Ética é o conjunto de valores, ou padrões, a partir dos quais uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões. A ética é importante por que respeita os outros e a dignidade humana.

Sexta-feira, 14 de Outubro de 2011
O SACRIFICIO DE ANIMAIS NA RELIGIÃO

A Bíblia ou o Corão ensinam a crueldade?

Fico horrorizado com os holocaustos de dor e sangue que Deus supostamente teria mandado praticar nos tempos idos e que hoje se repetem na tradição muçulmana com base numa história em que Abraão teria sido tentado ou provado para matar seu filho colocado sobre um altar de lenha onde seria degolado com um cutelo e depois queimado, mas que entretanto lhe aparece um Anjo (Gabriel) impedindo-o de cometer esse acto e em vez do filho é sacrificado um cordeiro no seu lugar. (Ver toda a história no capítulo 22 de Génesis, um dos vários livros de Moisés).

Em face disto têm sido sacrificados todos os anos cerca de 700.000 ou 800.000 animais inocentes (carneiros ou bodes) que são degolados e esfolados numa matança cruel nos lugares onde se juntam mais de dois milhões de muçulmanos na sua Peregrinação a Meca (a “hadj”), cumprindo assim uma tradição que se repete em nome duma crença que até está em contradição com as leis de Deus (Alá ou Jeová) num dos seus Mandamentos que diz: “NÃO MATARÁS”!

Não entendo porque razão se comete então uma chacina com tanto derramamento de sangue de milhares de animais sacrificados à Divindade que no meu entender abomina tudo isto e não se agrada de tais actos pagãos que agradam sim a Satã ou às entidades vampíricas das trevas e não da Luz.

Doutro modo, os próprios cristãos deveriam reflectir também nas palavras de Jesus Cristo que teria dito no seu tempo em relação aos rituais e sacrifícios de animais, o seguinte:

Vim para abolir as festas sangrentas e os sacrifícios, e se não cessais de sacrificar e comer carne e sangue dos animais, a ira de Deus não terminará de persegui-los, como também perseguiu a vossos antepassados no deserto, que se dedicaram a comer carne e que foram eliminados por epidemias e pestes...” (Isto está escrito no capitulo 21 do “Evangelho dos Doze Santos”, um dos Manuscritos encontrados nas cavernas de Qumram junto ao Mar Morto). Em face disto o Papa devia parar de comer carne e instruir os cristãos a fazerem o mesmo... Mas isto é outra conversa!

Por fim, não creio que o Profeta Maomé tenha ordenado os actos de crueldade que se praticam hoje numa Religião de Paz (o Islão) que deveria acabar sim com toda a mortandade de sacrifícios de animais que só o grande negócio dos criadores de carneiros e ovelhas justifica, nada mais. Felizmente já existem muitas vozes discordantes de muçulmanos que são mais favoráveis à oferta de dinheiro em vez da matança dos carneiros. Aliás, a mutilação ou interferência no corpo de um animal vivo que lhe cause dor ou deformação contraria os princípios islâmicos, diz o imã Al-Hafiz Basheer Ahmad Masri, afirmando mesmo que Maomé teria dito:

“Aquele que tem piedade (até) para com um pardal e poupa sua vida, Alá ser-lhe-á misericordioso no dia do julgamento” ...

Uma boa acção feita a um animal é tão meritória quanto uma boa acção feita a um ser humano, enquanto um acto de crueldade a um animal é tão ruim quanto um acto de crueldade para um ser humano”.


Afinal, Deus deu a vida a todas as criaturas de igual modo para que sejam respeitadas e não chacinadas ou vilipendiadas pelos humanos, digo e penso eu. Mas infelizmente, milhões de animais vivem e sofrem em silêncio tanta dor e agressão do ser ‘racional e ‘inteligente’ que se tornou na pior espécie de predadores da Terra que comete tanto mal e vive de forma incoerente.

Fica aqui mais esta dissertação,

Pausa para reflexão!

Rui Palmela


publicado por Maluvfx às 06:26
link do post | comentar | favorito
 O que é? |

O SACRIFICIO DE ANIMAIS NA RELIGIÃO

A Bíblia ou o Corão ensinam a crueldade?

Fico horrorizado com os holocaustos de dor e sangue que Deus supostamente teria mandado praticar nos tempos idos e que hoje se repetem na tradição muçulmana com base numa história em que Abraão teria sido tentado ou provado para matar seu filho colocado sobre um altar de lenha onde seria degolado com um cutelo e depois queimado, mas que entretanto lhe aparece um Anjo (Gabriel) impedindo-o de cometer esse acto e em vez do filho é sacrificado um cordeiro no seu lugar. (Ver toda a história no capítulo 22 de Génesis, um dos vários livros de Moisés).

Em face disto têm sido sacrificados todos os anos cerca de 700.000 ou 800.000 animais inocentes (carneiros ou bodes) que são degolados e esfolados numa matança cruel nos lugares onde se juntam mais de dois milhões de muçulmanos na sua Peregrinação a Meca (a “hadj”), cumprindo assim uma tradição que se repete em nome duma crença que até está em contradição com as leis de Deus (Alá ou Jeová) num dos seus Mandamentos que diz: “NÃO MATARÁS”!

Não entendo porque razão se comete então uma chacina com tanto derramamento de sangue de milhares de animais sacrificados à Divindade que no meu entender abomina tudo isto e não se agrada de tais actos pagãos que agradam sim a Satã ou às entidades vampíricas das trevas e não da Luz.

Doutro modo, os próprios cristãos deveriam reflectir também nas palavras de Jesus Cristo que teria dito no seu tempo em relação aos rituais e sacrifícios de animais, o seguinte:

Vim para abolir as festas sangrentas e os sacrifícios, e se não cessais de sacrificar e comer carne e sangue dos animais, a ira de Deus não terminará de persegui-los, como também perseguiu a vossos antepassados no deserto, que se dedicaram a comer carne e que foram eliminados por epidemias e pestes...” (Isto está escrito no capitulo 21 do “Evangelho dos Doze Santos”, um dos Manuscritos encontrados nas cavernas de Qumram junto ao Mar Morto). Em face disto o Papa devia parar de comer carne e instruir os cristãos a fazerem o mesmo... Mas isto é outra conversa!

Por fim, não creio que o Profeta Maomé tenha ordenado os actos de crueldade que se praticam hoje numa Religião de Paz (o Islão) que deveria acabar sim com toda a mortandade de sacrifícios de animais que só o grande negócio dos criadores de carneiros e ovelhas justifica, nada mais. Felizmente já existem muitas vozes discordantes de muçulmanos que são mais favoráveis à oferta de dinheiro em vez da matança dos carneiros. Aliás, a mutilação ou interferência no corpo de um animal vivo que lhe cause dor ou deformação contraria os princípios islâmicos, diz o imã Al-Hafiz Basheer Ahmad Masri, afirmando mesmo que Maomé teria dito:

“Aquele que tem piedade (até) para com um pardal e poupa sua vida, Alá ser-lhe-á misericordioso no dia do julgamento” ...

