Ética é o conjunto de valores, ou padrões, a partir dos quais uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões. A ética é importante por que respeita os outros e a dignidade humana.

Sábado, 8 de Maio de 2010
The Fashion Show: desafio vegano.
A FTV Brasil estreou, dia 6, às 22h, um reality show que mostra a batalha por sucesso na indústria da moda.  Em “The Fashion Show”, 15 estilistas lutam para levar suas criações ao mercado.
...
No último desafio do mês, quinta-feira, 27 de maio, às 22h, os participantes vão estrelar no capítulo “The Shoe Must Go On”. Nesta quarta etapa, mostrarão que os sapatos são os melhores amigos de uma garota. No minidesafio Harper’s Bazaar, moda e funcionalidade são unidas por um desafio ambiental, em que os designers têm de criar uma nova marca para a marca vegan Olsenhaus (sapatos).
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publicado por Maluvfx às 10:36
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Quarta-feira, 5 de Maio de 2010
Índia vai banir sapatos de couro nas escolas como "resquício do Estado colonial"
India bans leather shoes in schools as 'vestige of colonial rule'

Sapatos de lona e sola de borracha irão substituir os desconfortáveis sapatos de couro, "perigosos para o ambiente".

O movimento de Conselhos Escolares do país apoia uma campanha de Maneka Gandhi, a nora viúva de Indira Gandhi, que agora é um membro do parlamento pelo partido de oposição Bharatiya Janata. Ela é uma das líderes militantes dos direitos dos animais da Índia e uma feroz opositora do abate de vacas, que são reverenciados entre os hindus.

O Conselho Central de Educação Escolar aceitou a proposta.

Os sapatos de couro preto foram introduzidos como item obrigatório dos uniformes escolares durante o domínio britânico e continuou incontestado desde então.

Segundo a Campanha da People for Animals (PFA), o uso generalizado fez dos alunos os maiores consumidores do país de produtos de couro.
Dezasseis escolas de Madras já proibiram o calçado de couro, como resposta à campanha e desde então os manifestantes  pretendem angariar mais apoio em escolas de Chandigarh, Punjab.

Agora, oficialmente, o governo central têm apoiado a campanha após uma série de cartas da Sra. Gandhi.

" Os indianos foram forçados pelos brtiânicos. Não só não é saudável para as crianças como também ambeintalmente muito perigosa." escreveu ela. Os sapatos de couro não absovem o suor, obrigam as crianças a mudar de sapatos durante o dia e causa uma pegada de carbono muito maior, disse ela. São também mais caros para os pais.

Gerry Arathoon, o Secretário de CISCE, apoiou a campanha e disse que o conselho acredita que os sapatos de couro 'fedem', acomulam o pó, precisam que de limpeza regular com líquido 'tóxico', e que os curtumes são uma fonte da doença para os seus funcionários.
Os sapatos de lona, ao contrário, são fáceis de limpar, cômodos, absorvem o suor, são 'amigos' das vacas e sem associações coloniais.

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publicado por Maluvfx às 04:40
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Domingo, 18 de Abril de 2010
Sapatos Veganos



Eis mais um momento complexo na vida de um vegano: O que calçar!
Quando explicamos que não usamos couro, muitas pessoas ficam abismadas
e uma reação clássica sempre é aquela olhadinha, nada discreta, direto para os nossos pés e bolsas.
Nada mais normal, pois, ainda existe a clara idéia, na população, de que sapato bom só pode ser feito de couro.
A boa notícia é que a cada ano mais empresas aderem ao uso de componentes sintéticos na produção de calçados,
possibilitando assim um menor impacto ambiental e a redução do custo do produto final.
Não é de se surpreender que as pessoas estejam cada vez mais utilizando calçados e bolsas
sintéticas ou de materiais alternativos sem perceber. Geralmente elas só notam como é “normal”
o que usamos quando constatam que muitas vezes é igual ao que também estão usando e que apenas
não tinham parado pra pensar sob nosso ponto de vista.
Sapatos sem Couro

Abaixo, exoemplos de marcas que não utilizam couro, ou que tem opções:


