Ética é o conjunto de valores, ou padrões, a partir dos quais uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões. A ética é importante por que respeita os outros e a dignidade humana.

Sábado, 16 de Abril de 2011
Na Tailândia, um banquete vegetariano



A combinação dos princípios do Budismo e as noções de vegetarianismo do Ocidente resultam no aumento do número de restaurantes na Tailândia servindo o que antes era difícil de se achar: comida vegetariana. Na foto acima, um prato do Pun Pun, um restaurante ao norte da cidade de Chiang Mai, que serve comida orgânica.


A cozinha do Pun Pun prepara pratos alegres e delicados, combinando com a sofisticação da culinária tailandesa, que preza frescor e sabor.


Acima, uma salada verde mista do Pun Pun. Na Tailândia, a comida feita sem ingredientes de origem animal é chamada de "jeh",-- que lembra o som da sigla "ge" de "vegetarian"(em inglês).


Um monge caminha pelo Wat Suan Dok Shrine, que também é aonde o Pun Pun  está localizado.


Estudantes da Gap's, uma renomada escola de culinária de Chiang Mai, aprendem sobre os ingredientes tailandeses em um mercado local.


Curry vermelho e verde, no mercado local.


Estudantes da Gap's aprendem a arte da cozinha tailandesa. Anexo à escola, há um restaurante vegetariano.


O tofu substitui a carne neste rolinho primavera servido no Khun Churn, restaurante vegetariano pioneiro em Chiang Mai.


Uma placa do lado de fora do Khun Churn: nada de cigarros, animais de estimação e carne!
Fonte


publicado por Maluvfx às 07:32
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Domingo, 24 de Outubro de 2010
Casa Verde - Junk Food
A Casa Verde é um dos mais recentes restaurantes veganos de Porto Alegre, seus pratos não levam qualquer ingrediente de origem animal. E o melhor de tudo: abre à noite.

O pessoal da Casa faz questão de desconstruir aquele estereótipo do vegetariano natureba, que só come arroz integral e salada e tem horror de açúcar branco (se eu fosse você, nem me arriscaria a pedir uma "saladinha verde" para eles). Às terças-feiras, por exemplo, é o dia do Junk Food. No cardápio tem bauru (pão cervejinha, hamburger de soja, queijo vegano, molho de cenoura com curry e alho, tomate, alface, milho, ervilha e batata palha) cachorro quente (baguete, salsicha de soja, molho, milho, ervilha e batata palha), farroupilha (pão cacetinho, queijo vegano e mortadela vegana) e batata frita. Para beber, vários tipos de cervejas, algumas delas artesanais. Há também opções de sucos, sempre naturais e feitos na hora.

Mas cada dia é um dia totalmente diferente na Casa Verde. Em outros dias da semana você ainda pode encontrar massas, panquecas, risotos, alfajores... mas isso é assunto para um outro post.
Na Casa Verde você é atendido por Carol e Leo, um casal que, faça chuva, faça sol, está sempre sorrindo,  e ninguém sabe bem o porquê. Como se não bastasse, lá eles também fazem docessalgadinhos, bolos e tortas veganos sob encomenda.
 


No local há venda de camisetas
Uma curiosidade: quando fez show em Porto Alegre, o cantor americano Moby, que évegano, almoçou  e jantou com sua equipe no restaurante. Deixou como lembrança alguns desenhos que fez em paredes e em um avental.


Carol e Leo em uma demonstração culinária no Congresso Vegetariano

O que: Casa Verde
Onde: Rua Joaquim Nabuco, 145. Cidade Baixa, Porto Alegre
Quando funciona: terça  das 18h às 22h, e sábado das 12h às 14h
Telefone: 3372-5772


via 

Prato Vegetariano



publicado por Maluvfx às 08:49
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Sábado, 24 de Julho de 2010
Vegetarianos no inverno
Saiba como esses restaurantes combinam legumes e vegetais com a estação

Bastam as temperaturas caírem para os cardápios da maioria dos restaurantes mudarem num virar de páginas. Folhas, legumes e até frutas somem, enquanto condimentos, massas e caldos entram com tudo. Com tanto fondue e cassoulet à disposição, fica a dúvida: e as casas vegetarianas, como ficam?




Foto: Getty Images


Grão de Bico e legumes cozidos: hits dos vegetarianos

"Assim como qualquer outro restaurante, fazemos as adaptações. Basta mudar a forma de encarar o alimento", comenta a chef Mônica Fernández, do paulistano Vegethus. Tiana Rodrigues, chef do carioca Universo Orgânico faz coro. "Trabalhamos os vegetais de acordo com as estações, pois é isso que garante o equilíbrio".

