Ética é o conjunto de valores, ou padrões, a partir dos quais uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões. A ética é importante por que respeita os outros e a dignidade humana.

Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012
Ser ou não ser vegetariano, eis a questão
Por Patrícia Padrão, nutricionista*
Uma parrilhada de Miguel Soares, cozinheiro do restaurante argentino El ultimo tango
Embora a expressão vegetarianismo seja relativamente recente, a rejeição de alguns ou todos os alimentos animais não é um fenómeno contemporâneo. Ao longo da história da Humanidade, vários grupos populacionais optaram por não comer carne, frequentemente em contextos de ideologias específicas, em particular por razões religiosas, o que se mantém actualmente.

As razões apontadas para se ser vegetariano incluem questões éticas e ecológicas, preocupações com a saúde, preferências sensoriais, razões filosóficas, económicas, influências familiares ou receios relacionados com a segurança alimentar. Desta forma, o padrão alimentar adoptado por cada vegetariano é influenciado pelos motivos pessoais inerentes à escolha de cada indivíduo, identificando-se assim uma variedade de gradientes de exclusão de produtos animais da alimentação.

Os padrões alimentares dos vegetarianos podem variar consideravelmente. Vão desde a exclusão de todos os alimentos de origem animal (padrão vegan), à inclusão de alguns destes alimentos, nomeadamente os produtos lácteos (padrão lacto-vegetariano) ou ainda os ovos (padrão ovo-lacto-vegetariano).

Para algumas pessoas, ser vegetariano pode associar-se a outras especificidades do padrão alimentar incluindo, por exemplo, a restrição de bebidas alcoólicas ou com cafeína ou produtos alimentares processados, por exemplo. Para além destas restrições alimentares, outras características relacionadas com o estilo de vida parecem associar-se ao vegetarianismo como, por exemplo, não fumar, praticar exercício físico regularmente, evitar usar medicamentos, rejeitar produtos testados em animais ou optar por terapias alternativas à medicina moderna. Este estilo de vida, frequentemente mais saudável, dificulta por vezes a identificação de eventuais diferenças no padrão de doenças entre vegetarianos e não vegetarianos, devidas especificamente ao estilo alimentar.

Não obstante, os padrões alimentares vegetarianos parecem oferecer vantagens para a saúde por tenderem a incluir pequenas quantidades de gordura saturada, colesterol, proteína animal e elevados teores de fibra, magnésio, folato, vitaminas C e E, carotenóides e fitoquímicos. Alguns vegans podem apresentar contudo, ingestão inferior à recomendada de vitamina B12, vitamina D, cálcio, ferro, zinco, iodo e, eventualmente riboflavina.

A alimentação vegetariana tem sido associada a uma redução de alguns factores de risco para doença cardiovascular, como perfil lipídico mais favorável, índice de massa corporal mais baixo e pressão arterial inferior. No entanto, alguns estudos sugerem que alguns vegetarianos (sobretudo os vegans) podem apresentar níveis plasmáticos aumentados de homocisteína, um factor de risco emergente para doença cardiovascular, provavelmente associado à menor ingestão de vitamina B12.

Uma ingestão elevada de alimentos vegetais tem sido relacionado com uma redução do risco de determinados cancros, embora não haja diferenças significativas na incidência de cancro e mortalidade, entre vegetarianos e não vegetarianos. Vários estudos apontam para um aumento de risco de cancro colo-rectal nos indivíduos com elevada ingestão de carne e baixa ingestão de fibra, não havendo contudo evidência consistente que mostre que o vegetarianismo, por si só, proteja contra o cancro colo-rectal.

Não devemos esquecer que, independentemente do grau de exclusão de alimentos animais da alimentação, os planos alimentares vegetarianos, para serem nutricionalmente adequados e saudáveis, devem ser devidamente estruturados.

*Nutricionista e professora
Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto
patriciapadrao@fcna.up.pt

Fonte


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Terça-feira, 17 de Janeiro de 2012
Dieta vegetariana deve ser acompanhada, diz nutricionista
'É o especialista quem fará do vegetarianismo um estilo de vida saudável'.
Excesso de determinados tipos de alimentos pode levar à obesidade.


Tássia Lima
Do G1 Sorocaba e Jundia

O hábito de comer carne todos os dias ainda faz parte da vida da maioria da população. Mas, nos últimos anos, o crescimento do número de vegetarianos vem anunciando uma mudança no perfil do consumidor. Em uma pesquisa realizada pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), no final de 2010, 4% dos jovens das classes A, B e C, de São Paulo e do Rio de Janeiro, se declararam vegetarianos.
"Sinto que rejuvenesci meu organismo", diz Fernanda Teka, de 24 anos. Há um ano, ela faz parte do grupo dos ovolactovegetarianos, que não comem nenhum tipo de carne, vermelha ou branca, mas que consomem ovos, mel, leite e derivados, e conta que, em alguns dias, já sentiu as mudanças no corpo. "Parece pouco tempo, mas bastou uma semana para começar a perceber os benefícios, além do incrível sentimento de superação", afirma.
Mas, segundo a nutricionista Ana Carolina Morcelli, a pessoa que adere a uma dieta vegetariana pode ter deficiência de ferro e de vitamina B12 no organismo. "O problema maior são os veganos, que não comem nenhum tipo de alimento de origem animal", afirma. De acordo com a especialista, o ferro é responsável por dar mais energia ao corpo e manter a frequência cardíaca dentro do normal. Já a falta de vitamina B12, que participa da formação do sangue, pode causar anemia. Fernanda, porém, garante que tem uma alimentação balanceada: "Substituo a carne por proteína de soja, ovos, leite e derivados, folhas escuras, castanha-do-pará". E a nutricionista aprova. "O consumo de alimentos de origem animal já permite a absorção dos nutrientes necessários", explica.
Para quem pensa que adaptação é difícil, os vegetarianos garantem: não é. "Não senti falta da carne, foi tranquilo. Percebi melhora na digestão e não me sinto pesada após as refeições", diz Fernanda. Para André Tambucci, não foi diferente. Vegetariano há 12 anos, ele afirma que nunca gostou de carne. "Sempre tive nojo, não vejo como comida. Vejo como um ser em decomposição", conta.
O motivo é óbvio: a preservação da vida. André mudou a alimentação ainda adolescente, aos 15 anos, sem influência de parentes ou amigos: "Não acho justo a maneira como os animais são cultivados, sem ter chances de defesa. Depois, ainda são mortos com crueldade". Fernanda também afirma que sempre apreciou a dieta dos vegetarianos pelo respeito aos bichos e diz que brincava que um dia pararia de comer carne: "Sempre dizia que viraria vegetariana aos 30 anos, até que um amigo me perguntou por que não me tornava de uma vez. Foi assim que eu tomei a decisão".

