Ética é o conjunto de valores, ou padrões, a partir dos quais uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões. A ética é importante por que respeita os outros e a dignidade humana.

Sábado, 8 de Maio de 2010
The Fashion Show: desafio vegano.
A FTV Brasil estreou, dia 6, às 22h, um reality show que mostra a batalha por sucesso na indústria da moda.  Em “The Fashion Show”, 15 estilistas lutam para levar suas criações ao mercado.
...
No último desafio do mês, quinta-feira, 27 de maio, às 22h, os participantes vão estrelar no capítulo “The Shoe Must Go On”. Nesta quarta etapa, mostrarão que os sapatos são os melhores amigos de uma garota. No minidesafio Harper’s Bazaar, moda e funcionalidade são unidas por um desafio ambiental, em que os designers têm de criar uma nova marca para a marca vegan Olsenhaus (sapatos).
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Quarta-feira, 14 de Abril de 2010
Moda Ética e Consciente

Consumo consciente é o melhor estilo


Nunca compre produtos de couro. Procure pelos sintéticos.  Justifique que você não usa peles de animais. Couro sintético é a melhor opção para o estilo social. No casual ou fashion tudo fica mais divertido! Abuse de materiais orgânicos, super em alta, como os das ecobags, (algodão cru), bem natural. As bolsas super coloridas e transadas em patchwork, com várias estampas de tecidos de algodão também são opções maravilhosas! Em relação ao plástico, tome cuidado, procure saber se a empresa usa materiral biodegradável e se recicla os produtos de coleções passadas.
Agora me diga, com tanto material tecnológico e tanta criatividade, para quê usar restos de animais?!
Definitivamente, a mulher moderna, descolada, antenada, ativa e urbana, que esbanjam autoconfiança, são adeptas da moda ética e consciente!
Nylon, verniz, lona, algodão cru, microfibra, poliéster, PVC, etc... Escolha qualquer um desses materiais, nunca a dor, exploração e morte. Você têm opção.


Onde encontrar:


Sapatos:
- Picadilly http://www.varejopiccadilly.com.br
A empresa não trabalha com couro, as matérias-primas possuem rápida decomposição (em até 5 anos) e não deixam resíduos químicos.
O farelo obtido nesse processo pode ser utilizado como adubo.
Ainda há a linha de bolsas ECO feitas a partir de lona de outdoor.
Para os não adeptos à busca por sapatos em lojas, ou para aqueles que já conhecem os produtos, mas não encontraram a cor ou tamanho que procuravam, a dica é comprar direto na loja virtual:
picadilly
Picadilly
- Melissa http://www.lojamelissa.com.br
- Havana (social masculinos)
havana1
Havana
- Azaléia http://www.hotsiteazaleia.com.br
- Alfa Calçados
Empresa Vegana. Está localizada em Portugal. Mas pode ser comprado aqui no Brasil pelo site www.guiavegano.com.br
alfacalcados
- Beira Rio www.beirario.com.br
A Beira Rio não é mais uma empresa de “sapatos para o lazer” como indica o nome da marca. No site, podem-se encontrar botas, scarpins, sapatilhas, etc.
beira_rio_2
- Grendha www.grendha.com.br
Marca da empresa Grendene, a mesma empresa-mãe da Melissa.
- Goóc www.gooc.com.br
Calçados, bolsas e acessórios e lona e borracha. Masculinos e femininos.


Bolsas e acessórios
- Chenson www.chenson.com.br (Encontre também na NetBolsas  www.netbolsas.com.br)-
“A Bolsa Chenson que você usa, além da qualidade e do estilo que você  conhece, carrega também uma história de sucesso ao redor do mundo. Chenson é a marca de bolsa de mão mais vendida no Brasil e no mundo. Sensibilidade, design, tecnologia na criação e também em todo o processo de produção para garantir qualidade superior em seus produtos, que são recicláveis, em respeito ao meio ambiente. E mais, a Chenson também faz projetos de desenvolvimento sustentável junto às comunidades, com resultados admiráveis, o que proporciona uma satisfação a mais na hora de usar sua Chenson.” Site da marca.


