Ética é o conjunto de valores, ou padrões, a partir dos quais uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões. A ética é importante por que respeita os outros e a dignidade humana.

Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012
Escritor americano pesquisa crueldade da pecuária e incentiva vegetarianismo
‘Não necessitamos desse tipo de alimentação”
Foer aponta estatísticas sobre o aumento de pessoas que comem menos carne a cada ano

Estufa. Meat Market: Hunting (Mercado da carne: caça), 
de Oscar Oiwa: agropecuária animal aumenta 
mais o aquecimento global 
que poluição de carros (Foto: Divulgação)
Em sua maratona de pesquisas, Jonathan Safran Foer descobriu detalhes aterradores, especialmente sobre a forma como os animais são tratados e abatidos. Notou também que a engenharia genética, diante de um desejo desenfreado de produzir animais cada vez mais suculentos, provocou deformidades substanciais em diversas espécies.

O ponto mais interessante de seu debate é a relação que as pessoas desenvolvem com os animais: se cães e gatos despertam compaixão, por que o mesmo não acontece com bois, galinhas e peixes? “Nenhum leitor desse livro toleraria alguém balançando uma picareta na cara de um cachorro”, escreve. “Nada seria tão óbvio ou menos carente de explicação. Seria essa preocupação moralmente inaplicável aos peixes, ou nós é que somos tolos por ter essa preocupação inquestionável com os cachorros?”

O escritor também pondera que a agropecuária contribui para o aquecimento global com mais de 40% do que todos os meios de transporte do mundo somados. Com isso, é a causa número 1 das mudanças climáticas. Nem é preciso ressaltar que Foer, a mulher e os filhos aderiram em definitivo ao vegetarianismo. A atitude, aliás, já era notada quando eles estiveram em Paraty, em 2006, convidados da Flip – no jantar em homenagem aos escritores, eles preferiram saladas a peixe e carne vermelha.

Também Oskar Schell, o talentoso menino que é o personagem principal de Extremamente Alto & Incrivelmente Perto, é descrito como vegetariano. Mesmo assim, Foer não defende seu livro como uma nova bíblia do vegetarianismo, como explica na seguinte entrevista, por telefone, de Nova York.

Como foi o processo de pesquisa?

Conversei com muitas pessoas, com amigos, estudantes, pesquisadores, fazendeiros, e praticamente todos revelavam um conhecimento muito raso sobre como são tratados os animais criados para abate. Assim, encaminhei minha pesquisa e escrevi o livro não como um panfleto favorável ao vegetarianismo, mas como uma espécie de reportagem sobre o funcionamento da indústria que são as fazendas criadoras de carne, em que, na maioria dos casos, os animais vivem enclausurados, sem contato com a luz solar e também sem tocar o solo. Animais tratados com drogas que os fazem crescer mais rápido que o normal. Por conta disso, não é possível respeitar pessoas que se dizem vegetarianas, mas comem carne só no fim de semana, ou, pior, que não querem pensar a respeito.

Você acha possível existir um balanço entre a necessidade nutricional de carne, especialmente na fase infantil, e o controle no criação de animais?

Não, porque simplesmente não necessitamos comer carne, seja qual for a idade. Comemos carne porque gostamos, não porque precisamos. Na verdade, provavelmente viveríamos melhor sem esse tipo de alimentação. Também teríamos a chance de alimentar muito mais pessoas no mundo, se abandonássemos ou, ao menos, diminuíssemos a agropecuárial.

Mas você acredita que isso realmente possa acontecer?

É uma mudança gradativa. As estatísticas mostram que aumenta o número de pessoas que comem menos carne a cada ano. Isso é animador. Outro detalhe importante é que a mídia vem noticiando mais continuamente sobre detalhes da indústria da carne, o que ajuda na divulgação.

O vegetarianismo ainda é marcado por estereótipos, como ser praticado apenas por hippies?