Segundo eles, o maior desafio é comer fora de casa, principalmente em festas nas casas de outras pessoas. "Fim de ano é sempre assim: acabo comendo só arroz ou não comendo nada. O pior é quando tentam empurrar presunto ou peixe e dizem que não é carne", desabafa André. Para Fernanda, até mesmo os restaurantes precisam se atualizar: "A maior parte dos cardápios ainda conta com carne em quase todas as opções. Não entendo como problema, mas, em alguns casos, é bom comer em casa antes de sair".
A preocupação quanto a esse modo de vida, no entanto, é que a pessoa adote uma dieta com excesso de determinados tipos de alimentos e falta de outros, o que pode acabar causando uma desnutrição ou levando à obesidade. Segundo Ana Carolina, o acompanhamento de um especialista é fundamental para uma boa saúde. "É o nutricionista quem vai orientar sobre quais alimentos contêm os nutrientes necessários para o corpo e é ele quem fará com que o vegetarianismo seja um estilo de vida saudável, evitando os riscos que uma dieta muito restritiva pode causar ao organismo", explica.
Para quem quer experimentar a comida vegetariana, Fernanda deixa uma dica tradicional, mas que garante que é deliciosa. "Há uma porção de receitas boas, mas passarei uma vegana pra provar que comida sem carne é boa demais".


Hamburguer de soja caseiro

Ingredientes
-250 g de PVT (proteína vegetal texturizada) fina
-2 cebolas pequenas raladas
-3 dentes de alho ralados
-1 colher de café de curry
-1 colher de chá de açafrão
-5 colheres de sopa de orégano
-10 colheres de sopa de óleo
-22 colheres de sopa de farinha de trigo
-1 colher de chá de manjericão
-sal e pimenta do reino a gosto

Modo de fazer
Hidrate a PVT, deixando-a na água por meia hora. Depois, aperte-a para tirar o excesso de água. Adicione todos os ingredientes, com exceção da farinha de trigo. Mexa bem e, aos poucos, vá colocando a farinha.
Se a massa não estiver com liga suficiente, adicione mais farinha de trigo e forme os hambúrgueres. É possível assá-los em uma forma untada ou, em uma frigideira com um pouco de óleo. Também é possível congelá-los. Eles duram até seis meses. Rende 12 hambúrgueres.


Fonte


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Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011
Boas razões para a opção vegetariana
Confira quatro motivos para considerar o vegetarianismo

Você já parou para pensar no impacto que a alimentação animal traz para o meio-ambiente, para a sua saúde e para o planeta? Entre a devastação de florestas para criação de áreas de pastagem e a exposição maior a doenças, esse regime alimentar pode acarretar outros impactos negativos, por isso confira quatro motivos para considerar o vegetarianismo.

Pelos animais: Ao não comer vacas, porcos, galinhas, cabras e peixes, entre outros animais, você salvará, durante toda a sua vida, milhares de vidas. Por isso, o passo mais importante que se pode dar individualmente para salvar animais é não os comer.

Pelo planeta: Sabemos que a produção agropecuária intensiva – que é a mais comum e a principal responsável por trazer a carne, os ovos e o leite às prateleiras dos supermercados e às nossas mesas de refeição – tem impactos devastadores no ambiente. A criação de áreas de pastagem e áreas de plantio são os grandes responsáveis pela devastação das florestas e mais da metade do milho e da soja hoje colhidos são utilizados na produção de ração para animais de grande porte, principalmente bovinos.

Pela humanidade: Apesar de não obtermos resultados no combate a fome, continua-se a apostar num sistema alimentar onde a produção de carne tem um peso enorme. Isso permite apenas gerar alimentos de origem animal que não chegam a alimentar nem sequer metade do total da população humana. Hoje, para se obter um quilo de proteína animal, utilizamos 40 quilos de proteína vegetal. Faz algum sentido? Resultado: a produção de carne é uma das grandes responsáveis pela fome no planeta.

Pela saúde: Os vegetarianos estão menos expostos a um variado número de doenças e problemas de saúde que estão associados ao consumo de alimentos de origem animal: várias formas de cancro (cancro da próstata e cancro do cólon), problemas cardíacos, hipertensão, osteoporose, colesterol, impotência sexual e obesidade, entre outros.

