Ética é o conjunto de valores, ou padrões, a partir dos quais uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões. A ética é importante por que respeita os outros e a dignidade humana.

Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011
O agradecimento dos animais pelo Natal ou ‘Hoje eu sou uma estrela’
Natal
por Marcio de Almeida Bueno
Esqueça o oba-oba das lojas, os empurroões no trânsito e a expectativa de folga, bebida e comilança. Somente o olhar dos animais não-humanos é verdadeiro, dentre o furacão que os engole com mais força, no final de cada ano. Os animais da pecuária encaram o fim de suas vidas – ‘eles nasceram para isso’ – enquanto contemplam o traseiro de um clone seu, nos bretes e corredores de concreto que antecedem a mesa farta preparada com tanto esmero pelas famílias de bom coração.

O olhar de quem não sabe chorar, já que a reza na hora do desespero é exclusividade na lista da racionalidade – essa qualidade que separa a humanidade das bestas-feras. O olhar de quem viu o filhote ser puxado para longe de si pelos funcionários da fazenda, esse lugar bucólico onde os animais são tratados como reis, já que optaram por isso em troca de suas liberdades.

O olhar do frango que está encaixotado, empilhado em um caminhão que passa na nossa frente quando estamos na estrada, rumo às férias. Perdemos um segundo, apenas, pensando nisso. Não há espaço para que ele nos dê um tchauzinho, talvez agradecendo pelo doce toque da morte que o aliaviará e abreviará sua existência marcada pela ausência de mãe, confinamento, horários alterados para ditar o ritmo da engorda e opressão no dia-a-dia.

‘Obrigado Papai Noel ou menino Jesus por me tirar de um aviário com outras milhares de aves. Obrigado pela ração e água que mantiveram este corpo vivo, pois ele vale pelo preço que alguém paga. Não tem o valor que minha mãe, animal como eu, instintivamente perceberia, e por isso me defenderia, em condições normais. Aqui sou um entre milhares, e não parece fazer muita diferença se eu morrer agora ou esperar o caminhão dos caixotes. Nasci de uma máquina de ovos, mas espero encontrar minha mãe, ciscando a meu lado, algum dia.

Obrigado Deus humano pela corrente que sempre existiu em torno do meu pescoço, que não me permite caminhar até o horizonte. Ou até o ponto onde há sombra, onde a água da chuva não está empoçada. Agradeço pelos dias que lembraram da minha existência, e sobras de comida chegaram até onde esta corrente permitiu alcançar. Obrigado, Papai Noel, por ter sido escolhido como animal de estimação por uma faímila de humanos.

Obrigado, espírito natalino, por eu ter puxado tanta carroça em meio à fumaça de óleo diesel, fraco, assustado e sedento, que enfim eu tombei no asfalto. A última surra que tomei do carroceiro, para que eu me levantasse, permitiu que enfim meu espírito pudesse cavalgar livre naquelas campos verdes onde quadrúpedes iguais a mim, porém belos e com longas crinas, correm sentindo o vento da natureza. Acho que o esforço que fiz diariamente para tirar meu condutor da miséria, ou pelo menos diminuir sua pobreza, foi menos do que eu poderia, entao eu aceito meu castigo.

Obrigado, família do presépio, por eu ter sido o escolhido para, ainda bebê, estar na mesa de tantas residências, para ter meu pequeno corpo saboreado em uma bonita bandeja, assado e servido à meia-noite. Ainda não entendi por que nasci e morri tão rápido, se fiz algo errado a ponto de não poder crescer um pouco mais em um lugar que, onde vi, havia outros como eu, alguns bem gordos. Mal lembro da minha mãe, mas lembro que ela não podia se virar, cercada em um gradeado enquanto mamávamos. Talvez tenha sido azar, talvez tenha sido sorte.

Obrigado meu Deus, por eu poder ajudar tanta gente a usar um xampu que não irrite os olhos, uma maquiagem que não cause problemas, um produto qualquer a ser dado de presnete neste Natal, que nunca vou saber direito, que atendeu os humanos em suas expectativas mais simples. Estive em um laboratório, cercado de pessoas de jaleco branco, durante tempo suficiente para saber que sou parte importante do progresso, que a Ciência evoluiu graças à minha dor, meu aprisionamento e tudo aquilo que os produtos geraram nos meus olhos e no meu corpo. Fico grato por ter ajudado.

