Ética é o conjunto de valores, ou padrões, a partir dos quais uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões. A ética é importante por que respeita os outros e a dignidade humana.

Sexta-feira, 1 de Outubro de 2010
Ecos do feminismo na libertação animal

Vegano: desobedecendo - Ellen Augusta Valer de Freitas


Recentemente a bióloga e bacharel em comunicação social Tamara Bauab Levai, autora do livro Vítimas da Ciência – Limites éticos da experimentação animal, fez uma brilhante palestra no congresso vegetariano brasileiro sobre ecofeminismo.
Conheci gente que só foi ao congresso para assistir a esta palestra e lamento que eu não tenha podido assistir, pois este tema me fascina. De dentro de nossas bases, como biólogas, temos muito material para falar de como historicamente, biologicamente e economicamente a exploração da mulher e dos animais, da natureza como um todo, tem andado de braços dados. Mas a mulher é a única que tem voz e meios igualitários de se defender perante os demais de sua espécie, ou pelo menos deveria usar destes meios.
Ainda hoje, ser uma “mulher pública” gera o incômodo persistente de que há algo errado com ela. Não pode ser sério, não pode ser dela a fama. É por causa do marido, ela deve ter comprado o diploma, blá-blá-blá…
Será? Vemos isso na política, na sala de aula, em todo lugar. Isso é velho, mas ainda temos de ouvir. Enquanto discutimos sobre isso, ainda pesa no ar o preconceito contra as mulheres e a sutil comparação com a “natureza”, de forma depreciativa.
As mulheres possuem voz. Os animais, não.
Fritjof Capra, em seus livros excelentes, já relatou trechos de biólogos, psicólogos e outros sobre a sutil e inconsciente comparação da mulher com a natureza. Semelhante comparação feita por Tamara Bauab Levai nos seus artigos. E o físico Fritjof Capra, de forma sucinta, compara a exploração da mulher com a exploração da natureza. Segundo suas palavras, assim como o “homem” dominou e explorou a natureza, assim ele pensa em relação às mulheres e a qualquer expressão do feminino. As frases “dominar a natureza”, “explorar e invadir a natureza” seriam aplicadas ao comportamento com relação às mulheres em geral.
De modo que o feminino, sendo reprimido, não teve outra saída senão estar disfarçado por todos os lados, nas igrejas sob símbolos e nas roupas de sacerdotes entre outros modos de expressão sutil. Pois todos temos os lados masculino e feminino, e é natural que estas duas forças se expressem de qualquer modo, mesmo sendo negada.
Estas teorias/constatações, vindas de um físico, de biólogos e psicólogos, já são polêmicas. Mas parece que, quando uma mulher fala deste assunto, as pessoas se incomodam profundamente, como se à mulher coubesse apenas calar. Jamais discutir e denunciar o preconceito vigente. Por quê?
Outro psicólogo aqui do Brasil, Ezio Flávio Bazzo, denuncia em alguns de seus livros a nomenclatura pela qual as mulheres são ostensivamente chamadas e detalhes da natureza humana:
“Assim como em vários recantos deste planeta crianças são mutiladas e deformadas propositalmente por seus familiares e por outros adultos para serem usadas depois como instrumentos de mendicância, durante muito tempo os pés das mulheres chinesas também foram mutilados e diminuídos porque os homens sentiam excitação diante de mulheres com pés de criança. A pedofilia, talvez seja mais antiga que aqueles rochedos vulcânicos sobre os quais os arqueólogos e os paleontólogos tanto têm cacarejado.”
“Coelhinha. Cadela, vaca, cabrita. Esses ‘elogios’ frequentemente dirigidos às mulheres encontram sua expressão máxima no ambiente que os sulistas denominam matadouro.
Matadouro, lá no sul-maravilha é o lugar, como já relatou uma entrevistada, escritório, quitinete, apartamento, motel, garagem, etc., para onde os senhores-de-bem levam clandestinamente suas amantes ou suas meninas para f… [omitido neste artigo, mas não no texto original]… Seria ódio à mãe expresso de forma generalizada contra todas as mulheres?”
A mulher como objeto e os animais como objetos: exemplo de convite para festa. (Reproduzido de Myspace.com)
Segundo ele, essa mania de alguns homens de querer infantilizar a mulher, seja do ponto de vista físico, bem como do ponto de vista intelectual, e de preferir mulheres com comportamento infantiloide, seria uma atitude que denuncia uma preferência por modos infantis. Algumas mulheres entram no jogo, pois para que exista o opressor tem de haver os que voluntariamente se colocam como oprimidos. Já notei que alguns homens não suportam por muitos minutos uma mulher com uma opinião mais arrojada, ou simplesmente com opinião!
E Ezio Flávio Bazzo continua:
“Mãe é mãe… paca é paca… mulher é tudo vaca… a música do Bussunda não é apenas uma brincadeira, um humor negro e uma arte, é o cântico dos cânticos do mundo masculino. Para o homem comum, intelectual, rico, pobre, ignorante etc., a mulher não passa de uma vaca, começando pela mãe e as irmãs, continuando com a professora e terminando com a esposa, as filhas, as amantes. Numa pesquisa realizada numa faculdade da cidade, onde 99% dos alunos são mulheres, 30% do universo pesquisado acham que a mulher, se não é, pelo menos tem algo em comum com as vacas. Mãe é mãe… paca é paca… mulher é tudo vaca… Cantam pelos corredores da história. (…) Mas voltando ao assunto da vaca, desse animal passivo, de olhos tristes, que vive para ruminar e para enriquecer seus gigolôs (os pecuaristas) com leite, chifres, filé mignon e com a própria pele, por que será que as mulheres se indignaram bem mais com a música que as chama de vaca do que com as que as chamam de cachorras?”
Estas incômodas e irreverentes colocações são interessantes para mostrar como a sociedade aceita prontamente certos comportamentos. Como uma sociedade machista e presa a conceitos estreitos de liberdade pode pensar em libertação animal? Ainda estaremos longe de libertar os animais, se continuarmos a ajudar a construir nossas próprias grades. As mulheres ainda estão apoiadas sobre as grades que elas mesmas ajudam a manter. Algumas se orgulham de depreciar as demais. Como se a personalidade pessoal/o cabelo ou a maneira de ser interferisse na qualidade do trabalho, na profissão. Diferente dos animais, que não têm voz, nem escolha dentro do nosso mundo, aqui encontramos um paradoxo, que é o cultivar as próprias grades e se incomodar quando alguém se liberta.
Percebam como o mal prontamente se organiza, o bem é disperso, portanto também é mal.
Os que são contra os animais/mulheres/crianças  estão prontamente organizados e unidos. O restante é omisso e desunido. Triste realidade. Obviamente sei das exceções ao que escrevo aqui.
As palavras deste escritor, em todo seu significado, nos mostra de maneira clara como até mesmo a linguagem é presa aos diversos preconceitos existentes.
Gosto de frisar algumas palavras especistas, pois se fôssemos deixar de usar as palavras especistas, machistas, e de outras classes de preconceitos de nossa linguagem, rapidamente a língua portuguesa estaria fadada à extinção, até mesmo dentro de sua estrutura.
Num próximo artigo, citarei algumas frases misóginas de filósofos em que todos babam e que idolatram, os quais construíram as bases da filosofia moderna. E as relações entre especismo e machismo, além das que foram citadas aqui.
ANDA


