Ética é o conjunto de valores, ou padrões, a partir dos quais uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões. A ética é importante por que respeita os outros e a dignidade humana.

Domingo, 19 de Agosto de 2012
Protestos em Viana do Castelo (actualização)
Uma centena de manifestantes no primeiro protesto do dia contra o regresso das touradas a Viana

Mais de cem pessoas protestaram esta manhã, em Viana do Castelo, contra a realização de uma corrida de touros naquela cidade, cuja câmara se declarou "antitouradas", na primeira de duas concentrações previstas para este domingo.

"O que estamos a fazer é uma festa pacífica, em contraponto contra a festa brava, mostrando a nossa solidariedade para com a autarquia", explicou Manuel Eduardo dos Santos, da Plataforma para a Abolição das Corridas de Touros, promotora da manifestação.

Aquela plataforma congrega cerca de 50 associações de todo o país e garante que apesar da realização deste espetáculo, esta tarde, na primeira cidade "antitouradas" do país, o objetivo continua a ser a "abolição" das corridas de touros.

"A luta pela abolição das touradas, por via da Lei e do consenso nacional, ainda vai levar o seu tempo, não somos ingénuos. Estamos a trabalhar para, dentro desta década, conseguirmos avanços significativos", admitiu, durante o protesto desta manhã.

"s 17:00 de hoje terá início, em terrenos privados da freguesia de Areosa, Viana do Castelo, a primeira corrida de touros realizada na cidade desde 2008.

Foi viabilizada pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, apesar de a autarquia insistir que a instalação da arena amovível naquele local representa uma "violação grave" de vários planos de ordenamento do território.

O protesto desta manhã, realizado no centro da cidade de Viana do Castelo, longe dos terrenos em causa, reuniu uma centena de apoiantes "sem qualquer tipo de provocação" à organização da tourada, a cargo da "Prótoiro", apenas com cartazes e palavras de ordem contra as touradas.

"A nossa estratégia é paciente, pela via legalista e da não confrontação. Não queremos mais sangue no país. Além dos animais, só queremos que mais ninguém se magoe", justificou Manuel Eduardo dos Santos.

A associação Animal integrou este protesto, classificando o dia de hoje como de "uma tristeza imensa", por ver a "vertente legal sobrepor-se à moral".

"Estamos convictos que, depois deste episódio lamentável e vergonhoso, Viana do Castelo vai continuar a ser uma cidade antitouradas. Vamos recorrer a todos os meios ao nosso alcance para que isso aconteça", afirmou Rita Silva, presidente da Animal.

Esta associação elaborou a moção aprovada, em 2009, no executivo camarário, proibindo a realização de touradas no concelho.

Na altura, fevereiro de 2009, Defensor Moura era presidente da Câmara e hoje voltou à ribalta, na linha da frente desta manifestação.

"Ninguém notou que até agora não houve tourada, por isso Viana do Castelo continuará a ser uma cidade 'antitourada', não há localização sequer para a receber", afirmou o socialista.

O ex-autarca garante que a decisão do tribunal, de permitir a instalação da arena em terrenos classificados da freguesia de Areosa é "inadmissível", por se tratar de uma área em que "nem um agricultor pode construir um casebre para guardar os seus utensílios".

"Hoje é um dia triste, mas também um ponto de revitalização da luta contra a atrocidade das touradas. Em Portugal penaliza-se quem dá uma paulada num cão mas permite-se espetar farpas num touro", apontou ainda Defensor Moura.

O presidente da direção do Partido pelos Animais e pela Natureza (PAN) também integrou este protesto, criticando a atuação do "poderoso lóbi tauromáquico".

"Depois de perder 20 por cento do público no sul estão a tentar exportar as corridas de touros para o norte, onde essa tradição não existe", afirmou Paulo Borges.

O dirigente do PAN criticou a autorização dada pelo tribunal para a instalação da arena, classificando-o como um "apoio vergonhoso" e uma "desautorização do município".
Uma centena de manifestantes no primeiro protesto do dia contra o regresso das touradas a Viana


Manifestantes na rua em protesto contra tourada em Viana do Castelo

Cerca de 50 pessoas manifestam-se contra tourada desta tarde em Viana do Castelo. As associações de Defesa dos Animais não compreendem a decisão do Tribunal Administrativo de Braga que deu "luz verde" à tourada contrariando os planos da autarquia.

