Ética é o conjunto de valores, ou padrões, a partir dos quais uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões. A ética é importante por que respeita os outros e a dignidade humana.

Quarta-feira, 22 de Setembro de 2010
Carta de resposta a petição a favor das touradas a Francisco Moita Flores (defensor das touradas)
É com muita tristeza que acabo de ler a sua petição !

Ninguém vai fazer barricadas à porta dos matadouros nem de guerras, pois vivemos em estados policiais opressores da dignidade e liberdade humanas, gerando cada vez mais medo de represálias.
Nada argumenta a matança de animais, nada é tão cruel e tão maldoso como andar a espetar os pobres seres numa arena à vista de todos !
E a educação? E os valores e os princípios da defesa pelos direitos humanos e pela defesa dos animais? E as crianças? Que pensam elas destas práticas de sangue cometidas por quem deve dar o exemplo?
E porquê defender mortes de animais numa arena, em que o sofrimento dos animais é bem visível, e até tiram gozo disso, em vez de defender a PAZ e a HARMONIA ?
A evolução da espécie deve andar lado a lado com a defesa dos direitos dos animais, ou seja, se estamos a evoluir para sermos cada vez mais pessoas equilibradas e dignas de vivermos em harmonia com a natureza, porque é que ainda defendem uma barbaridade sem nenhum grau de cultura e em que só participam homens armados contra animais indefesos?Qual é o gozo ?!Que futuro tem um país como Portugal, que credibilidade temos para com os países desenvolvidos, fazendo práticas deste género?Gostaria de perceber qual o objectivo de quem defende as touradas, tendo a consciência que se trata de MATAR animais indefesos numa arena !Já chega de práticas de sangue e guerras ilegais, quanto mais andar a divertir o povo com matanças extremamente violentas sem objectivo de qualquer causa.
Pretende-se que a Paz seja cultivada e que o entretenimento tenha objectivos, tanto culturais como educacionais.Os animais não têm culpa das frustrações e dos vícios do Homem, os animais não têm culpa que umas centenas de pessoas tenham gozo em ver MATAR e ver SANGUE para se entreterem, os animais respiram e têm as mesmas emoções que nós. Viver em harmonia com eles é respeitar a natureza e dignificar a nossa espécie, que já por sua própria natureza é arrogante e ambiciosa
.Ninguém tem o direito de MATAR, seja por que razão for, e muito menos animais.Ninguém tem o direito de defender uma prática sanguinária e atroz, seja a que nível for.Não temos qualquer direito de subjugar seja que ser vivo for, pois vivemos todos num mundo que se mostra perfeito nos seus desígnios. Para concluir, quero só dar um exemplo:Imagine-se que uma espécie decidia por os homens numa arena e largar feras para os atacarem. Ora, chegamos à conclusão que não seria nada positivo ! Antes pelo contrário ! Não está escrito em lado nenhum, muito menos é desígnio da natureza, a prática de tal CRIME !É um crime MATAR !Tenho esperança que um dia possa dizer às crianças que os Homens tornaram-se mais justos e decidiram por comum acordo com a sua própria natureza, não MATAR mais animais para se divertirem ..!

por Gonçalo Emanuel Chaveiro , 22 de Setembro de 2010 


publicado por Maluvfx às 09:51
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Carta de resposta a petição a favor das touradas a Francisco Moita Flores (defensor das touradas)
É com muita tristeza que acabo de ler a sua petição !

Ninguém vai fazer barricadas à porta dos matadouros nem de guerras, pois vivemos em estados policiais opressores da dignidade e liberdade humanas, gerando cada vez mais medo de represálias.
Nada argumenta a matança de animais, nada é tão cruel e tão maldoso como andar a espetar os pobres seres numa arena à vista de todos !
E a educação? E os valores e os princípios da defesa pelos direitos humanos e pela defesa dos animais? E as crianças? Que pensam elas destas práticas de sangue cometidas por quem deve dar o exemplo?
E porquê defender mortes de animais numa arena, em que o sofrimento dos animais é bem visível, e até tiram gozo disso, em vez de defender a PAZ e a HARMONIA ?
A evolução da espécie deve andar lado a lado com a defesa dos direitos dos animais, ou seja, se estamos a evoluir para sermos cada vez mais pessoas equilibradas e dignas de vivermos em harmonia com a natureza, porque é que ainda defendem uma barbaridade sem nenhum grau de cultura e em que só participam homens armados contra animais indefesos?Qual é o gozo ?!Que futuro tem um país como Portugal, que credibilidade temos para com os países desenvolvidos, fazendo práticas deste género?Gostaria de perceber qual o objectivo de quem defende as touradas, tendo a consciência que se trata de MATAR animais indefesos numa arena !Já chega de práticas de sangue e guerras ilegais, quanto mais andar a divertir o povo com matanças extremamente violentas sem objectivo de qualquer causa.
Pretende-se que a Paz seja cultivada e que o entretenimento tenha objectivos, tanto culturais como educacionais.Os animais não têm culpa das frustrações e dos vícios do Homem, os animais não têm culpa que umas centenas de pessoas tenham gozo em ver MATAR e ver SANGUE para se entreterem, os animais respiram e têm as mesmas emoções que nós. Viver em harmonia com eles é respeitar a natureza e dignificar a nossa espécie, que já por sua própria natureza é arrogante e ambiciosa
.Ninguém tem o direito de MATAR, seja por que razão for, e muito menos animais.Ninguém tem o direito de defender uma prática sanguinária e atroz, seja a que nível for.Não temos qualquer direito de subjugar seja que ser vivo for, pois vivemos todos num mundo que se mostra perfeito nos seus desígnios. Para concluir, quero só dar um exemplo:Imagine-se que uma espécie decidia por os homens numa arena e largar feras para os atacarem. Ora, chegamos à conclusão que não seria nada positivo ! Antes pelo contrário ! Não está escrito em lado nenhum, muito menos é desígnio da natureza, a prática de tal CRIME !É um crime MATAR !Tenho esperança que um dia possa dizer às crianças que os Homens tornaram-se mais justos e decidiram por comum acordo com a sua própria natureza, não MATAR mais animais para se divertirem ..!

