Ética é o conjunto de valores, ou padrões, a partir dos quais uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões. A ética é importante por que respeita os outros e a dignidade humana.

Domingo, 28 de Fevereiro de 2010
Alimentos Vegetarianos Típicos





Alimentos Vegetarianos Típicos

Nesta página são apresentados alguns alimentos mais típicos de dietas vegetarianas. No entanto, não é necessário que os vegetarianos incluam estes alimentos na sua dieta. O mais importante numa dieta equilibrada é incluir muitos legumes, fruta, leguminosas (como feijão, grão-de-bico, lentilhas, etc.) e cereais (como arroz, pão e massa, de preferência integrais).
A maioria dos alimentos aqui apresentados encontra-se facilmente em qualquer loja de produtos/naturais dietéticos, sendo que alguns também se encontram nos hipermercados e supermercados.



Substitutos de Carne

Salsichas e Hambúrgeres
É muito simples e fácil substituir a carne nos mais variados pratos. Os substitutos de carne mais económicos e acessíveis são as leguminosas, como o feijão, o grão-de-bico e as lentilhas, por exemplo. Quando se pretende um substituto com aspecto e ou textura semelhantes aos da carne, pode utilizar-se a proteína de soja texturizada, o seitan ou o tofu. Existem também diversos alimentos vegetais processados que são extremamente semelhantes às versões feitas a partir de carne. É possível comprar salsichas vegetais, hambúrgeres vegetais e até chouriço vegetal. Uma desvantagem destes alimentos vegetarianos processados é que são normalmente bastante dispendiosos.

Leite Vegetal

Bebida Soja
O leite vegetal mais popular entre os vegetarianos é o leite de soja, mas também existe leite de aveia e leite de arroz. Os diferentes leites vegetais têm sabores bastantes distintos e os leites de soja também variam bastante de sabor consoante a marca. Não se assuste se experimentar algum que não goste, quase de certeza que há outros leites vegetais com um sabor que lhe agrade mais (os leites de soja simples mais saborosos costumam ser os que incluem aroma de maçã) .
A maioria dos leites vegetais é enriquecida com cálcio numa quantidade idêntica ao existente no leite de vaca, pelo que esses leites vegetais são uma fonte de cálcio equiparável ao leite de vaca.

Queijo Vegetal

Queijo de Soja
Para muitos vegetarianos, o queijo é o alimento de origem animal que mais lhes custa a abandonar. No entanto, cada vez há mais oferta de queijos vegetais com um sabor muito idêntico ao queijo de origem animal, pelo que é possível continuar a desfrutar de um paladar semelhante ao do queijo sem contribuir para a crueldade animal. Existem queijos vegetais de diversos sabores e consistências, sendo inclusive possível utilizá-los em pizas vegetais, por exemplo.

Substitutos de Ovos

Substituto de Ovo
Na maioria das receitas com ovos, é possível encontrar bons substitutos vegetais para os ovos. Por exemplo, pode substituir-se um ovo com:
  • 2 colheres de sopa de amido de milho misturado com 2 colheres de sopa de água.
  • 1/4 de chávena de banana triturada.
  • 1/4 de chávena de puré de maça.
  • 40 g de tofu triturado com água ou triturado com os líquidos da receita.
  • 1 colher de sopa de linhaça triturada com 3 colheres de sopa de água.
O tofu costuma resultar bem em pratos salgados, como quiches. A linhaça triturada é um bom substituto da clara de ovo. Também são comercializados alguns substitutos de ovo vegetais em pó, mas não é muito fácil encontrá-los à venda em Portugal.

Proteína de Soja Texturizada/Soja Granulada

Proteína de Soja
A proteína de soja texturizada (ou soja granulada) é uma fonte de proteína muito económica criada a partir de farinha de soja por um processo industrial. A proteína de soja texturizada é também rica em ferro, cálcio, fibra e zinco. Dado que se trata de um alimento desidratado, a proteína de soja texturizada tem de ser reidratada em água quente durante uns 10 minutos ou durante o processo de cozedura.
A proteína de soja texturizada tem cerca de 50% de proteína (antes de ser reidratada) e, depois de cozinhada, tem uma textura idêntica à de carne picada. Para além do granulado fino, existe também proteína de soja texturizada em pedaços maiores (mas não costuma ficar tão saborosa).

Molho de Soja (Shoyu)

Molho de Soja
O molho de soja é um condimento utilizado em substituição do sal e foi originalmente criado na China há milhares de anos. O molho de soja é feito com soja fermentada, trigo, sal e água.
No Japão, o molho de soja é denominado shoyu, sendo este o molho de soja mais popular de boa qualidade que se encontra à venda em Portugal. Também de origem japonesa, o tamari é outro molho de soja popular, mas com um sabor mais forte e sem trigo (ou com quantidade muito reduzida de trigo).
Uma vez que contém sal, o molho de soja deve ser utilizado com moderação. No entanto, o molho de soja permite conferir um sabor agradável e característico aos alimentos com menor quantidade de sal do que se fosse utilizado sal por si só.

Tofu

Tofu
O tofu é um alimento feito a partir de feijões de soja, água e um agente coagulante, com origem na China, onde já é utilizado há milhares de anos. É uma excelente fonte de proteína e de cálcio. O tofu é um alimento com um sabor neutro, mas que absorve muito facilmente diferentes sabores, o que o torna num alimento extremamente versátil que tanto pode ser utilizado em pratos salgados como doces.
O tofu vende-se normalmente embalado com água. Depois de aberto, o tofu não utilizado pode voltar a ser armazenado no frigorífico imerso em água num recipiente fechado.

Seitan

Seitan
O seitan é um alimento rico em proteína feito à base de glúten de trigo e utilizado na Ásia há centenas de anos. Embora seja feito de trigo, não tem grandes semelhanças com o pão. Quando cozinhado, o seitan tem um aspecto e textura extremamente idênticos aos da carne, sendo muito popular como substituto da carne.
O seitan vende-se normalmente embalado com água. Depois de aberto, pode voltar a armazenar-se no frigorífico imerso em água num recipiente fechado.

Tempeh

Tempeh
O tempeh é um alimento feito a partir de feijão de soja integral, cozinhado e fermentado. Ao contrário do tofu, tem um sabor distinto, sendo por vezes incluídos cereais na sua produção. O tempeh é um alimento altamente nutritivo, rico em proteína, cálcio e isoflavonóides, e com muito baixo teor de gordura. Trata-se de um aglomerado firme e compacto de feijões de soja, sendo recomendável cortá-lo em rodelas ou pequenos cubos para o cozinhar, por exemplo, num refogado.

Quinoa

Quinoa
A quinoa é um alimento nativo da América do Sul, conhecido como o "ouro dos Incas". Embora seja conhecida como cereal, trata-se de uma semente de excelente valor nutricional. É muito rica em proteínas, incluindo todas as proteínas essenciais, o que faz dela um alimento bastante adequado para os vegetarianos. A quinoa é também muito rica em fibra, magnésio, ferro e fósforo, e é isenta de glúten, sendo por isso um alimento de fácil digestão. A preparação da quinoa é idêntica à dos cereais integrais (como o arroz), mas a sua cozedura é bastante mais rápida (15-20 minutos).

Tahini

Tahini
O tahini é uma pasta feita a partir de sementes de sésamo sem casca com origem no Médio Oriente, onde é utilizado há centenas de anos. Existem pastas de sésamo feitas a partir de sementes de sésamo com casca, mas são mais amargas e espessas do que o tahini.
O tahini é idêntico à manteiga de amendoim em consistência e sabor, mas de valor nutricional superior. É muito rico em cálcio e é muito popular sobretudo como ingrediente para fazer hummus, um alimento típico do Médio Oriente, feito à base de grão-de-bico e tahini.



_________________________________________



Receitas Vegetarianas

Aqui poderá encontrar algumas receitas 100% vegetais simples e saborosas. Para uma maior variedade de receitas, poderá consultar, por exemplo, a secção de receitas do Centro Vegetarino (ter em atenção que nalgumas receitas deverá substituir os ovos e/ou o leite, pois o site inclui receitas ovolactovegetarianas) ou o site VegWeb.com (em inglês).

Tofu Com Tomate

Esta receita é uma forma muito simples e saborosa de preparar tofu. A mesma receita pode ser utilizada para preparar seitan.

Hummus

O hummus é uma receita vegetariana altamente nutritiva e saborosa que é muito utilizada no Médio Oriente.

Massa de 'Salsicha' e Espinafre

Uma massa vegetariana muito rápida e simples de fazer para quando é precisa uma refeição rápida.

Caril de Grão-de-bico

Uma receita muito simples para grão-de-bico que pode acompanhar arroz ou massa.