Obrigado Maria, mãe de todas as mães que, zelosas como eu, dão leite a seus filhos durante anos, mesmo após o fim de sua amamentação natural. Minha vida neste estábulo, com úberes gigantes e doloridos, plugados em uma máquina, é o sacrifício que faço para a saúde humana. Não percebi, ainda, em minha mentalidade abaixo da humana, porque o leite de meus filhos vai para os filhos de outra espécie, e até quando já são adultos. Meu filhote não está mais ao alcance de minha vista, foi retirado cedo de meu lado, mas sei que o papel dele, como vitelo, ocupa espaço de respeito junto aos humanos. É alvo de muitos comentários e elogios. Pelo menos é o que imagino, pois o sacrifício é doloroso o suficiente para, respeitosamente, ousar questionar o porquê de minha existência. Mas agradeço mesmo assim, Papai Noel.

Obrigado pelas palmas cada vez que apareço no picadeiro. O olhar das crianças me faz esquecer a minha vida de tédio e imobilidade, viajando de cidade a cidade. Quem sabe um dia eu e os demais animais cheguemos ao lugar de onde viemos, que deverá ter muitas árvores, rios e espaços para correr. Enquanto isso, eu repito as manobras noite após noite, mostro os mesmos truques que, pela minha teimosia, eu custei a decorar. Quem sabe neste Natal eu ganhe uma última viagem, de volta ao habitat que jamais conheci em vida.

Obrigado Natal, por eu poder aquecer tanta gente elegante em momentos de frio. Nasci peludo tal como minha mãe, e como ela pude participar da indústria humana, essa coisa que traz tanto progresso, dando de bom grado minha própria pele para que maridos mostrem afeto à esposa, presenteando-as com belos casacos. Muita gente famosa e rica usa a pele que pode ter sido minha. Isso me enche de orgulho e faz valer o tempo que morei em uma gaiola pouco maior que meu próprio corpo. Já estava cansado de andar em círculos, lembrando dos bosques que um dia corri de cima a baixo. Mas um dia veio a dor que, por pior que tenha sido, me libertou finalmente. Ainda relutei alguns minutos, já sem pele, mas vi que a liberdade me abraçava e escurecia minhas vistas. Acho que valeu a pena, pois sou fotografado e até apareço na televisão, durante o inverno – pelo menos acredito que aquelas partes sejam minhas, cobrindo o corpo de pessoas tão bonitas e famosas. Obrigado aos responsáveis.

Obrigado a todos que vieram me assistir nesta arena. Ainda estou zonzo e ofuscado pela luz após dias de escuridão, mas já entendi que, aqui, eu sou a atração. Há um semelhante a mim, porém sem chifres e mais magro, e nele está montado um humano, com roupas garbosas e armas tão afiadas como as que já furaram tantos iguais a mim. Eu espero que tudo isto termine logo, pois o cansaço está vencendo a euforia, há tanto sangue que já não sei se é meu ou de alguém antes de mim, e está difícil fazer levantar a platéia tantas vezes. Que a morte venha me tocar com a mesma doçura da última vez que fui tocado pela minha mãe. Ela deve estar orgulhosa de um filho que resistiu até o fim, cercado de espadas, aplaudido, sangrando ajoelhado, língua de fora mas fazendo questão de participar do show até o fim. Acho que os aplausos são para mim, já que os olhares convergem para onde estou. E eu não sei onde estou.

Obrigado menino Jesus por ter nascido e feito seus iguais perceberem a necessidade de haver uma festa em seu nome, para redenção e paz, onde eu seria assado em espeto e saboreado por tantas pessoas felizes, sorridentes e em clima de fraternidade. Jamais imaginei que, sem saber falar, sem ter tido escolhas, seria eu o ponto central dos churrascos de de final de ano de tantas empresas, entidades, famílias e grupos a confraternizar. Aguardei este momento sempre em espaços com arame farpado, tal como a coroa que um dia finalmente lhe puseram na cabeça, e usei argola no nariz para que um filho seu, fiel e devoto, me conduzisse para o lugar certo. Apanhei da vida, mas quem não apanhou? Sempre soube que uma vida de aperto, confinamento, marcação a ferro quente, castração a frio e morte sobre o concreto teriam um sentido maior. Obrigado por dar um norte a minha vida. Hoje, eu sou uma estrela.

