Ética é o conjunto de valores, ou padrões, a partir dos quais uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões. A ética é importante por que respeita os outros e a dignidade humana.

Sexta-feira, 2 de Abril de 2010
Peixe na Semana Santa: questões ambientais e éticas ignoradas pela sociedade e pela mídia

Na Semana Santa, a celebração da morte e ressurreição de Jesus divide o espaço com o boom do comércio e consumo de carne de peixes. O feriadão em questão, em especial a Sexta-Feira Santa, é a época em que mais se comercializa e se consome esse tipo de carne no ano. As feiras, peixarias e supermercados de todo o Brasil lotam-se com milhões e milhões de peixes e uma multidão os compra para comê-los. A sociedade curte muito e a mídia incentiva, mas, aos olhos da natureza e da ética do respeito à vida animal, tais comportamentos se fazem perigosos e condenáveis.


A imprensa que fomenta a morte dos peixes
A imprensa, alienando a população de todos os problemas éticos e ambientais causados pela pesca, mostra com satisfação a prosperidade temporária dos vendedores de peixe (morto), ignorando e/ou omitindo completamente que é essa mesma fartura que vem causando um dramático declínio na população de grande parte das espécies “pescáveis”, se não todas, em todos os mares e oceanos do planeta.
As notícias sobre queda e extinção local de muitas espécies de peixes multiplicam-se, mas, de forma quase irônica, as relacionadas ao comércio e consumo de “pescado”, sempre acríticas, ganham destaque, muitas vezes nos mesmíssimos jornais, telejornais ou sites, durante o feriado cristão. Notas sobre preço, disponibilidade e demanda e receitas culinárias imperam nos dias anteriores à Sexta-Feira Santa, dia em que a carne vermelha é vedada da mesa dos cristãos – por motivos meramente religiosos, nada relacionados com ética, compaixão ou não-violência.
E os fatos de que os peixes agonizam muito em asfixia depois de retirados da água e poderiam ter suas vidas poupadas e respeitadas graças à existência do vegetarianismo simplesmente inexistem perante o olhar dessa mídia.
A crise ambiental que a Sexta Santa ajuda a piorar
Com todo esse estímulo da TV, dos jornais e dos portais online e embalado pela tradição, o povo se esbalda com a carne aquática no feriado. Ignora-se completamente que o costume cristão vem ajudando muito, para não dizer fundamentalmente, para a já citada crise populacional dos peixes nas vastas águas da Terra. Para se ter uma ideia dessa que se mostra como uma calamidade ecológica, alguns dados:

- A pesca em grande escala está ameaçando nada menos que 75% da população de peixes do mundo, segundo estudo da WWF de 2008
- Na faixa territorial oceânica brasileira, 80% das espécies mais procuradas por pescadores estão ameaçadas de extinção por causa da sobrepesca e da pesca por redes de arrasto
- 80% dos bancos de pesca mundiais estão em declínio ou esgotados
- A pesca hoje está num ritmo duas a três vezes superior à capacidade de regeneração das populações aquáticas das águas do planeta. Em tal ritmo, todas as espécies “pescáveis” terão desaparecido em 2050
- A população de peixes está diminuindo consideravelmente em diversos locais do mundo onde é pescada. A população de atum-azul diminuiu 10% em relação a meados do século 20 no Oceano Atlântico e no Mar Mediterrâneo. Na costa da Escandinávia, já foi extinta. Nas fazendas de aquicultura da Europa, caiu 25% em apenas um ano
- Pesca e pecuária estão interligadas: rações preparadas a partir de peixes representam 37% do total de peixes retirados anualmente dos oceanos; 90% dessa porcentagem são trans-formados em óleo e farinha de peixe. Dessa farinha e óleo, 46% são utilizados como alimento na aquicultura de peixes e outros 46% são destinados para ração da pecuária suína e aviária
- Das 30 espécies de tubarões pelágicos, que vivem em alto-mar, 11 correm em risco de extinção por causa da pesca que captura ora tubarões inteiros, ora suas barbatanas (nesse caso os tubarões são abandonados à morte depois de mutilados)
- A pesca profunda com redes de arrasto é capaz de levar embora, junto com os animais "pescáveis", até 4 toneladas de corais, o que vem contribuindo para a ameaça mundial que os recifes de coral estão sofrendo

Sofrimento dos peixes e ética
Também merece ser considerado o sofrimento desses animais quando são içados da água. Basta ver a força e o frenesi com que o peixe se debate depois de capturado, mais o movimento de sua boca quando já perdeu suas forças. Sua agonia é algo escancarado, visível a todos, mas é tratada com muita naturalidade e insensibilidade pelo pescador e totalmente ignorada por quem come esses bichos.
Mas felizmente há como evitar causar esse sofrimento intenso: a existência do vegetarianismo, com sua cada vez mais comprovada (aqui há um exemplo) sustentabilidade nutricional, torna o consumo de carne de peixe totalmente dispensável e nos permite respeitar o direito à vida dos peixes e evitar que eles sofram em nossas mãos. Aliás, todos os animais, como seres sencientes (exceto poríferos), têm o direito à vida e ao respeito ao seu consciente interesse de viver, e sua morte para consumo alimentar pode ser evitada com a adoção da alimentação vegetariana.

Mas tudo isso não é nada perante a imprensa e a sociedade, que desconhecem esses direitos e a capacidade dos peixes de sofrer e continuam cegamente comendo suas carnes. Promovem, sem nenhuma preocupação, a agonia tanto senciente quanto ecológica desses bichos. O vegetarianismo não é reconhecido pelos veículos de comunicação nem pela maioria dos cristãos como meio de se fazer uma Semana Santa iluminada pelo respeito e compaixão à vida – pelo contrário, levam adiante a crença tácita de que esses animais não são dignos de ter suas vidas preservadas e recusam-se a incluí-los em sua ética de respeito ao outro. Aliás, no feriadão o vegetarianismo e os pratos livres de animais praticamente deixam de existir na mídia.

Consideração final
A alienação ambiental, a ética seletiva e o desamor perante formas sensíveis de vida são velhos costumes na semana santificada por uma religião que ironicamente prega a caridade e o amor ao próximo. Nesta época são praxe os pecados contra a vida e a natureza. E a cristandade, apoiada pela tradição e pela comunicação de massa, caminha tornando a biosfera cada vez mais desequilibrada e escassa de fauna e causando sofrimento e morte despreocupadamente a bilhões de animais. Enfim, tornando o mundo pior.
A você que leu este texto, desejo boa Semana Santa e que pense na vida dos peixes.

Arauto da Consciência
por Robson Fernando
Arauto da Consciência


publicado por Maluvfx às 20:29
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

Quarta-feira, 17 de Março de 2010
NASA encontra animais vivos 180 metros abaixo do gelo na Antárctida
Washington – Cientistas da NASA descobriram duas espécies animais, vivas, a uma profundidade de 180 metros abaixo do gelo da Antárctida. Esta descoberta vem alterar as teorias sobre as condições nas quais se pode desenvolver a vida.


Em comunicado divulgado hoje, a agência americana norte-americana NASA, revela ter encontrado um «Lyssianasid amphipod», um crustáceo semelhante a um camarão com aproximadamente oito centímetros e uma espécie de medusa com cerca de 30 centímetros. Os animais foram descobertos a cerca de 180 metros abaixo do gelo da Antárctida e em plena escuridão.