por Gonçalo Emanuel Chaveiro , 22 de Setembro de 2010 


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Terça-feira, 21 de Setembro de 2010
Carta Aberta aos Portugueses e ao Dr. Moita Flores sobre a sua petição “Em defesa da festa brava”
Chamo-me Paulo Borges. Sou professor na Universidade de Lisboa e escritor. Dirijo a revista Cultura ENTRE Culturas. Tenho dois filhos. Sou o primeiro signatário da Petição “Pela abolição das touradas e de todos os espectáculos com touros”, que circula na net e em versão impressa. A petição, lançada pelo Partido pelos Animais e pela Natureza (PAN), serviu de base à constituição da plataforma “Basta de Touradas”, que conta já com a adesão de 24 associações e entidades de defesa dos animais e com vários apoios de figuras públicas, nacionais e internacionais.

O Dr. Moita Flores, figura pública e actual presidente da Câmara de Santarém, lançou uma petição contra a nossa, redigida em termos que considero deveras preocupantes, vindos de uma pessoa com a sua responsabilidade cultural, cívica, social e política. Sei que se sente ameaçado pelo movimento de defesa dos animais, mas isso não justifica tudo.

No texto da sua petição chama hipócritas, histéricos, angustiados, “talibãs” e “horda de analfabetos” a todos os que são contra as touradas. Diz que chegou à idade “onde já não há paciência para ser insultado”, quando ninguém o insultou. Pelos vistos chegou à idade onde só tem paciência para insultar os seus concidadãos. Para insultar os milhões de portugueses que, por serem contra o sofrimento dos animais e contra a degradação dos homens que se divertem com isso, são considerados psicopatas, terroristas e incultos.

Fui amigo do Professor Agostinho da Silva, sou editor das suas obras e presido à Associação com o seu nome. Aprendi com ele e com muitos outros – desde São Francisco de Assis, Leonardo da Vinci e Antero de Quental a Gandhi e ao XIV Dalai Lama - a defender a causa do bem de homens e animais e recordo que Agostinho da Silva dizia haver dois tipos de “analfabetos”: os que não sabem ler e os que sabem, mas não conseguem entender o que lêem. Creio que o Dr. Moita Flores se arrisca a ser suspeito de um terceiro caso, ainda mais grave: não conseguir sequer entender o que escreve. Pergunto-lhe quem dos opositores às touradas comete atentados bombistas ou pretende impor as suas ideias pelo terror e pela violência. Pergunto-lhe porque é que ser contra o sofrimento de touros e cavalos e contra a degradação dos homens que com isso se divertem é ser “analfabeto”. Sou autor de 22 livros (de poesia, ensaio, ficção e teatro) e sou professor na Universidade de Lisboa há 22 anos: os portugueses ficam a saber, pela superior inteligência do Dr. Moita Flores, que a dita Universidade contratou um “talibã” e um “analfabeto” que anda a converter ao terrorismo e à incultura os milhares de alunos que o têm tido como professor. E eu, que tive a felicidade de crescer numa família onde se desligava a televisão mal começava a dar uma tourada, fico a saber que o meu defunto pai, a minha mãe, a minha irmã, o meu cunhado, os meus filhos e amigos, são todos "talibãs" e "analfabetos".

Não gosto de falar de mim, mas tenho de o fazer pela causa que defendo e porque isto é gravíssimo, vindo de um criminologista, de uma figura pública e de um supremo responsável político camarário. O Dr. Moita Flores insulta desavergonhadamente a maioria da população portuguesa que, como o indica um estudo recente (2007) do ISCTE, é contra as touradas. Segundo a brilhante dedução deste senhor, Portugal tem assim, a par da crise económica, mais um problema grave: a maioria da sua população é composta de desequilibrados mentais, “talibãs” e “analfabetos”.

A solução para este estado de coisas seria, segundo fica implícito no espírito da sua petição, irmos todos curar-nos, reabilitar-nos e cultivar-nos, com as nossas famílias, filhos e netos, para essas vanguardas da alta cultura que são as praças de touros, onde se descobre o sentido da vida e da existência, e se aprende a amar os animais e a natureza, aplaudindo num êxtase de alegria o espectáculo da dor e do sangue. Desprezemos as artes, as letras e as ciências, deixemos as escolas, abandonemos as universidades, onde segundo Moita Flores ensinam “talibãs” e “analfabetos”, e vamos todos atingir a maioridade cívica, mental e cultural a gritar “Olé!” nas touradas.

