Ética é o conjunto de valores, ou padrões, a partir dos quais uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões. A ética é importante por que respeita os outros e a dignidade humana.

Terça-feira, 6 de Julho de 2010
Veganos, esses chatos…
por Robson Fernando
Muitas pessoas que não simpatizam com o veganismo e o acham uma “afronta à natureza” dizem que nós veganos somos chatos e pentelhos. Segundo elas, protestar contra a exploração animal é uma chatice comparável a uma onda de spam. Não é necessário pregar o veg(etari)anismo como um religioso fundamentalista prega suas crenças como verdades absolutas – atitude que é injustamente generalizada pelo senso comum de muitos onívoros e enfaticamente condenada pelos veganos mais sensatos. Basta apenas que defendamos os animais, condenando em público as crueldades de quem, por exemplo, tortura e mata animais para comê-los. Só por isso somos chatos de galocha.

Em um vídeo brasileiro em que uma atriz, com uma naturalidade sádica, contava como torturou animais até a morte para comê-los em sua experiência como escoteira, um onívoro, diante de dezenas de protestos e repúdios contra a atitude da atriz, do entrevistador e do público que, de forma também sádica, gargalhava e aplaudia o depoimento, comentou: “hahahhaha esses vegans? são tão ou mais chatos que os crentes!”

A esse comentário, eu faço questão de responder: sim, somos chatos.

Somos tão chatos quanto os militantes negros antirracismo dos Estados Unidos das décadas de 1950 e 60. Aqueles indivíduos eram tão chatos que não deixavam os brancos de sua época humilharem os compatriotas afrodescendentes em paz! Que coisa insuportável deve ser uma pessoa ter questionado seu direito de agredir e segregar o próximo, não poder esculachar um indivíduo na rua por ser de cor diferente sem que venham sujeitos indignados lhe cobrando ética, respeito e vergonha na cara. Que chatos!

Somos tão chatos quanto Mahatma Gandhi e seus seguidores. Os ingleses não podiam mais impor sua dominação na Índia, arrogar soberania sobre um mosaico cultural milenar, torturar e matar nativos insubordinados, com sossego. Devia ser muita chatice os militares britânicos serem impedidos de continuar mantendo seu monopólio econômico, seu domínio firmado na base da violência neocolonialista, por causa daqueles pacifistas tolos que não tinham o que fazer e ficavam com suas pregações inúteis de resistência pacífica e desobediência civil. Não-violência? Pacifismo? Independência? Soberania? Que bando de insuportáveis! Pareciam os crentes pregadores de hoje de tão inconvenientes!

Somo chatos como as feministas, que vêm enchendo a paciência dos homens desde o século 19. Aquelas chatas-de-galocha, em vez de contribuir para o progresso da sociedade ocidental confinadas em suas casas, limpando o chão e fazendo comida, preferiram ir às ruas, fazer panfletagem, fazer grupos de pressão cobrando direitos e justiça para as mulheres. Muitas delas, ainda mais chatonas que a média de sua categoria, preferiram fazer suas pentelhações na esfera política.

Aí pronto, os homens não tinham mais direito de mandar em suas esposas, bater nelas quando fosse conveniente, humilhar aquelas moças que ousassem sair sozinhas de suas casas, educá-las para a subserviência perante o pátrio poder. Nada disso podiam mais fazer em paz, sem que as impertinentes das feministas viessem interferir, cobrar leis punitivas para a violência machista. Nem hoje se pode mais aceitar sossegadamente falar e escrever o nosso português androcêntrico, chamar a humanidade de “os homens” com a tranquilidade de outrora. Tudo por culpa das perturbadoras dessas feministas.

Somos uns verdadeiros spammers, tanto quanto os abolicionistas que militaram no século 19 pelo fim da escravidão de seres humanos. Tratar pessoas como propriedade, agredi-las quando fosse “necessário”, obrigá-las a trabalhar de sol a sol, negar-lhes qualquer direito… Graças aos chatos dos abolicionistas, fazer essas coisas com o sossego de sempre nunca mais foi permitido e aceito. Pentelharam tanto que os escravos terminaram sendo libertados de sua condição cativa. Realmente aqueles militantes eram insuportáveis.

