Ética é o conjunto de valores, ou padrões, a partir dos quais uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões. A ética é importante por que respeita os outros e a dignidade humana.

Sábado, 25 de Agosto de 2012
"Sejam Pró-ativos: A Inação e a Indiferença Não São Opções" por Marc Bekoff
“Embora haja muitas pequenas e fáceis ações que possamos realizar para ajudar os animais, duas coisas que já não são aceitáveis são a inação e a indiferença. Atingimos o ponto em que já chega, ou na verdade, em que o que já chega é demasiado - causamos muitíssimo sofrimento e dor desnecessários no mundo. Existem canários em minas de carvão por todo o mundo a dizerem-nos que há algo de profundamente errado. 
O laureado Nobel e pacifista Elie Wiesel encoraja-nos: «Tomem partido. A neutralidade ajuda o opressor, nunca a vítima. O silêncio encoraja o torturador, nunca o torturado.» O silêncio é mortal para os animais. Há um sentido de urgência – o tempo não está a nosso favor. A indiferença sai muito cara. Temos de agir agora com compaixão e amor por este magnífico mundo.
Naturalmente, não deveremos deixar que a raiva nos guie. Temos de nos manter ativistas com compaixão, constantemente. É isso que nos dá verdadeiro impacto para influenciar os outros, mas também nos ajuda a nós mesmos. Sermos bondosos faz-nos sentir bem; é uma experiência profunda, e mesmo espiritual, espalhar a compaixão, a bondade e o amor. E também é contagioso. Temos de ser bondosos e simpáticos e cooperarmos uns com os outros, para podermos definir e trabalhar com objetivos comuns, mesmo quando discordarmos a respeito da via exata. Nunca poderemos ser demasiado bondosos, nem ninguém é perfeito. A humildade e a via para avançar é reconhecermos as nossas próprias imperfeições, mesmo quando procuramos a mudança nas ações dos outros. Devemos questionar a ação de uma pessoa e não atacarmos as pessoas em si.
Todos os dias, devemos procurar oportunidades para fazermos algo pelos animais e criarmos oportunidades para que os outros o façam. Quando o fizermos, precisamos de ser pacientes, pois, desde que estejamos a deslocar-nos na direção certa, as coisas melhorarão para os animais e para a Terra. Tal como vimos, o ativismo tem custos – como o assédio, a intimidação e a frustração - , mas estes são o preço de colocarmos as nossas crenças em ação para impedirmos a crueldade e salvarmos vidas. Protestem suave, mas insistentemente; mudem tanto as ações como os espíritos e os corações. As mudanças que são impostas têm em geral pouca duração e fazem pouca diferença.
Muitas vezes, são precisos numerosos esforços para acumular o ímpeto necessário para produzir as profundas modificações na atitude e no espírito que faz verdadeiramente a diferença. É importante ouvir todas as opiniões. Isto é importante para ajudar a encontrar e a resolver as causas na raiz dos problemas, mas é também uma tática inteligente. Temos de dominar os argumentos dos opositores.
Apenas conhecendo as táticas e os argumentos dos vossos opositores é que conseguirão montar uma ofensiva com sucesso. 
(...)
De facto, os problemas respeitantes aos animais são tão vastos que exigem soluções pró-ativas criativas mergulhadas em profunda humildade, compaixão, cuidado, respeito e amor. Não podemos permitir que as nossas preocupações e os nossos medos nos tornem inativos e pessimistas e não podemos ceder ao cinismo.
(...) 
Precisamos de nos concentrar em sermos positivos em tempos difíceis e desafiadores e não deixarmos que a nossa frustração nos leve a melhor. Temos de agir localmente e pensar globalmente. 
Finalmente, é essencial lembrar que cada indivíduo conta e que cada indivíduo faz a diferença. Tal como observa Margaret Mead: «Nunca duvidem de que um pequeno grupo de cidadãos refletidos e empenhados pode mudar o mundo. Na realidade, tem sido a única coisa que o tem conseguido.» É também importante lembrar que Gandhi tinha razão – por muito que as pessoas lutem contra vocês, se acreditarem no que estão a fazer, acabarão por vencer.”