- Kipling www.kipling.com.br
- Vani (Encontre também na NetBolsas  www.netbolsas.com.br)
- Mítrol (Encontre também na NetBolsas  www.netbolsas.com.br)
- Sêneca (Encontre também na NetBolsas  www.netbolsas.com.br)
- Lighthouse (pasta executiva masculina) (Encontre também na NetBolsas  www.netbolsas.com.br)
- TNG www.tng.com.br (Encontre também na Bagaggio  www.bagaggio.com.br)
TNG

- Bagaggio www.bagaggio.com.br
Mas cuidado! Na loja ou no site, você encontra bolsas de diversas marcas e materiais. O bom é que o site possui um sistema de busca em que você pode clicar no material que deseja e refinar sua busca aos produtos apenas naquele material. Nas opções têm “couro” , “couro sintético”, “nylon”, “poliéster” e “tecido”. As opções renunciando o couro são bem maiores.
Pucca
Betty Boop
Snoopy
- Hello Kitty
Penélope Charmosa
Everlast
Timberland
- Alexandre Herthovitch (Encontre também na Bagaggio  www.bagaggio.com.br)
- Goóc www.gooc.com.br
Calçados, bolsas e acessórios e lona e borracha. Masculinos e femininos.
- Matiz (Encontre também na Le Postiche  www.lepostiche.com.br)
Cuidado! Possui produtos em couro, tanto a Matiz quanto a Le Postiche!
- Mario Prata www.marioprata.com.br
Venice
Moo_shoes
Moo Shoes

Site e lojas de roupas Veganas no Brasil
- King 55
 www.king55.com.br
Camisetas e jeans. Sustentabilidade e luta contra a exploração animal.
Rua Harmonia, 452 – Vilas Madalena – São Paulo – SP
(11) 3032 1838
- XBloodlineX ClothingProdutos livres de crueldade Animal. Vendas pela internet e entregas em todo o país.
www.myspace.com/xbloodlinex www.xbloodlinex.com.br
- Tree Tap www.treetap.com.br
Couro Vegetal da Amazônia!
Av. Rui Frazão Soares, 80 Sala 218- Alpha Barra, barra da Tijuca – Rio de Janeiro - RJ


- Vegan Pride www.veganpride.com
Acessórios livre de crueldade
Sites de sapatos veganos no exterior:
Se você busca variedade, irá se surpreender com os sites de calçados, roupas e acessórios
veganos existentes no exterior. Apesar do custo de envio, a boa notícia,é que sim, eles entregam no Brasil!!
http://www.vegetarian-shoes.co.uk
http://www.mooshoes.com
http://www.alternativeoutfitters.com (Vegan Boutique)
www.herbivoreclothing.com


Outras Opções:
Lojas populares e de departamentoLojas populares de calçados, como aquelas existentes no centro das grandes cidades, são uma ótima opção, pois muitas trabalham com modelos sintéticos, para bolsas também.
Em lojas de departamento como Renner, C&A, Riachuelo, Marisa, Leader, etc. você deverá encontrar modelos sintéticos com freqüência. Em algumas redes eles até facilitam a busca e colocam uma etiqueta enorme escrito “COURO LEGÍTIMO” nos modelos não vegans, deixando bem claro o que devemos evitar.
Fontes:www.provegan.com.br
www.netbolsas.com.br (Cuidado! Há produtos de origem animal.)
www.bagaggio.com.br (Cuidado! Há produtos de origem animal.)
www.revistavegetarianos.com.br Ano 2, número 16, p.48-51
Veja também:
- Blusas e EcoBags em patchwork e recicladas:
http://gatacanjica.blogspot.com
- Natalie Portman lança grife de sapatos veganos:
http://www.guiavegano.com.br/vegan/veganismo-e-libertacao-animal/natalie-portman-lanca-sapatos-veganos-em-nova-york-2
- Saiba mais sobre a indústria do couro:
http://www.uniaolibertariaanimal.com/faces-da-exploracao/vestuario

Fonte


publicado por Maluvfx às 10:16
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Segunda-feira, 5 de Abril de 2010
Guarda-roupas sem crueldade

É bem provável que todo vegetariano concorde que a decisão de cortar carne e ingredientes animais da dieta alimentar é apenas o ponto de partida de um estilo de vida diferenciado. Quando nos tornamos herbívoros queremos que a ideologia perpasse todo o nosso cotidiano. Inclusive o das roupas que vestimos. Couro, pele, lã, seda, penas e outros materiais que impõem sofrimento a animais para serem obtidos saem definitivamente de moda. Entram em cena materiais sintéticos e derivados de fibras naturais num estilo que é chamado veg fashion, ou moda sem crueldade, um novo olhar sobre o que realmente é ser chic.Como o próprio nome deixa bem claro, veg fashion é um conceito baseado nos preceitos de não exploração dos animais por capricho e acomodação do bicho-homem.