Uma boa acção feita a um animal é tão meritória quanto uma boa acção feita a um ser humano, enquanto um acto de crueldade a um animal é tão ruim quanto um acto de crueldade para um ser humano”.


Afinal, Deus deu a vida a todas as criaturas de igual modo para que sejam respeitadas e não chacinadas ou vilipendiadas pelos humanos, digo e penso eu. Mas infelizmente, milhões de animais vivem e sofrem em silêncio tanta dor e agressão do ser ‘racional e ‘inteligente’ que se tornou na pior espécie de predadores da Terra que comete tanto mal e vive de forma incoerente.

Fica aqui mais esta dissertação,

Pausa para reflexão!

Rui Palmela


publicado por Maluvfx às 06:26
link do post | comentar | favorito
 O que é? |

Domingo, 10 de Outubro de 2010
Religião X Vegetarianismo
A Bíbia está repleta de alusões ao vegetarianismo
por António Caldeira


Cristo pregava o Amor e seria para mim impossível que ele comesse animais e directa ou indirectamente causasse qualquer dor.
Ao ler a Bíblia com atenção, e vontade de VER, constata-se que apesar de todas as deturpações, a morte, ingestão e sacrifício de animais foi condenada pelos principais profetas.
Só não vê tal facto aquele tipo de pessoa que presa dos hábitos alimentares e insensibilidade à dor do outro, ou aqueles que têm gaúdio nas touradas, com os respectivos olhos vesgos utilizam os argumentos mais absurdos para justificar como vermelho de sangue é apenas um líquido colorido e indolor.

A Bíblia não é um livro de um só autor, nem foi escrita num tempo definido, é na verdade um conjunto de livros agregados escritos ao longo de milénios, ou pelo menos no seu grosso, de séculos. Os escritos de homens Santos e iluminados misturaram-se com os de homens de pouca sabedoria Assim se explica que encontremos textos até incitando a oferendas de animais a Deus e até aparentemente invocadas pelo próprio Deus como sacrifício.

Mas se um autor diz sim aos sacríficios e outro diz o seu contrário, em quê que ficamos!?


Ao lermos o génesis, verificamos que Deus afirma que criou os animais para que dominemos sobre eles, mas quanto ao alimento, não diz para que os comamos, especifica que o nosso alimento será “erva que dê semente” e “fruto que dê semente”. Mesmo para aqueles que afirmam que o génesis foi escrito por homens e se apresenta com uma linguagem figurada, estas afirmações são claras, e devemos perguntar: porquê que esses homens do antigamente, em que era pressuposto existir menos civilização e mais barbaridade, escreveram as coisas desta forma?

“E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra.
E criou Deus o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.
E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.
E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente, servos-á para mantimento.
E a todo o animal da terra, e a toda a ave dos céus, e a todo o réptil da terra, em que há alma vivente, toda a erva verde será para mantimento; e assim foi. (Génesis 1:26,30)

Reparemos no seguinte texto que conta o que aconteceu no deserto quando os Judeus estavam fartos do maná:

“E disse Moisés: Seiscentos mil homens de pé é este povo, no meio do qual estou; e tu tens dito: Dar-lhes-ei carne, e comerão um mês inteiro. Degolar-se-äo para eles ovelhas e vacas que lhes bastem? Ou ajuntar-se-äo para eles todos os peixes do mar, que lhes bastem? Porém, o SENHOR disse a Moisés: Teria sido encurtada a mão do SENHOR? Agora verás se a minha palavra se há de cumprir ou não. E saiu Moisés, e falou as palavras do SENHOR ao povo, e ajuntou setenta homens dos anciãos do povo e os pós ao redor da tenda. Então o SENHOR desceu na nuvem, e lhe falou; e, tirando do espírito, que estava sobre ele, o pós sobre aqueles setenta anciãos; e aconteceu que, quando o espírito repousou sobre eles, profetizaram; mas depois nunca mais. Porém no arraial ficaram dois homens; o nome de um era Eldade, e do outro Medade; e repousou sobre eles o espírito (porquanto estavam entre os inscritos, ainda que não saíram à tenda), e profetizavam no arraial. Então correu um moço e anunciou a Moisés e disse: Eldade e Medade profetizam no arraial. E Josué, filho de Num, servidor de Moisés, um dos seus jovens escolhidos, respondeu e disse: Moisés, meu senhor, proíbe-lho. Porém, Moisés lhe disse: Tens tu ciúmes por mim? Quem dera que todo o povo do SENHOR fosse profeta, e que o SENHOR pusesse o seu espírito sobre ele! Depois Moisés se recolheu ao arraial, ele e os anciãos de Israel.
Então soprou um vento do SENHOR e trouxe codornizes do mar , e as espalhou pelo arraial quase caminho de um dia, de um lado e de outro lado, ao redor do arraial; quase dois côvados sobre a terra. Então o povo se levantou todo aquele dia e toda aquela noite, e todo o dia seguinte, e colheram as codornizes; o que menos tinha, colhera dez ómeres; e as estenderam para si ao redor do arraial. Quando a carne estava entre os seus dentes, antes que fosse mastigada, se acendeu a ira do SENHOR contra o povo, e feriu o SENHOR o povo com uma praga mui grande . Por isso o nome daquele lugar se chamou Quibrote-Ataavá, porquanto ali enterraram o povo que teve o desejo.” (Números 11:21,34)

Se lermos Daniel, um dos profetas do antigo testamento, vemos que ele era vegetariano:
“E Daniel propôs no seu coração não se contaminar com a porção das iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; portanto pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não se contaminar. Ora, Deus fez com que Daniel achasse graça e misericórdia diante do chefe dos eunucos. E disse o chefe dos eunucos a Daniel: Tenho medo do meu senhor, o rei, que determinou a vossa comida e a vossa bebida; pois por que veria ele os vossos rostos mais tristes do que os dos outros jovens da vossa idade? Assim porias em perigo a minha cabeça para com o rei. Então disse Daniel ao despenseiro a quem o chefe dos eunucos havia constituído sobre Daniel, Hananias, Misael e Azarias: Experimenta, peço-te, os teus servos dez dias, e que se nos dêem legumes a comer, e água a beber. Então se examine diante de ti a nossa aparência, e a aparência dos jovens que comem a porção das iguarias do rei; e, conforme vires, procederás para com os teus servos. E ele consentiu isto, e os experimentou dez dias. E, ao fim dos dez dias, apareceram os seus semblantes melhores, e eles estavam mais gordos de carne do que todos os jovens que comiam das iguarias do rei. Assim o despenseiro tirou-lhes a porção das iguarias, e o vinho de que deviam beber, e lhes dava legumes. Quanto a estes quatro jovens, Deus lhes deu o conhecimento e a inteligência em todas as letras, e sabedoria; mas a Daniel deu entendimento em toda a visão e sonhos”. (Daniel 1:8,17)

