Ética é o conjunto de valores, ou padrões, a partir dos quais uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões. A ética é importante por que respeita os outros e a dignidade humana.

Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012
Saiba como incrementar a dieta vegetariana utilizando o gosto Umami
Alimentos ricos no quinto gosto básico do paladar humano deixam pratos mais saborosos e apetitosos

Após ser confirmado pela comunidade científica como o quinto gosto básico do paladar humano, e se juntar aos já conhecidos doce, salgado, azedo e amargo, o Umami ficou muito associado a alimentos de origem animal. O que pouca gente sabe é que este gosto pode ser um grande aliado dos vegetarianos. Além de deixar os pratos mais apetitosos, diversos alimentos que contém Umami são ricos em vitaminas e minerais.

Hellen Maluly, professora de Bromatologia e Toxicologia de Alimentos da Faculdade Oswaldo Cruz, diz que a associação do Umami com alimentos de origem animal acontece, pois o aminoácido ácido glutâmico (também chamado de glutamato), principal responsável por proporcionar o quinto gosto, está presente em elevadas quantidades neste tipo de alimento.

Por outro lado, a especialista explica que outras substâncias também são capazes de promover o Umami. "O que muita gente esquece é que, além do glutamato, os nucleotídeos guanilato e inosinato também proporcionam o gosto Umami, e estas substâncias estão presentes em alimentos de outras origens, como vegetais e fungos", diz Hellen.

MAS COMO ENRIQUECER A DIETA VEGETARIANA UTILIZANDO O UMAMI?

Segundo o artigo "Como os vegetarianos se beneficiam do UMAMI?", publicado no Portal Umami, "legumes, verduras, cogumelos e algas são exemplos de alimentos que, além de muito nutritivos, podem facilmente enriquecer a dieta dos vegetarianos" Isso acontece pois uma das principais características do Umami é a capacidade de tornar os outros gostos mais atraentes ao paladar.

O fato é que o Umami sempre esteve presente na dieta dos vegetarianos, mas talvez não de forma consciente e clara. "Uma salada completa, de tomate, acelga, repolho, milho e ervilhas verdes é com certeza muito apreciada pelos vegetarianos, e riquíssima em Umami", ilustra o artigo.

COMITÊ UMAMI

O Comitê Umami Brasil é um grupo criado para discutir e divulgar temas relacionados ao quinto gosto básico do paladar humano, o Umami. O comitê tem relação direta com o Umami Information Center, organização sem fins lucrativos, dedicada a pesquisas sobre o tema.

UMAMI NA WEB

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Fonte


publicado por Maluvfx às 16:28
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Sábado, 1 de Maio de 2010
A dieta vegetariana e o seu lado “negro”

Dieta vegetariana
Apesar de promover alguns benefícios à saúde, pessoas que adotam uma dieta vegetariana podem estar mascarando transtornos alimentares. Essa conclusão foi obtida através de um estudo feito nos EUA com cerca de 2.516 jovens e adolescentes. A pesquisa mostrou que o dobro dos entrevistados vegetarianos confessou ter usado alguns métodos não-saudáveis para tentar emagrecer, isso em comparação com aqueles que não haviam adotado uma dieta sem carne. Cerca de 21% dos adolescentes que tentaram o vegetarianismo confirmaram ter usado remédios, laxantes ou diuréticos ou ter tentado provocar o vômito para emagrecer, enquanto 10% dos não-vegetarianos relataram ter recorridos a alguns desses métodos.
Para os jovens e adolescentes que vivem em briga com a balança, o vegetarianismo é vista como uma maneira de emagrecer e não uma forma saudável de alimentação. Segundo David Katz, da escola de Medicina da Universidade de Yale, esse é o lado negro do vegetarianismo.
Os vegetarianos que participaram da pesquisa eram mais propensos a desenvolver transtornos alimentares, apesar de que o vegetarianismo, e as outras dietas baseadas no consumo de plantas possam ser recomendados para essa faixa de idade. Quando os adolescentes optam por esse tipo de “dieta”, sozinhos, é importante ficar atento e descobrir os motivos, pois essa atitude pode ser mais um pedido de ajuda do que uma escolha de vida saudável.
Porém o estudou mostrou que, apesar de serem mais propensos a transtornos alimentares, os vegetarianos costumam ter menos sobrepeso do que seus colegas onívoros, além de pressão sanguínea mais regulada e taxa de colesterol baixa.
Os jovens e adolescentes vegetarianos possuem mais risco de desenvolver compulsões alimentares, enquanto os ex-vegetarianos podem aumentar de forma destrutiva o controle do peso. Os médicos e nutricionistas costumam grifar apenas o lado benéfico da dieta sem carnes, porém é necessário lembrar que ela pode trazer alguns riscos.
Fonte