Sim, parece ser uma prática restrita a hippies e universitários. Mas também isso vem mudando – além de ser uma opção pessoal, o vegetarianismo provoca um consenso de que a indústria é cruel ao cultivar animais. E o bom é que a informação circula mesmo entre não vegetarianos.

Por falar nisso, o que você pensa de celebridades defenderem a causa? A atriz Natalie Portman, por exemplo, que já era vegetariana, tornou-se ainda mais radical depois de ter lido seu livro.

Bem, isso é legal. O grande trunfo do livro foi despertar discussões. Eu não pretendia provocar os amantes de carne, tampouco aumentar as fileiras vegetarianas – queria despertar a atenção das pessoas sobre a origem de sua alimentação. E atitudes como a de Natalie contribuíram para isso.

Sua experiência com a não ficção deve continuar?

Acredito que não. Essa foi uma resposta às minhas dúvidas sobre como criar meu filho. Meu terreno é a ficção. Já estou até rascunhando as primeiras linhas do meu próximo livro, mas não me pergunte, porque não adianto nada.

Outros defensores de animais

Natalie Portman

A atriz favorita ao Oscar deste ano confessou que, depois de ler o livro de Foer, tornou-se uma vegetariana mais radical.

Paul McCartney

Tornou-se vegetariano em uma pescaria: “Percebi que a vida do peixe era tão importante para ele quanto a minha é para mim”.

Brigitte Bardot

A ex-atriz protestou contra a matança de bebês focas, a caça a lobos, e o hábito de se comer cães, cavalos e outros animais.

Carne indigesta
O autor.
Nascimento do filho o levou q questionamentos
 (Foto: Wilton Junior/AE)



Jonathan Safran Foer estreou na literatura sem turbulências. Seu primeiro livro, Tudo se Ilumina (2002), foi mimado com resenhas elogiosas e até ganhou uma versão para o cinema. O segundo, Extremamente Alto & Incrivelmente Perto (2005), voltou a deixar a crítica de queixo caído ao contar a história de um garoto talentoso que é incapaz de enfrentar a morte do pai, uma das vítimas do ataque ao World Trade Center. Quando se esperava por mais um salto do escritor americano com rosto de bom moço, a surpresa: Foer decidiu enveredar pela não ficção, publicando, em 2009, Comer Animais (tradução de Adriana Lisboa), que a editora Rocco, também responsável por seus dois primeiros títulos, lança nesta semana.

Em linhas gerais, trata-se de uma detalhada reportagem, temperada com reminiscências familiares, sobre a poderosa indústria especializada em carne animal que, só nos Estados Unidos, abate mais de dez bilhões de espécimes por ano apenas para alimentação. Não apenas o número impressiona, mas a forma como esses animais são tratados antes de ornamentar o prato de milhares de pessoas.

Foer conta que o assunto já o acompanhava há um certo tempo – garoto, era um apaixonado por galinha com cenoura, único prato que a avó sabia preparar; jovem, recusava-se a comer carne em público (ainda que, confessa, a atitude era mais para impressionar meninas ativistas). Mesmo assim, o vegetarianismo ainda não era uma opção de vida. “Mark Twain disse que parar de fumar era uma das coisas mais fáceis de se fazer; ele fazia isso o tempo todo. Eu acrescentaria o vegetarianismo à lista das coisas fáceis”, escreve, em Comer Animais.

Foi o nascimento do primeiro filho, no entanto, em 2006, que desencadeou uma ferrenha tomada de posição: Foer questionava, ao lado da mulher, a também escritora Nicole Krauss, a forma de alimentação da criança e, por extensão, do próprio casal. “Éramos vegetarianos que de vez em quando comiam carne.” Disposto a descobrir a origem de sua alimentação de origem animal, Foer passou três anos fazendo pesquisas, conhecendo fazendas (e sendo expulso de algumas) e descobrindo a forma cruel com que os animais são tratados e, pior, abatidos. O resultado não apenas alterou seu hábito alimentar como gerou um livro que provoca discussões.

