Ética é o conjunto de valores, ou padrões, a partir dos quais uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões. A ética é importante por que respeita os outros e a dignidade humana.

Terça-feira, 7 de Setembro de 2010
Vanguarda Abolicionista se fará presente no 3º Congresso Vegetariano
congresso vegetariano
Vanguarda Abolicionista vai partiicipar de forma plena do terceiro Congresso Vegetariano Brasileiro, que acontece de 16 a 19 de setembro em Porto Alegre. Na programação, extensa grade de atividades, palestras, oficinas, com nomes como George Guimarães, Carlos Naconecy, Eric Slywitch, Heron Santana, Silvana Andrade, Marly Winckler, Ricardo Timm de Souza, Renata Fortes e muitos outros.
VAL estará representada por três nomes de seu núcleo central, que vão palestrar e ministrar oficina de ativismo, além de stands para atendimento ao público durante os dias do Congresso.

No dia 18 de setembro, sábado, das 9h às 10h na Sala Araucária, Marcio de Almeida Bueno ministra a palestra Comunicação de guerrilha, jornalismo pé-na-porta e mantra-boca-suja: táticas e relato de cases‘. Segundo o jornalista, a atividade vai tratar de ações práticas de comunicação viáveis ao interessado em se engajar na causa animal, Internet, material impresso e impactos inversamente proporcionais ao custo, aproveitamento de equipamento doméstico, multiplicação da informação, canais disponíveis e busca por um maior público. Haverá relato de ações pequenas que causaram efeitos grandes no cotidiano da luta pelos direitos animais, e estratégias de confusão, ‘bombas de fumaça’ e como se mimetizar na atual sociedade caleidoscópica.
A palestra imediatamente seguinte, na mesma Sala Araucária, das 10h às 11h, será da bióloga Ellen Augusta Valer de Freitas, com A defesa dos direitos animais na educação. Na pauta, sua experiência como educadora e os projetos envolvendo filmes, textos e outros materiais relacionados aos direitos dos animais, vegetarianismo e meio ambiente.
No dia 19 de setembro, domingo, das 9h às 10h, na Sala Figueira, acontece a oficina 13 de ativismo, intitulada ‘Vanguarda Abolicionista e o ativismo linha-de-frente‘, a ser ministrada por Marcio de Almeida Bueno. O objetivo é apresentar as ações da VAL, sua estrutura e estratégia, os diversos ramos em que atua e a prática do dia-a-dia. Protestos, movimentações ppsitivas, burocracia, materiais produzidos e apoio do grupo alemão Vida Universal / Universelles Leben.
Em seguida, das 10h às 11h, mas na Sala Paineira, a nutricionista Claudia Lulkin ministra a palestra Magia Vegetal: o vegetarianismo mudando paradigmas pró saúde humana, animal e do planeta. Claudinha vai explicar por que a alimentação vegana é funcional, e também consensos da ciência da Nutrição, além de frutas nativas do Sul, plantas alimentícias não convencionais e outras especialidades.
Vanguarda Abolicionista terá ainda um stand fixo na feira vegetariana – que estará aberta durante os quatro dias do evento, onde distribuirá materiais, conversará com o público sobre suas atividades e comercializará camisetas, buttons, DVDs e livros. Claudia Lulkin e Pris Machado, também colaboradora da VAL, terão stand próprio, para apresentar idéias e comercializar lanches veganos. Não precisa estar inscrito no Congresso para circular na feira.
O Congresso Vegetariano acontece no SESC Campestre, localizado na avenida Protásio Alves, 6220, e informações completas estão no site da SVB.

Fonte: Vanguarda Abolicionista


publicado por Maluvfx às 11:08
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Sexta-feira, 27 de Agosto de 2010
Vanguarda Abolicionista recebe ativista do Vida Universal, da Alemanha
Fotos: RSantini
vida universal

por Marcio de Almeida Bueno, jornalista
Na noite desta quarta-feira, dia 25 de agosto de 2010, a Vanguarda Abolicionista promoveu um bate-papo em Porto Alegre com a ativista Janete Wood, do grupo alemão Vida Universal. O restaurante vegano Casa Verde lotou, com dezenas de pessoas interessadas nas experiências do Universelles Leben, que possui representantes em muitos países do Ocidente. Veganos, vegetarianos, ativistas, integrantes da VAL e do Projeto Pro-Animal, deSão Leopoldo, se fizeram presente na ocasião, que reuniu alguns dos maiores nomes e pensadores da libertação animal no Rio Grande do Sul.

