Ética é o conjunto de valores, ou padrões, a partir dos quais uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões. A ética é importante por que respeita os outros e a dignidade humana.

Segunda-feira, 9 de Agosto de 2010
Nem o sarro arranha a Espanha

Vegano: desobedecendo - Ellen Augusta Valer de Freitas *



Parte 1


Catalunha, Espanha (Foto: Locr.com)
Os países podem ser analisados como se fossem indivíduos e se comportam muitas vezes como tal.
É sabido da nossa relação de colonizador/colonizado entre Portugal e Brasil, sendo Portugal apenas um dos países que por aqui pisaram.
Eu e muitos brasileiros nutrimos um carinho especial por Portugal e seu povo, assim como a recíproca acontece. Tenho amiga lá em Portugal e amiga aqui que veio  de Portugal.
Uma coisa que me entristece muito é bairrismo, um tipo de preconceito esquisito, que afeta pessoas que “amam” demais a sua terra.
Um destes dias, acompanhando alguém num hospital, pude ver como a humanidade frágil, se coloca sempre acima dos outros. Mesmo ali, num ambiente que claramente nos dá um tapa na cara, na nossa condição de animais humanos, mesmo ali pude ouvir uma piada preconceituosa.
“Fui para a Argentina e me perguntaram se eu era brasileiro. Respondi: Brasileiro, não! Gaúcho!”
Nossa! Ainda bem que a pessoa em questão estava na Argentina, que conhece a palavra gaúcho, pois, se fosse em determinados países, simplesmente a piada não teria sentido!
Nascer aqui, acolá, ter a sorte ou azar de ser brasileiro, não me importa.
A sensação de que nossa terra é especial é ilusória.
Há lugares belíssimos no mundo inteiro e quem ama viajar e já provou o gostinho de estar em outra cultura, de abrir a janela e ver a brisa do mar de um outro lugar (que pode ser o mesmo mar que banha o continente, e que ao mesmo tempo nunca será o mesmo), pode ter uma ideia de que há coisas especiais e pessoas especiais no mundo inteiro.

Catalunha, Espanha (Foto: Locr.com)
Há poucos dias recebemos a notícia de que em Catalunha, Espanha, as touradas foram proibidas.
Já li relatos de quem presenciou touradas e achou uma barbárie, mas, apesar do barbarismo, com certeza nestes países há pessoas que lutam pela justiça e pela paz.
Práticas bárbaras são praticadas no mundo inteiro e defendidas com o nome de “cultura”. Em dado momento é interessante usar o argumento de cultura, em outro, apenas chamar o ato de crime. Depende muitas vezes de interesses políticos e econômicos.
Pois touradas, vaquejadas, rodeios e outras práticas de gosto duvidoso envolvendo abuso e morte de animais acontecem em diversos lugares do mundo, aqui no Brasil e também em nosso Estado.
Mas há uma corrente de pessoas que têm ativamente se posicionado contra tais práticas. Nestes últimos dias, houve um caso aqui no Rio Grande do Sul de um senhor que resolveu andar a cavalo dentro d’água gelada do Guaíba. Mesmo que o cavalo tenha sido bem tratado, domado de “forma racional” etc. etc., fico me perguntando  qual o sentido de práticas como estas, que mais parecem um exibicionismo e nada têm a ver com a cultura gaúcha? Essas atitudes suscitam “ideias” de exibicionismo coletivo como o caso da cavalgada do mar, prática criticada inclusive pelo Paixão Cortes.
*Trecho de música de Caetano Veloso
Parte 2




Porto Alegre: cidade com muitas opções para veganos e vegetarianos (Foto: Ellen Augusta)
O gaúcho é conhecido pelo bairrismo exagerado, isto é fato. Eu nada tenho a ver com esta cultura. Nasci aqui por acaso somente. Poderia ter nascido em lugares piores ou melhores. Se faço parte de coisas bonitas como o chimarrão e algumas canções nativistas que tenho imenso respeito, por outro lado há um exibicionismo sem igual, que apenas mostra o quanto de ego a humanidade inteira possui e que não serve para nada e do qual não participo, juntamente com milhares de gaúchos que nem sequer se preocupam com isso.
As pessoas que não nos conhece muitas vezes acham que andamos sempre de bombacha/vestido de prenda e falando aquele sotaque padrão que a mídia divulga, mas a verdade é que aqui existem muitas culturas, sotaques, povos e que muita gente nem sequer participa de determinados rituais tradicionalistas.
É só pensarmos, por exemplo, na força da colonização italiana e alemã.

Churrasquinho vegano do Restaurante Casa Verde (Foto: Ellen Augusta)
Aqui mesmo na terra do churrasco há uma cultura muito forte da alimentação vegana (alimentos sem produtos de origem animal, carnes, ovos e leite).
Veganos  não consomem nada que tenha produtos de origem animal,  buscando e inventando alternativas. Não usam roupas de pele de animais como o couro (tão idolatrado por aqui) e também evitam ao máximo possível o uso de produtos testados em animais. Trata-se de ativismo político, ambiental e pessoal, pois os veganos geralmente buscam entrar em contato com empresas, políticos e participam ativamente nas mudanças que vêm ocorrendo, principalmente aqui no Rio Grande do Sul.
É uma atitude revolucionária e que vem crescendo muito em diversos países por motivos ambientais e éticos.

Lazanha feita com queijo vegetal no Restaurante Casa Verde (Foto: Ellen Augusta)
Aqui no Brasil, o Rio Grande do Sul é o Estado que mais tem opções vegetarianas e veganas. E é aqui mesmo que as pessoas inventam, usam a criatividade para inventar até mesmo o “queijo” 100% vegetal, que foi produção do Restaurante Vegano Casa Verde. Neste mesmo restaurante está sendo servida a primeira cerveja com selo vegan do Brasil e também adequada para celíacos.
Temos um bar noturno totalmente vegano com práticas de permacultura, temos tele-pizza e pizzaria noturna vegana e diversos restaurantes vegetarianos e veganos.  Produtos veganos, docerias veganas, opções de roupas e diversos itens. Tudo com muita criatividade e atitude.

Sanduíche feito com queijo vegetal produzido pelo Restaurante Casa Verde (Foto: Ellen Augusta)
A cultura pode e deve mudar ao longo do tempo.  O que antes era apenas atitude de alguns “lunáticos” ou “xiitas” (acreditem, já teve gente preconceituosa que nos chamou assim e que depois foi encontrada em um dos restaurantes veganos da capital), hoje é algo comum, difundido, e a cada dia as empresas estão “acordando” para o filão de mercado, que é fornecer alternativas ao uso de animais, seja onde for.
Nosso Estado está na frente de muitas atitudes louváveis, mas isto não porque o RS é o maior, o mais bonito ou o mais inteligente. Não. É apenas porque aqui as pessoas resolveram ir atrás das suas conquistas, acreditaram e lutam ainda por melhoras. Em outros estados do Brasil também há conquistas maravilhosas na área do direito dos animais que aqui mesmo ainda não conquistamos. Nos servem de exemplo, como a proibição das feiras de filhotes e outras formas de exploração de animais.