ANDA


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Quarta-feira, 4 de Maio de 2011
Parar de comer carne pode salvar o planeta?
Os representantes que chegavam aos portões da conferência sobre o clima em Copenhague, no mês passado, eram recebidos por mulheres vestidas como animais peludos segurando placas mostrando imagens de carneiros, vacas e porcos e alertando: "Não me coma".
A reportagem é de James Kanter, do The New York Times e traduzida pelo portal UOL, 25-01-2010.
As mulheres eram representantes de Ching Hai, a líder de um grupo que defende a adoção de preceitos budistas, incluindo seguir uma dieta vegetariana.



Enquanto faziam fila por horas sob condições congelantes, muitos dos delegados pareciam gratos pelos lanches bem embalados ¬- sanduíches sem carne - que as mulheres distribuíam de graça.
Os seguidores de Ching Hai dizem que uma das metas principais dela é combater desastres ambientais, e seus representantes em Copenhague pareciam ávidos em divulgar a mensagem de que o metano, expelido em grandes quantidades por vacas e outros rebanhos criados pelas indústrias de carne e laticínios, está entre os mais potentes gases do efeito estufa.
Mas as virtudes do vegetarianismo como parte do combate à mudança climática estão longe de ser uma questão apenas para aqueles com inclinação espiritual.
Muito antes do encontro de cúpula em Copenhague, o aumento da demanda por carne e laticínios, particularmente entre a crescente classe média de países como China e Índia, com economias em rápido desenvolvimento, fez com que os elos entre a mudança climática e a política alimentícia se transformassem em um elemento importante no debate em torno do que fazer a respeito do aumento dos níveis dos gases do efeito estufa.
O assunto pareceu ganhar força nas semanas que antecederam a conferência em Copenhague, com figuras proeminentes dos mundos da ciência e do entretenimento entrando na briga.
Falando no Parlamento Europeu no início de dezembro, o ex-Beatle Paul McCartneydisse que há uma necessidade urgente de fazer algo a respeito da produção de carne, não apenas por causa de seus efeitos sobre o clima, mas também por causa de questões relacionadas, como desmatamento e segurança das reservas de água.
McCartney, que há muito defende o vegetarianismo, pediu aos legisladores europeus que apoiem políticas que encorajem os cidadãos a evitarem de comer carne pelo menos um dia por semana, algo que poderia virar tão comum como reciclagem ou carros que rodam com tecnologia híbrida.
Funcionários públicos na cidade belga de Ghent e crianças em idade escolar de Baltimore já realizam o dia sem comer carne uma vez por semana, ele disse.
McCartney estava acompanhado no Parlamento por Rajendra Pachauri, o presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática e ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 2007, que é a principal entidade da ONU que estuda o clima.
A conscientização pública dos problemas associados à carne é baixa, e as autoridades poderiam considerar impor uma sobretaxa sobre a carne bovina para desencorajar o consumo, disse Pachauri em comentários divulgados pela agência de notícias France-Presse.
Os produtores de carne imediatamente rotularam os comentários como um ataque à indústria e críticas vieram até de lugares tão distantes quanto a Nova Zelândia.
"Cortar a carne por um dia pode parecer uma solução simples, mas há pouca evidência mostrando qualquer benefício", disse Rod Slater, o presidente-executivo da Beef and Lamb New Zealand, para a associação de imprensa do país.
"Sugerir que a carne não é verde é uma difamação emotiva contra uma indústria que continua investindo em pesquisa, lutando por maiores melhorias", acrescentou Slater, que disse que as pessoas que vivem na Nova Zelândia obtêm suas necessidades nutricionais diárias e grande parte de suas proteínas, zinco e vitamina B12, da carne bovina e de carneiro.
De fato, como várias outras áreas de pesquisa na ciência climática, a intensidade dos gases do efeito estufa na produção de carne é contestada.
Quando um estudo na edição de novembro-dezembro da revista "World Watch" alegou que mais da metade dos gases produzidos pelo homem e que aquecem o planeta eram causados pela indústria da carne, um grupo de pesquisa do setor rebateu que um estudo da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) já tinha mostrado que o número relevante era mais próximo de 18%.
O estudo publicado na "World Watch" fracassou em "realçar os contrafatuais - como, por exemplo, seria um mundo sem rebanhos domesticados", escreveu Carlos Sere, diretor-geral do Instituto de Pesquisa Internacional de Rebanhos, em Nairóbi, na "Green Inc." em novembro.
"Os herbíveros selvagens e cupins não poderiam tomar muitos desses ambientes, produzindo no final tantos gases do efeito estufa quanto os ruminantes domesticados?", perguntou Sere. "Nós francamente não sabemos ainda."
Certamente a questão pode ter muito mais nuances do que alguns comentaristas sugerem.
Por exemplo: gado alimentado no pasto pode ter uma pegada de carbono muito menor do que aquele alimentado com ração em confinamento, porque os animais em pastos exigem menos insumos baseados em combustíveis fósseis como fertilizantes e porque eles ajudam o solo a sequestrar carbono.
Esforços renovados estão em andamento para se chegar ao fundo do assunto.
No início deste mês, a Organização Mundial para a Saúde Animal disse que estudaria o efeito da produção de carne sobre a mudança climática, diante dos pedidos de seus países membros.
"É uma questão que precisa ser estudada com bastante isenção", disse Bernard Vallat, o diretor-geral da organização, em uma coletiva de imprensa segundo a agência de notícias Reuters. "Nós queremos dar uma contribuição modesta e independente", ele disse.
Vallet disse que uma das questões mais espinhosas é como envolver a agropecuária nos esforços para reduzir os gases, mantendo ao mesmo tempo a segurança alimentar.
Sere, do instituto de pesquisa dos rebanhos, reconheceu a necessidade do desenvolvimento de uma forma de produção de rebanhos entre a pecuária industrial e familiar, que eliminaria a pobreza sem esgotar os recursos naturais ou prejudicar o clima.
Ele disse que os ambientalistas devem ter em mente que "a maior preocupação de muitos especialistas em relação aos rebanhos nos países em desenvolvimento não é seu impacto sobre a mudança climática, mas, sim, o impacto da mudança climática sobre a produção dos rebanhos".
Os "ambientes tropicais mais quentes e mais extremos que estão sendo previstos não ameaçam apenas até um bilhão de meios de vida baseados na pecuária, mas também o suprimento de leite, carne e ovos para as comunidades famintas que mais necessitam desses alimentos", ele disse.