“Tempo virá em que os seres humanos se contentarão com uma alimentação vegetariana e julgarão a matança de um animal inocente como hoje se julga o assassínio de um homem.”
Leonardo da Vinci.

Fonte


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Por que protegemos uns e comemos outros


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Quinta-feira, 17 de Novembro de 2011
Esquizofrenia Moral


"O erro da ética até o momento tem sido a crença de que esta só se deve aplicar em relação aos homens." Albert Schweitzer

A relação que os humanos estabeleceram com os animais é, no mínimo, estranha. Enquanto elegemos alguns como nossa companhia e os tratamos como se fossem membros da nossa própria família, enquanto nos maravilhamos com programas de TV e livros sobre os animais selvagens e os seus comportamentos nos seus habitats, e enquanto estudamos e recriamos os comportamentos de animais extintos há milhares de anos, reduzimos a existência de outros, unicamente àquilo que deles poderemos obter.

Os animais que exploramos e dos quais lhes retiramos centenas de produtos e inclusive a própria vida, são unicamente um produto, uma mercadoria:
A vaca é o leite. O porco é o fiambre. A galinha é o ovo.

As únicas vezes que temos acesso a estes animais é quando já se encontram desmanchados, empacotados ou envoltos em papel celofanee expostos nas prateleiras dos supermercados, ou quando nos aparecem à frente dispostos num prato.

Quanto aos animais que gostamos de ver na TV ou em livros nos seus habitats naturais, colocamo-los atrás de grades, ou obrigamo-los a realizarem truques e rotinas para nosso divertimento. E como prova suprema da nossa superioridade caçamo-los e matamo-los quase até á sua extinção.

Quando inclusive falamos em maus tratos e crueldade a animais fazemo-lo de uma forma redutora e selectiva, incluindo, geralmente, somente aqueles que escolhemos para nos estarem mais próximos. O estatuto de animais de companhia, que conferimos aos cães e aos gatos, parece dotá-los da exclusividade no que respeita à nossa preocupação moral e ao desrespeito dos seus direitos e quaisquer abusos dos quais sejam vítimas.

Por vezes esta preocupação é alargada a outra espécies, quando devido ao nosso comportamento quase causamos a sua extinção, ou quando surgem certas campanhas que conseguem atrair alguma atenção e mobilizar parte da opinião pública.

A chacina de focas que todos os anos decorre no Canadá, ou as criticas ao uso de peles e à sua indústria representam alguns exemplos desta conduta incoerente.

Não deixa, no entanto, de ser curioso que a maioria das pessoas que se pronuncia sobre os maus tratos a cães e gatos, sobre a morte das focas ou sobre o uso de peles, se remeta ao silêncio quanto ao tratamento das galinhas e porcos, sobre o abate de vitelas ou leitões ou sobre o uso de cabedal.

O que torna umas práticas condenáveis e outras aceitáveis, e o que coloca alguns animais na nossa esfera de preocupação e consideração moral enquanto remetemos outros à indiferença é contraditória e difícil de compreender, e foi definida pelo escritor e filósofo norte-americano Gary Francione como "esquizofrenia moral".

Apesar de, desde Darwin, se considerar que não existe nenhuma diferença biológica fundamental entre humanos e animais, existe a tendência de demarcar com exactidão tudo o que nos separa das restantes espécies.
As mulheres estão grávidas, as cadelas estão prenhas.
Os humanos têm cara, os animais têm focinho.
Os humanos têm sentimentos, os animais têm instinto.
Quando pretendemos inclusive ofender ou qualificar negativamente alguém é frequente recorrermos a determinadas espécies com um carácter pejorativo:
Quem não prima pela higiene é porco, apesar deste animal em condições naturais ser extremamente limpo;
Quem é pouco inteligente é burro, apesar de estes animais serem bastante inteligentes;
Uma mulher promíscua é apelidada de vaca, apesar de as vacas acasalarem somente uma vez por ano.

A mesma postura é adoptada quando o objectivo é desumanizar:
Hitler apelidava os judeus de ratos;
Os turcos otomanos denominavam os arménios de gado;
Durante a vigência do apartheid na África do Sul as pessoas de raça negra eram chamadas de macacos.
A própria palavra animal é por si só discriminatória, pois utilizamo-la para definir todas as outras espécies, e esquecemo-nos que nós próprios somos animais.

Um chimpanzé é denominado de animal, um camarão é denominado de animal.
Já nós denominamo-nos como humanos, apesar de termos mais semelhanças com um chimpanzé, com o qual compartilhamos 96% do código genético, do que as semelhanças entre um chimpanzé com um camarão.

Esta demarcação extrínseca permite tratar os animais não humanos de uma forma onde qualquer sentido de ética lhes é negado, e enraízam a crença que, o ser humano ao ser "superior" e gozar da "razão", poderá usá-los e explorá-los sem qualquer consideração sobre os seus interesses. Estas duas premissas são suficientes para legitimar qualquer comportamento e justificar o domínio.

Se tivermos em conta que não é indispensável, nem é uma questão de sobrevivência, uma alimentação com produtos derivados de animais para gozarmos de uma boa saúde (muito pelo contrário), que existem centenas de alternativas sintéticas ao couro e às peles, e que existem alternativas a espectáculos que utilizem animais como intervenientes, só para dar alguns exemplos, deveremos pensar porque é que o progresso moral da humanidade não acompanhou, por exemplo, o avanço tecnológico?
A tradição e o hábito não podem servir para justificar todos os nossos comportamentos, nem funcionar como entrave à evolução moral.
Se assim fosse ainda hoje teríamos institucionalizadas práticas que actualmente consideramos retrógradas, apesar de infelizmente ainda serem uma realidade, como a escravatura, trabalho infantil, ou a proibição de voto às mulheres.

