linhares, um agricultor que teme se identificar denunciou o desmatamento de uma Área de Proteção Ambiental (APA) por um grande produtor da região. Foi pessoalmente ameaçado pelo fazendeiro, após denunciar o caso à Polícia Ambiental. O agricultor teve sua vida e de sua família ameaçada. E o desmatamento continuou.
A maioria desses fatos é constantemente denunciada à Justiça, e apesar da descrença da maioria da população, as denúncias não cessam.

Enquanto há omissão cada vez maior para apurar e investigar os casos, não são poucos os esforços para silenciá-los.

via SeculoDiario.com


publicado por Maluvfx às 14:40
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Domingo, 24 de Janeiro de 2010
Criação intensiva de gado desmata e causa poluição na água e no ar
O grande motor da destruição da floresta é a carne bovina. Segundo especialistas, para destruir a floresta basta almoçar. João Meirelles do Instituto Peabiru afirma: "Na hora em que o garfo bate na boca, você está destruindo a floresta. De cada três bifes consumidos um vem da Amazônia e quem os consome são tanto os moradores da região (cerca de 10%) como os brasileiros de outras regiões (cerca de 80%)". A substituição das florestas por pastos contribui ainda para o aquecimento global.


Um estudo feito pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) mostra que o desmatamento segue a flutuação do mercado de commodities, especialmente carne e soja. A queda do preço nos últimos anos teria ajudado a controlar a derrubada nos últimos três anos. Da mesma forma, a recuperação do mercado teria impulsionado a retomada do desmate.


O avanço do desmatamento na Amazônia segue uma lógica. Segundo Tatiana de Carvalho a pecuária vai na frente, coloca um, dois bois a cada dois hectares e, uma vez que a propriedade é estabelecida, o seu dono já vende a posse para um agricultor. Têm-se aí o ciclo do desmatamento.


Na opinião do biólogo Sérgio Greif, a carne é responsável por grande impacto ambiental. Segundo ele, “áreas naturais (florestas, matas, cerrados, campinas etc.) precisam ser devastadas para a abertura de pastos. Muitas pessoas associam a devastação nas florestas tropicais ao corte de madeira. Na verdade, a contribuição das madeireiras para essa devastação nem se compara à devastação causada pela pecuária, pois as madeireiras selecionam apenas as árvores que interessam para o corte. Já o pecuarista precisa se livrar das árvores indiscriminadamente”, diz ele.


Segundo Greif, “a pecuária sequer é sustentável nesses pastos, pois o gado, com o pisoteio, acaba compactando o solo, impedindo o rebrotamento de plantas e a lixiviação da água. Dessa forma, o solo sofre processos erosivos, o lençol freático deixa de receber importantes contribuições de água, e o solo da superfície acaba sendo arrastados para os corpos hídricos, o que ocasiona em perda de fertilidade e contaminação de águas superficiais. Os pastos abertos logo são abandonados e se transformam em desertos, já que muitas vezes o grau de comprometimento é tal que nem mesmo as florestas conseguem se reestabelecer na área”.


Há ainda um outro problema, destaca o biólogo: “A pecuária, quando intensiva, também traz o problema da contaminação por fezes e urina de animais. É que os animais presos sempre fazem suas necessidades no mesmo lugar. Isso contamina o solo e as águas próximas. Esses dejetos raramente são tratados porque implicam em gastos na produção. Outro fator relacionado à poluição é com a geração de gases. Especialmente os ruminantes têm em seu processo digestivo a geração de diversos gases que são expelidos do corpo através da flatulência e da eructação. Esses gases (óxido nítrico, metano etc.) contribuem com o efeito estufa”.


Outro fator ambiental relacionado à pecuária, destaca Sérgio Greif, diz respeito ao consumo de água. Cada cabeça de gado consome 50 litros de água por dia. Apenas o processo de abate de um bovino consome mais de 1200 litros de água de uma vez.