Hoje nós veganos somos os chatos da vez, ao lado dos também tão falados ecochatos, que não deixam mais ninguém destruir florestas, savanas e mangues em paz; enchem o saco quando algum governo está investindo em poluição e desmatamento para “desenvolver” seu estado ou país; pentelham quando estão matando e traficando animais silvestres até o ponto de deixá-los à beira da extinção. Ecochatos… Pense num povinho importunador, que tira o sossego daqueles que tentam destruir a vida do planeta em troca de algumas décadas de vida boa e endinheirada.

E nós, que denunciamos como a humanidade vem tratando animais não-humanos como escravos e mercadorias, desprezando suas vidas, privando-lhes de qualquer direito, assassinando-os aos bilhões em prol dos prazeres do paladar e de falsas promessas e crenças sobre saúde, estamos, segundo os críticos, pentelhando as pessoas, mesmo sem proselitismo, brigas, intolerância, grosseria ou quaisquer outros comportamentos inconvenientes. Basta que estejamos simplesmente protestando em reação a uma violência ou boicotando sem alarde produtos derivados de exploração animal, isso mostra que estamos sempre nos comportando como crentes que pregam nas portas das casas. Isso é o que os mais reacionários dizem.

É, realmente somos chatos, insuportáveis, verdadeiros spammers, por querermos o bem, por desejarmos o fim dos sistemas de opressão. Mesmo quando estamos apenas nos manifestando contra uma injustiça. Mas um dia a humanidade ainda vai dar razão a nós, “vegans” chatos e pentelhos, da mesma forma que hoje fazem com os chatos do passado.

via Vista-se


publicado por Maluvfx às 12:53
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Terça-feira, 29 de Junho de 2010
Três tambores: exploração animal por trás da “mansidão” e da “fraternidade”

Um artigo meu escrito recentemente, chamado “A crueldade dos “três tambores” do rodeio”, causou revolta entre os praticantes do dito “esporte”. Os comentários do Arauto da Consciência e, ainda em menor quantidade, da ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais foram bombardeados por competidores e competidoras revoltados por eu ter acusado sua modalidade de cruel e generalizado os maus tratos que ocorrem no manejo de instrumentos como espora e açoites. Assim sendo, resolvi escrever um novo texto para elucidar melhor por que o três tambores tem a mesma oposição minha e dos defensores do abolicionismo animal que rodeios e vaquejadas.