Nunca se falou tanto em abuso, exploração e direitos dos animais, mas também nunca na nossa história foram cometidas tantas atrocidades e em números tão elevados contra eles.

Se, por um momento, nos deixássemos de centrar nas diferenças que separam os humanos e animais, veríamos que, no que é verdadeiramente essencial, somos iguais:
Todos procuramos o bem-estar; todos pretendemos evitar o sofrimento; e todos pretendemos a preservação da vida.

Partirmos deste pressuposto de igualdade, ao estabelecermos a nossa relação com os animais, seria provavelmente o maior progresso moral que a humanidade poderia realizar.

Nuno Franco, Sócio nº 9 da UPPA (Editor da Veggix Magazine)



E agora partilho aqui alguns filmes que me fizeram abrir os olhos para a realidade e tornar-me vegetariana:

TERRÁQUEOS (Earthlings) :
http://animal.org.pt/animal_media_player_Earthlings.html

“O Que Tem Realmente no seu Prato?” :

"Free Me" (Libertem-me):

Meat the Truth (Conheça a Verdade):
http://animal.org.pt/animal_media_player_MeatTruth.html

As verdades que as mentiras escondem:

E outros tantos sobre a exploração de animais para vestuário, entretenimento, alimentação, derivados, etc: http://www.tvanimal.org/index.php?lang=pt


:: Outro artigo
Esquizofrenia moral em tempos de calamidade
É desesperador quando bate uma noção da realidade que vivem hoje os animais não humanos do mundo. Não é fácil interceptar essa noção, só acontece às vezes (de fato, parece ser quase tão difícil quanto captar a noção da morte, especificamente aquela em que não se espera que exista nada além).

A situação é tão urgente quanto grave. Cerca de oito vezes mais animais do que a população humana do mundo são continuamente sujeitos a maus tratos, exploração, confinamento, morte - todo ano. A cada minuto, a cada expiração e inspiração que damos, uma quantidade inconcebível de animais sofre horrorosamente... Sangra, é amputado, perde o filho, é castrado a sangue frio, perde a mãe, recebe um ferro quente, padece de uma doença dolorosa, leva porrada, tenta abrir as asas e não consegue, tenta de novo e não consegue, tenta no dia seguinte e novamente não consegue, entra em psicose pela permanente dificuldade de se mexer...

O que é isso que vivemos hoje, agora, senão um momento de calamidade, de emergência? Um mundo em que 50 bilhões de seres sencientes são injustiçados dessa forma não se pode considerar civilizado, não pode sequer se considerar aceitável ou minimamente tolerável. A injustiça que, globalmente, se comete hoje é no mínimo comparável àquela que se infligiu em quase qualquer dado momento da história das civilizações, nas guerras, regimes totalitários, repressivos e de escravidão.


Será que, se existíssemos nos períodos em que tais abusos ocorreram de forma generalizada, algum de nós ficaria confortavelmente sentado na sua cadeira, vivendo como se o mundo fosse justo, ou como se fosse injusto mas você não pudesse fazer nada por isso? Será que dormiríamos em paz, nos omitindo diante (ou até agindo em favor) de uma realidade flagrante que destroça todos os alicerces da nossa ética, compaixão, respeito e bom senso?? Por que, então, conseguimos fazer isso hoje?

Por Deus, será que negaríamos o caráter de calamidade se essa realidade fosse majoritariamente com cachorrinhos dóceis, em vez de com porcos, bois, ovelhas, galinhas e mais galinhas?

Será que a nossa espécie, com a cognição mais sofisticada do mundo, é tão limitada e primitivamente emocional a ponto de não se impor a óbvia constatação de que cães e porcos merecem o mesmo respeito? Que cegueira é essa?!

Peço desculpas se neste texto fujo um pouco à proposta e ao estilo deste blog, mas fui invadido por uma terrível inquietude, uma sensação de estarmos profundamente enganados (até mesmo aqueles que protegem animais) por viver este mundo como se ele não fosse "tão mal", como se não estivéssemos em meio a uma calamidade dramática e inadmissível. Porque acredito que estamos. Este mundo é, sim, mais ou menos "tão mal" quanto o mundo da escravidão humana, o mundo da Segunda Guerra e do holocausto, o Brasil pós golpe de 64 e qualquer outro espaço e tempo em que se tenham cometido tamanhas injustiças, barbaridades e impropérios. Postado por Augusto Libertário em http://argumentoanimal.blogspot.com/2010/06/esquizofrenia-moral-em-tempos-de.html


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Esquizofrenia Moral


"O erro da ética até o momento tem sido a crença de que esta só se deve aplicar em relação aos homens." Albert Schweitzer

A relação que os humanos estabeleceram com os animais é, no mínimo, estranha. Enquanto elegemos alguns como nossa companhia e os tratamos como se fossem membros da nossa própria família, enquanto nos maravilhamos com programas de TV e livros sobre os animais selvagens e os seus comportamentos nos seus habitats, e enquanto estudamos e recriamos os comportamentos de animais extintos há milhares de anos, reduzimos a existência de outros, unicamente àquilo que deles poderemos obter.

Os animais que exploramos e dos quais lhes retiramos centenas de produtos e inclusive a própria vida, são unicamente um produto, uma mercadoria:
A vaca é o leite. O porco é o fiambre. A galinha é o ovo.