Manifesto dos Animais” por Marc Bekoff (2010) (*)

MATP

(*)
Título: Manifesto dos Animais
Autor: Marc Bekoff

Marc Bekoff, o maior especialista do mundo em emoções animais, mostra-nos que melhorar a forma como tratamos os animais implica repensar muitas das nossas decisões diárias e «expandirmos a nossa pegada de compaixão». Demonstra que os animais experimentam um vasto leque de emoções, incluindo a empatia e a compaixão, e que sabem distinguir claramente o certo do errado. Impelido por imperativos morais e pelas realidades ambientais que nos pressionam, Bekoff apresenta seis razões essenciais para mudarmos a forma como tratamos os animais – estejam eles em quintas industriais, em laboratórios, em circos, ou na nossa natureza ameaçada:

1. Todos os animais partilham a Terra e temos de coexistir.
2. Os animais pensam e sentem.
3. Os animais têm e merecem compaixão.
4. A ligação origina respeito, a alienação origina desrespeito.
5. O nosso mundo não tem compaixão para com os animais.
6. Agir com compaixão ajuda todos os seres e o nosso mundo. Se os animais falassem, seria este, possivelmente, o seu Manifesto.


Sobre o autor:
MARC BEKOFF é professor de Ecologia e Biologia Evolucionária na Universidade do Colorado, Fellow da Animal Behavior Society e ex-Fellow Guggenheim. Em 2009, tornou-se membro do corpo docente da Humane Society University e professor residente do University of Denver’s Institute of Human-Animal Connection. Em 2000, foi-lhe atribuído o Exemplar Award da Animal Behavior Society, por contribuições fundamentais, a longo prazo, para a área do comportamento animal. Publicou mais de duzentos artigos científicos e 22 livros, incluindo A Vida Emocional dos Animais - publicado em Portugal também pela Estrela Polar. Em 2005, Marc foi distinguido com o Bank One Faculty Community Service Award, pelo trabalho que tem feito com crianças, cidadãos idosos e reclusos.


http://www.fnac.pt/Manifesto-dos-animais-Marc-Bekoff/a309226

http://www.psychologytoday.com/blog/animal-emotions/201205/animal-consciousness-and-science-matter

http://www.amazon.com/Marc-Bekoff/e/B000APNCC8/ref=ntt_athr_dp_pel_1/185-3155247-9901951

http://www.wook.pt/authors/detail/id/532537


publicado por Maluvfx às 13:26
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Sábado, 4 de Agosto de 2012
Entrada do touro na praça
“Depois de discutidos e sorteados por lotes, são novamente fechados em divisões escuras de onde só sairão para se cegarem de luz e do ruído da multidão. “
ABC da Tauromaquia de El Terrible Pérez, Edições VIC, 1944


publicado por Maluvfx às 13:35
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Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012
Como ser um Herbívoro Feliz
Sandra Guimarães é uma brasileira de Natal que vive em Belém, na Palestina, onde ela trabalha como voluntária, principalmente com saúde bucal de crianças e nutrição em campos de refugiados na cidade, e divulgando o veganismo através do seu blog PapaCapim.

“Eu estava estudando linguística em Paris quando virei vegana. Em uma manhã de domingo aparentemente inocente, sentada na minha cozinha enquanto imaginava receitas que respeitassem meu novo regime, eu vi a luz! Era isso que eu queria fazer: criar receitas veganas”, ela diz.

Sua ligação com a Palestina começou com uma visita quatro anos atrás quando ela passou três semanas passeando e fazendo trabalhos voluntários. “As coisas que vi aqui me marcaram tanto que percebi que seria impossível voltar para casa e continuar com a minha vida de antes. Foi então tomei a decisão mais inusitada da minha vida : me mudei para a Palestina e comecei a trabalhar como voluntária nos campos de refugiados.”

O blog é lindo e traz receitas deliciosas para ajudar qualquer pessoa a se tornar um herbívoro feliz. E para facilitar ainda mais a vida de seus leitores e aspirantes a uma vida sem crueldade, Sandra criou um e-book (um livro digital em forma de PDF) com as melhores receitas de seu blog e dicas preciosas de como fazer a transição do onivorismo para o herbivorismo.

Para conseguir uma cópia basta escrever para Sandra, que aceita doações de qualquer valor que podem ser feitas pelo Paypal ou por uma conta do Banco do Brasil aqui no país. O guia percorre 78 páginas e trata unicamente da questão da alimentação vegetal (por isso é o guia do “herbívoro” feliz e não do “vegano” feliz), com dicas pra sobreviver em um mundo (ainda)onívoro, além de informação sobre nutrição vegana, respostas pras perguntas que veganos escutam com mais frequência e 32 receitas (algumas básicas, outras mais elaboradas).