Não restam dúvidas de que não precisamos de peles de animais como roupas, visto o grande número de recursos sintéticos e naturais, como algodão, bambu e cânhamo, só para citar alguns exemplos, já encontrados no mercado. No entanto, vestir roupas ou usar acessórios feitos de peles genuínas e outras matérias-primas animais ainda é categorizado como luxuoso, ou “glamouroso”, na linguagem da moda.O resultado de tamanha futilidade (com perdão da palavra) é o sofrimento e morte de milhares de animais todos os dias. Segundo estimativas da Fur-Free Alliance, uma coalização internacional formada por cerca de 30 organizações de proteção animal, a indústria da pele mata por ano cerca de 50 milhões de animais para o mercado da moda, de lobos a esquilos (e o levantamento nem inclui coelhos, por falta de números oficiais). E para piorar a situação, uma investigação da ONG Humane Society, dos Estados Unidos, no final da década de 90 divulgou a matança indiscriminada de gatos e cachorros na China e outros países asiáticos.
Os animais, alguns de raça e outros de rua, são abatidos covardemente depois de semanas de confinamento e sua pele abastece a indústria de roupas, acessórios, e bugigangas em geral que são exportadas para todo o mundo.“Minha maior crítica é que milhares de animais são criados em cativeiro somente para este fim, muitas vezes de forma clandestina. Sem contar os problemas do mercado ilegal com a caça, armadilhas e o tráfico. E mesmo assim ainda existe um glamour que sustenta esta crueldade. Grifes internacionais como Prada, Yves Saint-Laurent e Vogue América, por exemplo, ainda valorizam peças de pele real, propagando a idéia de que usá-las é elegante. O maior desafio é mudar a mente das pessoas em relação a este conceito”, diz Danielle Ferraz, jornalista de moda e vegetariana, autora de artigos sobre crueldade com animais na moda e diretora das duas edições do desfile “Veg Fashion”, ocorridos em 2004 e 2006 nas cidades de Florianópolis e São Paulo durante congressos vegetarianos.Novas tendênciasMas apesar dos absurdos de exploração de animais cometidos em nome da moda, o cenário aponta algumas boas notícias em prol da veg fashion. A estilista inglesa e vegetariana Stella MacCartney lidera campanhas internacionais anti-pele e apresenta para o mundo todos os anos coleções de roupas livres de crueldade admiradas pelos maiores especialistas do mundo fashion.
Acompanhando a tendência, nos últimos dois anos estilistas renomados como Ralph Lauren, Calvin Klein, Kenneth Cole e Tommy Hilfiger declararam publicamente a resolução de não usar mais peles e materiais de origem animal em suas criações. E o melhor: puramente pela questão ética.Enquanto isso a organização PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) continua a todo vapor com seus protestos em parceria com celebridades usando o slogan “prefiro ficar nu a usar peles”. Com destaque para a campanha “Voguesucks.com”, que critica explicitamente Anna Wintour, editora da revista Vogue norte-americana, pela promoção e uso de casacos, vestidos e outras peças de peles genuínas e conscientização zero em torno do sofrimento e morte dos animais. “Nós sempre estamos procurando por novos jeitos de conscientização sobre o sofrimento extremo pelo qual os animais passam nas fazendas onde se tiram suas peles e nas armadilhas cruéis que o homem espalha na natureza”, declarou Ingrid Newkirk, presidente da PETA em julho do ano passado na ocasião de uma campanha em conjunto com Stela MacCartney na comunidade virtual Second Life.No Brasil, os desfiles “Veg Fashion”, idealizados pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), foram precursores no objetivo de mostrar os bastidores da moda que não se preocupa com os materiais que utiliza e valorizar as novas grifes conscientes que oferecem peças livres de crueldade.
A presidente da SVB, Marly Winckler, que criou o conceito do desfile, acredita que cada vez mais se alastra essa consciência sobre as atrocidades cometidas contra os animais, seres indefesos e sensíveis, para se obter materiais utilizados nas roupas. “Neste último Carnaval a SVB participou de um desfile da escola de samba Imperador do Ipiranga, de São Paulo, cujo tema foi “a salvação do planeta é o bicho”. Abordamos a questão e não permitimos o uso de nenhum material de origem animal nas fantasias”, conta Marly.Ético e mais baratoModa sem crueldade é um conceito amplo que alia questões éticas, sociais e ambientais. Não se pode (nem se deve) pensar em acabar com a exploração de animais sem considerar o contexto mais holístico de destruição de ambientes naturais e hábitos insustentáveis praticados pelo homem nos dias atuais. “A questão básica é o consumo ético e consciente, respeitando os animais e o meio ambiente. Não faz o menor sentido a utilização de peles e couros em roupas. Tanto pelo sofrimento dos animais como pelos graves impactos ambientais associados à criação intensiva ou captura ilegal dos animais para este fim”, afirma a presidente da SVB.
