Ética é o conjunto de valores, ou padrões, a partir dos quais uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões. A ética é importante por que respeita os outros e a dignidade humana.

Segunda-feira, 4 de Outubro de 2010
Reportagem da Revista Galileu afirma que o vegetarianismo é nocivo ao meio ambiente

Falácia e falta de informação

Por Paula Brügger  (da Redação)
É difícil rebater, ponto a ponto, todas as falácias e impropriedades apresentadas em uma matéria publicada na revista Galileu sem escrever um longo texto. Mas podemos começar pelo próprio título – “Vegetarianos fazem mal ao meio ambiente” (leia aqui a reportagem da Galileu)- que revela o viés maniqueísta e sensacionalista, característico da chamada imprensa marrom, que permeia o conteúdo da matéria, e me faz lembrar manchetes famosas como “Cachorro faz mal à moça!”.

Donal Murphy-Bokern é pesquisador
O autor, ou responsável pela matéria publicada em setembro deste ano, o pesquisador Donal Murphy-Bokern comete, já de início, o erro de não citar a referência bibliográfica do estudo que usa para fazer a afirmação extremamente polêmica de que uma dieta que se situa mais próxima do topo da cadeia trófica – isto é, que inclui carne – é mais sustentável do que as dietas que se encontram na base da cadeia, ou seja, as dietas vegetarianas. Tal afirmação viola os mais básicos preceitos ecológicos e termodinâmicos que postulam que, quanto mais nos distanciamos da base de uma cadeia trófica, menor é a disponibilidade energética, já que a fonte primeira de energia para garantir a perpetuação de todas as formas de vida no planeta – em ecossistemas terrestres ou aquáticos – é a fotossíntese.  Além de não citar a fonte do estudo que embasa a problemática conclusão sobre a sustentabilidade das dietas, a matéria faz também alusões genéricas do tipo “se todos os cidadãos do país deixassem de comer carne hoje, o ecossistema entraria em colapso”. Resta saber a que “ecossistema” se faz referência e quais seriam os tipos de colapso, já que estes podem ser os mais variados. A matéria também peca ao não esclarecer ao leitor que qualquer hábito de consumo, interrompido de forma abrupta, provocaria algum tipo de dano, social ou ambiental, haja vista o complexo grau de interconexões e interdependências de todos os tipos em nosso mundo globalizado.