vida universal
Janete falou sobre a atuação do Vida Universal na Alemanha e na Europa, com a compra de terras para instalação de fazendas onde é promovida a ‘agricultura pacífica’, e onde são abrigados animais salvos do abandono, da caça e da pecuária. “As áreas são unidas, para que a fauna possa circular livremente, e a colheita é feita apenas em parte, deixando alimento para as aves e outros animais”.
vida universal
O Universelles Leben vende legumes e produtos veganos que estão além do conceito de orgânico, mantem canal de rádio e televisão, e publica livros, revistas e materiais diversos, com maciça distribuição gratuita. “Temos outdoors por toda a Euorpa, e nossas manifestações acontecem todos os meses, reunindo até 400 pessoas”, comenta Janete.
vida universal
Com base espiritual cristã, o Vida Universal também é conhecido pelas críticas em relações às demais religiões, que se omitem na questão da exploração dos animais. Esse ponto foi bastante debatido pelos participantes durante o evento, já que o grupo alemão diz apenas seguir as palavras de Jesus Cristo – sem morte ou escravidão de animais, e preocupação também com a vida dos vegetais. “Criamos o conceito de ‘terrano’, um passo além do vegano, por exemplo colhendo as frutas que já caíram da árvore, no lugar de arrancá-las. Mas ainda há um longo caminho”, explica.
vida universal
O bate-papo começou às 19h30min e seguiu até depois da meia-noite, com rodada de massas veganas, incluindo o inédito queijo ralado vegetal. Vários dos presentes fizeram questão de posar para fotos junto com a ativista, que ainda trouxe para a VAL revistas, camisetas, livretos e buttons.
Fonte: 
Vanguarda Abolicionista


publicado por Maluvfx às 11:26
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Domingo, 25 de Julho de 2010
Vanguarda Abolicionista prestigia feira de adoção no Shopping Total

Fotos: Fernando S. Pereira
feira de adoção

Integrantes da Vanguarda Abolicionista estiveram na manhã deste sábado, 24 de julho de 2010, prestigiando a feira de adoção de cachorros promovida pelo Shopping Total, em Porto Alegre. Com presença das ONGs Bicho de Rua e Patas Dadas, dezenas de animais foram oferecidos para posse responsável, e o adotante ainda ganhava um kit com ração, lenço colorido e consulta com uma veterinária.

feira adoção
A presença de público foi uma constante até as 16h, brincando com os animais e assistindo o desfile de cães organizado no Largo Cultural durante a feira. Também houve vacinação contra a raiva, entre outros serviços. Segundo o Shopping Total, a idéia foi “incentivar as pessoas a adotar os animais sem raça definida que hoje não possuem um lar ou cuidados devidos e ainda sofrem preconceitos”.
feira shopping total
A atividade aconteceu menos de uma semana após o protesto realizado pela VAL no Shopping DC Navegantes, que sediava uma feira de venda de filhotes, e que gerou bastante repercussão.
patas dadas


publicado por Maluvfx às 14:25
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Segunda-feira, 19 de Julho de 2010
Porto Alegre, chuva gelada: Vanguarda Abolicionista protesta em feira de filhotes

Foto: Marcio de Almeida Bueno


Neste domingo, 18 de julho de 2010, sob chuva e o frio do inverno gaúcho, o grupo Vanguarda Abolicionista esteve realizando protesto na Feira de Filhotes do Shopping DC Navegantes, em Porto Alegre. Durante toda a tarde, ativistas e protetores enfrentaram temperaturas próximas dos 10 graus para se manifestarem contra o comércio de animais. Banners foram instalados etrategicamente junto à entrada do evento, com maciça panfletagem e abordagem dos transeuntes.

Foto: RSantini


A ação também teve caráter pedagógico, uma vez que muitos pais levavam os filhos para ‘comprarem um amigo’ – momento ideal para educar e fazer ver que os animais não são brinquedos, não são coisas nem produtos. O material impresso distribuído pela VAL ainda indicava sites de ONGs de proteção locais onde é possível adotar um cão ou gato, dentro do conceito de posse responsável, e contra o abandono.

Foto: RSantini


Muitos foram os que se solidarizavam com a iniciativa, até pela crescente mudança de conceitos. “Ela não quis nem ir ver”, disse um simpático motorista, apontando para a filha pequena no banco traseiro do automóvel. “Temos três animais de estimação, todos adotados”, completou a mãe da criança.

Foto: Marcio de Almeida Bueno


Chá quente e café ajudaram a esquentar os ativistas, que permaneceram no local mesmo com mau tempo, aproveitando a movimentação nas entradas do shopping. Centenas de panfletos foram entregues, apesar dos vários danificados pela chuva, e alguns passantes já conversavam com as protetoras presentes a fim de combinar uma adoção futura. Ao anoitecer, encharcados, os ativistas recolheram os banners e encerraram mais um protesto com êxito.

