Ética é o conjunto de valores, ou padrões, a partir dos quais uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões. A ética é importante por que respeita os outros e a dignidade humana.
Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011
O agradecimento dos animais pelo Natal ou ‘Hoje eu sou uma estrela’
Natal
por Marcio de Almeida Bueno
Esqueça o oba-oba das lojas, os empurroões no trânsito e a expectativa de folga, bebida e comilança. Somente o olhar dos animais não-humanos é verdadeiro, dentre o furacão que os engole com mais força, no final de cada ano. Os animais da pecuária encaram o fim de suas vidas – ‘eles nasceram para isso’ – enquanto contemplam o traseiro de um clone seu, nos bretes e corredores de concreto que antecedem a mesa farta preparada com tanto esmero pelas famílias de bom coração.

O olhar de quem não sabe chorar, já que a reza na hora do desespero é exclusividade na lista da racionalidade – essa qualidade que separa a humanidade das bestas-feras. O olhar de quem viu o filhote ser puxado para longe de si pelos funcionários da fazenda, esse lugar bucólico onde os animais são tratados como reis, já que optaram por isso em troca de suas liberdades.

O olhar do frango que está encaixotado, empilhado em um caminhão que passa na nossa frente quando estamos na estrada, rumo às férias. Perdemos um segundo, apenas, pensando nisso. Não há espaço para que ele nos dê um tchauzinho, talvez agradecendo pelo doce toque da morte que o aliaviará e abreviará sua existência marcada pela ausência de mãe, confinamento, horários alterados para ditar o ritmo da engorda e opressão no dia-a-dia.

‘Obrigado Papai Noel ou menino Jesus por me tirar de um aviário com outras milhares de aves. Obrigado pela ração e água que mantiveram este corpo vivo, pois ele vale pelo preço que alguém paga. Não tem o valor que minha mãe, animal como eu, instintivamente perceberia, e por isso me defenderia, em condições normais. Aqui sou um entre milhares, e não parece fazer muita diferença se eu morrer agora ou esperar o caminhão dos caixotes. Nasci de uma máquina de ovos, mas espero encontrar minha mãe, ciscando a meu lado, algum dia.

Obrigado Deus humano pela corrente que sempre existiu em torno do meu pescoço, que não me permite caminhar até o horizonte. Ou até o ponto onde há sombra, onde a água da chuva não está empoçada. Agradeço pelos dias que lembraram da minha existência, e sobras de comida chegaram até onde esta corrente permitiu alcançar. Obrigado, Papai Noel, por ter sido escolhido como animal de estimação por uma faímila de humanos.

Obrigado, espírito natalino, por eu ter puxado tanta carroça em meio à fumaça de óleo diesel, fraco, assustado e sedento, que enfim eu tombei no asfalto. A última surra que tomei do carroceiro, para que eu me levantasse, permitiu que enfim meu espírito pudesse cavalgar livre naquelas campos verdes onde quadrúpedes iguais a mim, porém belos e com longas crinas, correm sentindo o vento da natureza. Acho que o esforço que fiz diariamente para tirar meu condutor da miséria, ou pelo menos diminuir sua pobreza, foi menos do que eu poderia, entao eu aceito meu castigo.

Obrigado, família do presépio, por eu ter sido o escolhido para, ainda bebê, estar na mesa de tantas residências, para ter meu pequeno corpo saboreado em uma bonita bandeja, assado e servido à meia-noite. Ainda não entendi por que nasci e morri tão rápido, se fiz algo errado a ponto de não poder crescer um pouco mais em um lugar que, onde vi, havia outros como eu, alguns bem gordos. Mal lembro da minha mãe, mas lembro que ela não podia se virar, cercada em um gradeado enquanto mamávamos. Talvez tenha sido azar, talvez tenha sido sorte.

Obrigado meu Deus, por eu poder ajudar tanta gente a usar um xampu que não irrite os olhos, uma maquiagem que não cause problemas, um produto qualquer a ser dado de presnete neste Natal, que nunca vou saber direito, que atendeu os humanos em suas expectativas mais simples. Estive em um laboratório, cercado de pessoas de jaleco branco, durante tempo suficiente para saber que sou parte importante do progresso, que a Ciência evoluiu graças à minha dor, meu aprisionamento e tudo aquilo que os produtos geraram nos meus olhos e no meu corpo. Fico grato por ter ajudado.