publicado por Maluvfx às 18:17
link do post | comentar | favorito

Quarta-feira, 22 de Setembro de 2010
O trabalho dos direitos animais dentro da sala de aula
II Congresso Vegetariano Brasileiro/Especial EcoAgência



Professora do EJA fala de sua experiência em trabalhar nossas relações com os animais no EJA.
  
Danielle Sibonis/EcoAgência    
Bióloga do EJA Ellen Augusta Valer

Por Danielle Sibonis, para EcoAgência de Notícias Ambientais
A educação busca formar cidadãos. A defesa dos direitos ambientais na educação, foi o tema da professora de Biologia do EJA (Educação para Jovens e Adultos) de Porto Alegre, Ellen Augusta Valer, durante o III Congresso de Vegetarianismo Brasileiro, que se encerrou neste domingo.

Diversos conteúdos da biologia abrem espaço para a discussão dos animais, como a relação entre o aquecimento global e a pecuária. Além de buscar enquadrar o assunto tratado em sala de aula com a questão, a professora apresenta filmes e reportagens que promovam a discussão, aproveitando para falar sobre direitos humanos e outros temas relacionados.

Para Ellen, “a educação é uma ferramenta, uma possibilidade de falar sobre os animais e a exploração que eles sofrerem”. Para realizar esse trabalho dentro da sala de aula, a bióloga  diz ser importante conhecer a turma para saber quando falar do tema e quando parar devido às resistências, pois muitas pessoas se ofendem.                                                              

Embora a escola tenha dado apoio a Ellen nos seis anos em que desempenhou o  trabalho de conscientização dos alunos, ela conta que alguns professores tentam desqualificar o seu trabalho: “chamam a gente de fanático, mas não é isso, só queremos mostrar o outro lado da realidade” pondera, “percebo que alguns professores não estão preparados para temas novos”.

“Muitos ficam surpresos, pois jamais haviam visto um vegetariano”

Diante das novas informações em relação à forma como lidamos historicamente com os animais e as conseqüências desta relação de abuso, e do exemplo de Ellen, alguns alunos tentaram ser vegetarianos.  Além de promover este trabalho com os alunos, a professora considera muito importante divulgar para toda a comunidade a questão, porque a criança e o jovem trabalham o tema na sala de aula e em casa a realidade é outra.

“O biólogo professor tem a obrigação ética de falar sobre a exploração animal, seja ele vegetariano ou não. Os outros profissionais deveriam fazer o mesmo, falar daquilo que ninguém fala e que faz parte das nossas vidas”, desabafa. Educar para um mundo mais justo em busca da paz, este é o trabalho de Ellen.