A cara de poucos amigos para tudo que é verde é entendível. Até para os vegetarianos. "Com o frio, há uma redução da necessidade de hidratação e maior demanda de energia extra para a manutenção da temperatura corporal. É uma questão fisiológica, mas é preciso driblar essa situação", comenta Mônica.

No Vegethus, as folhas continuam lá, mas abrem espaço para grãos como aveia, cevada, trigo, centeio e feijões. "Todos esses são cozidos e servidos sobre uma base de brotos, funcionando como guarnição", diz a chef. As verde-claras, como o alface, são rasgadas e servidas junto com rodelas de palmito, azeitonas e corações de alcachofra.

Os molhos para as saladas também ficam mais encorpados, como as pastas de tomate seco e pinhão. A base é feita com tofu batido, creme de soja, azeite extra-virgem e sal marinho.

Cru e gourmet



Foto: Tiana Rodrigues


Abobrinha cortada como cabelo de anjo, do Universo Orgânico

A chef do Vegethus destaca ainda raízes da estação, como mandioca e batata baroa (ou mandioquinha), servidos cozidos. No entanto, tal opção é desconsiderada no Universo orgânico. A chef Tiana Rodrigues é adepta da gastronomia viva ou raw food, para qual o processo de preparação dos alimentos não pode passar dos 40° C. "Não utilizamos fogão, apenas desidratadores para modificar a textura do alimento sem que eles percam suas características enzimáticas".

Os molhos mais encorpados e o uso de frutos oleaginosos, como nozes, amêndoas e macadâmias, entram em receitas como cuscuz de couve-flor. Outra técnica é apostar nas semelhanças com os pratos tradicionais, mas sem abrir mão da filosofia. "Faço uma lasanha com camadas de abobrinha e berinjela e espaguete de abobrinha, com o legume cortado como um cabelo de anjo. O molho de tomate com castanha de caju é cozido em processo lento e chega à mesa quente, mas não passa da temperatura indicada". Opções que aquecem a alma sem alargar a silhueta nem esquecer da saúde.


publicado por Maluvfx às 11:35
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Sábado, 29 de Maio de 2010
Carta para donos de estabelecimentos alimentícios e hospedarias sobre inclusão de pratos vegetarianos

Zeitgeist Moral - Robson Fernando


Faço aqui um apelo, em nome dos vegetarianos do Brasil, para que vocês considerem que nós existimos e, assim como os onívoros que vocês atendem todos os dias, também temos necessidade e vontade de comer fora de casa, incluindo em pontos turísticos. Faço um apelo para que deixem de ignorar nossa existência e fome e passem a  atender também a nós, com pratos que, correspondendo à nossa filosofia de respeito aos animais, não levem produtos da pecuária e da pesca – carne, leite, laticínios, ovos, mel e gelatina comum – entre os pratos principais e ingredientes.
Entendam que também temos o direito a desfrutar da “boa comida” que é oferecida por vocês desde perto de nossos lares até em cidades ou localidades remotas que visitamos turisticamente. Com o detalhe, porém, de que nossa “boa comida” é outra coisa, é algo que vocês hoje não oferecem. Não comemos carne nenhuma, não comemos animais. E muitos de nós não comem nenhum outro alimento que tenha origem animal. Entretanto, praticamente tudo o que vocês oferecem tem algo vindo de animais, exceto, no caso dos restaurantes, a pobre e manjada salada de alface, tomate e cebola, que já é lugar-comum entre vegetarianos que visitam estabelecimentos que não os respeitam.
No caso de lanchonetes e sorveterias, nossa situação é ainda pior. Vocês que administram esses recintos parecem não considerar a existência de uma faminta demanda de vegetarianos que não consomem seus sorvetes ricos em leite ou seus sanduíches que levam algo de origem animal até nos próprios pães.
Já os bares ainda nos oferecem uma variedade mínima, com mandioca e batata frita – desde que não borrifem queijo ralado. Mas não passa disso, uma variedade mínima, muito menor do que os tão diversos petiscos e almoços que incluem arrumadinhos, asinhas de frango, camarões, caldinhos e outros pratos que consistem em bastante carne.
O prato da sociedade brasileira sempre foi regado a alimentos de origem animal, e vocês sempre respeitaram esse detalhe. Mas é fato que está crescendo cada vez mais uma população que não compartilha dessa característica e cuja existência vocês, cedo ou tarde, terão que admitir, aceitar e também atender.
Ao contrário do que podem estar pensando no momento, não estamos exigindo que banam a carne e outros alimentos animais de seus cardápios, mas mostrando a vocês que existimos e somos uma demanda quase totalmente ignorada hoje em dia e pedindo-lhes para que revertam essa realidade e passem a fornecer também pratos livres de carne, leite e laticínios, ovos, mel e gelatina comum.
Pensem que será bom também para vocês. Para os restaurantes, sorveterias, lanchonetes, pizzarias e bares, o lado bom será o aumento da clientela de pessoas preocupadas com os animais, o meio ambiente, a saúde e, para muitas delas, os preceitos religiosos que vedam a ingestão de animais. Para os hotéis e pousadas, será não só a clientela maior, mas um aumento do fluxo de turistas – que vêm pela primeira vez ou estão de volta – a médio e longo prazo e a consequente potencialização do mercado turístico brasileiro. Para todos esses estabelecimentos, o aumento da satisfação com o serviço e a queda dos casos de aborrecimento por falta de cardápio para quem não come pelo menos carne.
Essa é a mensagem que quero lhes passar. Não nos ignorem mais. Também sentimos fome; temos dinheiro para lhes pagar pela comida; temos vontade de comer fora de vez em quando; muitos de nós, que não podem almoçar em casa, têm necessidade de um ponto onde se alimentar regularmente; temos desejo de visitar atrações turísticas como praias, montanhas, florestas e cidades – e o direito de nos alimentarmos sem aborrecimento nesses locais. O percentual de vegetarianos está crescendo dia a dia. Não há mais motivos para nos desprezarem como potencial clientela. Portanto, a hora é essa de começarem a disponibilizar também para nós o que vocês têm de melhor em comes e bebes – desde que não sejam alimentos de origem animal.
Gratos,
Vegetarianos de todo o Brasil