Bolo de Chocolate Vegetariano

Um bolo de chocolate vegetariano húmido e delicioso que é facílimo de preparar.

Feijoada Vegetariana

Uma feijoada vegetal, tão ou mais saborosa do que a feijoada tradicional.

Pizza Vegetariana

Uma piza 100% vegetal muito saborosa e fácil de fazer.


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Alimentos Vegetarianos Típicos





Alimentos Vegetarianos Típicos

Nesta página são apresentados alguns alimentos mais típicos de dietas vegetarianas. No entanto, não é necessário que os vegetarianos incluam estes alimentos na sua dieta. O mais importante numa dieta equilibrada é incluir muitos legumes, fruta, leguminosas (como feijão, grão-de-bico, lentilhas, etc.) e cereais (como arroz, pão e massa, de preferência integrais).
A maioria dos alimentos aqui apresentados encontra-se facilmente em qualquer loja de produtos/naturais dietéticos, sendo que alguns também se encontram nos hipermercados e supermercados.



Substitutos de Carne

Salsichas e Hambúrgeres
É muito simples e fácil substituir a carne nos mais variados pratos. Os substitutos de carne mais económicos e acessíveis são as leguminosas, como o feijão, o grão-de-bico e as lentilhas, por exemplo. Quando se pretende um substituto com aspecto e ou textura semelhantes aos da carne, pode utilizar-se a proteína de soja texturizada, o seitan ou o tofu. Existem também diversos alimentos vegetais processados que são extremamente semelhantes às versões feitas a partir de carne. É possível comprar salsichas vegetais, hambúrgeres vegetais e até chouriço vegetal. Uma desvantagem destes alimentos vegetarianos processados é que são normalmente bastante dispendiosos.

Leite Vegetal

Bebida Soja
O leite vegetal mais popular entre os vegetarianos é o leite de soja, mas também existe leite de aveia e leite de arroz. Os diferentes leites vegetais têm sabores bastantes distintos e os leites de soja também variam bastante de sabor consoante a marca. Não se assuste se experimentar algum que não goste, quase de certeza que há outros leites vegetais com um sabor que lhe agrade mais (os leites de soja simples mais saborosos costumam ser os que incluem aroma de maçã) .
A maioria dos leites vegetais é enriquecida com cálcio numa quantidade idêntica ao existente no leite de vaca, pelo que esses leites vegetais são uma fonte de cálcio equiparável ao leite de vaca.

Queijo Vegetal

Queijo de Soja
Para muitos vegetarianos, o queijo é o alimento de origem animal que mais lhes custa a abandonar. No entanto, cada vez há mais oferta de queijos vegetais com um sabor muito idêntico ao queijo de origem animal, pelo que é possível continuar a desfrutar de um paladar semelhante ao do queijo sem contribuir para a crueldade animal. Existem queijos vegetais de diversos sabores e consistências, sendo inclusive possível utilizá-los em pizas vegetais, por exemplo.

Substitutos de Ovos

Substituto de Ovo
Na maioria das receitas com ovos, é possível encontrar bons substitutos vegetais para os ovos. Por exemplo, pode substituir-se um ovo com:
  • 2 colheres de sopa de amido de milho misturado com 2 colheres de sopa de água.
  • 1/4 de chávena de banana triturada.
  • 1/4 de chávena de puré de maça.
  • 40 g de tofu triturado com água ou triturado com os líquidos da receita.
  • 1 colher de sopa de linhaça triturada com 3 colheres de sopa de água.
O tofu costuma resultar bem em pratos salgados, como quiches. A linhaça triturada é um bom substituto da clara de ovo. Também são comercializados alguns substitutos de ovo vegetais em pó, mas não é muito fácil encontrá-los à venda em Portugal.

Proteína de Soja Texturizada/Soja Granulada

Proteína de Soja
A proteína de soja texturizada (ou soja granulada) é uma fonte de proteína muito económica criada a partir de farinha de soja por um processo industrial. A proteína de soja texturizada é também rica em ferro, cálcio, fibra e zinco. Dado que se trata de um alimento desidratado, a proteína de soja texturizada tem de ser reidratada em água quente durante uns 10 minutos ou durante o processo de cozedura.
A proteína de soja texturizada tem cerca de 50% de proteína (antes de ser reidratada) e, depois de cozinhada, tem uma textura idêntica à de carne picada. Para além do granulado fino, existe também proteína de soja texturizada em pedaços maiores (mas não costuma ficar tão saborosa).

Molho de Soja (Shoyu)

Molho de Soja
O molho de soja é um condimento utilizado em substituição do sal e foi originalmente criado na China há milhares de anos. O molho de soja é feito com soja fermentada, trigo, sal e água.
No Japão, o molho de soja é denominado shoyu, sendo este o molho de soja mais popular de boa qualidade que se encontra à venda em Portugal. Também de origem japonesa, o tamari é outro molho de soja popular, mas com um sabor mais forte e sem trigo (ou com quantidade muito reduzida de trigo).
Uma vez que contém sal, o molho de soja deve ser utilizado com moderação. No entanto, o molho de soja permite conferir um sabor agradável e característico aos alimentos com menor quantidade de sal do que se fosse utilizado sal por si só.

Tofu

Tofu
O tofu é um alimento feito a partir de feijões de soja, água e um agente coagulante, com origem na China, onde já é utilizado há milhares de anos. É uma excelente fonte de proteína e de cálcio. O tofu é um alimento com um sabor neutro, mas que absorve muito facilmente diferentes sabores, o que o torna num alimento extremamente versátil que tanto pode ser utilizado em pratos salgados como doces.
O tofu vende-se normalmente embalado com água. Depois de aberto, o tofu não utilizado pode voltar a ser armazenado no frigorífico imerso em água num recipiente fechado.

Seitan

Seitan
O seitan é um alimento rico em proteína feito à base de glúten de trigo e utilizado na Ásia há centenas de anos. Embora seja feito de trigo, não tem grandes semelhanças com o pão. Quando cozinhado, o seitan tem um aspecto e textura extremamente idênticos aos da carne, sendo muito popular como substituto da carne.
O seitan vende-se normalmente embalado com água. Depois de aberto, pode voltar a armazenar-se no frigorífico imerso em água num recipiente fechado.

Tempeh

Tempeh
O tempeh é um alimento feito a partir de feijão de soja integral, cozinhado e fermentado. Ao contrário do tofu, tem um sabor distinto, sendo por vezes incluídos cereais na sua produção. O tempeh é um alimento altamente nutritivo, rico em proteína, cálcio e isoflavonóides, e com muito baixo teor de gordura. Trata-se de um aglomerado firme e compacto de feijões de soja, sendo recomendável cortá-lo em rodelas ou pequenos cubos para o cozinhar, por exemplo, num refogado.

Quinoa

Quinoa
A quinoa é um alimento nativo da América do Sul, conhecido como o "ouro dos Incas". Embora seja conhecida como cereal, trata-se de uma semente de excelente valor nutricional. É muito rica em proteínas, incluindo todas as proteínas essenciais, o que faz dela um alimento bastante adequado para os vegetarianos. A quinoa é também muito rica em fibra, magnésio, ferro e fósforo, e é isenta de glúten, sendo por isso um alimento de fácil digestão. A preparação da quinoa é idêntica à dos cereais integrais (como o arroz), mas a sua cozedura é bastante mais rápida (15-20 minutos).

Tahini

Tahini
O tahini é uma pasta feita a partir de sementes de sésamo sem casca com origem no Médio Oriente, onde é utilizado há centenas de anos. Existem pastas de sésamo feitas a partir de sementes de sésamo com casca, mas são mais amargas e espessas do que o tahini.
O tahini é idêntico à manteiga de amendoim em consistência e sabor, mas de valor nutricional superior. É muito rico em cálcio e é muito popular sobretudo como ingrediente para fazer hummus, um alimento típico do Médio Oriente, feito à base de grão-de-bico e tahini.



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Receitas Vegetarianas

Aqui poderá encontrar algumas receitas 100% vegetais simples e saborosas. Para uma maior variedade de receitas, poderá consultar, por exemplo, a secção de receitas do Centro Vegetarino (ter em atenção que nalgumas receitas deverá substituir os ovos e/ou o leite, pois o site inclui receitas ovolactovegetarianas) ou o site VegWeb.com (em inglês).

Tofu Com Tomate

Esta receita é uma forma muito simples e saborosa de preparar tofu. A mesma receita pode ser utilizada para preparar seitan.

Hummus

O hummus é uma receita vegetariana altamente nutritiva e saborosa que é muito utilizada no Médio Oriente.

