Ética é o conjunto de valores, ou padrões, a partir dos quais uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões. A ética é importante por que respeita os outros e a dignidade humana.

Terça-feira, 23 de Outubro de 2012
"Secretário de Estado diz que um caçador é um bom conservacionista"
"Um caçador é obrigatoriamente um bom conservacionista" 

"Não podemos ter preconceitos relativamente a essas tradições (tourada), que fazem parte do povo e fazem parte do país"


Vasco Reis:
Exploração desenfreada dos recursos, do ambiente, da floresta, da tranquilidade, dos animais chamados cinegéticos, dos cavalos para corridas e apostas, dos touros e cavalos nas touradas e a encoberto, etc. Que saque do território, dos animais, das pessoas. Que país martirizado!


André Silva:
A estirpe que nos governa, seja nas finanças, na cultura, na educação, na agricultura, na saúde, ou nas florestas e natureza mede-se toda pela mesma bitola. Importa o lucro, o compadrio de famílias e associações. O bem comum, o bem de tudo e de todos não é pensado nem colocado em prática. Estes senhores, e todos os que têm governado o país nos últimos 40 anos têm que sair.

Zé Maria Miranda:
... o ex.mo S.E. devia de estar a pensar neste: 

Roberto Rico (Roberto R. Mt Noudar)


Campelo considera que a caça tem uma receita potencial forte.
Foto: Enric Vives-Rubio 
Daniel Campelo, governante responsável pelas florestas e conservação da natureza, assegura que nada está decidido quanto à abertura de portas à extensão do eucalipto no país.

No meio das pilhas de papéis que cobrem a ampla secretária de Daniel Campelo, há um documento, num dos cantos, que se destaca: uma proposta para regulamentar as apostas hípicas. É um jogo como outro qualquer, diz o secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, mas com o condão de impulsionar toda a indústria à volta do cavalo. Campelo, 52 anos, é quem está agora também à frente da conservação da natureza. Não é um novato, tendo criado, quando era presidente da Câmara de Ponte de Lima, a Paisagem Protegida da Lagoa de Bertiandos e São Pedro de Arcos. Agora, o secretário de Estado quer uma área protegida em cada concelho, gerida pelos próprios municípios.

Não se sentiu um peixe fora de água quando foi convidado para assumir a pasta da Conservação da Natureza?

Não. É uma área que sempre gostei, onde tenho algumas experiências. Mas há muitas coisas novas.

Quando foi anunciado que a conservação da natureza ficaria com as florestas, houve pessoas preocupadas que um sector ficasse submetido ao outro. A fusão está a funcionar?

É um processo gradual e lento. Uma coisa é o processo administrativo e esse está consumado com a aprovação da lei orgânica – há agora uma fase que é a de aprovação dos estatutos que ainda não está terminada – e depois há o processo de criação de ligações, a chamada “química” institucional. Faz toda a lógica a fusão destas áreas porque não é possível ter conservação da natureza sem o envolvimento dos agentes que trabalham a terra, a floresta, a caça.

Pode dar exemplos?

A prevenção e o combate a fogos florestais. Nas áreas protegidas, esse trabalho era feito pelo Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB). Agora, o esforço é feito com todos os meios humanos e materiais da antiga Autoridade Florestal e do antigo ICNB. Em algumas zonas, havia quem tivesse dotação para combustível mas não tinha viaturas e noutros locais era ao contrário.

Um dos focos de tensão entre as duas áreas é o código de arborização. Há o receio de que os interesses da floresta produtiva se sobreponham.

O receio é legítimo. Este é um projecto apresentado à discussão pública e há a preocupação em responder a constrangimentos identificados: a excessiva burocracia, o tempo excessivo para o licenciamento, as excessivas entidades a consultar. Há alguma polémica sobre como isso se pode fazer no futuro, sobre a possibilidade de não haver controlo sobre o que os proprietários vão plantar. A discussão é para sinalizar todas essas situações para que haja um documento que seja o mais consensual possível. Na segunda fase, o Governo irá olhar para o que resultar da discussão pública e terá de fazer um debate com outros organismos e depois elaborará o documento final.

Havendo Planos Regionais de Ordenamento Florestal (PROF) e estando a rever-se os Planos Directores Municipais (PDM) porque não definir logo as áreas onde plantar e o que é que se pode plantar, evitando-se a burocracia?

Os PROF já estão desajustados da realidade e foram suspensos até 2013. É preciso que haja instrumentos de gestão racional que tenha em conta a realidade. Estamos empenhados na revisão de pacotes legislativos na área da floresta e da conservação que visa fazer essa adaptação. Precisamos de estimular. Não basta ter mecanismos financeiros no Programa de Desenvolvimento Rural (Proder) se depois não houver formas de aproveitamento desse dinheiro.

O que tem acontecido em vários quadros comunitários de apoio é que o dinheiro para as florestas não é todo utilizado.

É verdade. Resulta de um programa mal ajustado à realidade nacional mas também da atitude dos proprietários pois torna-se mais barato abandonar do que gerir o espaço. Temos de criar mecanismos em que se torne mais caro abandonar a floresta do que geri-la ou entregar a gestão. É o que procuramos com a bolsa de terras. Quem gere não paga ou tem uma redução e quem não gere tem de pagar.