Parte 3





Portugal, arquitetura que lembra muito alguns lugares de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, que teve imigração portuguesa. (Foto: José Cerqueira)
Há muito tempo, quando a Argentina estava com problemas financeiros, eu recebia diversos e-mails de quem não tem mesmo o que fazer, com piadas idiotas sobre a situação da Argentina em relação ao Brasil e ao Rio Grande do Sul. E sempre respondia com a seguinte pergunta: e se amanhã formos nós os atingidos por uma crise qualquer? (O Brasil não é exatamente um exemplo de qualquer coisa!)
Recentemente tem circulado pela Internet uma “campanha” exigindo que a Argentina não participe da Copa de 2014.
Quando o Brasil perdeu a Copa, vimos na televisão críticas ao desempenho da Argentina, como se o Brasil não estivesse também na mesma situação lamentável, mas talvez ainda mais lamentável, pois, em vez de aceitar a perda, parte para cima dos outros, com críticas sem nem mesmo ver como estão os jogadores do Brasil. Quanto absurdo! Pois a Argentina, assim como Portugal nos deu um exemplo de civilidade e evolução ao legalizar os direitos civis aos homossexuais, com a aprovação do casamento.
Casamento homossexual nada tem a ver com religião, é um direito! Aqui, onde as mentes estão amarradas à religião, ainda há muito o que discutir sobre o assunto. Nós todos perdemos com isso.
A cultura e o tradicionalismo, sejam de que região do mundo forem, geralmente estão intimamente ligados a interesses econômicos e políticos. Muitas tradições apenas veneram os verdugos que as escravizaram, apenas idolatram patrões e cultuam a ode ao explorador. Claro que há coisas bonitas, mas nota-se um interesse muito grande em manter certas tradições, que de outra forma acarretariam perdas monetárias gigantescas.
A população muitas vezes cai na ingenuidade de achar que tudo que existe é assim e pronto. Dificilmente acha tempo para questionar-se sobre o porquê de fantasiar-se de determinado papel, apenas participa de forma autômata, e os poucos que questionam são desafiados com infâmias e até mesmo ameaças.
Volto a trazer a lembrança das terras que conheci, das que não conheci mas admiro sua arquitetura, natureza e povo, pois no mundo inteiro há belezas incríveis. Dos viajantes que andam por aí à procura de conhecimento, das pessoas que têm o coração em diversas terras, pois obviamente temos carinho por um lugar ou outro, mas a vir achar que somos os melhores do mundo já é demais.
Tenho especial carinho por Portugal, por ser uma terra que tem poetas, músicos e pessoas interessantes, lugares incríveis e fascinantes. Tenho uma amiga lá que é vegana e ama o Brasil. Ela pesquisa os costumes brasileiros assim como eu pesquiso os costumes portugueses. Sei lá por quê. Se por curiosidade, se por uma ligação genética/cultural, não importa. O fato é que não vivo no delírio de que este ou aquele lugar é o único lugar que existe.
Aqui também tenho uma amiga portuguesa, que me contou algumas histórias de preconceito que sofreu ao chegar aqui, já que ela tem curso superior e fala diversos idiomas, e acabou sendo uma “ameaça” para pessoas preconceituosas que a discriminaram por ser de outro país.
Todos os lugares são positivos se nossa atitude for positiva. Eu me sinto bem em qualquer lugar e aqui, na terra do churrasco, do machão e do patrão, eu luto por justiça e sou uma pessoa normal. Brasileira porque nasci aqui e não porque é época de Copa do Mundo. Gaúcha porque nasci aqui e não porque querem que eu acredite nesta ou naquela cultura.





*Ellen Augusta Valer de Freitas é licenciada em Biologia pela Unisinos, RS. Foi bolsista de Iniciação Científica pelo CNPq no Instituto Anchietano de Pesquisas, tem experiência na área de Ecologia com ênfase em Zooarqueologia. Trabalha para uma ONG nacional em pesquisa de produtos, é articulista da Agência de Notícias dos Direitos Animais, fundadora do grupo ativista Vanguarda Abolicionista, e atualmente está ingressando na Comissão de Ética no Uso de Animais de um grande hospital gaúcho. Tem 30 anos, é vegana e ativista pelos direitos animais, casada com um jornalista também vegano e ativista.



Fonte: ANDA


* Ellen!
Obrigada pelas tuas palavras, pelo teu carinho por Portugal, sabes que é mútuo!
Uma amiga muito querida!


publicado por Maluvfx às 17:06
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Nem o sarro arranha a Espanha

Vegano: desobedecendo - Ellen Augusta Valer de Freitas *



Parte 1


Catalunha, Espanha (Foto: Locr.com)
Os países podem ser analisados como se fossem indivíduos e se comportam muitas vezes como tal.
É sabido da nossa relação de colonizador/colonizado entre Portugal e Brasil, sendo Portugal apenas um dos países que por aqui pisaram.
Eu e muitos brasileiros nutrimos um carinho especial por Portugal e seu povo, assim como a recíproca acontece. Tenho amiga lá em Portugal e amiga aqui que veio  de Portugal.
Uma coisa que me entristece muito é bairrismo, um tipo de preconceito esquisito, que afeta pessoas que “amam” demais a sua terra.
Um destes dias, acompanhando alguém num hospital, pude ver como a humanidade frágil, se coloca sempre acima dos outros. Mesmo ali, num ambiente que claramente nos dá um tapa na cara, na nossa condição de animais humanos, mesmo ali pude ouvir uma piada preconceituosa.
“Fui para a Argentina e me perguntaram se eu era brasileiro. Respondi: Brasileiro, não! Gaúcho!”
Nossa! Ainda bem que a pessoa em questão estava na Argentina, que conhece a palavra gaúcho, pois, se fosse em determinados países, simplesmente a piada não teria sentido!
Nascer aqui, acolá, ter a sorte ou azar de ser brasileiro, não me importa.
A sensação de que nossa terra é especial é ilusória.
Há lugares belíssimos no mundo inteiro e quem ama viajar e já provou o gostinho de estar em outra cultura, de abrir a janela e ver a brisa do mar de um outro lugar (que pode ser o mesmo mar que banha o continente, e que ao mesmo tempo nunca será o mesmo), pode ter uma ideia de que há coisas especiais e pessoas especiais no mundo inteiro.

Catalunha, Espanha (Foto: Locr.com)
Há poucos dias recebemos a notícia de que em Catalunha, Espanha, as touradas foram proibidas.
Já li relatos de quem presenciou touradas e achou uma barbárie, mas, apesar do barbarismo, com certeza nestes países há pessoas que lutam pela justiça e pela paz.
Práticas bárbaras são praticadas no mundo inteiro e defendidas com o nome de “cultura”. Em dado momento é interessante usar o argumento de cultura, em outro, apenas chamar o ato de crime. Depende muitas vezes de interesses políticos e econômicos.
Pois touradas, vaquejadas, rodeios e outras práticas de gosto duvidoso envolvendo abuso e morte de animais acontecem em diversos lugares do mundo, aqui no Brasil e também em nosso Estado.
Mas há uma corrente de pessoas que têm ativamente se posicionado contra tais práticas. Nestes últimos dias, houve um caso aqui no Rio Grande do Sul de um senhor que resolveu andar a cavalo dentro d’água gelada do Guaíba. Mesmo que o cavalo tenha sido bem tratado, domado de “forma racional” etc. etc., fico me perguntando  qual o sentido de práticas como estas, que mais parecem um exibicionismo e nada têm a ver com a cultura gaúcha? Essas atitudes suscitam “ideias” de exibicionismo coletivo como o caso da cavalgada do mar, prática criticada inclusive pelo Paixão Cortes.
*Trecho de música de Caetano Veloso
Parte 2




Porto Alegre: cidade com muitas opções para veganos e vegetarianos (Foto: Ellen Augusta)
O gaúcho é conhecido pelo bairrismo exagerado, isto é fato. Eu nada tenho a ver com esta cultura. Nasci aqui por acaso somente. Poderia ter nascido em lugares piores ou melhores. Se faço parte de coisas bonitas como o chimarrão e algumas canções nativistas que tenho imenso respeito, por outro lado há um exibicionismo sem igual, que apenas mostra o quanto de ego a humanidade inteira possui e que não serve para nada e do qual não participo, juntamente com milhares de gaúchos que nem sequer se preocupam com isso.
As pessoas que não nos conhece muitas vezes acham que andamos sempre de bombacha/vestido de prenda e falando aquele sotaque padrão que a mídia divulga, mas a verdade é que aqui existem muitas culturas, sotaques, povos e que muita gente nem sequer participa de determinados rituais tradicionalistas.
É só pensarmos, por exemplo, na força da colonização italiana e alemã.