O vegetarianismo é a única forma de revertermos os desequilíbrios ambientais (Foto: VegSource)
Mas o texto contém muitas outras afirmações bastante questionáveis, ou sem embasamento algum.  Algumas delas são: os vegetarianos substituem alimentos de origem animal por soja e lentilha (ou outros produtos importados, ou de alto custo ambiental); os substitutos da carne – como o tofu – são altamente industrializados, e isso demanda uma grande quantidade de energia; o tofu não é mais “verde” do que um prato de churrasco etc. Vários problemas podem ser detectados aqui. O primeiro é afirmar que os vegetarianos, genericamente falando, optam pelos substitutos citados pelo autor, ou que sempre escolhem substitutos com alto custo ambiental (como os não produzidos localmente), coisa que simplesmente não procede. O leque de opções para uma dieta vegetariana ou vegana saudável é muito amplo, o que desqualifica tal argumento. O segundo é generalizar uma questão supostamente verdadeira no contexto inglês ou britânico, como uma verdade universal, e daí afirmar que os vegetarianos fazem mal ao meio ambiente e são prejudiciais ao planeta! O autor se refere, também, à proteína de soja e ao tofu como se fossem a mesma coisa, além de praticamente reduzir os problemas ambientais à emissão de gases do efeito estufa, uma abordagem mecanicista e parcial. Mas há ainda uma afirmação no mínimo intrigante: a de que “a fabricação de proteína de soja consome mais energia do que a transformação de carne bovina em hambúrguer”. Quando li esta frase imaginei que estivesse havendo um problema de redação (ou será uma “pegadinha”?) uma vez que esta é uma afirmação óbvia: é lógico que partindo da carne bovina, como matéria prima (sic), a fabricação de um hambúrguer demandaria pouquíssima energia, pois envolveria, basicamente, apenas a quantidade de energia necessária para movimentar uma máquina de moer. Aliás, esse processo poderia ser feito até de forma  manual, movida por uma fonte renovável: ATP! Será que foi isso mesmo que quiseram dizer com a frase? Entretanto, o processo produtivo até chegar à matéria prima “carne bovina” (re-sic), gerador de tantas e tão bem documentadas externalidades e desperdícios de recursos naturais e energia, não foi levado em conta na argumentação do autor.
É lamentável que sejam ignorados, na matéria em questão, inúmeros estudos recentes, de grande envergadura, que comprovam os gigantescos impactos decorrentes da pecuária, tais como o Livestock´s Long Shadow – environmental issues and options, publicado pela FAO, em 2006;  o Livestock and Climate Change, de Robert Goodland e Jeff Anhang, de 2009;  o Global Biodiversity Outlook 3 (GBO-3), de 2010; e um interessante estudo da UNEP, também de 2010, intitulado Assessing the Environmental Impacts of Consumption and Production: Priority Products and Materials, que recomenda a adoção de uma dieta essencialmente vegana (p.82), para diminuir o impacto ambiental. Mesmo o GBO-3, que trata, em tese, apenas de biodiversidade, recomenda, na p.85, níveis mais moderados de consumo de carne. Estarão os autores e organizadores de todos esses estudos errados? É uma lástima que o autor do texto e os responsáveis pela matéria tenham perdido a oportunidade de – no Ano Internacional da Biodiversidade, 2010 – apresentar dados que apontam a pecuária como um dos principais vetores de perda e degradação de habitats, que são as principais causas de perda de biodiversidade, e de incontáveis outras catástrofes ambientais e sociais.
O texto, ao contrário de prestar essas valiosas informações, promove uma das principais miopias ecológicas que caracterizam a ideologia da sociedade industrial: a tese da “escassez tecnológica”, uma idéia que está diretamente ligada à afirmação da superioridade da técnica sobre a ética e à falácia de que a tecnologia pode resolver os graves problemas sociais, éticos e ambientais que temos hoje em escala global. Mais importante do que investir em tecnologia para reduzir a emissão de gases do efeito estufa ao longo de um processo produtivo, que é um problema entre tantos outros que envolvem a chamada “sustentabilidade”, é aceitar os limites da biosfera sobretudo no que diz respeito à sua parte senciente: animais e gente!
O conhecimento que temos no âmbito da Agroecologia, entre outras áreas, é mais do que suficiente para que tenhamos informações bastante precisas sobre a sustentabilidade de um produto: se ele é energointensivo ou não; qual seu conteúdo de água virtual; que aspectos éticos estão implicados numa cadeia produtiva etc. Tal visão sistêmica independe do tipo de produto e tampouco está necessariamente atrelada ao avanço da técnica. Sem entrar no mérito da veracidade da afirmação, também muito polêmica, de que cerca de um quarto da população mundial tem uma dieta predominantemente vegetariana, os avanços da ciência da Nutrição e a Ética nos ensinam que o consumo de produtos de origem animal é uma conduta moralmente repreensível: nenhum avanço técnico poderá justificar a continuação – ou seja, a sustentabilidade no plano ético – da exploração e morte de seres sencientes.
Salvar o planeta depende, sim, do tipo da dieta que adotamos e de muitas outras mudanças de cunho ético. Meios de produção mais sustentáveis são importantes, porém insuficientes  para a construção de um mundo melhor.
Finalmente, é fácil entender, ao ler o texto, a razão de haver tão poucos avanços em termos de políticas públicas que visem à sustentabilidade e ao consumo ético: são pessoas como o autor – tecnófilos inveterados – as que ocupam cargos de conselheiros em órgãos que poderiam promover mudanças nessa direção, incentivando novos valores éticos e hábitos de consumo não predatórios.
ANDA


publicado por Maluvfx às 15:51
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Vegetarianos fazem mal ao meio ambiente
Salvar o planeta não depende do tipo da dieta, mas dos meios de produção
Donal Murphy-Bokern*
Nik Neves
Algumas discussões sobre meio ambiente ainda estão presas a conceitos sem fundamento que, de tanto serem repetidos, passam por verdade. O caso da alimentação vegetariana é um deles. Sempre imaginamos que uma pessoa que não se alimenta de carne é mais amiga da natureza do que os carnívoros. Acontece que um estudo realizado na Universidade Cranfield, na Inglaterra, com apoio do grupo ambientalista WWF, comprovou que, se todos os cidadãos do país deixassem de comer carne hoje, o ecossistema entraria em colapso. 

Um vegetariano substitui os alimentos de origem animal por soja e lentilha, por exemplo. A Inglaterra, especificamente, importa boa parte desses produtos. Se precisasse plantá-los em seu território, o espaço dedicado à agricultura teria que aumentar muito — mesmo levando em conta a redução da área dedicada à plantação de grãos para alimentar animais de abate. Colocando na ponta do lápis, o impacto dessa mudança seria maior do que os atuais efeitos negativos dos pastos — e isso inclui a emissão de gás metano provocada pela flatulência dos animais. Além disso, os substitutos da carne passam por um processo industrial que consome uma grande quantidade de energia. A fabricação de proteína de soja, por exemplo, consome mais energia do que a transformação de carne bovina em hambúrguer, o que significa mais carvão queimado nas usinas. Ou seja: tofu não é mais verde do que um prato de churrasco. 