Massa de 'Salsicha' e Espinafre

Uma massa vegetariana muito rápida e simples de fazer para quando é precisa uma refeição rápida.

Caril de Grão-de-bico

Uma receita muito simples para grão-de-bico que pode acompanhar arroz ou massa.

Bolo de Chocolate Vegetariano

Um bolo de chocolate vegetariano húmido e delicioso que é facílimo de preparar.

Feijoada Vegetariana

Uma feijoada vegetal, tão ou mais saborosa do que a feijoada tradicional.

Pizza Vegetariana

Uma piza 100% vegetal muito saborosa e fácil de fazer.


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Saúde e Nutrição Numa Dieta Vegetariana





Vegetais
Adoptar uma dieta vegetariana por respeito aos animais não pode ser uma moda passageira — é uma filosofia de vida para toda a vida. Como tal, é fundamental que estejamos bem informados sobre as questões de saúde e nutrição. Ao descurar a saúde, não estamos apenas a prejudicarmo-nos a nós próprios e àqueles que gostam de nós, mas estamos também a contribuir para uma imagem errada da dieta vegetariana, o que, em última análise, é mau para os animais que queremos defender.
Esta secção tem como objectivo fornecer informações isentas, fidedignas e actualizadas sobre nutrição e saúde numa dieta vegetariana, para que possamos adoptar o vegetarianismo para toda a vida e o possamos fazer cuidando da nossa saúde.

Índice de Artigos Sobre Saúde e Nutrição

Nota: dieta vegana significa dieta estritamente vegetariana (sem nenhum alimento de origem animal). Quando se fala apenas em dietas vegetarianas, tal engloba normalmente as dietas veganas e as ovolactovegetarianas.
A menos que exista indicação em contrário, os artigos da secção de saúde são da autoria de Jack Norris, nutricionista. Original em VeganHealth.org. © 2003–2009 Vegan Outreach e Jack Norris. Tradução e adaptação: Associação Pelos Animais.


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Saúde e Nutrição Numa Dieta Vegetariana





Vegetais
Adoptar uma dieta vegetariana por respeito aos animais não pode ser uma moda passageira — é uma filosofia de vida para toda a vida. Como tal, é fundamental que estejamos bem informados sobre as questões de saúde e nutrição. Ao descurar a saúde, não estamos apenas a prejudicarmo-nos a nós próprios e àqueles que gostam de nós, mas estamos também a contribuir para uma imagem errada da dieta vegetariana, o que, em última análise, é mau para os animais que queremos defender.
Esta secção tem como objectivo fornecer informações isentas, fidedignas e actualizadas sobre nutrição e saúde numa dieta vegetariana, para que possamos adoptar o vegetarianismo para toda a vida e o possamos fazer cuidando da nossa saúde.

Índice de Artigos Sobre Saúde e Nutrição

Nota: dieta vegana significa dieta estritamente vegetariana (sem nenhum alimento de origem animal). Quando se fala apenas em dietas vegetarianas, tal engloba normalmente as dietas veganas e as ovolactovegetarianas.
A menos que exista indicação em contrário, os artigos da secção de saúde são da autoria de Jack Norris, nutricionista. Original em VeganHealth.org. © 2003–2009 Vegan Outreach e Jack Norris. Tradução e adaptação: Associação Pelos Animais.


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Saúde e Nutrição Numa Dieta Vegetariana





Vegetais
Adoptar uma dieta vegetariana por respeito aos animais não pode ser uma moda passageira — é uma filosofia de vida para toda a vida. Como tal, é fundamental que estejamos bem informados sobre as questões de saúde e nutrição. Ao descurar a saúde, não estamos apenas a prejudicarmo-nos a nós próprios e àqueles que gostam de nós, mas estamos também a contribuir para uma imagem errada da dieta vegetariana, o que, em última análise, é mau para os animais que queremos defender.
Esta secção tem como objectivo fornecer informações isentas, fidedignas e actualizadas sobre nutrição e saúde numa dieta vegetariana, para que possamos adoptar o vegetarianismo para toda a vida e o possamos fazer cuidando da nossa saúde.

Índice de Artigos Sobre Saúde e Nutrição

Nota: dieta vegana significa dieta estritamente vegetariana (sem nenhum alimento de origem animal). Quando se fala apenas em dietas vegetarianas, tal engloba normalmente as dietas veganas e as ovolactovegetarianas.
A menos que exista indicação em contrário, os artigos da secção de saúde são da autoria de Jack Norris, nutricionista. Original em VeganHealth.org. © 2003–2009 Vegan Outreach e Jack Norris. Tradução e adaptação: Associação Pelos Animais.


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VEGetariANISMO ÉTICO

Vegetarianismo Pelos Animais
Todos os dias são abatidos milhões de animas para alimentação humana. Este incomensurável sofrimento que se inflige aos animais é completamente injustificado, pois os humanos não têm nenhuma necessidade de se alimentarem de animais.
Se somos contra crueldade desnecessária e violência gratuita, devemos também ser contra a utilização de animais na indústria alimentar. Está nas mãos de cada um de nós, aqui e agora, demarcarmo-nos desta crueldade, adoptando uma dieta vegetariana.
O vegetarianismo ético é a aplicação prática na nossa vida do princípio do respeito pelos animais e do princípio da não-violência. O vegetarianismo ético não é como uma moda passageira que se adopta e depois se esquece, é uma questão de princípios e os princípios são para toda a vida.



Porquê Ser Vegetariano?

Ao contrário do que muitas pessoas ainda julgam, o ser humano não tem nenhuma necessidade de se alimentar de outros animais; fazê-mo-lo apenas por costume, por comodismo ou para satisfazer o nosso paladar. Uma dieta vegetariana bem planeada é tão ou mais saudável do que uma dieta omnívora bem planeada.
A maior parte de nós nunca ponderou sequer porque motivo come aquilo que come e com que justificação o faz. Limitamo-nos a comer o mesmo que os nossos pais comem, o mesmo que os nossos familiares e amigos comem, ou aquilo que a indústria alimentar nos impinge.
Chegou a altura de pensarmos pela nossa própria cabeça. As nossas acções têm consequências e a consequência de comermos produtos de origem animal é o sofrimento injustificado de milhares de animais.

Não Se Trata de Caridade, Trata-se de Respeito

O vegetarianismo ético é a base do respeito pelos animais. É a aplicação na nossa vida do princípio da não-violência e da justiça para com os seres de outras espécies.
Não temos necessariamente de gostar de animais nem de ser caridosos para com os animais, mas sim de respeitá-los. Da mesma forma que não temos obrigação de ajudar as pessoas sem-abrigo, também não temos obrigação de ajudar um cão que vemos abandonado na rua, por exemplo. No entanto, ainda que não façamos absolutamente nada para ajudar os animais, a nossa obrigação ética mínima é fazer aquilo que estiver ao nosso alcance para não os prejudicar. E a coisa mais importante que podemos fazer para poupar sofrimento aos animais é adoptar uma dieta vegetariana.




Questões Frequentes


O que é o vegetarianismo ético?

vegetarianismo ético é uma dieta baseada em vegetais, que exclui os animais e os produtos de origem animal. Diz-se ético, porque não é motivado por questões de gosto (costuma dizer-se que os vegetarianos não gostam de carne, o que não é rigoroso) nem por questões de saúde (embora nos devamos obviamente preocupar com a saúde). O vegetarianismo ético é motivado pelo respeito pelos animais e/ou por questões ambientais que afectam os direitos dos humanos e não-humanos que habitam este planeta.
O objectivo de um vegetariano ético deve ser adoptar uma dieta estritamente vegetariana (ou vegana) excluindo da sua alimentação, para além da carne e do peixe, os ovos e os lacticínios. A indústria de produção de ovos e lacticínios acaba por causar mais sofrimento aos animais do que a produção de carne. Causa mais sofrimento, porque, no caso dos lacticínios e dos ovos, os animais vivem (miseravelmente) durante mais tempo antes de serem também eles abatidos e comidos.
Apesar de o vegetarianismo estrito ser a atitude mais coerente a tomar, a maioria dos vegetarianos abandonou primeiro a carne e o peixe e só passado bastante tempo deixou por completo os lacticínios e/ou os ovos. O importante é reduzir progressivamente o consumo de produtos de origem animal e não cair no erro de pensar que só a carne e o peixe é que são condenáveis. Muito provavelmente, há mais sofrimento num copo de leite do que num bife.

Por que motivo merecem os animais respeito?