publicado por Maluvfx às 19:33
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Sábado, 17 de Abril de 2010
Divulgação do Vegetarianismo nos midea
Conscientização veg(etari)ana e feijoada vegana na Band

A Band, há alguns meses, divulgou uma reportagem sobre o veganismo, dando as noções básicas sobre esse estilo de vida ético. Agora (hoje ou ontem) ela trouxe algo que vai mais além: um pouco sobre veganismo e explicações de George Guimarães sobre a pecuária e o consumo de carne (e outros derivados animais).
Só que George Guimarães cai na falha de dizer que para ser vegan@ basta retirar os animais apenas da alimentação.


Band fala de vegan@s
Aos poucos o veganismo vai sendo revelado à sociedade, divulgando-se nossos hábitos e princípios éticos. Obrigado à Band por ter contribuído para nos tirar da obscuridade.
Só me queixei que o repórter pronuncia "vegã", quando a pronúncia certa é "vígan" (mas alguns/as dizem que é "végan"). E, pelo jeito que a reportagem aborda @s vegan@s, parecemos uma exótica novidade de tribo urbana.
Arauto da Consciência



publicado por Maluvfx às 21:04
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Quarta-feira, 17 de Março de 2010
Pra entender




Se diversas entidades científicas*, após revisões da literatura médica, afirmam que não é preciso comer carne, por que muitos profissionais apregoam o contrário?


 Aqui precisamos fazer algumas considerações.
Como não nascemos com manual de instrução, para nos orientarmos quanto às nossas necessidades nutricionais, assim como diversos outros aspectos do nosso funcionamento, recorremos às pesquisas científicas.
Se consultarmos os arquivos de pesquisas médico/nutricionais encontraremos relatos de crianças e adultos vegetarianas e macrobióticas (não necessariamente vegetarianas!) com deficiências nutricionais decorrentes da dieta.

 Mas também encontraremos pesquisas demonstrando que há crianças e adultos seguindo dietas vegetarianas e macrobióticas com crescimento e desenvolvimento adequados, sem deficiências nutricionais.

Por que isso ocorre?
A análise dessas situações distintas demonstra claramente que a diferença não está no fato de comer ou não carne, mas sim na forma de elaborar a alimentação sem carne.
Dessa forma, uma dieta bem planejada, sem carne e sem derivados animais, pode ser nutricionalmente adequada e promover o crescimento e desenvolvimento adequados. É isso que afirmam os pareceres sobre dietas vegetarianas que analisaram as diferenças dos estudos.
O fato é que a maioria dos profissionais de saúde não sabem quase nada sobre dieta vegetariana. Muitos pensam que os vegetarianos só se alimentam de verduras. E por mais absurdo que isso possa parecer ainda encontramos pessoas que esquecem que o reino vegetal é composto de vários outros grupos: cereais (trigo e seus derivados – pães, macarrão -, arroz, milho, centeio, cevada, cevadinha, painço...), leguminosas (grão de bico, lentilha, ervilha, soja e todas aos outras dezenas de variedades de feijões...), oleaginosas (nozes, amêndoas, amendoim, castanha-do-pará...), frutas, legumes e verduras.
Pelo desconhecimento do que é ou deixa de ser uma dieta vegetariana (inclusive sobre a inclusão ou não de ovos, leite ou derivados – que também podem fazer parte da dieta vegetariana), alguns profissionais lêem um artigo sobre crianças com anemia por falta de ferro (ferropriva), por exemplo, e concluem que a dieta vegetariana induz a anemia.
Isso é tão absurdo quanto a seguinte situação fictícia. Analisamos uma população financeiramente carente e desnutrida, mas que come carne e, portanto, é onívora. Verificamos que a prevalência de anemia ferropriva e desnutrição protéico-calórica é elevada nesse grupo. Assim concluímos que uma dieta com uso de carne leva à desnnutrição e anemia.