A NASA introduziu uma pequena câmara de vídeo através da espessa camada de gelo fazendo descer na profundidade onde reina a escuridão. A cerca de 190 metros, uma pequena criatura aproximou-se e colocou-se sobre a câmara. Logo depois, os cientistas observaram um tentáculo que parecia o de uma medusa.

Até agora, os cientistas acreditavam que apenas alguns poucos micróbios eram capazes de viver nessas condições e esta descoberta levanta uma série de questões às quais os cientistas ainda não sabem responder. Como por exemplo, o que se encontra debaixo do gelo de planetas ou satélites.
(c) PNN Portuguese News Network
via Jornal Digital - Noticias online em tempo real.


publicado por Maluvfx às 15:23
link do post | comentar | favorito

Justiça ao contrário: a favor de poluidoras e contra impactados
Flavia Bernardes

Foto capa: Divulgacao

Agricultores, indígenas, quilombolas, pescadores e representantes de entidades civil organizadas cada vez mais conhecem de perto o desafio de denunciar um impacto ambiental causado pelas grandes empresas instaladas no Estado. Isso porque dificilmente eles têm amparo da Justiça. Na maioria dos casos, são coagidos, têm suas casas invadidas ou são interditados judicialmente. Trata-se de um processo para propagar o silêncio, com o apoio do poder público.



O caso mais recente vem ocorrendo em Linhares, norte do Estado. Lá, agricultores gritam aos quatro ventos a poluição por efluentes industriais da Sucos Mais – multinacional Coca-Cola -, que estaria destruindo o Córrego rio das Pedras, onde, no último ano, morreram centenas de peixes. Segundo os agricultores, a água não pode ser utilizada para consumo ou irrigação de lavouras. Lá, produtores contratam carros pipa para tentar manter a produção.
Após oito anos de reclamações com a empresa e um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado com o poder público, exigindo o tratamento de seus efluentes, nada mudou. A não ser, o fato de que, agora, os agricultores estão com medo de cobrar medidas do poder público.
Resultado de iniciativas que visam a coagi-los, como visitas de policiais a suas casas, acusando-os de gerar baderna e de prisão, e o interdito proibitório assinado pela juíza Trícia Navarro a dez agricultores, que estão impedidos de “causar qualquer moléstia” à Sucos Mais ou que impeça o livre acesso à indústria, o que deve ser combatido com força policial, como determina a juíza.
Para combater a resistência dos agricultores do bairro de Santa Cruz, foi debatida pela Câmara de Vereadores de Linhares, esta semana, a proposta de eliminar uma das duas feiras na cidade. Um boicote à compra de animais para merenda escolar para escolas públicas também já foi iniciado pelo poder público, conforme denunciam os agricultores. Enquanto isso, a Sucos Mais segue com suas obras autorizadas pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema).
A empresa está ampliando sua produção e deverá despejar seus efluentes líquidos também no Córrego do Arroz, que abastece oito lagoas de Linhares, e é responsável por irrigar propriedades dos bairros Canivete e Córrego Farias.
O cerco repete o que foi visto no passado contra indígenas e, que ainda é realizado contra os quilombolas no norte do Estado, já que estes ainda não reconquistaram suas terras ocupadas pela ex-Aracruz Celulose, nos municípios de Conceição da Barra e São Mateus, norte do Estado.
Na região a empresa é acusada de ocupar terras tradicionais; usar de forma intensiva agrotóxicos, gerando a contaminação dos recursos hídricos; exaurir o solo e, portanto, secar córregos; de mandar prender os negros de forma injusta e utilizar sua segurança armada para invadir casas de quilombolas, segui-los e intimidá-los. Tais fatos já foram denunciados à Justiça Estadual, Federal e Internacional, mas muito pouco – ou nada - é feito, frente à força política da empresa no Estado.
Punidos por reclamar, índios já foram presos injustamente e mantidos em delegacias em municípios distantes, apenas para garantir um clima de ameaça sob as famílias de indígenas e sob os próprios índios presos.
Já a última grande arbitrariedade conta os quilombolas diz respeito à invasão da casa de Berto Nascimento, considerado uma resistência entre os negros, por não desistir de lutar pelas terras quilombolas. Berto teve sua casa invadida pela polícia com o apoio da segurança armada da ex-Aracruz Celulose (Fibria), lembram os quilombolas.
“Os quilombolas são vítimas. Eles lutam por direitos e estão ali fazendo apenas seu trabalho. A mobilização tão grande da polícia com pessoas pacíficas não se justifica, principalmente em um Estado com tanta violência. Esse povo luta por seus direitos, por seu espaço, que foi invadido por não quilombolas e que agora é obrigado a sofrer com a repressão”, ressaltou o subsecretário de Direitos Humanos, Perly Cipriano, na ocasião.

O fato ocorreu em novembro do ano passado. A polícia chegou à casa de Berto com o auxílio da segurança armada da ex-Aracruz Celulose, prendeu Berto e seu filho cego. Já a neta de Berto foi agredida fisicamente por uma policial, ao questionar a violência utilizada na ação. Berto é um dos principais líderes contra a ocupação de terras de quilombolas no norte e contra a poluição gerada pela ex-Aracruz Celulose (Fibria).
Os indígenas do Estado também já foram interditados pela Justiça e proibidos de transitar nas terras hoje reconhecidas oficialmente pelo presidente da República Lula como terras tradicionalmente indígenas. Apoiadores da luta foram igualmente interditados, acusados de “causar baderna” contra a empresa. Os apoiadores trabalhavam fornecendo água e comida aos índios durante sua manifestação para recuperar suas terras.
Atualmente, os índios vivem em paz no norte do Estado. Após recuperar suas terras, se engajaram em projetos para recuperar a terra destruída pela então Aracruz Celulose e plantar alimentos capazes de garantir a sustentabilidade das sete aldeias indígenas Tupinikim e Guarani. Entretanto, continuam tramitando na Justiça processos movidos pela transnacional contra os indígenas.
Além desses, casos mais isolados chamam a atenção. Também no norte, no município de Linhares, um agricultor que teme se identificar denunciou o desmatamento de uma Área de Proteção Ambiental (APA) por um grande produtor da região. Foi pessoalmente ameaçado pelo fazendeiro, após denunciar o caso à Polícia Ambiental. O agricultor teve sua vida e de sua família ameaçada. E o desmatamento continuou.
A maioria desses fatos é constantemente denunciada à Justiça, e apesar da descrença da maioria da população, as denúncias não cessam.

Enquanto há omissão cada vez maior para apurar e investigar os casos, não são poucos os esforços para silenciá-los.

via SeculoDiario.com


publicado por Maluvfx às 14:40
link do post | comentar | favorito

Domingo, 14 de Março de 2010
"Avatar" e Mensagens Subliminares

Blog A Nova Ordem Mundial



Alex Jones fez ontem uma avaliação do filme Avatar, o último filme de James Cameron, no qual os humanos, no ano 2154, após terem destruído quase toda a natureza do planeta terra, partem para o planeta (na realidade uma lua) chamado pandora, no qual os seres nativos seguem uma religião de adoração da natureza nos moldes da “religião” de Gaia.
 O filme em 3D é realmente um show de efeitos especiais, com um visual alucinante. Um filme com uma  forte mensagem propagandista, que mostra a adoração da natureza e o ambientalismo, a religião de adoração do planeta que os seres nativos seguem, juntamente com a mensagem da ameaça destrutiva que os seres humanos representam.