publicado por Maluvfx às 10:53
link do post | comentar | favorito

Segunda-feira, 9 de Agosto de 2010
Nem o sarro arranha a Espanha

Vegano: desobedecendo - Ellen Augusta Valer de Freitas *



Parte 1


Catalunha, Espanha (Foto: Locr.com)
Os países podem ser analisados como se fossem indivíduos e se comportam muitas vezes como tal.
É sabido da nossa relação de colonizador/colonizado entre Portugal e Brasil, sendo Portugal apenas um dos países que por aqui pisaram.
Eu e muitos brasileiros nutrimos um carinho especial por Portugal e seu povo, assim como a recíproca acontece. Tenho amiga lá em Portugal e amiga aqui que veio  de Portugal.
Uma coisa que me entristece muito é bairrismo, um tipo de preconceito esquisito, que afeta pessoas que “amam” demais a sua terra.
Um destes dias, acompanhando alguém num hospital, pude ver como a humanidade frágil, se coloca sempre acima dos outros. Mesmo ali, num ambiente que claramente nos dá um tapa na cara, na nossa condição de animais humanos, mesmo ali pude ouvir uma piada preconceituosa.
“Fui para a Argentina e me perguntaram se eu era brasileiro. Respondi: Brasileiro, não! Gaúcho!”
Nossa! Ainda bem que a pessoa em questão estava na Argentina, que conhece a palavra gaúcho, pois, se fosse em determinados países, simplesmente a piada não teria sentido!
Nascer aqui, acolá, ter a sorte ou azar de ser brasileiro, não me importa.
A sensação de que nossa terra é especial é ilusória.
Há lugares belíssimos no mundo inteiro e quem ama viajar e já provou o gostinho de estar em outra cultura, de abrir a janela e ver a brisa do mar de um outro lugar (que pode ser o mesmo mar que banha o continente, e que ao mesmo tempo nunca será o mesmo), pode ter uma ideia de que há coisas especiais e pessoas especiais no mundo inteiro.

Catalunha, Espanha (Foto: Locr.com)
Há poucos dias recebemos a notícia de que em Catalunha, Espanha, as touradas foram proibidas.
Já li relatos de quem presenciou touradas e achou uma barbárie, mas, apesar do barbarismo, com certeza nestes países há pessoas que lutam pela justiça e pela paz.
Práticas bárbaras são praticadas no mundo inteiro e defendidas com o nome de “cultura”. Em dado momento é interessante usar o argumento de cultura, em outro, apenas chamar o ato de crime. Depende muitas vezes de interesses políticos e econômicos.
Pois touradas, vaquejadas, rodeios e outras práticas de gosto duvidoso envolvendo abuso e morte de animais acontecem em diversos lugares do mundo, aqui no Brasil e também em nosso Estado.
Mas há uma corrente de pessoas que têm ativamente se posicionado contra tais práticas. Nestes últimos dias, houve um caso aqui no Rio Grande do Sul de um senhor que resolveu andar a cavalo dentro d’água gelada do Guaíba. Mesmo que o cavalo tenha sido bem tratado, domado de “forma racional” etc. etc., fico me perguntando  qual o sentido de práticas como estas, que mais parecem um exibicionismo e nada têm a ver com a cultura gaúcha? Essas atitudes suscitam “ideias” de exibicionismo coletivo como o caso da cavalgada do mar, prática criticada inclusive pelo Paixão Cortes.
*Trecho de música de Caetano Veloso
Parte 2




Porto Alegre: cidade com muitas opções para veganos e vegetarianos (Foto: Ellen Augusta)
O gaúcho é conhecido pelo bairrismo exagerado, isto é fato. Eu nada tenho a ver com esta cultura. Nasci aqui por acaso somente. Poderia ter nascido em lugares piores ou melhores. Se faço parte de coisas bonitas como o chimarrão e algumas canções nativistas que tenho imenso respeito, por outro lado há um exibicionismo sem igual, que apenas mostra o quanto de ego a humanidade inteira possui e que não serve para nada e do qual não participo, juntamente com milhares de gaúchos que nem sequer se preocupam com isso.
As pessoas que não nos conhece muitas vezes acham que andamos sempre de bombacha/vestido de prenda e falando aquele sotaque padrão que a mídia divulga, mas a verdade é que aqui existem muitas culturas, sotaques, povos e que muita gente nem sequer participa de determinados rituais tradicionalistas.
É só pensarmos, por exemplo, na força da colonização italiana e alemã.

Churrasquinho vegano do Restaurante Casa Verde (Foto: Ellen Augusta)
Aqui mesmo na terra do churrasco há uma cultura muito forte da alimentação vegana (alimentos sem produtos de origem animal, carnes, ovos e leite).
Veganos  não consomem nada que tenha produtos de origem animal,  buscando e inventando alternativas. Não usam roupas de pele de animais como o couro (tão idolatrado por aqui) e também evitam ao máximo possível o uso de produtos testados em animais. Trata-se de ativismo político, ambiental e pessoal, pois os veganos geralmente buscam entrar em contato com empresas, políticos e participam ativamente nas mudanças que vêm ocorrendo, principalmente aqui no Rio Grande do Sul.
É uma atitude revolucionária e que vem crescendo muito em diversos países por motivos ambientais e éticos.

Lazanha feita com queijo vegetal no Restaurante Casa Verde (Foto: Ellen Augusta)
Aqui no Brasil, o Rio Grande do Sul é o Estado que mais tem opções vegetarianas e veganas. E é aqui mesmo que as pessoas inventam, usam a criatividade para inventar até mesmo o “queijo” 100% vegetal, que foi produção do Restaurante Vegano Casa Verde. Neste mesmo restaurante está sendo servida a primeira cerveja com selo vegan do Brasil e também adequada para celíacos.
Temos um bar noturno totalmente vegano com práticas de permacultura, temos tele-pizza e pizzaria noturna vegana e diversos restaurantes vegetarianos e veganos.  Produtos veganos, docerias veganas, opções de roupas e diversos itens. Tudo com muita criatividade e atitude.