Isaías foi um dos maiores profetas do antigo testamento muitas vezes citado por Cristo, se o lermos vemos que também ele era vegetariano e reparemos no que ele diz sobre os sacrifícios dos animais:
De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios, diz o SENHOR? Já estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados; nem me agrado de sangue de bezerros, nem de cordeiros, nem de bodes.
Quando vindes para comparecer perante mim, quem requereu isto de vossas mãos, que viésseis a pisar os meus átrios?
Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e as luas novas, e os sábados, e a convocação das assembleias; não posso suportar iniquidade, nem mesmo a reunião solene.
As vossas luas novas, e as vossas solenidades, a minha alma as odeia; já me são pesadas; já estou cansado de as sofrer.
Por isso, quando estendeis as vossas mãos, escondo de vós os meus olhos; e ainda que multipliqueis as vossas orações, não as ouvirei, porque as vossas mãos estão cheias de sangue.
Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos actos de diante dos meus olhos; cessai de fazer mal.( Isaías 1:11,17)

“Porém eis aqui gozo e alegria, matam-se bois e degolam-se ovelhas, come-se carne, e bebe-se vinho, e diz-se: Comamos e bebamos, porque amanha morreremos. Mas o SENHOR dos Exércitos revelou-se aos meus ouvidos, dizendo:Certamente esta maldade não vos será expiada até que morrais, diz o Senhor DEUS dos Exércitos.” (Isaías 22:13,14)
“Povo que de contínuo me irrita diante da minha face, sacrificando em jardins e queimando incenso sobre altares de tijolos;
Que habita entre as sepulturas, e passa as noites junto aos lugares secretos; come carne de porco e tem caldo de coisas abomináveis nos seus vasos;
Que dizem: Fica onde estás, e näo te chegues a mim, porque sou mais santo do que tu. Estes säo fumaça no meu nariz, um fogo que arde todo o dia.
Eis que está escrito diante de mim: näo me calarei; mas eu pagarei, sim, pagarei no seu seio, As vossas iniqüidades, e juntamente as iniqüidades de vossos pais, diz o Senhor, que queimaram incenso nos montes, e me afrontaram nos outeiros; assim lhes tornarei a medir as suas obras antigas no seu seio.” (Isaías 65:3,6)

“Quem mata um boi é como o que tira a vida a um homem; quem sacrifica um cordeiro é como o que degola um cão; quem oferece uma oblação é como o que oferece sangue de porco; quem queima incenso em memorial é como o que bendiz a um ídolo; também estes escolhem os seus próprios caminhos, e a sua alma se deleita nas suas abominações. Também eu escolherei as suas calamidades, farei vir sobre eles os seus temores; porquanto clamei e ninguém respondeu, falei e não escutaram; mas fizeram o que era mau aos meus olhos, e escolheram aquilo em que eu não tinha prazer.” (Isaías 66:2,4)
Também em Miqueias:
“Com que me apresentarei ao SENHOR, e me inclinarei diante do Deus altíssimo? Apresentar-me-ei diante dele com holocaustos, com bezerros de um ano? Agradar-se-á o SENHOR de milhares de carneiros, ou de dez mil ribeiros de azeite? Darei o meu primogénito pela minha transgressão, o fruto do meu ventre pelo pecado da minha alma? Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o SENHOR pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a e andes humildemente com o teu Deus? “(Miqueias 6:6,8)

Já no novo testamento ainda podemos encontrar restos da antiga sabedoria em S. Paulo:
“Não são os alimentos que nos aproximam de Deus: se deixamos de comer, nada perdemos; e, se comemos, nada lucramos. Toma cuidado, porém para que essa vossa liberdade não se torne ocasião de queda para os fracos............Eis porque, se um alimento é ocasião de queda para meu irmão, para sempre deixarei de comer carne, a fim de não causar a queda de meu irmão”. (S.Paulo Cor 8)

“Entäo eles lhe disseram: Näo temos aqui senäo cinco päes e dois peixes.E ele disse: Trazei-mos aqui. E, tendo mandado que a multidäo se assentasse sobre a erva, tomou os cinco päes e os dois peixes, e, erguendo os olhos ao céu, os abençoou, e, partindo os päes, deu-os aos discípulos, e os discípulos à multidäo.
E comeram todos, e saciaram-se; e levantaram dos pedaços, que sobejaram, doze alcofas cheias. “(Mateus 14:17,20)

Apesar de todas as adulterações que a bíblia sofreu, esta nunca diz que Jesus multiplicou os peixes e os deu à multidão, é bem explicita sim quanto aos pães.
Acresce que a palavra original que foi traduzida como sendo peixes era “opsarion” que em grego significa um acompanhamento de comida, que podia ser peixe mas também outra coisa qualquer.
(οψαριον noun - accusative singular neuter, opsarion op-sar'-ee-on: a relish to other food )

Será também de relevar que mesmo que Cristo tivesse multiplicado peixes, e dado à multidão comida de acordo com os seus hábitos, esses peixes resultavam do seu poder criador e não eram animais que tinham vivido e sofrido a respectiva morte.


É muito comum entre os defensores do consumo de carne, mesmo quando se esgrimem entre eles, ou entre religiões diferentes com posições diferentes face as diferentes tipos de carnes, ou para rebater postulados do antigo testamento que proibem aos judeus o consumo de alguns tipos de animais, apoiarem-se nas palavras em que Jesus Cristo afirmou que o que torna impuro o homem não é o que entra, mas o que sai da boca. Essa é uma leitura claramente abusiva e que extravasa aquilo que estava a ser dito. O que estava em causa era o rebater do argumento da transgressão do costume judeu de lavar as mãos antes de comer o pão, e é em resposta a isso que Jesus faz a tal afirmação. Jesus nunca diz que tudo o que se coma é indiferente, é uma extrapolação grosseira afirmar tal, o que ele acentua é que os nossos pensamentos, palavras e acções, que saem do coração, é que determinam o pecado ou karma. Temos que ir ao contexto em que as palavras foram proferidas, todos nós produzimos afirmações que se forem descontextualizadas podem ser usadas abusivamente e contradizerem os nossos princípios e valores mais caros. Reparemos que no final Jesus volta a afirmar que comer sem lavar as mãos não contamina o homem.

“Entäo chegaram ao pé de Jesus uns escribas e fariseus de Jerusalém, dizendo:
Porque transgridem os teus discípulos a tradiçäo dos anciäos? pois näo lavam as mäos quando comem päo.
.../..
Ainda näo compreendeis que tudo o que entra pela boca desce para o ventre, e é lançado fora?
Mas, o que sai da boca, procede do coraçäo, e isso contamina o homem.
Porque do coraçäo procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituiçäo, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias.
Säo estas coisas que contaminam o homem; mas comer sem lavar as mäos, isso näo contamina o homem.” (Mateus 14:1,20)


“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estäo cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia.
Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade.” (Mateus 23:27,28)

“Jesus disse: Porque lavais o exterior da taça? Não sabeis que quem criou o lado da dentro é o mesmo que criou o lado de fora?” (Tomé 89)

"Lavar o interior da taça" que outra coisa não é que não ingerir cadáveres de animais?