Foto: RSantini


Fonte: Vanguarda Abolicionista


publicado por Maluvfx às 15:18
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Quinta-feira, 15 de Julho de 2010
Peles chinesas, choque elétrico no ânus e a letargia das boas intenções
por Marcio de Almeida Bueno

pele

Mas se você realmente está disposto a fazer alguma coisa, nao vai ser apenas um clique no botão ‘encaminhar’ de seu Outlook que vai promover alterações na realidade. Nas cataratas de emails que recebemos diariamente, é difícil selecionar o que é válido, e dentro disso o que é pertinente, urgente, sério, não-picareta e, especialmente, não-comodista. Acrescentar seu nome em uma lista escrita com letras de cores e tipos diferentes, para então enviar a alguém no exterior quando o número de subscreventes chegar a 500, é fácil demais para resolver problemas tão difíceis.

Nem todos têm estômago para assistir ao famoso vídeo das fazendas de peles na China, e os que tiveram peito para ver aquelas cenas de tortura explícita certamente se revoltaram com a condição humana. Mas daí fazer dessa revolta um mero encaminhar de mensagens é algo muito rápido e imediatista, com alcance discutível – como ligar 0800 para acabar com a fome no mundo.
Em havendo a vontade que parte de dentro e nos empurra em direção a ideais – e aí não me refiro a ouros de tolo como emprego invejável, carro do ano e esposa com chapinha no cabelo – esse combustível não pode ser tão fugaz a ponto de não tirar a pessoa da cadeira. Quem se choca com a indústria das peles não pode passar procuração para quem outros resolvam, outros decidam, outros ‘façam alguma coisa’.
É uma realidade chocante, que ainda conta com uma aura de glamour graças a estrelas de cinema e celebridades que insistem em fazer da beleza animal um ato de violência para fins de moda. Embelezar-se com a pele de outro, tirada à força – o mundo está mudando, e ainda tem gente com o cérebro morando em cavernas.
Diversos grupos internacionais, e alguns aqui no Brasil, têm militância contra o mercado das peles, e o que mais falta é gente interessada, com boa vontade e culhão, para se movimentar nessa linah de frente. Seja escrevendo um texto, distribuindo panfletos, participando de protestos, escrevendo uma carta a celebridades – ou aos patrocinadores dela, organizando uma palestra, distribuindo cópias de vídeos das filmagens, declarando seu boicote com palavras abertas.
Mas isso requer uma mudança de atitude, não deixar que aquele incômodo moral seja empilhado junto a tantos outros que a sociedade nos apresenta, já com um 0800 ou petition online para nos fazer sentir úteis e ‘fazendo alguma coisa’. Cada um tem as ferramentas, conforme sua qualificação profissional, suas habilidades e talentos, para ajudar a frear a enorme roda que patrola os animais fofos e peludos tão cobiçados por quem reza pelo evangelho do lucro.
Há muitos parafusos a serem apertados no mundo, e o olhar de um animal engaiolado, esperando a redenção final – um choque elétrico no ânus ou na vagina, para não estragar a matéria-prima – diz muita coisa, basta querer ler.
Fonte: Vanguarda Abolicionista


publicado por Maluvfx às 02:07
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Terça-feira, 13 de Julho de 2010
No Inferno, todos vestem roupas brancas
por Denise Terra
Ainda não amanheceu, estamos diante da chuva e do frio do inverno gaúcho à espera do ônibus que irá nos guiar até um dos maiores matadouros do RS. Somos estudantes de medicina veterinária, cursando uma disciplina obrigatória de inspeção de produtos de origem animal. A maioria de nós encontra-se eufórica, à espera dos ‘momentos emocionantes’ do dia. Eu estou em um canto, sendo observada de perto pela professora e o coordenador do curso, que ao saberem que sou vegana e ativista, temem que eu tenha um colapso na linha de matança.