Além disso, Sandra está trabalhando em outro projeto editorial chamado Natural e Vegetal para a editora Caki Books. Segundo Sandra, a proposta do livro é mostrar que “natural não significa “natureba” e que não é preciso escolher entre adotar uma alimentação saudável ou desfrutar dos prazeres da mesa: é possível ter os dois ao mesmo tempo.” O livro vai reunir suas melhores receitas, a maioria inéditas, além de novas receitas, tudo ilustrado com fotos da própria Sandra. O lançamento está planejado para abril (e-book e versão impressa sob comanda).

Neste meio tempo, leiam o Herbívoro Feliz, que inclui os seguintes capítulos:

Introdução

• O que é o guia do herbívoro feliz?
• Por que herbívoro?
• Quem é quem: tipos de vegetarianos

1- Por onde começar
• Primeiros passos
• Sobrevivendo em uma família onívora
• Se prepare pra enfrentar o mundo onívoro: herbívoro fora de casa

2- Na prática
• A despensa do herbívoro
• Equipe sua cozinha
• Como substituir leite, creme, manteiga e ovos e veganizar qualquer receita
• Como preparar: -Leguminosas -Cereais -Legumes

3- Colocando a mão na massa
• Leite, creme e queijo vegetal
• Café da manhã
• Pratos principais
• Saladas, molhos e pastas
• Sopas
• Doçuras

4- Princípios básicos de nutrição vegana
• Onde encontrar proteína, ferro, cálcio, ômega 3 e B12
• Como compor um cardápio vegetal equilibrado

5- Perguntas frequentes e mitos sobre veganismo

Serviço:

Fazer o depósito via Paypal para papacapimveg@gmail.com com a mensagem: “Quero o meu livro”. As contribuições voluntárias podem variar de “R$1 a R$1 milhão.”
Depósito no Banco do Brasil: Agência 1668-3 Conta Corrente 24281-0 Titular da conta: José Paulo S. de Carvalho

via Lobo Repórter


publicado por Maluvfx às 17:17
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Terça-feira, 17 de Janeiro de 2012
Natalie Portman vai adaptar ao cinema «Comer Animais», um livro de Jonathan Safran Foer
natalie.jpgNuma entrevista realizada ao site francês Chap (e “desenterrada” pelo The Playlist) o escritor norte-americano Jonathan Safran Foer, autor de obras como «Everything is Illuminated» e «Extremely Close and Extremely Loud» (Extremamente Alto, Incrivelmente Perto) adianta que Natalie Portman vai realizar um documentário baseado no seu livro não ficcional «Eating Animals», editado em Portugal com o nome «Comer Animais».


Portman, que já tinha realizado o segmento «Eve» em «New York, I Love You», contactou mesmo com Foer a demonstrar essa intenção, demonstrando uma visão muito pessoal sobre a obra. O próprio autor confirma na entrevista que irá ajudar a «atriz» na adaptação, mas que o trabalho vai seguir a visão de Portman, uma vegetariana convicta, que estaria então numa fase muito preliminar dos trabalhos.

Aqui deixamos a descrição do livro que encontramos no site da Fnac:

«À semelhança de muitos jovens, Jonathan Safran Foer passou grande parte da sua adolescência e dos anos de universidade alternando entre o ser um carnívoro entusiasta e um vegetariano ocasional. Quando se tornou marido de alguém, e depois pai, as dimensões morais da alimentação tornaram-se cada vez mais importantes para ele. Encarando a perspetiva de ter de explicar por que razão comemos uns animais e não outros, Foer dispôs-se a explorar as origens de muitas tradições alimentares e as ficções que ajudaram a criá-las. Viajando para os recantos mais escuros dos nossos hábitos alimentares, Foer levanta a questão silenciosa que está por trás de cada peixe que comemos, de cada frango que fritamos e de cada hambúrguer que grelhamos. Em parte memórias e em parte relatório de investigação, "Comer Animais" é um livro que, nas palavras do 'Los Angeles Times', senta Jonathan Safran Foer «à mesa com os nossos melhores filósofos». Ao contrário da maioria dos outros livros sobre o assunto, este também explora as possibilidades para aqueles que comem carne, para que o façam com mais responsabilidade, fazendo deste um livro importante não apenas para vegetarianos, mas para qualquer pessoa que esteja preocupada com as ramificações e o significado do seu estilo de vida.»