Churrasquinho vegano do Restaurante Casa Verde (Foto: Ellen Augusta)
Aqui mesmo na terra do churrasco há uma cultura muito forte da alimentação vegana (alimentos sem produtos de origem animal, carnes, ovos e leite).
Veganos  não consomem nada que tenha produtos de origem animal,  buscando e inventando alternativas. Não usam roupas de pele de animais como o couro (tão idolatrado por aqui) e também evitam ao máximo possível o uso de produtos testados em animais. Trata-se de ativismo político, ambiental e pessoal, pois os veganos geralmente buscam entrar em contato com empresas, políticos e participam ativamente nas mudanças que vêm ocorrendo, principalmente aqui no Rio Grande do Sul.
É uma atitude revolucionária e que vem crescendo muito em diversos países por motivos ambientais e éticos.

Lazanha feita com queijo vegetal no Restaurante Casa Verde (Foto: Ellen Augusta)
Aqui no Brasil, o Rio Grande do Sul é o Estado que mais tem opções vegetarianas e veganas. E é aqui mesmo que as pessoas inventam, usam a criatividade para inventar até mesmo o “queijo” 100% vegetal, que foi produção do Restaurante Vegano Casa Verde. Neste mesmo restaurante está sendo servida a primeira cerveja com selo vegan do Brasil e também adequada para celíacos.
Temos um bar noturno totalmente vegano com práticas de permacultura, temos tele-pizza e pizzaria noturna vegana e diversos restaurantes vegetarianos e veganos.  Produtos veganos, docerias veganas, opções de roupas e diversos itens. Tudo com muita criatividade e atitude.

Sanduíche feito com queijo vegetal produzido pelo Restaurante Casa Verde (Foto: Ellen Augusta)
A cultura pode e deve mudar ao longo do tempo.  O que antes era apenas atitude de alguns “lunáticos” ou “xiitas” (acreditem, já teve gente preconceituosa que nos chamou assim e que depois foi encontrada em um dos restaurantes veganos da capital), hoje é algo comum, difundido, e a cada dia as empresas estão “acordando” para o filão de mercado, que é fornecer alternativas ao uso de animais, seja onde for.
Nosso Estado está na frente de muitas atitudes louváveis, mas isto não porque o RS é o maior, o mais bonito ou o mais inteligente. Não. É apenas porque aqui as pessoas resolveram ir atrás das suas conquistas, acreditaram e lutam ainda por melhoras. Em outros estados do Brasil também há conquistas maravilhosas na área do direito dos animais que aqui mesmo ainda não conquistamos. Nos servem de exemplo, como a proibição das feiras de filhotes e outras formas de exploração de animais.




Parte 3





Portugal, arquitetura que lembra muito alguns lugares de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, que teve imigração portuguesa. (Foto: José Cerqueira)
Há muito tempo, quando a Argentina estava com problemas financeiros, eu recebia diversos e-mails de quem não tem mesmo o que fazer, com piadas idiotas sobre a situação da Argentina em relação ao Brasil e ao Rio Grande do Sul. E sempre respondia com a seguinte pergunta: e se amanhã formos nós os atingidos por uma crise qualquer? (O Brasil não é exatamente um exemplo de qualquer coisa!)
Recentemente tem circulado pela Internet uma “campanha” exigindo que a Argentina não participe da Copa de 2014.
Quando o Brasil perdeu a Copa, vimos na televisão críticas ao desempenho da Argentina, como se o Brasil não estivesse também na mesma situação lamentável, mas talvez ainda mais lamentável, pois, em vez de aceitar a perda, parte para cima dos outros, com críticas sem nem mesmo ver como estão os jogadores do Brasil. Quanto absurdo! Pois a Argentina, assim como Portugal nos deu um exemplo de civilidade e evolução ao legalizar os direitos civis aos homossexuais, com a aprovação do casamento.
Casamento homossexual nada tem a ver com religião, é um direito! Aqui, onde as mentes estão amarradas à religião, ainda há muito o que discutir sobre o assunto. Nós todos perdemos com isso.
A cultura e o tradicionalismo, sejam de que região do mundo forem, geralmente estão intimamente ligados a interesses econômicos e políticos. Muitas tradições apenas veneram os verdugos que as escravizaram, apenas idolatram patrões e cultuam a ode ao explorador. Claro que há coisas bonitas, mas nota-se um interesse muito grande em manter certas tradições, que de outra forma acarretariam perdas monetárias gigantescas.
A população muitas vezes cai na ingenuidade de achar que tudo que existe é assim e pronto. Dificilmente acha tempo para questionar-se sobre o porquê de fantasiar-se de determinado papel, apenas participa de forma autômata, e os poucos que questionam são desafiados com infâmias e até mesmo ameaças.
Volto a trazer a lembrança das terras que conheci, das que não conheci mas admiro sua arquitetura, natureza e povo, pois no mundo inteiro há belezas incríveis. Dos viajantes que andam por aí à procura de conhecimento, das pessoas que têm o coração em diversas terras, pois obviamente temos carinho por um lugar ou outro, mas a vir achar que somos os melhores do mundo já é demais.
Tenho especial carinho por Portugal, por ser uma terra que tem poetas, músicos e pessoas interessantes, lugares incríveis e fascinantes. Tenho uma amiga lá que é vegana e ama o Brasil. Ela pesquisa os costumes brasileiros assim como eu pesquiso os costumes portugueses. Sei lá por quê. Se por curiosidade, se por uma ligação genética/cultural, não importa. O fato é que não vivo no delírio de que este ou aquele lugar é o único lugar que existe.
Aqui também tenho uma amiga portuguesa, que me contou algumas histórias de preconceito que sofreu ao chegar aqui, já que ela tem curso superior e fala diversos idiomas, e acabou sendo uma “ameaça” para pessoas preconceituosas que a discriminaram por ser de outro país.
Todos os lugares são positivos se nossa atitude for positiva. Eu me sinto bem em qualquer lugar e aqui, na terra do churrasco, do machão e do patrão, eu luto por justiça e sou uma pessoa normal. Brasileira porque nasci aqui e não porque é época de Copa do Mundo. Gaúcha porque nasci aqui e não porque querem que eu acredite nesta ou naquela cultura.





*Ellen Augusta Valer de Freitas é licenciada em Biologia pela Unisinos, RS. Foi bolsista de Iniciação Científica pelo CNPq no Instituto Anchietano de Pesquisas, tem experiência na área de Ecologia com ênfase em Zooarqueologia. Trabalha para uma ONG nacional em pesquisa de produtos, é articulista da Agência de Notícias dos Direitos Animais, fundadora do grupo ativista Vanguarda Abolicionista, e atualmente está ingressando na Comissão de Ética no Uso de Animais de um grande hospital gaúcho. Tem 30 anos, é vegana e ativista pelos direitos animais, casada com um jornalista também vegano e ativista.