Por outro lado, o filme tem uma mensagem anti-imperialista e anti-militar, que vejo com bons olhos. Veja abaixo a avaliação de Alex Jones do filme Avatar.






Tao do Bicho – Paula Brügger

Avatar não é o patamar: uma reflexão (também) abolicionista





Logo da ANDA » Agência de Notícias de Direitos Animais
O filme Avatar (2009), de James Cameron, é uma história de ficção científica que se passa no ano de 2154 em Pandora, uma lua do distante planeta Polifemo, localizado em Alfa Centauri.  Uma expedição de seres humanos parte rumo à Pandora a fim de explorar um mineral precioso, ao qual Cameron deu o sugestivo nome de “unobtanium”. Mas a expansão da colônia de mineração – que conta com uma força de segurança paramilitar – ameaça a integridade física e o “meio ambiente” dos nativos humanóides locais,  denominados Na´vi. Os Na´vi são belos seres de pele azul, medindo cerca de 3 metros de altura, que vivem em harmonia com a natureza. Para facilitar o contato com os Na´vi, cientistas terráqueos desenvolveram corpos híbridos chamados avatares (daí o nome do filme), que podiam ser controlados mentalmente por seus correspondentes humanos [1].
A compleição dos Na´vi – embora estes possuam uma pele azulada e outros traços não humanos –  me pareceu um tanto inspirada nos belos guerreiros Massai.  Não sei se houve tal intenção, mas essa seria uma metáfora interessante, já que o continente africano é considerado como o “berço da humanidade”. Impressões pessoais à parte, os Na´vi foram concebidos segundo nossos mais elevados padrões: são uma amálgama de humanos, em sua forma mais primeva, não corrompida, com super-heróis detentores de poderes e capacidades sobre-humanos, tais como um requintado senso (est)ético, grande força, destreza física e sensibilidade extra-sensorial. Talvez o traço físico mais emblemático desses semi-deuses, meio-ninjas,  seja sua cauda. Mais do que meros órgãos dos sentidos, ou membros extras, suas caudas lhes permitem fazer conexões com outras dimensões e mundos, uma alusão, certamente, ao sentido de pertencimento a uma totalidade maior que perdemos, e, talvez, também, a uma espécie de “animalidade espiritualizada” que deveríamos desenvolver.
O tema do domínio sobre o outro, seja ele inter ou intraespecífico (como é o caso dos conflitos étnicos), se constitui no fulcro da história do filme: os Na´vi correm o risco de serem aniquilados  por causa da exploração de um recurso natural supostamente valioso, assim como diversos povos – em contextos e épocas os mais variados – foram aniquilados ao longo da história humana no planeta Terra. Também no filme, as soluções pretensamente diplomáticas cedem lugar à truculência das guerras e outras formas de violência, sempre que tais táticas não são suficientes para atingir plenamente o objetivo em questão. A história humana na Terra sempre foi assim, recheada de episódios desse tipo. E mais recentemente, em termos históricos, o avanço de um modelo técnico avassalador – que reduz todos os fins a meios – fez com que o amargo fel inerente ao exercício dos “podres poderes” se tornasse ainda mais impalatável.  É interessante notar que os europeus, à época dos “descobrimentos”, viam os povos autóctones, de modo geral, como humanóides, sem alma. Semelhantes a nós, em algum sentido, sim, mas pertencendo a “outra espécie”, ou, pior, a uma subespécie. O filme reconta essa história-sem-fim, da conquista, da aculturação e do massacre dos povos ditos selvagens (agora das selvas de Pandora), por parte dos pretensamente civilizados.
Nesse sentido, o filme é muito bem-sucedido. Traz uma mensagem claramente ecológica e anti-militarista.  Enaltece a ideia de que o mundo orgânico pode sobrepujar a máquina, não apenas no sentido belicoso, mas também em termos de luta cotidiana pela sobrevivência. Ressalta o lado inteligente e autopoiético da arquitetura orgânica da natureza – que pode se recriar a todo instante – em contraste com o potencial destruidor  engessado da técnica, tudo isso num cenário de extrema beleza. De fato, é possível se inebriar com a profusão de cores e com a riqueza de formas apresentadas no filme, ponto positivo numa era de destruição da biodiversidade.
Chamou-me a atenção o fato de a vida da cientista Dra. Grace Augustine (Sigourney Weaver), chefe do Programa Avatar, não ter sido poupada. Terá sido proposital? O que tinha Cameron em mente quando fez essa escolha? Ocorreu-me que, apesar de “cheia de boas intenções” [2], a Dra. Grace servia aos propósitos de um mundo expansionista, ganancioso e materialista – através do que Milton Santos e outros importantes pensadores denominaram de “tecnociência”. A ciência nunca foi neutra. E tampouco a técnica moderna. Elas ajudam a construir o mundo como uma coisa e não como outra, como diz Postman em seu livro “Tecnopólio” [3]. É ainda emblemática a cena em que a doutora morre lamentando as coletas que não havia feito, e os aspectos de Pandora e dos Na´vi que não havia estudado. Isso é o que se espera de um bom cientista (sic), tanto quanto de um bom soldado: morrer cumprindo seu dever, sem questionar o quanto há nele de fundamentalismo e a que propósito está servindo. Trata-se de uma típica atitude decorrente do adestramento que a ciência hegemônica promove: uma devoção acrítica, que conduz a uma visão moldada por antolhos. Embora ela tenha sido honesta em sua atuação profissional – e até corajosa, quando percebe o rumo que o projeto está tomando – permanece por muito tempo um tanto anestesiada, encapsulada dentro de sua “verdade científica”.  A ciência newtoniana-cartesiana, “branca” e européia, de nosso mundo real, do aqui e agora no planeta Terra, não difere substancialmente da ciência, em tese, avançada, do ano de 2154. Não importa o quanto a técnica evoluiu, ou o quanto a ciência abriu novos horizontes. Tudo permanece dominado pela mesma matriz de racionalidade, uma razão instrumental. Teria Cameron sacrificado a cientista e poupado outras personagens “mais inocentes”, no que tange a herdar o Paraíso? Pessoas comuns e militares de baixo escalão podem ser, de fato, bem mais “inocentes” do que a média dos cientistas. Não se sabe, contudo, se essa foi a intenção de Cameron ao salvar suas vidas.
Ouvi alguns comentários de que o filme critica a técnica, mas a utiliza para atingir seus objetivos, como se isso fosse algo contraditório ou intrinsecamente ruim. Eu me permito discordar. O propósito da técnica, seu “telos”, ou “finalidade”, é o que importa nesse contexto.  A questão não é negar a técnica moderna, mas fazer um bom uso dela. E esse foi, em princípio, um bom uso: mostrar um mundo de beleza e de sonhos que, em grande parte, são realizáveis. Entretanto, gostaria de discorrer, em seguida, sobre por que essa finalidade poderia ser bem mais nobre. Isso diz respeito às visões de mundo transmitidas pelo filme e não a questões de ordem estritamente técnica, ou seja, ao conteúdo e não à forma.
Uma crítica abolicionista (entre outras).