via Vanguarda Abolicionista


publicado por Maluvfx às 16:20
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Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011
Vida Univeral pede ajuda em abaixo-assinado urgente

Da Alemanha, a ativista Janette Wood do grupo Vida Universal, co-irmão da Vanguarda Abolicionista, relata que uma rodovia será constuída bem no meio da Terra da Paz, fazenda vegana mantida pelo grupo. Animais silvestres e domésticos abrigados pelo local perderão seu refúgio. Solicita-se assinatura no formulário publicado em www.gabriele-stiftung.de - em Espanhol, ou em www.gabriele-stiftung.de/cms - em Inglês. A primeira lista de assinaturas será entregue ainda esta semana.
via Vanguarda Abolicionista


publicado por Maluvfx às 18:31
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Quarta-feira, 22 de Setembro de 2010
O trabalho dos direitos animais dentro da sala de aula
II Congresso Vegetariano Brasileiro/Especial EcoAgência



Professora do EJA fala de sua experiência em trabalhar nossas relações com os animais no EJA.
  
Danielle Sibonis/EcoAgência    
Bióloga do EJA Ellen Augusta Valer

Por Danielle Sibonis, para EcoAgência de Notícias Ambientais
A educação busca formar cidadãos. A defesa dos direitos ambientais na educação, foi o tema da professora de Biologia do EJA (Educação para Jovens e Adultos) de Porto Alegre, Ellen Augusta Valer, durante o III Congresso de Vegetarianismo Brasileiro, que se encerrou neste domingo.

Diversos conteúdos da biologia abrem espaço para a discussão dos animais, como a relação entre o aquecimento global e a pecuária. Além de buscar enquadrar o assunto tratado em sala de aula com a questão, a professora apresenta filmes e reportagens que promovam a discussão, aproveitando para falar sobre direitos humanos e outros temas relacionados.

Para Ellen, “a educação é uma ferramenta, uma possibilidade de falar sobre os animais e a exploração que eles sofrerem”. Para realizar esse trabalho dentro da sala de aula, a bióloga  diz ser importante conhecer a turma para saber quando falar do tema e quando parar devido às resistências, pois muitas pessoas se ofendem.                                                              

Embora a escola tenha dado apoio a Ellen nos seis anos em que desempenhou o  trabalho de conscientização dos alunos, ela conta que alguns professores tentam desqualificar o seu trabalho: “chamam a gente de fanático, mas não é isso, só queremos mostrar o outro lado da realidade” pondera, “percebo que alguns professores não estão preparados para temas novos”.

“Muitos ficam surpresos, pois jamais haviam visto um vegetariano”

Diante das novas informações em relação à forma como lidamos historicamente com os animais e as conseqüências desta relação de abuso, e do exemplo de Ellen, alguns alunos tentaram ser vegetarianos.  Além de promover este trabalho com os alunos, a professora considera muito importante divulgar para toda a comunidade a questão, porque a criança e o jovem trabalham o tema na sala de aula e em casa a realidade é outra.

“O biólogo professor tem a obrigação ética de falar sobre a exploração animal, seja ele vegetariano ou não. Os outros profissionais deveriam fazer o mesmo, falar daquilo que ninguém fala e que faz parte das nossas vidas”, desabafa. Educar para um mundo mais justo em busca da paz, este é o trabalho de Ellen.


publicado por Maluvfx às 10:53
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Jornalismo e direitos animais: como falar do que não se quer ver, mas que está no prato
II Congresso Vegetariano Brasileiro/Especial EcoAgência

Jornalistas Silvana Andrade, da Anda, e Márcio Bueno, da Vanguarda Abolicionista, falaram sobre o papel da mídia na defesa dos animais.
  
RSantini/Vanguarda Abolicionista    
Jornalista Márcio Bueno, da Vanguarda Abolicionista