PICADILLY

A empresa não trabalha com couro, as matérias-primas possuem rápida
decomposição (em até 5 anos) e não deixam resíduos químicos.
O farelo obtido nesse processo pode ser utilizado como adubo.
Ainda há a linha de bolsas ECO feitas a partir de lona de outdoor.
Para os não adeptos à busca por sapatos em lojas, ou para aqueles
que já conhecem os produtos, mas não encontraram a cor ou tamanho que procuravam,
a dica é comprar direto na loja virtual: http://www.varejopiccadilly.com.br



FIREZZI

A marca utiliza materiais sintéticos em grande parte de sua produção
e possui uma linha de sapatos sociais femininos confortáveis.
Entre no site e veja as lojas que trabalham com a marca em cada estado:
http://www.firezzi.com.br
 



MORMAII

A linha masculina de chinelos Neocycle é feita a partir de roupas de Neoprene recicladas.
Além disso, a marca possui diversos modelos de chinelos masculinos e femininos
em borracha convencional e uma coleção de mochilas.

Visite a loja virtual: http://www.mormaiishop.com.br
 


MELISSA

Marca de sucesso absoluto entre os amantes do plástico!
Os produtos Melissa podem ser encontrados na loja virtual: http://www.lojamelissa.com.br
 


GOÓC

Com muita criatividade e originalidade a Goóc produz calçados e mochilas
feitas de pneu reciclado e lona da caminhão.
A empresa informa que cada pneu reciclado pela Goóc
produz até 5 pares de sandálias!
Confira no site onde encontrar os produtos:
http://www.gooc.com.br
 

Outras Opções:


LOJAS POPULARES E DE DEPARTAMENTO

Lojas populares de calçados, como aquelas existentes no centro das grandes cidades,
são uma ótima opção, pois muitas trabalham com modelos sintéticos.
Em lojas de departamento como Renner, C&A, Riachuelo, Marisa, etc. você deverá
encontrar modelos sintéticos com freqüência. Em algumas redes eles até facilitam a
busca e colocam uma etiqueta enorme escrito “COURO LEGÍTIMO” nos modelos
não vegans, deixando bem claro o que devemos evitar.


SITES DE SAPATOS VEGANOS NO EXTERIOR


Se você busca variedade, irá se surpreender com os sites de calçados
veganos existentes no exterior. Apesar do custo de envio, a boa notícia,
é que sim, eles entregam no Brasil!!

http://www.vegetarian-shoes.co.uk
http://www.mooshoes.com
http://www.alternativeoutfitters.com
Aproveite para explorar o resto do site, é muito bom!


Vista-se



publicado por Maluvfx às 06:26
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Quarta-feira, 14 de Abril de 2010
Moda Ética e Consciente

Consumo consciente é o melhor estilo


Nunca compre produtos de couro. Procure pelos sintéticos.  Justifique que você não usa peles de animais. Couro sintético é a melhor opção para o estilo social. No casual ou fashion tudo fica mais divertido! Abuse de materiais orgânicos, super em alta, como os das ecobags, (algodão cru), bem natural. As bolsas super coloridas e transadas em patchwork, com várias estampas de tecidos de algodão também são opções maravilhosas! Em relação ao plástico, tome cuidado, procure saber se a empresa usa materiral biodegradável e se recicla os produtos de coleções passadas.
Agora me diga, com tanto material tecnológico e tanta criatividade, para quê usar restos de animais?!
Definitivamente, a mulher moderna, descolada, antenada, ativa e urbana, que esbanjam autoconfiança, são adeptas da moda ética e consciente!
Nylon, verniz, lona, algodão cru, microfibra, poliéster, PVC, etc... Escolha qualquer um desses materiais, nunca a dor, exploração e morte. Você têm opção.


Onde encontrar:


Sapatos:
- Picadilly http://www.varejopiccadilly.com.br
A empresa não trabalha com couro, as matérias-primas possuem rápida decomposição (em até 5 anos) e não deixam resíduos químicos.
O farelo obtido nesse processo pode ser utilizado como adubo.
Ainda há a linha de bolsas ECO feitas a partir de lona de outdoor.
Para os não adeptos à busca por sapatos em lojas, ou para aqueles que já conhecem os produtos, mas não encontraram a cor ou tamanho que procuravam, a dica é comprar direto na loja virtual:
picadilly
Picadilly
- Melissa http://www.lojamelissa.com.br
- Havana (social masculinos)
havana1
Havana
- Azaléia http://www.hotsiteazaleia.com.br
- Alfa Calçados
Empresa Vegana. Está localizada em Portugal. Mas pode ser comprado aqui no Brasil pelo site www.guiavegano.com.br
alfacalcados
- Beira Rio www.beirario.com.br
A Beira Rio não é mais uma empresa de “sapatos para o lazer” como indica o nome da marca. No site, podem-se encontrar botas, scarpins, sapatilhas, etc.
beira_rio_2
- Grendha www.grendha.com.br
Marca da empresa Grendene, a mesma empresa-mãe da Melissa.
- Goóc www.gooc.com.br
Calçados, bolsas e acessórios e lona e borracha. Masculinos e femininos.