O filme tem, porém, alguns diálogos e passagens cuja mensagem é dúbia, ou ambígua. Por exemplo, quando o coronel Miles Quaritch (Stephen Lang) diz que “Pandora é um lugar mais perigoso do que a Venezuela”, não fica claro se a mensagem é, “sim, a Venezuela é um lugar perigoso, cheio de “chaves” para o inferno”, ou se, justamente por ter sido dita por um “bandido”, trata-se de uma ideia que deve ser descartada.
O filme peca também por colocar, mais uma vez, um forasteiro, um ex-fuzileiro naval americano – Jake (Sam Worthington) – como o principal herói masculino da trama, embora ele seja apresentado como uma pessoa não muito brilhante, ou confiável: mesmo estando envolvido emocionalmente com os Na´vi, e, sobretudo, com a “mocinha” do filme – a jovem guerreira Neytiri –, Jake continua por bastante tempo seu traiçoeiro trabalho de espionagem. Poder-se-ia alegar que o lado bom disso é que mostra que uma pessoa absolutamente comum pode se transformar em alguém extraordinário. Ainda penso, no entanto, que a velha fórmula do forasteiro branco “civilizado” que se torna herói (a despeito de suas qualidades de caráter) reforça o etnocentrismo europeu como mensagem primária, mais do que possíveis outras leituras.
Mas a crítica que mais interessa ao movimento abolicionista está na relação que os Na´vi mantêm com os animais, apresentada como impecável em termos éticos. Todavia, à luz da ética abolicionista, fica evidente, em diversas passagens do filme, o viés bem-estarista da relação entre humanos (ou melhor, humanóides) e os outros animais. Ainda que tratados com respeito, e até reverência, prevalece uma relação de domínio sobre os animais não humanóides.
A predominância de uma visão bem-estarista não fica muito clara no início do filme em decorrência de passagens como a que Neytiri precisa abater um animal para salvar a vida de Jake, o “mocinho”. Ele lhe agradece entusiasticamente, mostrando um contentamento um tanto leviano, mas ela fica furiosa e diz que “não tinha nada de bom no que havia feito, que aquilo era só tristeza”. Até aquele momento, o filme prometia, em termos de quebra de paradigma, pois se tratava de uma questão de vida ou morte.
No entanto, mais adiante, há uma cena que mostra o “mocinho” aprendendo a caçar um animal para fim de alimentação. O animal, depois de flechado, foi morto com rapidez e destreza, e Neytiri comenta que aquela era uma “morte limpa”, isto é, necessária. Minha esperança acabou ali. Esse posicionamento estaria correto em se tratando de povos caçadores-coletores, que não têm outras opções. Mas se o filme é uma ficção, ou seja, não retrata a realidade de uma comunidade concreta de caçadores, Cameron poderia ter sonhado mais alto e elevado seu patamar no que se refere a uma relação eticamente correta com os outros animais. Poderia ter concebido os Na´vi  como veganos. Ou então, ao menos, ter omitido a cena da caçada e, em seu lugar, ter exibido uma alimentação à base de cereais, frutas, etc, uma vez que a natureza exuberante de Pandora assim o permitiria. Mas ele acabou reafirmando a ética da caça-coleta como a prática mais elevada na relação “homem-animal”, desconsiderando o importante fato de que os espectadores pertencem, em sua esmagadora maioria, a sociedades industriais. Cameron não teve a perspicácia de entender que somos ex-selvagens, que já deixamos para trás o território impositivo da necessidade para trilhar o caminho da liberdade em nossas escolhas dietéticas, estéticas, etc. E isso foi, em grande parte, possibilitado pela técnica!
Já não basta toda a barbárie, sem precedentes históricos, a que estão submetidos os animais criados em confinamento?  Tenho notícia de pessoas, não muito distantes do  meu convívio, que ocasionalmente comem carne de caça e rotulam essa prática como algo “ecológico”. Imaginem se esse costume cruel e covarde cai no desejo de uma ampla parcela de humanos? A banalização da caça será, talvez, o último e mais árduo golpe sobre os poucos animais que ainda vagam soltos em seus habitats naturais, já antropizados, fragmentados e limitados pelas atividades humanas.
Há outra passagem muito interessante na qual, para recobrar a confiança dos Omaticaya, clã ao qual pertencia Neytiri, Jake doma um Toruk, um poderoso predador alado – uma espécie de “rei dos dragões” – que só havia sido domado anteriormente por cinco nativos Na´vi. Sem entrar na discussão de que seria mais uma cena de rara bravura empreendida por um forasteiro [4], essa é, sem dúvida, outra passagem que expressa o domínio dos humanóides sobre a natureza, ainda que de forma elegante e sem violência. De resto, é hábito dos Na´vi domarem outros predadores alados menores, também multicoloridos – os Ikran –,  que fazem parte de um perigoso rito de passagem da cultura Na´vi.  Tal rito de passagem reforça a ideia de uma natureza que deve ser domada (ainda que não dominada). Isso fica mais ostensivo quando pensamos que os Ikran (e o Toruk, ainda mais) são, em tese, predadores de topo. Acima dos predadores de topo estariam, assim, os humanóides.  Pode parecer exagero pensar dessa forma. Mas em termos de aprendizado, ou “currículo oculto” [5], pode haver uma realimentação e perpetuação de ideias perniciosas como naturalizar o uso de animais em ritos religiosos e outras situações. É interessante observar que a palavra religião está possivelmente ligada à palavra religare.  Tais ritos de passagem têm, portanto, uma forte relação com as atitudes por meio das quais os humanóides estabeleceriam contato, ou ligação, com seu entorno e, por que não, com o divino. Mas tal contato, em nosso mundo terráqueo, subjuga outras formas de vida, perpetuando o especismo.  E o filme Avatar, nesse sentido, acaba perpetuando o paradigma dominante.
Comentei anteriormente o aspecto positivo de se enaltecer o mundo orgânico, mas isso pode manter, ou mesmo aprofundar, a dicotomia orgânico versus máquina. E, pior, pode dar a entender que os animais – vistos como meios e não como fins, evidentemente  – cumprem um importante papel no caminho para a sustentabilidade. Tal ideário se cristaliza facilmente em ideias como, por exemplo, recorrer à tração animal para melhorar a qualidade do ar em cidades e, mesmo, minimizar o Efeito Estufa [6]. A postura maniqueísta homem x máquina, ou seja, a ausência de uma apropriação eticamente correta da técnica, anda lado a lado com o antropocentrismo (e o especismo), pois derivam de uma mesma racionalidade mecanicista. Precisamos ultrapassar essa dicotomia. A mesma técnica que cria, destrói: “A mão que toca um violão, se for preciso, faz a guerra, mata o mundo, fere a terra” [7]. A técnica tem mesmo um viés ideológico, como argumenta Postman. Mas é justamente por esse motivo que precisamos nos apropriar dela politicamente: que mundo construimos com nossas escolhas técnicas? Cavalos não são máquinas insensíveis que desconhecem o cansaço e as rotinas enfadonhas. A técnica deve libertar os seres sencientes do esforço físico brutal e das tarefas robotizadas ou perigosas. Os animais não humanos têm, sim, um papel importantíssimo na construção de um mundo mais sustentável. Mas, para tanto, teríamos que vê-los como sujeitos de direitos – como fins e não como meios – e aquilatar o quanto o veganismo pode contribuir nesse sentido [8].