Fonte: ANDA


* Ellen!
Obrigada pelas tuas palavras, pelo teu carinho por Portugal, sabes que é mútuo!
Uma amiga muito querida!


publicado por Maluvfx às 17:06
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Terça-feira, 27 de Julho de 2010
Vá de férias sem abandonar os animais
Apelos na internet, nas clínicas veterinárias e até sensibilização nas escolas. A Associação Bracarense Amigos dos Animais - ABRA - desdobra-se em esforços e campanhas para que os animais sejam adoptados, mas as adopções têm sido “muito poucas” e com a chegada do Verão o número de abandonos aumenta.


Nos últimos dois meses, o número de animais deixados no canil/gatil municipal disparou. “Temos muitos dias da semana a serem entregues 10 cães por dia, entre os animais que são recolhidos pelas equipas da Agere e os animais entregues pelos donos”, confidenciou a vice-presidente da ABRA, Anabela Veloso. E, contrariamente aos anos anteriores, “nos últimos três meses o gatil tem estado lotado e não se consegue perceber porquê, porque os gatos são mais difíceis de capturar”.


Além disso, Anabela Veloso sublinhou o facto de cada vez mais pessoas entregarem os animais no canil/gatil. “Quando dizemos às pessoas que os animais podem ser abatidos, porque o tempo útil para arranjar um dono é muito curto, as pessoas acabam por levar de volta”, admitiu aquela responsável, informando que se coloca no site a fotografia do animal na tentativa de arranjar um novo dono.

As pessoas têm de estar conscientes de que quando entregam animais no canil, o seu destino é o abate. Só excepcionalmente eles são adoptados e isso é cada vez mais difícil”, referiu aquela responsável, evidenciando que no canil “80% dos animais são entregues pelos donos e 20% são recolhidos”.
Nesta altura do ano, lembrou Anabela Veloso, “já se vêem nas zonas limites da cidade, onde há montes, os animais pelas estradas fora. Há cada vez mais animais abandonados e cada vez menos adopções”, assegurou.

Donos mais responsáveis

Isto pode dever-se ao facto, acrescentou a vice-presidente, “das pessoas terem mais responsabilidade e estarem mais conscientes, que não podem ter um animal por ter, é preciso ter mais cuidados e por isso, preferem um animal que dê menos trabalho e com que gaste menos dinheiro. Nesse sentido nota-se que está a valer o trabalho”.

O apelo que Anabela Veloso deixou é que as pessoas antes de irem de férias que “tentem todas as possibilidades para não abandonarem os animais ou de os deixarem no canil”. E atirou: “enviem fotos e tentamos através do site encontrar famílias de acolhimento. Depois há outros serviços e hotéis ou até um vizinho ou familiar que não se importa de olhar e dar de comer”.
Entretanto, a ABRA durante o mês de Agosto continua com as campanhas de adopção, sendo no primeiro fim-de-semana do mês para cães e gatos e no terceiro sábado de cada mês para os gatos.

“Número de abates deve-se ao elevado número de abandonos”

A Associação Bracarense Amigos dos Animais (ABRA) repudia o teor das acusações feitas ao Canil Municipal de Braga, expressas numa petição on line, promovida pela Fraktal.
A ABRA reconhece, em comunicado, que “é imperioso promover a alteração de comportamentos e mentalidades, de modo a abandonar a prática de abate como forma de controlar o número de animais errantes”.

E vai mais longe: “é preciso contrariar o aumento do abandono e maus tratos dos animais, implementando medidas dissuasoras de tais práticas; além de promover e sensibilizar a população para a esterilização dos seus animais de estimação, com vista à dimi

nuição do número de animais errantes. E a ABRA defende ainda melhores condições para as infra-estruturas destinadas à recolha dos animais errantes, promovendo o seu acolhimento, consciencioso, por novos donos, em detrimento do seu abate e assegurar que se encontram preenchidas as condições fundamentais de higiene, alimentação, saúde e bem-estar de todos os animais que se encontram recolhidos nas referidas infra-estruturas.

Ainda em comunicado a direcção da ABRA sublinha que “os canis municipais existentes no nosso país são, maioritariamente de abate, não assegurando as mínimas condições de higiene, alimentação, saúde e bem-estar dos animais que se encontram depositados nos mesmos”.

Em contrapartida, acrescenta o mesmo documento, “a Câmara Municipal de Braga abriu as portas do canil municipal, permitindo que um grupo de voluntários se desloque diariamente às suas instalações para, em parceria com o município, acautelar, diariamente, que se encontram preenchidas as condições fundamentais de higiene, alimentação, saúde e bem-estar de todos os animais que aí se encontrem e, bem assim, zelar pela minimização do sofrimento de animais doentes, quando não for possível assegurar tratamento e/ou recobro adequados”.
Esta colaboração, ao longo dos últimos cinco anos, permitiu que inúmeros animais encontrassem novos donos.

Donos cada vez mais preocupados

O hotel canino da Quinta de St.ª Teresinha, em Merelim S. Pedro, é uma das várias opções existentes no concelho para deixar os animais, não só em tempo de férias.
César Sá, o proprietário daquele espaço com 12 anos, destaca o “ambiente familiar”, que ali se cria para os animais. “Apostamos num conceito familiar e, apesar de termos espaço e condições para crescer, optámos por ficar pelas 50 boxes disponíveis”.
A trabalhar no ramo por paixão, César confessa que é “gratificante o que os animais dão, até porque a interacção é fantástica”.

E em relação aos donos, o proprietário do hotel tem notado que “há uma grande preocupa- ção e respeito pelos animais, as pessoas têm consciência e querem deixar o cão bem tratado e telefonam diariamente para saber se os animais estão bem. Isso demonstra afecto e carinho”.

Numa quinta com cerca de dois hectares, César Sá garante que se pretende “dar férias aos animais. Eles aqui não estão presos, andam soltos e podem explorar todos os cheiros das várias árvores de fruto existentes”. E foi mais longe: “os cães brincam e socializam-se com outros animais, caso os donos autorizem. Há muita vegetação para proporcionar sempre sombra, sobretudo na época de calor”.

Mas César não recebe animais apenas nestes meses de Verão. “Temos animais durante todo o ano. Cada vez isso acontece mais por variados motivos, desde trabalho, divórcio, obras em casa, doença”, informou.
César admitiu que ainda não sentiu a crise. “As pessoas podem não ir tanto tempo de férias, em vez de irem um mês, já só vão 15 dias, e além disso já não vão só em Agosto, talvez por ser mais barato nos outros meses, mas continuam deixar os animais aqui”.

Por noite, cada animal paga 10 euros com tudo incluído. “Já tenho praticamente tudo reservado para o mês de Agosto”, assegurou o proprietário, referindo que chegam animais de famílias de várias localidades, desde Porto, Viana do Castelo, Barcelos, Esposende e Braga.


publicado por Maluvfx às 10:29
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Vá de férias sem abandonar os animais
Apelos na internet, nas clínicas veterinárias e até sensibilização nas escolas. A Associação Bracarense Amigos dos Animais - ABRA - desdobra-se em esforços e campanhas para que os animais sejam adoptados, mas as adopções têm sido “muito poucas” e com a chegada do Verão o número de abandonos aumenta.