Mas esses benefícios só serão atribuídos depois da troika.

Sim, por causa do memorando de entendimento. Mas são só dois anos. E depois de ter sido feito o cadastro. Sem isso, todos os mecanismos são difíceis de implementar.

Já ouvimos isso de vários governantes.

Em Abril, foram criadas duas comissões: uma para fazer o cadastro e outra para a gestão activa do espaço rural e florestal. Não posso falar pelo passado. O cadastro é a ferramenta mais importante de gestão do território. Espero que este governo consiga, pelo menos, dar início a esse processo.

O cadastro é um trabalho monstruoso.

Estamos a estudar mecanismos que nos permitam fazer esse trabalho com menos peso e custo do que estava previsto. É melhor ter um cadastro com alguma imperfeição do que não ter nenhum. Há muita coisa já feita, não está é integrada. Vamos começar por aí.

Que floresta quer o Governo para o país? Prevê uma expansão dos eucaliptos?

O mais importante é tirar partido da área florestal já existente pelo melhor ordenamento. Podemos aumentar a produtividade florestal em até 300% só pela gestão da propriedade. Temos ainda um milhão e meio de hectares de áreas abandonadas, incultas e alguns matos.

A ideia é expandir a floresta?

A ideia é aproveitar essas áreas com potencial florestal e geri-las em nome da sustentabilidade ambiental, económica e social. Há áreas florestais que não têm procura comercial e não vão ser os produtores a plantar essas áreas se não houver incentivos. Não podemos convencer o produtor a fazer uma coisa que ninguém compra. Mas há necessidade de plantar floresta que não tem retorno nos mercados mas presta serviços ambientais. Essa é uma das nossas lutas na negociação dos fundos comunitários 2014-2020.

Para essa área de um milhão e meio de hectares, há metas estabelecidas para cada uma das espécies?

Quem tem de dizer isso são os planos de ordenamento florestal. Os solos não são iguais. Tudo tem de ser ajustado ao potencial que o solo e o clima têm para as plantas.

Gostaria que houvesse mais áreas protegidas?

A área protegida em Portugal é das maiores na Europa em termos percentuais – temos cerca de 22%. Temos uma boa área com garantias de protecção, queremos aumentá-la, mas não queremos criar um problema de gestão. Não basta dizer: “aqui é proibido”. As pessoas não aceitam e depois contestam.

Os próprios autarcas contestam...

Os autarcas e as pessoas.

Mas há uma animosidade de muitos autarcas contra as áreas protegidas...

Fui reunir-me com os agentes principais do Parque Nacional da Peneda Gerês, onde há conflitos antigos com esse tipo de atitude. E até há quem diga que as pessoas por raiva estragam as coisas, põem fogo, etc. Isto não pode acontecer, eles são os próprios interessados em que isso corra bem. Então temos de lhes dar responsabilidades. Há riscos? Há. Mas também há riscos quando fechamos e bloqueamos o acesso das pessoas a uma partilha. Essas áreas podem aumentar por essa estratégia: os municípios aumentam as áreas protegidas, mas empenham-se e comprometem-se com a sua gestão, directa ou indirectamente.

Tem dito que gostaria de ter uma área protegida em cada concelho. O que está a fazer para ajudar as autarquias?

Estamos a tentar motivar e estamos a ter resultados. Há municípios que começaram a descobrir esta possibilidade. Até aqui tinha de ser feito por portaria governamental e agora é uma simples decisão do município, que pode identificar um valor ou uma área a proteger, definir as regras, classificar e gerir. Cada um há-de entender no seu município qual é a especificidade da área que quer proteger e o que quer fazer dessa protecção, se quer fazer uma coisa mais turística, mais científica ou mais educativa.

Vão dar incentivos concretos às câmaras?

Gostaria que aumentasse o grau de diferenciação positiva para estas situações. Isto pode levar a uma mancha de óleo de preocupações de conservação ambiental, conservação da natureza, de valores rurais. Esses equipamentos têm muitas vezes auto-sustentabilidade económica. Essa estratégia existe noutros países onde organizações da sociedade civil podem ser responsáveis pela gestão de bens protegidos. Nós também queremos fazer isso em Portugal. Por que é que as áreas protegidas não hão-de ter uma partilha de gestão com outras entidades, porque é que há-de ser uma coisa só do Estado?

Já houve várias tentativas, por exemplo, com as câmaras no conselho directivo das áreas protegidas...

Não sei se houve. Estamos hoje a tentar que isto seja uma realidade e até passar equipamentos que estão sob a gestão do Estado para as autarquias ou entidades.

Que tipo de equipamentos?

Dormidas, visitação, as casas dos parques. Estamos a lançar estes desafios aos municípios.

Mas isto era um programa que o próprio Instituto da Conservação da Natureza estava a desenvolver, a recuperação e o aluguer das casas dos parques.

Em alguns sítios, o ICN interveio, recuperou e depois fechou as casas.

E os serviços florestais? Também têm casas espalhadas pelo país inteiro.

Já entregámos várias casas, delegámos a sua gestão a outras entidades que estão na proximidade. E gostaria que isso fosse acelerado, para evitar a degradação de património que está fechado, que tem um aproveitamento inútil. Um exemplo noutro domínio: o dos viveiros florestais e aquícolas. Estamos neste momento num processo de contratualizar com municípios a activação desses espaços para fins pedagógicos, ambientais e para fins de exploração.