Unisinos


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Sexta-feira, 30 de Julho de 2010
Água Virtual e a pecuária
por José Otavio Carlomagno
producao carne

Nestes tempos de realidades virtuais, a água virtual não é uma fantasia, como pode-se pensar, mas uma realidade quase invisível e de difícil mensuração. Entende-se que a água virtual é aquela utilizada na elaboração de um bem de consumo ou serviço, ela está embutida no produto de maneira indireta, pois são os recursos hídricos utilizados no processo de produção. Este conceito foi introduzido em 1993, pelo professor inglês John Anthony Allan, do Kings College, de Londres.

A maioria de nós tem noção do gasto direto individual mensal de água. Para obter-se esse dado o processo é simples, basta dividir-se o consumo de água de uma residência pelo número de moradores da casa. Considera-se como valor médio de consumo direto, na área urbana, 4m³ , que correspondem a 4mil litros, por habitante e por mês.

Pois bem, o consumo de água virtual é muito maior do que o consumo direto, apesar de ser quase invisível. Para se produzir um único par de sapatos de couro utiliza-se 8m³ de água, ou seja 8 mil litros. Se a pessoa comprar um par de sapatos de couro por mês a água utilizada na sua produção é o dobro do consumo médio direto mensal por indivíduo. Mas pode-se argumentar que poucas pessoas compram um par de sapatos de couro todo mês. Pois bem, para se produzir um único hambúrguer gasta-se 2,4m³ de água, ou 2 mil e 400 litros. Quem come apenas dois hambúrgueres por mês, está consumindo indiretamente uma quantidade de água 20 por cento maior do que todo o gasto direto individual, os dados são da WWF.