Agora sem ironia: o seu texto, Dr. Moita Flores, de uma retórica literária completamente desprovida de coerência racional e apenas cheia de arrogância e insultos a quem não pensa como o senhor, confrange pela desonestidade e/ou confusão mental de que dá mostras. Pois não sabe o senhor que os defensores dos animais são contra todas as formas do seu sofrimento, incluindo essas que refere, e não apenas contra as touradas? Diz que se converteu ao franciscanismo e que São Francisco de Assis lhe ensinou o “caminho ético e moral” para educar os seus filhos e eu pergunto: já alguma vez leu as biografias de São Francisco, onde por exemplo se diz que “Chamava irmãos a todos os animais […]” (Tomás de Celano, Vida Segunda, CXXIV, 165) e se compadecia perante os sofrimentos que os homens lhes infligiam? E porque é que o “touro bravo” é uma “fera negra, símbolo da morte e do medo”? Não serão antes o toureiro e todos os aficionados que aplaudem o espectáculo da dor que são temíveis e negros símbolos – embora muitas vezes inconscientes - do pior que a humanidade traz em si? Fala do ritual trágico onde “vence a vida ou vence a morte” e eu pergunto se a evolução dos costumes não nos oferece outras formas, mais nobres, de fazer a catarse das paixões e vencer o medo, sem fazer sofrer ninguém? Não há hoje formas superiores de heroísmo, como dedicar-se às grandes causas de defesa dos homens, dos animais e da natureza? Não é isso mais benéfico, útil e urgente do que a religião cruel das touradas, anacrónica persistência dos arcaicos sacrifícios sangrentos? E não é uma grosseira mistificação identificar os opositores das touradas com a cultura urbana, quando há quem deteste touradas em todos os pontos do país, incluindo no Ribatejo e no Alentejo? Para já não falar da sua patusca ideia de que nós defendemos a “ditadura do ‘hamburger' urbano” (!?...) e de que é pelas touradas que se defendem os “Direitos do Homem”, dos animais e da “Terra”… Sinceramente, Dr. Moita Flores, o que há de lógico e sério nisto? Defendem-se os animais criando-os para os torturar? O toiro bravo tem de ser torturado numa arena para continuar a existir e com ele os montados? Fala por fim da identidade nacional, da preservação da memória histórica de Portugal: triste identidade e triste país que depende de manter tradições eticamente inadmissíveis para subsistir! Pois eu digo-lhe: Portugal será muito mais motivo de orgulho para os portugueses, e muito mais respeitado internacionalmente, quando, após ser pioneiro na abolição da pena de morte, abolir as touradas e todas as formas de sofrimento animal. Portugal não desaparecerá, mas será um outro Portugal, que manterá na sua riquíssima tradição e cultura tudo o que for ético, relegando para os museus do passado a não repetir tudo o que hoje nos envergonha, como autos-de-fé, esclavagismo, perseguições político-religiosas e touradas.

Esta carta dirige-se a si, mas sobretudo a todos os Portugueses. Leiam-se as duas petições, o espírito, a argumentação e os objectivos de uma e outra, e vejamos o que queremos de melhor para o país, para nós e para as futuras gerações: aplaudir como cultura a tortura dos animais para divertimento dos homens, com prejuízo da sua humanidade e sensibilidade ética, ou dar um passo corajoso para abolir esta e todas as formas de fazer sofrer os animais, nossos companheiros na aventura da existência, em prol do seu bem e da nossa evolução pessoal e colectiva.

E vejamos quem queremos ter como representantes. É muito grave que num Estado de direito as forças policiais não sejam capazes de ou não queiram fazer cumprir a lei, como no recente caso da morte do touro em Monsaraz. Como é muito grave que uma figura como o Dr. Moita Flores desrespeite e insulte impunemente os seus concidadãos que, por imperativo de consciência, não pensam como ele. Está na hora de dizer “Basta!”: às touradas, a todas as formas de infligir sofrimento a homens e animais e a uma geração de políticos que coloca os seus duvidosos gostos pessoais, bem como os interesses de grupos minoritários, acima da sensibilidade maioritária da população. Está na hora de surgir uma nova geração, com um novo paradigma, que traga a ética para a política e assuma numa mesma bandeira a defesa dos homens, dos animais e da natureza.

Está na Hora! Basta!

Vamos assinar em massa:
http://peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=010BASTA

Paulo Borges
Lisboa, 21 de Setembro de 2010


publicado por Maluvfx às 07:32
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Carta Aberta aos Portugueses e ao Dr. Moita Flores sobre a sua petição “Em defesa da festa brava”
Chamo-me Paulo Borges. Sou professor na Universidade de Lisboa e escritor. Dirijo a revista Cultura ENTRE Culturas. Tenho dois filhos. Sou o primeiro signatário da Petição “Pela abolição das touradas e de todos os espectáculos com touros”, que circula na net e em versão impressa. A petição, lançada pelo Partido pelos Animais e pela Natureza (PAN), serviu de base à constituição da plataforma “Basta de Touradas”, que conta já com a adesão de 24 associações e entidades de defesa dos animais e com vários apoios de figuras públicas, nacionais e internacionais.

O Dr. Moita Flores, figura pública e actual presidente da Câmara de Santarém, lançou uma petição contra a nossa, redigida em termos que considero deveras preocupantes, vindos de uma pessoa com a sua responsabilidade cultural, cívica, social e política. Sei que se sente ameaçado pelo movimento de defesa dos animais, mas isso não justifica tudo.

No texto da sua petição chama hipócritas, histéricos, angustiados, “talibãs” e “horda de analfabetos” a todos os que são contra as touradas. Diz que chegou à idade “onde já não há paciência para ser insultado”, quando ninguém o insultou. Pelos vistos chegou à idade onde só tem paciência para insultar os seus concidadãos. Para insultar os milhões de portugueses que, por serem contra o sofrimento dos animais e contra a degradação dos homens que se divertem com isso, são considerados psicopatas, terroristas e incultos.

Fui amigo do Professor Agostinho da Silva, sou editor das suas obras e presido à Associação com o seu nome. Aprendi com ele e com muitos outros – desde São Francisco de Assis, Leonardo da Vinci e Antero de Quental a Gandhi e ao XIV Dalai Lama - a defender a causa do bem de homens e animais e recordo que Agostinho da Silva dizia haver dois tipos de “analfabetos”: os que não sabem ler e os que sabem, mas não conseguem entender o que lêem. Creio que o Dr. Moita Flores se arrisca a ser suspeito de um terceiro caso, ainda mais grave: não conseguir sequer entender o que escreve. Pergunto-lhe quem dos opositores às touradas comete atentados bombistas ou pretende impor as suas ideias pelo terror e pela violência. Pergunto-lhe porque é que ser contra o sofrimento de touros e cavalos e contra a degradação dos homens que com isso se divertem é ser “analfabeto”. Sou autor de 22 livros (de poesia, ensaio, ficção e teatro) e sou professor na Universidade de Lisboa há 22 anos: os portugueses ficam a saber, pela superior inteligência do Dr. Moita Flores, que a dita Universidade contratou um “talibã” e um “analfabeto” que anda a converter ao terrorismo e à incultura os milhares de alunos que o têm tido como professor. E eu, que tive a felicidade de crescer numa família onde se desligava a televisão mal começava a dar uma tourada, fico a saber que o meu defunto pai, a minha mãe, a minha irmã, o meu cunhado, os meus filhos e amigos, são todos "talibãs" e "analfabetos".