Quando se fala do contexto que alia conservação ambiental e respeito aos animais, há até pessoas que argumentam que materiais de origem animal seriam mais naturais e ambientalmente mais corretos do que os sintéticos. No entanto, pode ser demonstrado que é justamente o contrário. “O couro, como a pele de qualquer ser vivo, irá se deteriorar e se decompor caso não seja curtido. E o processo de curtume é um dos mais impactantes existentes, pois envolve muitas substâncias químicas pesadas que são extremamente prejudiciais ao meio ambiente e para as pessoas que as estão manuseando”, explica Josh Hooten, fundador da Herbivore Clothing Company, loja virtual de roupas e acessórios criada em 2002 na cidade de Portland, nos Estados Unidos.O conceito da Herbivore Clothing Company nasceu da necessidade de seus donos, o casal Josh e Michelle Schwegmann, usarem roupas pelas quais pudessem expressar com estilo suas idéias sobre veganismo e direitos animais. Há cinco anos eles não achavam opções no mercado e começaram a produzir e desenvolver as idéias por conta própria. Hoje os estilistas e empresários têm em mente que o foco de sua marca é direitos animais, mas sabem que este conceito leva à discussão e análise de outras questões extremamente relevantes, como impactos ambientais, não respeito a direitos humanos e danos à saúde.“Não fazemos as estampas de nossas camisetas em lojas que exploram seus empregados e já usamos em algumas peças malha de algodão orgânico, o que pretendemos expandir para toda a coleção no futuro.
Tudo isso faz parte da mensagem passada pela roupa. E há muitas opções de materiais para isso. Eu mesmo não uso couro, lã, seda e outros materiais do tipo por quase uma década e nunca senti falta ou deixei de achar uma opção que não tivesse origem animal”, ressalta Josh.Reforçando a opinião do norte-americano, a jornalista Danielle Ferraz explica que a indústria têxtil se desenvolveu o suficiente para oferecer opções sintéticas alternativas (e ambientalmente mais equilibradas) que substituem praticamente todos os materiais de origem animal. E isso tudo com uma grande vantagem: o custo de produção do material sintético é mais barato que o de produção de material de origem animal. “Os sintéticos e os materiais naturais geralmente saem mais em conta para o consumidor. E poderiam ser ainda mais baratos se a procura por estas opções fosse maior”, explica Danielle.Como em qualquer atividade econômica, na veg fashion também vale a lei da oferta e procura. Quanto maior a demanda, as opções de oferta crescem, refletindo num preço final mais competitivo e menor. Portanto, para a moda sem crueldade não sair de moda, basta uma procura maior por parte dos consumidores em geral.“O papel do consumidor é parar e pensar de onde estão vindo suas roupas.
Todo mundo concorda que é errado abusar e torturar animais e não deseja sustentar um processo desses, ainda mais com várias alternativas mais conscientes que podem ser usadas”, diz Josh. “O consumidor ético se informa e se preocupa com a procedência do que consome, vendo todos os ângulos da questão. Hoje começa a haver reação às barbaridades cometidas no campo do consumo e campanhas e organizações estão chamando a atenção para o comércio justo. Esse é o caminho”, opina Marly.Marcas no mesmo estilo da Herbivore são mais comuns nos Estados Unidos e Europa (veja box com dicas e opções de compras de roupas cruelty-free / livres de crueldade). No Brasil o conceito é mais novo, porém a consciência é crescente e as opções de veg fashion vão surgindo e se estabelecendo. A questão é que algumas grifes brasileiras estão bem avançadas no campo ambiental, usando materiais orgânicos e/ou reciclados, mas nem sempre são tão criteriosas com o não uso de materiais de origem animal. A última Fashion Week de São Paulo, por exemplo, incorporou o conceito de meio ambiente a partir dos materiais utilizados, o que já pode ser considerado um grande avanço. A expectativa agora é que esta tendência avance e se aprofunde, eliminando também os materiais provenientes de peles, couros e outros derivados de animais.O mais importante é saber que uma moda livre de crueldade é possível e é feita com informação. Se você já conhece a realidade por trás da exploração animal para roupas, sapatos e acessórios, procure usar o conhecimento que têm para incorporar novos hábitos.
Questione a origem do material de suas roupas e seja mais criterioso nas compras. Se já sabe como se vestir com estilo sem a carga da crueldade, passe a idéia para seus amigos e familiares mostrando-lhes opções práticas de compras mais conscientes. Afinal de contas, como bem resume o slogan do desfile “Veg Fashion”, chic é ser consciente. E ninguém em sã consciência quer ser cúmplice de exploração, covardia e maus-tratos a qualquer ser vivo.
Saiba mais: 
Fur Free Alliance
Fur-Free Campaign -
PETA 
www.VOGUESUCKS.com/
Fonte