Obrigado Maria, mãe de todas as mães que, zelosas como eu, dão leite a seus filhos durante anos, mesmo após o fim de sua amamentação natural. Minha vida neste estábulo, com úberes gigantes e doloridos, plugados em uma máquina, é o sacrifício que faço para a saúde humana. Não percebi, ainda, em minha mentalidade abaixo da humana, porque o leite de meus filhos vai para os filhos de outra espécie, e até quando já são adultos. Meu filhote não está mais ao alcance de minha vista, foi retirado cedo de meu lado, mas sei que o papel dele, como vitelo, ocupa espaço de respeito junto aos humanos. É alvo de muitos comentários e elogios. Pelo menos é o que imagino, pois o sacrifício é doloroso o suficiente para, respeitosamente, ousar questionar o porquê de minha existência. Mas agradeço mesmo assim, Papai Noel.

Obrigado pelas palmas cada vez que apareço no picadeiro. O olhar das crianças me faz esquecer a minha vida de tédio e imobilidade, viajando de cidade a cidade. Quem sabe um dia eu e os demais animais cheguemos ao lugar de onde viemos, que deverá ter muitas árvores, rios e espaços para correr. Enquanto isso, eu repito as manobras noite após noite, mostro os mesmos truques que, pela minha teimosia, eu custei a decorar. Quem sabe neste Natal eu ganhe uma última viagem, de volta ao habitat que jamais conheci em vida.

Obrigado Natal, por eu poder aquecer tanta gente elegante em momentos de frio. Nasci peludo tal como minha mãe, e como ela pude participar da indústria humana, essa coisa que traz tanto progresso, dando de bom grado minha própria pele para que maridos mostrem afeto à esposa, presenteando-as com belos casacos. Muita gente famosa e rica usa a pele que pode ter sido minha. Isso me enche de orgulho e faz valer o tempo que morei em uma gaiola pouco maior que meu próprio corpo. Já estava cansado de andar em círculos, lembrando dos bosques que um dia corri de cima a baixo. Mas um dia veio a dor que, por pior que tenha sido, me libertou finalmente. Ainda relutei alguns minutos, já sem pele, mas vi que a liberdade me abraçava e escurecia minhas vistas. Acho que valeu a pena, pois sou fotografado e até apareço na televisão, durante o inverno – pelo menos acredito que aquelas partes sejam minhas, cobrindo o corpo de pessoas tão bonitas e famosas. Obrigado aos responsáveis.

Obrigado a todos que vieram me assistir nesta arena. Ainda estou zonzo e ofuscado pela luz após dias de escuridão, mas já entendi que, aqui, eu sou a atração. Há um semelhante a mim, porém sem chifres e mais magro, e nele está montado um humano, com roupas garbosas e armas tão afiadas como as que já furaram tantos iguais a mim. Eu espero que tudo isto termine logo, pois o cansaço está vencendo a euforia, há tanto sangue que já não sei se é meu ou de alguém antes de mim, e está difícil fazer levantar a platéia tantas vezes. Que a morte venha me tocar com a mesma doçura da última vez que fui tocado pela minha mãe. Ela deve estar orgulhosa de um filho que resistiu até o fim, cercado de espadas, aplaudido, sangrando ajoelhado, língua de fora mas fazendo questão de participar do show até o fim. Acho que os aplausos são para mim, já que os olhares convergem para onde estou. E eu não sei onde estou.

Obrigado menino Jesus por ter nascido e feito seus iguais perceberem a necessidade de haver uma festa em seu nome, para redenção e paz, onde eu seria assado em espeto e saboreado por tantas pessoas felizes, sorridentes e em clima de fraternidade. Jamais imaginei que, sem saber falar, sem ter tido escolhas, seria eu o ponto central dos churrascos de de final de ano de tantas empresas, entidades, famílias e grupos a confraternizar. Aguardei este momento sempre em espaços com arame farpado, tal como a coroa que um dia finalmente lhe puseram na cabeça, e usei argola no nariz para que um filho seu, fiel e devoto, me conduzisse para o lugar certo. Apanhei da vida, mas quem não apanhou? Sempre soube que uma vida de aperto, confinamento, marcação a ferro quente, castração a frio e morte sobre o concreto teriam um sentido maior. Obrigado por dar um norte a minha vida. Hoje, eu sou uma estrela.

via Vanguarda Abolicionista


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Por que protegemos uns e comemos outros


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Domingo, 18 de Dezembro de 2011
Hominídeos vegetarianos
Desenvolvimento dos primeiros primatas

Há cerca de 60 milhões de anos desenvolveram‑se os primeiros primatas*, mamíferos dos quais todos descendemos, e com eles partilhamos muitas das capacidades que hoje possuímos. A evolução da garra para a mão foi muito importante do ponto de vista da capacidade de utilização de objectos como ferramentas (nomeadamente pedras e paus), ao mesmo tempo que a localização dos olhos nas zonas laterais do rosto ia sendo gradualmente substituída pela zona frontal, o que possibilitou que a nossa visão se tornasse estereoscópica, ou seja, que passássemos a ver em relevo as imagens planas. A sobreposição dos campos visuais daí resultante deu origem à visão em profundidade, vital para a identificação de predadores à distância.