Os animais merecem ser respeitados, porque são, em muitos aspectos fundamentais, idênticos aos humanos. Na verdade, qualquer pessoa que conviva de perto com um animal pode constatar a complexidade do seu lado psicológico e como cada animal tem uma personalidade única. É por isso que não conseguimos conceber comer um cão ou um gato. Contudo, é tão errado e injustificável comer um cão como comer um porco. Na verdade, os porcos até são mais inteligentes do que os cães.
Hoje em dia, é consensual que muitos animais (nomeadamente os animais utilizados na indústria alimentar) são seres conscientes da dor e do prazer, seres que se podem alegrar ou entristecer, seres com memória do passado e com capacidade de antecipar o futuro, seres que aprendem, seres com uma vida própria que lhes pode correr melhor ou pior. Em suma, são seres que possuem as características necessárias e relevantes para merecerem o nosso respeito. Como tal, é eticamente indefensável infligir-lhes sofrimento desnecessário, mas é precisamente isso que fazemos ao alimentarmo-nos deles.

Porquê deixar de comer animais em vez de pedir que sejam tratados condignamente?

Há dois problemas com esta visão. Por um lado, sugere que não há nenhum problema em continuar a criar, explorar e matar os animais, desde que o façamos com um mínimo de sofrimento para os animais. Na nossa opinião, a exploração dos animais é injustificável em si mesma, independentemente da forma como fazemos essa exploração e por mais que tentemos adornar a imagem.
Por outro lado, esta visão sugere que é possível continuar a explorar os animais (ou, mais precisamente, a explorar cada vez mais animais, já que esta indústria tem tido um crescimento exponencial) sem lhes causar grande sofrimento, o que é completamente ingénuo (algo que os anglo-saxónicos apelidam de wishful thinking).
Segundo um relatório da ONU, prevê-se que tanto a produção de carne como a produção de leite dupliquempelo ano 2050 (relativamente aos valores de 2000). A produção de carne aumentará de 229 milhões de toneladas para 465 milhões de toneladas, enquanto que a produção de leite aumentará de 580 milhões de toneladas para 1043 milhões de toneladas. Isto traduz-se em muitos mais milhões de animais a viverem vidas de sofrimento constante.
A esperança seria alguma eventual legislação de bem-estar animal que obrigasse a indústria a tratar os animais condignamente. Mas é mais provável as galinhas ganharem dentes do que isso acontecer.
A indústria de exploração dos animais é uma indústria poderosíssima com um lóbi a condizer. Esse lóbi tem força mais do que suficiente para impedir qualquer medida legislativa que se pudesse traduzir numa melhoria significativa no bem-estar dos animais (oferecer bem-estar aos animais custa dinheiro). O que se verifica na prática é que as leis de bem-estar animal só são aprovadas quando não há oposição da indústria alimentar. As melhorias que se vão conseguindo através de legislação eliminam algumas práticas de crueldade mais gritante, mas a vida dos animais continua a ser um inferno. Nos EUA e no Reino Unido, por exemplo, onde já há legislação de bem-estar animal há mais de um século, cada vez há mais animais a sofrer e das piores formas possíveis (explorados em massa e em absoluto desrespeito pela sua natureza).
Ninguém vai proteger por nós os animais utilizados na indústria alimentar. Esses animais são apenas recursos descartáveisnuma indústria que nunca será uma indústria compassiva. Para a indústria alimentar, o único valor dos animais é o seu valor comercial, o qual é insignificante face aos custos de funcionamento e ao valor das instalações. Mesmo para quem defenda apenas o bem-estar animal e não os direitos dos animais, o vegetarianismo ético constitui o único meio realmente eficaz de poupar sofrimento aos animais utilizados na indústria alimentar.

Porquê poupar sofrimento aos animais se as plantas também são seres vivos?

A resposta é tão óbvia que é quase desnecessária. O argumento (se é que se pode chamar a isso argumento ) de que as plantas são seres vivos e, por conseguinte, também sofrem, é um argumento absolutamente inválido. Claro que as plantas são seres vivos (como também o são as bactérias e outros organismos unicelulares, por exemplo), mas ninguém defende que ser-se um «ser vivo» seja condição suficiente para se ter a capacidade de sofrer — para um ser sofrer é necessário que tenha uma mente e um sistema nervoso, o que obviamente não é o caso das plantas.
Claro que se, por absurdo, as plantas sofressem, o vegetarianismo continuaria a ser a escolha mais acertada, uma vez que quem é vegetariano tem uma dieta muito mais eficiente, ao passo que os omnívoros consomem indirectamente muitas mais plantas (utilizadas na alimentação dos animais).

Porquê adoptar uma dieta que não é a dieta “natural” dos humanos?

Os humanos são animais omnívoros, mas têm características fisiológicas muito mais próximas dos animais herbívoros do que dos carnívoros. Ser omnívoro não significa que se tenha de comer carne ou outros produtos de origem animal, significa apenas que conseguimos digerir esses alimentos. Os produtos de origem animal não só não são necessários para uma dieta equilibrada, como têm muitos efeitos nocivos para a saúde humana.
Mas não há vários nutricionistas que dizem que é preciso comer carne/peixe/beber leite?
Sim, há, mas estão a precisar de actualizar os seus conhecimentos (se calhar, ainda não os actualizaram desde que saíram da faculdade ). A posição da Associação Americana de Nutrição e da associação Nutricionistas do Canadá é que «uma dietaestritamente vegetariana (vegana) e outros tipos dedietas vegetarianas bem planeadas são apropriadas para todas as fases da vida, incluindo gravidez, aleitamento, primeira infância, infância, e adolescência» e que «as dietas vegetarianas oferecem diversas vantagens nutricionais».
Claro que a dieta vegetariana não é nenhuma dieta milagrosa que cure ou previna todas as doenças e nos faça viver até aos 120 anos — como alguns vegetarianos bem-intencionados, mas demasiado entusiastas, nos parecem querer sugerir. Como em qualquer outra dieta, é preciso um planeamento adequado para se conseguir uma nutrição equilibrada. Na verdade, numa dieta estritamente vegetariana, é preciso um planeamento mais cuidadoso do que numa dieta omnívora. Porém, a recompensa desse "esforço" é sabermos que estamos a contribuir decisivamente para termos uma saúde melhor e um planeta mais sustentável, ao mesmo tempo que aplicamos efectivamente na nossa vida o princípio do respeito pelos outros animais.

Porquê negar a evolução natural do homem que se baseou na dieta omnívora?

Não colocando em causa a necessidade que os humanos possam ter tido de se alimentar de carne em tempos passados, hoje em dia não há nenhuma necessidade de continuarmos a fazê-lo, antes pelo contrário. Adoptar uma dieta vegetariana é continuar a evoluir. Por um lado, evoluir em direcção a uma sociedade mais justa e pacífica, onde seja dado aos animais não-humanos o respeito que eles merecem. E, por outro lado, evoluir em direcção a um planeta mais sustentável, onde seja possível alimentar mais pessoas, ao mesmo tempo que se reduzem os fortes impactos negativos no ambiente resultantes da criação de animais para consumo humano.

Porquê abdicar de comer animais se os humanos estão no topo da cadeia alimentar?

Ninguém nega que os humanos têm capacidade para dominar os outros animais. Mas uma coisa é ter poder, outra coisa muito distinta é ter razão. O facto de uma pessoa conseguir subjugar outra pessoa mais fraca do que ela não lhe dá o direito de o fazer. Do mesmo modo, o poder que nós temos sobre os outros animais não nos confere o direito de os comer ou explorar.

Porquê deixar de comer animais se eles próprios se comem uns aos outros?


Esta questão é engraçada, porque aquilo que os animais não-humanos fazem é normalmente dado como exemplo daquilo que os humanos se devem abster de fazer (já que somos supostamente superiores). Contudo, quando nos convém, invertemos rapidamente os papéis para tentar arranjar alguma desculpa.
A verdade é que aquilo que os outros fazem (sejam humanos ou não-humanos) não serve de justificação para as nossas acções — a menos que ainda estejamos na escola primária.
Para os animais que comem outros animais não existe nenhuma escolha moral subjacente a essa acção. No entanto, nós, humanos, temos a capacidade e o poder para escolher moralmente. E se nós podemos escolher não causar sofrimento, e ainda assim escolhemos causar sofrimento, será que não há nada de errado nisso?

Porquê preocuparmo-nos com os animais quando há problemas mais graves?