Não gosto de falar de mim, mas tenho de o fazer pela causa que defendo e porque isto é gravíssimo, vindo de um criminologista, de uma figura pública e de um supremo responsável político camarário. O Dr. Moita Flores insulta desavergonhadamente a maioria da população portuguesa que, como o indica um estudo recente (2007) do ISCTE, é contra as touradas. Segundo a brilhante dedução deste senhor, Portugal tem assim, a par da crise económica, mais um problema grave: a maioria da sua população é composta de desequilibrados mentais, “talibãs” e “analfabetos”.

A solução para este estado de coisas seria, segundo fica implícito no espírito da sua petição, irmos todos curar-nos, reabilitar-nos e cultivar-nos, com as nossas famílias, filhos e netos, para essas vanguardas da alta cultura que são as praças de touros, onde se descobre o sentido da vida e da existência, e se aprende a amar os animais e a natureza, aplaudindo num êxtase de alegria o espectáculo da dor e do sangue. Desprezemos as artes, as letras e as ciências, deixemos as escolas, abandonemos as universidades, onde segundo Moita Flores ensinam “talibãs” e “analfabetos”, e vamos todos atingir a maioridade cívica, mental e cultural a gritar “Olé!” nas touradas.

Agora sem ironia: o seu texto, Dr. Moita Flores, de uma retórica literária completamente desprovida de coerência racional e apenas cheia de arrogância e insultos a quem não pensa como o senhor, confrange pela desonestidade e/ou confusão mental de que dá mostras. Pois não sabe o senhor que os defensores dos animais são contra todas as formas do seu sofrimento, incluindo essas que refere, e não apenas contra as touradas? Diz que se converteu ao franciscanismo e que São Francisco de Assis lhe ensinou o “caminho ético e moral” para educar os seus filhos e eu pergunto: já alguma vez leu as biografias de São Francisco, onde por exemplo se diz que “Chamava irmãos a todos os animais […]” (Tomás de Celano, Vida Segunda, CXXIV, 165) e se compadecia perante os sofrimentos que os homens lhes infligiam? E porque é que o “touro bravo” é uma “fera negra, símbolo da morte e do medo”? Não serão antes o toureiro e todos os aficionados que aplaudem o espectáculo da dor que são temíveis e negros símbolos – embora muitas vezes inconscientes - do pior que a humanidade traz em si? Fala do ritual trágico onde “vence a vida ou vence a morte” e eu pergunto se a evolução dos costumes não nos oferece outras formas, mais nobres, de fazer a catarse das paixões e vencer o medo, sem fazer sofrer ninguém? Não há hoje formas superiores de heroísmo, como dedicar-se às grandes causas de defesa dos homens, dos animais e da natureza? Não é isso mais benéfico, útil e urgente do que a religião cruel das touradas, anacrónica persistência dos arcaicos sacrifícios sangrentos? E não é uma grosseira mistificação identificar os opositores das touradas com a cultura urbana, quando há quem deteste touradas em todos os pontos do país, incluindo no Ribatejo e no Alentejo? Para já não falar da sua patusca ideia de que nós defendemos a “ditadura do ‘hamburger' urbano” (!?...) e de que é pelas touradas que se defendem os “Direitos do Homem”, dos animais e da “Terra”… Sinceramente, Dr. Moita Flores, o que há de lógico e sério nisto? Defendem-se os animais criando-os para os torturar? O toiro bravo tem de ser torturado numa arena para continuar a existir e com ele os montados? Fala por fim da identidade nacional, da preservação da memória histórica de Portugal: triste identidade e triste país que depende de manter tradições eticamente inadmissíveis para subsistir! Pois eu digo-lhe: Portugal será muito mais motivo de orgulho para os portugueses, e muito mais respeitado internacionalmente, quando, após ser pioneiro na abolição da pena de morte, abolir as touradas e todas as formas de sofrimento animal. Portugal não desaparecerá, mas será um outro Portugal, que manterá na sua riquíssima tradição e cultura tudo o que for ético, relegando para os museus do passado a não repetir tudo o que hoje nos envergonha, como autos-de-fé, esclavagismo, perseguições político-religiosas e touradas.

Esta carta dirige-se a si, mas sobretudo a todos os Portugueses. Leiam-se as duas petições, o espírito, a argumentação e os objectivos de uma e outra, e vejamos o que queremos de melhor para o país, para nós e para as futuras gerações: aplaudir como cultura a tortura dos animais para divertimento dos homens, com prejuízo da sua humanidade e sensibilidade ética, ou dar um passo corajoso para abolir esta e todas as formas de fazer sofrer os animais, nossos companheiros na aventura da existência, em prol do seu bem e da nossa evolução pessoal e colectiva.

E vejamos quem queremos ter como representantes. É muito grave que num Estado de direito as forças policiais não sejam capazes de ou não queiram fazer cumprir a lei, como no recente caso da morte do touro em Monsaraz. Como é muito grave que uma figura como o Dr. Moita Flores desrespeite e insulte impunemente os seus concidadãos que, por imperativo de consciência, não pensam como ele. Está na hora de dizer “Basta!”: às touradas, a todas as formas de infligir sofrimento a homens e animais e a uma geração de políticos que coloca os seus duvidosos gostos pessoais, bem como os interesses de grupos minoritários, acima da sensibilidade maioritária da população. Está na hora de surgir uma nova geração, com um novo paradigma, que traga a ética para a política e assuma numa mesma bandeira a defesa dos homens, dos animais e da natureza.

Está na Hora! Basta!