Várias associações de Defesa dos Animais começaram a juntar-se ao final da manhã no jardim da Marina, em Viana do Castelo.
Em declarações à TSF, Rita Silva, presidente da Animal, espera que mais pessoas se juntem ao protesto nas próximas horas, apesar de tudo ter sido combinado de um dia para o outro.
A Associação Animal, não compreende a decisão do Tribunal Administrativo de Braga que autorizou a tourada organizada pela federação Prótoiro, contrariando os planos da Câmara Municipal de Viana do Castelo.
A autarquia fala num «atentado ambiental» porque a arena está instalada numa área protegida.
A presidente da Animal, Rita Silva desconfia que há outros interesses em jogo.


  • A presidente da Animal, Rita Silva, fala numa decisão imoral do Tribunal Administrativo de Braga
  • Rita Silva desconfia que há interesses em jogo neste caso


«Estamos a assistir a um atentando ambiental grave, sem que ninguém faça nada. Estou perplexo», afirmou o autarca José Maria Costa



Defensor Moura junta-se a manifestantes contra “vergonhosa” autorização para tourada em Viana


Associação Animal diz que Prótoiro tem “ódio de estimação” por Defensor Moura e José Maria Costa

Este domingo de manhã, mais de 100 pessoas juntaram-se no jardim da marina de Viana do Castelo para uma manifestação pacífica contra a tourada que a freguesia da Areosa recebe esta tarde. Vestidos maioritariamente de branco e com cartazes e tshirts anti-tourada, os manifestantes quiseram passar a mensagem de que os vianenses não querem o regresso das touradas à cidade. Rita Silva, presidente da Animal, marcou presença na manifestação. Recorde-se que foi a Animal a autora da moção anti-touradas que foi aprovada pelo executivo do ex-autarca Defensor Moura em 2009. A responsável lamenta que uma questão legal se tenha sobreposto a uma questão moral.


Tourada com polémica em Viana do Castelo
Plataformas anti-tourada manifestam-se hoje contra a corrida de touros da Areosa.


Uma centena manifesta-se contra touradas em Viana

Defensor de Moura, ex-presidente da Câmara de Viana, foi um dos presentes na manifestação
Defensor de Moura, ex-presidente da Câmara de Viana,
foi um dos presentes na manifestação
Frente anti-touradas ao lado da câmara de Viana para acabar com corridas

A associação Animal, uma das organizações de defesa dos animais que está hoje em Viana do Castelo, a protestar contra a realização da tourada, em terrenos protegidos, em Areosa, garantiu que irá estar até ao fim, ao lado da Câmara, na luta pela manutenção de uma cidade livre de touradas.

Mais de cem pessoas protestaram, no jardim da marinha, no centro da cidade, contra a realização da corrida de touros, a primeira de duas concentrações previstas. A segunda está marcada para o local onde irá decorrer a tourada a partir das 17 horas na veiga de Areosa.

A presidente da Animal, associação constituída em 1994, Rita Silva, adiantou que a organização já se ofereceu como testemunha na acção principal que se irá seguir à concessão, pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga 8TAFB) da providência cautelar que permitiu à Prótoiro - Federação Portuguesa de Associações Taurinas, a instalação de uma praça amovível para a realização da corrida de touros, o que não acontecia no concelho há mais de três anos.

“A federação decidiu “pegar” com Viana para aborrecer porque nunca vieram para aqui. Não sabemos como é que vieram para aqui, com que meios. Há uma forte possibilidade de o terem conseguido por formas erradas. Nós vamos querer ir até ao fundo desta questão e descobrir porque é que o tribunal teve esta decisão que para além de imoral não é muito legal”, sustentou.

A associação que elaborou a moção aprovada, em 2009, no executivo camarário então presidido por Defensor Moura, que proibiu a realização de touradas no concelho, garantiu, através da sua presidente, que “irá apurar ao máximo quais são as ligações desta federação com esta decisão”.

Rita Silva escusou-se a adiantar mais sobre as suspeitas da Animal “para não incorrer num crime de difamação” mas assegurou que a associação não irá desistir “porque esta federação é conhecida por não ser muito séria”.

Já este ano, segundo Rita Silva, a Animal moveu uma acção contra a Prótoiro por difamação, coacção e ofensa ao bom-nome da sua presidente. De acordo com Rita Silva a Prótoiro “distribuiu uma série de imagens” suas nas redes sociais, “com uma série de textos com mentiras acusando-me de ser burlona e de estar a prejudicar a organização, em particular, e a causa da defesa dos animais, em geral”, sustentou.

“Um juiz capaz irá dar-nos razão”, adiantou Rita Silva escusando-se no entanto, a avançar com mais pormenores sobre este processo por estar em segredo de justiça.