Isto são só amostras porque existe muito mais. Mas claro que se encontra outros livros na Bíblia em que se aconselha a comer os animais de pata fendida, ou sobre as regras a seguir nos sacrifícios, como em Deuterónimos. A questão está exactamente no facto da Bíblia ser uma miscelânea e também mal traduzida de língua para língua.
Aconselho vivamente a que leiam o Evangelho Essénio da Paz: (existe uma edição da Pensamento mas não comercializada em Portugal, mandei vir do Brasil)

Em ingês: The Essene Gospels of Peace
Em português:  Evangelho Essénio da Paz

in Notas de António Caldeira


Mais leituras


publicado por Maluvfx às 14:52
link do post | comentar | favorito
 O que é? |

Terça-feira, 27 de Julho de 2010
Padre dá óstia a cão e irrita fiéis no Canadá
ReproduçãoMontreal (Canadá) - Uma igreja do Canadá se tornou o foco da discussão de fiéis depois que um padre deu a Sagrada Comunhão a um cão. O animal teria ido para o local junto com seu proprietário.

Segundo o dono do cachorro, quando ele foi tomar a óstia, seu cão foi junto e o padre acabou dando-a para ele também. Donald Keith ainda contou que logo depois o animal sentou e abaixou a cabeça, como se estivesse fazendo uma oração.

"Uma velhinha que estava na frente riu muito", disse Donald.

O sacerdote foi suspenso e o animal proibido de entrar na igreja. Em entrevista ao Daily Mail, o homem se mostrou chateado: "Foi uma atitude inocente. Sinceramente pensei que era uma espécie de bênção dos animais".

Donald com seu 'cãozinho' abençoado

Fonte


publicado por Maluvfx às 06:26
link do post | comentar | favorito
 O que é? |

Sexta-feira, 9 de Julho de 2010
Vegetarianismo - O missionário R.R. Soares responde
Postado por Tes Saloniki
Pergunta: Gostaria de saber se Jesus concorda com a matança dos animais para consumo. É verdade que Jesus era vegetariano? Não concordo com isso, missionário, é muita covardia o que o ser humano faz pra se satisfazer. O sofrimento dos animais não compensa essa "satisfação". Há alguma passagem na Bíblia que condene ou que aprove essa prática?
Resposta: Não, o Senhor Jesus não era vegetariano, pois comia peixe e cordeiro, este ao menos uma vez, por ocasião da Páscoa (Lc 24.41-43; Êx 12.1-10). O fato de o Senhor Deus ter dado os animais do campo para alimento dos homens (Gn 9.1-3). Não quer dizer que Ele aprove os meios cruéis pelos quais muitos são imolados. Pelo contrário, os judeus são o povo que notoriamente se preocupam com a maneira pela qual os animais são sacrificados para servirem de alimento, justamente para zelar pelo não sofrimento daquelas criaturas de Deus.

Fonte: 
On Grace
Nota do Planeta Vegetariano: Não endossamos ou reprovamos nenhuma prática religiosa. Governado por valores éticos aprendidos, cada indivíduo deve escolher a sua fé. Todavia, fica uma dúvida: Como se pode criar artificialmente, manter cativa e posteriormente trucidar uma "criatura de Deus" sem infligir-lhe sofrimento?


via Planeta Vegetariano


publicado por Maluvfx às 18:47
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
 O que é? |

Terça-feira, 23 de Março de 2010
Religião e Reflexão
Criado pelo NonStampCollector, um genial canal de desenhos esclarecedores no YouTube, o vídeo "O que Jesus não faria", dublado por Alessandro Magno e postado no blog Bule Voador, mostra o que Jesus deixou de fazer, coisas que poderiam confirmar a existência do deus cristão para toda a humanidade e, de quebra, melhorar ao extremo a vida da humanidade.
Se você tiver cerca de 9 minutos livres, assista e reflita. O desenho é muito inteligente.



Saiba isto sobre a Bíblia



A partir de hoje, como parte do esforço de conscientizar, esclarecer e abrir os olhos, levando a luz da Razão e do livre-pensamento à escuridão da credulidade e submissão religiosa, vou de vez em quando trazer o conteúdo de alguns tópicos da comunidade Contradições da Bíblia no Orkut. Como faço com qualquer assunto que trago de outros sites, vou dizer as devidas referências.
Aposto que você não sabia isso sobre a Bìblia dita sagrada:
Saiba isto sobre a Bíblia por Sky Kunde, da comunidade Contradições da Bìblia no Orkut
É comum em debates alguém dizer algo como "Mas no original da bíblia blábláblá... " Porém, não existem originais da bíblia, e sim cópias de cópias. Quando alguém diz "original" na verdade está se referindo aos manuscritos mais antigos disponíveis e não aos que foram escritos pelo punho do autor.
Diz na Sociedade Bíblica do Brasil:
"Todos os autógrafos, isto é, os livros originais, como foram escritos pelos seus autores, se perderam.
O mais antigo fragmento do Novo Testamento hoje conhecido é um pequeno pedaço de papiro escrito no início do Século II d.C. Nele estão contidas algumas palavras de João 18.31-33, além de outras referentes aos versículos 37 e 38.
O pergaminho de Isaías é o mais remoto trecho do Antigo Testamento em hebraico. Estima-se que foi escrito durante o Século II a.C."
Qual a relevância disso? Bom, o ponto em questão são as supostas profecias. Se não temos os originais anteriores aos eventos supostamente profetizados então não há como comprovar que realmente previram alguma coisa. Ou seja, as "profecias" podem ter sido inseridas após os fatos!
Exemplo: Jesus, em Mateus 24, diz que o templo seria destruído; o que realmente aconteceu. Mas não temos nenhum trecho de Mateus (ou de qualquer outro evangelho) anterior ao evento contendo tal "profecia".
O mesmo ocorre com outros livros onde são "preditas" várias desgraças contra Israel e os reinos próximos; como o Egito e a Babilônia. Um bom exemplo disso é o livro de Daniel, considerado uma obra do séc. VI a.C. Contudo, evidências internas demonstram tratar-se de uma fraude produzida séculos mais tarde; por volta do ano 165 a.C.!
Desse modo podemos considerar seriamente a ponderação do filósofo David Hume:
"Nenhum testemunho é suficiente para comprovar algo extraordinário a menos que o testemunho seja de um tipo tal que a sua falsidade (ou engano) fosse ainda mais extraordinária que o fato que tenta estabelecer." (citação adaptada)
Arauto da ConsciênciaArauto da Consciência 


publicado por Maluvfx às 17:14
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
 O que é? |

Quarta-feira, 5 de Setembro de 2007
O Bem-estarismo e a Bíblia
© Sergio Greif
Em nosso texto “A Bíblia preconiza o vegetarianismo”, tornamos claro que o conceito especista religiosamente justificado, com base no texto de Gênesis 1:26 e 28, nada mais é do que um erro de tradução. No entanto, está claro que em muitos outros lugares a Bíblia parece endossar o status superior ou o domínio do homem sobre as demais criaturas. De fato, a mesma Bíblia foi, no passado, utilizada para justificar muitas outras atrocidades como a pilhagem, os crimes de guerra, a escravidão, o sexismo, a pedofilia e tantos outros. Não é de se estranhar, portanto, que a exploração animal seja também permitida em muitas passagens.