Sanduíche feito com queijo vegetal produzido pelo Restaurante Casa Verde (Foto: Ellen Augusta)
A cultura pode e deve mudar ao longo do tempo.  O que antes era apenas atitude de alguns “lunáticos” ou “xiitas” (acreditem, já teve gente preconceituosa que nos chamou assim e que depois foi encontrada em um dos restaurantes veganos da capital), hoje é algo comum, difundido, e a cada dia as empresas estão “acordando” para o filão de mercado, que é fornecer alternativas ao uso de animais, seja onde for.
Nosso Estado está na frente de muitas atitudes louváveis, mas isto não porque o RS é o maior, o mais bonito ou o mais inteligente. Não. É apenas porque aqui as pessoas resolveram ir atrás das suas conquistas, acreditaram e lutam ainda por melhoras. Em outros estados do Brasil também há conquistas maravilhosas na área do direito dos animais que aqui mesmo ainda não conquistamos. Nos servem de exemplo, como a proibição das feiras de filhotes e outras formas de exploração de animais.




Parte 3





Portugal, arquitetura que lembra muito alguns lugares de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, que teve imigração portuguesa. (Foto: José Cerqueira)
Há muito tempo, quando a Argentina estava com problemas financeiros, eu recebia diversos e-mails de quem não tem mesmo o que fazer, com piadas idiotas sobre a situação da Argentina em relação ao Brasil e ao Rio Grande do Sul. E sempre respondia com a seguinte pergunta: e se amanhã formos nós os atingidos por uma crise qualquer? (O Brasil não é exatamente um exemplo de qualquer coisa!)
Recentemente tem circulado pela Internet uma “campanha” exigindo que a Argentina não participe da Copa de 2014.
Quando o Brasil perdeu a Copa, vimos na televisão críticas ao desempenho da Argentina, como se o Brasil não estivesse também na mesma situação lamentável, mas talvez ainda mais lamentável, pois, em vez de aceitar a perda, parte para cima dos outros, com críticas sem nem mesmo ver como estão os jogadores do Brasil. Quanto absurdo! Pois a Argentina, assim como Portugal nos deu um exemplo de civilidade e evolução ao legalizar os direitos civis aos homossexuais, com a aprovação do casamento.
Casamento homossexual nada tem a ver com religião, é um direito! Aqui, onde as mentes estão amarradas à religião, ainda há muito o que discutir sobre o assunto. Nós todos perdemos com isso.
A cultura e o tradicionalismo, sejam de que região do mundo forem, geralmente estão intimamente ligados a interesses econômicos e políticos. Muitas tradições apenas veneram os verdugos que as escravizaram, apenas idolatram patrões e cultuam a ode ao explorador. Claro que há coisas bonitas, mas nota-se um interesse muito grande em manter certas tradições, que de outra forma acarretariam perdas monetárias gigantescas.
A população muitas vezes cai na ingenuidade de achar que tudo que existe é assim e pronto. Dificilmente acha tempo para questionar-se sobre o porquê de fantasiar-se de determinado papel, apenas participa de forma autômata, e os poucos que questionam são desafiados com infâmias e até mesmo ameaças.
Volto a trazer a lembrança das terras que conheci, das que não conheci mas admiro sua arquitetura, natureza e povo, pois no mundo inteiro há belezas incríveis. Dos viajantes que andam por aí à procura de conhecimento, das pessoas que têm o coração em diversas terras, pois obviamente temos carinho por um lugar ou outro, mas a vir achar que somos os melhores do mundo já é demais.
Tenho especial carinho por Portugal, por ser uma terra que tem poetas, músicos e pessoas interessantes, lugares incríveis e fascinantes. Tenho uma amiga lá que é vegana e ama o Brasil. Ela pesquisa os costumes brasileiros assim como eu pesquiso os costumes portugueses. Sei lá por quê. Se por curiosidade, se por uma ligação genética/cultural, não importa. O fato é que não vivo no delírio de que este ou aquele lugar é o único lugar que existe.
Aqui também tenho uma amiga portuguesa, que me contou algumas histórias de preconceito que sofreu ao chegar aqui, já que ela tem curso superior e fala diversos idiomas, e acabou sendo uma “ameaça” para pessoas preconceituosas que a discriminaram por ser de outro país.
Todos os lugares são positivos se nossa atitude for positiva. Eu me sinto bem em qualquer lugar e aqui, na terra do churrasco, do machão e do patrão, eu luto por justiça e sou uma pessoa normal. Brasileira porque nasci aqui e não porque é época de Copa do Mundo. Gaúcha porque nasci aqui e não porque querem que eu acredite nesta ou naquela cultura.