Em meu texto intitulado “Para além da dicotomia bem-estarismo x abolicionismo” [9], argumentei que o que define o potencial transformador de um conjunto de práticas (ou ideário) – se revolucionárias, ou tão somente reformistas – reside no fator teleológico. Em Avatar inexiste um potencial revolucionário porque a relação bem-estarista humanóides-animais é apresentada como uma meta final. O “bom selvagem” de Jean-Jacques Rousseau parece ser o patamar. Não se contextualiza tal postura ética, o que acaba obstruindo o caminho para uma verdadeira transformação paradigmática. A relação humanóide-animal no filme é marcada, por conseguinte, pela ausência de um viés ético-epistemológico revolucionário, no sentido de construir um ideário contra-hegemônico, embora a natureza não seja vista como uma parte produtiva do todo (característica muito presente nas vertentes ecológicas rasas).
Além disso, o uso de animais para montaria, seja em terra, seja no ar, perpetua a premissa especista de que os animais devem se submeter aos superiores antropóides e devem lhes servir, que isso é justo e “natural”, bastando apenas tratá-los bem. No filme, a conexão entre as bestas e os humanóides se faz mediante uma espécie de penacho neural situado na extremidade da cauda desses últimos. Tudo isso lembra, em muito, as domas “humanitárias”, que nada mais são do que uma forma de trair a confiança dos animais [10].
Apesar de o filme evidenciar que a morte não limpa de um animal é algo lamentável, estes são convocados e até se “alistam” voluntariamente, por contato telepático, para a batalha na defesa de Pandora. Essa é, mais uma vez, uma questão controvertida, porque, se, por um lado, estão defendendo sua condição de vida, quem mais precisa da ajuda são os humanóides. As pobres bestas sempre são vítimas dos excessos dos humanos, aqui na Terra, e, em Avatar, essa situação se repete, ainda que de forma muito menos ostensiva.
O ideário do filme oscila, então, entre a ecologia profunda e a ecologia rasa, na medida em que admite uma conexão entre todos os elos da cadeia viva, e destes com os componentes abióticos do sistema, mas ainda mantém um ranço antropocêntrico (ou “humanóidocêntrico”) ao não promulgar o abolicionismo animal.
Tudo isso deixa clara a nossa responsabilidade, a importância da nossa vanguarda abolicionista. Cameron não pensou de forma abolicionista porque esse não é o modo de pensar dominante em nosso mundo. Nós mesmos não pensávamos assim  anos atrás. A questão é, portanto, como fazemos para chegar à Hollywood? Será tão difícil quanto vem sendo chegar às escolas?
Outros filmes que tratam, mesmo que de forma indireta, da relação seres humanos-animais como relação sociedade-natureza, estão chegando (por exemplo, Lobisomem – 2010, de Joe Johnston). E outros já chegaram. Em New Moon, de Chris Weitz [11], os nativos viram lobos, enquanto os vampiros são de origem européia (à exceção de um, negro, que, por sinal, não era um “mocinho” entre os vampiros…). Não sei se já estamos tão emocionalmente calejados em nossa seara abolicionista que começamos a ver fantasmas onde estes não existem. Mas a visão de mundo que para mim ficou foi a de uma apologia ao antropocentrismo e ao etnocentrismo europeu, e à perpetuação da dicotomia cultura-natureza: os homens-lobo, mais instintivos e rudes, de um lado, e os elegantes e cultos vampiros que nunca deixam sua “animalidade” tomar conta de seu corpo físico, de outro. O filme promove ainda um desserviço à causa animalista na cena em que uma vampira chique (e “boazinha”) comenta, em tom de desprezo e sarcasmo, que pode sentir o cheiro dos “vira-latas” (lobisomens) por perto, reforçando assim o inoportuno preconceito contra os cães sem raça definida. Vale destacar, entretanto, uma personagem. Trata-se de um vampiro que controla seu instinto de tomar sangue. A analogia com o veganismo poderia ser explorada porque, em ambos os casos, trata-se do domínio de uma natureza interior que tem como meta uma causa altruísta.
Então: como fazemos para chegar a Hollywood? O filme Avatar promete ser um enorme sucesso de bilheteria [12]. Isso é muito mais educação (ou deseducação) do que podemos fazer em nossas vidas cotidianas, em nossas salas de aula sem 3D ou efeitos especiais.
Notas
1: Adaptado de http://en.wikipedia.org/wiki/Avatar_(2009_film)
2. Veja o texto de Rafael Jacobsen intitulado “Cheios de boas intenções”. Disponível em http://vista-se.com.br/site/cheios-de-boas-intencoes
3: Referencia a POSTMAN, Neil. Tecnopólio: a rendição da cultura à tecnologia.  Trad. Reinaldo Guarany. São Paulo: Nobel, 1994.
4. Essa passagem do filme é mais uma expressão da “história-sem-fim” dos civilizados cultos que catequizam selvagens primitivos; de lutadores de Kung Fu ocidentais que vencem seus rivais nativos;  dos “patos Donalds” etc, e de um sem-número de outras situações que são a mesma história contada com diferentes personagens.
5. Veja APPLE, Michael. Ideologia e currículo. Trad. Carlos Eduardo F. de Carvalho. São Paulo, Brasiliense, 1982; GIROUX, Henry. Teoria crítica e resistência em educação. Trad. Angela M. Biaggio. Petrópolis, Vozes, 1986. Veja também BRÜGGER, Paula. Educação ou  adestramento  ambiental ?  3ªed.   Chapecó: Argos; Florianópolis: Letras Contemporâneas, 2004.
6. Veja, por exemplo, a matéria “Cavalos na França começam a ajudar a conter a poluição. Em tempos de aquecimento global, esses animais, além de salvar a própria pele, podem ser uma ajuda real ao planeta”. 
http://mais.uol.com.br/view/65k9fo807g7i/cavalos-sao-opcao-para-conter-a-poluicao-na-franca-04023470D0C963A6?types=A&
7. Referência à música “Viola Enluarada”, de  Paulo Sérgio Valle e Marcos Valle.
8.  Veja, entre outros, o texto “Dieta vegana e sustentabilidade (g)local”. Disponível em: http://www.pensataanimal.net/artigos/45-paulabrugger/77-dieta-vegana
9. Disponível em http://www.anda.jor.br/?p=33779; http://www.vegetarianismo.com.br/sitio/index.php?option=com_content&task=view&id=2469&Itemid=102
10. Veja, por exemplo, a matéria intitulada “Temple Grandin: Savant or Professional Killer?” que critica o trabalho bem-estarista da professora de Comportamento Animal da Universidade de Coloradohttp://www.care2.com/causes/animal-welfare/blog/temple-grandin-savant-or-professional-killer/send/
11. Da Saga Crepúsculo: Lua Nova. Segundo capítulo da série de Stephenie Meyerda.
12. Desde que foi  lançado, o sucesso de James Cameron  já  levou  6,92 milhões de espectadores às salas brasileiras http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/cultura/avatar-quase-7-milhoes-de-espectadores/. E devido ao sucesso nas bilheterias, Cameron já pensa em começar a trabalhar em uma sequência de “Avatar”, que já faturou cerca de US$ 600 milhões até agora.http://www.abril.com.br/blog/cinescopio/2009/12/30/james-cameron-ja-pensa-em-sequencia-de-avatar