O facto de existirem problemas mais graves do que outros não é de forma nenhumadesculpa para ignorarmos os problemas menos graves.
O que é mais importante? O problema da fome extrema em África ou o problema da perda de poder de compra dos trabalhadores? Seguramente, o problema da fome extrema é mais grave, mas significa isso que devemos deixar de lutar por aumentos salariais justos para as classes mais desfavorecidas? Claro que não. Do mesmo modo, podemos respeitar os direitos dos animais ao mesmo tempo que ajudamos a combater outros problemas, sejam eles mais ou menos graves.
É engraçado que não se ouve ninguém perguntar "porque gastas tanto dinheiro para ver jogos de futebol quando podias ajudar as crianças que morrem de fome?" ou "porque passas o tempo a ver televisão quando podias fazer voluntariado para ajudar pessoas necessitadas?". Ninguém critica essas pessoas, porque elas não incomodam a consciência de ninguém. Paradoxalmente, são aqueles que fazem alguma coisa por uma mudança na sociedade que são sempre alvo destas críticas — e quem faz as críticas são normalmente os mais comodistas da sociedade.

Qual a relação da dieta vegetariana com o ambiente? E com o problema da fome?

A dieta vegetariana é uma dieta muito mais eficiente em termos energéticos e em termos de poupança de recursos naturais do que a dieta omnívora. Tal facto explica-se muito facilmente: ao comermos animais, estamos a comer indirectamente os vegetais de que esses animais se alimentaram. Se comermos directamente os vegetais, o processo é várias vezes mais eficiente.
Com idênticos recursos naturais, podemos alimentar muitas mais pessoas com uma dieta vegetariana do que com uma dieta omnívora. O vegetarianismo não vai resolver o problema da fome no mundo, mas é seguramente um passo na direcção certa.
No que concerne ao ambiente, uma dieta vegetariana contribui para minorar diversos problemas muito graves, nomeadamente o aquecimento global e a desflorestação (a principal causa de ambos é a criação de animais para alimentação), a falta de água potável (quase 1/10 de toda a água potável utilizada pelo homem a nível mundial é utilizada para criação de animais para alimentação) e a poluição (uma das principais, senão a principal causa de poluição dos recursos hídricos é também a criação de animais para alimentação).



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VEGetariANISMO ÉTICO

Vegetarianismo Pelos Animais
Todos os dias são abatidos milhões de animas para alimentação humana. Este incomensurável sofrimento que se inflige aos animais é completamente injustificado, pois os humanos não têm nenhuma necessidade de se alimentarem de animais.
Se somos contra crueldade desnecessária e violência gratuita, devemos também ser contra a utilização de animais na indústria alimentar. Está nas mãos de cada um de nós, aqui e agora, demarcarmo-nos desta crueldade, adoptando uma dieta vegetariana.
O vegetarianismo ético é a aplicação prática na nossa vida do princípio do respeito pelos animais e do princípio da não-violência. O vegetarianismo ético não é como uma moda passageira que se adopta e depois se esquece, é uma questão de princípios e os princípios são para toda a vida.



Porquê Ser Vegetariano?

Ao contrário do que muitas pessoas ainda julgam, o ser humano não tem nenhuma necessidade de se alimentar de outros animais; fazê-mo-lo apenas por costume, por comodismo ou para satisfazer o nosso paladar. Uma dieta vegetariana bem planeada é tão ou mais saudável do que uma dieta omnívora bem planeada.
A maior parte de nós nunca ponderou sequer porque motivo come aquilo que come e com que justificação o faz. Limitamo-nos a comer o mesmo que os nossos pais comem, o mesmo que os nossos familiares e amigos comem, ou aquilo que a indústria alimentar nos impinge.
Chegou a altura de pensarmos pela nossa própria cabeça. As nossas acções têm consequências e a consequência de comermos produtos de origem animal é o sofrimento injustificado de milhares de animais.

Não Se Trata de Caridade, Trata-se de Respeito

O vegetarianismo ético é a base do respeito pelos animais. É a aplicação na nossa vida do princípio da não-violência e da justiça para com os seres de outras espécies.
Não temos necessariamente de gostar de animais nem de ser caridosos para com os animais, mas sim de respeitá-los. Da mesma forma que não temos obrigação de ajudar as pessoas sem-abrigo, também não temos obrigação de ajudar um cão que vemos abandonado na rua, por exemplo. No entanto, ainda que não façamos absolutamente nada para ajudar os animais, a nossa obrigação ética mínima é fazer aquilo que estiver ao nosso alcance para não os prejudicar. E a coisa mais importante que podemos fazer para poupar sofrimento aos animais é adoptar uma dieta vegetariana.




Questões Frequentes


O que é o vegetarianismo ético?

vegetarianismo ético é uma dieta baseada em vegetais, que exclui os animais e os produtos de origem animal. Diz-se ético, porque não é motivado por questões de gosto (costuma dizer-se que os vegetarianos não gostam de carne, o que não é rigoroso) nem por questões de saúde (embora nos devamos obviamente preocupar com a saúde). O vegetarianismo ético é motivado pelo respeito pelos animais e/ou por questões ambientais que afectam os direitos dos humanos e não-humanos que habitam este planeta.
O objectivo de um vegetariano ético deve ser adoptar uma dieta estritamente vegetariana (ou vegana) excluindo da sua alimentação, para além da carne e do peixe, os ovos e os lacticínios. A indústria de produção de ovos e lacticínios acaba por causar mais sofrimento aos animais do que a produção de carne. Causa mais sofrimento, porque, no caso dos lacticínios e dos ovos, os animais vivem (miseravelmente) durante mais tempo antes de serem também eles abatidos e comidos.
Apesar de o vegetarianismo estrito ser a atitude mais coerente a tomar, a maioria dos vegetarianos abandonou primeiro a carne e o peixe e só passado bastante tempo deixou por completo os lacticínios e/ou os ovos. O importante é reduzir progressivamente o consumo de produtos de origem animal e não cair no erro de pensar que só a carne e o peixe é que são condenáveis. Muito provavelmente, há mais sofrimento num copo de leite do que num bife.

Por que motivo merecem os animais respeito?

Os animais merecem ser respeitados, porque são, em muitos aspectos fundamentais, idênticos aos humanos. Na verdade, qualquer pessoa que conviva de perto com um animal pode constatar a complexidade do seu lado psicológico e como cada animal tem uma personalidade única. É por isso que não conseguimos conceber comer um cão ou um gato. Contudo, é tão errado e injustificável comer um cão como comer um porco. Na verdade, os porcos até são mais inteligentes do que os cães.
Hoje em dia, é consensual que muitos animais (nomeadamente os animais utilizados na indústria alimentar) são seres conscientes da dor e do prazer, seres que se podem alegrar ou entristecer, seres com memória do passado e com capacidade de antecipar o futuro, seres que aprendem, seres com uma vida própria que lhes pode correr melhor ou pior. Em suma, são seres que possuem as características necessárias e relevantes para merecerem o nosso respeito. Como tal, é eticamente indefensável infligir-lhes sofrimento desnecessário, mas é precisamente isso que fazemos ao alimentarmo-nos deles.

Porquê deixar de comer animais em vez de pedir que sejam tratados condignamente?

Há dois problemas com esta visão. Por um lado, sugere que não há nenhum problema em continuar a criar, explorar e matar os animais, desde que o façamos com um mínimo de sofrimento para os animais. Na nossa opinião, a exploração dos animais é injustificável em si mesma, independentemente da forma como fazemos essa exploração e por mais que tentemos adornar a imagem.
Por outro lado, esta visão sugere que é possível continuar a explorar os animais (ou, mais precisamente, a explorar cada vez mais animais, já que esta indústria tem tido um crescimento exponencial) sem lhes causar grande sofrimento, o que é completamente ingénuo (algo que os anglo-saxónicos apelidam de wishful thinking).
Segundo um relatório da ONU, prevê-se que tanto a produção de carne como a produção de leite dupliquempelo ano 2050 (relativamente aos valores de 2000). A produção de carne aumentará de 229 milhões de toneladas para 465 milhões de toneladas, enquanto que a produção de leite aumentará de 580 milhões de toneladas para 1043 milhões de toneladas. Isto traduz-se em muitos mais milhões de animais a viverem vidas de sofrimento constante.
A esperança seria alguma eventual legislação de bem-estar animal que obrigasse a indústria a tratar os animais condignamente. Mas é mais provável as galinhas ganharem dentes do que isso acontecer.
A indústria de exploração dos animais é uma indústria poderosíssima com um lóbi a condizer. Esse lóbi tem força mais do que suficiente para impedir qualquer medida legislativa que se pudesse traduzir numa melhoria significativa no bem-estar dos animais (oferecer bem-estar aos animais custa dinheiro). O que se verifica na prática é que as leis de bem-estar animal só são aprovadas quando não há oposição da indústria alimentar. As melhorias que se vão conseguindo através de legislação eliminam algumas práticas de crueldade mais gritante, mas a vida dos animais continua a ser um inferno. Nos EUA e no Reino Unido, por exemplo, onde já há legislação de bem-estar animal há mais de um século, cada vez há mais animais a sofrer e das piores formas possíveis (explorados em massa e em absoluto desrespeito pela sua natureza).
Ninguém vai proteger por nós os animais utilizados na indústria alimentar. Esses animais são apenas recursos descartáveisnuma indústria que nunca será uma indústria compassiva. Para a indústria alimentar, o único valor dos animais é o seu valor comercial, o qual é insignificante face aos custos de funcionamento e ao valor das instalações. Mesmo para quem defenda apenas o bem-estar animal e não os direitos dos animais, o vegetarianismo ético constitui o único meio realmente eficaz de poupar sofrimento aos animais utilizados na indústria alimentar.