Vamos então supor que essa população deva se tornar vegetariana para corrigir esse distúrbio? Ou será que devemos voltar a nossa atenção para o aspecto econômico desse grupo e analisar também a quantidade e a qualidade nutricional ingerida?
É esse raciocínio precário e simplório que muitos profissionais fazem ao analisarem uma dieta vegetariana.
Vale a pena ressaltar que a anemia ferropriva é uma das deficiências nutricionais mais prevalentes no Brasil, e, no entanto, quase toda a nossa população faz uso de carne.

Com relação às gestantes e demais fases da vida, segue o mesmo raciocínio.   



publicado por Maluvfx às 00:37
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Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2010
Vegetarianismo: preferência ou filosofia de vida
Cresce o número de adeptos que excluem a carne e adotam uma dieta mais saudável
Banco de imagens
Já foi o tempo em que nove entre dez pessoas escolhiam arroz, feijão, bife e batatas fritas como o prato preferido. Essa realidade vem mudando e é cada vez mais comum encontrar tanto jovens quanto adultos que optam por uma alimentação mais saudável e extinguem a carne, principalmente, vermelha da lista dos alimentos da dieta. Seja por cuidados com a saúde ou pela solidariedade com os milhares de animais mortos para o consumo da população, o número de vegetarianos cresce a cada ano.

De acordo com alguns artigos, durante os últimos 20 anos estudos epidemiológicos vêm documentando importantes e significativos benefícios do vegetarianismo, comprovando a redução do risco de muitas doenças crônicas. E foi devido a preocupação com as doenças, que a família da enfermeira Débora Cristina Mendonça, 24, a incentivou o consumo de alimentos saudáveis, excluindo carnes e diversos outros itens do cardápio, desde os seus 7 anos.



“Não foi uma opção, foi algo totalmente imposto. Eu tenho lembranças ruins da época da escola, onde todas as crianças comiam salgados e guloseimas, e eu era proibida”, desabafa a enfermeira. Mesmo com essas recordações, Débora acredita ser muito difícil para qualquer criança ter uma alimentação restrita, porém, atualmente, ela consegue perceber o quanto bem fez a sua saúde.

Foi pensando também na qualidade alimentar, que há 3 anos a bailarina Deisilane Gonçalves Souza, 17, aderiu o vegetarianismo. Além da carne, a jovem excluiu também refrigerante e diminuiu o consumo de frituras. “O nosso corpo precisa ser bem cuidado e para isso precisamos comer bem”, explica. Deisi só não contava que eliminando a carne da dieta, ficaria anêmica. “Senti-me fraca e após alguns exames veio o ultimato: falta de ferro”, lembra.

A deficiência de ferro é tão importante e preocupante que em 2009, no IX Encontro Nacional da Rede de Nutrição do Sistema Único de Saúde,  foi divulgado um estudo que mostrava nas região Sudeste se concentram os maiores índices de pessoas que sofrem de anemia. A porcentagem de mulheres entre 15 e 49 anos anêmicas chega a 28,5% e a de meninos e meninas com até 5 anos, a 22,6%, um dado bastante alarmante.

Uma opção para ir contra os números é explicada pelo nutricionista Marcello Mello, que censura essa mudança de hábitos sem a ajuda de um profissional. “Acho importante as pessoas optarem pelo vegetarianismo, mas é de extrema relevância o acompanhamento de um especialista”, declara. Marcello defende que só um profissional poderá produzir uma dieta combinando os alimentos e substituindo os nutrientes necessários.

XÔ, churrasco
Com o crescimento desenfreado de churrascarias, o consumo de carne vermelha também aumentou, o que fatalmente colabora para o aquecimento global, é o que afirmou o ex-Beatle Paul McCartney. E para tentar melhorar essa realidade, Paul disse que não comer carne um dia por semana é a atitude individual mais eficaz para frear a mudança climática.