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É bem provável que todo vegetariano concorde que a decisão de cortar carne e ingredientes animais da dieta alimentar é apenas o ponto de partida de um estilo de vida diferenciado. Quando nos tornamos herbívoros queremos que a ideologia perpasse todo o nosso cotidiano. Inclusive o das roupas que vestimos. Couro, pele, lã, seda, penas e outros materiais que impõem sofrimento a animais para serem obtidos saem definitivamente de moda. Entram em cena materiais sintéticos e derivados de fibras naturais num estilo que é chamado veg fashion, ou moda sem crueldade, um novo olhar sobre o que realmente é ser chic.Como o próprio nome deixa bem claro, veg fashion é um conceito baseado nos preceitos de não exploração dos animais por capricho e acomodação do bicho-homem.

Não restam dúvidas de que não precisamos de peles de animais como roupas, visto o grande número de recursos sintéticos e naturais, como algodão, bambu e cânhamo, só para citar alguns exemplos, já encontrados no mercado. No entanto, vestir roupas ou usar acessórios feitos de peles genuínas e outras matérias-primas animais ainda é categorizado como luxuoso, ou “glamouroso”, na linguagem da moda.O resultado de tamanha futilidade (com perdão da palavra) é o sofrimento e morte de milhares de animais todos os dias. Segundo estimativas da Fur-Free Alliance, uma coalização internacional formada por cerca de 30 organizações de proteção animal, a indústria da pele mata por ano cerca de 50 milhões de animais para o mercado da moda, de lobos a esquilos (e o levantamento nem inclui coelhos, por falta de números oficiais). E para piorar a situação, uma investigação da ONG Humane Society, dos Estados Unidos, no final da década de 90 divulgou a matança indiscriminada de gatos e cachorros na China e outros países asiáticos.
Os animais, alguns de raça e outros de rua, são abatidos covardemente depois de semanas de confinamento e sua pele abastece a indústria de roupas, acessórios, e bugigangas em geral que são exportadas para todo o mundo.“Minha maior crítica é que milhares de animais são criados em cativeiro somente para este fim, muitas vezes de forma clandestina. Sem contar os problemas do mercado ilegal com a caça, armadilhas e o tráfico. E mesmo assim ainda existe um glamour que sustenta esta crueldade. Grifes internacionais como Prada, Yves Saint-Laurent e Vogue América, por exemplo, ainda valorizam peças de pele real, propagando a idéia de que usá-las é elegante. O maior desafio é mudar a mente das pessoas em relação a este conceito”, diz Danielle Ferraz, jornalista de moda e vegetariana, autora de artigos sobre crueldade com animais na moda e diretora das duas edições do desfile “Veg Fashion”, ocorridos em 2004 e 2006 nas cidades de Florianópolis e São Paulo durante congressos vegetarianos.Novas tendênciasMas apesar dos absurdos de exploração de animais cometidos em nome da moda, o cenário aponta algumas boas notícias em prol da veg fashion. A estilista inglesa e vegetariana Stella MacCartney lidera campanhas internacionais anti-pele e apresenta para o mundo todos os anos coleções de roupas livres de crueldade admiradas pelos maiores especialistas do mundo fashion.
Acompanhando a tendência, nos últimos dois anos estilistas renomados como Ralph Lauren, Calvin Klein, Kenneth Cole e Tommy Hilfiger declararam publicamente a resolução de não usar mais peles e materiais de origem animal em suas criações. E o melhor: puramente pela questão ética.Enquanto isso a organização PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) continua a todo vapor com seus protestos em parceria com celebridades usando o slogan “prefiro ficar nu a usar peles”. Com destaque para a campanha “Voguesucks.com”, que critica explicitamente Anna Wintour, editora da revista Vogue norte-americana, pela promoção e uso de casacos, vestidos e outras peças de peles genuínas e conscientização zero em torno do sofrimento e morte dos animais. “Nós sempre estamos procurando por novos jeitos de conscientização sobre o sofrimento extremo pelo qual os animais passam nas fazendas onde se tiram suas peles e nas armadilhas cruéis que o homem espalha na natureza”, declarou Ingrid Newkirk, presidente da PETA em julho do ano passado na ocasião de uma campanha em conjunto com Stela MacCartney na comunidade virtual Second Life.No Brasil, os desfiles “Veg Fashion”, idealizados pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), foram precursores no objetivo de mostrar os bastidores da moda que não se preocupa com os materiais que utiliza e valorizar as novas grifes conscientes que oferecem peças livres de crueldade.
A presidente da SVB, Marly Winckler, que criou o conceito do desfile, acredita que cada vez mais se alastra essa consciência sobre as atrocidades cometidas contra os animais, seres indefesos e sensíveis, para se obter materiais utilizados nas roupas. “Neste último Carnaval a SVB participou de um desfile da escola de samba Imperador do Ipiranga, de São Paulo, cujo tema foi “a salvação do planeta é o bicho”. Abordamos a questão e não permitimos o uso de nenhum material de origem animal nas fantasias”, conta Marly.Ético e mais baratoModa sem crueldade é um conceito amplo que alia questões éticas, sociais e ambientais. Não se pode (nem se deve) pensar em acabar com a exploração de animais sem considerar o contexto mais holístico de destruição de ambientes naturais e hábitos insustentáveis praticados pelo homem nos dias atuais. “A questão básica é o consumo ético e consciente, respeitando os animais e o meio ambiente. Não faz o menor sentido a utilização de peles e couros em roupas. Tanto pelo sofrimento dos animais como pelos graves impactos ambientais associados à criação intensiva ou captura ilegal dos animais para este fim”, afirma a presidente da SVB.