Porquê poupar sofrimento aos animais se as plantas também são seres vivos?

A resposta é tão óbvia que é quase desnecessária. O argumento (se é que se pode chamar a isso argumento ) de que as plantas são seres vivos e, por conseguinte, também sofrem, é um argumento absolutamente inválido. Claro que as plantas são seres vivos (como também o são as bactérias e outros organismos unicelulares, por exemplo), mas ninguém defende que ser-se um «ser vivo» seja condição suficiente para se ter a capacidade de sofrer — para um ser sofrer é necessário que tenha uma mente e um sistema nervoso, o que obviamente não é o caso das plantas.
Claro que se, por absurdo, as plantas sofressem, o vegetarianismo continuaria a ser a escolha mais acertada, uma vez que quem é vegetariano tem uma dieta muito mais eficiente, ao passo que os omnívoros consomem indirectamente muitas mais plantas (utilizadas na alimentação dos animais).

Porquê adoptar uma dieta que não é a dieta “natural” dos humanos?

Os humanos são animais omnívoros, mas têm características fisiológicas muito mais próximas dos animais herbívoros do que dos carnívoros. Ser omnívoro não significa que se tenha de comer carne ou outros produtos de origem animal, significa apenas que conseguimos digerir esses alimentos. Os produtos de origem animal não só não são necessários para uma dieta equilibrada, como têm muitos efeitos nocivos para a saúde humana.
Mas não há vários nutricionistas que dizem que é preciso comer carne/peixe/beber leite?
Sim, há, mas estão a precisar de actualizar os seus conhecimentos (se calhar, ainda não os actualizaram desde que saíram da faculdade ). A posição da Associação Americana de Nutrição e da associação Nutricionistas do Canadá é que «uma dietaestritamente vegetariana (vegana) e outros tipos dedietas vegetarianas bem planeadas são apropriadas para todas as fases da vida, incluindo gravidez, aleitamento, primeira infância, infância, e adolescência» e que «as dietas vegetarianas oferecem diversas vantagens nutricionais».
Claro que a dieta vegetariana não é nenhuma dieta milagrosa que cure ou previna todas as doenças e nos faça viver até aos 120 anos — como alguns vegetarianos bem-intencionados, mas demasiado entusiastas, nos parecem querer sugerir. Como em qualquer outra dieta, é preciso um planeamento adequado para se conseguir uma nutrição equilibrada. Na verdade, numa dieta estritamente vegetariana, é preciso um planeamento mais cuidadoso do que numa dieta omnívora. Porém, a recompensa desse "esforço" é sabermos que estamos a contribuir decisivamente para termos uma saúde melhor e um planeta mais sustentável, ao mesmo tempo que aplicamos efectivamente na nossa vida o princípio do respeito pelos outros animais.

Porquê negar a evolução natural do homem que se baseou na dieta omnívora?

Não colocando em causa a necessidade que os humanos possam ter tido de se alimentar de carne em tempos passados, hoje em dia não há nenhuma necessidade de continuarmos a fazê-lo, antes pelo contrário. Adoptar uma dieta vegetariana é continuar a evoluir. Por um lado, evoluir em direcção a uma sociedade mais justa e pacífica, onde seja dado aos animais não-humanos o respeito que eles merecem. E, por outro lado, evoluir em direcção a um planeta mais sustentável, onde seja possível alimentar mais pessoas, ao mesmo tempo que se reduzem os fortes impactos negativos no ambiente resultantes da criação de animais para consumo humano.

Porquê abdicar de comer animais se os humanos estão no topo da cadeia alimentar?

Ninguém nega que os humanos têm capacidade para dominar os outros animais. Mas uma coisa é ter poder, outra coisa muito distinta é ter razão. O facto de uma pessoa conseguir subjugar outra pessoa mais fraca do que ela não lhe dá o direito de o fazer. Do mesmo modo, o poder que nós temos sobre os outros animais não nos confere o direito de os comer ou explorar.

Porquê deixar de comer animais se eles próprios se comem uns aos outros?


Esta questão é engraçada, porque aquilo que os animais não-humanos fazem é normalmente dado como exemplo daquilo que os humanos se devem abster de fazer (já que somos supostamente superiores). Contudo, quando nos convém, invertemos rapidamente os papéis para tentar arranjar alguma desculpa.
A verdade é que aquilo que os outros fazem (sejam humanos ou não-humanos) não serve de justificação para as nossas acções — a menos que ainda estejamos na escola primária.
Para os animais que comem outros animais não existe nenhuma escolha moral subjacente a essa acção. No entanto, nós, humanos, temos a capacidade e o poder para escolher moralmente. E se nós podemos escolher não causar sofrimento, e ainda assim escolhemos causar sofrimento, será que não há nada de errado nisso?

Porquê preocuparmo-nos com os animais quando há problemas mais graves?

O facto de existirem problemas mais graves do que outros não é de forma nenhumadesculpa para ignorarmos os problemas menos graves.
O que é mais importante? O problema da fome extrema em África ou o problema da perda de poder de compra dos trabalhadores? Seguramente, o problema da fome extrema é mais grave, mas significa isso que devemos deixar de lutar por aumentos salariais justos para as classes mais desfavorecidas? Claro que não. Do mesmo modo, podemos respeitar os direitos dos animais ao mesmo tempo que ajudamos a combater outros problemas, sejam eles mais ou menos graves.
É engraçado que não se ouve ninguém perguntar "porque gastas tanto dinheiro para ver jogos de futebol quando podias ajudar as crianças que morrem de fome?" ou "porque passas o tempo a ver televisão quando podias fazer voluntariado para ajudar pessoas necessitadas?". Ninguém critica essas pessoas, porque elas não incomodam a consciência de ninguém. Paradoxalmente, são aqueles que fazem alguma coisa por uma mudança na sociedade que são sempre alvo destas críticas — e quem faz as críticas são normalmente os mais comodistas da sociedade.

Qual a relação da dieta vegetariana com o ambiente? E com o problema da fome?

A dieta vegetariana é uma dieta muito mais eficiente em termos energéticos e em termos de poupança de recursos naturais do que a dieta omnívora. Tal facto explica-se muito facilmente: ao comermos animais, estamos a comer indirectamente os vegetais de que esses animais se alimentaram. Se comermos directamente os vegetais, o processo é várias vezes mais eficiente.
Com idênticos recursos naturais, podemos alimentar muitas mais pessoas com uma dieta vegetariana do que com uma dieta omnívora. O vegetarianismo não vai resolver o problema da fome no mundo, mas é seguramente um passo na direcção certa.
No que concerne ao ambiente, uma dieta vegetariana contribui para minorar diversos problemas muito graves, nomeadamente o aquecimento global e a desflorestação (a principal causa de ambos é a criação de animais para alimentação), a falta de água potável (quase 1/10 de toda a água potável utilizada pelo homem a nível mundial é utilizada para criação de animais para alimentação) e a poluição (uma das principais, senão a principal causa de poluição dos recursos hídricos é também a criação de animais para alimentação).



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Vegetarianismo Pelos Animais

o respeito pelos animais começa no prato de cada um

Vegetarianismo Pelos Animais

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Todos os dias são abatidos milhões de animas para alimentação humana. Este incomensurável sofrimento que se inflige aos animais é completamente injustificado, pois os humanos não têm nenhuma necessidade de se alimentarem de animais.
Se somos contra crueldade desnecessária e violência gratuita, devemos também ser contra a utilização de animais na indústria alimentar. Está nas mãos de cada um de nós, aqui e agora, demarcarmo-nos desta crueldade, adoptando uma dieta vegetariana.
O vegetarianismo ético é a aplicação prática na nossa vida do princípio do respeito pelos animais e do princípio da não-violência. O vegetarianismo ético não é como uma moda passageira que se adopta e depois se esquece, é uma questão de princípios e os princípios são para toda a vida.

Porquê Ser Vegetariano?