Entramos no ônibus e seguimos viagem. No caminho, a sensação de que as cenas que eu teria que presenciar não seriam diferentes daquelas filmadas clandestinamente em matadouros ao redor do mundo, e ao mesmo tempo o sentimento inequívoco de que estaria prestes a presenciar uma série de crimes considerados ‘necessários’ pela humanidade.
Chegamos! Ao abrir a porta do ônibus, já somos tomados pelo impregnante odor adocicado da matança das aves que ocorre dentro do estabelecimento. Adentramos o local, após termos vestido roupas brancas especiais, e começamos a visita no sentido contrário ao fluxo produtivo para evitar contaminações no produto final. Trata-se de um corredor estreito, com o pé direito baixo, quase um túnel, que desemboca em uma luz amarela intensa, para repelir insetos. Nossa guia, então, abre a porta e entramos na parte final da produção. Um sistema complexo de esteiras e ganchos, chamados nórias, passam por nossas cabeças, e neles estão fixadas pelas patas as carcaças de frango, que pingam incessantemente uma gordura fétida acrescida da água hiperclorada utilizada em sua higienização.
Sob as esteiras estão os funcionários que trabalham em pé, diante de uma bancada, na maioria mulheres, que nos olham com curiosidade e espanto. A expressão em seus rostos é de uma tristeza marcante, mesclada pelo cansaço físico dos movimentos repetitivos que têm que executar diariamente. O barulho do local é ensurdecedor e, conforme andamos, o cheiro forte torna- se cada vez mais desagradável. Em cada bancada, os funcionários devem desempenhar uma função, chamadas de linhas de inspeção, que são classificadas por letras do alfabeto. Em cada letra ocorre a retirada padronizada de determinados órgãos. Um grupo de mulheres, muitas sem luvas, trabalham retirando com as mãos, com uma destreza impressionante, a vesícula biliar das carcaças em processo de evisceração. Mais adiante, outra funcionária dedica-se a ‘pescar’ com uma barra de metal as carcaças que caem no chão, para destiná-las à graxaria, onde serão transformadas em produtos não-comestíveis. Durante a passagem das nórias podemos observar que cada uma apresenta uma marcação com uma cor, o que serve para fazer a contagem final dos frangos por produtor e repassar o lucro referente ao dia.

Uma máquina especial remove toda a carne restante presa nos ossos, que farão parte da liga que irá compor os caros e adorados nuggets. Estamos agora diante dos chillers, equipamentos responsáveis pelo aquecimento seguido de um resfriamento rápido das carcaças, com a finalidade de eliminar contaminantes biológicos da carne. Os chillers nada mais são do que grandes piscinas vermelhas de sangue com partículas de gordura que ficam boiando na superfície, onde os frangos ficam embebidos.
Olho para o chão e tudo o que vejo é sangue e uma quantidade absurda de água que parece verter de todos os lados para a limpeza das carcaças – estima-se que para a limpeza de cada carcaça de frango se gaste em média 35 litros de água! Desvio o olhar para cima e vejo carcaças sangrentas passando por minha cabeça, pois estamos nos aproximando do início do processo, quando começam a surgir aves com cabeças e penas, que são retiradas em uma máquina específica, o que deixa o chão lotado de penas brancas.

Nossa guia nos avisa que estamos chegando à linha de matança. Há uma diminuição abrupta da luz, onde funcionários trabalham quase no escuro. Os índices de depressão dos funcionários que exercem essa função são extremamente elevados, devido à insalubridade. Trata-se do início do processo de insensibilização. A luz é reduzida com a finalidade de reduzir a atividade e o estresse dos animais, que são extremamente sensíveis a este estímulo. A esteira segue com as aves penduradas na nória pela pata, de cabeça para baixo e agora passam por um túnel, onde sofrem eletronarcose – isto é, são molhadas e eletrocutadas, de modo que isso as atordoe, mas sem causar a morte. As galinhas seguem estáticas pela esteira, onde logo encontram uma serra, que fica presa a uma espécie de roda, e têm suas gargantas cortadas. Nossa guia nos explica que dependendo do tamanho das aves a altura da lâmina deve ser ajustada, para reduzir a margem de erros no corte mecanizado.

Na sequência, algumas galinhas encontram-se com o pescoço intacto, enquanto outras, mesmo com a traquéia perfurada, começam a se mexer, visivelmente conscientes. Um funcionário tem então como tarefa cortar o máximo de pescoços de galinhas que falharam na serra automática, mas a esteira passa em uma velocidade assustadora, são muitas aves que devem morrer hoje para atender à demanda do mercado, cada vez mais voraz por carne de frango. Não há tempo para cortar o pescoço de todas as intactas, nem de abreviar o sofrimento daquelas que se debatem. As aves seguem para serem escaldadas em água fervendo.