A flexibilidade e a adaptação às condições em constante mutação são duas das condições para que uma espécie sobreviva, seja bem‑sucedida e saiba aproveitar as vantagens do inesperado. Todos os seres vivos que dependam de um habitat específico para sobreviverem estão condenados à extinção se esse habitat for destruído. A chave do sucesso não está só na flexibilidade mas também na inconstância, a arte de confundir os predadores. O lémur, um dos nossos primeiros antecessores primatas cujo habitat tem permanecido quase inalterado desde há 60 milhões de anos, permanecia nas árvores a maior parte do tempo e a sua dieta consistia em folhas, frutos secos de casca dura, bagas, frutas e caules comestíveis.
Vinte milhões de anos depois dos os lémures, chegaram os antropóides, primatas mais evoluídos que incluem os macacos, os símios e os humanos— outro grupo de vegetarianos. Há 5 a 25 milhões de anos atrás este grupo diversificava e colonizava África, a Eurásia e as Américas tropicais usando as pontes naturais entre continentes que existiam na época. Certamente percorreram grandes distâncias, de climas frios a moderados e quentes e pensa‑se que os climas nórdicos mais frios ajudaram ao desenvolvimento dos antropóides, levando‑os a consumirem mais cascas de árvores, câmbio vascular (mucilagem que cresce no interior da casca das árvores rica em proteínas e hidratos de carbono) e folhas de plantas perenes. Eram todos vegetarianos, mas a dieta começava a ser mais sortida com a crescente variedade de alimentos e sabemos que diversidade em abundância significa mais inteligência.
Há cerca de 18 milhões de anos surgiram os hominídeos**, símios sem cauda e com cérebros e corpos maiores do que os dos macacos que se desenvolveram em África; do grupo fazia parte um símio denominado Proconsul, por vezes chamado “o papá de todos nós”. Pensa‑se que partilhamos este antecessor com o gorila, outro famoso vegetariano e estudos de ADN demonstram a nossa relação próxima com o gorila e o chimpanzé e que descendemos de um antecessor comum com cerca de 5 a 6 milhões de anos. Através do estudo de maxilares fossilizados, sabemos que estes primatas eram herbívoros e que se alimentavam de frutos secos de casca dura, bagas, fruta e câmbio vascular (conhecido hoje em dia como olmo e consumido por alguns de nós como suplemento alimentar na convalescença). Com pequenas idas ao solo, conseguir‑se‑iam ainda facilmente sementes, caules, bolbos, raízes e até líquenes em pedras húmidas e algas dos lagos, uma mistura é vital para o desenvolvimento do sistema nervoso.
Alguns críticos defendem que os nossos antecessores primatas não seriam completamente herbívoros pois comeriam insectos e até caçariam mamíferos bebés ou pequenos macacos, tal como hoje fazem em liberdade. Talvez fosse verdade, mas a quantidade não foi suficiente para provocar mudanças na dentição: os dentes caninos são pequenos e os molares apresentam uma superfície ampla de moagem com uma camada espessa de esmalte, o que faz dos seus maxilares um poderoso instrumento de esmagar, moer e mastigar, destinado a lidar com vegetação. O seu gosto por insectos não os levou a experimentar outras pequenas criaturas, tais como sapos e lagartos.
Quanto à caça ao pequeno macaco colobo*** ou a crias de javali, tal como se vê em documentários de David Attenborough, esta pesquisa iniciou‑se com Jane Goodall: o seu grupo de chimpanzés foi observado durante um período de tempo que permitiu aferir dos números exactos de quantidade de carne consumida e de animais mortos. Num período de 10 anos, os cerca de 50 chimpanzés mataram e comeram cerca de 95 mamíferos pequenos: crias de javali, de gazela‑pintada (também denominado antílope‑pongo ou golungo) e de babuínos com pesos de cerca de 4,5 kg cada, o que dá uma média diária de 2,4 gramas— o peso aproximado de uma ervilha— por indivíduo. Além disso, as pequenas vítimas foram encontradas acidentalmente sem haver planos para caçar nem matar.
De todos os primatas vivos, os humanos são os únicos que comem animais de grande porte, sendo quase todos os restantes herbívoros. A nossa origem está nesta mistura genética de grandes grupos de criaturas pacíficas e amigáveis que subsistem alimentando‑se de ervas, folhas, frutos secos de casca dura, bagas, raízes e frutas. Não há dúvida que o nosso metabolismo construído ao longo de vários milhões de anos se sustém melhor por uma dieta vegana e só depois vegetariana, por esta ordem.
Há 3 milhões e meio de anos surgiu o Australopithecus Afarensis, apelidado Lucy. Era de estatura pequena, deambulava pela planície africana e pela floresta, vivia perto da água e era também herbívoro. Existiam vários tipos de Australopithecus, incluindo o Robustos, estigmatizado como assassino e como fonte dos nossos instintos agressivos, mas na realidade também ele era vegetariano, usando apenas ossos de mamíferos para desenterrar raízes e bolbos; a descoberta destes ossos ao lado dos do próprio primata, levou os antropólogos a pensar que tinham encontrado o primeiro caçador: enganaram‑se por um milhão de anos.