As únicas vezes que temos acesso a estes animais é quando já se encontram desmanchados, empacotados ou envoltos em papel celofanee expostos nas prateleiras dos supermercados, ou quando nos aparecem à frente dispostos num prato.

Quanto aos animais que gostamos de ver na TV ou em livros nos seus habitats naturais, colocamo-los atrás de grades, ou obrigamo-los a realizarem truques e rotinas para nosso divertimento. E como prova suprema da nossa superioridade caçamo-los e matamo-los quase até á sua extinção.

Quando inclusive falamos em maus tratos e crueldade a animais fazemo-lo de uma forma redutora e selectiva, incluindo, geralmente, somente aqueles que escolhemos para nos estarem mais próximos. O estatuto de animais de companhia, que conferimos aos cães e aos gatos, parece dotá-los da exclusividade no que respeita à nossa preocupação moral e ao desrespeito dos seus direitos e quaisquer abusos dos quais sejam vítimas.

Por vezes esta preocupação é alargada a outra espécies, quando devido ao nosso comportamento quase causamos a sua extinção, ou quando surgem certas campanhas que conseguem atrair alguma atenção e mobilizar parte da opinião pública.

A chacina de focas que todos os anos decorre no Canadá, ou as criticas ao uso de peles e à sua indústria representam alguns exemplos desta conduta incoerente.

Não deixa, no entanto, de ser curioso que a maioria das pessoas que se pronuncia sobre os maus tratos a cães e gatos, sobre a morte das focas ou sobre o uso de peles, se remeta ao silêncio quanto ao tratamento das galinhas e porcos, sobre o abate de vitelas ou leitões ou sobre o uso de cabedal.

O que torna umas práticas condenáveis e outras aceitáveis, e o que coloca alguns animais na nossa esfera de preocupação e consideração moral enquanto remetemos outros à indiferença é contraditória e difícil de compreender, e foi definida pelo escritor e filósofo norte-americano Gary Francione como "esquizofrenia moral".

Apesar de, desde Darwin, se considerar que não existe nenhuma diferença biológica fundamental entre humanos e animais, existe a tendência de demarcar com exactidão tudo o que nos separa das restantes espécies.
As mulheres estão grávidas, as cadelas estão prenhas.
Os humanos têm cara, os animais têm focinho.
Os humanos têm sentimentos, os animais têm instinto.
Quando pretendemos inclusive ofender ou qualificar negativamente alguém é frequente recorrermos a determinadas espécies com um carácter pejorativo:
Quem não prima pela higiene é porco, apesar deste animal em condições naturais ser extremamente limpo;
Quem é pouco inteligente é burro, apesar de estes animais serem bastante inteligentes;
Uma mulher promíscua é apelidada de vaca, apesar de as vacas acasalarem somente uma vez por ano.

A mesma postura é adoptada quando o objectivo é desumanizar:
Hitler apelidava os judeus de ratos;
Os turcos otomanos denominavam os arménios de gado;
Durante a vigência do apartheid na África do Sul as pessoas de raça negra eram chamadas de macacos.
A própria palavra animal é por si só discriminatória, pois utilizamo-la para definir todas as outras espécies, e esquecemo-nos que nós próprios somos animais.

Um chimpanzé é denominado de animal, um camarão é denominado de animal.
Já nós denominamo-nos como humanos, apesar de termos mais semelhanças com um chimpanzé, com o qual compartilhamos 96% do código genético, do que as semelhanças entre um chimpanzé com um camarão.

Esta demarcação extrínseca permite tratar os animais não humanos de uma forma onde qualquer sentido de ética lhes é negado, e enraízam a crença que, o ser humano ao ser "superior" e gozar da "razão", poderá usá-los e explorá-los sem qualquer consideração sobre os seus interesses. Estas duas premissas são suficientes para legitimar qualquer comportamento e justificar o domínio.

Se tivermos em conta que não é indispensável, nem é uma questão de sobrevivência, uma alimentação com produtos derivados de animais para gozarmos de uma boa saúde (muito pelo contrário), que existem centenas de alternativas sintéticas ao couro e às peles, e que existem alternativas a espectáculos que utilizem animais como intervenientes, só para dar alguns exemplos, deveremos pensar porque é que o progresso moral da humanidade não acompanhou, por exemplo, o avanço tecnológico?
A tradição e o hábito não podem servir para justificar todos os nossos comportamentos, nem funcionar como entrave à evolução moral.
Se assim fosse ainda hoje teríamos institucionalizadas práticas que actualmente consideramos retrógradas, apesar de infelizmente ainda serem uma realidade, como a escravatura, trabalho infantil, ou a proibição de voto às mulheres.

Nunca se falou tanto em abuso, exploração e direitos dos animais, mas também nunca na nossa história foram cometidas tantas atrocidades e em números tão elevados contra eles.

Se, por um momento, nos deixássemos de centrar nas diferenças que separam os humanos e animais, veríamos que, no que é verdadeiramente essencial, somos iguais:
Todos procuramos o bem-estar; todos pretendemos evitar o sofrimento; e todos pretendemos a preservação da vida.

Partirmos deste pressuposto de igualdade, ao estabelecermos a nossa relação com os animais, seria provavelmente o maior progresso moral que a humanidade poderia realizar.