Fomos levados ao local do recebimento das cargas. Vemos caixas e caixas com mais aves do que espaço interno, em algumas há mais de dez animais. São tantas que muitas estão fora das caixas, respiram ofegantes, com o bico aberto pelo estresse e pelo medo. Elas estão há dez horas em jejum, sendo permitido o abate somente até doze horas após o início do jejum. O trabalho segue em ritmo frenético. Uma colega encontra uma galinha solta e a pega, colocando-a, de forma orgulhosa, em outra caixa que segue na esteira rumo à serra automática, emitindo um comentário de que estava feliz por ter conseguido pegá-la. Descemos as escadas e nos deparamos com o caminhão que as trouxe. Somos instruídos a não passar muito perto, pois poderíamos ser bicados pelas aves apinhadas dentro das caixas. Nos afastamos um pouco e, em poucos momentos, vemos aves soltas em cima do caminhão. Elas tentam voar mas não conseguem, e muitas acabam caindo direto no chão. Um funcionário aparece com um gancho e as junta pelas patas, como se fosse inços em meio a grama. Violentamente, ele junta o máximo de aves que pode pegar com cada mão. As aves estão penduradas apenas por uma das patas. Então, alguém lembra que ele poderia ser mais delicado e pensar no ‘bemestar’ animal, afinal, deste modo, os frangos podem apresentar lesões graves como rupturas e fraturas, o que compromete o retorno financeiro pela carcaça.

Somos encaminhados para uma espécie de área de descanso dos funcionários, onde esperamos pelo veterinário responsável pelo setor de suínos para nos acompanhar na visita deste setor. Neste momento uma funcionária, escorada por mais duas colegas, passa em estado de choque por nós. Ela estava sangrando muito na mão. Acabou de sofrer um acidente de trabalho. Ela chora muito, a lesão parece grave. Uma colega nossa se manifesta rindo, dizendo que não vai comer o frango que ela estava eviscerando na hora que se machucou! Muitos acham graça e riem. Mais à frente vejo uma placa dizendo ‘Estamos a ZERO dias sem acidentes de trabalho’ e, logo abaixo, ‘Recorde sem acidentes:83 dias’.

No setor de suínos, passamos pelo mesmo ritual de antissepsia e adentramos outro corredor estreito com luzes amarelas. Meu nariz ainda está impregnado com o cheiro da morte das galinhas e meus ouvidos ainda não se acostumaram ao barulho estridente das máquinas, que são fortemente audíveis mesmo com o uso de protetores auriculares. Uma porta se abre, e atrás do veterinário estão centenas de carcaças de porcos mortos pendurados pela pata traseira, passando pela esteira. O tamanho do animal impressiona. O veterinário nos conta que ali são abatidos 2350 suínos por dia! Os funcionários agora são em sua grande maioria homens, muitos aparentemente se orgulham de sua função, e riem enquanto serram o abdômen do animal e retiram as vísceras. Neste setor a esteira anda mais lentamente, devido ao tamanho do animal e a menor quantidade de animais que estão sendo abatidos, quando comparado ao setor de aves. Há sangue por tudo.

Para caminhar, temos que desviar das carcaças de 100 kg penduradas sobre nossas cabeças. Os funcionários realizam seu trabalho em etapas específicas da produção, uns arrancam a cabeça, enquanto outros em outra parte da sala removem os órgãos internos e outros ainda são responsáveis pela identificação de qual cabeça pertence a que corpo, através de um sistema de numeração para posterior inspeção de possíveis lesões que possam causar danos à saúde pública. Mais à frente vemos uma impressionante sequência de dezenas de porcos abatidos subindo de uma andar ao outro pelo sistema de esteiras. Somos convidados a ir até o andar de baixo onde ocorre a sangria. Para chegarmos lá temos que descer uma escada helicoidal estreita e escorregadia, devido à presença de gordura suína sob nossas botas. No meio desta escada existe uma espécie de calha por onde passam os animais mortos, ainda cheios de sangue. Nossa roupa está tapada de respingos de sangue.


De repente a temperatura do ambiente muda e começamos a sentir um calor e um barulho atípicos do lugar. Olho então para frente e vejo a cena de uma carcaça pendurada por uma pata passar por uma espécie de jogo automatizado de chamas. Durante os poucos segundos que dura o processo, podemos ver as carcaças envoltas de uma labareda azul, e sentimos um forte cheiro de pêlo queimado. As labaredas são utilizadas para eliminar os resquícios de cerdas após a remoção dos pêlos, previamente removidos por um sistema de borrachas. Chegamos finalmente na sangria. Os gritos estrondosos dos animais deveriam fazer qualquer um perceber que não é possível existir bem-estar diante da banalização da morte. Ao invés disso, muitos riem cada vez que um suíno é grosseiramente empurrado por um funcionário, munido de uma vara capaz de disparar choques de baixa intensidade, em direção a uma espécie de escorregador totalmente fechado dos quatro lados. No fim do escorregador está um funcionário de aparência assustadora com uma barra com uma espécie de ‘U’ na ponta. O ‘U’ é encaixado na cabeça do animal e suas pontas ficam em contato com a região temporal do crânio, onde um choque de grande intensidade é disparado. O animal cai como uma pedra, gerando um barulho característico de seu corpo desabando sobre a esteira metálica. Muitos apresentam contrações involuntárias nas patas, e parecem estar dando coices. Com uma destreza impressionante o funcionário seguinte corta a garganta do animal. Através do orifício na traquéia jorram litros de sangue. O veterinário nos explica que neste momento o animal ainda não está morto, mas que “conforme as boas práticas de bem-estar animal, estes devem morrer dentro de no máximo seis minutos”, após ocorrer a total eliminação do sangue pelo bombeamento cardíaco. Na verdade, o real motivo para que não se aceite a morte do animal em tempo superior a este, é evitar que a carcaça fique PSE – ‘pale, soft, exsudative’, ‘pálida, friável, exsudativa’, pois este tipo de produto não apresenta a qualidade necessária exigida pelo mercado, e consequentemente há perda nos lucros.