Estes equipamentos têm sido entregues para turismo?

Os que estão programados para turismo da natureza podem continuar nessa modalidade. Ou para centros de interpretação ambiental ou para actividades lúdicas ou para apoio por exemplo às associações de caça, que também têm um papel importante no ordenamento florestal.

Existe uma imagem de que o caçador é antinatureza. Qual é a sua opinião?

A caça é uma das actividades mais antigas do mundo e é uma das mais antigas na floresta. Um caçador é obrigatoriamente um bom conservacionista. A caça, se for bem gerida e bem ordenada, é uma actividade perfeitamente enquadradora na exploração da floresta. É por isso que digo que não há conservação possível sem o envolvimento desses agentes. O maior programa em curso, o de reintrodução do lince, só tem possibilidade de ter sucesso se houver um compromisso entre os agricultores, os agentes florestais e os caçadores. A caça tem uma receita potencial muito forte. Há concelhos que vivem muito à custa da caça e dos caçadores.

Sabemos que quer reintroduzir corridas de cavalos urbanas em Portugal. O que é que está na forja?

Portugal e o Luxemburgo são os únicos países europeus onde não há apostas hípicas. É um jogo como outro qualquer. Mas as apostas hípicas [sustentam] o desenvolvimento rural. Portugal tem as melhores condições na Europa de clima, de pastagens e de mão-de-obra para poder ter uma fileira do cavalo forte, que é uma indústria muito potente em toda a Europa. As corridas são um motor económico para justificar o crescimento desta indústria.

Mas nem coudelaria de Alter consegue ser rentável...

Alter é uma peça que pode beneficiar deste sistema. Se a indústria do cavalo ganhar dinâmica por força da implementação do sistema de apostas hípicas, todo o negócio à volta dos cavalos cresce. E inevitavelmente Alter será um pólo beneficiado, apesar dos cavalos que ali estão não serem para este tipo de corridas.

E o que vão fazer?

Vamos alterar [a legislação] para tornar apetecível. Chegou a haver dois concursos no passado, que ficaram desertos, porque as regras não eram atractivas. Não posso neste momento adiantar mais.

As touradas também são importantes?

É outra questão. Fazem parte da nossa cultura, alimentam uma parte também do mundo rural. Não podemos ter preconceitos relativamente a essas tradições, que fazem parte do povo e fazem parte do país.

Fonte


publicado por Maluvfx às 04:43
link do post | comentar | favorito
 O que é? |

Domingo, 14 de Março de 2010
"Avatar" e Mensagens Subliminares

Blog A Nova Ordem Mundial



Alex Jones fez ontem uma avaliação do filme Avatar, o último filme de James Cameron, no qual os humanos, no ano 2154, após terem destruído quase toda a natureza do planeta terra, partem para o planeta (na realidade uma lua) chamado pandora, no qual os seres nativos seguem uma religião de adoração da natureza nos moldes da “religião” de Gaia.
 O filme em 3D é realmente um show de efeitos especiais, com um visual alucinante. Um filme com uma  forte mensagem propagandista, que mostra a adoração da natureza e o ambientalismo, a religião de adoração do planeta que os seres nativos seguem, juntamente com a mensagem da ameaça destrutiva que os seres humanos representam.



Por outro lado, o filme tem uma mensagem anti-imperialista e anti-militar, que vejo com bons olhos. Veja abaixo a avaliação de Alex Jones do filme Avatar.