Bolsas e acessórios
- Chenson www.chenson.com.br (Encontre também na NetBolsas  www.netbolsas.com.br)-
“A Bolsa Chenson que você usa, além da qualidade e do estilo que você  conhece, carrega também uma história de sucesso ao redor do mundo. Chenson é a marca de bolsa de mão mais vendida no Brasil e no mundo. Sensibilidade, design, tecnologia na criação e também em todo o processo de produção para garantir qualidade superior em seus produtos, que são recicláveis, em respeito ao meio ambiente. E mais, a Chenson também faz projetos de desenvolvimento sustentável junto às comunidades, com resultados admiráveis, o que proporciona uma satisfação a mais na hora de usar sua Chenson.” Site da marca.


- Kipling www.kipling.com.br
- Vani (Encontre também na NetBolsas  www.netbolsas.com.br)
- Mítrol (Encontre também na NetBolsas  www.netbolsas.com.br)
- Sêneca (Encontre também na NetBolsas  www.netbolsas.com.br)
- Lighthouse (pasta executiva masculina) (Encontre também na NetBolsas  www.netbolsas.com.br)
- TNG www.tng.com.br (Encontre também na Bagaggio  www.bagaggio.com.br)
TNG

- Bagaggio www.bagaggio.com.br
Mas cuidado! Na loja ou no site, você encontra bolsas de diversas marcas e materiais. O bom é que o site possui um sistema de busca em que você pode clicar no material que deseja e refinar sua busca aos produtos apenas naquele material. Nas opções têm “couro” , “couro sintético”, “nylon”, “poliéster” e “tecido”. As opções renunciando o couro são bem maiores.
Pucca
Betty Boop
Snoopy
- Hello Kitty
Penélope Charmosa
Everlast
Timberland
- Alexandre Herthovitch (Encontre também na Bagaggio  www.bagaggio.com.br)
- Goóc www.gooc.com.br
Calçados, bolsas e acessórios e lona e borracha. Masculinos e femininos.
- Matiz (Encontre também na Le Postiche  www.lepostiche.com.br)
Cuidado! Possui produtos em couro, tanto a Matiz quanto a Le Postiche!
- Mario Prata www.marioprata.com.br
Venice
Moo_shoes
Moo Shoes

Site e lojas de roupas Veganas no Brasil
- King 55
 www.king55.com.br
Camisetas e jeans. Sustentabilidade e luta contra a exploração animal.
Rua Harmonia, 452 – Vilas Madalena – São Paulo – SP
(11) 3032 1838
- XBloodlineX ClothingProdutos livres de crueldade Animal. Vendas pela internet e entregas em todo o país.
www.myspace.com/xbloodlinex www.xbloodlinex.com.br
- Tree Tap www.treetap.com.br
Couro Vegetal da Amazônia!
Av. Rui Frazão Soares, 80 Sala 218- Alpha Barra, barra da Tijuca – Rio de Janeiro - RJ


- Vegan Pride www.veganpride.com
Acessórios livre de crueldade
Sites de sapatos veganos no exterior:
Se você busca variedade, irá se surpreender com os sites de calçados, roupas e acessórios
veganos existentes no exterior. Apesar do custo de envio, a boa notícia,é que sim, eles entregam no Brasil!!
http://www.vegetarian-shoes.co.uk
http://www.mooshoes.com
http://www.alternativeoutfitters.com (Vegan Boutique)
www.herbivoreclothing.com