Quando se fala do contexto que alia conservação ambiental e respeito aos animais, há até pessoas que argumentam que materiais de origem animal seriam mais naturais e ambientalmente mais corretos do que os sintéticos. No entanto, pode ser demonstrado que é justamente o contrário. “O couro, como a pele de qualquer ser vivo, irá se deteriorar e se decompor caso não seja curtido. E o processo de curtume é um dos mais impactantes existentes, pois envolve muitas substâncias químicas pesadas que são extremamente prejudiciais ao meio ambiente e para as pessoas que as estão manuseando”, explica Josh Hooten, fundador da Herbivore Clothing Company, loja virtual de roupas e acessórios criada em 2002 na cidade de Portland, nos Estados Unidos.O conceito da Herbivore Clothing Company nasceu da necessidade de seus donos, o casal Josh e Michelle Schwegmann, usarem roupas pelas quais pudessem expressar com estilo suas idéias sobre veganismo e direitos animais. Há cinco anos eles não achavam opções no mercado e começaram a produzir e desenvolver as idéias por conta própria. Hoje os estilistas e empresários têm em mente que o foco de sua marca é direitos animais, mas sabem que este conceito leva à discussão e análise de outras questões extremamente relevantes, como impactos ambientais, não respeito a direitos humanos e danos à saúde.“Não fazemos as estampas de nossas camisetas em lojas que exploram seus empregados e já usamos em algumas peças malha de algodão orgânico, o que pretendemos expandir para toda a coleção no futuro.
Tudo isso faz parte da mensagem passada pela roupa. E há muitas opções de materiais para isso. Eu mesmo não uso couro, lã, seda e outros materiais do tipo por quase uma década e nunca senti falta ou deixei de achar uma opção que não tivesse origem animal”, ressalta Josh.Reforçando a opinião do norte-americano, a jornalista Danielle Ferraz explica que a indústria têxtil se desenvolveu o suficiente para oferecer opções sintéticas alternativas (e ambientalmente mais equilibradas) que substituem praticamente todos os materiais de origem animal. E isso tudo com uma grande vantagem: o custo de produção do material sintético é mais barato que o de produção de material de origem animal. “Os sintéticos e os materiais naturais geralmente saem mais em conta para o consumidor. E poderiam ser ainda mais baratos se a procura por estas opções fosse maior”, explica Danielle.Como em qualquer atividade econômica, na veg fashion também vale a lei da oferta e procura. Quanto maior a demanda, as opções de oferta crescem, refletindo num preço final mais competitivo e menor. Portanto, para a moda sem crueldade não sair de moda, basta uma procura maior por parte dos consumidores em geral.“O papel do consumidor é parar e pensar de onde estão vindo suas roupas.
Todo mundo concorda que é errado abusar e torturar animais e não deseja sustentar um processo desses, ainda mais com várias alternativas mais conscientes que podem ser usadas”, diz Josh. “O consumidor ético se informa e se preocupa com a procedência do que consome, vendo todos os ângulos da questão. Hoje começa a haver reação às barbaridades cometidas no campo do consumo e campanhas e organizações estão chamando a atenção para o comércio justo. Esse é o caminho”, opina Marly.Marcas no mesmo estilo da Herbivore são mais comuns nos Estados Unidos e Europa (veja box com dicas e opções de compras de roupas cruelty-free / livres de crueldade). No Brasil o conceito é mais novo, porém a consciência é crescente e as opções de veg fashion vão surgindo e se estabelecendo. A questão é que algumas grifes brasileiras estão bem avançadas no campo ambiental, usando materiais orgânicos e/ou reciclados, mas nem sempre são tão criteriosas com o não uso de materiais de origem animal. A última Fashion Week de São Paulo, por exemplo, incorporou o conceito de meio ambiente a partir dos materiais utilizados, o que já pode ser considerado um grande avanço. A expectativa agora é que esta tendência avance e se aprofunde, eliminando também os materiais provenientes de peles, couros e outros derivados de animais.O mais importante é saber que uma moda livre de crueldade é possível e é feita com informação. Se você já conhece a realidade por trás da exploração animal para roupas, sapatos e acessórios, procure usar o conhecimento que têm para incorporar novos hábitos.
Questione a origem do material de suas roupas e seja mais criterioso nas compras. Se já sabe como se vestir com estilo sem a carga da crueldade, passe a idéia para seus amigos e familiares mostrando-lhes opções práticas de compras mais conscientes. Afinal de contas, como bem resume o slogan do desfile “Veg Fashion”, chic é ser consciente. E ninguém em sã consciência quer ser cúmplice de exploração, covardia e maus-tratos a qualquer ser vivo.
Saiba mais: 
Fur Free Alliance
Fur-Free Campaign -
PETA 
www.VOGUESUCKS.com/
Fonte