Quando começaram os nossos antepassados a comer carne?
Quando se iniciou o consumo de carne? Podemos datar a caça a partir de ferramentas usadas para matar, mas antes delas já existiam algumas muito básicas para cortar, raspar e cavar que foram encontradas junto dos restos mortais do Homo Habilis, que viveu há cerca de 1 milhão e meio a 2 milhões de anos atrás. Os antropólogos consideram provável que o Homo Habilis obtivesse a sua carne através da caça a felinos, mas tal como muito do que se diz acerca da evolução dos humanos, é apenas especulação.

A caça começou há cerca de um milhão e meio de anos com a chegada do Homo Erectus que viveu até há 200 mil anos. Os antropólogos de carnívoros dizem‑­nos isto como se a partir daí o Homo Erectus apenas comesse carne crua e mais nada e foi até sugerido que o desenvolvimento do nosso cérebro só teria começado com o consumo de carnes vermelhas. Se houvesse correlação entre o consumo de carnes vermelhas e o crescimento de células cerebrais, então os felinos teriam os maiores cérebros e seriam hoje a espécie dominante. Há outras razões para o aumento do volume cerebral.
Matar animais selvagens não é uma tarefa fácil e se os primeiros humanos dependessem apenas de carne, passariam fome a maior parte do tempo; por isso a maior parte da dieta consistia no que sempre tinha consistido: plantas silvestres frescas e uma porção, sem dúvida, seca e armazenada. Desta experiência deve ter nascido um grande conhecimento enciclopédico transmitido de geração em geração: as mulheres e crianças eram quem procurava e juntava ervas, flores e sementes, reconhecendo os seus efeitos no corpo humano. Hoje em dia, as tribos ameríndias das bacias do Amazonas e Orinoco têm um profundo conhecimento das propriedades das plantas da floresta tropical e os botânicos aprendem muito com elas. Esta armazenagem de grandes quantidades de informação na nossa Pré-História exigiria uma vasta inteligência.
Para que as células cerebrais cresçam, é necessário um equilíbrio entre dois grupos de ácidos gordos neurológicos: ómega 3 e ómega 6, sendo esta a combinação equilibrada que promove o crescimento do córtex cerebral, o lobo frontal onde está localizado o intelecto e o raciocínio. Os ácidos gordos ómega 6 encontram-se em arbustos, árvores e ervas e ainda hoje em África existem mais de 200 plantas silvestres com sementes e frutos secos ricos naqueles ácidos; por sua vez, o ómega 3 está presente nas folhas e noutras partes verdes das plantas, bem como no fitoplâncton e nas algas.
Convém dizer que também a carne contém ácidos gordos ómega 6 mas as células cerebrais não podem ser estimuladas sem uma quantidade igual de ómega 3, razão pela qual os carnívoros não podem ter uma inteligência superior através do consumo de grandes quantidades de apenas carne. De igual forma, a flora e a fauna aquáticas são ricas em ómegas 3, pelo que a fonte mais rica de nutrientes para os primeiros hominídeos e humanos teria estado em terra e em estuários fluviais. O desenvolvimento cerebral terá ocorrido não com o consumo de peixe nem carne, mas simplesmente através do consumo de uma grande variedade de alimentos vegetais. Nas zonas costeiras, de certeza que a dieta incluía plantas do mar.
Portanto, o consumo de carne teve início somente há cerca de um milhão e meio de anos, o que comparado com uma pessoa de 80 anos, significa que só nos últimos 15 consumiu carne; ou seja, durante 65 anos fomos vegetarianos. Isto tem implicações importantes na nossa saúde pois as investigações já demonstraram que uma dieta herbívora é de longe a mais saudável de todas e talvez uma que inclua apenas vegetais e frutas da época crus (crudivorismo) seja a mais bem conseguida de todas por ser tão semelhante à dieta da nossa evolução. Não se trata de negar que os seres humanos se tornaram omnívoros, pois só através da adaptação a diferentes fontes alimentares puderam colonizar o mundo, mas a verdade é que se comia muito pouca carne em comparação com o consumo actual. A caça tomou proporções maiores quando as mudanças climáticas (grandes eras glaciares) destruíram as fontes alimentares dos climas nórdicos. No entanto, em termos evolucionistas este é um período de tempo muito curto e a prova é que os nossos corpos não se adaptaram totalmente à mudança. A caça também alterou a nossa relação com os animais, mas a grande modificação nessa relação ocorreu quando o caçador‑recolector se transformou no criador de gado, quando as tribos nómadas se sedentarizaram e domesticaram animais e uma mudança ainda maior ocorreu quando se iniciou a criação intensiva de animais.
Os Índios Americanos acreditam que todas as coisas têm espírito: o vento, as árvores, a chuva, a neve, as aves e os mamíferos e quando iam caçar (a maioria das tribos não caçava, cultivava) tiravam à natureza apenas o que consideravam consumível e não arriscavam pôr em risco a sobrevivência de nenhuma espécie. Rezavam também pelo espírito do animal que matavam, demonstrando respeito pela sua essência, uma atitude tristemente inexistente de todo nos humanos modernos. Talvez os primeiros humanos tivessem esta atitude mais próxima dos animais que caçavam, mais próxima dos mistérios da vida, morte e renascimento do mundo natural.
O caçador encontrava‑se perante o selvagem e o indomado enquanto que o criador de gado já tinha em parte domesticado os animais ao seu cuidado. O criador de gado é dono do animal, controla a sua vida e morte— domina‑o e aqui começa o especismo. Só com o início da domesticação é que o Homo Sapiens começou a acreditar que era o mamífero dominante, livre para explorar todas as outras criaturas.
Contudo, durante grande parte da nossa História, a carne foi sempre prerrogativa dos deuses e dos poderosos enquanto que a maioria das pessoas só a comia em dias de festivais religiosos (três ou quatro anuais). Em 3500 a. C. muitas pessoas desdenhavam da carne e o grande pensador e matemático Pitágoras era uma delas. A maioria reverenciava‑o, mas escarnecia dos seus seguidores e fazia deles vilões. Nada muda! Então por que é que a abstinência da carne foi ridicularizada ao longo da História? Desde o início que a carne significava poder, a riqueza era medida em cabeças de gado e o heroísmo calculado pela quantidade de carne se conseguia ingerir (os homens robustos tinham fama de comer um boi de uma assentada). Por sua vez, a riqueza significava poder de direcção e controlo, bem como influência na comunidade. Os pobres comiam carne duas vezes por ano, talvez na Páscoa e no Natal, e quanto mais se comia, mais se mostrava a toda a gente o sucesso que se tinha: a carne era e ainda é o equivalente gustativo do casaco de pele de vison (marta).
Para aqueles que acreditam que é assim que se mede o status, é particularmente aborrecido constatar que para um pequeno grupo de pessoas este símbolo não vale nada, é inteiramente rejeitado e mesmo desprezado. Não é de admirar que os vegetarianos sejam levados a mal por se recusarem a acreditar na doutrina da maioria, na fé do status quo. Mas os vegetarianos não são apenas levados a mal, são abominados, pois fazem com que os consumidores de carne se sintam culpados e toda a gente detesta sentir‑se culpada.