Nos últimos dois meses, o número de animais deixados no canil/gatil municipal disparou. “Temos muitos dias da semana a serem entregues 10 cães por dia, entre os animais que são recolhidos pelas equipas da Agere e os animais entregues pelos donos”, confidenciou a vice-presidente da ABRA, Anabela Veloso. E, contrariamente aos anos anteriores, “nos últimos três meses o gatil tem estado lotado e não se consegue perceber porquê, porque os gatos são mais difíceis de capturar”.


Além disso, Anabela Veloso sublinhou o facto de cada vez mais pessoas entregarem os animais no canil/gatil. “Quando dizemos às pessoas que os animais podem ser abatidos, porque o tempo útil para arranjar um dono é muito curto, as pessoas acabam por levar de volta”, admitiu aquela responsável, informando que se coloca no site a fotografia do animal na tentativa de arranjar um novo dono.

As pessoas têm de estar conscientes de que quando entregam animais no canil, o seu destino é o abate. Só excepcionalmente eles são adoptados e isso é cada vez mais difícil”, referiu aquela responsável, evidenciando que no canil “80% dos animais são entregues pelos donos e 20% são recolhidos”.
Nesta altura do ano, lembrou Anabela Veloso, “já se vêem nas zonas limites da cidade, onde há montes, os animais pelas estradas fora. Há cada vez mais animais abandonados e cada vez menos adopções”, assegurou.

Donos mais responsáveis

Isto pode dever-se ao facto, acrescentou a vice-presidente, “das pessoas terem mais responsabilidade e estarem mais conscientes, que não podem ter um animal por ter, é preciso ter mais cuidados e por isso, preferem um animal que dê menos trabalho e com que gaste menos dinheiro. Nesse sentido nota-se que está a valer o trabalho”.

O apelo que Anabela Veloso deixou é que as pessoas antes de irem de férias que “tentem todas as possibilidades para não abandonarem os animais ou de os deixarem no canil”. E atirou: “enviem fotos e tentamos através do site encontrar famílias de acolhimento. Depois há outros serviços e hotéis ou até um vizinho ou familiar que não se importa de olhar e dar de comer”.
Entretanto, a ABRA durante o mês de Agosto continua com as campanhas de adopção, sendo no primeiro fim-de-semana do mês para cães e gatos e no terceiro sábado de cada mês para os gatos.

“Número de abates deve-se ao elevado número de abandonos”

A Associação Bracarense Amigos dos Animais (ABRA) repudia o teor das acusações feitas ao Canil Municipal de Braga, expressas numa petição on line, promovida pela Fraktal.
A ABRA reconhece, em comunicado, que “é imperioso promover a alteração de comportamentos e mentalidades, de modo a abandonar a prática de abate como forma de controlar o número de animais errantes”.

E vai mais longe: “é preciso contrariar o aumento do abandono e maus tratos dos animais, implementando medidas dissuasoras de tais práticas; além de promover e sensibilizar a população para a esterilização dos seus animais de estimação, com vista à dimi

nuição do número de animais errantes. E a ABRA defende ainda melhores condições para as infra-estruturas destinadas à recolha dos animais errantes, promovendo o seu acolhimento, consciencioso, por novos donos, em detrimento do seu abate e assegurar que se encontram preenchidas as condições fundamentais de higiene, alimentação, saúde e bem-estar de todos os animais que se encontram recolhidos nas referidas infra-estruturas.

Ainda em comunicado a direcção da ABRA sublinha que “os canis municipais existentes no nosso país são, maioritariamente de abate, não assegurando as mínimas condições de higiene, alimentação, saúde e bem-estar dos animais que se encontram depositados nos mesmos”.

Em contrapartida, acrescenta o mesmo documento, “a Câmara Municipal de Braga abriu as portas do canil municipal, permitindo que um grupo de voluntários se desloque diariamente às suas instalações para, em parceria com o município, acautelar, diariamente, que se encontram preenchidas as condições fundamentais de higiene, alimentação, saúde e bem-estar de todos os animais que aí se encontrem e, bem assim, zelar pela minimização do sofrimento de animais doentes, quando não for possível assegurar tratamento e/ou recobro adequados”.
Esta colaboração, ao longo dos últimos cinco anos, permitiu que inúmeros animais encontrassem novos donos.

Donos cada vez mais preocupados

O hotel canino da Quinta de St.ª Teresinha, em Merelim S. Pedro, é uma das várias opções existentes no concelho para deixar os animais, não só em tempo de férias.
César Sá, o proprietário daquele espaço com 12 anos, destaca o “ambiente familiar”, que ali se cria para os animais. “Apostamos num conceito familiar e, apesar de termos espaço e condições para crescer, optámos por ficar pelas 50 boxes disponíveis”.
A trabalhar no ramo por paixão, César confessa que é “gratificante o que os animais dão, até porque a interacção é fantástica”.

E em relação aos donos, o proprietário do hotel tem notado que “há uma grande preocupa- ção e respeito pelos animais, as pessoas têm consciência e querem deixar o cão bem tratado e telefonam diariamente para saber se os animais estão bem. Isso demonstra afecto e carinho”.

Numa quinta com cerca de dois hectares, César Sá garante que se pretende “dar férias aos animais. Eles aqui não estão presos, andam soltos e podem explorar todos os cheiros das várias árvores de fruto existentes”. E foi mais longe: “os cães brincam e socializam-se com outros animais, caso os donos autorizem. Há muita vegetação para proporcionar sempre sombra, sobretudo na época de calor”.

Mas César não recebe animais apenas nestes meses de Verão. “Temos animais durante todo o ano. Cada vez isso acontece mais por variados motivos, desde trabalho, divórcio, obras em casa, doença”, informou.
César admitiu que ainda não sentiu a crise. “As pessoas podem não ir tanto tempo de férias, em vez de irem um mês, já só vão 15 dias, e além disso já não vão só em Agosto, talvez por ser mais barato nos outros meses, mas continuam deixar os animais aqui”.

Por noite, cada animal paga 10 euros com tudo incluído. “Já tenho praticamente tudo reservado para o mês de Agosto”, assegurou o proprietário, referindo que chegam animais de famílias de várias localidades, desde Porto, Viana do Castelo, Barcelos, Esposende e Braga.


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Domingo, 28 de Fevereiro de 2010
Tourada polémica cancelada em Vila Franca de Xira
Receitas deveriam reverter para associação de defesa dos animais

Cartaz do festival taurino que foi cancelado

O festival taurino que estava marcado para as 16h00 deste domingo na Praça Palha Blanco, em Vila Franca de Xira, foi cancelado pela organização, que alegou o mau tempo sentido nos últimos dias para anular uma iniciativa cujas receitas deveriam reverter para a Associação dos Amigos dos Animais da cidade.

"A Empresa Tauroleve e a Casa dos Forcados Amadores de Vila Franca de Xira anunciam que o tempo adverso dos últimos dias impossibilitou hoje a recuperação da arena da centenária Praça de Toiros Palha Blanco, pelo que o espectáculo que estava anunciado para o dia de hoje foi anulado", anunciou a empresa Tauroleve e a Casa dos Forcados Amadores de Vila Franca de Xira em comunicado.
O festival taurino estava a provocar polémica porque, apesar de metade das receitas reverterem para a construção de um canil para a Associação dos Amigos dos Animais de Vila Franca de Xira, os responsáveis por essa entidade tinham vindo dizer que não poderiam aceitar um donativo resultante de um espectáculo de tauromaquia.


publicado por Maluvfx às 12:44
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Tourada polémica cancelada em Vila Franca de Xira
Cartaz do festival taurino que foi canceladoCartaz do festival taurino que foi cancelado

Receitas deveriam reverter para associação de defesa dos animais


O festival taurino que estava marcado para as 16h00 deste domingo na Praça Palha Blanco, em Vila Franca de Xira, foi cancelado pela organização, que alegou o mau tempo sentido nos últimos dias para anular uma iniciativa cujas receitas deveriam reverter para a Associação dos Amigos dos Animais da cidade.