Nuno Franco, Sócio nº 9 da UPPA (Editor da Veggix Magazine)



E agora partilho aqui alguns filmes que me fizeram abrir os olhos para a realidade e tornar-me vegetariana:

TERRÁQUEOS (Earthlings) :
http://animal.org.pt/animal_media_player_Earthlings.html

“O Que Tem Realmente no seu Prato?” :

"Free Me" (Libertem-me):

Meat the Truth (Conheça a Verdade):
http://animal.org.pt/animal_media_player_MeatTruth.html

As verdades que as mentiras escondem:

E outros tantos sobre a exploração de animais para vestuário, entretenimento, alimentação, derivados, etc: http://www.tvanimal.org/index.php?lang=pt


:: Outro artigo
Esquizofrenia moral em tempos de calamidade
É desesperador quando bate uma noção da realidade que vivem hoje os animais não humanos do mundo. Não é fácil interceptar essa noção, só acontece às vezes (de fato, parece ser quase tão difícil quanto captar a noção da morte, especificamente aquela em que não se espera que exista nada além).

A situação é tão urgente quanto grave. Cerca de oito vezes mais animais do que a população humana do mundo são continuamente sujeitos a maus tratos, exploração, confinamento, morte - todo ano. A cada minuto, a cada expiração e inspiração que damos, uma quantidade inconcebível de animais sofre horrorosamente... Sangra, é amputado, perde o filho, é castrado a sangue frio, perde a mãe, recebe um ferro quente, padece de uma doença dolorosa, leva porrada, tenta abrir as asas e não consegue, tenta de novo e não consegue, tenta no dia seguinte e novamente não consegue, entra em psicose pela permanente dificuldade de se mexer...

O que é isso que vivemos hoje, agora, senão um momento de calamidade, de emergência? Um mundo em que 50 bilhões de seres sencientes são injustiçados dessa forma não se pode considerar civilizado, não pode sequer se considerar aceitável ou minimamente tolerável. A injustiça que, globalmente, se comete hoje é no mínimo comparável àquela que se infligiu em quase qualquer dado momento da história das civilizações, nas guerras, regimes totalitários, repressivos e de escravidão.


Será que, se existíssemos nos períodos em que tais abusos ocorreram de forma generalizada, algum de nós ficaria confortavelmente sentado na sua cadeira, vivendo como se o mundo fosse justo, ou como se fosse injusto mas você não pudesse fazer nada por isso? Será que dormiríamos em paz, nos omitindo diante (ou até agindo em favor) de uma realidade flagrante que destroça todos os alicerces da nossa ética, compaixão, respeito e bom senso?? Por que, então, conseguimos fazer isso hoje?

Por Deus, será que negaríamos o caráter de calamidade se essa realidade fosse majoritariamente com cachorrinhos dóceis, em vez de com porcos, bois, ovelhas, galinhas e mais galinhas?

Será que a nossa espécie, com a cognição mais sofisticada do mundo, é tão limitada e primitivamente emocional a ponto de não se impor a óbvia constatação de que cães e porcos merecem o mesmo respeito? Que cegueira é essa?!

Peço desculpas se neste texto fujo um pouco à proposta e ao estilo deste blog, mas fui invadido por uma terrível inquietude, uma sensação de estarmos profundamente enganados (até mesmo aqueles que protegem animais) por viver este mundo como se ele não fosse "tão mal", como se não estivéssemos em meio a uma calamidade dramática e inadmissível. Porque acredito que estamos. Este mundo é, sim, mais ou menos "tão mal" quanto o mundo da escravidão humana, o mundo da Segunda Guerra e do holocausto, o Brasil pós golpe de 64 e qualquer outro espaço e tempo em que se tenham cometido tamanhas injustiças, barbaridades e impropérios. Postado por Augusto Libertário em http://argumentoanimal.blogspot.com/2010/06/esquizofrenia-moral-em-tempos-de.html


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Domingo, 30 de Outubro de 2011
Governo Francês proibe vegetarianismo nas escolas
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Quem acredita que os animais não são nossos para os comermos é agora em França um cidadão de segunda

União Vegetariana Europeia (EVU) - Nota de Imprensa 

Um Decreto-Lei de 2 de Outubro de 2011 (1) determina que todas as refeições servidas em cantinas escolares em França devem conter produtos animais e que carne e peixe serão servidos com uma frequência mínina pré-estabelecida. Isto implica que por lei, daqui em diante nenhum vegetariano pode comer em nenhuma escola pública ou privada em França.

Seis milhões de crianças em idade escolar são agora obrigadas a comer animais, quer queiram quer não. Para muitas famílias almoçar em casa não é uma opção. No máximo, a um estudante vegetariano será permitido deixar o animal no prato e por conseguinte ficar com refeições desequilibradas.

Em seguimento de uma lei votada no ano passado pelo Parlamento Francês (2), medidas semelhantes serão tomadas em breve em relação a quase todos os serviços de catering, dos infantários aos hospitais, prisões e lares de terceira idade. O vegetarianismo terá sido por essa altura banido para uma grande parte da população.

Estas medidas querem, pretensamente, a todo o custo assegurar a qualidade nutricional das refeições. Carne animal é imposta como a única fonte de proteína e ferro e os lacticínios como as únicas fontes de cálcio, minimizando o facto de todos estes nutrientes serem obtidos tanto em qualidade como em quantidade em fontes minerais e vegetais. O facto de ser reconhecido internacionalmente que dietas vegetarianas cuidadas, incluindo dietas totalmente vegetarianas ou veganas, são saudáveis, nutricionalmente adequadas e podem trazer benefícios para a saúde na prevenção e tratamento de certas doenças e que dietas vegetarianas bem planeadas são adequadas para o indivíduo durante todas as fases da vida, incluíndo gravidez, amamentação, infância, adolescência e mesmo para atletas (3) é quase ignorado.