Fonte: ANDA


publicado por Maluvfx às 19:51
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Sexta-feira, 28 de Maio de 2010
A felicidade também se come

A felicidade também se come

Usar os princípios ancestrais indianos da prática "ayurveda" na escolha dos alimentos adequados a cada um e na sua confecção saudável ajuda a viver em equilíbrio.

Bernardo Mendonça (www.expresso.pt)


Passam poucos minutos das sete horas da tarde. A sala de refeições do restaurante vegetariano Espiral, na zona da Estefânia, Lisboa, está perfumada por um discreto e indecifrável cheiro a especiarias. A rádio toca o tema 'I Shot The Sheriff', de Bob Marley. Embalados pelo reggae, dez mulheres e dois homens cortam vegetais e cozinham-nos sob a batuta do sheriff da cozinha, Wayne Fetaherstone, um professor holandês da Fundação A Arte de Viver (Art of Living Foundation).
Este é o último dia de um workshop de cozinha ayurveda que decorreu durante seis dias consecutivos em horário pós-laboral. O mote que levou esta turma, com pessoas entre os 30 e os 70 anos, a pagar 150 euros para se reunirem durante uma semana frente ao fogão e aos tachos é a vontade de "aprender a comer felicidade". E como se consegue isso? "Através dos princípios ancestrais indianos da prática ayurveda - palavra do sânscrito que significa a ciência da vida - e que aplicados na culinária nos ensinam a escolher os alimentos mais adequados a cada um de nós e a confeccioná-los de forma saudável para vivermos em pleno equilíbrio com o corpo, mente e espírito", explica-nos de forma resumida o chefe Wayne, de cabelos negros muito compridos, a denunciar na sua fisionomia e cor de pele os seus antepassados indianos. À sua frente estão várias senhoras a cortar vegetais. A bibliotecária Maria Luísa, de 60 anos, distingue-se pelo bom-humor e conversa fácil enquanto corta com mestria tomates aos cubos. Enquanto segue com a tarefa, Maria Luísa conta que se inscreveu neste curso não só para aprofundar o seu conhecimento sobre os alimentos, mas também para descobrir se a culinária ayurveda lhe traz maior satisfação que as receitas tradicionais portuguesas que cozinha em casa. Chegou a alguma conclusão? "Bem, tenho insistentes problemas de digestão e, com esta forma de cozinhar, o meu corpo tem reagido melhor, sinto-me mais leve e saudável." Este discurso multiplica-se em eco por toda a turma. Tanto eles como elas parecem convencidos e entusiasmados com esta forma indiana de cozinhar e comer.