Por Danielle Sibonis, para EcoAgência de Notícias Ambientais
A relação entre a mídia e os direitos dos animais também foi tema de debate no III Congresso Brasileiro Vegetariano que se encerrou no último domingo (19) em Porto Alegre.  A jornalista Silvana Andrade falou sobre O papel da imprensa na difusão dos direitos animais. Silvana é a idealizadora e diretora editorial da Agência de Notícias de Direitos Animais, a Anda, primeira no gênero no mundo.
Silvana retomou o histórico da cobertura jornalística em relação aos animais, em que há mais de 20 anos a mídia começou a falar da preservação ambiental, sem abordar de animais, porém, há pouco tempo começou a tratar a questão da defesa animal. “A imprensa resiste às novas idéias, mas com o tempo começa a perceber os animais não apenas como benefício”, prova disso, apontou a jornalista, está na quantidade de matérias em que a grande imprensa replicadas do Anda.
A Agência de Notícias de Direitos Animais existe há 18 meses e conta com o trabalho voluntário de 40 colunistas, tem acesso em 75 países, correspondentes na Argentina, Canadá, Estados Unidos, França, Inglaterra e Austrália. Silvana tem o objetivo de futuramente criar o canal ANDA Kids, pelo potencial que as crianças representam para a questão ambiental.
Outro jornalista que abordou a questão foi Márcio Bueno, membro fundador da Vanguarda Abolicionista. “Grande parte da sociedade não entende a exploração, a causa animal, só sabe que discorda e que não quer pensar nela”. Márcio tem a experiência de ir para a rua e tratar do tema, boca a boca e com panfletos e cartazes.
“Animais premiados que custam R$ 10 mil sempre são bem tratados, mas os outros milhões não” – era isto que estava escrito em um dos cartazes que a Vanguarda Abolicionista usou recentemente em uma campanha na Expointer. Márcio comentou a reação das pessoas: “elas não entendem porque estamos lá protestando, acham que todos animais são bem tratados, sem saberem da realidade cruel”. O jornalista lembrou de como é a realidade nestas feiras agropecuárias em que animais são trazidos de longe, de cidades como Uruguaiana, o que causa um stress da viagem que é aumentando pelo confinamento e visitação de centenas de pessoas. Ele citou também o cage madness, a “loucura do confinamento”, em que os animais enlouquecem no cativeiro e passam a comer as fezes e urinas um do outro.
Diante de toda essa realidade que é ocultada da população, Márcio Bueno defende a necessidade de espalhar informações para atingir o maior número de pessoas a fim de sensibilizá-los para a causa. Mais informações sobre o III Congresso Vegetariano Brasileiro na próxima quinta-feira (23/9), partir das 10h, no Programa Sintonia da Terra, uma parceria do NEJ/RS e UFRGS, na Rádio da Universidade (1080 AM), em Porto Alegre, ou pela internet no site www.ufrgs.br/radio.

Leia ainda:
http://www.anda.jor.br/
http://vanguardaabolicionista.wordpress.com/

EcoAgência Solidária de Notícias Ambientais


publicado por Maluvfx às 10:51
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Terça-feira, 7 de Setembro de 2010
Vanguarda Abolicionista se fará presente no 3º Congresso Vegetariano
congresso vegetariano
Vanguarda Abolicionista vai partiicipar de forma plena do terceiro Congresso Vegetariano Brasileiro, que acontece de 16 a 19 de setembro em Porto Alegre. Na programação, extensa grade de atividades, palestras, oficinas, com nomes como George Guimarães, Carlos Naconecy, Eric Slywitch, Heron Santana, Silvana Andrade, Marly Winckler, Ricardo Timm de Souza, Renata Fortes e muitos outros.
VAL estará representada por três nomes de seu núcleo central, que vão palestrar e ministrar oficina de ativismo, além de stands para atendimento ao público durante os dias do Congresso.