Claro que os pastos e abatedouros têm grande impacto. Existem no mundo 1,2 bilhão de cabeças de gado, uma quantidade absurda, que jamais haveria se nós não as criássemos para consumo. Reduzir essa quantidade de animais faria com que ocupássemos menos terras com pastos e plantação de grãos. O importante, portanto, é encontrar substitutos sustentáveis para a carne. Comer mais massas já teria algum efeito. Trocar a carne vermelha pela branca também é útil (frangos ocupam menos espaço, comem menos e emitem menos gases que vacas). Aumentar a ingestão de vegetais frescos causaria um resultado ainda melhor. Mas pesquisas nos países desenvolvidos indicam que, do total de vegetarianos, menos de 20% se limita a comer apenas folhas. 

Nik Neves
Hoje, cerca de um quarto da população mundial tem uma dieta predominantemente vegetariana — na Inglaterra, são 3,7 milhões de pessoas. De todos os químicos poluentes que o país lança na atmosfera a cada ano, 19% são gerados ao longo da cadeia de produção de alimentos. A questão é: não adianta discutir mudanças na dieta para resolver esse problema. Esse é um falso dilema. Importante mesmo é investir em tecnologia para reduzir a emissão ao longo do processo produtivo, seja de carne ou de proteína de soja. Temos que investir em maneiras de plantar mais em menores espaços e melhorar técnicas de irrigação. Tudo isso é mais importante para o meio ambiente que a dieta do consumidor final. 
* Donal Murphy-Bokern é pesquisador de políticas agrícolas, professor visitante da universidade de cranfield, foi consultor dos ministérios da agricultura da alemanha e da inglaterra e é um dos autores do estudo citado neste artigo.


Fonte:


publicado por Maluvfx às 15:48
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Sábado, 11 de Setembro de 2010
Dieta natural, balanceada, colorida e tanto melhor quanto mais fresca
Não podemos nos esquecer do que realmente necessitamos, isto é, proteínas, carboidratos, lipídios, fibras, vitaminas e minerais, e importante é salientar que todos esses nutrientes são conseguidos por meio de uma dieta natural, balanceada, colorida e tanto melhor quanto mais fresca, leia-se, menos industrializada.

“Leguminosas"
Alimentação Saudável durante a Gravidez...
Você deve consumir 2 ou mais porções diárias. As favas são boas fontes de fibras, proteínas, ferro, cálcio, zinco e vitaminas do complexo B. Nesse grupo incluem-se os feijões e grãos; lentilha, ervilha, fava, grão-de-bico, soja e derivados.
Tamanho da porção: ½ xícara de feijões cozidos, ½ xícara de tofu ou tempê, 1 xícara de leite de soja.

“Frutos”
Você deve consumir 3 ou mais porções diárias. As frutas são ricas em fibras, vitamina C e betacaroteno. Inclua pelo menos uma porção por dia de boas fontes de vitamina C tais como frutas cítricas, melões e morangos. Opte por consumir os frutos inteiros em vez de na forma de sucos, desse modo você não descarta as valiosas fibras.
Tamanho da porção: 1 fruta média, ½ xícara de frutas cozidas, ½ xícara de suco.


“Vegetais"
Você deve consumir 4 ou mais porções diárias. As hortaliças são boas fontes de vitamina C, betacaroteno, riboflavina, ferro, cálcio, fibras e outros nutriente. Vegetais folhosos verde-escuros como o brócolis, o couve, a mostarda e a chicória são especialmente ricos nessas importantes substâncias. Vegetais amarelos e alaranjados como a batata-doce, a cenoura e a abóbora provêm betacaroteno extra. Inclua generosas e variadas porções de hortaliças em sua dieta.
Tamanho da porção: 1 xícara de vegetais crus, ½ xícara de vegetais cozidos.


“Grãos - Cereais”
Você deve consumir 5 ou mais porções diárias. Nesse grupo incluem-se  os cereais: milho, cevada, trigo, trigo sarraceno, aveia, arroz, quinoa, millet, amaranto, o pão, as massas,etc. Grãos são ricos em fibras e outros carboidratos complexos, bem como em proteínas, vitaminas do complexo B e zinco. Construa cada refeição em torno de um prato saudável de grãos integrais.
Tamanho da porção: ½ xícara de cereal quente, ¼ xícara de cereal seco, 1 fatia de pão.


publicado por Maluvfx às 11:31
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Quinta-feira, 12 de Agosto de 2010
Hamburguers Vegetais Orgânicos
O lançamento dos Hamburguers Vegetais Orgânicos da Samurai Organic Foods promove mudança na alimentação das pessoas.