Texto de autoria de Colin Spencer.
Colin Spencer é romancista, dramaturgo, autor de livros de culinária e tem uma coluna acerca de alimentação no jornal The Guardian.
O seu livro mais recente, The Heretic`s Feast – a History of Vegetarianism, com abundante pesquisa, apresenta uma perspectiva pormenorizada do vegetarianismo ao longo dos tempos. É também autor de muitos best‑sellers de culinária, tais como Cordon Vert e The New Vegetarian.


Referência:
http://www.viva.org.uk/guides/fruitsofthepast.htm
Traduzido e adaptado de Fruits of the Past publicado pelo Viva!, grupo vegetariano do Reino Unido — http://www.viva.org.uk

Fonte: Centro Vegetariano


publicado por Maluvfx às 19:54
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O papel da carne na evolução humana
Entre as razões para defender o fim da ingestão de carnes, os vegetarianos apresentam uma apoiada na história de nossa espécie: o consumo desse item não é mais vital ao ser humano, como foi para nossos ancestrais. Não estão errados ao apresentar esse argumento. Cabe lembrar, contudo, que a carne de fato teve papel fundamental na evolução.
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O consumo dos produtos de origem animal pode ter contribuído para o crescimento acelerado da massa cerebral humana, devido à grande quantidade de nutrientes e proteínas encontrada ali, explica Rui Murrieta, professor de antropologia do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP). A dieta dos antigos não era exclusivamente carnívora: a alimentação era mais parecida com a dos grandes macacos, que comiam frutas, tubérculos e sementes. "A carne era um complemento à alimentação diária, obtida por meio da rapinagem (apropriação da caça de outros predadores) ou da caça de pequenos animais", diz.