No dia 18 de setembro, sábado, das 9h às 10h na Sala Araucária, Marcio de Almeida Bueno ministra a palestra Comunicação de guerrilha, jornalismo pé-na-porta e mantra-boca-suja: táticas e relato de cases‘. Segundo o jornalista, a atividade vai tratar de ações práticas de comunicação viáveis ao interessado em se engajar na causa animal, Internet, material impresso e impactos inversamente proporcionais ao custo, aproveitamento de equipamento doméstico, multiplicação da informação, canais disponíveis e busca por um maior público. Haverá relato de ações pequenas que causaram efeitos grandes no cotidiano da luta pelos direitos animais, e estratégias de confusão, ‘bombas de fumaça’ e como se mimetizar na atual sociedade caleidoscópica.
A palestra imediatamente seguinte, na mesma Sala Araucária, das 10h às 11h, será da bióloga Ellen Augusta Valer de Freitas, com A defesa dos direitos animais na educação. Na pauta, sua experiência como educadora e os projetos envolvendo filmes, textos e outros materiais relacionados aos direitos dos animais, vegetarianismo e meio ambiente.
No dia 19 de setembro, domingo, das 9h às 10h, na Sala Figueira, acontece a oficina 13 de ativismo, intitulada ‘Vanguarda Abolicionista e o ativismo linha-de-frente‘, a ser ministrada por Marcio de Almeida Bueno. O objetivo é apresentar as ações da VAL, sua estrutura e estratégia, os diversos ramos em que atua e a prática do dia-a-dia. Protestos, movimentações ppsitivas, burocracia, materiais produzidos e apoio do grupo alemão Vida Universal / Universelles Leben.
Em seguida, das 10h às 11h, mas na Sala Paineira, a nutricionista Claudia Lulkin ministra a palestra Magia Vegetal: o vegetarianismo mudando paradigmas pró saúde humana, animal e do planeta. Claudinha vai explicar por que a alimentação vegana é funcional, e também consensos da ciência da Nutrição, além de frutas nativas do Sul, plantas alimentícias não convencionais e outras especialidades.
Vanguarda Abolicionista terá ainda um stand fixo na feira vegetariana – que estará aberta durante os quatro dias do evento, onde distribuirá materiais, conversará com o público sobre suas atividades e comercializará camisetas, buttons, DVDs e livros. Claudia Lulkin e Pris Machado, também colaboradora da VAL, terão stand próprio, para apresentar idéias e comercializar lanches veganos. Não precisa estar inscrito no Congresso para circular na feira.
O Congresso Vegetariano acontece no SESC Campestre, localizado na avenida Protásio Alves, 6220, e informações completas estão no site da SVB.