A Bíblia condena com a pena de morte o adultério (Deut. 22:22), o sexo antes do casamento (Deut. 22:21), as práticas homossexuais (Lev. 20:13), o espiritismo (Lev. 20:27), a apostasia (Deut. 17:2-5), a rebeldia juvenil (Deut. 21:20-21) e tantas outras coisas hoje consideradas banais. Há ainda outras passagens que, do ponto de vista ético contemporâneo, são questionáveis.

Em Deuteronômio 20, há leis relativas à guerra: quando o exército saía para lutar contra uma cidade inimiga, este devia primeiramente oferecer-lhes a paz. Se o povo inimigo aceitasse a proposta de paz e abrisse suas portas, os habitantes da cidade deveriam ser escravizados. Caso eles não aceitassem a proposta de paz, a cidade deveria ser sitiada, os homens deveriam ser mortos, seus bens pilhados e as mulheres, crianças e gado tomados.

Isso no caso de cidades distantes, pois no caso de cidades próximas, pertencentes aos heteus, amorreus, cananeus, ferezeus, heveus e jebuseus, toda a população deveria ser massacrada. Diversas outras passagens bíblicas mostram que, ao se conquistar uma cidade, podia-se fazer praticamente de tudo com a população conquistada (Num. 31:17; Deut. 2:34, 3:6).

Mas essas práticas não eram de todo más, pois havia leis que asseguravam o “bem-estar” destes pobres seres conquistados. Por exemplo, em Deuteronômio 21 (11-14), há uma lei que pretende garantir “tratamento ético” às mulheres capturadas em guerras. Se, ao saquear uma cidade, um homem ficasse atraído por uma mulher em particular, poderia levá-la para casa. Ele deveria permitir-lhe que durante um mês chorasse a morte de sua família (que poderia ter sido morta por ele próprio). Depois disto ele poderia tomá-la sexualmente. Se ela não lhe agradasse, ele deveria deixá-la ir, mas não poderia vendê-la.

Aqui reside a ironia deste tipo de “bem-estar”, porque a mulher podia ter sua família morta, podia ser levada cativa, podia ser violentada, mas seria antiético vendê-la. O mesmo encontramos no bem-estarismo animal contemporâneo, onde fazer certas coisas com um animal (enfiar-lhe esporas, dar choques, etc.) é considerado errado, mas fazer coisas piores (matá-lo) é considerado certo.

Nos relatos bíblicos, as pessoas tornavam-se escravas por dívidas ou por pertencerem a povos conquistados. Diferente da escravidão perpetuada pelos europeus, os escravos na Bíblia não pertenciam a povos inferiores nem eram subumanos, podendo senhores e escravos pertencer à mesma raça. Embora escravos fossem bens, propriedade, havia certa “preocupação” com seu “bem-estar”.

Assim, quando um escravo fugia e buscava refúgio na casa de outra pessoa, essa pessoa devia recebê-lo, e não devolvê-lo para seu dono (Deut. 23:15); uma escrava desposada recebia status semelhante à esposa (Êxodo 21:9-10); se, durante o castigo, um escravo perdesse um olho ou um dente, ele deveria ser libertado (Êxodo 21:26-27); quem batesse em seu escravo até a morte deveria ser punido (Êxodo 21:20), mas, se o escravo sobrevivesse até o dia seguinte, a pessoa estava livre da punição, afinal, o escravo era sua propriedade (Êxodo 21:21).

À mulher também era conferido o status de propriedade. Mulheres podiam se consagrar ao Templo, mas seu valor era inferior ao de um homem (Lev. 27); quando uma mulher fazia votos religiosos, estes só eram considerados se aprovados por seu pai ou esposo (Num. 30:3-8); o homem podia repudiar sua esposa se esta não pudesse lhe dar um filho, e somente ao homem era permitido desposar uma segunda mulher (ou quantas pudesse sustentar). Se uma mulher fosse ferida em uma briga, a indenização era estipulada por seu marido (Êxodo 21:22).

Desta forma, vemos que, se em tempos remotos, a Bíblia permitiu o subjugo do animal, vemos que também o fez em relação a outros povos e às mulheres. Com isto não pretendemos desmerecer as Escrituras Sagradas, mas sim, mostrar que a percepção de ética da época não pode se pretender defensável em pleno século XXI. Dito isso, entendamos que o conceito de “bem-estar” nada tem a ver com atribuir ao ‘objeto’ qualquer direito. Os exemplos acima citados mostram que, desde tempos remotos, seres reconhecidamente sencientes eram ao mesmo tempo considerados objetos, de modo que, apesar de merecerem alguma consideração quanto ao seu bem-estar, seus direitos eram limitados. O objetivo principal deste bem-estar, na maioria dos casos, era melhoria de sua produtividade.

Com isto entendemos as antigas origens do moderno conceito de “bem-estar animal”. A idéia de que o homem tem o direito de fazer uso de animais está enraizada em nossa sociedade, especialmente através da concepção religiosa predominante. Quando analisamos nossos livros históricos e religiosos, encontramos mais do que a razão pela qual tomamos o direito de explorarmos-nos uns aos outros e aos animais. Camuflado sob o véu da ética, encontramos nesses livros a forma correta de tratarmos nossos escravos, os povos por nós conquistados, as mulheres e os animais.

E como podemos entender esse “bem-estar” animal? É a concepção de que os animais podem (e em alguns casos até devem) ser usados, mas sempre atentando para que os mesmos sofram minimamente. Sofrer minimamente, ou sofrer o estritamente necessário, é um conceito empírico e confuso, primeiramente porque não há uma escala que permita quantificar o sofrimento, e em segundo lugar porque a expressão “sofrer o estritamente necessário” não traz luz à questão “necessário para quê?”. Para que satisfaçamos nosso paladar, tenhamos roupas quentes, nos divirtamos, possamos experimentar novas substâncias? O que deve ser considerado necessário?

É crescente o número de seres humanos que opta por jamais tomar parte em qualquer aspecto do sofrimento animal. A simples viabilidade deste estilo de vida, o veganismo, é prova incontestável de que todo sofrimento animal causado pelo homem é desnecessário.

Como vimos, a idéia de “bem-estar animal” não é de forma alguma moderna. Essa idéia apenas ganhou novo impulso na Era Contemporânea, pós-Revolução Industrial. De fato, o confinamento de animais em sistemas de criação intensivos, a mecanização dos processos vitais e a intelectualização do ser humano conferiram nova roupagem ao bem-estar animal. Agora a idéia deixa de ser mero bom-senso e passa a adquirir contornos de movimento, ativismo, a promulgação de normas e palco para debates apaixonados.