Vamos assinar em massa:
http://peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=010BASTA

Paulo Borges
Lisboa, 21 de Setembro de 2010


publicado por Maluvfx às 07:32
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Resposta aberta à entrevista de Francisco Moita Flores no Correio da Manhã
Correio da Manhã - A imagem da tourada já teve melhores dias?
Francisco Moita Flores - Continua a ter os melhores dias, apesar da imagem que um bando de senhores quer fazer passar. É o segundo espectáculo mais visto em Portugal, a seguir ao futebol.
Luis Ferreira - Já é a segunda vez que vejo FMF a dirigir-se publicamente de forma insultuosa às pessoas que lutam pelo fim das touradas. No texto em favor da sua petição foi "talibâs" e "horda de analfabetos". Agora é "bando" de senhores. Não me parece que FMF se esteja a dirigir a essas pessoas como um conjunto de aves ou animais. Portanto deve querer dizer grupo de "malfeitores" ou "criminosos". Agradecia portanto a FMF que fizesse uma acusação formal a essas mesmas pessoas. Directamente. E que especifica-se qual o crime cometido. MFM, muitos anos colaborador da PJ terá concerteza os meios e o conhecimento para o fazer. Se não fizer isso as suas afirmações deixam de ter qualquer fundamento.

Em segundo, por favor especifique qual é a "imagem que o bando de senhores" quer fazer passar? A de que o touro sofre durante a tourada? É preciso ser algum especialista para saber que um touro com ferros espetados, cortado e a jorrar sangue está a sofrer? A menos que FMF tenha conhecimento de algum estudo cientifico reconhecido e sério que prove que vomitar sangue é uma demonstração de bem estar, eu mantenho os meus conhecimentos, ainda que modestos, das leis da Natureza - O touro sofre durante a tourada. Ponto final.

Em terceiro lugar agradeço que nos informe as suas fontes de informação sobre os números das assistências a espetáculos. Aparentemente, FMF disse propositadamente que a tourada é o segundo espectaculo mais visto a seguir ao futebol . Só não disse que era o primeiro porque isso seria ainda mais ridiculo. Indique-nos portanto como, quando e onde retirou essa informação ou ela pura e simplesmente não tem valor.

CM - Se a petição chegar às cem mil assinaturas [até Julho de 2011], que efeitos terá o documento?
FMF - Vai permitir mostrar quantos somos. E o efeito já se nota: em menos de 24 horas desde que foi lançada já superou as duas mil.

FMF deve ser novo nestas coisas das petições e pensa que 2.000 assinaturas em 24h é algo de que se pode orgulhar. Mas não percebe que independentemente do numero de assinaturas que obter até 2011 comprou apenas uma guerra com fim á vista. E esta vai ter consequencias pessoais para ele. Pode adia-la, torna-la mais longa, mais dura, mas o fim será inevitavelmente o fim das touradas. Não percebe que o número de apreciadores de touradas não vai aumentar por causa da sua petição. Mas vão aumentar o número de pessoas contra. Não percebe que nem que seja só contra o cidadão FMF, a guerra contra as touradas só vai acabar quando as touradas acabarem. Não deixo de sentir curiosidade sobre o que vai fazer FMF se a petição não chegar ás 100.000 assinaturas.

CM - Tem criticado os promotores antitouradas, dizendo que os mesmos não defendem os direitos dos animais...
FMF - Não o sabem fazer. São contaminados pelo mito do hambúrguer urbano. Há uma rejeição de toda a tradição, de toda a cultura.

Se não sabemos defender os direitos dos animais peço a FMF para nos ensinar, já que a sua formação e experiência é evidentemente melhor que a nossa. Tenha um acto de cidadania e explique a todos nós como se tratam os animais. Mas que fique bem claro, se isso implicar, alimenta-lo, vê-lo crescer, deixa-lo gozar uma suposta liberdade no campo durante alguns anos com o objectivo de depois espetar-lhe farpas, golpea-lo e faze-lo jorrar sangue até á exaustão e morte, então eu dispenso a lição.

CM - Como analisa a decisão de Barcelona de proibir a festa brava?
FMF - Vamos ver se o vai fazer... Há uma politização das touradas neste caso. Com esta petição quis dizer apenas isto: sou pai, tenho três filhos e três netos. Seguimos uma tradição que não aceita a barbárie e a violência que estes senhores nos acusam de promover. O argumento do sofrimento do toiro é uma questão patética.

FMF, não acha exagerado fazer uma petição para dizer que é pai, tem 3 filhos e 3 netos? Olhe, eu tenho 2 filhos e espero vir a ter netos e bisnetos. Que legitimidade isso me dá? Era bom esclarecer definitivamente de que é que FMF acha que está a ser acusado. É que mandar uma bocas para o ar, dizer que "hordas de analfabetos" e "bandos de senhores" dizem e fazem umas coisas contra si e contra as touradas sem sabermos exactamente o quê não chega.

Aparentemente FMF está com receio dos tais analfabetos ou malfeitores que não sabem tratar os animais. Esta com receio dos avós, pais, filhos e netos cuja tradição não vai ter espectáculos de sangue, não vai ter partes cortadas de touros expostas como trofeus. Não vai ter usurpação do direito a um fim de vida digno e sem dor de um animal que apenas se defende de quem o ataca. Não vai ter touradas. E é disso que FMF tem receio. É de perder o seu pequeno prazer. É receio de ser enfrentado por "hordas" e "bandos" de cidadãos, avós, pais, filhos e netos para quem o sofrimento do touro não é uma questão patética. Sabe porquê? Porque a tradição dizia-nos para ouvir uma figura pública como FMF e tomar as suas palavras como verdadeiras. Mas a tradição já não é o que era.

por Luis Ferreira 10 de Setembro de 2010


publicado por Maluvfx às 07:29
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Resposta aberta à entrevista de Francisco Moita Flores no Correio da Manhã
Correio da Manhã - A imagem da tourada já teve melhores dias?
Francisco Moita Flores - Continua a ter os melhores dias, apesar da imagem que um bando de senhores quer fazer passar. É o segundo espectáculo mais visto em Portugal, a seguir ao futebol.
Luis Ferreira - Já é a segunda vez que vejo FMF a dirigir-se publicamente de forma insultuosa às pessoas que lutam pelo fim das touradas. No texto em favor da sua petição foi "talibâs" e "horda de analfabetos". Agora é "bando" de senhores. Não me parece que FMF se esteja a dirigir a essas pessoas como um conjunto de aves ou animais. Portanto deve querer dizer grupo de "malfeitores" ou "criminosos". Agradecia portanto a FMF que fizesse uma acusação formal a essas mesmas pessoas. Directamente. E que especifica-se qual o crime cometido. MFM, muitos anos colaborador da PJ terá concerteza os meios e o conhecimento para o fazer. Se não fizer isso as suas afirmações deixam de ter qualquer fundamento.