publicado por Maluvfx às 15:34
link do post | comentar | favorito

"Avatar" e Mensagens Subliminares

Blog A Nova Ordem Mundial



Alex Jones fez ontem uma avaliação do filme Avatar, o último filme de James Cameron, no qual os humanos, no ano 2154, após terem destruído quase toda a natureza do planeta terra, partem para o planeta (na realidade uma lua) chamado pandora, no qual os seres nativos seguem uma religião de adoração da natureza nos moldes da “religião” de Gaia.
 O filme em 3D é realmente um show de efeitos especiais, com um visual alucinante. Um filme com uma  forte mensagem propagandista, que mostra a adoração da natureza e o ambientalismo, a religião de adoração do planeta que os seres nativos seguem, juntamente com a mensagem da ameaça destrutiva que os seres humanos representam.



Por outro lado, o filme tem uma mensagem anti-imperialista e anti-militar, que vejo com bons olhos. Veja abaixo a avaliação de Alex Jones do filme Avatar.



publicado por Maluvfx às 08:30
link do post | comentar | favorito

"Avatar" e Mensagens Subliminares

Blog A Nova Ordem Mundial



Alex Jones fez ontem uma avaliação do filme Avatar, o último filme de James Cameron, no qual os humanos, no ano 2154, após terem destruído quase toda a natureza do planeta terra, partem para o planeta (na realidade uma lua) chamado pandora, no qual os seres nativos seguem uma religião de adoração da natureza nos moldes da “religião” de Gaia.
 O filme em 3D é realmente um show de efeitos especiais, com um visual alucinante. Um filme com uma  forte mensagem propagandista, que mostra a adoração da natureza e o ambientalismo, a religião de adoração do planeta que os seres nativos seguem, juntamente com a mensagem da ameaça destrutiva que os seres humanos representam.



Por outro lado, o filme tem uma mensagem anti-imperialista e anti-militar, que vejo com bons olhos. Veja abaixo a avaliação de Alex Jones do filme Avatar.



publicado por Maluvfx às 08:30
link do post | comentar | favorito

"Avatar" e Mensagens Subliminares

Blog A Nova Ordem Mundial



Alex Jones fez ontem uma avaliação do filme Avatar, o último filme de James Cameron, no qual os humanos, no ano 2154, após terem destruído quase toda a natureza do planeta terra, partem para o planeta (na realidade uma lua) chamado pandora, no qual os seres nativos seguem uma religião de adoração da natureza nos moldes da “religião” de Gaia.
 O filme em 3D é realmente um show de efeitos especiais, com um visual alucinante. Um filme com uma  forte mensagem propagandista, que mostra a adoração da natureza e o ambientalismo, a religião de adoração do planeta que os seres nativos seguem, juntamente com a mensagem da ameaça destrutiva que os seres humanos representam.



Por outro lado, o filme tem uma mensagem anti-imperialista e anti-militar, que vejo com bons olhos. Veja abaixo a avaliação de Alex Jones do filme Avatar.



publicado por Maluvfx às 08:30
link do post | comentar | favorito

Domingo, 24 de Janeiro de 2010
Criação intensiva de gado desmata e causa poluição na água e no ar
O grande motor da destruição da floresta é a carne bovina. Segundo especialistas, para destruir a floresta basta almoçar. João Meirelles do Instituto Peabiru afirma: "Na hora em que o garfo bate na boca, você está destruindo a floresta. De cada três bifes consumidos um vem da Amazônia e quem os consome são tanto os moradores da região (cerca de 10%) como os brasileiros de outras regiões (cerca de 80%)". A substituição das florestas por pastos contribui ainda para o aquecimento global.


Um estudo feito pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) mostra que o desmatamento segue a flutuação do mercado de commodities, especialmente carne e soja. A queda do preço nos últimos anos teria ajudado a controlar a derrubada nos últimos três anos. Da mesma forma, a recuperação do mercado teria impulsionado a retomada do desmate.


O avanço do desmatamento na Amazônia segue uma lógica. Segundo Tatiana de Carvalho a pecuária vai na frente, coloca um, dois bois a cada dois hectares e, uma vez que a propriedade é estabelecida, o seu dono já vende a posse para um agricultor. Têm-se aí o ciclo do desmatamento.


Na opinião do biólogo Sérgio Greif, a carne é responsável por grande impacto ambiental. Segundo ele, “áreas naturais (florestas, matas, cerrados, campinas etc.) precisam ser devastadas para a abertura de pastos. Muitas pessoas associam a devastação nas florestas tropicais ao corte de madeira. Na verdade, a contribuição das madeireiras para essa devastação nem se compara à devastação causada pela pecuária, pois as madeireiras selecionam apenas as árvores que interessam para o corte. Já o pecuarista precisa se livrar das árvores indiscriminadamente”, diz ele.


Segundo Greif, “a pecuária sequer é sustentável nesses pastos, pois o gado, com o pisoteio, acaba compactando o solo, impedindo o rebrotamento de plantas e a lixiviação da água. Dessa forma, o solo sofre processos erosivos, o lençol freático deixa de receber importantes contribuições de água, e o solo da superfície acaba sendo arrastados para os corpos hídricos, o que ocasiona em perda de fertilidade e contaminação de águas superficiais. Os pastos abertos logo são abandonados e se transformam em desertos, já que muitas vezes o grau de comprometimento é tal que nem mesmo as florestas conseguem se reestabelecer na área”.


Há ainda um outro problema, destaca o biólogo: “A pecuária, quando intensiva, também traz o problema da contaminação por fezes e urina de animais. É que os animais presos sempre fazem suas necessidades no mesmo lugar. Isso contamina o solo e as águas próximas. Esses dejetos raramente são tratados porque implicam em gastos na produção. Outro fator relacionado à poluição é com a geração de gases. Especialmente os ruminantes têm em seu processo digestivo a geração de diversos gases que são expelidos do corpo através da flatulência e da eructação. Esses gases (óxido nítrico, metano etc.) contribuem com o efeito estufa”.


Outro fator ambiental relacionado à pecuária, destaca Sérgio Greif, diz respeito ao consumo de água. Cada cabeça de gado consome 50 litros de água por dia. Apenas o processo de abate de um bovino consome mais de 1200 litros de água de uma vez.


“O nosso consumo de carne é um risco para a estabilidade do clima”, afirma Jeremy Rifkin. Segundo ele, “a primeira causa do incremento humano do efeito estufa é devida ao setor das construções, isto é, casas e escritórios. A terceira são os transportes. Sabe qual é a segunda? O complexo da produção necessária para sustentar aquela gigantesca máquina poluente constituída pela pecuária: os nossos consumos de carne são o segundo fator de risco para a estabilidade do clima”, afirma.


Segundo Rifkin, 24% da superfície terrestre é ocupada por bovinos que contribuem para o acelerado desmatamento e consome uma quantidade de cereais suficiente para matar a fome de centenas de milhões de pessoas”. O pesquisador americano destaca que “no decurso da própria vida, o americano médio come sete novilhos de seiscentos quilos. Chegou agora o momento de reconsiderar o estilo alimentar”.


A produção de um único quilo de carne bovina demanda o gasto de 15 quilos de grãos e 30 quilos de forragem. Por último, mas não menos importante, há a questão da flatulência. O principal gás expelido pelos extensos rebanhos mundiais é o metano — um dos principais responsáveis pelo efeito estufa.


No caso das pastagens, enquanto o lucro anual com um boi é de R$ 100,00 o valor do carbono emitido para o pasto crescer chega aos US$ 4.800,00, afirma o economista Carlos Eduardo Young. Segundo ele, “no debate sobre o futuro da floresta, boa parte dos atores insiste em repetir antigas falas, como a necessidade de desmatar para garantir o ‘progresso’ ou negar a realidade dos números do desmatamento. Mas existem idéias novas que podem construir o tão necessário consenso. A mais importante delas é dar valor à floresta conservada (‘em pé’) como forma alternativa ao padrão tradicional de ocupação pelo desmatamento. O conceito é simples: se o valor dos serviços ambientais gerados pela floresta for maior do que o lucro obtido com a extração predatória da madeira e com a pastagem ou cultivo implementados em seu lugar, então, economicamente, seria ilógico desmatar!”.