Murrieta explica que a carne não é mais indispensável à espécie porque, atualmente, podemos obter uma alimentação rica em proteína a partir de outras fontes. "Nossos ancestrais distantes não sabiam plantar, não tinham conhecimento e nem recursos para obter proteína e nutrientes necessários: até 10.000 ou 12.000 anos atrás, antes da revolução agrícola, éramos caçadores e coletores", conta o professor.

O homem possui um sistema digestivo onívoro - um modelo que se localiza entre o do leão e o da vaca, em termos evolutivos -, capaz de digerir a carne com muita eficiência. Por outro lado, ele é capaz de se adaptar facilmente a uma dieta vegetariana.

Prazeres da carne - Não é possível precisar o momento exato em que o homem passou a ingerir carne, diz a antropologia. Porém, é provável que nossos ancestrais tenham começado a consumir o produto há pelo menos dois milhões de anos. As ferramentas usadas na época, descobertas por escavações arqueológicas, deixam claro que era possível esmagar ossos e aproveitar o tutano - substância de alta concentração de gordura encontrada dentro dos ossos e rica em nutrientes.

"Mesmo sem esse tipo de ferramenta, é possível que nossos ancestrais já tivessem carne em suas dietas há 4 ou 5 milhões de anos", afirma Murrieta. "Os babuínos, por exemplo, caçavam sem uso de pedra. A ferramenta seria utilizada para esmagar os ossos e consumir o tutano, mas não precisava ser necessariamente lascada", relata. Outra informação importante que vem do passado e sugere que a carne fazia parte do prato na Pré-história: nossos ancestrais possuíam muito mais força no aparato dentário, o que facilitava a mordida e não exigia necessariamente o corte.

Fonte


publicado por Maluvfx às 19:45
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Sábado, 17 de Dezembro de 2011
Agave, mais areia nos olhos dos vegetarianos, vegans e restantes consumidores
por Luis Guerreiro


De vez em quando a industria alimenticia, através dos seus lobbyes tenta jogar areia para os olhos dos vegetarianos e vegans. Já aqui falei da soja e dos seus maleficios. A lista de problemas causados pela soja é demasiado grande para considerar a mesma como alimento seguro. Nos ultimos anos, principalmente nos EUA foi introduzido um novo tipo de adoçante, o agave - a comunidade crudivora foi uma das afectadas ao começar a consumir o suposto xarope de agave cru, principalmente os vegans mais extremistas que não querem usar mel. Sabe-se agora que o agave é proveniente da mesma industria que produz a tequila e alguns autores como David Wolfe refere envolvimentos da própria máfia na venda deste produto. O publico mais informado deixou de consumir açucar refinado e xarope de milho para passar a consumir agave com a ilusão de que o mesmo seria saudável. O agave tradicional era feito de yuca ou a planta do agave. O agave vendido comercialmente é feito do amido da raiz de uma espécie de ananás. Este amido é semelhande ao do milho ou do arroz e um hidrato de carbono complexo chamado inulina que é feita de cadeias de frutose. Tecnicamente a inulina é uma fibra altamente indigesta. O processo de produção do "nectar" de agave actual é semelhante ao da produção do xarope de milho (o adoçante mais usado pela industria de bebidas gaseificadas como a Coca-Cola, por ex.), que tem sofrido imensas criticas pelos prejuizos á saude. É um processo enzimático e quimico que transforma o amido em frutose altamente concentrada. As enzimas são modificadas geneticamente. São usados ainda ácidos causticos, clarificantes e quimicos filtrantes. O resultado é um concentrado de frutose refinada e inulina. Existem dois tipos de coloração do agave, claro e escuro. O agave escuro é resultado de um erro de preparação em que o mesmo é queimado, mas mesmo assim vendido como se fosse proveniente de origem artesanal para justificar a cor. O agave é rico em saponinas. Saponinas que são abortivas pois estimulam o fluir do sangue para o utero. São esteroides tóxicos, capazes de destruir as células vermelhas do sangue. As saponinas são usadas como veneno para peixes. A industria descreve a saponina do agave como benéfica. Uma das principais companhias distribuidoras do xarope de agave "cru", a Madhava, deixou de poder vender o produto por não poder garantir a qualidade do mesmo. Embora com um índice glicémico baixo o xarope de agave pode provocar complicações variadas. Retirada de minerais do organismo, inflamação do figado, endurecimento das artérias, pressão arterial alta, doenças cardiovasculares e obesidade. Outras complicações e efeitos secundários: Síndroma Metabólico Acido Urico Problemas de resistencia insulinica Problemas sérios de efeitos secundários em diabéticos Pode produzir ainda diarreia e vómitos Deve ser evitado por grávidas ou gestantes. Estes adoçantes foram introduzidos no mercado pura e simplesmente para produzir lucro, aproveitando-se da desinformação do publico que preocupado com o açucar, aspartame e outros adoçantes correntes, procurava uma alternativa saudável. A FDA teve que intervir junto do maior comerciante de agave nos EUA, a Western Commerce Corporation da California, por este estar a dulterar o agave com xarope de milho altamente concentrado, incluindo o agave considerado biológico. A empresa foi fechada. A informação das etiquets do agave nem está conforme as regulações das agencias responsáveis pela alimentação, incluindo a FDA. Em Portugal o agave é denominado "Geleia de Agave" e vendido pela Provida Luís Guerreiro