“Escreveram coisas completamente assustadoras e bizarras. Temos registo de tudo e não há como voltarem atrás”, rematou.

Relativamente ao dia de hoje afirmou tratar-se de uma data de “uma tristeza imensa”. O dia em que a “vertente legal se sobrepôs à moral”. No entanto, manifestou-se confiante que, “depois deste episódio lamentável e vergonhoso”, Viana do Castelo vai continuar a ser uma cidade anti-touradas.

Para esta activista dos direitos dos animais, “esta federação das associações taurinas só veio para Viana por ódio de estimação ao actual e anterior presidente de Câmara”.

A Animal foi a autora, em 2009, da moção que o ex-autarca Defensor Moura fez aprovar em reunião de Câmara, apenas com os votos a favor da maioria socialista, que proibiu a realização de touradas no concelho.

Passados mais de três anos o antigo presidente e ex-candidato ás eleições presidenciais de 2011 regressou à ribalta e integrou o protesto pacifico para defender esta investida contra uma Viana livre de touradas.

“Ninguém notou que até agora não houve tourada, por isso Viana do Castelo continuará a ser uma cidade anti-touradas, não há localização sequer para a receber”, sustentou.

Para Defensor Moura, a decisão do tribunal, que autorizou a instalação da arena em terrenos classificados da freguesia de Areosa é “inadmissível”, por se tratar de uma área em que “nem um agricultor pode construir um casebre para guardar os seus utensílios”.

“Hoje é um dia triste, mas também um ponto de revitalização da luta contra a atrocidade das touradas. Em Portugal penaliza-se quem dá uma paulada num cão mas permite-se espetar farpas num touro”, sustentou.

Também presente na manifestação, o presidente da direcção do Partido pelos Animais e pela Natureza (PAN), Paulo Borges, criticou a actuação do “poderoso lobby tauromáquico” que, “em desespero de causa”, por ter perdido “20 por cento do público no sul está a tentar exportar as corridas de touros para o norte, onde essa tradição não existe”.Para o dirigente do PAN a autorização dada pelo tribunal para a instalação da arena, representou um “apoio vergonhoso de um tribunal que além de desautorizar um município permite uma tourada, sem uma série de licenciamento, por se tratar de um terreno classificado como Reserva Ecológica Nacional (REN) ”.

Manuel Eduardo dos Santos, da Plataforma para a Abolição das Corridas de Touros, promotora da manifestação, sublinhou que trata de “uma festa pacífica, em contraponto contra a festa brava, mostrando a nossa solidariedade para com a autarquia”

A plataforma, que congrega cerca de 50 associações de todo o país e garantiu que apesar da realização deste espectáculo, na primeira cidade anti-touradas do país, o objectivo a perseguir continuará a ser a “abolição” das corridas de touros.

“É uma estratégia paciente, pacifica, legalista, não queremos mais sangue no país”, sustentou.

“A luta pela abolição das touradas, por via da Lei e do consenso nacional, ainda vai levar o seu tempo, não somos ingénuos. Estamos a trabalhar para, dentro desta década, conseguirmos avanços significativos”, admitiu.

“Vamos chegar à abolição de forma convergente, procurando consensos e através da lei”, adiantou Manuel Eduardo dos Santos, porta-voz da Plataforma para a Abolição das Corridas de Touros que foi criada na sequência do movimento que venceu o concurso de causa promovido no portal do Governo.


publicado por Maluvfx às 09:46
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Viana do Castelo: Cidade anti-touradas
Na sequência das notícias vindas a público a propósito da polémica tourada em Viana do Castelo, do conhecimento do teor do despacho proferido pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga (TAFB) na sequência do exercício do direito de oposição pelo executivo de Viana de Castelo mediante o qual é concedido novo prazo à requerente comissão organizadora da corrida de touros, importa referir e deixar claro que a realização desta tourada não é o regresso da tauromaquia a Viana do Castelo.

A realização da tourada em Viana do Castelo no dia 19 é ilícita.

Com efeito, o Tribunal por via de um despacho provisório proferido em sede da providência cautelar instaurada pela comissão organizadora, sem que previamente tenha possibilitado o exercício do direito do contraditório ao Município autorizou apenas a instalação da praça amovível e não a realização da tourada.


Viana do Castelo continua “Cidade anti-touradas”

No confronto de direitos que ora se assiste, não pode deixar de ser considerado pelo TAFB o direito constitucionalmente consagrado de que Viana do Castelo tenha a sua própria identidade cultural.