Dados da Unesco nos dão conta que para se produzir 1kg de carne bovina, de boi criado a pasto, o gasto de água é de 14 mil a 16 mil litros, para produzir-se 1 kg de carne de boi confinado o gasto com água passa de 20 mil litros, 1 kg de carne de frango gasta 4 mil litros e 1 kg de carne suína 6 mil litros de água. Para se produzir 1 kg de milho utiliza-se 0,45 mil litros de água, podendo esse valor subir para 1,1 mil litros se a cultura for irrigada e situar-se em local de elevada evapotranspiração. Para feijão usa-se 1,5 mil litros de água/kg e em cultura irrigada 2,3 mil l de água/ kg. 

Outros dados:
Banana: 500 litros/kg
Batata: 105 a 160 litros/kg
Laranja: 378 litros/kg
Tomate: 105 a 280 litros/kg
Trigo: 1150 a 2000 litros/kg
Manteiga: 18000 litros/kg

De maneira geral, os produtos de origem animal são disparados os maiores gastadores de água.
O Brasil exporta 8 milhões de toneladas de carne bovina anualmente, para produzir essa quantidade, são utilizados 128 bilhões de m³ de água, isto é 128 trilhões de litros. Esse volume inimaginável nos dá uma ideia do desperdício de água pela indústria da morte. Essa água de sangue e produtos químicos vai para os rios, o custo do tratamento dessa água é arcado por todos nós para que o pecuarista lucre, o industrial lucre e o governo comemore a entrada de divisas. A sujeira fica por aqui, para que o europeu possa comer carne sem sujar a água de seus rios. A isto, aqui, chamam de progresso: sujar a água, para que poucos obtenham vantagens. Agregada à indústria da carne está a indústria do couro, que, talvez, seja mais poluente do que a primeira, três a quatro vezes por ano lemos nos jornais que ocorre morte de peixes na bacia do Rio Dos Sinos causada pelos efluentes dos curtumes da região. Não há interesse em se apontar os responsáveis, até porque todos são conhecidos. Observe que usei como exemplo apenas a carne bovina, mas há a carne suína, carne de aves, açúcar, soja, álcool, café, suco de laranja, que são os produtos agrícolas exportados pelo Brasil em grande quantidade.

Há uma “outra” água que chama menos ainda a atenção do que a água virtual, mas que daqui para frente deve ser levada em conta no cômputo do gasto hídrico com produção, apesar de o volume ser pequeno quando se compara com a outra. Uma vez que os recursos hídricos do planeta estão sendo dilapidados rapidamente, em prol do consumismo exacerbado e nada racional, a “água de exportação” – aquela que sai do lugar de origem porque faz parte do produto exportado – terá cada vez mais destaque e creio que futuramente seu valor deva ser agregado ao produto.

Se somarmos às 8 milhões de toneladas de carne bovina que o Brasil exporta, as 2,5 milhões de toneladas e as 600mil toneladas de carne suína, o total de carne exportada é 11,1 milhões de toneladas. Na composição das carnes a água representa algo em torno de 75%, assim 8,25 milhões de toneladas de água, ou 8 bilhões e 250 milhões de litros d’água sairão do país este ano, com a exportação de carne. Essa quantidade representa valor muito maior do que o volume de água da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, que possui 6,55 milhões de toneladas de água, ou seja, 6 bilhões e 550 milhões de litros de água. Os outros produtos agrícolas exportados em grande escala pelo Brasil: suco concentrado de laranja, soja e café juntos levam do país 6 bilhões 678 milhões de litros de água. Por ano enviamos ao exterior duas Lagoas Rodrigo de Freitas em água. A indústria da morte é a campeã na poluição das nossas águas e na exportação. Pois bem, fiz a conta a partir do ano de 1963, ano em que começou a exportação de suco de laranja, apesar de que o Brasil já exportava café havia mais de cem anos, mas de 1963 para cá o país exportou volume de água maior do que a Lagoa dos Patos, que tem 265 km de extensão.