Outras Opções:
Lojas populares e de departamentoLojas populares de calçados, como aquelas existentes no centro das grandes cidades, são uma ótima opção, pois muitas trabalham com modelos sintéticos, para bolsas também.
Em lojas de departamento como Renner, C&A, Riachuelo, Marisa, Leader, etc. você deverá encontrar modelos sintéticos com freqüência. Em algumas redes eles até facilitam a busca e colocam uma etiqueta enorme escrito “COURO LEGÍTIMO” nos modelos não vegans, deixando bem claro o que devemos evitar.
Fontes:www.provegan.com.br
www.netbolsas.com.br (Cuidado! Há produtos de origem animal.)
www.bagaggio.com.br (Cuidado! Há produtos de origem animal.)
www.revistavegetarianos.com.br Ano 2, número 16, p.48-51
Veja também:
- Blusas e EcoBags em patchwork e recicladas:
http://gatacanjica.blogspot.com
- Natalie Portman lança grife de sapatos veganos:
http://www.guiavegano.com.br/vegan/veganismo-e-libertacao-animal/natalie-portman-lanca-sapatos-veganos-em-nova-york-2
- Saiba mais sobre a indústria do couro:
http://www.uniaolibertariaanimal.com/faces-da-exploracao/vestuario

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publicado por Maluvfx às 10:16
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Quinta-feira, 8 de Abril de 2010
Os sapatos embarrados da maioria

Semelhante a um auditório, quem assume a postura de vestir o manto que não traz manchas de sangue animal recebe olhares furiosos, invejosos, amargos e desaprovadores. Sem dizer palavra, o uniforme vegano já provoca uma onda de choque que, conforme a distância, sacode as pratarias da casa das boas famílias. Com a Internet, os olhares viram palavras furiosas ou debochadas, dirigidas a quem não está rebolando no ritmo que agrada a maioria.
Porque há quem prefira não incomodar, contar só as piadas já conhecidas, vestir o que ’se está usando’, mimetizar-se na sociedade. Incapacidade de lidar com a reprovação de um olhar, então incorpora-se ao rebanho humano por adesão.
Então é esse povo, aí fora, que eu preciso fazer entender que os animais estão sendo explorados neste exato instante. Seja em protestos, textos, materiais distribuídos ou menos no exemplo pedagógico de ser algo que eles não são, mas podem ser. O complicado é tentar dar instrução a quem se acha, por idade, já conhecedor de todos os fluxos certos e errados da vida, das engrenagens emperradas e das que deslizam azeitadas, qual escolha facilita as coias, e qual irá sujar os sapatos de barro.
Mas os animais vivem o terror conforme a categoria em que, azar, acabaram nascendo. ‘Com serventia’, apetitoso, para lazer, para trabalhos forçados, para testes, para sadismo, para caça, para testes, para pisar em cima ou jogar veneno, para ferver vivo, para extrair sua liberdade através das tetas cheias de leite, do útero que rende presentes fofos, do cu que fornece ingrediente para o bolo da vovó. E a eles, cabe o olhar de medo frente ao humano que lhe aprisona e faz cálculos desse rendimento ao final do dia, o olhar de procura dos que foram jogados fora, e farejam a família e o lar que, até então, lhe parecia ser o mundo em que viveria para sempre.
Em cada detalhe, é necessário explicar, explicar novamente e até desenhar o que está acontecendo nas 24 horas do dia, para gente que não se interessa em adquirir conhecimento, mas nos parcos fiapos de saber, articula uma crítica que considera devastadora a quem não aceita a exploração animal. Saem decretos sólidos de quem não está inteirado do assunto, mas é contra. Nunca ouviu falar, mas é contra. ‘Sempre viveu assim’, então é contra.
Gente que toma decisões erradas na própria vida, coleciona arrependimentos, dores-de-cabeça e rotas erradas, mas se considera apto não só a debater, mas ter uma posição mais lúcida, mais sensata e razoável do que aqueles que carregam algum catecismo abolicionista sempre à mão, para leitura. Do que aqueles que já descobriram que a mudança na sociedade e na cultura vai ocorrer sob responsabilidade dos preparados, instruídos e bem-intencionados.
Tudo aquilo que hoje é legal mas é imoral, já foi aceito e no futuro será ilegal. Mas a maioria prefere espernear, presa às tradições culinárias, ao cunhado que tem fazenda, ao vizinho que tem loja de sapatos. A maioria, em sua movimentação unicelular, assiste com desprezo a minoria que incomoda, que resolveu espiar por cima do muro, que experimentou sabores, que avaliou os horizontes sem consultar o index.
E os animais aguardam, na coleira diária, na engorda programada por tabelas do Excel, na gaiola do comércio, no fordismo da indústria. A maioira não vê, pois já aprendeu a abstrair o remorso e a culpa em datas, compras, emoções embaladas para presente, bebida e cigarros, embalos e liturgias. Pisa no que não é menor mas está menor, e limpa os sapatos embarrados antes de entrar em casa, todos os dias.