No entanto, essa idéia é bastante antiga e o texto bíblico é bom exemplo disto.

Quando foi permitido ao primeiro homem comer carne, isso foi feito devido às novas condições em que o planeta se encontrava, após o dilúvio universal (Gen. 9:3). Nessa permissão, porém, uma ressalva foi feita: Noé e sua família poderiam comer carne, mas não de forma incondicional. Houve uma imediata proibição contra alimentar-se do sangue dos animais(Gen. 9:4).

A Bíblia quer nos fazer acreditar que no sangue do animal reside sua essência vital (Gen. 9:4; Lev. 17:10-14, 19:26; e Deut.12:16, 12:23, 15:23). Desta forma, consumir o sangue do animal significa consumir sua vida. Os antigos israelitas acreditavam que, se consumissem o sangue de um animal, seriam culpados por sua morte (Gen. 9:5). Por outro lado, se matassem um animal mas devolvessem todo o seu sangue à terra, estavam livres de qualquer culpa.

Esta forma de comer carne ‘sem tirar a vida’, de se livrar da culpa pela morte, é mais ou menos o que observamos no movimento de bem-estar animal contemporâneo, porque o foco das atenções é desviado do problema real e passa a se concentrar em livrar a consciência do agressor. Matar em si deixa de ser errado, o errado é fazer isso sem o devido respeito. É como o índio ou o africano animista, que abate a caça, ajoelha-se ao lado dela e chora um choro ritual, onde explica ao irmão-animal que sua morte foi necessária para saciar a fome de sua família. Esta, para quem olha de fora, parece uma forma respeitosa de lidar com a situação, mas para o animal que morreu, a situação é exatamente a mesma.

É possível que a maioria dos judeus atualmente não acreditem que no sangue do animal resida sua vida, mas as leis dietéticas (kashrut) que preconizam a remoção do sangue continuam sendo praticadas. O Rabino Samuel Dresner comenta que “a remoção do sangue, como ensina a kashrut, é um dos mais poderosos meios de fazer-nos constantemente tomar consciência desta concessão e de todo o comprometimento que envolve, na realidade, o ato de comer carne. Novamente nos é ensinado a reverenciar a vida”.

Essa é uma forma bastante peculiar de se demonstrar reverência à vida, porque, ainda que se aceite que verter o sangue do animal na terra impede que se consuma sua vida, não se pode ignorar o simples fato de que o animal foi morto contra sua vontade. Para o animal pouco importa o que se faz com seu sangue depois que ele é abatido, porque seu interesse é que o sangue esteja circulando em seus vasos.

Após a proibição do consumo da carne com o sangue, outras condições surgiram para amenizar o problema do abate de animais. Os animais passaram a ser classificados em kasher (puros) e taref (impuros), de acordo com Levítico 11, e somente foi permitido o consumo da carne de animais ritualmente abatidos (Lev. 17:4). A explicação para a segunda imposição encontra fundamento no bem-estar animal.

O abate de animais conforme as leis da kashrut, conhecido como shchitah, hoje é denominado “abate cruento”, em oposição ao que se considera “abate humanitário”. No entanto, cabe dizer que a shchitah surgiu como proposta de abate humanitário, visto que com o corte da jugular do animal entendia-se que estavam sendo cortadas as comunicações entre o cérebro e o restante do corpo do animal. Entendia-se que, embora o animal continuasse a se mexer, estava anestesiado, que o método era indolor. Essa forma de abate contrastava com a forma praticada por outros povos, onde muitas vezes partes dos animais eram removidas para consumo, estando o animal ainda vivo.

Mas é claro que a shchitah não é de forma alguma humanitária, como também não o é o mal denominado “abate humanitário”. A única matança que pode ser considerada humanitária é a eutanásia de um animal cuja doença torne sua vida insuportável. A “eutanásia” de animais saudáveis apenas para controle de população ou em determinado experimento não é humanitária, porque tampouco pode ser considerada uma “boa morte”. Matar um animal para consumi-lo, seja por qual método for, jamais será humanitário, porque o “matar” é intrinsecamente cruel, não importa de que forma se faça.

Mas, como no bem-estarismo contemporâneo, a Bíblia nos faz crer que o errado não é matar o animal, mas sim depredar e acabar com o recurso que posteriormente poderá servir novamente ao homem. Assim, uma pessoa que encontre um ninho com ovos ou passarinhos e a mãe chocando, poderá pegar para si os ovos e os passarinhos, mas deverá deixar a mãe ir (Deut. 22: 6-7), provavelmente uma forma de garantir que haja mais ovos e filhotes em breve. Uma outra lei ordena que a cada 7 anos os campos deixem de ser cultivados para que a terra descanse. Neste período o que nascer nesta terra poderá servir aos pobres e aos animais do campo (Êxodo 23:10-11); a preocupação com os animais do campo pode ser simplesmente uma preocupação com a caça no futuro.

Da mesma forma, outros exemplos de leis de bem-estar animal são encontrados na Bíblia.

Em Êxodos 23:4-5, encontramos os seguintes versículos: “Se encontrares desgarrado o boi do teu inimigo ou o seu jumento, lho reconduzirás. Se vires prostrado debaixo da sua carga o jumento daquele que te aborrece, não o abandonarás, mas ajudarás a erguê-lo.” Poder-se-ia dizer que reconduzir um boi ou um jumento, ou ajudar um jumento sobrecarregado a se levantar envolve interesses econômicos, mas isto apenas é válido quando se tratar do animal explorado pela pessoa ou um dos seus (Deut. 22:1-4).

Por que alguém se empenharia em preservar os interesses econômicos de seus inimigos ou daqueles que o aborrecem? Esses versículos parecem encontrar base no que chamamos “bem-estar animal”, e como praticamente tudo o que encontramos nesse movimento, é incoerente porque contrasta com outras passagens onde é ordenado que o gado e os animais de cargas dos inimigos devem ser mortos junto com eles.

Há leis específicas para o “bem-estar” de animais submetidos a trabalhos forçados, como a que ordena que os animais também tenham o direito ao descanso do sábado (Êxodo 23:12; Deut. 5:14), ou a que impede que se coloque para puxar um mesmo arado animais de espécies diferentes (Deut. 22:10), o que certamente exigiria maior esforço da espécie mais fraca.