Me disseram que os três tambores proporcionam uma comunhão afetiva entre cavaleiro e cavalo, sendo o primeiro não senhor do último, mas quase um “irmão”. Me falaram também de engajamentos filantrópicos com os lucros do “esporte” e da venda (sic) dos animais, da presença de conselhos de ética, veterinários e outras entidades que assegurariam um tratamento “digno” aos bichos. Fui acusado de escrever sem conhecer a realidade, de emitir um opinião leiga e, logo, irresponsável.
Reconheço que alguns comentários eu realmente tive alguma dificuldade de responder, e percebi que o motivo maior foi ter chegado ao limite da crítica relacionada a bem-estar animal – muito embora o artigo tenha falado, em um parágrafo, do caráter de exploração animal da competição. Foi falho ter exposto mais a crítica pró-bem-estar, facilmente questionável por quem pratica o dito “esporte”, do que a abolicionista, e isso induziu a uma equiparação indevida da modalidade ao rodeio e à vaquejada, pseudoesportes que por sua vez consistem na crueldade quase explícita.
O três tambores, por ser muito mais próximo do hipismo do que do rodeio, conforme ficou expresso nos diversos comentários e também é visível nos mais diversos vídeos, é de fato um “esporte” com animais no qual a exploração animal é bem menos óbvia do que a tão largamente criticada montaria de touros, por ter muito menos demonstrações explícitas de maus tratos por violência física. Nele não há peões ou vaqueiros sedentos de vencer o “adversário” animal, mas cavaleiros que afirmam competir em irmandade com os cavalos.
Mas isso não quer dizer que eu vim me retratar por completo do artigo passado e dizer que passei a ver o três tambores com bons olhos. Mas sim esclarecer melhor por que, mesmo com esse panorama alegado de bem-estar e fraternidade cavaleiro-cavalo, continuo mostrando que esse tipo de competição não se inclui no que o abolicionismo animal pode considerar ético e aceitável e reivindicando mais ação de entidades de direitos animais contra o uso de bichos para entretenimento seja lá de qual tipo for.
Não é obvio como no rodeio, mas há um sistema de exploração animal desde a arena de corrida até a procriação dos cavalos.
Em primeiro lugar, os vários adereços de controle e incitação usados no cavalo durante a competição deixam visível: o animal é tratado como máquina de velocidade, controlável pelo cavaleiro. Diversos adereços, como o cabresto, as rédeas e os freios, visam manipular para onde e quão rápido o bicho deve correr. Sem falar nos outrora citados açoite (usado em eventos como esse: http://www.youtube.com/watch?v=UCd72VRuGmw) e espora, cujos usos, mesmo não sendo acessórios cortantes nem causando ferimentos visíveis ou dores fortes, são uma agressão ao animal.
Hoje em dia não se pensaria em usar equipamento de controle ou açoites para controlar atletas humanos. Seria visto como uma violência tanto física quanto moral – “que humilhante é tratar seres humanos como carro de corrida”, pensariam. Mas são usados em cavalos, na dita inofensiva prova dos três tambores, numa demonstração da visão de que, por mais “irmão” que o cavalo seja do cavaleiro, ele nunca terá o mesmo estatuto moral que o ser humano, de ser portador do direito à dignidade e ao consequente não-tratamento como coisa e propriedade.
Não questiono mais se isso é cruel por causar violência explícita ou dor assim como os rodeios e vaquejadas, mas sim se é ético competir com animais controlando-os como objetos, como carros, algo que não se admitiria fazer com pessoas.
E pergunto: se a relação entre cavaleiros e cavalos é tão fraternal, por que não se dispensa o uso desses equipamentos nas provas oficiais, usando apenas sela e estribo para manter o cavaleiro montado em segurança, já que o cavalo entenderia inteligentemente para onde e quão rápido o “irmão” humano quer que ele corra?
Corroborando o argumento de que os animais supostos “irmãos” dos cavaleiros são de fato tratados como propriedade humana, está o fato de que existe um comércio de cavalos usados nessas competições. Não que o competidor venda o seu “irmão” algum dia, mas muito provavelmente – para eu não dizer que isso seria generalizado – este será comprado no início de sua “vida útil”, para uma vida de competições velozes. Tal como um carro zero de corrida.
A ética dos direitos animais repudia qualquer coisificação, mercantilização e proprietarização dos animais, da mesma forma e pelos mesmos motivos que a ética convencional que vigora hoje repudia o tratamento de homens e mulheres como coisas, mercadorias e propriedade de outrem. Fatalmente isso implica que “esportes” que usam animais, das mais sangrentas touradas até as mais amistosas provas de três tambores, serão alvo de objeção ética.