“O nosso consumo de carne é um risco para a estabilidade do clima”, afirma Jeremy Rifkin. Segundo ele, “a primeira causa do incremento humano do efeito estufa é devida ao setor das construções, isto é, casas e escritórios. A terceira são os transportes. Sabe qual é a segunda? O complexo da produção necessária para sustentar aquela gigantesca máquina poluente constituída pela pecuária: os nossos consumos de carne são o segundo fator de risco para a estabilidade do clima”, afirma.


Segundo Rifkin, 24% da superfície terrestre é ocupada por bovinos que contribuem para o acelerado desmatamento e consome uma quantidade de cereais suficiente para matar a fome de centenas de milhões de pessoas”. O pesquisador americano destaca que “no decurso da própria vida, o americano médio come sete novilhos de seiscentos quilos. Chegou agora o momento de reconsiderar o estilo alimentar”.


A produção de um único quilo de carne bovina demanda o gasto de 15 quilos de grãos e 30 quilos de forragem. Por último, mas não menos importante, há a questão da flatulência. O principal gás expelido pelos extensos rebanhos mundiais é o metano — um dos principais responsáveis pelo efeito estufa.


No caso das pastagens, enquanto o lucro anual com um boi é de R$ 100,00 o valor do carbono emitido para o pasto crescer chega aos US$ 4.800,00, afirma o economista Carlos Eduardo Young. Segundo ele, “no debate sobre o futuro da floresta, boa parte dos atores insiste em repetir antigas falas, como a necessidade de desmatar para garantir o ‘progresso’ ou negar a realidade dos números do desmatamento. Mas existem idéias novas que podem construir o tão necessário consenso. A mais importante delas é dar valor à floresta conservada (‘em pé’) como forma alternativa ao padrão tradicional de ocupação pelo desmatamento. O conceito é simples: se o valor dos serviços ambientais gerados pela floresta for maior do que o lucro obtido com a extração predatória da madeira e com a pastagem ou cultivo implementados em seu lugar, então, economicamente, seria ilógico desmatar!”.





Consumo como ato político


Os hábitos alimentares modernos — calcados numa dieta muito rica em carne vermelha — têm um impacto significativo no aquecimento do planeta. É o que revela um estudo realizado por especialistas da Agência de Impacto Ambiental da Holanda. O estudo afirma que se a população mundial passar a seguir uma dieta pobre em carne vermelha – a chamada dieta do clima – definida como 70 gramas de carne bovina e 325 gramas de frango e ovos por semana – cerca de 15 milhões de quilômetros quadrados de área ocupada pela criação de animais seria liberada para vegetação. As emissões de gases do efeito estufa seriam reduzidas em 10% com a queda do número de animais. Juntos, esses impactos reduziriam em 50% os custos do combate às mudanças climáticas em 2050.


Segundo a bióloga e cientista ambiental holandesa Elke Stehfest a adoção da dieta do clima significa que “para muitos países desenvolvidos, isso significaria reduzir seu consumo de carne para 2/3. Para alguns países africanos isso na verdade significaria um crescimento comparado com a referência”.


Nesta perspectiva crescem em todo o mundo campanhas que pregam o consumo sustentável, ou ainda o consumo ético. Muitos das campanhas estimulam o consumo como ato político e as pessoas a adotarem um comportamento ecologicamente correto.


Segundo a socióloga Lisa Gunn, uma pessoa ecologicamente correta é “aquela que faz uma reflexão sobre os seus hábitos de consumo para realmente minimizar os impactos sociais e ambientais negativos”. A socióloga destaca que “isso não é fácil. A reflexão deve ser feita partindo do princípio da redução. Hoje, grande parte da população ainda sofre restrição de acesso a produtos e serviços, mas, atendidas as necessidades básicas, é preciso haver uma profunda mudança nos hábitos de consumo para de fato minimizar o impacto que existe”.