Essa iniciativa visa diminuir os 18% dos gases do efeito estufa que a produção de carne emite. Esse dado foi revelado em um relatório das Nações Unidas, publicado em 2006. Além dos gases, a produção, principalmente bovina, é em grande parte responsável pelo desmatamento e pela escassez de água no Planeta. “Produzir um hambúrguer consome a mesma quantidade de água que um banho de quatro horas”, afirmou o músico de Liverpool.

Manter o balanceamento é o segredo
Apesar da importância do nutricionista na mudança da dieta, principalmente para um “recém” vegetariano, Marcello Mello aproveitou para dar dicas sobre alguns alimentos ricos em ferro e vitaminas, para que a anemia, deficiência vivida por Deisilane não se torne comum entre os adeptos. Espinafre, brócolis, beterraba, batata doce são alguns dos alimentos que não podem faltar nessa dieta.

Além dos vegetais, oleaginosas (amêndoas, castanha de caju, nozes) e leguminosas (lentilha, feijão) também contêm ferro. Porém, estes não são bem absorvidos pelo organismo quanto os encontrados em animais, necessitando de auxílio de vitaminas e nutrientes que ajudem na absorção.

fonte


publicado por Maluvfx às 00:13
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Sábado, 23 de Junho de 2007
Razões para uma dieta Vegetariana


Entre outras razões para adotarmos uma dieta vegetariana destacam-se as seguintes: anatômicas e fisiológicas; higiênicas, de saúde, econômicas, estéticas, ecológicas, éticas, espirituais e religiosas.





1. Anatômicas e fisiológicas
O estudo comparativo da anatomia e fisiologia dos animais carnívoros, herbívoros e frugívoros demonstra que a dieta frugívora e herbívora é mais adequada ao homem. Os seguintes dados são um resumo de tais estudos.

Carnívoros
1. Têm garras.
2. Não têm poros. Transpiram pela língua.
3. Dentes caninos frontais alongados, fortes e pontiagudos para rasgar a carne.
4. Ausência de dentes molares posteriores para triturar alimentos. 5.
Glândulas salivares pequenas na boca (glândulas bem desenvolvidas são necessárias na pré-digestão de cereais e frutas).
6. Saliva ácida.
7. Ausência de ptialina, enzima responsável pela pré-digestão dos cereais.
8. Trato intestinal 3 vezes o tamanho do corpo, para que a carne em decomposição possa ser eliminada rapidamente.
9. Estômago simples e arredondado.
10. Forte concentração de ácido clorídrico no estômago, para digerir a carne.
11. Cólon liso.
12. Urina ácida.
13. Mandíbula alongada para a frente.
14. Alimento: carne.

Frugívoros
1. Não têm garras.
2. Transpiram através de milhares de poros.
3. Ausência de dentes caninos frontais pontiagudos.
4. Dentes molares posteriores achatados, para triturar.
5. Glândulas salivares bem desenvolvidas, necessárias à pré-digestão de cereais e frutas.
6. Saliva alcalina.
7. Profusão de ptialina.
8. Trato intestinal 10 a 12 vezes o comprimento do corpo. 9. Estômago com um duodeno como segundo estômago.
10. Ácido do estômago 20 vezes menos concentrado que nos carnívoros.
11. Cólon convoluto.
12. Urina alcalina.
13. Mandíbula curta.
14. Alimento: frutas e nozes.