Fonte: Vanguarda Abolicionista


publicado por Maluvfx às 11:08
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Domingo, 5 de Setembro de 2010
Os bichos sempre pagam o pato
por José Otavio Carlomagno, agrônomo
Os canais de tevê fechada frequentemente levam ao ar programas sobre a vida selvagem nos mais diversos pontos do planeta. Alguns desses programas se dedicam a mostrar as migrações de animais pelas planícies da África. Grandes mamíferos herbívoros atravessam o continente em busca de água e pasto, durante a estação seca, e são acompanhados por leões, leopardos, guepardos, hienas, cães selvagens, chacais, hienas abutres e outros predadores que se alimentam da carne ou carniça das zebras, antílopes, gnus, búfalos, etc. As perseguições dos carnívoros aos herbívoros são narradas como se fossem disputas de grande prêmio de automobilismo, ou mesmo luta de vale-tudo.
Certa vez, assistindo a um programa desses sobre a onça pintada, o narrador se referia à capivara como caça predileta do felino, como se ele tivesse desenvolvido um paladar seletivo devido ao sabor da carne de capivara. Eu já presenciei na Amazônia onças pegando tracajás e pirarucus presos num braço de rio que secou, elas também comem preás, aves e jacarés, ou seja, comem o que encontram.
Na África não é diferente, leões caçam pequenos coelhos quando a caça de grande porte está longe das planícies, mas o que dá espetáculo são grandes felinos perseguindo e matando um grande antílope, ou búfalo, a tevê mostra sempre o lado sensacionalista da vida, os leões passam a maior parte do tempo dormindo e caçam apenas uma vez por semana, mesmo na época de abundância de caça, porém, tem-se a impressão de que caçam todas as noites.
Bem, mas o que quero dizer é que o instinto de sobrevivência dos felinos, dos tubarões e outros predadores, é chamado, com frequência, de “instinto assassino”. Aos animais que agem por instinto e matam somente para sobreviver chamamos assassinos, nós humanos, que somos providos de razão, e matamos animais apenas para satisfazer nossos desejos gastronômicos, ou tradições culturais, não nos consideramos assassinos.
Agora vou deixar de lado a tevê fechada e vou à tevê aberta. Outro dia, assistindo a um programa popular, desses que atores tentam levar pessoas a enfrentar situações embaraçosas, as tais “pegadinhas”, um ator, vestido de cozinheiro, num dos corredores do Mercado Municipal de São Paulo, convidava pessoas para ajudá-lo a fazer uma receita que levava frango, quando a pessoa aceitava a incumbência e perguntava pela carne de frango, o ator retirava de uma caixa um frango vivo e dava à pessoa um cutelo e dizia que teria de matar, depenar, eviscerar o frango. Sem exceção, todas as pessoas se recusaram a matar o frango, todos disseram que se tivessem de matar o animal não mais se alimentariam de frango ou outro bicho qualquer, o ator também disse o mesmo. Por que não mataram o frango, se matar o bicho para comer é algo tão natural aos humanos, como querem alguns? É simples de entender, no mercado, a carne acondicionada em bandeja de isopor com filme plástico leva nomes que nos fazem supor que são peças distintas, individualizadas, por exemplo: picanha, filé mignon, coxa, sobrecoxa, peito. Tudo leva a crer que já nasceram assim como peças de carne, porque é muito desagradável apresentar a carne como partes de um cadáver de animal, que mesmo refrigerada ou congelada, já está em processo de putrefação. Os animais carnívoros, que devoram outros animais ainda vivos, se alimentam de carne, mas nós humanos, que comemos partes de cadáveres de animais que já foram mortos há dias, até meses, comemos carniça, que é a carne em decomposição. Um churrasco na realidade é preparado com carniça.
Em Caxias do Sul, como em muitas cidades do Brasil, acontece, na Semana Santa, a feira do peixe vivo, e neste ano aconteceu algo que deve ser relatado. A feira do peixe vivo é uma ironia, pois os animais são transportados em caixas d’água postos à venda na Praça Dante Alighieri, no centro da cidade. O comprador escolhe o peixe que é morto na hora. Na segunda-feira imediatamente à Páscoa, duas cartas publicadas pelo jornal O Pioneiro chamaram minha atenção: duas mulheres estavam indignadas porque compraram peixes e os bichos foram mortos a marteladas na cabeça, os filhos dessas mulheres se puseram a chorar e a berrar compulsivamente ao presenciar a cena, elas se diziam chocadas ao ver os peixes se debatendo ao levar marteladas, entretanto não pediam que se termine com a feira, mas que para o próximo ano a prefeitura faça uma barraca fechada onde os vendedores matem os peixes sem que os consumidores tomem conhecimento da morte violenta a que estão sendo submetidos os animais. As pessoas querem se enganar e manter privilégios, isso tudo é hipocrisia, gerada, talvez, pelo medo de romper com tradições absurdas, como essa de que se deve comer peixe na semana santa.
Se matar animais para comer fosse natural ao ser humano, aquele pessoal da pegadinha do mercado não teria hesitado em matar o frango, nem as mulheres de Caxias do Sul teriam ficado indignadas, muito menos as crianças teriam ficado aterrorizadas com a cena dos peixes sendo mortos a marteladas. Apesar de que a maioria das pessoas não tem consciência, em algum lugar do cérebro humano está armazenada a informação: matar animais para comer não é próprio do ser humano, por isso aos nossos olhos essas cenas são violentas. Alguém já viu algum filhote de onça, de tigre, de tubarão, de lobo chorando quando a mãe mata alguma caça para que se alimentem? Nem é preciso responder, pois aos carnívoros essas cenas são naturais. Acredito que o processo de evolução civilizatória do ser humano terá grande avanço com o fim da escravização e morte de animais para qualquer finalidade.
As cartas das mulheres de Caxias do Sul me inspiraram a escrever um poema que será publicado num livro a ser lançado em setembro:
Pequeno aprendi sobre o Natal.
Dia em que nasceu um cara que morreu pregado numa cruz de madeira,
bode expiatório de um complô.
Para comemorar o nascimento desse sujeito,
as pessoas gastam muito dinheiro.
Compram-se presentes que se dão uns aos outros
e comem galinhas, perus e porcos.
É estranho esse comportamento, muito estranho.
Querem que esse sujeito, que parece ter sido um grande cara, seja deus.
Deus da culpa e dos culpados.
Culpados de quê?
O dia em que esse sujeito morreu é comemorado comendo-se peixes.
Muito estranho.
Um deus bode expiatório que exige que porcos, galinhas, perus e peixes sejam imolados em seu louvor.
Muito estranho.
É muito estranho que pessoas, façam estas coisas:
sacrifícios de animais sob qualquer pretexto.