Somos levados até os currais onde podemos ver os suínos vivos serem empurrados para o escorregador. Eles estão em pânico, uns sobem sobre os outros, enquanto nos olham fixamente nos olhos com a real expressão do horror. Os gritos tornam-se cada vez mais altos e o funcionário os empurra com o bastão de choques. Mais atrás está outro funcionário com uma espécie de relho feito de sacos plásticos, e o desfere contra o lombo dos animais para estes andarem na direção da matança. O veterinário nos explica que o relho é feito deste material para não machucar os animais. Isto constituiria crueldade, algo condenável pelo ‘bem-estar animal’, valor muito importante dentro da empresa, e que poderia acarretar em lesões cutâneas, afetando negativamente o valor da carcaça.

Por fim, podemos ver os currais de chegada, onde os caminhões descarregam diariamente os animais para o abate. É neste local que deve ser feita a inspeção ante-mortem pelo veterinário da inspetoria. De acordo com os preceitos da humanização da morte, todos aqueles animais que chegam com fraturas na pata e que não conseguem mais se locomover adequadamente devem ser removidos em separado e enviados para a matança imediata, isto é, devem ter o direito de ‘furar a fila’ a fim de que o seu sofrimento seja abreviado. O veterinário, com muito orgulho, faz questão de dizer que “o processo precisa ser feito”! E que já que é necessário, “é preciso fazê-lo com dignidade e respeito pelos animais”; Ele ainda afirma que na indústria é possível assegurar que estes animais não passam por sofrimento, e que o seu fim é muito menos cruel do que seria se fossem predados por um leão na natureza!
Neste momento, é difícil conter o riso diante da tortuosidade do raciocínio exposto. Em local algum do mundo teríamos mais de 2000 suínos sendo predados em cadeia por leões vorazes, sistematicamente, todos os dias. Ao que consta, leões não têm a capacidade de raciocínio semelhante a um humano. Eles não podem fazer escolhas, simplesmente porque não têm como refletir sobre as consequências dos próprios atos. Leões não planejam estrategicamente como irão matar suas presas a fim de terem lucro com isso, e tampouco consideram normal a condição de degradação de outros seres de sua própria espécie em prol da satisfação do luxo de outros poucos. Apenas o ser humano é capaz de ter estratégias para a exploração máxima de todos aqueles capazes de sofrer sem de fato considerar isso. Hoje, muito se fala sobre bem-estar animal, porém trata-se apenas de um modo mais refinado de justificar injustificáveis fins.

O bem-estar animal agrada a muitos, pois consegue suavizar o sofrimento e a culpa daqueles que sustentam a indústria da morte, e ajudam a aumentar os lucros através de medidas que teoricamente são adotadas para beneficiar os animais, mas que são norteadas pelo aumento da produtividade e qualidade do produto final. O limite do ‘bem-estar animal’ vai até onde o marketing e o lucro podem vislumbrar. É inacreditável que, para a grande maioria, ingenuamente, esse ainda seja visto como o caminho para o fim do sofrimento. O sofrimento animal apenas poderá ser reduzido quando criarmos coragem para defender o direito dos animais, através da abolição do consumo de seus corpos para a satisfação fugaz de nossos desejos egoístas.
* Denise Terra é formanda em Medicina Veterinária
Fonte:Vanguarda Abolicionista


publicado por Maluvfx às 02:09
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Segunda-feira, 12 de Julho de 2010
Vanguarda Abolicionista se faz presente na marcha fúnebre do Código Florestal
Foto: Marcio de Almeida Bueno


Na manhã deste domingo, 11 de julho, a Fundação SOS Mata Atlântica e diversas entidades ambientais realizaram uma manifestação de pesar pelas alterações no Código Florestal, prejudiciais à natureza e que beneficiam o agronegócio. Com caixão e encenações, a marcha saiu da porta da Capela do Divino Espírito Santo, localizada na esquina da Osvaldo Aranha com José Bonifácio, em Porto Alegre, seguindo por esta via – transformada em rua de passeio aos domingos, por ocasião do Brique da Redenção – até o Monumento ao Expedicionário, no Parque Farroupilha.