Comercializado em uma embalagem de papelão, contendo 06 burguers embalados a vácuo, a marca aposta em um formato maior para atender a toda a família, e se posiciona para disputar espaço nas gôndolas de congelados dos supermercados com empresas tradicionais no segmento de refeições rápidas.
Neste contexto, os burguers da marca ultrapassam o nicho de mercado de produtos orgânicos e se diferenciam por substituir o consumo dos tradicionais hamburguers de carne com uma opção mais saudável, 100% vegetal e livre de aditivos artificiais.
Antes comercializados somente em embalagens com até duas unidades, os burguers Samurai ampliam sua linha e seguem agora a tendência de potencialização do consumo para atender um público diversificado, e não apenas os adeptos de dietas orgânicas ou vegetarianas com opções nutritivas, nos sabores Tomate, Ervas Finas e Azeitona.
Os burguers de soja orgânica tem um papel importante na difusão de hábitos alimentares saudáveis para o público infantil, numa interação familiar em torno da diversão e do lazer associados ao seu consumo, avalia... (escolher quem vai assinar este depoimento!)
Ao contrário dos produtos similares a base de soja no mercado, os burguers da Samurai se diferenciam no mercado por serem os únicos a base de fibra de soja que preserva todas as propriedades do grão , ao contrário dos demais burguers produzidos com proteína de soja texturizada, que incluem aditivos e conservantes artificiais.
A marca tornou-se conhecida no mercado nacional ao oferecer variedades de tofus e derivados como patês, burguers e espetinhos, sempre com as certificações Ecocert/SVB, que garantem a qualidade de um alimento 100% vegano/orgânico e o manejo sustentável dos recursos naturais em toda a cadeia produtiva.


Ficha Técnica:
Hambúrguers Vegetais Orgânicos
Composição: fibra de soja orgânica e temperos
Sabores: Tomate, Azeitona, Ervas Finas
Certificação Vegano-Orgânico Ecocert/SVB
Validade: 90 dias
Preço Sugerido: R$ 9,00

Mais Informações: Roberto Perin (41) 3399 3349
www.samuraifoods.com.br

via OVERRUNNING!


publicado por Maluvfx às 07:57
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Sábado, 26 de Junho de 2010
Conheça o Poder dos Supervegetais
supervegetais alimentaaosaudavel Alimentação Saudável: Conheça o Poder dos SupervegetaisPara funcionar o nosso corpo precisa de equilíbrio químico, utilizando vitaminas e minerais como combustível. A ausência de alguns nutrientes pode resultar em sérios problemas à saúde, inclusive mentais.
Os supervegetais além de saudáveis contribuem muito para a saúde e ajudam evitar doenças.
Estão na lista dos supers os vegetais chamados crucíferos (principalmente aqueles de um verde profundo) como, por exemplo, o brócolis, espinafre, couve, couve-flor e repolho. Eles são ricos embetacarotenos, ácidos fólicos e antioxidantes e outras vitaminas e substâncias que auxiliam a reparar células de DNA danificadas, podendo interferir na perda de visão e doenças como cânceres de cólon e pulmão.

Cerca de 80% dos estudos e pesquisas provam que ingerir os alimentos crus e frescos é mais eficaz, visto que a maioria dos vegetais perde micronutrientes desde o momento em que são colhidos e não param de perdê-los mais, até apodrecerem. Três meses depois de ser retirada da árvore, uma maçã, por exemplo, perde cerca 90% de sua vitamina C.


Uma dica é misturar vários tipos de vegetais, comer pelo menos cinco vegetais ou frutas por dia é uma boa forma de começar a ter hábitos alimentares mais saudáveis.


Seja Vegetariano!
Seja saudável!

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publicado por Maluvfx às 06:41
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Segunda-feira, 24 de Maio de 2010
E esta hein????