Mais em inglês e referencias: http://ecopypaste.blogspot.com/2010/02/agave-nectar-worse-than-we-thought.html

Referencias:
http://www.answers.com/topic/century-planthttp://www.westonaprice.org/search/search?q=agavehttp://renegadehealth.com/blog/2008/11/25/is-there-corn-syrup-in-agave-nectar/
http://renegadehealth.com/blog/2009/08/14/agave-re-revisited-more-on-raw-agave-high-fructose-corn-syrup-and-how-fructose-effects-the-liver/


Ler:  O Agave é um substituto do açúcar, importado do México, 100% natural e orgânico

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publicado por Maluvfx às 05:15
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Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2011
Anúncios sexistas
Hoje em dia os publicitários têm muito cuidado ao conceber as suas campanhas. Más experiências anteriores, com anúncios que ofendiam certas pessoas ou classes sociais, fizeram-nos aprender. Conheça alguns cartazes não muito antigos em que o objecto de humilhação era mais de metade da população mundial: a mulher. Humor de mau gosto...
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"Quer dizer que uma mulher consegue abri-lo?"
Publicidade enganadora, agressiva ou subliminar são conceitos que nos soam familiares. Efectivamente, não há muitas regras no mundo da publicidade para além dos limites éticos de quem a concebe e promove. Obcecados com as vendas e os lucros, promotores e publicitários não olham a meios para persuadir os consumidores a comprar os seus produtos. Todos temos memória de algumas campanhas chocantes, mas nem por isso menos eficazes. Até há cerca de 20 anos, mais ou menos, era possível ver em várias campanhas mensagens ofensivas para determinadas pessoas ou grupos sociais. Sempre que necessário recorria-se a conteúdos racistas e sexistas onde o objecto humilhado era frequentemente a mulher.
Esta utilização continuada da mulher em tom depreciativo explicava-se, na lógica fria da publicidade, porque o público alvo eram os homens - eram eles que ganhavam o dinheiro e, consequentemente, o gastavam. Eram, pois, os potenciais compradores, mesmo que os produtos se destinassem às mulheres. As situações criadas e os chavões comerciais dos publicitários serviam-se frequentemente do humor (ainda hoje se servem), mas um humor boçal, primitivo e de mau gosto, em que a mulher fazia literalmente de palhaço.
Felizmente hoje em dia já não é assim. Há mais respeito e cuidado com as mensagens publicitárias que se enquadram na linha do "politicamente correcto". Os publicitários e anunciantes aprenderam, dir-nos-ão. Se nos permitem, duvidaremos de tanta bondade. O que aconteceu simplesmente é que aqueles indivíduos e grupos que antes eram ridicularizados se tornaram também potenciais compradores. As mulheres deixaram de ser empregadas domésticas não remuneradas e abraçaram carreiras profissionais. Ganham os seus salários e gastam-nos, não necessariamente no mesmo que os homens. E os publicitários - e publicitárias - sabem-no bem.
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Toda a mulher tem um problema com a sua figura! Os simpáticos fabricantes de lingerie "Spirella" queriam convencer todos os indivíduos do sexo feminino que as suas linhas não eram... hum... ideais (nenhuma mulher gosta de se ver ao espelho, é sabido). Mas eles tinham a solução: não era necessário ir para o ginásio moldar o corpo; bastava vestir uma das suas peças milagrosas!
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O Chef faz tudo excepto cozinhar - é para isso que servem as mulheres! Este robô de cozinha da Kenwood podia fazer tudo excepto retirar às mulheres o imenso privilégio de cozinhar. Repare-se no ar feliz do casal (na altura não eram precisos psiquiatras).
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Se o seu marido alguma vez descobre... Que ela anda com outro? Não. Simplesmente que não comprou a nossa marca de café. Absolutamente imperdoável.
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Shhh! A mamã está no caminho da guerra! E porquê? Porque as lides domésticas a deixaram cansada e irritável. E então estraga o dia (ou a melhor parte dele) aos machos da casa. Mas se ela usasse o sabonete "New Ivory" acalmava os nervos...
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Sopre-lhe o fumo para a cara e ela segui-lo-á a qualquer parte. Concordamos em absoluto: não há nada mais irresistível do que alguém nos soprar o fumo para a cara, é evidente. Já o slogan Mantenha-a no lugar a que pertence nos deixa algumas dúvidas quando à sua eficácia na venda de sapatos para homem.
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"Se alguma vez partisses as unhas 14 vezes a limpar um forno saberias porque eu quero tanto este que se limpa sozinho." A mensagem deste anúncio era duplamente negativa. Por um lado transmitia a ideia de que a mulher era uma criatura desajeitada e fútil, obcecada com as suas unhas; por outro, de que o seu lugar era na cozinha. Ao afirmar Cuide da sua casa enquanto cuida do seu peso, o segundo anúncio pretendia apenas vender vitaminas. Certo.
 Anúncios sexistas
Quanto mais a mulher trabalha, mais bonita se torna! - desde que seja trabalhar em casa, claro, porque sempre É bom ter uma mulher por casa.