O objetivo do presente texto, como dito anteriormente, não é ofender as convicções religiosas de quem quer que seja, mas tão somente demonstrar que a Bíblia pode ser utilizada para provar ou refutar o que se queira. Se intencionar-se manter os padrões morais e comportamentos estabelecidos pela Bíblia para com os animais, pode-se entender que o mesmo se aplique às mulheres, às crianças, aos homossexuais, aos adúlteros, aos idólatras, etc. O texto também demonstra que o que muitos acreditam ser uma idéia moderna, o “bem-estar animal”, nada mais é do que uma repetição de idéias antigas. Nas sábias palavras do Pregador: “O que se foi é o que será; e o que se fez, isso se tornará a fazer; não há nada de novo debaixo do sol.Há algo que se possa dizer: Vê, isto é novo? Não! Tudo já existia séculos antes.” (Eclesiastes 1:9-10).


publicado por Maluvfx às 14:48
link do post | comentar | favorito
 O que é? |

A Bíblia preconiza o vegetarianismo
© Sergio Greif
Sejamos judeus, cristãos ou muçulmanos, a fonte de nossa inspiração religiosa é a Bíblia. Mesmo os muçulmanos, que adotam outro livro sagrado, reconhecem a Bíblia como cânone. Ateus e agnósticos, embora não creiam diretamente em textos sagrados, são influenciados por estes visto que estão inseridos em sociedades que foram moldadas utilizando-os como inspiração. Vivemos em sociedades laicas, mas a religião, ainda que não praticada, influencia o pensamento e, em parte, o comportamento.

A costumeira justificativa religiosa para o especismo é baseada numa breve passagem bíblica que explicaria nossa natureza semi-divina e nosso direito sobre as demais espécies. Em Gênesis 1:26, está escrito: “Também disse Deus: façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra.”.

No entanto, a Bíblia é um livro complexo e permite múltiplas interpretações, além de versões e traduções.

Se verificarmos o original em hebraico, veremos que o que tem sido traduzido como “ter domínio” é a palavra “yirdu”. “Yirdu” poderia ser melhor traduzido como “descerão”. Fosse a intenção do autor do original hebraico de fato transmitir a idéia de domínio na criação, a palavra que deveria ser empregada seria “shalthanhon”. Nem mesmo a idéia de governo benévolo do homem sobre as demais criaturas é passada neste versículo, visto que a palavra que a Bíblia usa quando se refere ao domínio pacífico é “mashel”.

Porém, o que vemos é que foi empregada a palavra " yirdu", que permite uma outra tradução do versículo: “Disse Deus: façamos o homem à nossa imagem e semelhança; e descerão para os peixes do mar, e para as aves dos céus, para os rebanhos e para toda a terra e para todo réptil que rasteja sobre a terra”. Se seguirmos essa tradução, que é mais fiel ao original, podemos interpretar que a intenção da Bíblia pode ter sido mostrar que Deus criou o homem de uma maneira especial, mas que o homem desceria (ou seja, seria igualado) para a condição de um animal.

Mesmo a continuação do livro parece apoiar esta idéia. Em Gênesis 1:28, costumamos ver o versículo traduzido desta forma: “E Deus os abençoou e lhes disse: sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra.”. Novamente, a palavra “desça” aparece traduzida como “domine”. O que aparece nesse versículo como “sujeitai-a” é a palavra “kibshah”, que significa preservar. Fosse de fato a intenção do autor transmitir a idéia de “sujeitar” ele teria empregado a palavra “hichriach”.

A tradução literal deste versículo seria: “E abençoou-os Deus e lhes disse Deus: fecundem-se, tornem-se muitos, encham a terra e preservem-na; e desçam para (a condição dos) peixes do mar, e para as aves dos céus e para todo animal que rasteja sobre a terra”.

Esta idéia de que homens e animais estão em pé de igualdade perante Deus encontra-se em Eclesiastes 3:18-21: “Disse ainda comigo: é por causa dos filhos dos homens, para que Deus os prove, e eles vejam que são em si mesmos como os animais. Porque o que sucede aos filhos dos homens sucede aos animais; o mesmo lhes sucede: como morre um, assim morre o outro, todos têm o mesmo fôlego de vida, e nenhuma vantagem tem o homem sobre os animais; porque tudo é vaidade. Todos vão para o mesmo lugar; todos procedem do pó e ao pó tornarão. Quem sabe se o fôlego de vida dos filhos dos homens se dirige para cima e o dos animais para baixo, para a terra?”

A intenção aqui não é, porém, estender-me em uma tradução revisionista de todo o texto bíblico, mas sim demonstrar que erros de tradução levam a erros de interpretação. Já foi demonstrado muitas vezes que a Bíblia pode ser utilizada para defender qualquer idéia. Pela tradução tendenciosa do versículo de Gênesis 1:26, nasceu toda a concepção de que o homem é um ser semi-divino e tem o direito de sujeitar ao seu domínio todos os demais seres da criação, sujeitar a Terra. Mas e se a intenção do autor tivesse sido outra?

Gênesis 1:29 e 1:30 apresentam a primeira lei dietética estabelecida por Deus para o homem e para os outros animais “E disse Deus: Eis que vos tenho dado todas as ervas que dão sementes e se acham na superfície de toda a terra, e todas as árvores em que há frutos que dão sementes; isso vos será por alimento. E a todos os animais da terra, e a todas as aves dos céus, e a todos os répteis da terra, em que há fôlego de vida, toda erva verde lhes será para mantimento. E assim se fez.”.

Esses versículos demonstram que não era a intenção original de Deus, pelo menos segundo o livro de Gênesis, que o homem matasse animais para comer. A dieta vegana era a consistente com o plano original de Deus. Apesar disso, quantas pessoas não lêem esses versículos diariamente e deixam de refletir sobre seu significado?

O Talmud, coleção de comentários e compilações da tradição oral judaica, reforça a idéia bíblica de que, se no princípio o homem não comia carne, era porque a intenção original de Deus era que este e os demais animais fossem vegetarianos. De fato, escreveram sobre esse assunto muitos comentadores bíblicos, entre eles Rashi (1040-1105), Abraham Ibn Ezra (1092-1167), Maimônides (1135-1214), Nachmanides (1194-1270) e Rabi Joseph Albo (séc. XV).

A Bíblia conta (Gen. 2:8) que quando Deus criou o homem, colocou-o para habitar no Jardim do Éden. Nesse jardim, foi ordenado que o homem se servisse dos frutos de toda árvore (Gen. 2:16), exceto da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gen. 2:17). Devido ao pecado original, o homem foi expulso do jardim e recebeu também a permissão para comer as ervas do campo (Gen. 3:18). Poderia-se até dizer que a Biblia sugere que Deus criou o homem frutariano, e depois o fez vegano.

Conforme a genealogia apresentada em Gênesis 5, entre Adão e Noé passaram-se dez gerações. Segundo a Bíblia, nos tempos de Noé, Deus resolveu destruir tudo com um dilúvio, porque toda a criação havia se corrompido. Noé encarregou-se de construir uma arca e salvar sua família e alguns exemplares de cada espécie animal. Conta a Bíblia que, quando as águas baixaram, seres humanos e demais animais saíram e constataram que a terra estava seca.

Podemos, porém, imaginar que, após mais de um ano submersa, já não havia sobre a terra vegetação suficiente para sustentar a todos. Foram Noé e seus filhos, segundo a Bíblia, os primeiros seres humanos que comeram carne.