Nenhuma consideração prática garante uma proibição cega do vegetarianismo, mesmo nas cantinas onde a administração esteja disposta a oferecer alternativas vegetarianas ou veganas. Este decreto é, portanto, uma violação arbitrária dos direitos dos cidadãos franceses vegetarianos.

A União Vegetariana Europeia quer salientar que a decisão que muitos cidadãos tomaram de não comer animais não é um mero capricho dietético ou uma escolha inconsequente de uma estilo de vida, mas baseia-se para muitos numa visão profunda dos princípios de como os animais deveriam ser tratados. Um governo democrático não pode restringir arbitrariamente os princípios dos seus cidadãos ou a sua prática. A declaração dos direitos fundamentais da União Europeia, ratificada pelos estados membros incluindo a França, afirma que: todos têm o direito à liberdade de pensamento, consciência e religião. Este direito inclui a liberdade para mudar de religião ou crença e a liberdade, quer a sós ou em comunidade, em público ou em privado, de manifestar religião ou crença, em oração, ensino, prática e observância (4).

O debate público em torno dos direitos dos animais e o estatuto moral dos animais é tão activo em França como noutros países. Os cidadãos são livres de escolher a sua posição sobre estes temas, e aqueles que acreditam que em consciência não podem aceitar comer animais não podem ser discriminados.

Um governo não pode decidir um debate filosófico, ético e político restringindo os direitos daqueles que discordam com as suas posições. Desde há anos, a posição oficial do governo francês tem sido abertamente hostil ao vegetarianismo (5). O ministro francês da agricultura Bruno Lemaire, declarou em Janeiro de 2010 que a meta do governo e a sua política de nutrição pública era defender o modelo de agricultura francês e contrariar iniciativas como a encabeçada por Paul McCartney, aconselhando a redução do consumo de carne (6).

A União Vegetariana Europeia exige que os recentes decretos-leis governamentais proibindo o vegetarianismo em cantinas escolares sejam revogados e que o governo Francês respeite os direitos civis dos seus cidadãos vegetarianos.


Renato Pichler
Presidente da União Vegetariana Europeia (EVU)



Notas:
1. Decreto nº 2011-1227 de 30 de Setembro de 2011; fim de 30 de Setembro de 2011.
2. "Lei pela modernização da agricultura e pescas" publicado em 27 de Julho de 2010 .
3. Posição da American Dietetic Association
4. Carta de Direitos Fundamentais da União Europeia, artigo 10.1 
5. Um exemplo é o site mangerbouger.fr, onde o único conselho nutricional dado a um adolescente relativamente á sua vontade em tornar-se vegano é "para seu bem não siga essa dieta!"
( página 11).
6. Un programme pour l'alimentation

Végé ? t'as rien !

Fonte: Governo Francês proibe vegetarianismo nas escolas
Autor: EVU - Tradução Centro Vegetariano
Link: Governo francês proíbe opção de cardápio vegetariano nas escolas
Link: Petição - Petition for the right not to eat animals in French schools
Link: Petição - Pétition pour le droit de ne pas manger d'animaux dans les écoles françaises

Link: Cantines : les menus sans viande en danger ?
Link: De la santé publique à l'intox nutritionnelle... les végétariens défendent leur liberté de conviction !

Link: Luttons pour la liberté de refuser la viande ! APPEL A MOBILISATION
Link: Rassemblement devant le ministère de l'Agriculture


publicado por Maluvfx às 13:44
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Sexta-feira, 14 de Outubro de 2011
O SACRIFICIO DE ANIMAIS NA RELIGIÃO

A Bíblia ou o Corão ensinam a crueldade?

Fico horrorizado com os holocaustos de dor e sangue que Deus supostamente teria mandado praticar nos tempos idos e que hoje se repetem na tradição muçulmana com base numa história em que Abraão teria sido tentado ou provado para matar seu filho colocado sobre um altar de lenha onde seria degolado com um cutelo e depois queimado, mas que entretanto lhe aparece um Anjo (Gabriel) impedindo-o de cometer esse acto e em vez do filho é sacrificado um cordeiro no seu lugar. (Ver toda a história no capítulo 22 de Génesis, um dos vários livros de Moisés).

Em face disto têm sido sacrificados todos os anos cerca de 700.000 ou 800.000 animais inocentes (carneiros ou bodes) que são degolados e esfolados numa matança cruel nos lugares onde se juntam mais de dois milhões de muçulmanos na sua Peregrinação a Meca (a “hadj”), cumprindo assim uma tradição que se repete em nome duma crença que até está em contradição com as leis de Deus (Alá ou Jeová) num dos seus Mandamentos que diz: “NÃO MATARÁS”!

Não entendo porque razão se comete então uma chacina com tanto derramamento de sangue de milhares de animais sacrificados à Divindade que no meu entender abomina tudo isto e não se agrada de tais actos pagãos que agradam sim a Satã ou às entidades vampíricas das trevas e não da Luz.

Doutro modo, os próprios cristãos deveriam reflectir também nas palavras de Jesus Cristo que teria dito no seu tempo em relação aos rituais e sacrifícios de animais, o seguinte:

Vim para abolir as festas sangrentas e os sacrifícios, e se não cessais de sacrificar e comer carne e sangue dos animais, a ira de Deus não terminará de persegui-los, como também perseguiu a vossos antepassados no deserto, que se dedicaram a comer carne e que foram eliminados por epidemias e pestes...” (Isto está escrito no capitulo 21 do “Evangelho dos Doze Santos”, um dos Manuscritos encontrados nas cavernas de Qumram junto ao Mar Morto). Em face disto o Papa devia parar de comer carne e instruir os cristãos a fazerem o mesmo... Mas isto é outra conversa!