Tao do Bicho – Paula Brügger

Avatar não é o patamar: uma reflexão (também) abolicionista





Logo da ANDA » Agência de Notícias de Direitos Animais
O filme Avatar (2009), de James Cameron, é uma história de ficção científica que se passa no ano de 2154 em Pandora, uma lua do distante planeta Polifemo, localizado em Alfa Centauri.  Uma expedição de seres humanos parte rumo à Pandora a fim de explorar um mineral precioso, ao qual Cameron deu o sugestivo nome de “unobtanium”. Mas a expansão da colônia de mineração – que conta com uma força de segurança paramilitar – ameaça a integridade física e o “meio ambiente” dos nativos humanóides locais,  denominados Na´vi. Os Na´vi são belos seres de pele azul, medindo cerca de 3 metros de altura, que vivem em harmonia com a natureza. Para facilitar o contato com os Na´vi, cientistas terráqueos desenvolveram corpos híbridos chamados avatares (daí o nome do filme), que podiam ser controlados mentalmente por seus correspondentes humanos [1].
A compleição dos Na´vi – embora estes possuam uma pele azulada e outros traços não humanos –  me pareceu um tanto inspirada nos belos guerreiros Massai.  Não sei se houve tal intenção, mas essa seria uma metáfora interessante, já que o continente africano é considerado como o “berço da humanidade”. Impressões pessoais à parte, os Na´vi foram concebidos segundo nossos mais elevados padrões: são uma amálgama de humanos, em sua forma mais primeva, não corrompida, com super-heróis detentores de poderes e capacidades sobre-humanos, tais como um requintado senso (est)ético, grande força, destreza física e sensibilidade extra-sensorial. Talvez o traço físico mais emblemático desses semi-deuses, meio-ninjas,  seja sua cauda. Mais do que meros órgãos dos sentidos, ou membros extras, suas caudas lhes permitem fazer conexões com outras dimensões e mundos, uma alusão, certamente, ao sentido de pertencimento a uma totalidade maior que perdemos, e, talvez, também, a uma espécie de “animalidade espiritualizada” que deveríamos desenvolver.
O tema do domínio sobre o outro, seja ele inter ou intraespecífico (como é o caso dos conflitos étnicos), se constitui no fulcro da história do filme: os Na´vi correm o risco de serem aniquilados  por causa da exploração de um recurso natural supostamente valioso, assim como diversos povos – em contextos e épocas os mais variados – foram aniquilados ao longo da história humana no planeta Terra. Também no filme, as soluções pretensamente diplomáticas cedem lugar à truculência das guerras e outras formas de violência, sempre que tais táticas não são suficientes para atingir plenamente o objetivo em questão. A história humana na Terra sempre foi assim, recheada de episódios desse tipo. E mais recentemente, em termos históricos, o avanço de um modelo técnico avassalador – que reduz todos os fins a meios – fez com que o amargo fel inerente ao exercício dos “podres poderes” se tornasse ainda mais impalatável.  É interessante notar que os europeus, à época dos “descobrimentos”, viam os povos autóctones, de modo geral, como humanóides, sem alma. Semelhantes a nós, em algum sentido, sim, mas pertencendo a “outra espécie”, ou, pior, a uma subespécie. O filme reconta essa história-sem-fim, da conquista, da aculturação e do massacre dos povos ditos selvagens (agora das selvas de Pandora), por parte dos pretensamente civilizados.
Nesse sentido, o filme é muito bem-sucedido. Traz uma mensagem claramente ecológica e anti-militarista.  Enaltece a ideia de que o mundo orgânico pode sobrepujar a máquina, não apenas no sentido belicoso, mas também em termos de luta cotidiana pela sobrevivência. Ressalta o lado inteligente e autopoiético da arquitetura orgânica da natureza – que pode se recriar a todo instante – em contraste com o potencial destruidor  engessado da técnica, tudo isso num cenário de extrema beleza. De fato, é possível se inebriar com a profusão de cores e com a riqueza de formas apresentadas no filme, ponto positivo numa era de destruição da biodiversidade.
Chamou-me a atenção o fato de a vida da cientista Dra. Grace Augustine (Sigourney Weaver), chefe do Programa Avatar, não ter sido poupada. Terá sido proposital? O que tinha Cameron em mente quando fez essa escolha? Ocorreu-me que, apesar de “cheia de boas intenções” [2], a Dra. Grace servia aos propósitos de um mundo expansionista, ganancioso e materialista – através do que Milton Santos e outros importantes pensadores denominaram de “tecnociência”. A ciência nunca foi neutra. E tampouco a técnica moderna. Elas ajudam a construir o mundo como uma coisa e não como outra, como diz Postman em seu livro “Tecnopólio” [3]. É ainda emblemática a cena em que a doutora morre lamentando as coletas que não havia feito, e os aspectos de Pandora e dos Na´vi que não havia estudado. Isso é o que se espera de um bom cientista (sic), tanto quanto de um bom soldado: morrer cumprindo seu dever, sem questionar o quanto há nele de fundamentalismo e a que propósito está servindo. Trata-se de uma típica atitude decorrente do adestramento que a ciência hegemônica promove: uma devoção acrítica, que conduz a uma visão moldada por antolhos. Embora ela tenha sido honesta em sua atuação profissional – e até corajosa, quando percebe o rumo que o projeto está tomando – permanece por muito tempo um tanto anestesiada, encapsulada dentro de sua “verdade científica”.  