Jorge Pereira

C7NEMA


publicado por Maluvfx às 15:59
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Domingo, 1 de Janeiro de 2012
Um Feliz 2012 a todos os ANIMAIS, Humanos e Não Humanos!

“Pessoas como eu – que acreditam em direitos animais – sentem, em relação a águias, elefantes, porcos e toninhas, a mesma coisa que a maioria sente em relação a gatos e cães. Não me entenda mal. Nós, defensores dos direitos animais, não queremos porcos dormindo nas nossas camas nem elefantes guiando nossos carros. Não queremos fazer desses animais nossos “bichinhos de estimação”. O que nós queremos é mais simples: só queremos que as pessoas parem de fazer coisas terríveis com eles.”

do livro JAULAS VAZIAS,
REGAN, Tom. Jaulas vazias: encarando o desafio dos direitos animais. Tradução de Regina Rheda. Revisão técnica Sônia Felipe, Rita Paixão. Porto Alegre, RS: Lugano, 2006. p. 3.

Vista-se


publicado por Maluvfx às 21:20
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Segunda-feira, 13 de Junho de 2011
Porque Adoramos Cães, Comemos Porcos e Vestimos Vacas?
Melanie Joy, Ph.D (Doutorada em Psicologia), Ed.M (Mestre em Educação), é psicóloga social e autora do livro "Why We Love Dogs, Eat Pigs, and Wear Cows" (Porque Adoramos Cães, Comemos Porcos e Vestimos Vacas), que explora a ideologia por detrás do consumo de carne e o porquê de alguns animais serem considerados animais de companhia, enquanto que outros são considerados alimento. A Dra. Joy é professora de Psicologia na Universidade de Massachusetts, em Boston, e tem vindo a estudar a psicologia do especismo desde há vários anos.


O que é o Carnismo?
carnismo é um sistema de crenças invisível, ou uma ideologia, que condiciona as pessoas a comer (certos) animais. O carnismo é, essencialmente, o oposto do vegetarianismo ou do veganismo; "carn" significa "carne" ou da carne" e "ismo" denota um sistema de crenças. A maioria das pessoas vê o consumo de animais como um dado adquirido em vez de uma escolha; em culturas que consomem carne, por todo o mundo, as pessoas tipicamente não pensam sobre o porquê de acharem a carne de alguns animais repugnante e a carne de outros animais apetitosa, ou sequer sobre o porquê de comerem animais. Mas quando comer animais não é uma necessidade para a sobrevivência, tal como no caso da maioria da população actual, constitui-se como uma escolha – e as escolhas derivam sempre de sistemas de crença.
Reconhecemos que não comer animais deriva de um sistema de crenças; o vegetarianismo foi nomeado há séculos atrás. Em conformidade, não nos referimos aos vegetarianos como "consumidores de plantas", uma vez que compreendemos que comer plantas reflecte uma ideologia implícita, na qual o consumo de animais não é ético nem apropriado. No entanto, continuamos a referir-nos aos "não-vegetarianos" como "consumidores de carne", como se o acto de comer animais estivesse separado de um sistema de crenças, como se os vegetarianos fossem os únicos a levar para a mesa do jantar o seu sistema de crenças. Porém, a maioria das pessoas come porcos mas não come cães, isto porque possui um sistema de crenças no que respeita a comer animais.
Então porque é que o carnismo tem continuado sem nome até agora? Uma razão é porque, simplesmente são mais fáceis de identificar as ideologias que saem da norma. Uma razão ainda mais importante é porque o carnismo é uma ideologia dominante - uma ideologia de tal modo difundida e interiorizada que os seus princípios são considerados senso comum, “a maneira como as coisas são”, em vez de serem considerados um conjunto de opiniões mantidas pela maioria das pessoas. O carnismo é também uma ideologia violenta e exploradora; organiza-se em torno de uma violência intensiva, extensiva e desnecessária, e em torno da exploração dos animais. Até a produção da chamada carne com um tratamento mais humano (e outros produtos de origem animal), que constitui uma pequeníssima percentagem da carne produzida actualmente, explora os animais e envolve crueldade. Os princípios do carnismo contrariam os valores de base da maioria das pessoas que não estaria disposta, de outra forma, a apoiar a exploração de outros ou a permitir tal violência para com seres sencientes. Assim, o carnismo, à semelhança e outras ideologia violentas e exploradoras, tem que se esconder para garantir a participação da população; sem o apoio popular, o sistema entraria em colapso.