Fonte: Vanguarda Abolicionista


publicado por Maluvfx às 11:12
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Sexta-feira, 27 de Agosto de 2010
Vanguarda Abolicionista recebe ativista do Vida Universal, da Alemanha
Fotos: RSantini
vida universal

por Marcio de Almeida Bueno, jornalista
Na noite desta quarta-feira, dia 25 de agosto de 2010, a Vanguarda Abolicionista promoveu um bate-papo em Porto Alegre com a ativista Janete Wood, do grupo alemão Vida Universal. O restaurante vegano Casa Verde lotou, com dezenas de pessoas interessadas nas experiências do Universelles Leben, que possui representantes em muitos países do Ocidente. Veganos, vegetarianos, ativistas, integrantes da VAL e do Projeto Pro-Animal, deSão Leopoldo, se fizeram presente na ocasião, que reuniu alguns dos maiores nomes e pensadores da libertação animal no Rio Grande do Sul.

vida universal
Janete falou sobre a atuação do Vida Universal na Alemanha e na Europa, com a compra de terras para instalação de fazendas onde é promovida a ‘agricultura pacífica’, e onde são abrigados animais salvos do abandono, da caça e da pecuária. “As áreas são unidas, para que a fauna possa circular livremente, e a colheita é feita apenas em parte, deixando alimento para as aves e outros animais”.
vida universal
O Universelles Leben vende legumes e produtos veganos que estão além do conceito de orgânico, mantem canal de rádio e televisão, e publica livros, revistas e materiais diversos, com maciça distribuição gratuita. “Temos outdoors por toda a Euorpa, e nossas manifestações acontecem todos os meses, reunindo até 400 pessoas”, comenta Janete.
vida universal
Com base espiritual cristã, o Vida Universal também é conhecido pelas críticas em relações às demais religiões, que se omitem na questão da exploração dos animais. Esse ponto foi bastante debatido pelos participantes durante o evento, já que o grupo alemão diz apenas seguir as palavras de Jesus Cristo – sem morte ou escravidão de animais, e preocupação também com a vida dos vegetais. “Criamos o conceito de ‘terrano’, um passo além do vegano, por exemplo colhendo as frutas que já caíram da árvore, no lugar de arrancá-las. Mas ainda há um longo caminho”, explica.
vida universal
O bate-papo começou às 19h30min e seguiu até depois da meia-noite, com rodada de massas veganas, incluindo o inédito queijo ralado vegetal. Vários dos presentes fizeram questão de posar para fotos junto com a ativista, que ainda trouxe para a VAL revistas, camisetas, livretos e buttons.
Fonte: 
Vanguarda Abolicionista


publicado por Maluvfx às 11:26
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Domingo, 25 de Julho de 2010
Vanguarda Abolicionista prestigia feira de adoção no Shopping Total

Fotos: Fernando S. Pereira
feira de adoção

Integrantes da Vanguarda Abolicionista estiveram na manhã deste sábado, 24 de julho de 2010, prestigiando a feira de adoção de cachorros promovida pelo Shopping Total, em Porto Alegre. Com presença das ONGs Bicho de Rua e Patas Dadas, dezenas de animais foram oferecidos para posse responsável, e o adotante ainda ganhava um kit com ração, lenço colorido e consulta com uma veterinária.

feira adoção
A presença de público foi uma constante até as 16h, brincando com os animais e assistindo o desfile de cães organizado no Largo Cultural durante a feira. Também houve vacinação contra a raiva, entre outros serviços. Segundo o Shopping Total, a idéia foi “incentivar as pessoas a adotar os animais sem raça definida que hoje não possuem um lar ou cuidados devidos e ainda sofrem preconceitos”.
feira shopping total
A atividade aconteceu menos de uma semana após o protesto realizado pela VAL no Shopping DC Navegantes, que sediava uma feira de venda de filhotes, e que gerou bastante repercussão.
patas dadas


publicado por Maluvfx às 14:25
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Segunda-feira, 19 de Julho de 2010
Porto Alegre, chuva gelada: Vanguarda Abolicionista protesta em feira de filhotes

Foto: Marcio de Almeida Bueno


Neste domingo, 18 de julho de 2010, sob chuva e o frio do inverno gaúcho, o grupo Vanguarda Abolicionista esteve realizando protesto na Feira de Filhotes do Shopping DC Navegantes, em Porto Alegre. Durante toda a tarde, ativistas e protetores enfrentaram temperaturas próximas dos 10 graus para se manifestarem contra o comércio de animais. Banners foram instalados etrategicamente junto à entrada do evento, com maciça panfletagem e abordagem dos transeuntes.