"A Empresa Tauroleve e a Casa dos Forcados Amadores de Vila Franca de Xira anunciam que o tempo adverso dos últimos dias impossibilitou hoje a recuperação da arena da centenária Praça de Toiros Palha Blanco, pelo que o espectáculo que estava anunciado para o dia de hoje foi anulado", anunciou a empresa Tauroleve e a Casa dos Forcados Amadores de Vila Franca de Xira em comunicado.
O festival taurino estava a provocar polémica porque, apesar de metade das receitas reverterem para a construção de um canil para a Associação dos Amigos dos Animais de Vila Franca de Xira, os responsáveis por essa entidade tinham vindo dizer que não poderiam aceitar um donativo resultante de um espectáculo de tauromaquia.



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Porto: um vegetariano para gente sofisticada e não fundamentalista
Chama-se Essência e fica numa bela moradia dos anos 40 restaurada no Porto. É vegetariano, mas também contempla os clientes que não dispensam peixe ou carne





Vegetariano mas fino: Risotto de espargos verdes com molho aromático de tomate
"Sou vegetariana há dez anos e sempre tive dificuldade em ir com amigos jantar a restaurantes deste tipo no Porto. Esta ideia surgiu quando um dia estava em Lisboa, na esplanada de um restaurante muito agradável. Porque não criar um restaurante vegetariano confortável e com boa qualidade de serviço, sem self-service, tabuleiros, luz branca e lojinha de produtos?", diz Alexandra Rola, a mentora deste projecto.

A ideia surgiu na hora H. Com a irmã, Cristina, e uma amiga, Isabel Machado, criou a sociedade. Alexandra e Cristina eram enfermeiras e tinham uma clínica, que deixaram. O cunhado, António Ramos, médico e casado com Cristina, acabara de herdar este belo edifício dos anos 40, que em tempos funcionara como fábrica têxtil, na cave, e como habitação, no primeiro andar. Não a queria para residência, mas também não a queria vender. A solução do restaurante foi perfeita.

A casa foi adaptada, com um projecto do arquitecto Rui Leite, a equipa de cozinheiros foi encontrada (Vítor Neto e Margarida Cardoso) e o restaurante foi inaugurado em Maio do ano passado. Do recheio original pouco ficou, excepto o imponente aparador da sala de cima. "Com uma ementa variada e uma carta de vinhos interessante", esclarece Alexandra Rola. "Uma antecâmara confortável convida a saborear um aperitivo enquanto lhe preparam a mesa. Na sala de jantar, a atmosfera leve, a luminosidade perfeita e os aromas confundindos conciliam os sentidos", acrescenta o texto de apresentação. O restaurante divide-se entre a tal antecâmara, a sala principal e uma esplanada, no rés-do-chão. No andar de cima existe uma segunda sala, para grupos.

Da ementa destacam-se, como entradas, a salada de nozes caramelizadas, as trouxas de massa filo com queijo brie, molho aromático de tomate e mel e os soufflés de cogumelos com aveludado de soja. Depois a carta vai-se dividindo em secções. De "O tofu, o seitan e a soja", a co-proprietária realça o tofu com alecrim e feijão-verde, batata no forno e molho cremoso de alho, os bifes de seitan e espinafres com molho de queijo e vinho do Porto e ainda o timbale de courgettes, ervilhas e soja com ervas e especiarias. No capítulo "A massa, os ovos e o risotto", destaca os ravioli de espinafres e tofu em marinada de açafrão com molho de tomate e o risotto de dois cogumelos. Para os casmurros que não dispensam a chicha, há uma selecção de quatro pratos (bacalhau, gambas, pato e bife do lombo), da qual Alexandra selecciona o risotto de gambas e açafrão com cebolinho. Há ainda uma "proposta juvenil", com três pratos mais económicos e de paladar fácil. A lista das sobremesas contempla oito hipóteses, com relevo para a essência do chocolate (um bolo de chocolate com gelado de citrinos e verduras e zesto de citrinos), a tarte de cardamomo com praline de noz de macadâmia e a mousse de lima. Mas não ficamos por aqui. A encerrar, "A opção fresca" propõe, além de uma selecção de frutas frescas, cinco propostas geladas. Um jantar completo, com vinho incluído, pode oscilar entre os 20 e os 25 euros por pessoa.

Ao almoço, o essência tem um regime mais económico. De segunda a sexta-feira, propõe um menu vegetariano e um menu não vegetariano com pratos do dia. E duas opções: o menu completo (entrada, prato principal e sobremesa) e o menu reduzido (entrada ou sobremesa e prato principal). No menu vegetariano, o completo custa €8 e o reduzido €6; no não vegetariano, o completo passa para €9,50 e o reduzido para €7,50. 
Essência
Rua Pedro Hispano, 1190, Porto. 228 301 813 /960 492 992. Horário: Almoço: 12h30-15h00/Jantar: segunda a quinta-feira, 19h30-22h00; sexta-feira e sábado, 19h30-24h00. Encerra ao domingo e feriados.


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Porto: um vegetariano para gente sofisticada e não fundamentalista
Chama-se Essência e fica numa bela moradia dos anos 40 restaurada no Porto. É vegetariano, mas também contempla os clientes que não dispensam peixe ou carne





Vegetariano mas fino: Risotto de espargos verdes com molho aromático de tomate
"Sou vegetariana há dez anos e sempre tive dificuldade em ir com amigos jantar a restaurantes deste tipo no Porto. Esta ideia surgiu quando um dia estava em Lisboa, na esplanada de um restaurante muito agradável. Porque não criar um restaurante vegetariano confortável e com boa qualidade de serviço, sem self-service, tabuleiros, luz branca e lojinha de produtos?", diz Alexandra Rola, a mentora deste projecto.

A ideia surgiu na hora H. Com a irmã, Cristina, e uma amiga, Isabel Machado, criou a sociedade. Alexandra e Cristina eram enfermeiras e tinham uma clínica, que deixaram. O cunhado, António Ramos, médico e casado com Cristina, acabara de herdar este belo edifício dos anos 40, que em tempos funcionara como fábrica têxtil, na cave, e como habitação, no primeiro andar. Não a queria para residência, mas também não a queria vender. A solução do restaurante foi perfeita.

A casa foi adaptada, com um projecto do arquitecto Rui Leite, a equipa de cozinheiros foi encontrada (Vítor Neto e Margarida Cardoso) e o restaurante foi inaugurado em Maio do ano passado. Do recheio original pouco ficou, excepto o imponente aparador da sala de cima. "Com uma ementa variada e uma carta de vinhos interessante", esclarece Alexandra Rola. "Uma antecâmara confortável convida a saborear um aperitivo enquanto lhe preparam a mesa. Na sala de jantar, a atmosfera leve, a luminosidade perfeita e os aromas confundindos conciliam os sentidos", acrescenta o texto de apresentação. O restaurante divide-se entre a tal antecâmara, a sala principal e uma esplanada, no rés-do-chão. No andar de cima existe uma segunda sala, para grupos.