Por força da deliberação do município de 27 de Fevereiro de 2009, que não foi suspensa provisoriamente pelo tribunal, e que continua a vigorar no município de Viana do Castelo, a realização de tal espectáculo não é lícita, pois não se pode confundir a autorização para a instalação do recinto, com uma autorização para a realização do espectáculo.

A realização de touradas constitui uma excepção à Lei 92/95, de 12 de Setembro (Lei de Protecção Animal), que determinou a proibição de todas as violências injustificadas contra animais (nomeadamente os actos consistentes em "utilizar chicotes com nós, aguilhões com mais de 5mm"). Deveria constituir um dever fundamental do Estado a promoção de medidas que tenham em vista a consagração do princípio geral, pugnando pela proclamação de uma existência livre de sofrimento de todos os animais humanos e não humanos.

O exemplo de Viana do Castelo, um município na senda do despertar para um novo paradigma ético e civilizacional, que deve constituir um motivo de orgulho para os portugueses, é um exemplo a seguir e conta por isso o total apoio desta Plataforma para a Abolição das Corridas de Touros que estará sempre ao lado desta cidade anti-touradas.
Vários municípios portugueses têm manifestado a sua oposição à realização deste tipo de espectáculo, como são exemplo a Maia e Chaves que já este ano rejeitaram o licenciamento de touradas no seu território.

O movimento pela abolição das touradas é imparável e representa uma vontade social inequívoca que não pode ser ignorada, e que mais cedo ou mais tarde se irá afirmar em Portugal, tal como tem vindo a acontecer noutros países.

A Plataforma para a Abolição das Corridas de Touros aproveita este momento para salientar que este episódio constitui uma vitória importante nesta causa e apela ao bom senso e serenidade de todos os abolicionistas neste momento histórico para a causa da abolição da tauromaquia, rejeitando qualquer reacção a todo o tipo de provocações que possam surgir e qualquer acto violento contra a realização do evento na freguesia da Areosa.

Convidamos ainda a população a participar na concentração pacífica de apoio ao município de Viana do Castelo, a partir das 11 horas no Jardim da Marina.
Esta acção conta já com o apoio de um número muito alargado de instituições, entre as quais a Plataforma para a Abolição das Corridas de Touros, Plataforma Galicia Mellor Sen Touradas, ANIMAL, PAN, e Fundação Franz Weber.


Plataforma para a Abolição das Corridas de Touros, 18 de Agosto de 2012


publicado por Maluvfx às 06:23
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Segunda-feira, 13 de Agosto de 2012
Apoio da Plataforma pela Abolição da Tauromaquia a Viana do Castelo
Carta Aberta da Plataforma pela Abolição das Corridas de Touros
PLATAFORMA PELA ABOLIÇÃO DAS CORRIDAS DE TOUROS | PORTUGAL
Lisboa, 13 de Agosto de 2012


Ex.mo Sr. Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo

Engº José Maria Costa

A Plataforma para a Abolição das Corridas de Touros, que congrega já cerca de meia centena de associações nacionais, surgiu em 2012 na sequência da iniciativa do Governo “O Meu Movimento”, realizada com o objectivo de eleger a causa mais popular em Portugal, onde a abolição das touradas foi claramente a causa mais votada pelos cidadãos portugueses.

Tendo tomado conhecimento da intenção de se realizar uma tourada no município de Viana do Castelo, onde não existe actualmente qualquer tradição tauromáquica, vimos por este meio manifestar o nosso apoio à posição tomada por essa edilidade municipal, porquanto representa uma vontade social inequívoca que defende uma evolução natural da sociedade portuguesa, abolindo estes espectáculos, à semelhança do que, aliás já sucedeu noutros municípios.

O reconhecimento por parte dos municípios portugueses do princípio de não-violência e existência livre de sofrimento injustificado dos animais neste tipo de espectáculos, revela-se fundamental para a consagração do novo paradigma civilizacional de uma sociedade mais ética e justa em respeito pelos direitos dos animais e do meio ambiente.

Os acontecimentos recentes, levam-nos às palavras do Historiador Paulo Varela Gomes "Que será preciso para acabar com a tradição da tourada? Que sobressalto do coração será necessário para despertar em nós a piedade pelos animais?", pelo que apelamos a Vª Exª que mantenha a centelha de Viana do Castelo acesa no baluarte da causa animal, contando com o apoio da Plataforma para a Abolição das Corridas de Touros, e o dos milhares de cidadãos que integram as associações que representamos.


Com os melhores cumprimentos,

Sérgio Caetano

Coordenador da Plataforma para a Abolição das Corridas de Touros


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