Vanguarda Abolicionista - Marcio de Almeida Bueno





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Os sapatos embarrados da maioria

Semelhante a um auditório, quem assume a postura de vestir o manto que não traz manchas de sangue animal recebe olhares furiosos, invejosos, amargos e desaprovadores. Sem dizer palavra, o uniforme vegano já provoca uma onda de choque que, conforme a distância, sacode as pratarias da casa das boas famílias. Com a Internet, os olhares viram palavras furiosas ou debochadas, dirigidas a quem não está rebolando no ritmo que agrada a maioria.
Porque há quem prefira não incomodar, contar só as piadas já conhecidas, vestir o que ’se está usando’, mimetizar-se na sociedade. Incapacidade de lidar com a reprovação de um olhar, então incorpora-se ao rebanho humano por adesão.
Então é esse povo, aí fora, que eu preciso fazer entender que os animais estão sendo explorados neste exato instante. Seja em protestos, textos, materiais distribuídos ou menos no exemplo pedagógico de ser algo que eles não são, mas podem ser. O complicado é tentar dar instrução a quem se acha, por idade, já conhecedor de todos os fluxos certos e errados da vida, das engrenagens emperradas e das que deslizam azeitadas, qual escolha facilita as coias, e qual irá sujar os sapatos de barro.
Mas os animais vivem o terror conforme a categoria em que, azar, acabaram nascendo. ‘Com serventia’, apetitoso, para lazer, para trabalhos forçados, para testes, para sadismo, para caça, para testes, para pisar em cima ou jogar veneno, para ferver vivo, para extrair sua liberdade através das tetas cheias de leite, do útero que rende presentes fofos, do cu que fornece ingrediente para o bolo da vovó. E a eles, cabe o olhar de medo frente ao humano que lhe aprisona e faz cálculos desse rendimento ao final do dia, o olhar de procura dos que foram jogados fora, e farejam a família e o lar que, até então, lhe parecia ser o mundo em que viveria para sempre.
Em cada detalhe, é necessário explicar, explicar novamente e até desenhar o que está acontecendo nas 24 horas do dia, para gente que não se interessa em adquirir conhecimento, mas nos parcos fiapos de saber, articula uma crítica que considera devastadora a quem não aceita a exploração animal. Saem decretos sólidos de quem não está inteirado do assunto, mas é contra. Nunca ouviu falar, mas é contra. ‘Sempre viveu assim’, então é contra.
Gente que toma decisões erradas na própria vida, coleciona arrependimentos, dores-de-cabeça e rotas erradas, mas se considera apto não só a debater, mas ter uma posição mais lúcida, mais sensata e razoável do que aqueles que carregam algum catecismo abolicionista sempre à mão, para leitura. Do que aqueles que já descobriram que a mudança na sociedade e na cultura vai ocorrer sob responsabilidade dos preparados, instruídos e bem-intencionados.
Tudo aquilo que hoje é legal mas é imoral, já foi aceito e no futuro será ilegal. Mas a maioria prefere espernear, presa às tradições culinárias, ao cunhado que tem fazenda, ao vizinho que tem loja de sapatos. A maioria, em sua movimentação unicelular, assiste com desprezo a minoria que incomoda, que resolveu espiar por cima do muro, que experimentou sabores, que avaliou os horizontes sem consultar o index.
E os animais aguardam, na coleira diária, na engorda programada por tabelas do Excel, na gaiola do comércio, no fordismo da indústria. A maioira não vê, pois já aprendeu a abstrair o remorso e a culpa em datas, compras, emoções embaladas para presente, bebida e cigarros, embalos e liturgias. Pisa no que não é menor mas está menor, e limpa os sapatos embarrados antes de entrar em casa, todos os dias.