Foto: Ellen Augusta Valer de Freitas

enterro códgio florestal

Durante o trajeto, paradas para ‘velório’, música, palavras de ordem ao megafone e bandeiras de inúmeras entidades alinhadas ao ambientalismo. Representando a libertação animal, a Vanguarda Aboliconista levou faixa e fez panfletagem anti-pecuária, com um ativista fantasiado de funcionário de matadouro. Populares manifestaram apoio ao protesto, e também à causa daVAL, apesar de algumas reações contrárias.

Fotos: Marcio de Almeida Bueno

vanguarda abolicionista

Após o ‘enterro’ do Código Florestal, os grupos se dispersaram mas a Vanguarda Abolicionista aproveitou o fluxo intenso do Brique para seguir com panfletagem, atraindo a atenção dos transeuntes que não haviam acompanhado a manifestação inicial.
matadouro
pecuaria
Fonte: Vanguarda Abolicionista


publicado por Maluvfx às 01:39
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Segunda-feira, 28 de Junho de 2010
É possível tornar-se vegetariano sem afetar o orçamento

Dieta ética e acessível



Prato vegano (Foto: Reprodução/Vanguarda Abolicionista)
Prato vegano (Foto: Reprodução/Vanguarda Abolicionista)
Ter uma alimentação ética e saudável não é sinônimo de custos elevados. Com o aumento do número de pessoas que deixam de comer carne vermelha e branca, diversos restaurantes estão sendo criados especialmente para esse público, enquanto os tradicionais começaram a oferecer pratos mais baratos — a partir de R$ 9. E não só os vegetarianos que não comem carne, mas os vegans exigem um cardápio ainda mais peculiar, porque não consomem nenhum alimento de origem animal, como ovo, leite, mel e gordura. Para economizar, muitos deles optam por comer em casa e consumir mais legumes e frutas.
Enquanto um restaurante vegetariano self-service custa, em média, R$ 17, um prato feito em casa sai até pela metade do valor. Para Rita de Cássia de Aquino, professora de nutrição da Universidade São Judas Tadeu (USJT), o custo de vida de um vegan não precisa ser sempre tão elevado. “A dica é substituir e investir na diversidade de legumes. Para obter ferro, por exemplo, é bom comer bastante agrião e espinafre”, diz.
Prato econômico
Segundo a chef de cozinha Morena Leite, o hábito alimentar dos vegetarianos não custa caro. “Procuro sempre estudar a receita e passear pelas feiras livres para preparar um prato gostoso e econômico”, afirma, referindo-se ao prato dos vegans.
Atento ao crescimento desse público — que chega a subir 20% ao ano — o mercado oferece produtos personalizados para diversificar o cardápio, como leite de soja, bolo sem lactose, vegetais orgânicos, macarrão sem ovos e doce de leite sem leite. Por serem mais elaborados, custam até o dobro do valor dos produtos comuns. Um macarrão instantâneo comum, por exemplo, sai por R$ 0,89, o mesmo produto sem ovos custa até quatro vezes mais.
De acordo com Donato Ramos, diretor de marketing do Mundo Verde, franquia de lojas de alimentos naturais, apesar do alto valor dos produtos, é cada vez maior o número de consumidores que chegam às lojas em busca de um hábito alimentar mais saudável. “Há pessoas que não são vegetarianas, mas aderem ao costume quando descobrem os benefícios desses alimentos”.