*Ellen Augusta Valer de Freitas é licenciada em Biologia pela Unisinos, RS. Foi bolsista de Iniciação Científica pelo CNPq no Instituto Anchietano de Pesquisas, tem experiência na área de Ecologia com ênfase em Zooarqueologia. Trabalha para uma ONG nacional em pesquisa de produtos, é articulista da Agência de Notícias dos Direitos Animais, fundadora do grupo ativista Vanguarda Abolicionista, e atualmente está ingressando na Comissão de Ética no Uso de Animais de um grande hospital gaúcho. Tem 30 anos, é vegana e ativista pelos direitos animais, casada com um jornalista também vegano e ativista.



Fonte: ANDA


* Ellen!
Obrigada pelas tuas palavras, pelo teu carinho por Portugal, sabes que é mútuo!
Uma amiga muito querida!


publicado por Maluvfx às 17:06
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

Nem o sarro arranha a Espanha

Vegano: desobedecendo - Ellen Augusta Valer de Freitas *



Parte 1


Catalunha, Espanha (Foto: Locr.com)
Os países podem ser analisados como se fossem indivíduos e se comportam muitas vezes como tal.
É sabido da nossa relação de colonizador/colonizado entre Portugal e Brasil, sendo Portugal apenas um dos países que por aqui pisaram.
Eu e muitos brasileiros nutrimos um carinho especial por Portugal e seu povo, assim como a recíproca acontece. Tenho amiga lá em Portugal e amiga aqui que veio  de Portugal.
Uma coisa que me entristece muito é bairrismo, um tipo de preconceito esquisito, que afeta pessoas que “amam” demais a sua terra.
Um destes dias, acompanhando alguém num hospital, pude ver como a humanidade frágil, se coloca sempre acima dos outros. Mesmo ali, num ambiente que claramente nos dá um tapa na cara, na nossa condição de animais humanos, mesmo ali pude ouvir uma piada preconceituosa.
“Fui para a Argentina e me perguntaram se eu era brasileiro. Respondi: Brasileiro, não! Gaúcho!”
Nossa! Ainda bem que a pessoa em questão estava na Argentina, que conhece a palavra gaúcho, pois, se fosse em determinados países, simplesmente a piada não teria sentido!
Nascer aqui, acolá, ter a sorte ou azar de ser brasileiro, não me importa.
A sensação de que nossa terra é especial é ilusória.
Há lugares belíssimos no mundo inteiro e quem ama viajar e já provou o gostinho de estar em outra cultura, de abrir a janela e ver a brisa do mar de um outro lugar (que pode ser o mesmo mar que banha o continente, e que ao mesmo tempo nunca será o mesmo), pode ter uma ideia de que há coisas especiais e pessoas especiais no mundo inteiro.

Catalunha, Espanha (Foto: Locr.com)
Há poucos dias recebemos a notícia de que em Catalunha, Espanha, as touradas foram proibidas.
Já li relatos de quem presenciou touradas e achou uma barbárie, mas, apesar do barbarismo, com certeza nestes países há pessoas que lutam pela justiça e pela paz.
Práticas bárbaras são praticadas no mundo inteiro e defendidas com o nome de “cultura”. Em dado momento é interessante usar o argumento de cultura, em outro, apenas chamar o ato de crime. Depende muitas vezes de interesses políticos e econômicos.
Pois touradas, vaquejadas, rodeios e outras práticas de gosto duvidoso envolvendo abuso e morte de animais acontecem em diversos lugares do mundo, aqui no Brasil e também em nosso Estado.
Mas há uma corrente de pessoas que têm ativamente se posicionado contra tais práticas. Nestes últimos dias, houve um caso aqui no Rio Grande do Sul de um senhor que resolveu andar a cavalo dentro d’água gelada do Guaíba. Mesmo que o cavalo tenha sido bem tratado, domado de “forma racional” etc. etc., fico me perguntando  qual o sentido de práticas como estas, que mais parecem um exibicionismo e nada têm a ver com a cultura gaúcha? Essas atitudes suscitam “ideias” de exibicionismo coletivo como o caso da cavalgada do mar, prática criticada inclusive pelo Paixão Cortes.
*Trecho de música de Caetano Veloso
Parte 2




Porto Alegre: cidade com muitas opções para veganos e vegetarianos (Foto: Ellen Augusta)
O gaúcho é conhecido pelo bairrismo exagerado, isto é fato. Eu nada tenho a ver com esta cultura. Nasci aqui por acaso somente. Poderia ter nascido em lugares piores ou melhores. Se faço parte de coisas bonitas como o chimarrão e algumas canções nativistas que tenho imenso respeito, por outro lado há um exibicionismo sem igual, que apenas mostra o quanto de ego a humanidade inteira possui e que não serve para nada e do qual não participo, juntamente com milhares de gaúchos que nem sequer se preocupam com isso.
As pessoas que não nos conhece muitas vezes acham que andamos sempre de bombacha/vestido de prenda e falando aquele sotaque padrão que a mídia divulga, mas a verdade é que aqui existem muitas culturas, sotaques, povos e que muita gente nem sequer participa de determinados rituais tradicionalistas.
É só pensarmos, por exemplo, na força da colonização italiana e alemã.