Cabeças de Repolho

Uma das discussões mais sem fundamento da biologia talvez seja a questão de quando começa a vida. Sem fundamento porque não sabemos nem definir direito o que é vida, quanto mais tentar adivinhar quando ela começa. Numa visão reducionista, identificar o início da vida permitiria ao homem encaixá-la dentro da sua própria ética, consentindo sua manipulação, seja no cultivo de células-tronco embrionárias, seja na questão do aborto.
Filosofias à parte, a resposta de muitos neurocientistas para o início da vida é, em geral, que ela começaria junto com a formação do sistema nervoso. Assumindo “vida” como “vida consciente”, acabam passando para a sociedade a errônea mensagem de que organismos sem um sistema nervoso não estariam vivos. Esse seria o caso de milhares de microorganismos e também das plantas. Mas, afinal, não teriam as plantas um sistema nervoso, responsável pela capacidade vegetal de perceber e interagir com o ambiente?
O fato das plantas não terem um sistema nervoso parecido com nosso não significa que elas não tenham nenhum. Pelo contrário, se tivessem, seria mais provável que fosse diferente do nosso, talvez até usando estratégias semelhantes, como sinapses e neurotransmissores.
Há três anos, o campo das ciências vegetais assistiu ao nascimento e à propagação de uma idéia provocativa - a neurociência vegetal. Seus seguidores afirmam que as plantas possuem um sistema nervoso, sinapses e uma estrutura equivalente a um cérebro localizada em algum lugar perto das raízes. Com isso tudo, afirmam que as plantas teriam consciência e seriam seres inteligentes (Brenner e colegas, “Trends in Plant Science”, 2006).
A idéia da inteligência e consciência vegetal vem do fato de que as plantas seriam capazes de sentir o ambiente e direcionar esforços na busca ativa por nutrientes, “decidir” onde estocá-los no organismo, quando e quais partes devem crescer ou senescer (envelhecer), quando e como se reproduzir, como se preparar para um eventual ataque (feito, por exemplo, por vírus e microorganismos) e, finalmente, como transmitir sinais químicos a outros organismos na mesma região. Todas essas respostas devem levar em consideração alterações ambientais, como quantidade de nutrientes, disponibilidade de luz, acesso a água, vento e temperatura. Ora, toda planta faz isso.
Argumentos que suportam essa teoria incluem a propagação de impulsos elétricos em plantas e a presença de substâncias parecidas com neurotransmissores animais, como o glutamato. Plantas também possuem genes que codificam receptores para essas moléculas, indicando que esses genes seriam conservados em animais e plantas. Essas evidências sugerem uma forma de comunicação intracelular que não seja por difusão química (um tipo de comunicação celular encontrado em plantas).
De acordo com a neurociência vegetal, o transporte da auxina (um hormônio vegetal ligado ao crescimento e polarização do organismo) poderia ser realizado através de vesículas semelhantes às que são usadas na transmissão sináptica em neurônios animais. Isso porque a auxina, em algumas situações, costuma ficar concentrada em vesículas perto da parede celular, pronta para ser liberada, enviando um sinal para a próxima célula e assim por diante, até atingir distâncias relativamente longas.
A idéia de um sistema nervoso em plantas pode ter forte impacto social. Para uns, as plantas representam uma justificativa para uma conduta vegan: só como o que não sente dor. Para outros, plantas são como bichinhos de estimação: pode-se conversar e interagir com elas; seriam sensores do humor humano. Pois bem: não é porque alguns “acham” que as plantas sentem algo é que vamos extrapolar isso para um sistema nervoso organizado. Afinal, semelhanças moleculares entre neurônios e células vegetais não querem necessariamente dizer que a propagação de sinais é a mesma entre células, tecidos ou órgãos.
Você já viu uma samambaia esquizofrênica?

Recentemente, um grupo de 33 cientistas de diversos países publicou um artigo refutando muitas das evidências e do raciocínio por trás da neurociência vegetal (Alpi e colegas, “Trends in Plant Science”, 2007). O principal contra-ataque é que os neurotransmissores não são transportados de célula a célula por longas distâncias, como seria o caso da auxina. Além disso, a evidência de que a auxina usaria vesículas como meio de transporte não tem uma base científica sólida, existindo diversos outros dados que contradizem essa idéia.
Talvez o melhor argumento seja o de que, se houvesse um sistema nervoso em plantas parecido com o de animais, deveríamos também observar distúrbios e síndromes relacionadas com esse tipo de tecido, como a degeneração nervosa, por exemplo.
Admiro muito a coragem de pesquisadores por trás de novos conceitos e idéias, contradizendo o status quo e procurando fazer o conhecimento avançar. No entanto, isso tem de ser feito de forma criativa e com extremo rigor científico. De nada adianta basear-se em analogias superficiais e extrapolações questionáveis. O sucesso de uma nova idéia será sempre medido pela forma como o cientista busca mostrar que está errado.
Fonte: G1


publicado por Maluvfx às 17:27
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Segunda-feira, 17 de Maio de 2010
Ultramaratonista Scott Jurek é Vegano!
Vegano quebra recorde americano de quilometragem em corrida de 24 horas
O atleta vegano Scott Jurek quebrou o recorde americano na "Maratona Internacional de 24 Horas", que aconteceu em Brive, na França, ao correr 266 km durante um dia inteiro.