Em segundo, por favor especifique qual é a "imagem que o bando de senhores" quer fazer passar? A de que o touro sofre durante a tourada? É preciso ser algum especialista para saber que um touro com ferros espetados, cortado e a jorrar sangue está a sofrer? A menos que FMF tenha conhecimento de algum estudo cientifico reconhecido e sério que prove que vomitar sangue é uma demonstração de bem estar, eu mantenho os meus conhecimentos, ainda que modestos, das leis da Natureza - O touro sofre durante a tourada. Ponto final.

Em terceiro lugar agradeço que nos informe as suas fontes de informação sobre os números das assistências a espetáculos. Aparentemente, FMF disse propositadamente que a tourada é o segundo espectaculo mais visto a seguir ao futebol . Só não disse que era o primeiro porque isso seria ainda mais ridiculo. Indique-nos portanto como, quando e onde retirou essa informação ou ela pura e simplesmente não tem valor.

CM - Se a petição chegar às cem mil assinaturas [até Julho de 2011], que efeitos terá o documento?
FMF - Vai permitir mostrar quantos somos. E o efeito já se nota: em menos de 24 horas desde que foi lançada já superou as duas mil.

FMF deve ser novo nestas coisas das petições e pensa que 2.000 assinaturas em 24h é algo de que se pode orgulhar. Mas não percebe que independentemente do numero de assinaturas que obter até 2011 comprou apenas uma guerra com fim á vista. E esta vai ter consequencias pessoais para ele. Pode adia-la, torna-la mais longa, mais dura, mas o fim será inevitavelmente o fim das touradas. Não percebe que o número de apreciadores de touradas não vai aumentar por causa da sua petição. Mas vão aumentar o número de pessoas contra. Não percebe que nem que seja só contra o cidadão FMF, a guerra contra as touradas só vai acabar quando as touradas acabarem. Não deixo de sentir curiosidade sobre o que vai fazer FMF se a petição não chegar ás 100.000 assinaturas.

CM - Tem criticado os promotores antitouradas, dizendo que os mesmos não defendem os direitos dos animais...
FMF - Não o sabem fazer. São contaminados pelo mito do hambúrguer urbano. Há uma rejeição de toda a tradição, de toda a cultura.

Se não sabemos defender os direitos dos animais peço a FMF para nos ensinar, já que a sua formação e experiência é evidentemente melhor que a nossa. Tenha um acto de cidadania e explique a todos nós como se tratam os animais. Mas que fique bem claro, se isso implicar, alimenta-lo, vê-lo crescer, deixa-lo gozar uma suposta liberdade no campo durante alguns anos com o objectivo de depois espetar-lhe farpas, golpea-lo e faze-lo jorrar sangue até á exaustão e morte, então eu dispenso a lição.

CM - Como analisa a decisão de Barcelona de proibir a festa brava?
FMF - Vamos ver se o vai fazer... Há uma politização das touradas neste caso. Com esta petição quis dizer apenas isto: sou pai, tenho três filhos e três netos. Seguimos uma tradição que não aceita a barbárie e a violência que estes senhores nos acusam de promover. O argumento do sofrimento do toiro é uma questão patética.

FMF, não acha exagerado fazer uma petição para dizer que é pai, tem 3 filhos e 3 netos? Olhe, eu tenho 2 filhos e espero vir a ter netos e bisnetos. Que legitimidade isso me dá? Era bom esclarecer definitivamente de que é que FMF acha que está a ser acusado. É que mandar uma bocas para o ar, dizer que "hordas de analfabetos" e "bandos de senhores" dizem e fazem umas coisas contra si e contra as touradas sem sabermos exactamente o quê não chega.

Aparentemente FMF está com receio dos tais analfabetos ou malfeitores que não sabem tratar os animais. Esta com receio dos avós, pais, filhos e netos cuja tradição não vai ter espectáculos de sangue, não vai ter partes cortadas de touros expostas como trofeus. Não vai ter usurpação do direito a um fim de vida digno e sem dor de um animal que apenas se defende de quem o ataca. Não vai ter touradas. E é disso que FMF tem receio. É de perder o seu pequeno prazer. É receio de ser enfrentado por "hordas" e "bandos" de cidadãos, avós, pais, filhos e netos para quem o sofrimento do touro não é uma questão patética. Sabe porquê? Porque a tradição dizia-nos para ouvir uma figura pública como FMF e tomar as suas palavras como verdadeiras. Mas a tradição já não é o que era.

por Luis Ferreira 10 de Setembro de 2010


publicado por Maluvfx às 07:29
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Quarta-feira, 8 de Setembro de 2010
PPA quer mais do que foi aprovado em Barcelona e Associação Animal consegue cancelar rodeio à brasileira
Proibição de touradas a partir de 2012 em Barcelona faz mexer organizações portuguesas 


foto
A luta é para proibir touradas, largadas, entradas e até os rodeios à brasileira. As associações anti-touradas ganham alento e querem acabar com tudo o que meta touros.

O Partido Pelos Animais (PPA) disse à agência Lusa que lançou uma petição na Internet para que seja aprovada legislação no sentido de abolir as touradas em Portugal. Na mira daquela associação não estão apenas as touradas mas todos os espectáculos com touros, afirmou o seu porta-voz, Paulo Borges. O PPA, criado em 2009, tem uma posição em defesa dos animais que inclui, por exemplo, a progressiva adopção de uma alimentação vegetariana.