Toda a harmonia que havia prevalecido entre os homens e demais animais no paraíso, após a expulsão e durante o período do dilúvio, segundo a Bíblia, deixou de existir. “Pavor e medo de vós virão sobre todos os animais da terra e sobre todas as aves dos céus; tudo o que se move sobre a terra e todos os peixes do mar nas vossas mãos serão entregues.” (Gen. 9:2).

Naquele momento, passaram a existir animais herbívoros e carnívoros, e o homem tornou-se onívoro:“Tudo o que se move e vive ser-vos-á para alimento; como vos dei a erva verde, tudo vos dou agora.” (Gen. 9:3). A frase “como vos dei a erva verde” reforça que até então eles só tinham autorização para serem veganos. Seria, porém, esta concessão pontual motivo para justificar que comessemos carne até os dias de hoje?

Segundo Rav Kook, primeiro grão-rabino de Israel, não podemos ver essa permissão para comer carne, dada a Noé em uma situação específica, como uma concessão a toda a humanidade posterior. Em sua interpretação, estava claro que se tratava de uma permissão efêmera, até que a terra voltasse a produzir o alimento. A situação em que Noé se coloca é a de um homem perdido em uma ilha deserta, sem muitos recursos à disposição.

O período das dez primeiras gerações descrito em Gênesis foi, portanto, de pessoas vegetarianas, e a Bíblia mostra que o homem só começou a consumir carne quando condições ambientais o forçaram a tal.

Há um segundo período segundo o qual o autor da Bíblia mostra que Deus pretendia tornar o homem novamente vegetariano. As escrituras contam que, quando os israelitas saíram do Egito, o plano de Deus era que aquele povo recém-liberto da escravidão vagasse pelo deserto pelo tempo necessário para que se purificasse. Foi lhes dado um alimento que caia do céu, que era “como semente de coentro, branco e de sabor como bolos de mel” (Êxodo 16:31, Números 11:7).

Esse alimento, simples, mas completo nutricionalmente, deveria sustentá-los pelo tempo que permanecessem no deserto (40 anos), pois em Êxodos 16:35 está escrito “E comeram os filhos de Israel manah quarenta anos, até que entraram em terra habitada; comeram manah até que chegaram aos limites da terra de Canaã.”.

No entanto, durante a travessia do deserto, alguns incidentes ocorreram. As pessoas começaram a reclamar de sua dieta puramente vegetariana: “Agora, porém, seca-se a nossa alma, e nenhuma coisa vemos senão este manah” (Num 11:6). Por outro lado, pediam novamente pelos alimentos que consumiam no Egito – carne e peixes, entre outros (Num. 11:4-5).

A contra gosto, Deus atendeu às reclamações, providenciando carne sob a forma de codornizes, que foram sopradas pelo ventos dos mares. Porém, logo depois, Deus puniu aquelas pessoas, por não aceitarem de bom grado o alimento perfeito que Ele lhes oferecia: “Estando ainda a carne entre os seus dentes, antes que fosse mastigada, quando a ira do Senhor se acendeu contra o povo, e o feriu com grande praga.” (Num. 11:33).

O lugar onde ocorreu esse incidente foi batizado de “Kivrot Hataava”, que em português significa Tumbas da Luxúria, porque foi o desejo de luxo daquele povo, e não sua necessidade, o que os levou à morte (Num. 11:34).

Essa passagem referente ao manah traz uma idéia de que poucos se dão conta: o alimento que nos é destinado é bastante simples, pode ser encontrado em abundância e nos mantém saudáveis. Por outro lado, quando buscamos alimentos que não nos são apropriados, perecemos.

Atualmente sabe-se, por diversas passagens, que a Bíblia permite o consumo de carne. No entanto, esse consumo se dá mais na base da concessão do que de uma recomendação, como se Deus dissesse: “O ideal é que o homem não coma carne, mas já que ele quer...”.

Por isso, a Bíblia estabelece alguns impedimentos que, em conjunto, são chamados de leis relativas à kashrut: a carne deve estar completamente livre de sangue (Levítico 17:10-14, 19:26; e Deuteronômio 12:16, 12:23, 15:23), somente podem ser consumidos animais considerados puros (Levítico 11), e o abate de um animal deve obedecer a um determinado ritual (Levítico 17:4).

As escrituras relacionadas refletem a observância escrupulosa de muitas regras, mas tão somente no que se refere ao consumo de produtos de origem animal. As únicas condições impostas ao consumo de alimentos de origem vegetal é que estes estejam limpos, o que é facilmente compreensível, do ponto de vista sanitário.

Qual a mensagem da Bíblia, com todas essas proibições ao consumo de alimentos de origem animal? Tornar esse consumo mais refletido, duro, impraticável. É quase impossível cumprir com todas as regras impostas pela Bíblia para o consumo de carne

Justamente nisso está a graça. Com tantas regras, Deus parece de novo estar dizendo “O homem não deve comer carne”.Quando a Bíblia faz referência à generosidade divina (Deut. 8: 7-10; Deut. 11:14; Salmos 72:16, Amos 9:14-15; Jer. 29:5; Isaías 65:21), os produtos mais freqüentemente citados são os frutos, vegetais, sementes, vinho e pão, mas jamais as carnes.

Tal qual no Jardim do Éden, em que nem o homem nem os animais comiam carne, a promessa bíblica é a de que, com a vinda do Messias, novamente o mundo se tornará vegetariano. “O lobo habitará com o cordeiro, e o leopardo se deitará junto ao cabrito; o bezerro, o filhote do leão e o animal doméstico andarão juntos, e um condutor pequeno os guiará. A vaca e a ursa pastarão juntas, e as suas crias juntas se deitarão; o leão como o boi comerá palha. A criança de peito brincará sobre a toca da áspide, e o já desmamado meterá a mão na cova do basilisco.” (Isaías 11: 6-8). Continua Isaías (65:25): “O lobo e o cordeiro pastarão juntos, e o leão comerá palha como o boi; pó será a comida da serpente. Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o SENHOR.”.


publicado por Maluvfx às 14:41
link do post | comentar | favorito
 O que é? |


mais sobre mim
pesquisar
 
Maio 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
11

12
13
14
16
18

19
20
21
22
23
24
25

26
27
28
29
30
31


posts recentes

O SACRIFICIO DE ANIMAIS N...

O SACRIFICIO DE ANIMAIS N...

Religião X Vegetarianismo

Padre dá óstia a cão e ir...

Vegetarianismo - O missio...

Religião e Reflexão

O Bem-estarismo e a Bíbli...

A Bíblia preconiza o vege...

arquivos

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Setembro 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Setembro 2008

Agosto 2008

Junho 2008

Fevereiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Setembro 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Maio 2006

Dezembro 2005

Outubro 2003

Julho 2002

tags

todas as tags

favoritos

ANTI-TOURADAS

links
Fazer olhinhos
blogs SAPO
subscrever feeds