Churrasquinho vegano do Restaurante Casa Verde (Foto: Ellen Augusta)
Aqui mesmo na terra do churrasco há uma cultura muito forte da alimentação vegana (alimentos sem produtos de origem animal, carnes, ovos e leite).
Veganos  não consomem nada que tenha produtos de origem animal,  buscando e inventando alternativas. Não usam roupas de pele de animais como o couro (tão idolatrado por aqui) e também evitam ao máximo possível o uso de produtos testados em animais. Trata-se de ativismo político, ambiental e pessoal, pois os veganos geralmente buscam entrar em contato com empresas, políticos e participam ativamente nas mudanças que vêm ocorrendo, principalmente aqui no Rio Grande do Sul.
É uma atitude revolucionária e que vem crescendo muito em diversos países por motivos ambientais e éticos.

Lazanha feita com queijo vegetal no Restaurante Casa Verde (Foto: Ellen Augusta)
Aqui no Brasil, o Rio Grande do Sul é o Estado que mais tem opções vegetarianas e veganas. E é aqui mesmo que as pessoas inventam, usam a criatividade para inventar até mesmo o “queijo” 100% vegetal, que foi produção do Restaurante Vegano Casa Verde. Neste mesmo restaurante está sendo servida a primeira cerveja com selo vegan do Brasil e também adequada para celíacos.
Temos um bar noturno totalmente vegano com práticas de permacultura, temos tele-pizza e pizzaria noturna vegana e diversos restaurantes vegetarianos e veganos.  Produtos veganos, docerias veganas, opções de roupas e diversos itens. Tudo com muita criatividade e atitude.

Sanduíche feito com queijo vegetal produzido pelo Restaurante Casa Verde (Foto: Ellen Augusta)
A cultura pode e deve mudar ao longo do tempo.  O que antes era apenas atitude de alguns “lunáticos” ou “xiitas” (acreditem, já teve gente preconceituosa que nos chamou assim e que depois foi encontrada em um dos restaurantes veganos da capital), hoje é algo comum, difundido, e a cada dia as empresas estão “acordando” para o filão de mercado, que é fornecer alternativas ao uso de animais, seja onde for.
Nosso Estado está na frente de muitas atitudes louváveis, mas isto não porque o RS é o maior, o mais bonito ou o mais inteligente. Não. É apenas porque aqui as pessoas resolveram ir atrás das suas conquistas, acreditaram e lutam ainda por melhoras. Em outros estados do Brasil também há conquistas maravilhosas na área do direito dos animais que aqui mesmo ainda não conquistamos. Nos servem de exemplo, como a proibição das feiras de filhotes e outras formas de exploração de animais.




Parte 3





Portugal, arquitetura que lembra muito alguns lugares de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, que teve imigração portuguesa. (Foto: José Cerqueira)
Há muito tempo, quando a Argentina estava com problemas financeiros, eu recebia diversos e-mails de quem não tem mesmo o que fazer, com piadas idiotas sobre a situação da Argentina em relação ao Brasil e ao Rio Grande do Sul. E sempre respondia com a seguinte pergunta: e se amanhã formos nós os atingidos por uma crise qualquer? (O Brasil não é exatamente um exemplo de qualquer coisa!)
Recentemente tem circulado pela Internet uma “campanha” exigindo que a Argentina não participe da Copa de 2014.
Quando o Brasil perdeu a Copa, vimos na televisão críticas ao desempenho da Argentina, como se o Brasil não estivesse também na mesma situação lamentável, mas talvez ainda mais lamentável, pois, em vez de aceitar a perda, parte para cima dos outros, com críticas sem nem mesmo ver como estão os jogadores do Brasil. Quanto absurdo! Pois a Argentina, assim como Portugal nos deu um exemplo de civilidade e evolução ao legalizar os direitos civis aos homossexuais, com a aprovação do casamento.
Casamento homossexual nada tem a ver com religião, é um direito! Aqui, onde as mentes estão amarradas à religião, ainda há muito o que discutir sobre o assunto. Nós todos perdemos com isso.
A cultura e o tradicionalismo, sejam de que região do mundo forem, geralmente estão intimamente ligados a interesses econômicos e políticos. Muitas tradições apenas veneram os verdugos que as escravizaram, apenas idolatram patrões e cultuam a ode ao explorador. Claro que há coisas bonitas, mas nota-se um interesse muito grande em manter certas tradições, que de outra forma acarretariam perdas monetárias gigantescas.
A população muitas vezes cai na ingenuidade de achar que tudo que existe é assim e pronto. Dificilmente acha tempo para questionar-se sobre o porquê de fantasiar-se de determinado papel, apenas participa de forma autômata, e os poucos que questionam são desafiados com infâmias e até mesmo ameaças.
Volto a trazer a lembrança das terras que conheci, das que não conheci mas admiro sua arquitetura, natureza e povo, pois no mundo inteiro há belezas incríveis. Dos viajantes que andam por aí à procura de conhecimento, das pessoas que têm o coração em diversas terras, pois obviamente temos carinho por um lugar ou outro, mas a vir achar que somos os melhores do mundo já é demais.
Tenho especial carinho por Portugal, por ser uma terra que tem poetas, músicos e pessoas interessantes, lugares incríveis e fascinantes. Tenho uma amiga lá que é vegana e ama o Brasil. Ela pesquisa os costumes brasileiros assim como eu pesquiso os costumes portugueses. Sei lá por quê. Se por curiosidade, se por uma ligação genética/cultural, não importa. O fato é que não vivo no delírio de que este ou aquele lugar é o único lugar que existe.
Aqui também tenho uma amiga portuguesa, que me contou algumas histórias de preconceito que sofreu ao chegar aqui, já que ela tem curso superior e fala diversos idiomas, e acabou sendo uma “ameaça” para pessoas preconceituosas que a discriminaram por ser de outro país.
Todos os lugares são positivos se nossa atitude for positiva. Eu me sinto bem em qualquer lugar e aqui, na terra do churrasco, do machão e do patrão, eu luto por justiça e sou uma pessoa normal. Brasileira porque nasci aqui e não porque é época de Copa do Mundo. Gaúcha porque nasci aqui e não porque querem que eu acredite nesta ou naquela cultura.