Da ementa destacam-se, como entradas, a salada de nozes caramelizadas, as trouxas de massa filo com queijo brie, molho aromático de tomate e mel e os soufflés de cogumelos com aveludado de soja. Depois a carta vai-se dividindo em secções. De "O tofu, o seitan e a soja", a co-proprietária realça o tofu com alecrim e feijão-verde, batata no forno e molho cremoso de alho, os bifes de seitan e espinafres com molho de queijo e vinho do Porto e ainda o timbale de courgettes, ervilhas e soja com ervas e especiarias. No capítulo "A massa, os ovos e o risotto", destaca os ravioli de espinafres e tofu em marinada de açafrão com molho de tomate e o risotto de dois cogumelos. Para os casmurros que não dispensam a chicha, há uma selecção de quatro pratos (bacalhau, gambas, pato e bife do lombo), da qual Alexandra selecciona o risotto de gambas e açafrão com cebolinho. Há ainda uma "proposta juvenil", com três pratos mais económicos e de paladar fácil. A lista das sobremesas contempla oito hipóteses, com relevo para a essência do chocolate (um bolo de chocolate com gelado de citrinos e verduras e zesto de citrinos), a tarte de cardamomo com praline de noz de macadâmia e a mousse de lima. Mas não ficamos por aqui. A encerrar, "A opção fresca" propõe, além de uma selecção de frutas frescas, cinco propostas geladas. Um jantar completo, com vinho incluído, pode oscilar entre os 20 e os 25 euros por pessoa.

Ao almoço, o essência tem um regime mais económico. De segunda a sexta-feira, propõe um menu vegetariano e um menu não vegetariano com pratos do dia. E duas opções: o menu completo (entrada, prato principal e sobremesa) e o menu reduzido (entrada ou sobremesa e prato principal). No menu vegetariano, o completo custa €8 e o reduzido €6; no não vegetariano, o completo passa para €9,50 e o reduzido para €7,50. 
Essência
Rua Pedro Hispano, 1190, Porto. 228 301 813 /960 492 992. Horário: Almoço: 12h30-15h00/Jantar: segunda a quinta-feira, 19h30-22h00; sexta-feira e sábado, 19h30-24h00. Encerra ao domingo e feriados.


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Chama-se Essência e fica numa bela moradia dos anos 40 restaurada no Porto. É vegetariano, mas também contempla os clientes que não dispensam peixe ou carne





Vegetariano mas fino: Risotto de espargos verdes com molho aromático de tomate
"Sou vegetariana há dez anos e sempre tive dificuldade em ir com amigos jantar a restaurantes deste tipo no Porto. Esta ideia surgiu quando um dia estava em Lisboa, na esplanada de um restaurante muito agradável. Porque não criar um restaurante vegetariano confortável e com boa qualidade de serviço, sem self-service, tabuleiros, luz branca e lojinha de produtos?", diz Alexandra Rola, a mentora deste projecto.

A ideia surgiu na hora H. Com a irmã, Cristina, e uma amiga, Isabel Machado, criou a sociedade. Alexandra e Cristina eram enfermeiras e tinham uma clínica, que deixaram. O cunhado, António Ramos, médico e casado com Cristina, acabara de herdar este belo edifício dos anos 40, que em tempos funcionara como fábrica têxtil, na cave, e como habitação, no primeiro andar. Não a queria para residência, mas também não a queria vender. A solução do restaurante foi perfeita.

A casa foi adaptada, com um projecto do arquitecto Rui Leite, a equipa de cozinheiros foi encontrada (Vítor Neto e Margarida Cardoso) e o restaurante foi inaugurado em Maio do ano passado. Do recheio original pouco ficou, excepto o imponente aparador da sala de cima. "Com uma ementa variada e uma carta de vinhos interessante", esclarece Alexandra Rola. "Uma antecâmara confortável convida a saborear um aperitivo enquanto lhe preparam a mesa. Na sala de jantar, a atmosfera leve, a luminosidade perfeita e os aromas confundindos conciliam os sentidos", acrescenta o texto de apresentação. O restaurante divide-se entre a tal antecâmara, a sala principal e uma esplanada, no rés-do-chão. No andar de cima existe uma segunda sala, para grupos.

Da ementa destacam-se, como entradas, a salada de nozes caramelizadas, as trouxas de massa filo com queijo brie, molho aromático de tomate e mel e os soufflés de cogumelos com aveludado de soja. Depois a carta vai-se dividindo em secções. De "O tofu, o seitan e a soja", a co-proprietária realça o tofu com alecrim e feijão-verde, batata no forno e molho cremoso de alho, os bifes de seitan e espinafres com molho de queijo e vinho do Porto e ainda o timbale de courgettes, ervilhas e soja com ervas e especiarias. No capítulo "A massa, os ovos e o risotto", destaca os ravioli de espinafres e tofu em marinada de açafrão com molho de tomate e o risotto de dois cogumelos. Para os casmurros que não dispensam a chicha, há uma selecção de quatro pratos (bacalhau, gambas, pato e bife do lombo), da qual Alexandra selecciona o risotto de gambas e açafrão com cebolinho. Há ainda uma "proposta juvenil", com três pratos mais económicos e de paladar fácil. A lista das sobremesas contempla oito hipóteses, com relevo para a essência do chocolate (um bolo de chocolate com gelado de citrinos e verduras e zesto de citrinos), a tarte de cardamomo com praline de noz de macadâmia e a mousse de lima. Mas não ficamos por aqui. A encerrar, "A opção fresca" propõe, além de uma selecção de frutas frescas, cinco propostas geladas. Um jantar completo, com vinho incluído, pode oscilar entre os 20 e os 25 euros por pessoa.

Ao almoço, o essência tem um regime mais económico. De segunda a sexta-feira, propõe um menu vegetariano e um menu não vegetariano com pratos do dia. E duas opções: o menu completo (entrada, prato principal e sobremesa) e o menu reduzido (entrada ou sobremesa e prato principal). No menu vegetariano, o completo custa €8 e o reduzido €6; no não vegetariano, o completo passa para €9,50 e o reduzido para €7,50. 
Essência
Rua Pedro Hispano, 1190, Porto. 228 301 813 /960 492 992. Horário: Almoço: 12h30-15h00/Jantar: segunda a quinta-feira, 19h30-22h00; sexta-feira e sábado, 19h30-24h00. Encerra ao domingo e feriados.


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Alimentos Vegetarianos Típicos





Alimentos Vegetarianos Típicos

Nesta página são apresentados alguns alimentos mais típicos de dietas vegetarianas. No entanto, não é necessário que os vegetarianos incluam estes alimentos na sua dieta. O mais importante numa dieta equilibrada é incluir muitos legumes, fruta, leguminosas (como feijão, grão-de-bico, lentilhas, etc.) e cereais (como arroz, pão e massa, de preferência integrais).
A maioria dos alimentos aqui apresentados encontra-se facilmente em qualquer loja de produtos/naturais dietéticos, sendo que alguns também se encontram nos hipermercados e supermercados.



Substitutos de Carne

Salsichas e Hambúrgeres
É muito simples e fácil substituir a carne nos mais variados pratos. Os substitutos de carne mais económicos e acessíveis são as leguminosas, como o feijão, o grão-de-bico e as lentilhas, por exemplo. Quando se pretende um substituto com aspecto e ou textura semelhantes aos da carne, pode utilizar-se a proteína de soja texturizada, o seitan ou o tofu. Existem também diversos alimentos vegetais processados que são extremamente semelhantes às versões feitas a partir de carne. É possível comprar salsichas vegetais, hambúrgeres vegetais e até chouriço vegetal. Uma desvantagem destes alimentos vegetarianos processados é que são normalmente bastante dispendiosos.