A UNEP publicou um relatório de 110 páginas, em inglês, sobre o impacto ambiental de diversas atividades humanas no mundo, a produção de carne e leite é considerada uma das mais poluentes, acesse www.alturl.com/fj3p.

Em outra oportunidade vou falar sobre ‘O boi verde e a vaca louca’.
* José Otavio Carlomagno é engenheiro agrônomo
via Vanguarda Abolicionista

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publicado por Maluvfx às 18:21
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Quinta-feira, 1 de Julho de 2010
Ingá sedia debate ‘O vegetarianismo e a pecuária’ em Porto Alegre
Fotos: Marcio de Almeida Bueno
O Conservação em Foco teve abertura logo após as 19h e encerrou somente às 22h
por Marcio de Almeida Bueno
Na noite desta terça-feira, 29 de junho, o Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais realizou mais uma edição de seu evento mensal Conservação em Foco, desta vez com o tema ‘O vegetarianismo e a pecuária: um debate sobre as políticas públicas para a conservação do pampa’. Participaram o agrônomo Valério Pillar, que falou da necessidade da presença de animais pastando para a preservação do bioma pampa e sua biodiversidade, e a socióloga Eliane Carmanim Lima, tratando do crescimento do número de vegetarianos entre a população e as motivações dessa mudança cultural. A mediação ficou por conta do filósofo Vicente Medaglia, coordenador do Ingá.
Segundo Pillar, a ausência de ruminantes no pampa resultará em crescimento de florestas e queimadas devido ao acúmulo de biomassa
Cerca de 50 pessoas compareceram para prestigiar o encontro, lotando o local. A participação do público foi intensa, com intervenções tanto dosvegetarianos/veganos quanto dos ambientalistas. O grupo Vanguarda Abolicionista compareceu com parte de seu núcleo atuante e colaboradores, realizando filmagem e oferecendo empadas veganas aos presentes, em parceria com o restaurante Casa Verde.
Eliane falou de direitos animais, anti-especismo, da revolução cultural a respeito do não-consumo de carne e seus reflexos na economia e consumo
Fonte: Vanguarda Abolicionista


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Terça-feira, 15 de Junho de 2010
Debate coloca em confronto a pecuária e o vegetarianismo
No dia 29 de junho, às 19h, o Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais sedia o debate ‘O vegetarianismo e a pecuária: políticas públicas para conservação do Pampa’. Para defender a pecuária estará presente o professor do Departamento de Ecologia da UFRGS, agrnônomo Valério de Pata Pillar, com contraponto da psicóloga e socióloga Eliane Carmanim Lima, professora universitária, ativista dos Direitos Animais e criadora do Cadastro dos Vegetarianos. A mediação será do filósofo Vicente Medáglia, coordenador do Ingá.
Foto: RSantini
Eliane vai defender os direitos animais frente a um especialista na implantação da pecuária

A idéia é debater o impacto da pecuária na economia, na sociedade e na cultura gaúcha, discutindo a conservação do bioma e as alternativas possíveis e viáveis economicamente para a região da Metade Sul. Um tema polêmico mas que urge em ser debatido e esclarecido, especialmente entre o Movimento Ambientalista e o Movimento Vegetariano. Discutir sobre as possíveis – ou impossíveis – interrelações e propor, conjuntamente, políticas públicas efetivas que respeitem tanto os direitos dos humanos como o dos não-humanos.
O evento acontece no Casarão do Ingá, na rua Coronel Fernando Machado, 464, Centro Histórico de Porto Alegre, com entrada franca. Serão oferecidos quitutes veganos aos presentes.
Fonte: Vanguarda Abolicionista


publicado por Maluvfx às 13:24
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