Lisa Gunn, comenta que “é preciso deixar de ter uma postura passiva e cobrar das empresas das quais está acostumado a consumir justamente essas informações socioambientais do processo produtivos e também do pré-consumo e pós-consumo, assim como exigir dos governantes uma atitude a favor de políticas públicas que incentivem o desenvolvimento dessas atitudes sustentáveis”.


O vegetarianismo como concepção de vida, e de forma ainda mais radical, o veganismo (abstensão total de carne animal assim como de produtos derivados de animais, como ovos e queijo) deve ser contextualizado nessa perspectiva. Na opinião de Marly Winckler em entrevista especial para a revista IHU On-Line n. 191 (arquivo pdf) “o vegetarianismo é um regime alimentar. Ele tem a ver, primordialmente, com comida, mas cada vez mais se torna uma postura ética e filosófica diante da vida. Ele se volta um impacto positivo sobre o meio ambiente, porque a dieta baseada na carne tem um impacto muito Negativo”. Winckler, destaca ainda que “por sua vez, há também a questão dos animais em si, a postura ética de não aprovar tantos maus tratos com eles”.


Para muitos, o consumo de carne não é apenas um problema para o aquecimento global, mas também um ato desumano. Aproximadamente 50 bilhões de animais terrestres são mortos a cada ano para servirem de alimento aos seres humanos. No Brasil são cinco bilhões. Trata-se de uma morte organizada.


O filósofo e professor de bioética Peter Singer comenta que muitos animais são submetidos a severos sofrimentos e cita, entre muitos casos, a criação de terneiros nos EUA – criados toda a sua vida em confinamento, “em estábulos onde não podem dar a volta, deitar-se ou estirar suas extremidades. Estes métodos servem essencialmente para economizar trabalho, porque facilitam o manejo dos animais e permitem às granjas que têm milhares ou dezenas de milhares de animais contratar um número reduzido de trabalhadores menos qualificados. Também impedem que os animais desperdicem energia movendo-se e brigando”.


Segundo ele, as nossas escolhas alimentares importam. “Ser vegetariano, afirma, evita participação em práticas cruéis com animais e também geralmente tem um impacto menor no ambiente do que comer carne ou outro produto animal”.


Não faz muito tempo, a Europa chocou-se com a doença da Vaca Louca, não apenas porque destruiu a imagem da carne bovina como um alimento saudável e seguro mas também porque se soube que a causa da doença era alimentar o gado com cérebro e tecidos nervosos de carneiros. s pessoas que acreditavam ingenuamente que o gado comesse capim descobriram que o gado de corte pode comer qualquer coisa, desde milho a ração de peixe, dejetos de galinhas (com excrementos e tudo), além de lixo de abatedouros.


O filósofo Tom Regan, defende o vegetarianismo e mesmo o veganismo como uma atitude moral. Segundo ele, “os animais não possuem claramente todos os direitos que nós humanos possuímos. Por exemplo, o direito ao voto e à liberdade de crença religiosa: não faz sentido atribuir esses direitos a eles. Quando se trata de nossos direitos fundamentais, no entanto – direitos à liberdade, integridade física, e à vida – temos razão para acreditar que outros animais têm esses direitos. Por quê? A resposta mais simples, acho, apela para nossas semelhanças fundamentais, nossa igualdade moral. Considere os animais que a indústria transforma em comida, em roupa, em entretenimento, em competidores, em ferramentas".


"Esses animais, continua ele, são como nós não apenas porque estejam no mundo e cientes do mundo; mais que isso, o que acontece a eles faz diferença na qualidade e na duração de suas vidas, assim como é conosco. Nós e eles somos alguém e não alguma coisa. Nós e eles temos uma biografia, não simplesmente uma biologia. O reconhecimento dos direitos dos animais é só uma extensão lógica do reconhecimento dos direitos humanos”.


Tom Regan é um forte critico do especiecismo. Para ele, o especiemo “é análogo a outros preconceitos morais. Racismo, por exemplo. Racistas pensam que membros de sua raça são superiores aos membros de todas as outras raças apenas porque eles (mas não outros) pertencem à raça superior. Especiecistas pensam que membros de nossa espécie são superiores a todas as outras espécies apenas porque nós (mas não outros) pertencemos à raça superior. Entretanto, assim como não há raça superior, não há também nenhuma espécie superior. A crença do especiecista não é menos preconceito que a crença do racista”.