Mark Godale, que até então era o recordista na maratona, enviou um e-mail público a um jornal de Seattle, cidade-natal de Jurek, elogiando o novo recordista. "Marcar um novo recorde americano de 24 horas é uma grande conquista", disse Godale. "Jurek tem um grande coração e muita coragem. Parabéns a ele e a toda a equipe para seu grande sucesso em Brive".


E com certeza o novo recordista não deixou somente Godale ou os americanos felizes. Todos nós vegetarianos estamos muito orgulhosos!

Jurek sempre se alimentou de carne e batatas, mas pouco antes de ingressar na faculdade descobriu a dieta vegana e conseguiu, com sucesso, abandonar todas as carnes e derivados de animais.

O colunista do jornal The New York Times, Mark Bittman, decidiu fazer uma corrida curta com Jurek para ver qual é a preparação dele. Antes do exercício, os dois comeram uma salada grega com tomate, pepino, azeitona; um prato com tofu, vegetais e missô; e quinua com molho de caju.

O maratonista também declarou ao jornal que consome vitaminas de castanhas e frutas, que possuem em média mil calorias. Come bastante batata doce, tofu e tempeh, combinados com feijão.

"Nada disso é estranho", disse Jurek. "Se você voltar a 300 ou 400 anos, verá que carne era reservada para ocasiões especiais ou para aquelas pessoas que trabalhavam duro. Lembre-se: todo corredor de longa-distância precisa se tornar vegano, ao menos durante o período de competição. Seu corpo não consegue digerir muito bem gordura ou proteína", finaliza na entrevista.

Fonte: Ecorazzi


O Ultramaratonista  Scott Jurek foi apresentado recentemente pelo reporter do  New York TimesMark Bittman. Embora possa ser surpreendente encontrar um ultramaratonista que também é um vegan, Jurek diz que o seu segredo para ter sempre energia suficiente é simples: consumir calorias suficientes. 
Jurek, que venceu a Spartathlon 153 milhas em 2008, come salteados com legumes e tofu, misô, quinoa, tofu, tempeh, grãos integrais, batata doce e salada grega com azeitonas e algas. Comer devagar, o ultramaratonista concentra-se em consumir uma dieta "rica em carboidratos, com suficiente proteína e gordura". 
A dieta de Jurek não foi sempre saudável. Ele cresceu com produtos enlatados, massa de biscoitos e fast food. Jurek fez uma mudança na faculdade depois de perceber a relação entre o estilo de vida e doença.

Fonte


publicado por Maluvfx às 14:07
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Sexta-feira, 14 de Maio de 2010
Mistura saudável
A junção das muitas vertentes alimentares, do vegetarianismo ao slow food, dá origem a nova uma cozinha mais saudável sem agredir o planeta.



Marcelo BarrosoPães, cookies de chocolate, cucas e outras delícias ecológicasPães, cookies de chocolate, cucas e outras delícias ecológicas
Nunca foi tão fácil ter uma alimentação saudável como nos dias de hoje. O vegetarianismo, que passou a se popularizar a partir dos anos 60, serve de base hoje para diversas maneiras de reeducar o paladar. O que antes fazia parte de um estilo de vida tido como alternativo, exótico, distante do cotidiano, agora está difundido de várias formas. Do buffet de saladas do restaurante popular à loja de produtos orgânicos, as opções estão disponíveis para todos poderem degustar. Aos que desejam associar alimentação com saúde, o cardápio pode ser mais saboroso e variado do que se pensa. 