A ciência newtoniana-cartesiana, “branca” e européia, de nosso mundo real, do aqui e agora no planeta Terra, não difere substancialmente da ciência, em tese, avançada, do ano de 2154. Não importa o quanto a técnica evoluiu, ou o quanto a ciência abriu novos horizontes. Tudo permanece dominado pela mesma matriz de racionalidade, uma razão instrumental. Teria Cameron sacrificado a cientista e poupado outras personagens “mais inocentes”, no que tange a herdar o Paraíso? Pessoas comuns e militares de baixo escalão podem ser, de fato, bem mais “inocentes” do que a média dos cientistas. Não se sabe, contudo, se essa foi a intenção de Cameron ao salvar suas vidas.
Ouvi alguns comentários de que o filme critica a técnica, mas a utiliza para atingir seus objetivos, como se isso fosse algo contraditório ou intrinsecamente ruim. Eu me permito discordar. O propósito da técnica, seu “telos”, ou “finalidade”, é o que importa nesse contexto.  A questão não é negar a técnica moderna, mas fazer um bom uso dela. E esse foi, em princípio, um bom uso: mostrar um mundo de beleza e de sonhos que, em grande parte, são realizáveis. Entretanto, gostaria de discorrer, em seguida, sobre por que essa finalidade poderia ser bem mais nobre. Isso diz respeito às visões de mundo transmitidas pelo filme e não a questões de ordem estritamente técnica, ou seja, ao conteúdo e não à forma.
Uma crítica abolicionista (entre outras).
O filme tem, porém, alguns diálogos e passagens cuja mensagem é dúbia, ou ambígua. Por exemplo, quando o coronel Miles Quaritch (Stephen Lang) diz que “Pandora é um lugar mais perigoso do que a Venezuela”, não fica claro se a mensagem é, “sim, a Venezuela é um lugar perigoso, cheio de “chaves” para o inferno”, ou se, justamente por ter sido dita por um “bandido”, trata-se de uma ideia que deve ser descartada.
O filme peca também por colocar, mais uma vez, um forasteiro, um ex-fuzileiro naval americano – Jake (Sam Worthington) – como o principal herói masculino da trama, embora ele seja apresentado como uma pessoa não muito brilhante, ou confiável: mesmo estando envolvido emocionalmente com os Na´vi, e, sobretudo, com a “mocinha” do filme – a jovem guerreira Neytiri –, Jake continua por bastante tempo seu traiçoeiro trabalho de espionagem. Poder-se-ia alegar que o lado bom disso é que mostra que uma pessoa absolutamente comum pode se transformar em alguém extraordinário. Ainda penso, no entanto, que a velha fórmula do forasteiro branco “civilizado” que se torna herói (a despeito de suas qualidades de caráter) reforça o etnocentrismo europeu como mensagem primária, mais do que possíveis outras leituras.
Mas a crítica que mais interessa ao movimento abolicionista está na relação que os Na´vi mantêm com os animais, apresentada como impecável em termos éticos. Todavia, à luz da ética abolicionista, fica evidente, em diversas passagens do filme, o viés bem-estarista da relação entre humanos (ou melhor, humanóides) e os outros animais. Ainda que tratados com respeito, e até reverência, prevalece uma relação de domínio sobre os animais não humanóides.
A predominância de uma visão bem-estarista não fica muito clara no início do filme em decorrência de passagens como a que Neytiri precisa abater um animal para salvar a vida de Jake, o “mocinho”. Ele lhe agradece entusiasticamente, mostrando um contentamento um tanto leviano, mas ela fica furiosa e diz que “não tinha nada de bom no que havia feito, que aquilo era só tristeza”. Até aquele momento, o filme prometia, em termos de quebra de paradigma, pois se tratava de uma questão de vida ou morte.
No entanto, mais adiante, há uma cena que mostra o “mocinho” aprendendo a caçar um animal para fim de alimentação. O animal, depois de flechado, foi morto com rapidez e destreza, e Neytiri comenta que aquela era uma “morte limpa”, isto é, necessária. Minha esperança acabou ali. Esse posicionamento estaria correto em se tratando de povos caçadores-coletores, que não têm outras opções. Mas se o filme é uma ficção, ou seja, não retrata a realidade de uma comunidade concreta de caçadores, Cameron poderia ter sonhado mais alto e elevado seu patamar no que se refere a uma relação eticamente correta com os outros animais. Poderia ter concebido os Na´vi  como veganos. Ou então, ao menos, ter omitido a cena da caçada e, em seu lugar, ter exibido uma alimentação à base de cereais, frutas, etc, uma vez que a natureza exuberante de Pandora assim o permitiria. Mas ele acabou reafirmando a ética da caça-coleta como a prática mais elevada na relação “homem-animal”, desconsiderando o importante fato de que os espectadores pertencem, em sua esmagadora maioria, a sociedades industriais. Cameron não teve a perspicácia de entender que somos ex-selvagens, que já deixamos para trás o território impositivo da necessidade para trilhar o caminho da liberdade em nossas escolhas dietéticas, estéticas, etc. E isso foi, em grande parte, possibilitado pela técnica!