Omnívoro, Carnívoro e Carnista
Assim como “consumidores de carne” é uma expressão imprecisa e enganadora para descrever aqueles que não são vegetarianos, também o são os outros termos commumente usados tais como “omnívoro” e “carnívoro”. Estes termos reforçam a assunção de que comer animais é natural, um dos mitos mais interiorizados e convincentes, que é usado para justificar o carnismo. “Omnívoro” e “carnívoro” descrevem a disposição fisiológica e não a escolha ideológica de cada um: um omnívoro é um animal, humano ou não, que consegue ingerir tanto matéria animal como vegetal e um carnívoro é um animal que precisa de ingerir carne para sobreviver.
Pelas razões mencionadas acima, “carnista” é o termo mais adequado para descrever aqueles que comem animais. “Carnista” não é um termo com uma intenção pejorativa; tem apenas um propósito descritivo, para descrever quem age de acordo com os princípios do carnismo – tal como “capitalista”, “budista”, “socialista”, “crudivorista”, por exemplo, descrevem aqueles que agem em conformidade com uma ideologia em particular. Se temos um nome para os vegetarianos, faz todo o sentido termos um nome para aqueles cujos comportamentos reflectem o sistema de crenças oposto. “Carnista,” no entanto, difere dos outros “istas” atrás referidos porque a maioria dos carnistas não sabe que é de facto carnista, uma vez que o carnismo é invisível. Muitas pessoas são essencialmente, carnistas inadvertidas; tal é o paradoxo de ser carnista. E apesar de “carnista” ter sido criado simplesmente por uma questão de exactidão, o termo pode ser encarado como ofensivo – muito provavelmente porque, num certo nível, as pessoas consideram ofensiva a desnecessidade de matar e de consumir animais.


Defesas Carnísticas
As ideologia como o carnismo mantêm-se vivas ensinando-nos a não pensar ou a não sentir quando seguimos o que ditam, e uma das principais formas de fazerem isto é usando um conjunto de mecanismos que operam tanto ao nível social como psicológico. As “defesas carnísticas” escondem as contradições entre os nossos valores e os nossos comportamentos, permitindo-nos fazer excepções aquilo que normalmente consideraríamos ético.
A principal defesa do sistema é a invisibilidade e a principal forma da ideologia ficar invisível é permanecendo não-nomeada: se não a nomearmos, não a vemos, e se não a virmos, não podemos falar sobre ela ou questioná-la. Mas não só a própria ideologia é invisível, como também o são as vítimas do sistema: os triliões de animais de produção pecuária que são mantidos fora de vista e dessa forma, convenientemente afastados da consciência pública; a contínua degradação ambiental; a exploração dos trabalhadores dos matadouros e dos embaladores de carne; e os consumidores de carne que têm cada vez um maior risco de padecer das doenças mais graves do mundo industrializado e que têm sido continuamente condicionados a desligarem-se, psicologicamente e emocionalmente, da verdade da sua experiência no que diz respeito a comer animais.
Mas a invisibilidade é apenas a primeira linha de defesa na fortaleza do carnismo; é impossível obscurecer completamente a verdade. Assim, quando a invisibilidade inevitavelmente falha, o sistema precisa de um suporte. Consequentemente, o carnismo ensina-nos a justificar o facto de comermos animais, e ele fá-lo apresentando os mitos da carne (e de outros produtos animais), como se fossem os factos sobre a carne, promovendo os Três Ns da Justificação: comer animais é normal, natural e necessário. Os Três Ns estão institucionalizados – são incluídos e mantidos por todas as grandes instituições sociais, desde a família ao estado – e, talvez não surpreendentemente, têm sido evocadas ao longo da história para justificar outras ideologias exploradoras e violentas (ex. escravatura, domínio masculino, etc.).
O carnismo também se defende a ele próprio através da distorção das nossas percepções sobre a carne e os animais de forma a podermos sentir-nos confortáveis o suficiente para os comermos. Aprendemos, por exemplo, a ver os animais de produção pecuária como objectos (ex. referimo-nos às galinhas como algo em vez de alguém) e como abstracções, desprovidos de qualquer individualidade e personalidade (ex. um porco é um porco e todos os porcos são iguais), e para criar categorias rígidas nas nossas mentes de forma a podermos acolher sentimentos e comportamentos muito distintos relativamente às várias espécies (ex. a carne de vaca é deliciosa e a carne de cão é repulsiva; as vacas são para comer e os cães são nossos amigos).
Existem mais defesas que sobrepõem e reforçam as mencionadas aqui, mas todas as defesas servem um único propósito: bloquear a nossa sensibilidade e empatia no que toca aos animais de produção pecuária e aos produtos produzidos pelos seus corpos. Tendo consciência das defesas carnísticas, porém, somos menos vulneráveis à sua influência; somos capazes de sair do sistema e de olhar a questão de comer animais com os nossos próprios olhos, em vez de olharmos pelas lentes do carnismo.