A adoção do vegetarianismo (total ou em partes) exige um misto de informação e conscientização. Foi com esse objetivo que o projeto ecológico do sítio Ecovila Pau-Brasil, no Vale do Pium, resolveu chegar mais perto da sociedade. O local existe há 14 anos, sob os cuidados do casal Pedro Quillis e Larissa Batista. A área envolve todo um trabalho ecologicamente sustentável, que inclui agricultura natural, permacultura, agroecologia e biodinâmica, cujo objetivo é conservar a saúde do solo, dispensando totalmente os agrotóxicos, e gerando produtos orgânicos.  A Ecovila passou a trabalhar, há oito meses, com um restaurante próprio, o Magias da Terra. Ele é aberto ao público aos sábados e domingos, e sob reserva  de terça a sexta-feira. O cardápio fica a cargo de Larissa, que também ministra cursos baseado no conceito de “cozinha planetária”. “É a alimentação natural que o planeta precisa. Não agride o meio ambiente e favorece a saúde. É uma mistura de várias culturas, utilizando o que há de mais saudável nelas, e relendo hábitos para uma tradução naturalista”, explica. O conceito, na prática, Larissa demonstra em seus cursos – realizados desde agosto do ano passado. A ideia é mostrar que vários ingredientes da cozinha diária, principalmente os vegetais, podem ser trabalhados de uma forma original e mais saudável. “A macaxeira rende uma ótima sopa; cuscuz com legumes é uma delícia; ensinamos a fazer o pão sem conservante; as sobremesas só com o açúcar da fruta; a higienização correta dos alimentos; a versatilidade do jerimum; a utilização do sal marinho, não refinado; o uso de temperos como a cúrcuma, o açafrão da terra, parente do gengibre, e mais uma série de dicas saudáveis”, relata.  Tudo o que é comestível na Ecovila aproveita ao máximo seus nutrientes. É algo exemplificado no conceito de alimento “vivo”,  como as sobremesas que não vão ao forno ou fogão, não perdendo suas propriedades.  Grãos, cereais e vegetais são os componentes principais das receitas. O menu da casa inclui pratos como yakisoba de legumes, polenta com shitake, almôndegas de legumes ao molho, feijoada vegetariana, enrolada de berinjela gratinada com tofu, pão de abóbora com canela, surpresa de manga. 

A vila ecológica também produz doces e salgados com marca própria. Cookie de chocolate amargo com açúcar natural; cuca de banana com creme de mangaba; pastel de forno com recheio de queijo coalho, cenoura e ervas finas; pão de damasco, ameixa, uva passa e castanha-do-pará; geleias de banana da terra, licor de tamarindo, entre outras. 


Comensais adeptos do equilíbrio alimentar
A promotora do meio ambiente Rossana Sudário, participante do curso gastronômico da Ecovila, conta que foi uma “vegetariana xiita” por oito anos. Até que, durante uma viagem à Espanha, uma paella a “libertou” do radicalismo. Hoje em dia ela se diz majoritariamente vegetariana, mas sem abrir mão de outros prazeres da mesa. Sua dieta inclui frutas, linhaça, gergelim, cereais e integrais, e algo animal de vez em quando. “Acho a rigidez alimentar prejudicial. Aprecio os fundamentos do vegetarianismo, mas como um pouco de tudo de parcimônia. É uma questão de equilíbrio”,  diz. Rossana está apreciando o conceito “planetário” de culinária. “A ideia é que um dia sem comer carne já ajuda o meio ambiente. É uma visão ainda restrita, mas que pode ser levada a sério”, afirma.  O produtor cultural e dramaturgo Véscio Lisboa foi o pioneiro da alimentação natural em Natal. O restaurante Amai funcionou durante 15 anos (de 1977 a 1992), entre Petrópolis e a Cidade Alta, reeducando muitos paladares da época.  Ele próprio conta que suas posturas naturalistas foram se tornando mais flexíveis com o tempo. “Comecei macrobiótico, que é um estilo mais rígido, e depois parti para uma alimentação natural mais aberta”, diz. Ele manteve o arroz integral e os cereais, e abriu mais espaço para as verduras, saladas, frutas, e mais líquidos. A dieta inclui também frutos do mar e aves, açúcar mascavo, mel, e alguns alimentos ovolactovegetarianos (ovos, leite e laticínios). 

“O bom de hoje é que a alimentação natural foi incorporada ao cotidiano como uma opção normal. É fácil para mim ir a qualquer restaurante self-service e comer do jeito que eu gosto. Posso fazer um prato só com arroz integral, folhas, lentilhas e ervilhas, pedir um suco sem açúcar, e ainda pedir uma carne branca grelhada”, conta Véscio, que circula normalmente pelos restaurantes convencionais. E paradoxalmente, o alimento hoje é mais contaminado que antigamente. “Daí a importância de recorrer aos orgânicos”, ressalta. Para ele, não é preciso radicalismo para ser natural. “Consuma menos açúcar, sucos em vez de refrigerante, procurar boas verduras, usar mais frutas e mel. Isso já é um ótimo começo”, diz. 