O vegetarianismo encontra apoio nas religiões milenares comenta ainda Tom Regan. Segundo o filósofo “o vegetarianismo é a dieta escolhida pelos praticantes de algumas das maiores religiões mundiais, incluindo o hinduísmo, jainismo, budismo e algumas linhas do judaísmo. Também foi praticado por várias das grandes figuras do passado, como, por exemplo, Ovídio, Horácio, Virgílio, Pitágoras e Maimônides. As pessoas pensam que só excêntricos irracionais e desinformados são vegetarianos, mas a história ensina uma lição bem diferente”.


Mahatma Gandhi, destaca o filósofo foi para ele uma grande influência: “Foi por meio de seus escritos que aprendi pela primeira vez que comer carne não era necessário (para minha vida ou minha saúde, por exemplo) e que os animais em fazendas eram submetidos a uma grande violência, antes e durante seu abatimento. Não quero ter seu sangue em minhas mãos”.


Há inclusive quem sustente que o cardápio da Última Ceia foi vegetariano. Supõe-se que os convidados para a Última Ceia tenham comido um cardápio composto, na essência e como manda a tradição, por cordeiro assado, acompanhado de ervas amargas, pão ázimo e vinho. Mas, depois de um estudo minucioso da obra, parece que o cardápio é muito mais vegetariano, segundo se depreende de um relatório publicado pela revista Gastronómica.


Em um país de cultura carnívora, os elementos descritos anteriormente são de difícil compreensão e muitos consideram inclusive uma besteira este tipo de debate. Tem-se dificuldade de articular os conteúdos da crise climática, com o desmatamento, o desperdício de água e até mesmo os direitos dos animais.


É disseminado entre nós o hábito de comer carne, até mesmo cultural poder-se-ia afirmar. Como destaca Marly Winckler até o presidente Lula transformou a Granja do Torto em uma churrascaria. “Ele fez uma reforma enorme para ficar mais adequada ao consumo de carne”, diz. Basta atentar-se aos projetos de engenharia de construção de imóveis, a churrasqueira não pode faltar.


“Quem não quiser mudar, continue. Mas eu penso que quem diz querer um mundo melhor, tem que construí-lo. Esse mundo que temos é fruto da nossa ação. Ele não caiu do céu por descuido, e nós não estamos sujeitos a ele sem fazer nada. Quem quer um mundo melhor também é obrigado eticamente a promover mudanças nas suas atitudes. Essa (o vegetarianismo) é uma delas. Não tenho a menor dúvida de que não poderemos avançar muito como humanidade se não mudarmos a nossa dieta”, afirma Marly Winckler.


O biólogo Sérgio Greif insiste que apenas uma adoção em massa do vegetarianismo pode ser a solução para o conjunto dos problemas descritos anteriormente. Segundo ele, “O problema não deve se resumir à diminuição do consumo de carne, até porque a carne é apenas um dos problemas relacionados à pecuária. A população do mundo deve ser educada a se abster do consumo de todos os tipos de ingredientes de origem animal. A mensagem jamais deve ser para que as pessoas ‘comam menos carne’. A educação fornecida deve ser completa, de que as pessoas de fato se abstenham de produtos de origem animal”.


O ambientalista e coordenador do Portal EcoDebate, Henrique Cortez faz uma crítica ao consumo ético. Segundo ele “o que hoje se convenciona chamar de consumo ético deve ser encarado como conservador em relação à manutenção do modelo consumista. Assim posso consumir irrestritamente, porque me justifico através do consumo ético. É uma forma de ‘indulgência’ ao ‘pecado’ do consumo”, diz ele.