publicado por Maluvfx às 11:53
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Sexta-feira, 2 de Abril de 2010
Moda estilosa e sem crueldade
Beyond Skin
FRET NOT, NO HUMANS, ANIMALS OR SMALL CHILDREN WERE HARMED IN THE MAKING OF THESE SHOES.
Yes, we are vegan shoes! Genuinely Not Leather





Fonte: Beyond Skin
Empresa de moda ética vegana opera da Inglaterra e entrega em todo o mundo
Por Lobo Pasolini (da Redação)
Uma empresa de moda inglesa especializada em sapatos veganos para mulheres tem feito sucesso com sua linha estilosa, feminina e predicada nos princípios do comércio justo. Publicações como Grazia, Instyle.co.uk, Marie Claire, Guardian e Independent já notaram o estilo da Beyond Skin.
A história da grife começa em 2001 quando sua fundadora Natalie Dean tomou a decisão de casar ética com estilo. Depois de dois anos de busca, ela finalmente encontrou na própria Inglaterra uma fábrica que manufaturasse calçados “belos e sem couro”.
Apesar de uma série de incidentes iniciais, com o fechamento de pequenas fábricas cada vez mais raras na Inglaterra, Beyond Skin tornou-se uma grife conhecida. Mas para poder atender a uma demanda de atacado, teve que levar sua manufatura para outros territórios.
“Nós tivemos a sorte de conhecer uma mulher incrível que trabalhava com diversas fábricas em Alicante na Espanha. Ela nos ajudou a encontrar duas fábricas ótimas para nos ajudar a levar adiante a nossa marca”, diz Natalie e sua sócia Michelle Agyeman.
Hoje a empresa conta com duas linhas de produção, Beyond Skin e Beyond Skin Sole, a última uma linha de sapatos estilo balé feitos a mão na Índia. Elas garantem que toda a mão de obra utilizada trabalha em condições adequadas. Ou seja, na fabricação desses sapatos nenhum animal – humano ou não – é explorado.
Nosso produto é sem crueldade, mas nos preocupamos também onde eles são feitos e por quem eles são feitos”, disse Natalie durante a semana de moda de Londres.
Além de vender online pelo próprio website, com entrega para todo o mundo, e por outros websites de e-commerce, Beyond Skin está disponível em dezenas de lojas no Reino Unido, Europa, Estados Unidos e Japão.