Pratos "happy" 


Em volta dos legumes, está também a pintora e professora de educação visual Manuela Alegre, 59 anos, uma aluna que há muito estuda e pratica o ayurveda. "Está a ser uma experiência rica em sensações e sabores." É ela que nos traduz que para um prato ayurveda estar completo tem que ser composto por seis sabores diferentes: o doce, o amargo, o ácido, o adstringente, o picante e o salgado. "A reunião desses sabores numa só refeição inspira-nos, enobrece o prato e dá-nos prazer e tranquilidade. Claro que encontro alguns destes elementos nos pratos tradicionais portugueses, mas não me proporcionam o mesmo bem-estar físico." E continua a passar-nos a lição que aprendeu nesta semana: "Há pratos que nos deixam happy, ou seja, felizes, leves e em harmonia com o nosso corpo. Outros deixam-nos hipper, ou seja, excitados, hiperactivos. E ainda há aqueles que nos criam uma sensação heavy. Quero dizer, pesados, enfartados, cheios. A cozinha ayurveda proporciona-nos a primeira sensação destas três. É a escolha mais equilibrada", conclui, dando como exemplo o facto de ter aprendido a trocar o tradicional refogado composto por cebola e alho pelo refogado com assa-fétida (resina vegetal).
Novos hábitos. Ao lado, Luís Revez, 30 anos, desempregado, tenta transformar o grão cozido numa papa com o auxílio da varinha mágica. Mas o rapaz não se ajeita com a tarefa e acaba por passar o testemunho a uma colega. "Quero emendar os meus hábitos alimentares e tornar-me vegetariano. A carne torna as pessoas mais agressivas. E como eu, ultimamente, tenho-me tornado uma pessoa mais espiritual, ando a tentar adequar a minha alimentação a esta nova fase da minha vida." O livro de auto-ajuda "Poder do Agora", de Eckhart Tolle, foi o livro que lhe despertou a mente para a mudança de hábitos.

O poder dos produtos naturais


No final da aula, o chefe Wayne leva à mesa uma enorme pizza de polenta, feita à base de farinha de milho. Para acompanhar vegetais crus cortados em palitos e uma espécie de húmus. "Happy?", pergunta o chefe aos seus alunos. "Ohhh!", responde a turma num misto de espanto e agradecimento. Há quem comente que, apesar de tudo, nada se compara a um dos pitéus feitos na aula anterior: bolinhos de batata-doce com cacau e tâmaras picadas. "Hummm!", deixam alguns escapar. Wayne faz questão de esclarecer que cozinha ayurveda e cozinha indiana não são a mesma coisa. "Na indiana não são raros os pratos pesados e demasiado condimentados que podem provocar todo o género de distúrbios no corpo: digestões impróprias, úlceras, mal-estar geral, distúrbio da mente.
Com a tendência crescente no mundo inteiro do uso da comida pré-fabricada, também a cozinha indiana está a afastar-se cada vez mais dos produtos naturais. Ora, um dos princípios básicos da ayurveda é escolher alimentos o mais possível naturais. Frescos, naturais, sumarentos, apetitosos. É comer felicidade." E um bom bolo de chocolate não pode ser uma óptima forma de comer felicidade?, lançámos a provocação. "Como um de vez em quando. E sim, sabe muito bem. Mas saibamos distinguir as coisas. Existe o prazer imediato e o prazer que perdura. Às vezes achamos que comendo um bom bolo de chocolate fresco nos dá prazer. Mas depois percebemos que algum desconforto se segue depois do prazer de o comer. Dores de barriga ou dores de dentes, por exemplo. A sensação de prazer a longo prazo provém de alimentos que à partida não achamos os mais apetecíveis. E isso deve dar que pensar..."


publicado por Maluvfx às 14:04
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A felicidade também se come

A felicidade também se come

Usar os princípios ancestrais indianos da prática "ayurveda" na escolha dos alimentos adequados a cada um e na sua confecção saudável ajuda a viver em equilíbrio.

Bernardo Mendonça (www.expresso.pt)


Passam poucos minutos das sete horas da tarde. A sala de refeições do restaurante vegetariano Espiral, na zona da Estefânia, Lisboa, está perfumada por um discreto e indecifrável cheiro a especiarias. A rádio toca o tema 'I Shot The Sheriff', de Bob Marley. Embalados pelo reggae, dez mulheres e dois homens cortam vegetais e cozinham-nos sob a batuta do sheriff da cozinha, Wayne Fetaherstone, um professor holandês da Fundação A Arte de Viver (Art of Living Foundation).
Este é o último dia de um workshop de cozinha ayurveda que decorreu durante seis dias consecutivos em horário pós-laboral. O mote que levou esta turma, com pessoas entre os 30 e os 70 anos, a pagar 150 euros para se reunirem durante uma semana frente ao fogão e aos tachos é a vontade de "aprender a comer felicidade". E como se consegue isso? "Através dos princípios ancestrais indianos da prática ayurveda - palavra do sânscrito que significa a ciência da vida - e que aplicados na culinária nos ensinam a escolher os alimentos mais adequados a cada um de nós e a confeccioná-los de forma saudável para vivermos em pleno equilíbrio com o corpo, mente e espírito", explica-nos de forma resumida o chefe Wayne, de cabelos negros muito compridos, a denunciar na sua fisionomia e cor de pele os seus antepassados indianos. À sua frente estão várias senhoras a cortar vegetais. A bibliotecária Maria Luísa, de 60 anos, distingue-se pelo bom-humor e conversa fácil enquanto corta com mestria tomates aos cubos. Enquanto segue com a tarefa, Maria Luísa conta que se inscreveu neste curso não só para aprofundar o seu conhecimento sobre os alimentos, mas também para descobrir se a culinária ayurveda lhe traz maior satisfação que as receitas tradicionais portuguesas que cozinha em casa. Chegou a alguma conclusão? "Bem, tenho insistentes problemas de digestão e, com esta forma de cozinhar, o meu corpo tem reagido melhor, sinto-me mais leve e saudável." Este discurso multiplica-se em eco por toda a turma. Tanto eles como elas parecem convencidos e entusiasmados com esta forma indiana de cozinhar e comer.