*Ellen Augusta Valer de Freitas é licenciada em Biologia pela Unisinos, RS. Foi bolsista de Iniciação Científica pelo CNPq no Instituto Anchietano de Pesquisas, tem experiência na área de Ecologia com ênfase em Zooarqueologia. Trabalha para uma ONG nacional em pesquisa de produtos, é articulista da Agência de Notícias dos Direitos Animais, fundadora do grupo ativista Vanguarda Abolicionista, e atualmente está ingressando na Comissão de Ética no Uso de Animais de um grande hospital gaúcho. Tem 30 anos, é vegana e ativista pelos direitos animais, casada com um jornalista também vegano e ativista.



Fonte: ANDA


* Ellen!
Obrigada pelas tuas palavras, pelo teu carinho por Portugal, sabes que é mútuo!
Uma amiga muito querida!


publicado por Maluvfx às 17:06
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

Sábado, 17 de Julho de 2010
Feminismo e poder

Vegano: desobedecendo - Ellen Augusta Valer de Freitas

Por que a mulher ainda é inferiorizada na sociedade?

Há muito tempo venho observando o comportamento das mulheres no geral e nas exceções. Sou leitora de livros feministas, sempre fui contra toda forma de injustiça e por isso sempre simpatizei com os movimentos feministas, pelo fato óbvio de que, numa sociedade claramente machista, o feminismo é uma estratégia de ação.
Mas, no recente caso do estupro em Florianópolis, uma coisa me chamou a atenção: a vulnerabilidade da mulher em todos os níveis é surpreendente. E é gritante.
Alguns movimentos feministas se colocam contra a mãe da menina, que segundo eles, “expõe” a criança de modo desnecessário. O restante do fato pareceu de menor importância. Mas o que aconteceria se ninguém ousasse se expor?

Me admiro muito que o movimento feminista não tenha se manifestado ainda contra o que o chefe de polícia afirmou em entrevista, de que aquilo (três ou mais pessoas, menores e uma menor com hematomas sexuais diagnosticados em exames) não se saberia ser ou não estupro, e que ele não estava lá para ver. Esta foi a afirmação mais grave de todas pois um crime para ser crime não precisa necessariamente ter a polícia presente.
Desviar o assunto dos culpados para a vítima é infelizmente muito comum entre mulheres, homens e todo tipo de gente preconceituosa. Lembrem do caso do Polanski, acusado de estupro, em que fãs escreveram carta para livrar o estuprador da cadeia (na carta havia muitas mulheres, curiosamente), com a justificativa de que talvez a menina “quisesse” ter relações com ele. No caso é sempre a vítima quem tem que ter o ônus da prova.
A questão envolve toda a sociedade, a polícia que demora, os meios de comunicação etc.,  mas uma coisa me chama a atenção: grupos que deveriam lutar pelos direitos humanos, pela mulher e pela justiça fazem silêncio, não se manifestam ou escrevem asneiras, com exceções, obviamente.
Criticar o feminismo e a mulher é o velho método moralista, que infelizmente até mesmo mulheres propagam.
Certz vez uma colega, com curso superior, veio com um discurso antifeminismo baseado no velho clichê de que as feministas apenas queimam sutiãs, são solteironas e infelizes. Isso é uma falácia que foi devidamente incentivada lá, na época em que o feminismo estava tomando força, pelos que gostariam que esse movimento fosse abafado. A falácia segue sendo reproduzida na boca de quem é escravo de um sistema machista, e o defende prontamente. Mulheres que são contra o feminismo deveriam se informar de que coisas que hoje elas acham normal foram conquistas do movimento feminista, que sofreu muito numa sociedade preconceituosa e sexista.
Em questões políticas também temos problemas, uma vez que as mulheres não elegem mulheres. Na defesa dos animais temos exemplos de pessoas que jamais serão veganas, pelo fato de que ser vegano é ir de encontro a movimentos políticos, a grupos ideológicos, que, apesar de não mudar a realidade de forma alguma, seguem como ideologia nos gritos, camisetas e posturas pseudolibertárias.
Mulheres que atuam no movimento de defesa dos animais são as primeiras a criticar as outras mulheres do mesmo movimento, nenhuma alcança o status de “perfeição”, críticas ao cabelo, à postura, às palavras. Umas falam demais, outras são histéricas. Os homens não fogem do cinismo, mas neste texto vou me deter às mulheres especificamente, que é o que mais me choca.
Pois a desunião ajuda a propagar a exploração. Os animais não têm voz, mas as mulheres têm. Não se pode aceitar que nesta época ainda existam preconceito, exploração e abuso dos mais fracos. E muito menos ainda se pode aceitar que as mulheres endossem o machismo, sejam preconceituosas, ou se proponham a se relacionar com homens mesquinhos e machistas.
Já ouvi de mulheres que saber demais é ruim para a mulher, pode uma coisa dessas? É exatamente por preconceitos como estes que as mulheres seguem sendo objetos, porque se colocam como tais.
No caso de uma menina, ela não pode se defender pois é quase uma criança. Mas existem milhões de mulheres adultas que podem defendê-la usando os meios legais para isto.
Por falar nisso, a mulher há muito tempo não é mais minoria. É maioria absoluta em praticamente todas as cidades, é maioria inclusive, como chefe de famílias. Por que então esse silêncio, esse posicionamento passivo diante das decisões mais importantes?
Robson Fernando, aqui mesmo no ANDA em sua coluna Zeitgeist Moral, denuncia matéria feita em portal feminino desinformando sobre o vegetarianismo. Recomendo a leitura do ótimo texto do autor, que mostra as incoerências do artigo. Infelizmente, não podemos contar com portais femininos, revistas femininas, que não ajudam a mulher a se libertar de preconceitos, inclusive alimentares.
Mas há coisas novas surgindo: a comunicação via web. Estamos cada vez mais cientes de que este novo meio de comunicação (twitter, blogs e outros) está produzindo ar fresco na informação.  Há maior liberdade de comunicação, pesquisa e informação. E é daqui que podemos mudar a realidade, informando e divulgando. Claro que a atitude no dia a dia é fundamental. Para os que acham que estou generalizando, gostaria que soubessem que há, sim, muitas pessoas interessadas no movimento feminista e fora dele. Na causa animal e nos direitos humanos (ou pessoas que trabalham  em todas essas causas juntas). Conheço algumas dessas pessoas. Mas ainda é pouco e é por isso que escrevo. Se for apenas para falar de flores, coisas bonitas, mas esconder a realidade, sugiro que procurem ler outros texto que aos milhares só falam nisso, inclusive de autores mais famosos e influentes do que eu.
Termino com uma provocação ou frase do Gary Francione: “If you are a feminist, you simply cannot consume dairy. Think about it.” (Se você é uma feminista, você não pode consumir laticínios. Pense nisso.)
Fonte: ANDA