Visite: Beyond Skin
via ANDA


publicado por Maluvfx às 06:09
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Moda estilosa e sem crueldade
Beyond Skin
FRET NOT, NO HUMANS, ANIMALS OR SMALL CHILDREN WERE HARMED IN THE MAKING OF THESE SHOES.
Yes, we are vegan shoes! Genuinely Not Leather





Fonte: Beyond Skin
Empresa de moda ética vegana opera da Inglaterra e entrega em todo o mundo
Por Lobo Pasolini (da Redação)
Uma empresa de moda inglesa especializada em sapatos veganos para mulheres tem feito sucesso com sua linha estilosa, feminina e predicada nos princípios do comércio justo. Publicações como Grazia, Instyle.co.uk, Marie Claire, Guardian e Independent já notaram o estilo da Beyond Skin.
A história da grife começa em 2001 quando sua fundadora Natalie Dean tomou a decisão de casar ética com estilo. Depois de dois anos de busca, ela finalmente encontrou na própria Inglaterra uma fábrica que manufaturasse calçados “belos e sem couro”.
Apesar de uma série de incidentes iniciais, com o fechamento de pequenas fábricas cada vez mais raras na Inglaterra, Beyond Skin tornou-se uma grife conhecida. Mas para poder atender a uma demanda de atacado, teve que levar sua manufatura para outros territórios.
“Nós tivemos a sorte de conhecer uma mulher incrível que trabalhava com diversas fábricas em Alicante na Espanha. Ela nos ajudou a encontrar duas fábricas ótimas para nos ajudar a levar adiante a nossa marca”, diz Natalie e sua sócia Michelle Agyeman.
Hoje a empresa conta com duas linhas de produção, Beyond Skin e Beyond Skin Sole, a última uma linha de sapatos estilo balé feitos a mão na Índia. Elas garantem que toda a mão de obra utilizada trabalha em condições adequadas. Ou seja, na fabricação desses sapatos nenhum animal – humano ou não – é explorado.
Nosso produto é sem crueldade, mas nos preocupamos também onde eles são feitos e por quem eles são feitos”, disse Natalie durante a semana de moda de Londres.
Além de vender online pelo próprio website, com entrega para todo o mundo, e por outros websites de e-commerce, Beyond Skin está disponível em dezenas de lojas no Reino Unido, Europa, Estados Unidos e Japão.



Visite: Beyond Skin
via ANDA


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