Pratos "happy" 


Em volta dos legumes, está também a pintora e professora de educação visual Manuela Alegre, 59 anos, uma aluna que há muito estuda e pratica o ayurveda. "Está a ser uma experiência rica em sensações e sabores." É ela que nos traduz que para um prato ayurveda estar completo tem que ser composto por seis sabores diferentes: o doce, o amargo, o ácido, o adstringente, o picante e o salgado. "A reunião desses sabores numa só refeição inspira-nos, enobrece o prato e dá-nos prazer e tranquilidade. Claro que encontro alguns destes elementos nos pratos tradicionais portugueses, mas não me proporcionam o mesmo bem-estar físico." E continua a passar-nos a lição que aprendeu nesta semana: "Há pratos que nos deixam happy, ou seja, felizes, leves e em harmonia com o nosso corpo. Outros deixam-nos hipper, ou seja, excitados, hiperactivos. E ainda há aqueles que nos criam uma sensação heavy. Quero dizer, pesados, enfartados, cheios. A cozinha ayurveda proporciona-nos a primeira sensação destas três. É a escolha mais equilibrada", conclui, dando como exemplo o facto de ter aprendido a trocar o tradicional refogado composto por cebola e alho pelo refogado com assa-fétida (resina vegetal).
Novos hábitos. Ao lado, Luís Revez, 30 anos, desempregado, tenta transformar o grão cozido numa papa com o auxílio da varinha mágica. Mas o rapaz não se ajeita com a tarefa e acaba por passar o testemunho a uma colega. "Quero emendar os meus hábitos alimentares e tornar-me vegetariano. A carne torna as pessoas mais agressivas. E como eu, ultimamente, tenho-me tornado uma pessoa mais espiritual, ando a tentar adequar a minha alimentação a esta nova fase da minha vida." O livro de auto-ajuda "Poder do Agora", de Eckhart Tolle, foi o livro que lhe despertou a mente para a mudança de hábitos.

O poder dos produtos naturais


No final da aula, o chefe Wayne leva à mesa uma enorme pizza de polenta, feita à base de farinha de milho. Para acompanhar vegetais crus cortados em palitos e uma espécie de húmus. "Happy?", pergunta o chefe aos seus alunos. "Ohhh!", responde a turma num misto de espanto e agradecimento. Há quem comente que, apesar de tudo, nada se compara a um dos pitéus feitos na aula anterior: bolinhos de batata-doce com cacau e tâmaras picadas. "Hummm!", deixam alguns escapar. Wayne faz questão de esclarecer que cozinha ayurveda e cozinha indiana não são a mesma coisa. "Na indiana não são raros os pratos pesados e demasiado condimentados que podem provocar todo o género de distúrbios no corpo: digestões impróprias, úlceras, mal-estar geral, distúrbio da mente.
Com a tendência crescente no mundo inteiro do uso da comida pré-fabricada, também a cozinha indiana está a afastar-se cada vez mais dos produtos naturais. Ora, um dos princípios básicos da ayurveda é escolher alimentos o mais possível naturais. Frescos, naturais, sumarentos, apetitosos. É comer felicidade." E um bom bolo de chocolate não pode ser uma óptima forma de comer felicidade?, lançámos a provocação. "Como um de vez em quando. E sim, sabe muito bem. Mas saibamos distinguir as coisas. Existe o prazer imediato e o prazer que perdura. Às vezes achamos que comendo um bom bolo de chocolate fresco nos dá prazer. Mas depois percebemos que algum desconforto se segue depois do prazer de o comer. Dores de barriga ou dores de dentes, por exemplo. A sensação de prazer a longo prazo provém de alimentos que à partida não achamos os mais apetecíveis. E isso deve dar que pensar..."