Autoria: Dra. Melanie Joy
Fonte:Carnism Awareness and Action Network (CAAN)
Tradução: Sílvia Ferreira


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Porque Adoramos Cães, Comemos Porcos e Vestimos Vacas?
Melanie Joy, Ph.D (Doutorada em Psicologia), Ed.M (Mestre em Educação), é psicóloga social e autora do livro "Why We Love Dogs, Eat Pigs, and Wear Cows" (Porque Adoramos Cães, Comemos Porcos e Vestimos Vacas), que explora a ideologia por detrás do consumo de carne e o porquê de alguns animais serem considerados animais de companhia, enquanto que outros são considerados alimento. A Dra. Joy é professora de Psicologia na Universidade de Massachusetts, em Boston, e tem vindo a estudar a psicologia do especismo desde há vários anos.


O que é o Carnismo?
carnismo é um sistema de crenças invisível, ou uma ideologia, que condiciona as pessoas a comer (certos) animais. O carnismo é, essencialmente, o oposto do vegetarianismo ou do veganismo; "carn" significa "carne" ou da carne" e "ismo" denota um sistema de crenças. A maioria das pessoas vê o consumo de animais como um dado adquirido em vez de uma escolha; em culturas que consomem carne, por todo o mundo, as pessoas tipicamente não pensam sobre o porquê de acharem a carne de alguns animais repugnante e a carne de outros animais apetitosa, ou sequer sobre o porquê de comerem animais. Mas quando comer animais não é uma necessidade para a sobrevivência, tal como no caso da maioria da população actual, constitui-se como uma escolha – e as escolhas derivam sempre de sistemas de crença.
Reconhecemos que não comer animais deriva de um sistema de crenças; o vegetarianismo foi nomeado há séculos atrás. Em conformidade, não nos referimos aos vegetarianos como "consumidores de plantas", uma vez que compreendemos que comer plantas reflecte uma ideologia implícita, na qual o consumo de animais não é ético nem apropriado. No entanto, continuamos a referir-nos aos "não-vegetarianos" como "consumidores de carne", como se o acto de comer animais estivesse separado de um sistema de crenças, como se os vegetarianos fossem os únicos a levar para a mesa do jantar o seu sistema de crenças. Porém, a maioria das pessoas come porcos mas não come cães, isto porque possui um sistema de crenças no que respeita a comer animais.
Então porque é que o carnismo tem continuado sem nome até agora? Uma razão é porque, simplesmente são mais fáceis de identificar as ideologias que saem da norma. Uma razão ainda mais importante é porque o carnismo é uma ideologia dominante - uma ideologia de tal modo difundida e interiorizada que os seus princípios são considerados senso comum, “a maneira como as coisas são”, em vez de serem considerados um conjunto de opiniões mantidas pela maioria das pessoas. O carnismo é também uma ideologia violenta e exploradora; organiza-se em torno de uma violência intensiva, extensiva e desnecessária, e em torno da exploração dos animais. Até a produção da chamada carne com um tratamento mais humano (e outros produtos de origem animal), que constitui uma pequeníssima percentagem da carne produzida actualmente, explora os animais e envolve crueldade. Os princípios do carnismo contrariam os valores de base da maioria das pessoas que não estaria disposta, de outra forma, a apoiar a exploração de outros ou a permitir tal violência para com seres sencientes. Assim, o carnismo, à semelhança e outras ideologia violentas e exploradoras, tem que se esconder para garantir a participação da população; sem o apoio popular, o sistema entraria em colapso.