Herbívoros
1. Não têm garras.
2. Transpiram através de milhares de poros.
3. Ausência de dentes caninos frontais pontiagudos.
4. Dentes molares posteriores achatados, para triturar.
5. Glândulas salivares bem desenvolvidas, necessárias à pré-digestão de cereais e frutas.
6. Saliva alcalina.
7. Profusão de ptialina.
8. Trato intestinal 10 a 12 vezes o comprimento do corpo. 9. Estômago em três ou quatro compartimentos.
10. Ácido do estômago 20 vezes menos concentrado que nos carnívoros.
11. Cólon convoluto.
12. Urina alcalina.
13. Mandíbula levemente alongada.
14. Alimento: grama, ervas e plantas

Homem
1. Não tem garras.
2. Transpira através de milhares de poros.
3. Ausência de dentes caninos frontais pontiagudos.
4. Dentes molares posteriores achatados, para triturar.
5. Glândulas salivares bem desenvolvidas, necessárias à pré-digestão de cereais e frutas.
6. Saliva alcalina.
7. Profusão de ptialina, para pré-digerir cereais.
8. Trato intestinal 10 a 12 vezes o comprimento do corpo. 9. Estômago com um duodeno como segundo estômago.
10. Ácido do estômago 20 vezes menos concentrado do que nos carnívoros.
11. Cólon convoluto.
12. Urina alcalina.
13. Mandíbula curta.
14. Alimento: deveria viver de cereais, vegetais, frutas e nozes.


Como vemos, os animais mais próximos do homem, anatômica e fisiologicamente, são frugívoros ou herbívoros. Várias características indicam diferenças pronunciadas entre os animais herbívoros e frugívoros e os carnívoros, mas vale a pena destacar o comprimento do intestino, que nos carnívoros é aproximadamente 3 vezes o comprimento do corpo enquanto que no homem é cerca de 12 vezes. Isto faz com que os carnívoros tenham uma digestão bastante rápida, eliminando a seguir tudo o que não é absorvido. Já o homem tem uma digestão muito lenta, por ter um intestino longo. Isto faz com que a carne, que já estava em processo de decomposição desde a morte do animal, continue a decompor-se no interior de seu intestino, causando muitos problemas de saúde por causa das toxinas liberadas, irritações causadas etc.

Um dos melhores indicadores de que a alimentação vegetariana é mais apropriada ao homem, contudo, são os muitos benefícios para a saúde encontrados em dietas à base de vegetais e as inúmeras enfermidades ligadas ao consumo da carne. Além disso, pela análise química e comparação das propriedades nutritivas dos vegetais e da carne, observamos que é possível obtermos do reino vegetal o suficiente para a constituição dos tecidos e a nutrição do corpo.


2. Higiênicas

A carne deteriora-se com enorme rapidez. A decomposição inicia imediatamente após a morte e só é percebida pelo olfato quando já alcançou um estado avançado. É a principal fonte de putrefações intestinais; mesmo cozida contém toxinas microbianas em grande quantidade. Além disso, pela sua própria composição, favorece a proliferação de micróbios nos intestinos. A média de gérmens, de 65.000 por mm3 de fezes no carnívoro, baixa para 2.000 por mm3 no vegetariano. Esses gérmens extinguem os gérmens saprófitas, benfeitores, daí a freqüência de apendicite, diverticulite, colite e enterite, entre os carnívoros.

Os carnívoros produzem fezes e suores fétidos, e têm seu paladar e olfato embrutecidos para os sabores delicados e fragrâncias sutis.