Vanguarda Abolicionista - Marcio de Almeida Bueno





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Segunda-feira, 5 de Abril de 2010
A crueldade no guarda-roupa

Couro: Milhares de vacas, porcos, ovelhas, cabras, entre outros animais, são abatidos todos os anos para utilização de sua carne e também de sua pele, que se torna couro, camurça, nobuk etc. Alguns outros animais, como raposas, esquilos e até lobos, são criados em cativeiro e fazendas especificamente para este fim, tendo às vezes a pele retirada quando ainda estão vivos. Mais recentemente se descobriu que até gatos e cachorros são vítimas da indústria da pele.Para a pele do animal se tornar couro ela precisa passar pelo processo de curtume, no qual são usadas várias substâncias químicas perigosas, tanto para o meio ambiente como para o homem. Levantamentos oficiais comprovam que pessoas que trabalharam ou que moraram próximas a plantas de curtume são comumente vítimas de câncer, devido à exposição às toxinas.

: A tosa de carneiros e ovelhas para retirada da lã não é um processo natural e compromete o bem-estar dos animais, que precisam de sua pelagem para se proteger do frio. Além disso, como o material é pago por volume, a tosa é feita sem cuidado e de forma exagerada, machucando os animais. A indústria da lã, através da criação intensiva dos animais, também é responsável por impactos no meio ambiente através da poluição de água e emissão de uma grande quantidade de gás metano na atmosfera.Seda: A seda é um material resultante dos fios produzidos pelo bicho-da-seda para tecer o seu casulo, onde de lagarta o inseto se transforma em mariposa, atingindo sua idade adulta para reprodução. Para obtenção da seda os insetos foram domesticados pelo homem em ambientais artificiais e são mortos dentro do casulo, do qual são retirados os fios.Algumas dicas na hora das comprasA primeira dica é sempre olhar etiquetas para saber o material utilizado nas roupas que pretende comprar. Você vai se surpreender que é muito mais fácil achar opções de sintéticos e fibras naturais do que podia imaginar. Para artigos de couro, como sapatos, cintos e jaquetas, procure sempre o que diz na etiqueta. Se a informação não for clara em relação a ser sintético, pergunte ao vendedor. E uma boa dica para evitar couro é observar e comparar os preços. Geralmente o sintético é pelo menos metade do preço mais barato que o couro de animal. No caso de lãs, fique atento, pois nem sempre elas estão muito aparentes nas peças. Algumas calças e casacos, por exemplo, podem ser feitos de lãs em combinação com outros materiais, o que também sempre poderá ser descoberto pela etiqueta. Substitua pashminas e cashmeres por lãs de polyester ou algodão ou tecidos térmicos sintéticos, desenvolvidos a partir de materiais alternativos e mais resistentes a frio e vento do que a lã. A seda por ser substituída por tecidos alternativos como nylon, polyester e o rayon, uma espécie de seda artificial. E até para quem gosta de roupas e acessórios “de pele”, o mercado já oferece variadas opções de peças de pele falsa confeccionadas a partir de materiais sintéticos. Uma boa forma de verificar se uma peça é de pele verdadeira ou falsa é fazer um teste simples e rápido. Esfregue um pouco de pêlo entre o polegar e o dedo indicador. Se você sentir o pêlo macio e fácil de manusear entre os dedos, provavelmente é pele genuína. Caso sinta o contrário, o pêlo mais áspero, a pele é sintética.
Onde comprar roupas livres de crueldade:
Brasil:
Vegan Pride (Acessórios, camisetas e produtos livres de crueldade) Av. São João, 439, loja 424 Centro, São Paulo – SP Tel.: (11) 3362 0897 Vendas pela Internet e entregas em todo o país 
King 55 (Camisetas e jeans. Sustentabilidade e luta contra a exploração animal) Rua Harmonia, 452 Vila Madalena São Paulo – SP Tel.: (11) 3032 1838·
XBloodlineX Clothing (produtos livres de crueldade animal)Vendas pela Internet e entregas em todo o país 
Maria Simone (Bordado manual e customização. Parceria com ONGs Adote um Gatinho, Arca Brasil e Bicho no Parque) Rua Wisard, 287 Vila Madalena, São Paulo – SP Tel.: (11) 3815 5392/ 3811 9335 
Vista-se (Camisetas vegetarianas)
Tree Tap (Couro vegetal da Amazônia)

Exterior (compras pela Internet):
Herbivore Clothing Compan
Alternative Outfitters·
Moo shoes·
Vegetarian shoes