Omnívoro, Carnívoro e Carnista
Assim como “consumidores de carne” é uma expressão imprecisa e enganadora para descrever aqueles que não são vegetarianos, também o são os outros termos commumente usados tais como “omnívoro” e “carnívoro”. Estes termos reforçam a assunção de que comer animais é natural, um dos mitos mais interiorizados e convincentes, que é usado para justificar o carnismo. “Omnívoro” e “carnívoro” descrevem a disposição fisiológica e não a escolha ideológica de cada um: um omnívoro é um animal, humano ou não, que consegue ingerir tanto matéria animal como vegetal e um carnívoro é um animal que precisa de ingerir carne para sobreviver.
Pelas razões mencionadas acima, “carnista” é o termo mais adequado para descrever aqueles que comem animais. “Carnista” não é um termo com uma intenção pejorativa; tem apenas um propósito descritivo, para descrever quem age de acordo com os princípios do carnismo – tal como “capitalista”, “budista”, “socialista”, “crudivorista”, por exemplo, descrevem aqueles que agem em conformidade com uma ideologia em particular. Se temos um nome para os vegetarianos, faz todo o sentido termos um nome para aqueles cujos comportamentos reflectem o sistema de crenças oposto. “Carnista,” no entanto, difere dos outros “istas” atrás referidos porque a maioria dos carnistas não sabe que é de facto carnista, uma vez que o carnismo é invisível. Muitas pessoas são essencialmente, carnistas inadvertidas; tal é o paradoxo de ser carnista. E apesar de “carnista” ter sido criado simplesmente por uma questão de exactidão, o termo pode ser encarado como ofensivo – muito provavelmente porque, num certo nível, as pessoas consideram ofensiva a desnecessidade de matar e de consumir animais.


Defesas Carnísticas
As ideologia como o carnismo mantêm-se vivas ensinando-nos a não pensar ou a não sentir quando seguimos o que ditam, e uma das principais formas de fazerem isto é usando um conjunto de mecanismos que operam tanto ao nível social como psicológico. As “defesas carnísticas” escondem as contradições entre os nossos valores e os nossos comportamentos, permitindo-nos fazer excepções aquilo que normalmente consideraríamos ético.
A principal defesa do sistema é a invisibilidade e a principal forma da ideologia ficar invisível é permanecendo não-nomeada: se não a nomearmos, não a vemos, e se não a virmos, não podemos falar sobre ela ou questioná-la. Mas não só a própria ideologia é invisível, como também o são as vítimas do sistema: os triliões de animais de produção pecuária que são mantidos fora de vista e dessa forma, convenientemente afastados da consciência pública; a contínua degradação ambiental; a exploração dos trabalhadores dos matadouros e dos embaladores de carne; e os consumidores de carne que têm cada vez um maior risco de padecer das doenças mais graves do mundo industrializado e que têm sido continuamente condicionados a desligarem-se, psicologicamente e emocionalmente, da verdade da sua experiência no que diz respeito a comer animais.
Mas a invisibilidade é apenas a primeira linha de defesa na fortaleza do carnismo; é impossível obscurecer completamente a verdade. Assim, quando a invisibilidade inevitavelmente falha, o sistema precisa de um suporte. Consequentemente, o carnismo ensina-nos a justificar o facto de comermos animais, e ele fá-lo apresentando os mitos da carne (e de outros produtos animais), como se fossem os factos sobre a carne, promovendo os Três Ns da Justificação: comer animais é normal, natural e necessário. Os Três Ns estão institucionalizados – são incluídos e mantidos por todas as grandes instituições sociais, desde a família ao estado – e, talvez não surpreendentemente, têm sido evocadas ao longo da história para justificar outras ideologias exploradoras e violentas (ex. escravatura, domínio masculino, etc.).
O carnismo também se defende a ele próprio através da distorção das nossas percepções sobre a carne e os animais de forma a podermos sentir-nos confortáveis o suficiente para os comermos. Aprendemos, por exemplo, a ver os animais de produção pecuária como objectos (ex. referimo-nos às galinhas como algo em vez de alguém) e como abstracções, desprovidos de qualquer individualidade e personalidade (ex. um porco é um porco e todos os porcos são iguais), e para criar categorias rígidas nas nossas mentes de forma a podermos acolher sentimentos e comportamentos muito distintos relativamente às várias espécies (ex. a carne de vaca é deliciosa e a carne de cão é repulsiva; as vacas são para comer e os cães são nossos amigos).
Existem mais defesas que sobrepõem e reforçam as mencionadas aqui, mas todas as defesas servem um único propósito: bloquear a nossa sensibilidade e empatia no que toca aos animais de produção pecuária e aos produtos produzidos pelos seus corpos. Tendo consciência das defesas carnísticas, porém, somos menos vulneráveis à sua influência; somos capazes de sair do sistema e de olhar a questão de comer animais com os nossos próprios olhos, em vez de olharmos pelas lentes do carnismo.