Fonte: obvious


publicado por Maluvfx às 21:33
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Quarta-feira, 7 de Dezembro de 2011
Vaza foto de Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, matando animais

O fundador e principal executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, teve algumas de suas fotos pessoais publicadas hoje em portais do mundo todo. Ao que parece, hackers encontraram uma falha na rede social e escolheram ninguém menos que Mark para atacar. As imagens divulgadas estavam marcadas como “privadas” no perfil de Zuckerberg, mesmo assim os hackers conseguiram ter acesso a elas.
Mark já disse ainda este ano que “prefere matar a própria comida” e que, por isso, come carne com muito menos frequência que qualquer pessoa não vegetariana (veja aqui). Chegou, inclusive, a afirmar que é “quase vegetariano”. Em duas das fotos publicadas hoje, é possível ver que ele realmente está matando sua própria comida e que está longe de ser vegetariano.
Nas treze imagens de Mark publicadas hoje no UOL (veja aqui), é possível ver o jovem milionário com sua namorada em eventos entre amigos e, por várias vezes, brincando com a cachorrinha do casal.

Fonte: Vista-se


publicado por Maluvfx às 12:55
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Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2011
Os olhos dos animais por Suren Manvelyan
Olho humano 


Há quem afirme que os olhos são a porta da alma. Há por outro lado quem considere
 que não passam de aparelhos ópticos sem nenhum papel suplementar que não o de ver. Seja qual for a sua forma de olhar esta questão de uma coisa temos certeza: depois de observarmos, com olhos de ver, o trabalho de Suren Manvelyan, nunca mais vamos olhar da mesma maneira cada olho que cruzar o nosso caminho. Depois de fazer enorme sucesso com suas fotografias de olhos humanos, Suren agora desenvolveu um projeto de olhos de animais que você poderá ver da sequência. Suren é Arménio, doutorado em Física Teórica e cientista premiado por trabalho de investigação no campo da tecnologia quântica. Amante da fotografia durante os últimos 20 anos abraçou o profissionalismo na área em 2006. O seguinte conjunto de trabalhos de macrofotografia é verdadeiramente inspirador. As fotos são em alta resolução. Clique para ampliá-las e ver detalhes minuciosos dos olhos dos animais. Se você quiser acessar ao post que fizemos sobre as fotos de olhos humanos de Suren, depois de ver a dos animais CLIQUE AQUI.

Olho de Coelho Preto 

Olho de Cavalo 

Crocodilo do Nilo 

 Gato Siamês 

Cobra Tigre 

 Hiena

 Huski Siberiano 

Iguana 

 Peixe 

Jacaré 

Fonte: Site do autor

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publicado por Maluvfx às 02:51
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Os olhos dos animais por Suren Manvelyan
Olho humano 


Há quem afirme que os olhos são a porta da alma. Há por outro lado quem considere
 que não passam de aparelhos ópticos sem nenhum papel suplementar que não o de ver. Seja qual for a sua forma de olhar esta questão de uma coisa temos certeza: depois de observarmos, com olhos de ver, o trabalho de Suren Manvelyan, nunca mais vamos olhar da mesma maneira cada olho que cruzar o nosso caminho. Depois de fazer enorme sucesso com suas fotografias de olhos humanos, Suren agora desenvolveu um projeto de olhos de animais que você poderá ver da sequência. Suren é Arménio, doutorado em Física Teórica e cientista premiado por trabalho de investigação no campo da tecnologia quântica. Amante da fotografia durante os últimos 20 anos abraçou o profissionalismo na área em 2006. O seguinte conjunto de trabalhos de macrofotografia é verdadeiramente inspirador. As fotos são em alta resolução. Clique para ampliá-las e ver detalhes minuciosos dos olhos dos animais. Se você quiser acessar ao post que fizemos sobre as fotos de olhos humanos de Suren, depois de ver a dos animais CLIQUE AQUI.

Olho de Coelho Preto 

Olho de Cavalo 

Crocodilo do Nilo 

 Gato Siamês 

Cobra Tigre 

 Hiena

 Huski Siberiano 

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Jacaré 

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