A recente aprovação no Parlamento da Catalunha da proibição de touradas naquela região espanhola a partir de Janeiro de 2012, embora deixando de fora outros espectáculos com touros, nomeadamente as entradas, deu ânimo aos movimentos anti-touradas e nomeadamente ao Partido Pelos Animais. “Achamos que este é um momento de grande fôlego para o movimento anti tauromáquico em todo o mundo e estamos a aproveitar também esta oportunidade”, declarou a mesma fonte.

Paulo Borges que participou no domingo, num protesto silencioso em Fátima contra alegados maus tratos de animais no Santuário, esclareceu que a petição agora lançada sucede a uma outra, subscrita por 8500 pessoas, contra a criação da secção de Tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura, documento que irá ser objecto de discussão na Assembleia da República.
No sábado, na Aldeia da Ponte, concelho do Sabugal, um “Rodeio à brasileira”, semelhante ao que decorreu a 7 de Agosto na praça de touros de Almeirim, foi cancelado, após o provimento de uma Providência Cautelar avançada pela associação ANIMAL.

A presidente da associação, Rita Silva, explicou à agência Lusa que “sempre” que tomam conhecimento da marcação de um evento deste género, actuam judicialmente, o que leva a crer que ou a associação não teve conhecimento da iniciativa de Almeirim ou o tribunal onde foi apresentada a providência cautelar, não lhe deu provimento.

O organizador do rodeio que não se pôde realizar, Mário Cowboy, diz que os elementos da associação ANIMAL, “não sabem o que é um rodeio e não devem saber o que é maltratar um animal” e defende que “um homem de 60 quilos a montar num animal de 600 quilos, que tem o instinto de saltar, não é maltratar”.

“Eles – Associação ANIMAL - tentam promover o seu nome através de gente, como nós, que está a entrar como novidade no mercado”, pois com a comunidade taurina, “já não conseguem fazer nada”, diz este cidadão brasileiro que aponta diversos prejuízos causados pelo cancelamento do evento.
Segundo o documento do Tribunal Judicial do Sabugal, que decretou a providência cautelar “o prejuízo resultante da presente providência não excede o dano que com ela se pretende evitar”, já que o “ interesse económico e lúdico”, (…) não é superior ao cumprimento dos direitos dos animais inscritos no diploma legal vigente…”. “Não existe qualquer possibilidade de se traduzir em dinheiro o direito dos animais protegido pelo direito supra identificado”, refere o juiz que proferiu a decisão. O rodeio estava aprovado pela Inspecção-Geral das Actividades Culturais (IGAC).



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publicado por Maluvfx às 08:13
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PPA quer mais do que foi aprovado em Barcelona e Associação Animal consegue cancelar rodeio à brasileira
Proibição de touradas a partir de 2012 em Barcelona faz mexer organizações portuguesas 


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A luta é para proibir touradas, largadas, entradas e até os rodeios à brasileira. As associações anti-touradas ganham alento e querem acabar com tudo o que meta touros.

O Partido Pelos Animais (PPA) disse à agência Lusa que lançou uma petição na Internet para que seja aprovada legislação no sentido de abolir as touradas em Portugal. Na mira daquela associação não estão apenas as touradas mas todos os espectáculos com touros, afirmou o seu porta-voz, Paulo Borges. O PPA, criado em 2009, tem uma posição em defesa dos animais que inclui, por exemplo, a progressiva adopção de uma alimentação vegetariana.

A recente aprovação no Parlamento da Catalunha da proibição de touradas naquela região espanhola a partir de Janeiro de 2012, embora deixando de fora outros espectáculos com touros, nomeadamente as entradas, deu ânimo aos movimentos anti-touradas e nomeadamente ao Partido Pelos Animais. “Achamos que este é um momento de grande fôlego para o movimento anti tauromáquico em todo o mundo e estamos a aproveitar também esta oportunidade”, declarou a mesma fonte.

Paulo Borges que participou no domingo, num protesto silencioso em Fátima contra alegados maus tratos de animais no Santuário, esclareceu que a petição agora lançada sucede a uma outra, subscrita por 8500 pessoas, contra a criação da secção de Tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura, documento que irá ser objecto de discussão na Assembleia da República.
No sábado, na Aldeia da Ponte, concelho do Sabugal, um “Rodeio à brasileira”, semelhante ao que decorreu a 7 de Agosto na praça de touros de Almeirim, foi cancelado, após o provimento de uma Providência Cautelar avançada pela associação ANIMAL.

A presidente da associação, Rita Silva, explicou à agência Lusa que “sempre” que tomam conhecimento da marcação de um evento deste género, actuam judicialmente, o que leva a crer que ou a associação não teve conhecimento da iniciativa de Almeirim ou o tribunal onde foi apresentada a providência cautelar, não lhe deu provimento.

O organizador do rodeio que não se pôde realizar, Mário Cowboy, diz que os elementos da associação ANIMAL, “não sabem o que é um rodeio e não devem saber o que é maltratar um animal” e defende que “um homem de 60 quilos a montar num animal de 600 quilos, que tem o instinto de saltar, não é maltratar”.

“Eles – Associação ANIMAL - tentam promover o seu nome através de gente, como nós, que está a entrar como novidade no mercado”, pois com a comunidade taurina, “já não conseguem fazer nada”, diz este cidadão brasileiro que aponta diversos prejuízos causados pelo cancelamento do evento.
Segundo o documento do Tribunal Judicial do Sabugal, que decretou a providência cautelar “o prejuízo resultante da presente providência não excede o dano que com ela se pretende evitar”, já que o “ interesse económico e lúdico”, (…) não é superior ao cumprimento dos direitos dos animais inscritos no diploma legal vigente…”. “Não existe qualquer possibilidade de se traduzir em dinheiro o direito dos animais protegido pelo direito supra identificado”, refere o juiz que proferiu a decisão. O rodeio estava aprovado pela Inspecção-Geral das Actividades Culturais (IGAC).