Também há a questão: o que é preferível e ideal para o animal, viver em liberdade na natureza – ou em santuários de refúgio, para animais cuja espécie foi há milênios apartada do seu vínculo ao equilíbrio ecológico de seu ecossistema de origem –, ou ser obrigado a uma vida de competições que ele não escolheu trilhar?
Afirmam que o cavalo, sendo inteligente, se comporta demonstrando que gosta de correr com aquele que se diz seu “dono”. Talvez seja válido dizer que o cavalo gosta de ser montado por seu cavaleiro na fazenda, sem acessórios de controle, caso haja uma relação afetiva tal como um cão com seu responsável e carinhoso tutor. Mas é questionável se o cavalo gosta – em outras palavras, sente-se bem – de ter seu corpo controlado e artificialmente induzido à corrida – e, em muitos casos, açoitado e esporado – numa competição em que está exposto a intensos barulhos e iluminação, em situação estressante, numerosas vezes num ano. Seria isso realmente preferível ao animal, mais do que viver livre num refúgio, sem obrigações vinculadas a interesses que não dizem respeito a suas necessidades e vontades?
Por fim, a questão do uso do animal por interesse humano. Qualquer “esporte” que use bichos para entretenimento, por mais que se diga que o animal “gosta” de competir, é uma forma de exploração animal. A ética tradicional de hoje condena o uso de seres humanos como propriedade a serviço dos interesses de outrem, o que inclui usar para fins de entretenimento pessoas que não escolheram expor-se (como no caso dos freak shows do século 19). O abolicionismo animal, por sua vez, estende essa condenação aos animais não-humanos.
Faz-se as perguntas, complementando o questionamento feito mais acima: o animal escolhe praticar um “esporte” que visa o entretenimento humano? Ele afirma mesmo, à sua maneira, que gosta de correr numa arena barulhenta e cheia de luz, sob o controle de diversos instrumentos, e está afim de vivenciar tal situação muitas vezes ao longo de sua vida até sua aposentadoria? Ele realmente pensa que isso lhe faz bem?
E há o detalhe de o cavalo ter sido dado à luz justamente para ser um animal de competições, tanto que ele, como uma “boa” mercadoria, é vendido em sua maturidade física ao cavaleiro disposto a pagar por sua compra, por ser um animal “muito bom para competições de três tambores”.
Ou seja, nasce para servir ao ser humano, para satisfazer os interesses do vendedor de cavalos, do próprio cavaleiro, dos organizadores de competições, dos proprietários de arenas e do público que prestigia o “esporte” para sua diversão –, como toda espécie submetida à exploração. Mesmo que o cavaleiro diga que o bicho é praticamente irmão seu e “gosta” de competir, isso não anula o fato de que ele só está ali – ou pior, só existe – porque pessoas se interessaram em seu nascimento e amadurecimento e dele se beneficiam cultural e economicamente.
Saio assim da questão do mero bem-estar – e até me retrato por ter generalizado a violência física que nem todos os cavaleiros promovem contra os cavalos –, mas continuo denunciando como “esportes” como o três tambores são sim formas de exploração animal que lançam mão da objetificação, mercantilização e reprodução interesseira de bichos, fato que se esconde na relação “fraternal” entre competidores e animais e na ausência de agressões explícitas contra estes últimos.
Se substituíssem cavalos por humanos e mantivessem na íntegra todo o restante do sistema, passaria a ser um pseudoesporte abominável aos olhos das pessoas e censurável pelas leis de direitos humanos. Mas, como são animais não-humanos, há toda uma aprovação moral por parte da maioria da sociedade. Assim sendo, continuo questionando eticamente o três tambores.
E aproveito para esclarecer que o três tambores ainda não se tornou alvo de críticas massivas das entidades de defesa animal porque infelizmente uma enorme parte das mesmas são bem-estaristas, e preferem manter-se em cima do muro porque não há tantos maus tratos físicos assim, não há uma crueldade física intrínseca ao tal “esporte” a qual as permita clamar que “três tambores deve ser proibido por lei porque é crueldade contra animais”. Essa modalidade só passará a ser alvo de críticas e repúdios quando o abolicionismo animal no Brasil se fortalecer, porque seu problema é muito mais de ética e exploração do que propriamente de violência física explícita.
Fonte: Vista-se