3. De saúde

Do ponto de vista da saúde o regime vegetariano é amplamente favorável.
Segundo a Dra. Jacqueline André (André, 1990), o consumo excessivo de carne é nocivo por muitas razões:
* A carne é rica em gorduras, favorecendo, portanto, a ateromatose e o infarto do miocárdio, os cânceres colorretais e a obesidade.
* O fato de ser rica em colesterol faz dela uma causa de cânceres hormonodependentes (mama, próstata, útero).
* Seu alto teor de protídios pode torná-la um fator de insuficiência renal.
Além disso, o cozimento prolongado ou sob altas temperaturas de suas proteínas provoca a formação de agentes mutagênicos, que podem iniciar um câncer.
* O fato de ser rica em ácidos nucléicos faz dela um fator de cálculos urinários, hiperuricemias e gota.
* Os resíduos de antibióticos nela contidos podem, muito freqüentemente, causar alergias.
* Os antibióticos, de cujo uso (veterinário ou a título de aditivos
alimentares) a preparação industrial da carne necessita, são um fator de resistências transferíveis.
* A rápida impressão de saciedade que sua ingestão provoca pode levar o consumidor a reduzir exageradamente a porção de fibras vegetais em sua ração alimentar, o que é, sobretudo, um fator de constipação, de diabete e de cânceres colorretais.
* Aquele que retira o essencial de suas proteínas da carne freqüentemente negligencia o consumo de leguminosas; disso podem resultar carências de magnésio, responsáveis principalmente por distúrbios do ritmo cardíaco, depressões nervosas e oxalato na urina.
O Dr. Alberto Lyra (Lyra, 1973) aponta os seguintes inconvenientes da carne como alimento:
* Alimento anti-natural. O homem não fabrica amoníaco para neutralizar os ácidos resultantes do metabolismo cárneo, como o fazem os carnívoros.
* Alimento tóxico. A carne é um veneno lento mas seguro. Ela possui toxinas (venenos), resultantes da decomposição cadavérica, e outras resultantes do metabolismo animal, que ficam retidas e produzem mais toxinas pela desassimilação nos intestinos.
* Alimento acidificante. Produz ácidos fosfórico, sulfúrico e úrico, causadores de acidificação humoral e de irritações esclerosantes. As proteínas em excesso são acidificantes e mucógenas.
* Alimento desmineralizante. Os ácidos produzidos pela carne produzem desmineralização ao serem neutralizados no organismo.
* Alimento excitante. A carne é um excitante muito forte, equiparável ao álcool, devido às substâncias tóxicas e extrativas dela provenientes. A sensação de vigor é esgotante, o que faz reclamar mais excitantes (álcool, açúcar, mais carne etc). Há aparência de vigor, devido à excitação, e cria um apetite enganador, porque faz repelir os alimentos suaves. Daí a depressão inicial naqueles que abandonam o uso da carne. Devido ao seu poder excitante, que faz gastar as reservas vitais, e ao seu poder tóxico, a carne é um dos fatores da abreviação da vida.
* Alimento que contribui para o aparecimento de diversas doenças e degenerações humanas. Apendicite, arteriosclerose, artritismo, eczema, enterite, gastrite, nefrite, reumatismo, úlcera gástrica, vegetações adenóides. Transmissor de doenças contagiosas e parasitárias. Brucelose, intoxicações alimentares, salmonelose, tênia (solitária), triquinose, tuberculose. No decurso de moléstias do fígado, dos rins, dos intestinos, da pele, de perturbações nervosas, não há melhor regime do que o vegetariano.

4. Econômica

Do ponto de vista econômico, os cereais representam a escolha lógica como alimento principal. No Brasil, segundo dados fornecidos pelo IBGE e técnicos em agricultura (Instituto Cepa), um boi precisa de 3 a 4 hectares de terra e produz em média 210 quilos de carne, no período de 4 a 5 anos.
Neste mesmo tempo e nesta mesma quantidade de terra, colhe-se, no Brasil, em média, 19 toneladas de arroz. Ou 8 toneladas de feijão; ou 34 toneladas de milho; ou 32 toneladas de soja; ou 23 toneladas de trigo. Isto sem dizer que podemos obter 2 ou até 3 safras por ano destes cereais combinados, o que evidentemente aumenta o volume da produção, e também sem considerar que a produtividade destes cereais pode ser aumentada, e muito.
Assim, tomando por referência a proteína contida, por exemplo, no arroz (8%), comparada àquela que é encontrada na carne (18,6%), chegamos ao seguinte: se criarmos boi nas 3,5 hectares e nos 4,5 anos em média que ele precisa para estar apto a ser consumido, teremos 39 quilos de proteína. Se plantarmos arroz nesta mesma quantidade de terra e no mesmo período de tempo, obtemos 1.520 quilos de proteína. Um homem de 70 quilos consome cerca de 70 gramas de proteína por dia. Isto significa que se criarmos gado, teremos proteína para cerca de um ano e meio, enquanto que se plantarmos arroz teremos proteína para alimentar este homem por cerca de 60 anos.
Dizendo de outro modo, isto representa multiplicar por 40 o número de pessoas que poderiam ser alimentadas.
Também é digno de nota o fato de que 85% do milho produzido no Brasil destina-se à alimentação de animais. Ou seja, além de o gado produzir menos alimento, ainda consume cereais e pasto.
Como regra geral é mais barato comprar proteína proveniente do reino vegetal do que a quantidade equivalente do reino animal. Mas o custo do alimento não é o único fator a ser considerado. Existem custos indiretos, inclusive custos médicos e outros ligados ao tratamento das águas, redução dos efeitos da poluição etc.