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O Partido Pelos Animais (PPA) disse à agência Lusa que lançou uma petição na Internet para que seja aprovada legislação no sentido de abolir as touradas em Portugal. Na mira daquela associação não estão apenas as touradas mas todos os espectáculos com touros, afirmou o seu porta-voz, Paulo Borges. O PPA, criado em 2009, tem uma posição em defesa dos animais que inclui, por exemplo, a progressiva adopção de uma alimentação vegetariana.

A recente aprovação no Parlamento da Catalunha da proibição de touradas naquela região espanhola a partir de Janeiro de 2012, embora deixando de fora outros espectáculos com touros, nomeadamente as entradas, deu ânimo aos movimentos anti-touradas e nomeadamente ao Partido Pelos Animais. “Achamos que este é um momento de grande fôlego para o movimento anti tauromáquico em todo o mundo e estamos a aproveitar também esta oportunidade”, declarou a mesma fonte.

Paulo Borges que participou no domingo, num protesto silencioso em Fátima contra alegados maus tratos de animais no Santuário, esclareceu que a petição agora lançada sucede a uma outra, subscrita por 8500 pessoas, contra a criação da secção de Tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura, documento que irá ser objecto de discussão na Assembleia da República.
No sábado, na Aldeia da Ponte, concelho do Sabugal, um “Rodeio à brasileira”, semelhante ao que decorreu a 7 de Agosto na praça de touros de Almeirim, foi cancelado, após o provimento de uma Providência Cautelar avançada pela associação ANIMAL.

A presidente da associação, Rita Silva, explicou à agência Lusa que “sempre” que tomam conhecimento da marcação de um evento deste género, actuam judicialmente, o que leva a crer que ou a associação não teve conhecimento da iniciativa de Almeirim ou o tribunal onde foi apresentada a providência cautelar, não lhe deu provimento.

O organizador do rodeio que não se pôde realizar, Mário Cowboy, diz que os elementos da associação ANIMAL, “não sabem o que é um rodeio e não devem saber o que é maltratar um animal” e defende que “um homem de 60 quilos a montar num animal de 600 quilos, que tem o instinto de saltar, não é maltratar”.

“Eles – Associação ANIMAL - tentam promover o seu nome através de gente, como nós, que está a entrar como novidade no mercado”, pois com a comunidade taurina, “já não conseguem fazer nada”, diz este cidadão brasileiro que aponta diversos prejuízos causados pelo cancelamento do evento.
Segundo o documento do Tribunal Judicial do Sabugal, que decretou a providência cautelar “o prejuízo resultante da presente providência não excede o dano que com ela se pretende evitar”, já que o “ interesse económico e lúdico”, (…) não é superior ao cumprimento dos direitos dos animais inscritos no diploma legal vigente…”. “Não existe qualquer possibilidade de se traduzir em dinheiro o direito dos animais protegido pelo direito supra identificado”, refere o juiz que proferiu a decisão. O rodeio estava aprovado pela Inspecção-Geral das Actividades Culturais (IGAC).



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O Partido Pelos Animais (PPA) disse à agência Lusa que lançou uma petição na Internet para que seja aprovada legislação no sentido de abolir as touradas em Portugal. Na mira daquela associação não estão apenas as touradas mas todos os espectáculos com touros, afirmou o seu porta-voz, Paulo Borges. O PPA, criado em 2009, tem uma posição em defesa dos animais que inclui, por exemplo, a progressiva adopção de uma alimentação vegetariana.

A recente aprovação no Parlamento da Catalunha da proibição de touradas naquela região espanhola a partir de Janeiro de 2012, embora deixando de fora outros espectáculos com touros, nomeadamente as entradas, deu ânimo aos movimentos anti-touradas e nomeadamente ao Partido Pelos Animais. “Achamos que este é um momento de grande fôlego para o movimento anti tauromáquico em todo o mundo e estamos a aproveitar também esta oportunidade”, declarou a mesma fonte.

Paulo Borges que participou no domingo, num protesto silencioso em Fátima contra alegados maus tratos de animais no Santuário, esclareceu que a petição agora lançada sucede a uma outra, subscrita por 8500 pessoas, contra a criação da secção de Tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura, documento que irá ser objecto de discussão na Assembleia da República.
No sábado, na Aldeia da Ponte, concelho do Sabugal, um “Rodeio à brasileira”, semelhante ao que decorreu a 7 de Agosto na praça de touros de Almeirim, foi cancelado, após o provimento de uma Providência Cautelar avançada pela associação ANIMAL.

A presidente da associação, Rita Silva, explicou à agência Lusa que “sempre” que tomam conhecimento da marcação de um evento deste género, actuam judicialmente, o que leva a crer que ou a associação não teve conhecimento da iniciativa de Almeirim ou o tribunal onde foi apresentada a providência cautelar, não lhe deu provimento.

O organizador do rodeio que não se pôde realizar, Mário Cowboy, diz que os elementos da associação ANIMAL, “não sabem o que é um rodeio e não devem saber o que é maltratar um animal” e defende que “um homem de 60 quilos a montar num animal de 600 quilos, que tem o instinto de saltar, não é maltratar”.

“Eles – Associação ANIMAL - tentam promover o seu nome através de gente, como nós, que está a entrar como novidade no mercado”, pois com a comunidade taurina, “já não conseguem fazer nada”, diz este cidadão brasileiro que aponta diversos prejuízos causados pelo cancelamento do evento.
Segundo o documento do Tribunal Judicial do Sabugal, que decretou a providência cautelar “o prejuízo resultante da presente providência não excede o dano que com ela se pretende evitar”, já que o “ interesse económico e lúdico”, (…) não é superior ao cumprimento dos direitos dos animais inscritos no diploma legal vigente…”. “Não existe qualquer possibilidade de se traduzir em dinheiro o direito dos animais protegido pelo direito supra identificado”, refere o juiz que proferiu a decisão. O rodeio estava aprovado pela Inspecção-Geral das Actividades Culturais (IGAC).



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