Galo
Ao contrário do que muitas pessoas ainda julgam, o ser humano não tem nenhuma necessidade de se alimentar de outros animais; fazê-mo-lo apenas por costume, por comodismo ou para satisfazer o nosso paladar. Uma dieta vegetariana bem planeada é tão ou mais saudável do que uma dieta omnívora bem planeada.
A maior parte de nós nunca ponderou sequer porque motivo come aquilo que come e com que justificação o faz. Limitamo-nos a comer o mesmo que os nossos pais comem, o mesmo que os nossos familiares e amigos comem, ou aquilo que a indústria alimentar nos impinge.
Chegou a altura de pensarmos pela nossa própria cabeça. As nossas acções têm consequências e a consequência de comermos produtos de origem animal é o sofrimento injustificado de milhares de animais.

Não Se Trata de Caridade, Trata-se de Respeito

O vegetarianismo ético é a base do respeito pelos animais. É a aplicação na nossa vida do princípio da não-violência e da justiça para com os seres de outras espécies.
Não temos necessariamente de gostar de animais nem de ser caridosos para com os animais, mas sim de respeitá-los. Da mesma forma que não temos obrigação de ajudar as pessoas sem-abrigo, também não temos obrigação de ajudar um cão que vemos abandonado na rua, por exemplo. No entanto, ainda que não façamos absolutamente nada para ajudar os animais, a nossa obrigação ética mínima é fazer aquilo que estiver ao nosso alcance para não os prejudicar. E a coisa mais importante que podemos fazer para poupar sofrimento aos animais é adoptar uma dieta vegetariana.




Questões Frequentes


Salmão

O que é o vegetarianismo ético?

vegetarianismo ético é uma dieta baseada em vegetais, que exclui os animais e os produtos de origem animal. Diz-se ético, porque não é motivado por questões de gosto (costuma dizer-se que os vegetarianos não gostam de carne, o que não é rigoroso) nem por questões de saúde (embora nos devamos obviamente preocupar com a saúde). O vegetarianismo ético é motivado pelo respeito pelos animais e/ou por questões ambientais que afectam os direitos dos humanos e não-humanos que habitam este planeta.
O objectivo de um vegetariano ético deve ser adoptar uma dieta estritamente vegetariana (ou vegana) excluindo da sua alimentação, para além da carne e do peixe, os ovos e os lacticínios. A indústria de produção de ovos e lacticínios acaba por causar mais sofrimento aos animais do que a produção de carne. Causa mais sofrimento, porque, no caso dos lacticínios e dos ovos, os animais vivem (miseravelmente) durante mais tempo antes de serem também eles abatidos e comidos.
Apesar de o vegetarianismo estrito ser a atitude mais coerente a tomar, a maioria dos vegetarianos abandonou primeiro a carne e o peixe e só passado bastante tempo deixou por completo os lacticínios e/ou os ovos. O importante é reduzir progressivamente o consumo de produtos de origem animal e não cair no erro de pensar que só a carne e o peixe é que são condenáveis. Muito provavelmente, há mais sofrimento num copo de leite do que num bife.
Porcos

Por que motivo merecem os animais respeito?

Os animais merecem ser respeitados, porque são, em muitos aspectos fundamentais, idênticos aos humanos. Na verdade, qualquer pessoa que conviva de perto com um animal pode constatar a complexidade do seu lado psicológico e como cada animal tem uma personalidade única. É por isso que não conseguimos conceber comer um cão ou um gato. Contudo, é tão errado e injustificável comer um cão como comer um porco. Na verdade, os porcos até são mais inteligentes do que os cães.
Hoje em dia, é consensual que muitos animais (nomeadamente os animais utilizados na indústria alimentar) são seres conscientes da dor e do prazer, seres que se podem alegrar ou entristecer, seres com memória do passado e com capacidade de antecipar o futuro, seres que aprendem, seres com uma vida própria que lhes pode correr melhor ou pior. Em suma, são seres que possuem as características necessárias e relevantes para merecerem o nosso respeito. Como tal, é eticamente indefensável infligir-lhes sofrimento desnecessário, mas é precisamente isso que fazemos ao alimentarmo-nos deles.

Porquê deixar de comer animais em vez de pedir que sejam tratados condignamente?

Há dois problemas com esta visão. Por um lado, sugere que não há nenhum problema em continuar a criar, explorar e matar os animais, desde que o façamos com um mínimo de sofrimento para os animais. Na nossa opinião, a exploração dos animais é injustificável em si mesma, independentemente da forma como fazemos essa exploração e por mais que tentemos adornar a imagem.
Por outro lado, esta visão sugere que é possível continuar a explorar os animais (ou, mais precisamente, a explorar cada vez mais animais, já que esta indústria tem tido um crescimento exponencial) sem lhes causar grande sofrimento, o que é completamente ingénuo (algo que os anglo-saxónicos apelidam de wishful thinking).
Segundo um relatório da ONU, prevê-se que tanto a produção de carne como a produção de leite dupliquempelo ano 2050 (relativamente aos valores de 2000). A produção de carne aumentará de 229 milhões de toneladas para 465 milhões de toneladas, enquanto que a produção de leite aumentará de 580 milhões de toneladas para 1043 milhões de toneladas. Isto traduz-se em muitos mais milhões de animais a viverem vidas de sofrimento constante.
Vitelas
A esperança seria alguma eventual legislação de bem-estar animal que obrigasse a indústria a tratar os animais condignamente. Mas é mais provável as galinhas ganharem dentes do que isso acontecer. A indústria de exploração dos animais é uma indústria poderosíssima com um lóbi a condizer. Esse lóbi tem força mais do que suficiente para impedir qualquer medida legislativa que se pudesse traduzir numa melhoria significativa no bem-estar dos animais (oferecer bem-estar aos animais custa dinheiro). O que se verifica na prática é que as leis de bem-estar animal só são aprovadas quando não há oposição da indústria alimentar. As melhorias que se vão conseguindo através de legislação eliminam algumas práticas de crueldade mais gritante, mas a vida dos animais continua a ser um inferno. Nos EUA e no Reino Unido, por exemplo, onde já há legislação de bem-estar animal há mais de um século, cada vez há mais animais a sofrer e das piores formas possíveis (explorados em massa e em absoluto desrespeito pela sua natureza).
Ninguém vai proteger por nós os animais utilizados na indústria alimentar. Esses animais são apenas recursos descartáveisnuma indústria que nunca será uma indústria compassiva. Para a indústria alimentar, o único valor dos animais é o seu valor comercial, o qual é insignificante face aos custos de funcionamento e ao valor das instalações. Mesmo para quem defenda apenas o bem-estar animal e não os direitos dos animais, o vegetarianismo ético constitui o único meio realmente eficaz de poupar sofrimento aos animais utilizados na indústria alimentar.

Porquê poupar sofrimento aos animais se as plantas também são seres vivos?

A resposta é tão óbvia que é quase desnecessária. O argumento (se é que se pode chamar a isso argumento ) de que as plantas são seres vivos e, por conseguinte, também sofrem, é um argumento absolutamente inválido. Claro que as plantas são seres vivos (como também o são as bactérias e outros organismos unicelulares, por exemplo), mas ninguém defende que ser-se um «ser vivo» seja condição suficiente para se ter a capacidade de sofrer — para um ser sofrer é necessário que tenha uma mente e um sistema nervoso, o que obviamente não é o caso das plantas.
Claro que se, por absurdo, as plantas sofressem, o vegetarianismo continuaria a ser a escolha mais acertada, uma vez que quem é vegetariano tem uma dieta muito mais eficiente, ao passo que os omnívoros consomem indirectamente muitas mais plantas (utilizadas na alimentação dos animais).

Porquê adoptar uma dieta que não é a dieta “natural” dos humanos?

Os humanos são animais omnívoros, mas têm características fisiológicas muito mais próximas dos animais herbívoros do que dos carnívoros. Ser omnívoro não significa que se tenha de comer carne ou outros produtos de origem animal, significa apenas que conseguimos digerir esses alimentos. Os produtos de origem animal não só não são necessários para uma dieta equilibrada, como têm muitos efeitos nocivos para a saúde humana.
Cenouras
Mas não há vários nutricionistas que dizem que é preciso comer carne/peixe/beber leite?
Sim, há, mas estão a precisar de actualizar os seus conhecimentos (se calhar, ainda não os actualizaram desde que saíram da faculdade ). A posição da Associação Americana de Nutrição e da associação Nutricionistas do Canadá é que «uma dietaestritamente vegetariana (vegana) e outros tipos dedietas vegetarianas bem planeadas são apropriadas para todas as fases da vida, incluindo gravidez, aleitamento, primeira infância, infância, e adolescência» e que «as dietas vegetarianas oferecem diversas vantagens nutricionais».
Claro que a dieta vegetariana não é nenhuma dieta milagrosa que cure ou previna todas as doenças e nos faça viver até aos 120 anos — como alguns vegetarianos bem-intencionados, mas demasiado entusiastas, nos parecem querer sugerir. Como em qualquer outra dieta, é preciso um planeamento adequado para se conseguir uma nutrição equilibrada. Na verdade, numa dieta estritamente vegetariana, é preciso um planeamento mais cuidadoso do que numa dieta omnívora. Porém, a recompensa desse "esforço" é sabermos que estamos a contribuir decisivamente para termos uma saúde melhor e um planeta mais sustentável, ao mesmo tempo que aplicamos efectivamente na nossa vida o princípio do respeito pelos outros animais.