publicado por Maluvfx às 18:45
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Terça-feira, 23 de Março de 2010
Religião e Reflexão
Criado pelo NonStampCollector, um genial canal de desenhos esclarecedores no YouTube, o vídeo "O que Jesus não faria", dublado por Alessandro Magno e postado no blog Bule Voador, mostra o que Jesus deixou de fazer, coisas que poderiam confirmar a existência do deus cristão para toda a humanidade e, de quebra, melhorar ao extremo a vida da humanidade.
Se você tiver cerca de 9 minutos livres, assista e reflita. O desenho é muito inteligente.



Saiba isto sobre a Bíblia



A partir de hoje, como parte do esforço de conscientizar, esclarecer e abrir os olhos, levando a luz da Razão e do livre-pensamento à escuridão da credulidade e submissão religiosa, vou de vez em quando trazer o conteúdo de alguns tópicos da comunidade Contradições da Bíblia no Orkut. Como faço com qualquer assunto que trago de outros sites, vou dizer as devidas referências.
Aposto que você não sabia isso sobre a Bìblia dita sagrada:
Saiba isto sobre a Bíblia por Sky Kunde, da comunidade Contradições da Bìblia no Orkut
É comum em debates alguém dizer algo como "Mas no original da bíblia blábláblá... " Porém, não existem originais da bíblia, e sim cópias de cópias. Quando alguém diz "original" na verdade está se referindo aos manuscritos mais antigos disponíveis e não aos que foram escritos pelo punho do autor.
Diz na Sociedade Bíblica do Brasil:
"Todos os autógrafos, isto é, os livros originais, como foram escritos pelos seus autores, se perderam.
O mais antigo fragmento do Novo Testamento hoje conhecido é um pequeno pedaço de papiro escrito no início do Século II d.C. Nele estão contidas algumas palavras de João 18.31-33, além de outras referentes aos versículos 37 e 38.
O pergaminho de Isaías é o mais remoto trecho do Antigo Testamento em hebraico. Estima-se que foi escrito durante o Século II a.C."
Qual a relevância disso? Bom, o ponto em questão são as supostas profecias. Se não temos os originais anteriores aos eventos supostamente profetizados então não há como comprovar que realmente previram alguma coisa. Ou seja, as "profecias" podem ter sido inseridas após os fatos!
Exemplo: Jesus, em Mateus 24, diz que o templo seria destruído; o que realmente aconteceu. Mas não temos nenhum trecho de Mateus (ou de qualquer outro evangelho) anterior ao evento contendo tal "profecia".
O mesmo ocorre com outros livros onde são "preditas" várias desgraças contra Israel e os reinos próximos; como o Egito e a Babilônia. Um bom exemplo disso é o livro de Daniel, considerado uma obra do séc. VI a.C. Contudo, evidências internas demonstram tratar-se de uma fraude produzida séculos mais tarde; por volta do ano 165 a.C.!
Desse modo podemos considerar seriamente a ponderação do filósofo David Hume:
"Nenhum testemunho é suficiente para comprovar algo extraordinário a menos que o testemunho seja de um tipo tal que a sua falsidade (ou engano) fosse ainda mais extraordinária que o fato que tenta estabelecer." (citação adaptada)
Arauto da ConsciênciaArauto da Consciência 


publicado por Maluvfx às 17:14
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Pérola judaica sobre animais (humanos e não-humanos)

Pérola judaica sobre animais (humanos e não-humanos)


Numa página que se supõe a falar de judaísmo e vegetarianismo...
O filósofo do Século XV Rabino Yosef Albo, autor de Sefer Halkarim (“O Livro dos Princípios”), entende as instruções de D’us a Adam como uma implicação de que o Plano Divino original era que o homem se abstivesse de matar e comer carne. Sob essa visão, a matança de animais é um ato cruel e furioso, o que impregna esses traços negativos no caráter humano; além disso a carne de determinados animaisembrutece o coração e mata sua sensibilidade espiritual.

As pessoas das primeiras gerações entenderam isto equivocadamente, no entanto,como significando que humanos e animais eram iguais, com expectativas e padrões iguais. Isso levou à degeneração da sociedade em violência e corrupção; pois se o ser humano nada mais é que um outro animal, então matar um homemé equivalente a matar um animal. Foi essa atitude e comportamento que levou D’us a purificar o mundo com o Dilúvio.

Após o Dilúvio, D’us estabeleceu uma nova ordem mundial. As pessoas precisavam reconhecer as obrigações morais e o Divino propósito confiado à humanidade. Para deixar isso claro, D’us disse a Nôach que a humanidade pode e deve comer a carne de animais. Nosso domínio sobre os animais destaca nossa superioridadee nos lembra que estamos encarregados com Divina responsabilidade de aperfeiçoar o mundo. Para minimizar seus efeitos negativos sobre os seres humanos, quando a Torá foi outorgada D’us proibiu a carne daqueles animais que têm uma influência negativa sobre a alma.

Quer dizer que:
- Não somos animais
- Pôr-se igual aos animais, mesmo moralmente, implica degeneração a um estado caótico generalizado de violência e corrupção
- O Sauron da Torah assassinou milhões de seres humanos, incluindo inúmeras crianças, e bilhões de outros animais pelo simples motivo de que os seres humanos se consideravam iguais aos animais
- A ordem certa para "Deus" é que nós somos superiores aos bichos
- A carne de certos(!) animais é proibida não porque não é ético matá-los, mas porque ela tem uma "influência negativa" sobre a alma.

Ah essas religiões que nos ensinam cada coisa uma mais nojenta que a outra... Respeito pessoas que não tentam me empurrar goela abaixo doutrinas religiosas, mas as religiões abraâmicas definitivamente não me inspiram nenhum respeito.

E pensar que eu estava procurando argumentos que tornassem o judaísmo favorecedor do vegetarianismo...


publicado por Maluvfx às 15:47
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