Autoria: Dra. Melanie Joy
Fonte:Carnism Awareness and Action Network (CAAN)
Tradução: Sílvia Ferreira


publicado por Maluvfx às 12:23
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Quinta-feira, 29 de Julho de 2010
A Obesidade Mental - Andrew Oitke
O prof. Andrew Oitke publicou o seu polémico livro «Mental Obesity», que
revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral.
Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o conceito
em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema da sociedade
moderna.
«Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos
do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada.
Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação e
conhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses.»
Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos
que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de
carbono.
As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos
tacanhos, condenações precipitadas.
Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada..
Os cozinheiros desta magna "fast food" intelectual são os jornalistas e
comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e
realizadores de cinema.
Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas e
romances são os donuts da imaginação.»
O problema central está na família e na escola.
«Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se
comerem apenas doces e chocolate.
Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta
mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e
telenovelas.
Com uma «alimentação intelectual» tão carregada de adrenalina, romance,
violência e emoção, é normal que esses jovens nunca consigam depois uma
vida saudável e equilibrada.»
Um dos capítulos mais polémicos e contundentes da obra, intitulado "Os
Abutres", afirma:
«O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de
reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações
humanas.
A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e
manipular.»
O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade
fervilhante, para se centrarem apenas no lado polémico e chocante.
«Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.»
Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura.

«O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades.
Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi
Kennedy.
Todos dizem que a Capela Sistina tem tecto, mas ninguém suspeita para que
é que ela serve.
Todos acham que Saddam é mau e Mandella é bom, mas nem desconfiam
porquê.
Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um
cateto».
As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras.
«Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes
realizações do espírito humano estejam em decadência.
A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura
banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil, paradoxal ou doentia.
Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo.
Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da
civilização, como tantos apregoam.
É só uma questão de obesidade.
O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos.
O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos. Precisa sobretudo de dieta mental.»


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A Obesidade Mental - Andrew Oitke
O prof. Andrew Oitke publicou o seu polémico livro «Mental Obesity», que
revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral.
Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o conceito
em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema da sociedade
moderna.
«Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos
do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada.
Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação e
conhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses.»
Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos
que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de
carbono.
As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos
tacanhos, condenações precipitadas.
Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada..
Os cozinheiros desta magna "fast food" intelectual são os jornalistas e
comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e
realizadores de cinema.
Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas e
romances são os donuts da imaginação.»
O problema central está na família e na escola.
«Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se
comerem apenas doces e chocolate.
Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta
mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e
telenovelas.
Com uma «alimentação intelectual» tão carregada de adrenalina, romance,
violência e emoção, é normal que esses jovens nunca consigam depois uma
vida saudável e equilibrada.»
Um dos capítulos mais polémicos e contundentes da obra, intitulado "Os
Abutres", afirma:
«O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de
reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações
humanas.
A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e
manipular.»
O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade
fervilhante, para se centrarem apenas no lado polémico e chocante.
«Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.»
Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura.

«O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades.
Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi
Kennedy.
Todos dizem que a Capela Sistina tem tecto, mas ninguém suspeita para que
é que ela serve.
Todos acham que Saddam é mau e Mandella é bom, mas nem desconfiam
porquê.
Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um
cateto».
As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras.
«Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes
realizações do espírito humano estejam em decadência.
A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura
banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil, paradoxal ou doentia.
Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo.
Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da
civilização, como tantos apregoam.
É só uma questão de obesidade.
O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos.
O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos. Precisa sobretudo de dieta mental.»


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Quarta-feira, 28 de Julho de 2010
Livro gratuito de culinária vegana: Quitutes do Rafa

Clique aqui e baixe este livro gratuitamente em formato PDF
Fonte: Guia Vegano
Via Vista-se


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