Já não basta toda a barbárie, sem precedentes históricos, a que estão submetidos os animais criados em confinamento?  Tenho notícia de pessoas, não muito distantes do  meu convívio, que ocasionalmente comem carne de caça e rotulam essa prática como algo “ecológico”. Imaginem se esse costume cruel e covarde cai no desejo de uma ampla parcela de humanos? A banalização da caça será, talvez, o último e mais árduo golpe sobre os poucos animais que ainda vagam soltos em seus habitats naturais, já antropizados, fragmentados e limitados pelas atividades humanas.
Há outra passagem muito interessante na qual, para recobrar a confiança dos Omaticaya, clã ao qual pertencia Neytiri, Jake doma um Toruk, um poderoso predador alado – uma espécie de “rei dos dragões” – que só havia sido domado anteriormente por cinco nativos Na´vi. Sem entrar na discussão de que seria mais uma cena de rara bravura empreendida por um forasteiro [4], essa é, sem dúvida, outra passagem que expressa o domínio dos humanóides sobre a natureza, ainda que de forma elegante e sem violência. De resto, é hábito dos Na´vi domarem outros predadores alados menores, também multicoloridos – os Ikran –,  que fazem parte de um perigoso rito de passagem da cultura Na´vi.  Tal rito de passagem reforça a ideia de uma natureza que deve ser domada (ainda que não dominada). Isso fica mais ostensivo quando pensamos que os Ikran (e o Toruk, ainda mais) são, em tese, predadores de topo. Acima dos predadores de topo estariam, assim, os humanóides.  Pode parecer exagero pensar dessa forma. Mas em termos de aprendizado, ou “currículo oculto” [5], pode haver uma realimentação e perpetuação de ideias perniciosas como naturalizar o uso de animais em ritos religiosos e outras situações. É interessante observar que a palavra religião está possivelmente ligada à palavra religare.  Tais ritos de passagem têm, portanto, uma forte relação com as atitudes por meio das quais os humanóides estabeleceriam contato, ou ligação, com seu entorno e, por que não, com o divino. Mas tal contato, em nosso mundo terráqueo, subjuga outras formas de vida, perpetuando o especismo.  E o filme Avatar, nesse sentido, acaba perpetuando o paradigma dominante.
Comentei anteriormente o aspecto positivo de se enaltecer o mundo orgânico, mas isso pode manter, ou mesmo aprofundar, a dicotomia orgânico versus máquina. E, pior, pode dar a entender que os animais – vistos como meios e não como fins, evidentemente  – cumprem um importante papel no caminho para a sustentabilidade. Tal ideário se cristaliza facilmente em ideias como, por exemplo, recorrer à tração animal para melhorar a qualidade do ar em cidades e, mesmo, minimizar o Efeito Estufa [6]. A postura maniqueísta homem x máquina, ou seja, a ausência de uma apropriação eticamente correta da técnica, anda lado a lado com o antropocentrismo (e o especismo), pois derivam de uma mesma racionalidade mecanicista. Precisamos ultrapassar essa dicotomia. A mesma técnica que cria, destrói: “A mão que toca um violão, se for preciso, faz a guerra, mata o mundo, fere a terra” [7]. A técnica tem mesmo um viés ideológico, como argumenta Postman. Mas é justamente por esse motivo que precisamos nos apropriar dela politicamente: que mundo construimos com nossas escolhas técnicas? Cavalos não são máquinas insensíveis que desconhecem o cansaço e as rotinas enfadonhas. A técnica deve libertar os seres sencientes do esforço físico brutal e das tarefas robotizadas ou perigosas. Os animais não humanos têm, sim, um papel importantíssimo na construção de um mundo mais sustentável. Mas, para tanto, teríamos que vê-los como sujeitos de direitos – como fins e não como meios – e aquilatar o quanto o veganismo pode contribuir nesse sentido [8].
Em meu texto intitulado “Para além da dicotomia bem-estarismo x abolicionismo” [9], argumentei que o que define o potencial transformador de um conjunto de práticas (ou ideário) – se revolucionárias, ou tão somente reformistas – reside no fator teleológico. Em Avatar inexiste um potencial revolucionário porque a relação bem-estarista humanóides-animais é apresentada como uma meta final. O “bom selvagem” de Jean-Jacques Rousseau parece ser o patamar. Não se contextualiza tal postura ética, o que acaba obstruindo o caminho para uma verdadeira transformação paradigmática. A relação humanóide-animal no filme é marcada, por conseguinte, pela ausência de um viés ético-epistemológico revolucionário, no sentido de construir um ideário contra-hegemônico, embora a natureza não seja vista como uma parte produtiva do todo (característica muito presente nas vertentes ecológicas rasas).
Além disso, o uso de animais para montaria, seja em terra, seja no ar, perpetua a premissa especista de que os animais devem se submeter aos superiores antropóides e devem lhes servir, que isso é justo e “natural”, bastando apenas tratá-los bem. No filme, a conexão entre as bestas e os humanóides se faz mediante uma espécie de penacho neural situado na extremidade da cauda desses últimos. Tudo isso lembra, em muito, as domas “humanitárias”, que nada mais são do que uma forma de trair a confiança dos animais [10].