Leite Vegetal

Bebida Soja
O leite vegetal mais popular entre os vegetarianos é o leite de soja, mas também existe leite de aveia e leite de arroz. Os diferentes leites vegetais têm sabores bastantes distintos e os leites de soja também variam bastante de sabor consoante a marca. Não se assuste se experimentar algum que não goste, quase de certeza que há outros leites vegetais com um sabor que lhe agrade mais (os leites de soja simples mais saborosos costumam ser os que incluem aroma de maçã) .
A maioria dos leites vegetais é enriquecida com cálcio numa quantidade idêntica ao existente no leite de vaca, pelo que esses leites vegetais são uma fonte de cálcio equiparável ao leite de vaca.

Queijo Vegetal

Queijo de Soja
Para muitos vegetarianos, o queijo é o alimento de origem animal que mais lhes custa a abandonar. No entanto, cada vez há mais oferta de queijos vegetais com um sabor muito idêntico ao queijo de origem animal, pelo que é possível continuar a desfrutar de um paladar semelhante ao do queijo sem contribuir para a crueldade animal. Existem queijos vegetais de diversos sabores e consistências, sendo inclusive possível utilizá-los em pizas vegetais, por exemplo.

Substitutos de Ovos

Substituto de Ovo
Na maioria das receitas com ovos, é possível encontrar bons substitutos vegetais para os ovos. Por exemplo, pode substituir-se um ovo com:
  • 2 colheres de sopa de amido de milho misturado com 2 colheres de sopa de água.
  • 1/4 de chávena de banana triturada.
  • 1/4 de chávena de puré de maça.
  • 40 g de tofu triturado com água ou triturado com os líquidos da receita.
  • 1 colher de sopa de linhaça triturada com 3 colheres de sopa de água.
O tofu costuma resultar bem em pratos salgados, como quiches. A linhaça triturada é um bom substituto da clara de ovo. Também são comercializados alguns substitutos de ovo vegetais em pó, mas não é muito fácil encontrá-los à venda em Portugal.

Proteína de Soja Texturizada/Soja Granulada

Proteína de Soja
A proteína de soja texturizada (ou soja granulada) é uma fonte de proteína muito económica criada a partir de farinha de soja por um processo industrial. A proteína de soja texturizada é também rica em ferro, cálcio, fibra e zinco. Dado que se trata de um alimento desidratado, a proteína de soja texturizada tem de ser reidratada em água quente durante uns 10 minutos ou durante o processo de cozedura.
A proteína de soja texturizada tem cerca de 50% de proteína (antes de ser reidratada) e, depois de cozinhada, tem uma textura idêntica à de carne picada. Para além do granulado fino, existe também proteína de soja texturizada em pedaços maiores (mas não costuma ficar tão saborosa).

Molho de Soja (Shoyu)

Molho de Soja
O molho de soja é um condimento utilizado em substituição do sal e foi originalmente criado na China há milhares de anos. O molho de soja é feito com soja fermentada, trigo, sal e água.
No Japão, o molho de soja é denominado shoyu, sendo este o molho de soja mais popular de boa qualidade que se encontra à venda em Portugal. Também de origem japonesa, o tamari é outro molho de soja popular, mas com um sabor mais forte e sem trigo (ou com quantidade muito reduzida de trigo).
Uma vez que contém sal, o molho de soja deve ser utilizado com moderação. No entanto, o molho de soja permite conferir um sabor agradável e característico aos alimentos com menor quantidade de sal do que se fosse utilizado sal por si só.

Tofu

Tofu
O tofu é um alimento feito a partir de feijões de soja, água e um agente coagulante, com origem na China, onde já é utilizado há milhares de anos. É uma excelente fonte de proteína e de cálcio. O tofu é um alimento com um sabor neutro, mas que absorve muito facilmente diferentes sabores, o que o torna num alimento extremamente versátil que tanto pode ser utilizado em pratos salgados como doces.
O tofu vende-se normalmente embalado com água. Depois de aberto, o tofu não utilizado pode voltar a ser armazenado no frigorífico imerso em água num recipiente fechado.

Seitan

Seitan
O seitan é um alimento rico em proteína feito à base de glúten de trigo e utilizado na Ásia há centenas de anos. Embora seja feito de trigo, não tem grandes semelhanças com o pão. Quando cozinhado, o seitan tem um aspecto e textura extremamente idênticos aos da carne, sendo muito popular como substituto da carne.
O seitan vende-se normalmente embalado com água. Depois de aberto, pode voltar a armazenar-se no frigorífico imerso em água num recipiente fechado.

Tempeh

Tempeh
O tempeh é um alimento feito a partir de feijão de soja integral, cozinhado e fermentado. Ao contrário do tofu, tem um sabor distinto, sendo por vezes incluídos cereais na sua produção. O tempeh é um alimento altamente nutritivo, rico em proteína, cálcio e isoflavonóides, e com muito baixo teor de gordura. Trata-se de um aglomerado firme e compacto de feijões de soja, sendo recomendável cortá-lo em rodelas ou pequenos cubos para o cozinhar, por exemplo, num refogado.

Quinoa

Quinoa
A quinoa é um alimento nativo da América do Sul, conhecido como o "ouro dos Incas". Embora seja conhecida como cereal, trata-se de uma semente de excelente valor nutricional. É muito rica em proteínas, incluindo todas as proteínas essenciais, o que faz dela um alimento bastante adequado para os vegetarianos. A quinoa é também muito rica em fibra, magnésio, ferro e fósforo, e é isenta de glúten, sendo por isso um alimento de fácil digestão. A preparação da quinoa é idêntica à dos cereais integrais (como o arroz), mas a sua cozedura é bastante mais rápida (15-20 minutos).

Tahini

Tahini
O tahini é uma pasta feita a partir de sementes de sésamo sem casca com origem no Médio Oriente, onde é utilizado há centenas de anos. Existem pastas de sésamo feitas a partir de sementes de sésamo com casca, mas são mais amargas e espessas do que o tahini.
O tahini é idêntico à manteiga de amendoim em consistência e sabor, mas de valor nutricional superior. É muito rico em cálcio e é muito popular sobretudo como ingrediente para fazer hummus, um alimento típico do Médio Oriente, feito à base de grão-de-bico e tahini.



_________________________________________



Receitas Vegetarianas

Aqui poderá encontrar algumas receitas 100% vegetais simples e saborosas. Para uma maior variedade de receitas, poderá consultar, por exemplo, a secção de receitas do Centro Vegetarino (ter em atenção que nalgumas receitas deverá substituir os ovos e/ou o leite, pois o site inclui receitas ovolactovegetarianas) ou o site VegWeb.com (em inglês).

Tofu Com Tomate

Esta receita é uma forma muito simples e saborosa de preparar tofu. A mesma receita pode ser utilizada para preparar seitan.

Hummus

O hummus é uma receita vegetariana altamente nutritiva e saborosa que é muito utilizada no Médio Oriente.

Massa de 'Salsicha' e Espinafre

Uma massa vegetariana muito rápida e simples de fazer para quando é precisa uma refeição rápida.

Caril de Grão-de-bico

Uma receita muito simples para grão-de-bico que pode acompanhar arroz ou massa.

Bolo de Chocolate Vegetariano

Um bolo de chocolate vegetariano húmido e delicioso que é facílimo de preparar.

Feijoada Vegetariana

Uma feijoada vegetal, tão ou mais saborosa do que a feijoada tradicional.

Pizza Vegetariana

Uma piza 100% vegetal muito saborosa e fácil de fazer.


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