Fonte: http://www.europanet.com.br/vegetarianos/index.php


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A crueldade no guarda-roupa

Couro: Milhares de vacas, porcos, ovelhas, cabras, entre outros animais, são abatidos todos os anos para utilização de sua carne e também de sua pele, que se torna couro, camurça, nobuk etc. Alguns outros animais, como raposas, esquilos e até lobos, são criados em cativeiro e fazendas especificamente para este fim, tendo às vezes a pele retirada quando ainda estão vivos. Mais recentemente se descobriu que até gatos e cachorros são vítimas da indústria da pele.Para a pele do animal se tornar couro ela precisa passar pelo processo de curtume, no qual são usadas várias substâncias químicas perigosas, tanto para o meio ambiente como para o homem. Levantamentos oficiais comprovam que pessoas que trabalharam ou que moraram próximas a plantas de curtume são comumente vítimas de câncer, devido à exposição às toxinas.

: A tosa de carneiros e ovelhas para retirada da lã não é um processo natural e compromete o bem-estar dos animais, que precisam de sua pelagem para se proteger do frio. Além disso, como o material é pago por volume, a tosa é feita sem cuidado e de forma exagerada, machucando os animais. A indústria da lã, através da criação intensiva dos animais, também é responsável por impactos no meio ambiente através da poluição de água e emissão de uma grande quantidade de gás metano na atmosfera.Seda: A seda é um material resultante dos fios produzidos pelo bicho-da-seda para tecer o seu casulo, onde de lagarta o inseto se transforma em mariposa, atingindo sua idade adulta para reprodução. Para obtenção da seda os insetos foram domesticados pelo homem em ambientais artificiais e são mortos dentro do casulo, do qual são retirados os fios.Algumas dicas na hora das comprasA primeira dica é sempre olhar etiquetas para saber o material utilizado nas roupas que pretende comprar. Você vai se surpreender que é muito mais fácil achar opções de sintéticos e fibras naturais do que podia imaginar. Para artigos de couro, como sapatos, cintos e jaquetas, procure sempre o que diz na etiqueta. Se a informação não for clara em relação a ser sintético, pergunte ao vendedor. E uma boa dica para evitar couro é observar e comparar os preços. Geralmente o sintético é pelo menos metade do preço mais barato que o couro de animal. No caso de lãs, fique atento, pois nem sempre elas estão muito aparentes nas peças. Algumas calças e casacos, por exemplo, podem ser feitos de lãs em combinação com outros materiais, o que também sempre poderá ser descoberto pela etiqueta. Substitua pashminas e cashmeres por lãs de polyester ou algodão ou tecidos térmicos sintéticos, desenvolvidos a partir de materiais alternativos e mais resistentes a frio e vento do que a lã. A seda por ser substituída por tecidos alternativos como nylon, polyester e o rayon, uma espécie de seda artificial. E até para quem gosta de roupas e acessórios “de pele”, o mercado já oferece variadas opções de peças de pele falsa confeccionadas a partir de materiais sintéticos. Uma boa forma de verificar se uma peça é de pele verdadeira ou falsa é fazer um teste simples e rápido. Esfregue um pouco de pêlo entre o polegar e o dedo indicador. Se você sentir o pêlo macio e fácil de manusear entre os dedos, provavelmente é pele genuína. Caso sinta o contrário, o pêlo mais áspero, a pele é sintética.
Onde comprar roupas livres de crueldade:
Brasil:
Vegan Pride (Acessórios, camisetas e produtos livres de crueldade) Av. São João, 439, loja 424 Centro, São Paulo – SP Tel.: (11) 3362 0897 Vendas pela Internet e entregas em todo o país 
King 55 (Camisetas e jeans. Sustentabilidade e luta contra a exploração animal) Rua Harmonia, 452 Vila Madalena São Paulo – SP Tel.: (11) 3032 1838·
XBloodlineX Clothing (produtos livres de crueldade animal)Vendas pela Internet e entregas em todo o país 
Maria Simone (Bordado manual e customização. Parceria com ONGs Adote um Gatinho, Arca Brasil e Bicho no Parque) Rua Wisard, 287 Vila Madalena, São Paulo – SP Tel.: (11) 3815 5392/ 3811 9335 
Vista-se (Camisetas vegetarianas)
Tree Tap (Couro vegetal da Amazônia)