Por fim, não creio que o Profeta Maomé tenha ordenado os actos de crueldade que se praticam hoje numa Religião de Paz (o Islão) que deveria acabar sim com toda a mortandade de sacrifícios de animais que só o grande negócio dos criadores de carneiros e ovelhas justifica, nada mais. Felizmente já existem muitas vozes discordantes de muçulmanos que são mais favoráveis à oferta de dinheiro em vez da matança dos carneiros. Aliás, a mutilação ou interferência no corpo de um animal vivo que lhe cause dor ou deformação contraria os princípios islâmicos, diz o imã Al-Hafiz Basheer Ahmad Masri, afirmando mesmo que Maomé teria dito:

“Aquele que tem piedade (até) para com um pardal e poupa sua vida, Alá ser-lhe-á misericordioso no dia do julgamento” ...

Uma boa acção feita a um animal é tão meritória quanto uma boa acção feita a um ser humano, enquanto um acto de crueldade a um animal é tão ruim quanto um acto de crueldade para um ser humano”.


Afinal, Deus deu a vida a todas as criaturas de igual modo para que sejam respeitadas e não chacinadas ou vilipendiadas pelos humanos, digo e penso eu. Mas infelizmente, milhões de animais vivem e sofrem em silêncio tanta dor e agressão do ser ‘racional e ‘inteligente’ que se tornou na pior espécie de predadores da Terra que comete tanto mal e vive de forma incoerente.

Fica aqui mais esta dissertação,

Pausa para reflexão!

Rui Palmela


publicado por Maluvfx às 06:26
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O SACRIFICIO DE ANIMAIS NA RELIGIÃO

A Bíblia ou o Corão ensinam a crueldade?

Fico horrorizado com os holocaustos de dor e sangue que Deus supostamente teria mandado praticar nos tempos idos e que hoje se repetem na tradição muçulmana com base numa história em que Abraão teria sido tentado ou provado para matar seu filho colocado sobre um altar de lenha onde seria degolado com um cutelo e depois queimado, mas que entretanto lhe aparece um Anjo (Gabriel) impedindo-o de cometer esse acto e em vez do filho é sacrificado um cordeiro no seu lugar. (Ver toda a história no capítulo 22 de Génesis, um dos vários livros de Moisés).

Em face disto têm sido sacrificados todos os anos cerca de 700.000 ou 800.000 animais inocentes (carneiros ou bodes) que são degolados e esfolados numa matança cruel nos lugares onde se juntam mais de dois milhões de muçulmanos na sua Peregrinação a Meca (a “hadj”), cumprindo assim uma tradição que se repete em nome duma crença que até está em contradição com as leis de Deus (Alá ou Jeová) num dos seus Mandamentos que diz: “NÃO MATARÁS”!

Não entendo porque razão se comete então uma chacina com tanto derramamento de sangue de milhares de animais sacrificados à Divindade que no meu entender abomina tudo isto e não se agrada de tais actos pagãos que agradam sim a Satã ou às entidades vampíricas das trevas e não da Luz.

Doutro modo, os próprios cristãos deveriam reflectir também nas palavras de Jesus Cristo que teria dito no seu tempo em relação aos rituais e sacrifícios de animais, o seguinte:

Vim para abolir as festas sangrentas e os sacrifícios, e se não cessais de sacrificar e comer carne e sangue dos animais, a ira de Deus não terminará de persegui-los, como também perseguiu a vossos antepassados no deserto, que se dedicaram a comer carne e que foram eliminados por epidemias e pestes...” (Isto está escrito no capitulo 21 do “Evangelho dos Doze Santos”, um dos Manuscritos encontrados nas cavernas de Qumram junto ao Mar Morto). Em face disto o Papa devia parar de comer carne e instruir os cristãos a fazerem o mesmo... Mas isto é outra conversa!

Por fim, não creio que o Profeta Maomé tenha ordenado os actos de crueldade que se praticam hoje numa Religião de Paz (o Islão) que deveria acabar sim com toda a mortandade de sacrifícios de animais que só o grande negócio dos criadores de carneiros e ovelhas justifica, nada mais. Felizmente já existem muitas vozes discordantes de muçulmanos que são mais favoráveis à oferta de dinheiro em vez da matança dos carneiros. Aliás, a mutilação ou interferência no corpo de um animal vivo que lhe cause dor ou deformação contraria os princípios islâmicos, diz o imã Al-Hafiz Basheer Ahmad Masri, afirmando mesmo que Maomé teria dito:

“Aquele que tem piedade (até) para com um pardal e poupa sua vida, Alá ser-lhe-á misericordioso no dia do julgamento” ...

Uma boa acção feita a um animal é tão meritória quanto uma boa acção feita a um ser humano, enquanto um acto de crueldade a um animal é tão ruim quanto um acto de crueldade para um ser humano”.


Afinal, Deus deu a vida a todas as criaturas de igual modo para que sejam respeitadas e não chacinadas ou vilipendiadas pelos humanos, digo e penso eu. Mas infelizmente, milhões de animais vivem e sofrem em silêncio tanta dor e agressão do ser ‘racional e ‘inteligente’ que se tornou na pior espécie de predadores da Terra que comete tanto mal e vive de forma incoerente.

Fica aqui mais esta dissertação,

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Rui Palmela


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