publicado por Maluvfx às 14:04
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Quinta-feira, 13 de Maio de 2010
Queijos, Pizzas e Sanduíches vegetais
Este mês(maio), com a descoberta da primeira pizza 100% vegetal de Curitiba, com mais de 8 opções deliciosas a base de creme de tofu, resolvi me aventurar novamente nos queijos vegetais.
Se você já conhece alguém que é vegetariano, sabe que ele não recusa o leite e os ovos, mas se for conversar com um vegano, como eu, sabe que se não for 100% vegetal, não vai comer na certa. A razão para se eliminar os queijos do cardápio são muitas, desde motivações éticas, por não apoiar a crueldade envolvida na produção desses alimentos nas indústrias fábricas, até por questões de saúde, como os intolerantes à lactose.
Existem tantas variações de queijo vegetal quanto existem vegetais a serem descobertos, um mais gostoso que o outro, mas dois acabaram se tornando padrão na culinária, os queijos baseados em soja, como o tofu, e o baseado em castanha de caju.
Esta semana irei postar várias receitas, mas se você estiver com muita fome para esperar, seguem algumas dicas:

Pizza com creme de tofu na Memphis Pizzaria, ótimas opções:
Rua Mateus Leme, 969 - Centro Cívico
Fone: 3095-0812

Festival do Queijo Vegano na Hamburgueria Barba Negra
Somente dia 15/05, não percam!
Rua Vicente Machado, 578 - Batel


publicado por Maluvfx às 08:12
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Quinta-feira, 18 de Março de 2010
Porto: um vegetariano para gente sofisticada e não fundamentalista
Chama-se Essência e fica numa bela moradia dos anos 40 restaurada no Porto. É vegetariano, mas também contempla os clientes que não dispensam peixe ou carne


Vegetariano mas fino: Risotto de espargos verdes com molho aromático de tomate
"Sou vegetariana há dez anos e sempre tive dificuldade em ir com amigos jantar a restaurantes deste tipo no Porto. Esta ideia surgiu quando um dia estava em Lisboa, na esplanada de um restaurante muito agradável. Porque não criar um restaurante vegetariano confortável e com boa qualidade de serviço, sem self-service, tabuleiros, luz branca e lojinha de produtos?", diz Alexandra Rola, a mentora deste projecto.


A ideia surgiu na hora H. Com a irmã, Cristina, e uma amiga, Isabel Machado, criou a sociedade. Alexandra e Cristina eram enfermeiras e tinham uma clínica, que deixaram. O cunhado, António Ramos, médico e casado com Cristina, acabara de herdar este belo edifício dos anos 40, que em tempos funcionara como fábrica têxtil, na cave, e como habitação, no primeiro andar. Não a queria para residência, mas também não a queria vender. A solução do restaurante foi perfeita.

A casa foi adaptada, com um projecto do arquitecto Rui Leite, a equipa de cozinheiros foi encontrada (Vítor Neto e Margarida Cardoso) e o restaurante foi inaugurado em Maio do ano passado. Do recheio original pouco ficou, excepto o imponente aparador da sala de cima. "Com uma ementa variada e uma carta de vinhos interessante", esclarece Alexandra Rola. "Uma antecâmara confortável convida a saborear um aperitivo enquanto lhe preparam a mesa. Na sala de jantar, a atmosfera leve, a luminosidade perfeita e os aromas confundindos conciliam os sentidos", acrescenta o texto de apresentação. O restaurante divide-se entre a tal antecâmara, a sala principal e uma esplanada, no rés-do-chão. No andar de cima existe uma segunda sala, para grupos.

Da ementa destacam-se, como entradas, a salada de nozes caramelizadas, as trouxas de massa filo com queijo brie, molho aromático de tomate e mel e os soufflés de cogumelos com aveludado de soja. Depois a carta vai-se dividindo em secções. De "O tofu, o seitan e a soja", a co-proprietária realça o tofu com alecrim e feijão-verde, batata no forno e molho cremoso de alho, os bifes de seitan e espinafres com molho de queijo e vinho do Porto e ainda o timbale de courgettes, ervilhas e soja com ervas e especiarias. No capítulo "A massa, os ovos e o risotto", destaca os ravioli de espinafres e tofu em marinada de açafrão com molho de tomate e o risotto de dois cogumelos. Para os casmurros que não dispensam a chicha, há uma selecção de quatro pratos (bacalhau, gambas, pato e bife do lombo), da qual Alexandra selecciona o risotto de gambas e açafrão com cebolinho. Há ainda uma "proposta juvenil", com três pratos mais económicos e de paladar fácil. A lista das sobremesas contempla oito hipóteses, com relevo para a essência do chocolate (um bolo de chocolate com gelado de citrinos e verduras e zesto de citrinos), a tarte de cardamomo com praline de noz de macadâmia e a mousse de lima. Mas não ficamos por aqui. A encerrar, "A opção fresca" propõe, além de uma selecção de frutas frescas, cinco propostas geladas. Um jantar completo, com vinho incluído, pode oscilar entre os 20 e os 25 euros por pessoa.