Prato vegano (Foto: Reprodução/Vanguarda Abolicionista)
Para Marly Winckler, presidente da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), o custo de vida dos vegetarianos e vegans é mais alto quanto mais eles diversificam os alimentos. “Eles consomem produtos orgânicos dependendo do poder aquisitivo.”
A publicitária Claudia Piazza, de 31 anos, sabe bem o que é comer um prato colorido e saudável. Ela é vegetariana desde os 15 anos. No seu cardápio as carnes vermelha e branca foram excluídas definitivamente. Entretanto, seus almoços de trabalho em um restaurante por quilo nunca saem por mais R$ 9. “As compras nos supermercados também raramente ultrapassam R$ 150 porque os vegetais são bem baratos”, diz.
O programador André Conde, de 26 anos, é vegetariano há dois anos. Acostumado a comer apenas em restaurantes, já chegou a gastar R$ 500 por mês só com almoços de trabalho. “Agora como pratos básicos e deixo os sofisticados para fazer em casa”, afirma.
Substitua alimentos mais caros
Substituir alimentos e comer em casa é a melhor maneira para os vegetarianos e vegans terem uma dieta saudável e para economizar. Enquanto um restaurante vegetariano self-service custa, em média, R$ 17, um prato feito em casa é até metade do valor. De acordo com Rita de Cássia de Aquino, professora de nutrição da Universidade São Judas Tadeu (USJT), o custo de vida de um vegan não precisa ser elevado. “A dica é substituir e investir na diversidade de legumes. Para obter ferro, por exemplo, é bom comer bastante agrião e espinafre”, diz.
Segundo a nutricionista, quem optar por não consumir nenhum tipo de carne precisa tomar cuidado para não ter problemas de saúde pela falta de vitaminas. “As pessoas precisam diversificar o cardápio ao máximo. Caso contrário, a solução é tomar vitaminas e suplementos alimentares”, aconselha.
Para a chef de cozinha Morena Leite, especialista no preparo de pratos saudáveis, o hábito alimentar dos vegetarianos não custa caro. A grande dificuldade está em cozinhar para os vegans, que não consomem ovos, mel, leite e manteiga de origem vegetal e, por isso, demandam uma receita mais elaborada. “Cozinhar para eles é quase uma religião. Preciso estudar a receita antes para preparar um prato gostoso e econômico ao mesmo tempo”, explica.

Prato vegano (Foto: Reprodução/Vanguarda Abolicionista)
Arroz, feijão e legumes
Ainda que os produtos específicos para os vegetarianos e vegans sejam mais caros, consumi-los ou não é uma opção de cada pessoa. Ou seja, para economizar, basta comprar legumes e frutas, deixando de lado produtos caros, como doces sem leite, macarrão sem ovos etc. Além de difíceis de ser encontrados, eles custam até 100% mais que os produtos tradicionais.
Esse é o caso da universitária Natália Russo, de 21 anos. Vegan há seis anos, por filosofia e aversão ao consumo de carne, ela abre mão de comer em restaurantes para não gastar além do que o salário permite. “No meu prato há apenas arroz, feijão, salada e legumes. Raramente compro alimentos para vegans porque eles custam muito caro. Como fora de casa apenas uma vez por mês com a minha família”.
De acordo com a universitária, os restaurantes especializados em comidas veganas custam em torno de R$ 20, enquanto os comuns não passam de R$ 10 o prato. “Prefiro almoçar no bandejão da empresa para fazer o meu salário render mais no fim do mês”, explica ela.
Apaixonada por esse mundo verde, o hobby da universitária é frequentar as feiras semanalmente em busca de alimentos que possam variar os pratos. “O segredo para ser vegan e não gastar muito é descer do salto e ir às feiras. Fazer com que esse costume seja uma diversão”, aconselha a universitária.
Apesar de sua família não ser vegan como ela, todos tiveram que mudar os costumes alimentares da mesma forma que Natália. O queijo, por exemplo, é trocado por tofu na casa dela, uma vez que o leite é riscado da lista dos veganas por ser um derivado animal. Já os bolinhos de carne são substituídos por de soja, que, para ela, são ótimos. “Todos tiveram que se adaptar aos meus costumes aos poucos. O bom é que a gente adotou um hábito mais saudável”, comenta a universitária.
Fonte: O Diário de São Paulo
via ANDA


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Um dos fundadores da VAL estréia coluna no site PortoImagem:
Marcio de Almeida Bueno


publicado por Maluvfx às 10:42
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VAL marcha na mini-Parada Gay de Porto Alegre
Fotos: Marcio de Almeida Bueno
No final da tarde deste domingo, 27 de junho, integrantes da Vanguarda Abolicionista se fizeram presente na mini-Parada Gay de Porto Alegre, que contornou o Parque Farroupilha, cruzou o Brique da Redenção e seguiu até o Shopping Nova Olaria, no bairro Cidade Baixo. Milhares de pessoas estiveram comemorando o Dia do Orgulho Gay, e também protestando contra a repressão aos jovens que habitualmente se reúnem em frente ao Olaria.
Carros de som puxaram a caminhada, que fechou algumas avenidas, sob escolta policial. Partidos políticos, sindicatos e organizações sociais também levaram suas bandeiras, e populares de todas as orientações sexuais manifestaram apoio às liberdades individuais e contra o preconceito.
Fonte: VAL


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