Apesar de o filme evidenciar que a morte não limpa de um animal é algo lamentável, estes são convocados e até se “alistam” voluntariamente, por contato telepático, para a batalha na defesa de Pandora. Essa é, mais uma vez, uma questão controvertida, porque, se, por um lado, estão defendendo sua condição de vida, quem mais precisa da ajuda são os humanóides. As pobres bestas sempre são vítimas dos excessos dos humanos, aqui na Terra, e, em Avatar, essa situação se repete, ainda que de forma muito menos ostensiva.
O ideário do filme oscila, então, entre a ecologia profunda e a ecologia rasa, na medida em que admite uma conexão entre todos os elos da cadeia viva, e destes com os componentes abióticos do sistema, mas ainda mantém um ranço antropocêntrico (ou “humanóidocêntrico”) ao não promulgar o abolicionismo animal.
Tudo isso deixa clara a nossa responsabilidade, a importância da nossa vanguarda abolicionista. Cameron não pensou de forma abolicionista porque esse não é o modo de pensar dominante em nosso mundo. Nós mesmos não pensávamos assim  anos atrás. A questão é, portanto, como fazemos para chegar à Hollywood? Será tão difícil quanto vem sendo chegar às escolas?
Outros filmes que tratam, mesmo que de forma indireta, da relação seres humanos-animais como relação sociedade-natureza, estão chegando (por exemplo, Lobisomem – 2010, de Joe Johnston). E outros já chegaram. Em New Moon, de Chris Weitz [11], os nativos viram lobos, enquanto os vampiros são de origem européia (à exceção de um, negro, que, por sinal, não era um “mocinho” entre os vampiros…). Não sei se já estamos tão emocionalmente calejados em nossa seara abolicionista que começamos a ver fantasmas onde estes não existem. Mas a visão de mundo que para mim ficou foi a de uma apologia ao antropocentrismo e ao etnocentrismo europeu, e à perpetuação da dicotomia cultura-natureza: os homens-lobo, mais instintivos e rudes, de um lado, e os elegantes e cultos vampiros que nunca deixam sua “animalidade” tomar conta de seu corpo físico, de outro. O filme promove ainda um desserviço à causa animalista na cena em que uma vampira chique (e “boazinha”) comenta, em tom de desprezo e sarcasmo, que pode sentir o cheiro dos “vira-latas” (lobisomens) por perto, reforçando assim o inoportuno preconceito contra os cães sem raça definida. Vale destacar, entretanto, uma personagem. Trata-se de um vampiro que controla seu instinto de tomar sangue. A analogia com o veganismo poderia ser explorada porque, em ambos os casos, trata-se do domínio de uma natureza interior que tem como meta uma causa altruísta.
Então: como fazemos para chegar a Hollywood? O filme Avatar promete ser um enorme sucesso de bilheteria [12]. Isso é muito mais educação (ou deseducação) do que podemos fazer em nossas vidas cotidianas, em nossas salas de aula sem 3D ou efeitos especiais.
Notas
1: Adaptado de http://en.wikipedia.org/wiki/Avatar_(2009_film)
2. Veja o texto de Rafael Jacobsen intitulado “Cheios de boas intenções”. Disponível em http://vista-se.com.br/site/cheios-de-boas-intencoes
3: Referencia a POSTMAN, Neil. Tecnopólio: a rendição da cultura à tecnologia.  Trad. Reinaldo Guarany. São Paulo: Nobel, 1994.
4. Essa passagem do filme é mais uma expressão da “história-sem-fim” dos civilizados cultos que catequizam selvagens primitivos; de lutadores de Kung Fu ocidentais que vencem seus rivais nativos;  dos “patos Donalds” etc, e de um sem-número de outras situações que são a mesma história contada com diferentes personagens.
5. Veja APPLE, Michael. Ideologia e currículo. Trad. Carlos Eduardo F. de Carvalho. São Paulo, Brasiliense, 1982; GIROUX, Henry. Teoria crítica e resistência em educação. Trad. Angela M. Biaggio. Petrópolis, Vozes, 1986. Veja também BRÜGGER, Paula. Educação ou  adestramento  ambiental ?  3ªed.   Chapecó: Argos; Florianópolis: Letras Contemporâneas, 2004.
6. Veja, por exemplo, a matéria “Cavalos na França começam a ajudar a conter a poluição. Em tempos de aquecimento global, esses animais, além de salvar a própria pele, podem ser uma ajuda real ao planeta”. 
http://mais.uol.com.br/view/65k9fo807g7i/cavalos-sao-opcao-para-conter-a-poluicao-na-franca-04023470D0C963A6?types=A&
7. Referência à música “Viola Enluarada”, de  Paulo Sérgio Valle e Marcos Valle.
8.  Veja, entre outros, o texto “Dieta vegana e sustentabilidade (g)local”. Disponível em: http://www.pensataanimal.net/artigos/45-paulabrugger/77-dieta-vegana
9. Disponível em http://www.anda.jor.br/?p=33779; http://www.vegetarianismo.com.br/sitio/index.php?option=com_content&task=view&id=2469&Itemid=102
10. Veja, por exemplo, a matéria intitulada “Temple Grandin: Savant or Professional Killer?” que critica o trabalho bem-estarista da professora de Comportamento Animal da Universidade de Coloradohttp://www.care2.com/causes/animal-welfare/blog/temple-grandin-savant-or-professional-killer/send/
11. Da Saga Crepúsculo: Lua Nova. Segundo capítulo da série de Stephenie Meyerda.
12. Desde que foi  lançado, o sucesso de James Cameron  já  levou  6,92 milhões de espectadores às salas brasileiras http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/cultura/avatar-quase-7-milhoes-de-espectadores/. E devido ao sucesso nas bilheterias, Cameron já pensa em começar a trabalhar em uma sequência de “Avatar”, que já faturou cerca de US$ 600 milhões até agora.http://www.abril.com.br/blog/cinescopio/2009/12/30/james-cameron-ja-pensa-em-sequencia-de-avatar