publicado por Maluvfx às 21:29
link do post | comentar | favorito

Segunda-feira, 24 de Maio de 2010
Aniversário e Evento de Moda no Restaurante Casa Verde


Por Ellen Augusta, Bióloga. 


Hoje foi comemorado o aniversário da nutricionista vegana e educadora popular Cláudia Lulkin, no Restaurante Casa Verde. Fizemos fotografias de moda durante o aniversário, onde levamos modelos de roupas e produtos confeccionados sem couro ou outros produtos de origem animal. O objetivo é mostrar que existem opções aos veganos e estas opções podem ser baratas e confeccionadas de forma artesanal. O encontro foi bastante descontraído, com a presença de amigos da Cláudia e também do seu neto Pedro, um garotinho muito alegre e querido. O restaurante Casa Verde abre durante o dia e à noite, sempre com comida vegana. Eles tem espaço aberto para ativistas e eventos que envolvam a causa animal
Fizemos algumas fotos ilustrando nossos produtos e modelitos... sapato sintético de tecido...presente meu para a Claudia.
A Claudia trouxe algumas bolsas e artesanatos feitos por costureiras populares totalmente veganos. Bonitos e diferentes. O livro foi presente nosso para a Claudia.

O sabonete vegetal, que a Claudia está mostrando aos convidados. Artesanal e muito bonito.
via



√єgєταяīαηīىмσ э Éтicα™® deseja à Cláudia muitos mais aniversários!
Obrigada pela inspiração!


publicado por Maluvfx às 11:18
link do post | comentar | favorito

Sábado, 24 de Abril de 2010
Magia Vegetal


Magia Vegetal! Colaboração da nutricionista Claudia Lulkin
Tudo sobre plantas aromáticas, medicinais e temperos!!!!
Um pouco de Botânica e história das plantas (Etnobotânica).


Receitas Veganas – aprenda a fazer azeites aromáticos...



Conheça a Glutadela e o queijo vegano:
Saiba onde comprar estes alimentos saudáveis e incríveis.
Glutadela+-+Chocolate+vegana.jpg

Conheça a famosa lingüiça vegana!!!!
E saiba por que os veganos estão se perdendo...no sabor.

3827858167_fcf96b665d_o.jpg




publicado por Maluvfx às 14:21
link do post | comentar | favorito


mais sobre mim
pesquisar
 
Maio 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
11

12
13
14
16
18

19
20
21
22
23
24
25

26
27
28
29
30
31


posts recentes

Ecos do feminismo na libe...

O trabalho dos direitos a...

Nem o sarro arranha a Esp...

Nem o sarro arranha a Esp...

Feminismo e poder

Aniversário e Evento de M...

Magia Vegetal

arquivos

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Setembro 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Setembro 2008

Agosto 2008

Junho 2008

Fevereiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Setembro 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Maio 2006

Dezembro 2005

Outubro 2003

Julho 2002

tags

todas as tags

favoritos

ANTI-TOURADAS

links
Fazer olhinhos
blogs SAPO
subscrever feeds