Consumo como ato político


Os hábitos alimentares modernos — calcados numa dieta muito rica em carne vermelha — têm um impacto significativo no aquecimento do planeta. É o que revela um estudo realizado por especialistas da Agência de Impacto Ambiental da Holanda. O estudo afirma que se a população mundial passar a seguir uma dieta pobre em carne vermelha – a chamada dieta do clima – definida como 70 gramas de carne bovina e 325 gramas de frango e ovos por semana – cerca de 15 milhões de quilômetros quadrados de área ocupada pela criação de animais seria liberada para vegetação. As emissões de gases do efeito estufa seriam reduzidas em 10% com a queda do número de animais. Juntos, esses impactos reduziriam em 50% os custos do combate às mudanças climáticas em 2050.


Segundo a bióloga e cientista ambiental holandesa Elke Stehfest a adoção da dieta do clima significa que “para muitos países desenvolvidos, isso significaria reduzir seu consumo de carne para 2/3. Para alguns países africanos isso na verdade significaria um crescimento comparado com a referência”.


Nesta perspectiva crescem em todo o mundo campanhas que pregam o consumo sustentável, ou ainda o consumo ético. Muitos das campanhas estimulam o consumo como ato político e as pessoas a adotarem um comportamento ecologicamente correto.


Segundo a socióloga Lisa Gunn, uma pessoa ecologicamente correta é “aquela que faz uma reflexão sobre os seus hábitos de consumo para realmente minimizar os impactos sociais e ambientais negativos”. A socióloga destaca que “isso não é fácil. A reflexão deve ser feita partindo do princípio da redução. Hoje, grande parte da população ainda sofre restrição de acesso a produtos e serviços, mas, atendidas as necessidades básicas, é preciso haver uma profunda mudança nos hábitos de consumo para de fato minimizar o impacto que existe”.


Lisa Gunn, comenta que “é preciso deixar de ter uma postura passiva e cobrar das empresas das quais está acostumado a consumir justamente essas informações socioambientais do processo produtivos e também do pré-consumo e pós-consumo, assim como exigir dos governantes uma atitude a favor de políticas públicas que incentivem o desenvolvimento dessas atitudes sustentáveis”.


O vegetarianismo como concepção de vida, e de forma ainda mais radical, o veganismo (abstensão total de carne animal assim como de produtos derivados de animais, como ovos e queijo) deve ser contextualizado nessa perspectiva. Na opinião de Marly Winckler em entrevista especial para a revista IHU On-Line n. 191 (arquivo pdf) “o vegetarianismo é um regime alimentar. Ele tem a ver, primordialmente, com comida, mas cada vez mais se torna uma postura ética e filosófica diante da vida. Ele se volta um impacto positivo sobre o meio ambiente, porque a dieta baseada na carne tem um impacto muito Negativo”. Winckler, destaca ainda que “por sua vez, há também a questão dos animais em si, a postura ética de não aprovar tantos maus tratos com eles”.


Para muitos, o consumo de carne não é apenas um problema para o aquecimento global, mas também um ato desumano. Aproximadamente 50 bilhões de animais terrestres são mortos a cada ano para servirem de alimento aos seres humanos. No Brasil são cinco bilhões. Trata-se de uma morte organizada.


O filósofo e professor de bioética Peter Singer comenta que muitos animais são submetidos a severos sofrimentos e cita, entre muitos casos, a criação de terneiros nos EUA – criados toda a sua vida em confinamento, “em estábulos onde não podem dar a volta, deitar-se ou estirar suas extremidades. Estes métodos servem essencialmente para economizar trabalho, porque facilitam o manejo dos animais e permitem às granjas que têm milhares ou dezenas de milhares de animais contratar um número reduzido de trabalhadores menos qualificados. Também impedem que os animais desperdicem energia movendo-se e brigando”.


Segundo ele, as nossas escolhas alimentares importam. “Ser vegetariano, afirma, evita participação em práticas cruéis com animais e também geralmente tem um impacto menor no ambiente do que comer carne ou outro produto animal”.


Não faz muito tempo, a Europa chocou-se com a doença da Vaca Louca, não apenas porque destruiu a imagem da carne bovina como um alimento saudável e seguro mas também porque se soube que a causa da doença era alimentar o gado com cérebro e tecidos nervosos de carneiros. s pessoas que acreditavam ingenuamente que o gado comesse capim descobriram que o gado de corte pode comer qualquer coisa, desde milho a ração de peixe, dejetos de galinhas (com excrementos e tudo), além de lixo de abatedouros.


O filósofo Tom Regan, defende o vegetarianismo e mesmo o veganismo como uma atitude moral. Segundo ele, “os animais não possuem claramente todos os direitos que nós humanos possuímos. Por exemplo, o direito ao voto e à liberdade de crença religiosa: não faz sentido atribuir esses direitos a eles. Quando se trata de nossos direitos fundamentais, no entanto – direitos à liberdade, integridade física, e à vida – temos razão para acreditar que outros animais têm esses direitos. Por quê? A resposta mais simples, acho, apela para nossas semelhanças fundamentais, nossa igualdade moral. Considere os animais que a indústria transforma em comida, em roupa, em entretenimento, em competidores, em ferramentas".


"Esses animais, continua ele, são como nós não apenas porque estejam no mundo e cientes do mundo; mais que isso, o que acontece a eles faz diferença na qualidade e na duração de suas vidas, assim como é conosco. Nós e eles somos alguém e não alguma coisa. Nós e eles temos uma biografia, não simplesmente uma biologia. O reconhecimento dos direitos dos animais é só uma extensão lógica do reconhecimento dos direitos humanos”.


Tom Regan é um forte critico do especiecismo. Para ele, o especiemo “é análogo a outros preconceitos morais. Racismo, por exemplo. Racistas pensam que membros de sua raça são superiores aos membros de todas as outras raças apenas porque eles (mas não outros) pertencem à raça superior. Especiecistas pensam que membros de nossa espécie são superiores a todas as outras espécies apenas porque nós (mas não outros) pertencemos à raça superior. Entretanto, assim como não há raça superior, não há também nenhuma espécie superior. A crença do especiecista não é menos preconceito que a crença do racista”.


O vegetarianismo encontra apoio nas religiões milenares comenta ainda Tom Regan. Segundo o filósofo “o vegetarianismo é a dieta escolhida pelos praticantes de algumas das maiores religiões mundiais, incluindo o hinduísmo, jainismo, budismo e algumas linhas do judaísmo. Também foi praticado por várias das grandes figuras do passado, como, por exemplo, Ovídio, Horácio, Virgílio, Pitágoras e Maimônides. As pessoas pensam que só excêntricos irracionais e desinformados são vegetarianos, mas a história ensina uma lição bem diferente”.


Mahatma Gandhi, destaca o filósofo foi para ele uma grande influência: “Foi por meio de seus escritos que aprendi pela primeira vez que comer carne não era necessário (para minha vida ou minha saúde, por exemplo) e que os animais em fazendas eram submetidos a uma grande violência, antes e durante seu abatimento. Não quero ter seu sangue em minhas mãos”.