Ao almoço, o essência tem um regime mais económico. De segunda a sexta-feira, propõe um menu vegetariano e um menu não vegetariano com pratos do dia. E duas opções: o menu completo (entrada, prato principal e sobremesa) e o menu reduzido (entrada ou sobremesa e prato principal). No menu vegetariano, o completo custa €8 e o reduzido €6; no não vegetariano, o completo passa para €9,50 e o reduzido para €7,50. 
Essência
Rua Pedro Hispano, 1190, Porto. 228 301 813 /960 492 992. Horário: Almoço: 12h30-15h00/Jantar: segunda a quinta-feira, 19h30-22h00; sexta-feira e sábado, 19h30-24h00. Encerra ao domingo e feriados.


publicado por Maluvfx às 09:37
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Porto: um vegetariano para gente sofisticada e não fundamentalista
Chama-se Essência e fica numa bela moradia dos anos 40 restaurada no Porto. É vegetariano, mas também contempla os clientes que não dispensam peixe ou carne


Vegetariano mas fino: Risotto de espargos verdes com molho aromático de tomate
"Sou vegetariana há dez anos e sempre tive dificuldade em ir com amigos jantar a restaurantes deste tipo no Porto. Esta ideia surgiu quando um dia estava em Lisboa, na esplanada de um restaurante muito agradável. Porque não criar um restaurante vegetariano confortável e com boa qualidade de serviço, sem self-service, tabuleiros, luz branca e lojinha de produtos?", diz Alexandra Rola, a mentora deste projecto.


A ideia surgiu na hora H. Com a irmã, Cristina, e uma amiga, Isabel Machado, criou a sociedade. Alexandra e Cristina eram enfermeiras e tinham uma clínica, que deixaram. O cunhado, António Ramos, médico e casado com Cristina, acabara de herdar este belo edifício dos anos 40, que em tempos funcionara como fábrica têxtil, na cave, e como habitação, no primeiro andar. Não a queria para residência, mas também não a queria vender. A solução do restaurante foi perfeita.

A casa foi adaptada, com um projecto do arquitecto Rui Leite, a equipa de cozinheiros foi encontrada (Vítor Neto e Margarida Cardoso) e o restaurante foi inaugurado em Maio do ano passado. Do recheio original pouco ficou, excepto o imponente aparador da sala de cima. "Com uma ementa variada e uma carta de vinhos interessante", esclarece Alexandra Rola. "Uma antecâmara confortável convida a saborear um aperitivo enquanto lhe preparam a mesa. Na sala de jantar, a atmosfera leve, a luminosidade perfeita e os aromas confundindos conciliam os sentidos", acrescenta o texto de apresentação. O restaurante divide-se entre a tal antecâmara, a sala principal e uma esplanada, no rés-do-chão. No andar de cima existe uma segunda sala, para grupos.

Da ementa destacam-se, como entradas, a salada de nozes caramelizadas, as trouxas de massa filo com queijo brie, molho aromático de tomate e mel e os soufflés de cogumelos com aveludado de soja. Depois a carta vai-se dividindo em secções. De "O tofu, o seitan e a soja", a co-proprietária realça o tofu com alecrim e feijão-verde, batata no forno e molho cremoso de alho, os bifes de seitan e espinafres com molho de queijo e vinho do Porto e ainda o timbale de courgettes, ervilhas e soja com ervas e especiarias. No capítulo "A massa, os ovos e o risotto", destaca os ravioli de espinafres e tofu em marinada de açafrão com molho de tomate e o risotto de dois cogumelos. Para os casmurros que não dispensam a chicha, há uma selecção de quatro pratos (bacalhau, gambas, pato e bife do lombo), da qual Alexandra selecciona o risotto de gambas e açafrão com cebolinho. Há ainda uma "proposta juvenil", com três pratos mais económicos e de paladar fácil. A lista das sobremesas contempla oito hipóteses, com relevo para a essência do chocolate (um bolo de chocolate com gelado de citrinos e verduras e zesto de citrinos), a tarte de cardamomo com praline de noz de macadâmia e a mousse de lima. Mas não ficamos por aqui. A encerrar, "A opção fresca" propõe, além de uma selecção de frutas frescas, cinco propostas geladas. Um jantar completo, com vinho incluído, pode oscilar entre os 20 e os 25 euros por pessoa.