publicado por Maluvfx às 15:34
link do post | comentar | favorito
 O que é? |

"Avatar" e Mensagens Subliminares

Blog A Nova Ordem Mundial



Alex Jones fez ontem uma avaliação do filme Avatar, o último filme de James Cameron, no qual os humanos, no ano 2154, após terem destruído quase toda a natureza do planeta terra, partem para o planeta (na realidade uma lua) chamado pandora, no qual os seres nativos seguem uma religião de adoração da natureza nos moldes da “religião” de Gaia.
 O filme em 3D é realmente um show de efeitos especiais, com um visual alucinante. Um filme com uma  forte mensagem propagandista, que mostra a adoração da natureza e o ambientalismo, a religião de adoração do planeta que os seres nativos seguem, juntamente com a mensagem da ameaça destrutiva que os seres humanos representam.



Por outro lado, o filme tem uma mensagem anti-imperialista e anti-militar, que vejo com bons olhos. Veja abaixo a avaliação de Alex Jones do filme Avatar.



publicado por Maluvfx às 08:30
link do post | comentar | favorito
 O que é? |

"Avatar" e Mensagens Subliminares

Blog A Nova Ordem Mundial



Alex Jones fez ontem uma avaliação do filme Avatar, o último filme de James Cameron, no qual os humanos, no ano 2154, após terem destruído quase toda a natureza do planeta terra, partem para o planeta (na realidade uma lua) chamado pandora, no qual os seres nativos seguem uma religião de adoração da natureza nos moldes da “religião” de Gaia.
 O filme em 3D é realmente um show de efeitos especiais, com um visual alucinante. Um filme com uma  forte mensagem propagandista, que mostra a adoração da natureza e o ambientalismo, a religião de adoração do planeta que os seres nativos seguem, juntamente com a mensagem da ameaça destrutiva que os seres humanos representam.



Por outro lado, o filme tem uma mensagem anti-imperialista e anti-militar, que vejo com bons olhos. Veja abaixo a avaliação de Alex Jones do filme Avatar.



publicado por Maluvfx às 08:30
link do post | comentar | favorito
 O que é? |

"Avatar" e Mensagens Subliminares

Blog A Nova Ordem Mundial



Alex Jones fez ontem uma avaliação do filme Avatar, o último filme de James Cameron, no qual os humanos, no ano 2154, após terem destruído quase toda a natureza do planeta terra, partem para o planeta (na realidade uma lua) chamado pandora, no qual os seres nativos seguem uma religião de adoração da natureza nos moldes da “religião” de Gaia.
 O filme em 3D é realmente um show de efeitos especiais, com um visual alucinante. Um filme com uma  forte mensagem propagandista, que mostra a adoração da natureza e o ambientalismo, a religião de adoração do planeta que os seres nativos seguem, juntamente com a mensagem da ameaça destrutiva que os seres humanos representam.



Por outro lado, o filme tem uma mensagem anti-imperialista e anti-militar, que vejo com bons olhos. Veja abaixo a avaliação de Alex Jones do filme Avatar.



publicado por Maluvfx às 08:30
link do post | comentar | favorito
 O que é? |

Sexta-feira, 5 de Março de 2010
Enfoque para a qualidade da base da vida na Terra
Este ano o tema estabelecido pelas Nações Unidas para o Dia Mundial da Água é “Qualidade da Água”. A data terá como enfoque as condições da água, demonstrando que, no que se refere à gestão dos recursos hídricos, a qualidade é tão importante quanto a quantidade.

Em 22 de Março será realizado, em Nairóbi, no Quênia, um evento para marcar o Dia Mundial da Água 2010, que tem como lema "Água limpa para um mundo saudável". O evento reunirá responsáveis políticos, cientistas e personalidades eminentes para discutir como enfrentar os desafios da degradante qualidade da água em todo o mundo.


As atividades realizadas nesta data terão como objetivo transmitir mensagens sobre a importância da qualidade da água para a sustentabilidade de ecossistemas saudáveis e, consequentemente, para o bem-estar humano.


Saiba mais acessando o site oficial.


Campanha incentiva a conservação da natureza







Devido à capacida
de de estocagem de gás carbônico e liberação de oxigênio, as árvores são muito importantes para o combate ao aquecimento global e também fundamentais para a conservação da biodiversidade e proteção das margens dos rios. Diante desse importante papel, o plantio de árvores tornou-se uma boa opção para as pessoas que querem cooperar, de alguma forma, com o equilíbrio do meio ambiente. No entanto, essa não é a única forma de contribuição. Participar de programas que incentivem o fim do desmatamento e consequentemente protejam as florestas nativas é também um importante apoio.

A Sociedade de Pesquisa em vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) tem trabalhado em uma importante programa para diminuir o desmatamento. A "Campanha Desmatamento Evitado" tem como objetivo trabalhar pela conservação da natureza, ajudando a proteger os últimos remanescentes de áreas naturais no Brasil, como a Floresta com Araucária. Segundo o coordenador do programa, Denílson Cardoso, estima-se que atualmente existam, no Brasil, somente 0,5% de áreas com Araucárias, diferentemente de oito anos atrás, quando o Brasil tinha 9 % de áreas com a espécie.
Saiba mais sobre essa iniciativa que visa combater as mudanças climáticas e proteger o nosso patrimônio natural!


publicado por Maluvfx às 13:14
link do post | comentar | favorito
 O que é? |


mais sobre mim
pesquisar
 
Maio 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
11

12
13
14
16
18

19
20
21
22
23
24
25

26
27
28
29
30
31


posts recentes

"Secretário de Estado diz...

"Avatar" e Mensagens Subl...

"Avatar" e Mensagens Subl...

"Avatar" e Mensagens Subl...

"Avatar" e Mensagens Subl...

Enfoque para a qualidade ...

arquivos

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Setembro 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Setembro 2008

Agosto 2008

Junho 2008

Fevereiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Setembro 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Maio 2006

Dezembro 2005

Outubro 2003

Julho 2002

tags

todas as tags

favoritos

ANTI-TOURADAS

links
Fazer olhinhos
blogs SAPO
subscrever feeds