Porquê negar a evolução natural do homem que se baseou na dieta omnívora?

Não colocando em causa a necessidade que os humanos possam ter tido de se alimentar de carne em tempos passados, hoje em dia não há nenhuma necessidade de continuarmos a fazê-lo, antes pelo contrário. Adoptar uma dieta vegetariana é continuar a evoluir. Por um lado, evoluir em direcção a uma sociedade mais justa e pacífica, onde seja dado aos animais não-humanos o respeito que eles merecem. E, por outro lado, evoluir em direcção a um planeta mais sustentável, onde seja possível alimentar mais pessoas, ao mesmo tempo que se reduzem os fortes impactos negativos no ambiente resultantes da criação de animais para consumo humano.

Porquê abdicar de comer animais se os humanos estão no topo da cadeia alimentar?

Ninguém nega que os humanos têm capacidade para dominar os outros animais. Mas uma coisa é ter poder, outra coisa muito distinta é ter razão. O facto de uma pessoa conseguir subjugar outra pessoa mais fraca do que ela não lhe dá o direito de o fazer. Do mesmo modo, o poder que nós temos sobre os outros animais não nos confere o direito de os comer ou explorar.
Aviário

Porquê deixar de comer animais se eles próprios se comem uns aos outros?

Esta questão é engraçada, porque aquilo que os animais não-humanos fazem é normalmente dado como exemplo daquilo que os humanos se devem abster de fazer (já que somos supostamente superiores). Contudo, quando nos convém, invertemos rapidamente os papéis para tentar arranjar alguma desculpa.
A verdade é que aquilo que os outros fazem (sejam humanos ou não-humanos) não serve de justificação para as nossas acções — a menos que ainda estejamos na escola primária.
Para os animais que comem outros animais não existe nenhuma escolha moral subjacente a essa acção. No entanto, nós, humanos, temos a capacidade e o poder para escolher moralmente. E se nós podemos escolher não causar sofrimento, e ainda assim escolhemos causar sofrimento, será que não há nada de errado nisso?

Porquê preocuparmo-nos com os animais quando há problemas mais graves?

O facto de existirem problemas mais graves do que outros não é de forma nenhumadesculpa para ignorarmos os problemas menos graves.
O que é mais importante? O problema da fome extrema em África ou o problema da perda de poder de compra dos trabalhadores? Seguramente, o problema da fome extrema é mais grave, mas significa isso que devemos deixar de lutar por aumentos salariais justos para as classes mais desfavorecidas? Claro que não. Do mesmo modo, podemos respeitar os direitos dos animais ao mesmo tempo que ajudamos a combater outros problemas, sejam eles mais ou menos graves.
É engraçado que não se ouve ninguém perguntar "porque gastas tanto dinheiro para ver jogos de futebol quando podias ajudar as crianças que morrem de fome?" ou "porque passas o tempo a ver televisão quando podias fazer voluntariado para ajudar pessoas necessitadas?". Ninguém critica essas pessoas, porque elas não incomodam a consciência de ninguém. Paradoxalmente, são aqueles que fazem alguma coisa por uma mudança na sociedade que são sempre alvo destas críticas — e quem faz as críticas são normalmente os mais comodistas da sociedade.

Qual a relação da dieta vegetariana com o ambiente? E com o problema da fome?

A dieta vegetariana é uma dieta muito mais eficiente em termos energéticos e em termos de poupança de recursos naturais do que a dieta omnívora. Tal facto explica-se muito facilmente: ao comermos animais, estamos a comer indirectamente os vegetais de que esses animais se alimentaram. Se comermos directamente os vegetais, o processo é várias vezes mais eficiente.
Com idênticos recursos naturais, podemos alimentar muitas mais pessoas com uma dieta vegetariana do que com uma dieta omnívora. O vegetarianismo não vai resolver o problema da fome no mundo, mas é seguramente um passo na direcção certa.
No que concerne ao ambiente, uma dieta vegetariana contribui para minorar diversos problemas muito graves, nomeadamente o aquecimento global e a desflorestação (a principal causa de ambos é a criação de animais para alimentação), a falta de água potável (quase 1/10 de toda a água potável utilizada pelo homem a nível mundial é utilizada para criação de animais para alimentação) e a poluição (uma das principais, senão a principal causa de poluição dos recursos hídricos é também a criação de animais para alimentação).

Informações Adicionais

Para mais informações sobre direitos dos animais e as motivações do vegetarianismo ético, consulte asperguntas frequentes (FAQ) sobre direitos dos animais no site da Associação Pelos Animais.


publicado por Maluvfx às 12:04
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GRUPO DE ALUNOS DA UNIVERSIDADE DO ALGARVE QUER MAIS COMIDA VEGETARIANA NAS CANTINAS

O prato existe, mas é preciso comprar com antecedência. O Núcleo de Malabarismo Integral da Universidade do Algarve quer que as cantinas tenham disponível, no dia, comida vegetariana. Foi lançada uma campanha, cujo objectivo é alertar para os benefícios deste tipo de alimentação e para a necessidade de haver mais uma alternativa nas cantinas.


Porque tu reflectes aquilo que comes” é o lema da campanha que o Núcleo de Malabarismo da Universidade do Algarve lançou na instituição, na tentativa de integrar no dia-a-dia das cantinas a comida vegetariana.


O prato já existe, mas é preciso comprar na véspera. Só fazendo reserva prévia se pode comprar esta comida. Isso faz com que muitas pessoas não comam”, diz ao Canal UP Aldric Negrier, fundador do núcleo.



Para evitar desperdícios, o estudante sugere que se façam 10 refeições diárias de comida vegetariana e se avalie, em cada dia, se foram compradas ou não. “
Se for preciso encomendar provavelmente não se vendem. Mas há dias em que nem o prato de carne nem de peixe agradam e, ao ver ali uma alternativa, o prato vegetariano, acredito que será uma opção para muita gente”, refere Aldric Negrier.


O estudante colocou a proposta aos Serviços de Acção Social e lançou a campanha que já tem surtido efeitos. “
Já tivemos mais gente a pedir este prato. E, além de todos os benefícios que isso traz para a saúde, é mais uma alternativa para quem come nas cantinas da universidade”, refere o estudante.


Fonte


publicado por Maluvfx às 12:03
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GRUPO DE ALUNOS DA UNIVERSIDADE DO ALGARVE QUER MAIS COMIDA VEGETARIANA NAS CANTINAS

O prato existe, mas é preciso comprar com antecedência. O Núcleo de Malabarismo Integral da Universidade do Algarve quer que as cantinas tenham disponível, no dia, comida vegetariana. Foi lançada uma campanha, cujo objectivo é alertar para os benefícios deste tipo de alimentação e para a necessidade de haver mais uma alternativa nas cantinas.


Porque tu reflectes aquilo que comes” é o lema da campanha que o Núcleo de Malabarismo da Universidade do Algarve lançou na instituição, na tentativa de integrar no dia-a-dia das cantinas a comida vegetariana.


O prato já existe, mas é preciso comprar na véspera. Só fazendo reserva prévia se pode comprar esta comida. Isso faz com que muitas pessoas não comam”, diz ao Canal UP Aldric Negrier, fundador do núcleo.



Para evitar desperdícios, o estudante sugere que se façam 10 refeições diárias de comida vegetariana e se avalie, em cada dia, se foram compradas ou não. “
Se for preciso encomendar provavelmente não se vendem. Mas há dias em que nem o prato de carne nem de peixe agradam e, ao ver ali uma alternativa, o prato vegetariano, acredito que será uma opção para muita gente”, refere Aldric Negrier.


O estudante colocou a proposta aos Serviços de Acção Social e lançou a campanha que já tem surtido efeitos. “
Já tivemos mais gente a pedir este prato. E, além de todos os benefícios que isso traz para a saúde, é mais uma alternativa para quem come nas cantinas da universidade”, refere o estudante.


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publicado por Maluvfx às 12:03
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