Sociedade Naturopata  
Orientar também é o objetivo da Sociedade Naturopática Potiguar, que está há 20 anos em Natal. Segundo o presidente Marcos Torres, a ideia é contribuir para a melhoria da qualidade de vida, incentivando o uso de produtos naturais e dispensando a química. A partir daí, a sociedade divulga e faz diversas atividades naturalistas – algumas com propriedades terapêuticas. “Em geral, banimos a proteína animal. Mas cada caso é um caso”,  explica.  A Sociedade Naturopática ouve as necessidades das pessoas interessadas, sugere e recomenda alguns procedimentos. Quem fizer questão de proteína animal, pode comer um peixe ao forno, sem a gordura. Incentiva-se o consumo de  vegetais crus, sem cozimento, a chamada “comida viva”. “A comida crua está integral, viva. Quando vai a forno, perde suas vitaminas”, diz Marcos. Orienta-se também sobre a combinação de certos alimentos que ocasionam má digestão, como o amido com o cítrico, por exemplo. As reuniões na sociedade são abertas e contam com várias informações didáticas. 


Ecovila Pau Brasil. Tel.: 3237-0093. 
Sociedade Naturopática Potiguar. 
Tel.: 3089-0247

Fonte


publicado por Maluvfx às 17:30
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Queijos, Pizzas e Sanduíches vegetais

Este mês, com a descoberta da primeira pizza 100% vegetal de Curitiba, com mais de 8 opções deliciosas a base de creme de tofu, resolvi me aventurar novamente nos queijos vegetais.
Se você já conhece alguém que é vegetariano, sabe que ele não recusa o leite e os ovos, mas se for conversar com um vegano, como eu, sabe que se não for 100% vegetal, não vai comer na certa. A razão para se eliminar os queijos do cardápio são muitas, desde motivações éticas, por não apoiar a crueldade envolvida na produção desses alimentos nas indústrias fábricas, até por questões de saúde, como os intolerantes à lactose.
Existem tantas variações de queijo vegetal quanto existem vegetais a serem descobertos, um mais gostoso que o outro, mas dois acabaram se tornando padrão na culinária, os queijos baseados em soja, como o tofu, e o baseado em castanha de caju.
Esta semana irei postar várias receitas, mas se você estiver com muita fome para esperar, seguem algumas dicas:


Pizza com creme de tofu na Memphis Pizzaria, ótimas opções:
Rua Mateus Leme, 969 - Centro Cívico
Fone: 3095-0812


Festival do Queijo Vegano na Hamburgueria Barba Negra
Somente dia 15/05, não percam!
Rua Vicente Machado, 578 - Batel


publicado por Maluvfx às 16:21
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Quinta-feira, 13 de Maio de 2010
Cardápio sem sofrimento: O ator Woody Harrelson reivindica ao governo dos EUA opções veganas para as merendas escolares

Por Fernanda Franco  (da Redação)
O ator vegano Woody Harrelson está pressionando representantes do governo norte-americano para que apoiem um projeto de lei que promova uma alimentação saudável nas escolas de toda a América.
O ator exemplifica a importância de uma alimentação ética e saudável com sua própria dieta vegetariana. Ele é conhecido por promover refeições livres de carne nos bastidores dos filmes em que atua.
Atualmente, Harrelson e sua esposa Laura estão apelando ao Congresso para que sejam adotadas práticas vegetarianas nos refeitórios escolares, em apoio à campanha Healthy School Meals Act of 2010 (Ato pela Merenda Saudável nas Escolas 2010), cujo objetivo é incluir no cardápio escolar comida vegetariana e bebidas sem leite.
foto do ator com sua esposa
Harrelson ao lado de Laura, sua esposa (Foto: FayesVision/WENN.COM)
Em carta do casal para o Congresso, a importância de uma educação alimentar é enfatizada: “Como pais, pedimos aos senhores que apoiem este Ato pela Merenda Saudável nas Escolas. Ao observarmos nossos próprios filhos crescerem, sabemos que os hábitos que adquirem quando crianças seguem com eles pelo resto de sua vida. E com demasiada frequência, são oferecidos aos jovens alimentos processados, queijo, entre outras comidas gordurosas e com colesterol elevado.”
“O Healthy School Meals Act of 2010 ajudará as crianças a desenvolverem melhores hábitos alimentares, proporcionando-lhes opções saudáveis à base de vegetais, os quais não contêm colesterol, são ricos em fibras e possuem pouquíssima gordura saturada, permitindo assim que as escolas atinjam facilmente um bom padrão nutricional. A legislação oferece às escolas a chance e o incentivo para solucionar os problemas que estão prejudicando nossas crianças e toda a condição de saúde.”
A famosa atriz norte-americana Scarlett Johansson também prometeu seu apoio ao projeto em uma carta enviada a um congressista da Califórnia, em março deste ano.
Com informações de Canoe
via ANDA


publicado por Maluvfx às 01:21
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