Foto: RSantini


A ação também teve caráter pedagógico, uma vez que muitos pais levavam os filhos para ‘comprarem um amigo’ – momento ideal para educar e fazer ver que os animais não são brinquedos, não são coisas nem produtos. O material impresso distribuído pela VAL ainda indicava sites de ONGs de proteção locais onde é possível adotar um cão ou gato, dentro do conceito de posse responsável, e contra o abandono.

Foto: RSantini


Muitos foram os que se solidarizavam com a iniciativa, até pela crescente mudança de conceitos. “Ela não quis nem ir ver”, disse um simpático motorista, apontando para a filha pequena no banco traseiro do automóvel. “Temos três animais de estimação, todos adotados”, completou a mãe da criança.

Foto: Marcio de Almeida Bueno


Chá quente e café ajudaram a esquentar os ativistas, que permaneceram no local mesmo com mau tempo, aproveitando a movimentação nas entradas do shopping. Centenas de panfletos foram entregues, apesar dos vários danificados pela chuva, e alguns passantes já conversavam com as protetoras presentes a fim de combinar uma adoção futura. Ao anoitecer, encharcados, os ativistas recolheram os banners e encerraram mais um protesto com êxito.

Foto: RSantini


Fonte: Vanguarda Abolicionista


publicado por Maluvfx às 15:18
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Quinta-feira, 15 de Julho de 2010
Peles chinesas, choque elétrico no ânus e a letargia das boas intenções
por Marcio de Almeida Bueno

pele

Mas se você realmente está disposto a fazer alguma coisa, nao vai ser apenas um clique no botão ‘encaminhar’ de seu Outlook que vai promover alterações na realidade. Nas cataratas de emails que recebemos diariamente, é difícil selecionar o que é válido, e dentro disso o que é pertinente, urgente, sério, não-picareta e, especialmente, não-comodista. Acrescentar seu nome em uma lista escrita com letras de cores e tipos diferentes, para então enviar a alguém no exterior quando o número de subscreventes chegar a 500, é fácil demais para resolver problemas tão difíceis.

Nem todos têm estômago para assistir ao famoso vídeo das fazendas de peles na China, e os que tiveram peito para ver aquelas cenas de tortura explícita certamente se revoltaram com a condição humana. Mas daí fazer dessa revolta um mero encaminhar de mensagens é algo muito rápido e imediatista, com alcance discutível – como ligar 0800 para acabar com a fome no mundo.
Em havendo a vontade que parte de dentro e nos empurra em direção a ideais – e aí não me refiro a ouros de tolo como emprego invejável, carro do ano e esposa com chapinha no cabelo – esse combustível não pode ser tão fugaz a ponto de não tirar a pessoa da cadeira. Quem se choca com a indústria das peles não pode passar procuração para quem outros resolvam, outros decidam, outros ‘façam alguma coisa’.
É uma realidade chocante, que ainda conta com uma aura de glamour graças a estrelas de cinema e celebridades que insistem em fazer da beleza animal um ato de violência para fins de moda. Embelezar-se com a pele de outro, tirada à força – o mundo está mudando, e ainda tem gente com o cérebro morando em cavernas.
Diversos grupos internacionais, e alguns aqui no Brasil, têm militância contra o mercado das peles, e o que mais falta é gente interessada, com boa vontade e culhão, para se movimentar nessa linah de frente. Seja escrevendo um texto, distribuindo panfletos, participando de protestos, escrevendo uma carta a celebridades – ou aos patrocinadores dela, organizando uma palestra, distribuindo cópias de vídeos das filmagens, declarando seu boicote com palavras abertas.
Mas isso requer uma mudança de atitude, não deixar que aquele incômodo moral seja empilhado junto a tantos outros que a sociedade nos apresenta, já com um 0800 ou petition online para nos fazer sentir úteis e ‘fazendo alguma coisa’. Cada um tem as ferramentas, conforme sua qualificação profissional, suas habilidades e talentos, para ajudar a frear a enorme roda que patrola os animais fofos e peludos tão cobiçados por quem reza pelo evangelho do lucro.
Há muitos parafusos a serem apertados no mundo, e o olhar de um animal engaiolado, esperando a redenção final – um choque elétrico no ânus ou na vagina, para não estragar a matéria-prima – diz muita coisa, basta querer ler.
Fonte: Vanguarda Abolicionista


publicado por Maluvfx às 02:07
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