Em sua opinião, “o consumo ético só será transformador se ele questionar o modelo consumista, assumindo sua dimensão coletiva e política em relação ao modelo econômico, às formas de produção e ao sistema político de sustentação. É necessário questionar a quem serve este modelo e a quem beneficia”.


Algo semelhante afirma Isleide Arruda para quem o consumo ético como ato político “significa um ato de compra (ou não compra) no qual estão implícitas as preocupações do processo de consumir com os impactos que isso possa causar ao ambiente econômico, social ou cultural”. Ou seja, continua ela, “ele está circunscrito ao fato de que o consumidor pensa e se preocupa com os efeitos que uma escolha de compra gera aos outros e ao mundo externo como, por exemplo, com o tratamento despendido aos trabalhadores envolvidos na produção de um determinado produto, ou com os impactos ambientais que certos produtos causam”. No entanto, alerta a professora, “ele só se torna um consumo ético, no sentido político, na medida em que se condensa em um coletivo”.




O novo movimento social


“O pequeno avião sobrevoa uma paisagem fascinante de pastagens verdes entremeadas por trechos de floresta, mas Wayne Lindbergh mantém o olho colado em seu laptop. Abaixo, onde um mapa na tela do computador indica que havia floresta no ano passado, o descampado marrom revela uma queimada recente. ‘Tudo isso é novo, deste ano’, diz o integrante do Greenpeace, com fones de ouvido na cabeça enquanto aponta para a tela mostrando os mais recentes dados de satélite sobre desmatamento. Em breve, a área será pasto para milhares de cabeças de gado criados nesta fazenda no Pará, num exemplo do desmatamento ilegal atribuído pelos ambientalistas a pecuaristas”.


O relato acima é do jornalista Stuart Grudgings e descreve uma incursão do Greenpeace no Pará, região da Amazônia Legal, para averiguar novos focos de desmatamento. Aliando altíssima tecnologia, ações diretas, interlocução junto a empresas e governos, com forte apoio na sociedade e financiamento da sociedade, as organizações ambientalistas inserem-se no que se poderia denominar de novo movimento social, ou seja, organizações antenadas a novas questões sociais.


Segundo Marcelo Leite, “desde pelo menos a fundação da organização SOS Mata Atlântica, em 1986, o melhor do movimento ambientalista brasileiro busca um pacto firme e duradouro com a ciência. Os resultados estão aí, conhecidos e citados por todos”. Ele destaca que “os primeiros dados confiáveis sobre a destruição da floresta chuvosa que cobria a costa alcançada pelos portugueses em 1500 nasceram, em 1989, da parceria entre a SOS e o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). A parceria tinha por objeto usar imagens de satélite na composição de um atlas dos remanescentes florestais, como se começava a aplicar na época para a Amazônia. Assim se revelou que apenas 7% da mata atlântica sobreviveram. A única floresta que a maioria dos brasileiros conheceu e conhece está desaparecendo”.


O pesquisador destaca também o surgimento do ISA (Instituto Socioambiental), que até hoje publica, “a cada cinco anos, o indispensável volume Povos Indígenas no Brasil. Toda a cartografia agora é digital, o que habilita o ISA a fazer estudos detalhados inéditos, por exemplo sobre superposição de terras indígenas e unidades de conservação”.


De acordo com Marcelo Leite, “o caso da Amazônia, sempre o bioma mais controverso, impuseram-se no debate público ONGs como o Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) e o Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia). Ambas com sede em Belém, estão na vanguarda desse tipo inovador de ONG, dedicada a cavar, sistematizar e divulgar dados socioambientais que nem o governo detém”.


Os movimentos e organizações sociais tributárias da sociedade industrial, principalmente o movimento sindical e os partidos, bem como alguns movimentos sociais urbanos e rurais, poderiam aprender algo com o movimento ambientalista. Embora, nos últimos anos a agenda ambiental tenha entrado com força nos debates dessas organizações, ainda há dificuldade de assimilação e elaboração de novas estratégias de ação.

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publicado por Maluvfx às 15:10
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