Ao almoço, o essência tem um regime mais económico. De segunda a sexta-feira, propõe um menu vegetariano e um menu não vegetariano com pratos do dia. E duas opções: o menu completo (entrada, prato principal e sobremesa) e o menu reduzido (entrada ou sobremesa e prato principal). No menu vegetariano, o completo custa €8 e o reduzido €6; no não vegetariano, o completo passa para €9,50 e o reduzido para €7,50. 
Essência
Rua Pedro Hispano, 1190, Porto. 228 301 813 /960 492 992. Horário: Almoço: 12h30-15h00/Jantar: segunda a quinta-feira, 19h30-22h00; sexta-feira e sábado, 19h30-24h00. Encerra ao domingo e feriados.


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Porto: um vegetariano para gente sofisticada e não fundamentalista
Chama-se Essência e fica numa bela moradia dos anos 40 restaurada no Porto. É vegetariano, mas também contempla os clientes que não dispensam peixe ou carne


Vegetariano mas fino: Risotto de espargos verdes com molho aromático de tomate
"Sou vegetariana há dez anos e sempre tive dificuldade em ir com amigos jantar a restaurantes deste tipo no Porto. Esta ideia surgiu quando um dia estava em Lisboa, na esplanada de um restaurante muito agradável. Porque não criar um restaurante vegetariano confortável e com boa qualidade de serviço, sem self-service, tabuleiros, luz branca e lojinha de produtos?", diz Alexandra Rola, a mentora deste projecto.


A ideia surgiu na hora H. Com a irmã, Cristina, e uma amiga, Isabel Machado, criou a sociedade. Alexandra e Cristina eram enfermeiras e tinham uma clínica, que deixaram. O cunhado, António Ramos, médico e casado com Cristina, acabara de herdar este belo edifício dos anos 40, que em tempos funcionara como fábrica têxtil, na cave, e como habitação, no primeiro andar. Não a queria para residência, mas também não a queria vender. A solução do restaurante foi perfeita.

A casa foi adaptada, com um projecto do arquitecto Rui Leite, a equipa de cozinheiros foi encontrada (Vítor Neto e Margarida Cardoso) e o restaurante foi inaugurado em Maio do ano passado. Do recheio original pouco ficou, excepto o imponente aparador da sala de cima. "Com uma ementa variada e uma carta de vinhos interessante", esclarece Alexandra Rola. "Uma antecâmara confortável convida a saborear um aperitivo enquanto lhe preparam a mesa. Na sala de jantar, a atmosfera leve, a luminosidade perfeita e os aromas confundindos conciliam os sentidos", acrescenta o texto de apresentação. O restaurante divide-se entre a tal antecâmara, a sala principal e uma esplanada, no rés-do-chão. No andar de cima existe uma segunda sala, para grupos.

Da ementa destacam-se, como entradas, a salada de nozes caramelizadas, as trouxas de massa filo com queijo brie, molho aromático de tomate e mel e os soufflés de cogumelos com aveludado de soja. Depois a carta vai-se dividindo em secções. De "O tofu, o seitan e a soja", a co-proprietária realça o tofu com alecrim e feijão-verde, batata no forno e molho cremoso de alho, os bifes de seitan e espinafres com molho de queijo e vinho do Porto e ainda o timbale de courgettes, ervilhas e soja com ervas e especiarias. No capítulo "A massa, os ovos e o risotto", destaca os ravioli de espinafres e tofu em marinada de açafrão com molho de tomate e o risotto de dois cogumelos. Para os casmurros que não dispensam a chicha, há uma selecção de quatro pratos (bacalhau, gambas, pato e bife do lombo), da qual Alexandra selecciona o risotto de gambas e açafrão com cebolinho. Há ainda uma "proposta juvenil", com três pratos mais económicos e de paladar fácil. A lista das sobremesas contempla oito hipóteses, com relevo para a essência do chocolate (um bolo de chocolate com gelado de citrinos e verduras e zesto de citrinos), a tarte de cardamomo com praline de noz de macadâmia e a mousse de lima. Mas não ficamos por aqui. A encerrar, "A opção fresca" propõe, além de uma selecção de frutas frescas, cinco propostas geladas. Um jantar completo, com vinho incluído, pode oscilar entre os 20 e os 25 euros por pessoa.

Ao almoço, o essência tem um regime mais económico. De segunda a sexta-feira, propõe um menu vegetariano e um menu não vegetariano com pratos do dia. E duas opções: o menu completo (entrada, prato principal e sobremesa) e o menu reduzido (entrada ou sobremesa e prato principal). No menu vegetariano, o completo custa €8 e o reduzido €6; no não vegetariano, o completo passa para €9,50 e o reduzido para €7,50. 
Essência
Rua Pedro Hispano, 1190, Porto. 228 301 813 /960 492 992. Horário: Almoço: 12h30-15h00/Jantar: segunda a quinta-feira, 19h30-22h00; sexta-feira e sábado, 19h30-24h00. Encerra ao domingo e feriados.


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