Exterior (compras pela Internet):
Herbivore Clothing Compan
Alternative Outfitters·
Moo shoes·
Vegetarian shoes

Fonte: http://www.europanet.com.br/vegetarianos/index.php


publicado por Maluvfx às 11:48
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Sábado, 3 de Abril de 2010
Stella McCartney

Filha do Beatle Paul McCartney e de Linda Eastman. Aos 15 anos, começou a trabalhar com o estilista Christian Lacroix - o ano era 1987, ele abria sua Maison, e lançava sua primeira coleção de alta costura. A seguir, transferiu seu estágio para Savile Row, famosa rua londrina pelas suas alfaiatarias de qualidade reconhecida em todo o mundo. Assim começou a estudar moda no Central St Martins College of Art & Design, em Londres. 

Ao formar-se, em 1995, pesou o estigma de ser filha de quem é: em seu desfile de graduação, estavam na primeira fila da platéia Paul McCartney e Linda Eastman, e na passarela as modelos Naomi Campbell e Kate Moss. A apresentação foi notícia no mundo todo, porém seu talento era questionado nas entrelinhas. Mas a coleção foi comprada por uma loja, e no mesmo ano ela lançou sua própria marca. Dois anos depois assumia um posto de indiscutível prestígio: tornava-se a substituta do estilista Karl Lagerfel na marca Chloé.
Houve quem acreditasse que sua contratação não passava de um belo golpe publicitário do Grupo Vendôme, dono da Chloé. Mas a primeira coleção que assinou para a marca finalmente dissipou todas as dúvidas: Stella foi saudada com elogios por toda a imprensa especializada, pelas suas roupas sensuais, românticas, muito inventivas e executadas com perfeição. Na coleção seguinte, além de tudo isso, ela provou que podia gerar bons lucros para a Chloé.
Mais tarde a Gucci ofereceu uma proposta irrecusável: lançar a grife Stella McCarney no mundo todo, no segmento de moda de luxo, com a garantia de que todas as decisões seriam suas. A marca Chloé ficou sob a direção de sua principal colaboradora, Phoebe Philo, e ela começou sua carreiro solo.
Com um vestido desenhado por ela mesma, Stella McCartney casou-se no final de 2002 com Alasdhair Willis, editor da revista Wallpaper, com quem tem um filho. 






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Stella McCartney

Filha do Beatle Paul McCartney e de Linda Eastman. Aos 15 anos, começou a trabalhar com o estilista Christian Lacroix - o ano era 1987, ele abria sua Maison, e lançava sua primeira coleção de alta costura. A seguir, transferiu seu estágio para Savile Row, famosa rua londrina pelas suas alfaiatarias de qualidade reconhecida em todo o mundo. Assim começou a estudar moda no Central St Martins College of Art & Design, em Londres. 

Ao formar-se, em 1995, pesou o estigma de ser filha de quem é: em seu desfile de graduação, estavam na primeira fila da platéia Paul McCartney e Linda Eastman, e na passarela as modelos Naomi Campbell e Kate Moss. A apresentação foi notícia no mundo todo, porém seu talento era questionado nas entrelinhas. Mas a coleção foi comprada por uma loja, e no mesmo ano ela lançou sua própria marca. Dois anos depois assumia um posto de indiscutível prestígio: tornava-se a substituta do estilista Karl Lagerfel na marca Chloé.
Houve quem acreditasse que sua contratação não passava de um belo golpe publicitário do Grupo Vendôme, dono da Chloé. Mas a primeira coleção que assinou para a marca finalmente dissipou todas as dúvidas: Stella foi saudada com elogios por toda a imprensa especializada, pelas suas roupas sensuais, românticas, muito inventivas e executadas com perfeição. Na coleção seguinte, além de tudo isso, ela provou que podia gerar bons lucros para a Chloé.
Mais tarde a Gucci ofereceu uma proposta irrecusável: lançar a grife Stella McCarney no mundo todo, no segmento de moda de luxo, com a garantia de que todas as decisões seriam suas. A marca Chloé ficou sob a direção de sua principal colaboradora, Phoebe Philo, e ela começou sua carreiro solo.
Com um vestido desenhado por ela mesma, Stella McCartney casou-se no final de 2002 com Alasdhair Willis, editor da revista Wallpaper, com quem tem um filho. 






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