Há inclusive quem sustente que o cardápio da Última Ceia foi vegetariano. Supõe-se que os convidados para a Última Ceia tenham comido um cardápio composto, na essência e como manda a tradição, por cordeiro assado, acompanhado de ervas amargas, pão ázimo e vinho. Mas, depois de um estudo minucioso da obra, parece que o cardápio é muito mais vegetariano, segundo se depreende de um relatório publicado pela revista Gastronómica.


Em um país de cultura carnívora, os elementos descritos anteriormente são de difícil compreensão e muitos consideram inclusive uma besteira este tipo de debate. Tem-se dificuldade de articular os conteúdos da crise climática, com o desmatamento, o desperdício de água e até mesmo os direitos dos animais.


É disseminado entre nós o hábito de comer carne, até mesmo cultural poder-se-ia afirmar. Como destaca Marly Winckler até o presidente Lula transformou a Granja do Torto em uma churrascaria. “Ele fez uma reforma enorme para ficar mais adequada ao consumo de carne”, diz. Basta atentar-se aos projetos de engenharia de construção de imóveis, a churrasqueira não pode faltar.


“Quem não quiser mudar, continue. Mas eu penso que quem diz querer um mundo melhor, tem que construí-lo. Esse mundo que temos é fruto da nossa ação. Ele não caiu do céu por descuido, e nós não estamos sujeitos a ele sem fazer nada. Quem quer um mundo melhor também é obrigado eticamente a promover mudanças nas suas atitudes. Essa (o vegetarianismo) é uma delas. Não tenho a menor dúvida de que não poderemos avançar muito como humanidade se não mudarmos a nossa dieta”, afirma Marly Winckler.


O biólogo Sérgio Greif insiste que apenas uma adoção em massa do vegetarianismo pode ser a solução para o conjunto dos problemas descritos anteriormente. Segundo ele, “O problema não deve se resumir à diminuição do consumo de carne, até porque a carne é apenas um dos problemas relacionados à pecuária. A população do mundo deve ser educada a se abster do consumo de todos os tipos de ingredientes de origem animal. A mensagem jamais deve ser para que as pessoas ‘comam menos carne’. A educação fornecida deve ser completa, de que as pessoas de fato se abstenham de produtos de origem animal”.


O ambientalista e coordenador do Portal EcoDebate, Henrique Cortez faz uma crítica ao consumo ético. Segundo ele “o que hoje se convenciona chamar de consumo ético deve ser encarado como conservador em relação à manutenção do modelo consumista. Assim posso consumir irrestritamente, porque me justifico através do consumo ético. É uma forma de ‘indulgência’ ao ‘pecado’ do consumo”, diz ele.


Em sua opinião, “o consumo ético só será transformador se ele questionar o modelo consumista, assumindo sua dimensão coletiva e política em relação ao modelo econômico, às formas de produção e ao sistema político de sustentação. É necessário questionar a quem serve este modelo e a quem beneficia”.


Algo semelhante afirma Isleide Arruda para quem o consumo ético como ato político “significa um ato de compra (ou não compra) no qual estão implícitas as preocupações do processo de consumir com os impactos que isso possa causar ao ambiente econômico, social ou cultural”. Ou seja, continua ela, “ele está circunscrito ao fato de que o consumidor pensa e se preocupa com os efeitos que uma escolha de compra gera aos outros e ao mundo externo como, por exemplo, com o tratamento despendido aos trabalhadores envolvidos na produção de um determinado produto, ou com os impactos ambientais que certos produtos causam”. No entanto, alerta a professora, “ele só se torna um consumo ético, no sentido político, na medida em que se condensa em um coletivo”.




O novo movimento social


“O pequeno avião sobrevoa uma paisagem fascinante de pastagens verdes entremeadas por trechos de floresta, mas Wayne Lindbergh mantém o olho colado em seu laptop. Abaixo, onde um mapa na tela do computador indica que havia floresta no ano passado, o descampado marrom revela uma queimada recente. ‘Tudo isso é novo, deste ano’, diz o integrante do Greenpeace, com fones de ouvido na cabeça enquanto aponta para a tela mostrando os mais recentes dados de satélite sobre desmatamento. Em breve, a área será pasto para milhares de cabeças de gado criados nesta fazenda no Pará, num exemplo do desmatamento ilegal atribuído pelos ambientalistas a pecuaristas”.


O relato acima é do jornalista Stuart Grudgings e descreve uma incursão do Greenpeace no Pará, região da Amazônia Legal, para averiguar novos focos de desmatamento. Aliando altíssima tecnologia, ações diretas, interlocução junto a empresas e governos, com forte apoio na sociedade e financiamento da sociedade, as organizações ambientalistas inserem-se no que se poderia denominar de novo movimento social, ou seja, organizações antenadas a novas questões sociais.


Segundo Marcelo Leite, “desde pelo menos a fundação da organização SOS Mata Atlântica, em 1986, o melhor do movimento ambientalista brasileiro busca um pacto firme e duradouro com a ciência. Os resultados estão aí, conhecidos e citados por todos”. Ele destaca que “os primeiros dados confiáveis sobre a destruição da floresta chuvosa que cobria a costa alcançada pelos portugueses em 1500 nasceram, em 1989, da parceria entre a SOS e o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). A parceria tinha por objeto usar imagens de satélite na composição de um atlas dos remanescentes florestais, como se começava a aplicar na época para a Amazônia. Assim se revelou que apenas 7% da mata atlântica sobreviveram. A única floresta que a maioria dos brasileiros conheceu e conhece está desaparecendo”.


O pesquisador destaca também o surgimento do ISA (Instituto Socioambiental), que até hoje publica, “a cada cinco anos, o indispensável volume Povos Indígenas no Brasil. Toda a cartografia agora é digital, o que habilita o ISA a fazer estudos detalhados inéditos, por exemplo sobre superposição de terras indígenas e unidades de conservação”.


De acordo com Marcelo Leite, “o caso da Amazônia, sempre o bioma mais controverso, impuseram-se no debate público ONGs como o Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) e o Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia). Ambas com sede em Belém, estão na vanguarda desse tipo inovador de ONG, dedicada a cavar, sistematizar e divulgar dados socioambientais que nem o governo detém”.


Os movimentos e organizações sociais tributárias da sociedade industrial, principalmente o movimento sindical e os partidos, bem como alguns movimentos sociais urbanos e rurais, poderiam aprender algo com o movimento ambientalista. Embora, nos últimos anos a agenda ambiental tenha entrado com força nos debates dessas organizações, ainda há dificuldade de assimilação e elaboração de novas estratégias de ação.

Fonte


publicado por Maluvfx às 15:10
link do post | comentar | favorito


mais sobre mim
pesquisar
 
Maio 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
11

12
13
14
16
18

19
20
21
22
23
24
25

26
27
28
29
30
31


posts recentes

Ecologia, Direitos dos An...

Ecologia, Direitos dos An...

Ecologia, Direitos dos An...

Ambiente e Vegetarianismo...

Livro de crônicas ambient...

ONU recomenda dieta vegan...

Dia Internacional da Biod...

Dia Internacional da Biod...

BP forçada a admitir que ...

Consequências ambientais ...

arquivos

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Setembro 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Setembro 2008

Agosto 2008

Junho 2008

Fevereiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Setembro 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Maio 2006

Dezembro 2005

Outubro 2003

Julho 2002

tags

todas as tags

favoritos

ANTI-TOURADAS

links
Fazer olhinhos
blogs SAPO
subscrever feeds