5. Estéticas

O comércio de carne é uma das principais fontes de grosseria e brutalidade que há no mundo. O vegetarianismo promove beleza, refinamento e cultura. A comparação dos horríveis espetáculos, sons e odores de um matadouro, com a beleza e o perfume de uma horta ou de um pomar não deixa lugar a dúvidas quanto a esta questão.


6. Ecológicas

A criação de gado devasta imensas áreas verdes naturais. O homem provoca desequilíbrio na Natureza ao alterar processos evolutivos normais de animais e vegetais. A demanda por carne barata é uma das principais causas da destruição das florestas tropicais e outras florestas em todo o mundo. Isto contribui para a extinção das espécies e a desertificação, além da poluição causada pelo dióxido de carbono.
Estudos recentes realizados nos Estados Unidos revelam que o rebanho bovino é responsável por pelo menos 12% do gás metano (uma das substâncias que mais influenciam no aumento da temperatura no planeta - efeito estufa) liberado para o meio ambiente. A indústria da carne é um dos agentes mais poluidores e que mais consomem água. O solo fértil também sofre com a criação de gado, que é uma das causas de seu esgotamento.


7. Éticas

Do ponto de vista ético a carne em nossa mesa implica em crueldade aos animais, bem como crueldade ao próprio ser humano, uma vez que sua produção é antieconômica e a quantidade de alimento produzido em uma mesma extensão de terra é muito menor do que quando dedicada à lavoura. Portanto, em um mundo onde a fome ainda é uma REALIDADE para grande parte da família humana, torna-se, o comer carne um hábito totalmente inaceitável.
O homem incorre numa irresponsabilidade com relação ao sofrimento derivado do uso de alimentos em cuja composição entra a carne. Não são apenas os terrores do matadouro, mas, ainda, os horrores preliminares do transporte em caminhões, trens e navios, a privação de alimento, a sede, as longas experiências de terror que estes pobres seres têm de sofrer, para a satisfação do apetite do homem.


8. Espirituais

Do ponto de vista do aperfeiçoamento do corpo humano com vistas à realização espiritual, verdadeira finalidade de nossa existência, a carne também é totalmente rejeitada, seja porque não é um alimento de propriedades intrínsecas que favoreça a harmonia, o equilíbrio, o ritmo e a perseverança, que o espírito requer e busca, seja porque a compaixão, qualidade inerente ao florescer espiritual também a exclui. Por tudo isto, ou simplesmente, pelo motivo mais pessoal, porém também legítimo, de ter-se uma existência mais saudável e duradoura, a carne é invariavelmente desaconselhada.
É difícil compreender que alguém possa associar uma conduta espiritual e um corpo puro com o consumo de carne, cuja obtenção necessariamente causa grande sofrimento físico e emocional aos animais.

É preciso salientar, contudo, que a pureza de vida é somente um meio para um fim; a pureza do corpo, sozinha, não leva à espiritualidade, assim como um violino não pode produzir boa música por si mesmo. Alguns fazem deste princípio um fetiche e é patético ver estas pessoas confinarem à esfera da cozinha todos os seus esforços para a espiritualização de suas vidas.


9. Religiosas

O vegetarianismo é prática muito antiga, salientado nos fundamentos das grandes religiões. Estudos realizados sobre o conteúdo dos intestinos de múmias do antigo Egito demonstram que suas dietas eram compostas basicamente de vegetais. Os egípcios são conhecidos como "comedores de pão". As verdadeiras Escolas de Mistérios possuem como um de seus preceitos a purificação, incluindo a prática vegetariana. A comunidade de Pitágoras era vegetariana, inclusive Hipócrates, o Pai da Medicina. São vegetarianos os budistas, hinduístas e os jainistas.


publicado por Maluvfx às 15:46
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